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quinta-feira, 26 de abril de 2018

ATUALIDADE GOSPEL - Tumulto entre guardas municipais e grupo evangélico deixa feridos em Copacabana



RIO - Ao menos 11 pessoas receberam atendimento no Hospital municipal Miguel Couto, na Gávea, após um tumulto, em Copacabana, envolvendo guardas municipais e membros de uma igreja evangélica. A confusão aconteceu em Copacabana, no início da madrugada desta quinta-feira, na porta da 13ª DP (Copacabana). O grupo acusa guardas municipais de agirem com truculência. Entre as vítimas que precisaram de atendimento médico, havia um adolescente de 16 anos. Outro ferido, Jorge Alves, de 60 anos, segundo amigos, sofreu um trauma na cabeça e continua internado na unidade em estado grave. O número de feridos é maior, já que outros integrantes do grupo sofreram escoriações no ombro, nos braços e nas pernas.

Os feridos são membros da Igreja Geração Jesus Cristo, localizada no bairro do Santo Cristo, no Centro. Eles contam que realizavam uma caminhada próximo à orla quando foram abordados por guardas municipais que os acusaram de terem pichado o Parque Garota de Ipanema, no Arpoador. Eles negaram, mas mesmo assim foram conduzidos para a delegacia.

— Estávamos perto do parque ali no Arpoador, que está fechado. Um guarda municipal me abordou, dizendo que haviam pichado o parque com uma camisa igual a minha. Ele disse que eu era o responsável. Ele insistiu e trouxe todo mundo para a delegacia. Isso aconteceu quando estávamos indo embora — relatou o pastor Tupirani da Hora Lores. — Estava esperando para prestar o depoimento, quando ouvi um tumulto danado. Um guarda chamado Bispo começou a empurrar o pessoal. Isso aconteceu, uma vez, duas. Ele então chamou os outros guardas que estavam ali para tumultuar. Aí começou uma pancadaria sem precedentes.

Vídeos feitos durante a confusão por integrantes do grupo e por moradores mostram as vítimas sendo agredidas com cassetetes pelos guardas. Nenhum objeto utilizado para pichação foi encontrado com o grupo que estava em frente à delegacia, contam as testemunhas.

— Não viemos para cá com cassetetes nem com armas. Não fomos até eles (os guardas) para agredi-los. Estávamos aqui esperando para prestar os depoimentos que eles exigiram que a gente fizesse. Foram eles que partiram para cima da gente. Foi esse o absurdo que aconteceu. Os moradores dos prédios desceram e nos passaram as filmagens que fizeram — relatou Tupirani.

Além do adolescente e do idoso, as outras vítimas que foram atendidas no hospital são: Josimar Gomes, Paulo Sérgio Lima, Afonso Henrique, Paulo Mota, Cícero Custódio, Davison Lima, Michel Genésio, Carlos Ferreira e André Rodrigo. Eles levaram pancadas na cabeça, nas costas ou nos braços. Alguns receberam alta do Hospital Miguel Couto ainda durante a madrugada.

— Quando chegamos aqui, um guarda municipal veio e começou a confusão. Empurrou a minha mulher. Depois chamou o pessoal, e eles voltaram. Agrediram todo mundo, uma barbaridade. Uma coisa que não se faz nem com cachorro — contou o vendedor Rafael dos Reis, de 30 anos, antes de mostrar um hematoma nas costas.

Por meio de nota, a Guarda Municipal informou que está apurando a ação em Copacabana envolvendo o Grupamento Especial de Praia e um grupo de evangélicos, "que foi flagrado pichando o Parque de Ipanema". Ainda de acordo com o comunicado, " Diego Luiz Ribeiro de Figueiredo foi autuado em crime ambiental na 12ª DP. Na delegacia, um grupo de cerca de 40 pessoas questionou a prisão e a ação da Guarda Municipal, e houve confusão".

A corporação informou ainda que "o mesmo grupo já havia sido flagrado com sprays e chegou a fazer uma inscrição na parede". E que a "instituição vai apurar com rigor a postura dos guardas flagrada no vídeo, que não condiz de forma alguma com os preceitos, orientação e os procedimentos operacionais da instituição".

'BÍBLIA SIM, CONSTITUIÇÃO NÃO. JESUS VOLTARÁ EM 2070'

Em reportagem publicada em março, O GLOBO mostrou que os dizeres "Bíblia sim, Constituição não. Jesus voltará em 2070" foram pichados em muros e calçadas das zonas Norte, Sul e Oeste do município. Os responsáveis pela difusão da mensagem são cerca de 200 fiéis da Igreja Pentecostal Geração Jesus Cristo — mesma denominação envolvida no tumulto desta quinta-feira-feira.

Os arautos da chegada de Cristo em 2070 são os mesmos que, em agosto do ano passado, fizeram uma passeata do Leme ao Arpoador chamando muçulmanos de “assassinos”, “pedófilos” e “terroristas”. Em razão disso, o líder da igreja, pastor Tupirani da Hora Lores, chegou a ser preso por intolerância religiosa.

Fonte: Jornal Extra

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