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terça-feira, 10 de abril de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 3


O FRUTO DE UM TRABALHO ZELOSO
15 de abril de 2018


Texto do dia.
"Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos." (1 Ts 2.8)

Síntese.
O caráter de uma comunidade não se constrói de modo repentino; é necessário um forte investimento espiritual - por meio de discipulado eficiente e de testemunho pessoal edificante.

Interação
Paulo era um exemplo para aquela comunidade. Uma das questões que se sobressai tanto na primeira como na segunda epístola é o caráter do apóstolo, sua integridade, sinceridade e amabilidade. Sendo merecedor de honra e privilégios entre os tessalonicenses - por ser o orientador espiritual da comunidade, em virtude do grande risco de morte que o apóstolo pessoalmente enfrentou - este não usufruiu de nenhum benefício, antes, trabalhou incessantemente para não ser "pesado" a ninguém naquela localidade.
Nossas ocupações, nosso trabalho, não podem ser utilizados como desculpas para algum tipo de prejuízo à obra de Deus. É necessário que sigamos o inspirador exemplo de Paulo, para que, fazendo o melhor para o Reino de Deus, muitas vidas sejam alcançadas não apenas por nossa pregação, mas também por nosso testemunho enquanto fiéis discípulos de Cristo.

Orientação Pedagógica
Uma sugestão para ser aplicada nesta lição é o uso de uma metodologia denominada de "aquário" (em inglês fishbowl). A metodologia desenvolve-se da seguinte maneira: As cadeiras da classe são arrumadas em círculo. Ao centro do círculo coloque cinco cadeiras (sendo que sempre uma deve ficar livre). Quatro alunos são convidados a sentarem no centro e iniciarem um debate a partir de uma temática sugerida pelo professor. A qualquer momento do debate, alguém da classe pode sentar-se na cadeira vazia, com isso, necessariamente alguém que estava sentado participando do debate deve retirar-se de modo a sempre existir uma cadeira vazia para quem quiser participar, e não permitir que o debate seja atrapalhado. Um mesmo participante pode sair e retornar quantas vezes quiser, o papel do professor é não permitir que o debate acabe; assim este deve, sempre que possível, sugerir novos temas, formular perguntas, demonstrar falhas na argumentação de algum participante, etc.

Texto bíblico

1 Tessalonicense 2.1-12
1 Porque vós mesmos, irmãos, bem sabeis que a nossa entrada para convosco não foi vã;
2 mas, havendo primeiro padecido e sido agravados em Filipos, como sabeis, tornamo-nos ousados em nosso Deus, para vos falar o evangelho de Deus com grande combate.
3 Porque a nossa exortação não foi com engano, nem com imundícia, nem com fraudulência;
4 mas, como fomos aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado, assim falamos, não como para agradar aos homens, mas a Deus, que prova o nosso coração.
5 Porque, como bem sabeis, nunca usamos de palavras lisonjeiras, nem houve um pretexto de avareza; Deus é testemunha;
6 E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que podíamos, como apóstolos de Cristo, ser-vos pesados;
7 antes, fomos brandos entre vós, como a ama que cria seus filhos.
8 Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos.
9 Porque bem vos lembrais, irmãos, do nosso trabalho e fadiga; pois, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós, vos pregamos o evangelho de Deus.
10 Vós e Deus sois testemunhas de quão santa, justa e irrepreensivelmente nos houvemos para convosco, os que crestes.
11 Assim como bem sabeis de que modo vos exortávamos e consolávamos, a cada um de vós, como o pai a seus filhos,
12 para que vos conduzísseis dignamente para com Deus, que vos chama para o seu reino e glória.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
No capítulo dois de 1 Tessalonicenses, Paulo apresenta-nos o paradigma do verdadeiro plantador de Igrejas. Quais devem ser as motivações daqueles que se envolvem no ministério de evangelização e discipulado de novos cristãos? Por vivermos em dias tão difíceis, somos facilmente induzidos a imaginar que apenas nós enfrentamos os desafios de conviver com falsos obreiros, com indivíduos cujo objetivo é o estabelecimento de uma carreira profissional, e não a manifestação da graça do Pai nesta geração. Todavia, neste momento de sua Carta aos tessalonicenses, ao fazer questão de destacar alguns aspectos de sua prática ministerial naquela comunidade, o apóstolo acaba denunciando uma série de indivíduos, que já na Igreja Primitiva, tinham a intenção de instituir feudos particulares ao invés de militarem pelo Reino de Deus. Assim como os tessalonicenses, aprendamos com Paulo.

I- O MINISTRO COMO AQUELE QUE SERVE

1. Aquele que cuida dos outros.
O vocacionado por Cristo possui um coração misericordioso, capaz de compreender a realidade por meio da ótica da graça e do cuidado. Enquanto a sociedade atual apregoa o individualismo como forma padrão de relacionamento, o servo de Cristo envolvido na evangelização, discipulado e pastoreio experimenta a força do amor que se doa para outro; e isto não é à toa, Jesus encarnou este tipo de modelo relacional (Jo 10.26-30). Em Tessalônica, Paulo afirma cuidar daqueles irmãos tanto como uma ama (1 Ts 2.7) - que mesmo sem nenhum vínculo biológico com as crianças de quem cuida, é responsável pela nutrição mais básica como pelos carinhos -, como um pai (1 Ts 2.11) - cuja responsabilidade fundamental é a formação do caráter dos filhos que lhe são dependentes. O apóstolo não procurava benefícios próprios, mas o desenvolvimento daqueles irmãos.

2. Aquele que serve mesmo com o perigo de perder a vida.
Desde o início, o ministério de Paulo entre os tessalonicenses envolveu um nível de comprometimento tal que, em várias ocasiões (1 Ts 2.2,15), o apóstolo testemunha que correu risco de vida. A radicalidade deste tipo de vocação pode ser comparada à chamada de nossos irmãos missionários que atuam em países hostis ao Evangelho hoje (Coreia do Norte, Irã, Vietnã, etc.). Eles não têm suas vidas por preciosas (At 20.24), mas são capazes de enfrentar vários tipos e níveis de riscos para levar a Palavra àqueles que ainda não ouviram as Boas Novas de paz (2 Co 11.23-26). O senso de serviço entre esses obreiros é altíssimo; para eles a vida não faz sentido se não é apresentada como oferta diária diante do altar do Cordeiro de Deus. Este nível de comprometimento com o Reino de Deus está numa condição diametralmente oposta ao tipo de vida nababesca e luxuosa que alguns optam e impõem sobre suas comunidades.

3. Aquele que trabalha para não ser pesado a ninguém.
Esta talvez é uma das características sociais mais marcantes do ministério de Paulo. Ele optou por um estilo de vida despojado, a tal ponto que, na maioria do tempo, não necessitava de uma comunidade ou instituição para garantir-lhe o sustento financeiro; ele mesmo produzia os recursos para sua manutenção (1 Ts 2. 6, 9). Deste modo, seus pedidos financeiros poderiam voltar-se para o sustento das novas comunidades fundadas (2 Co 8.1-5; 9.12). Esta opção de vida certamente exige muito mais daquele que realiza ações para o Reino, entretanto o autoriza a exigir de todos à sua volta uma postura similar (2 Ts 3.12).

Pense
O privilégio de ser ministro do Reino não está associado a prêmios ou reconhecimentos humanos que se podem receber de homens ou instituições. A maior honraria que cabe ao cristão é ser achado digno de continuar a obra iniciada por Jesus há dois mil anos.

Ponto Importante
O Brasil tem sido muito abençoado em função de jovens que, seguindo uma visão de Deus, doaram-se completamente em favor do anúncio do Evangelho. Que essa chama evangelística volte a acender no coração desta geração para que os não alcançados possam ouvir de Cristo.

II- QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESTA IGREJA QUE PAULO AMA?

1. A pregação como exposição da verdade.
O ministério de Paulo entre os tessalonicenses foi bem-sucedido porque o foco dele era o anúncio da Palavra; entretanto, tal tarefa não estava fundamentada em sabedoria humana (1 Ts 1.5), e sim no poder que é próprio da vontade de Deus (1 Ts 2.3,5). Os tessalonicenses não foram envolvidos em estratégias de retórica ou oratória, mas pelo poder do Evangelho. Infelizmente na atualidade, em muitas igrejas, perdeu-se a esperança no poder da Palavra, em virtude disso em muitas celebrações voltadas para jovens a liturgia é preenchida com elementos dos mais diversos (shows de humor, MMA amador, muita música dançante). Que tipo de Igreja teremos daqui a alguns anos se os cristãos que a compõem não valorizam a Bíblia, nem sequer a conhecem?

2. A necessidade de honrar a Deus e a sua Palavra.
A quem preocupamo-nos em agradar quando pregamos o Evangelho? Paulo deixou bem claro àquela jovem igreja que seu compromisso estava em agradar ao Pai, e não a eles (1 Ts 2.4). O apóstolo não temia o que poderia acontecer quanto à reação dos tessalonicenses, pois ele sabia que a aprovação de seu ministério não vinha das pessoas, mas do Deus que confirmara seu ministério (Gl 1.10). Àquele que foi vocacionado por Deus cabe o discernimento e a maturidade para permanecer firme em sua missão, mesmo quando todos e tudo levantam-se como oposição. Nestes dias trabalhosos o Evangelho não é bem recebido por uma geração incrédula e rebelde (Fp 2.15). Contudo, devemos ter a convicção de que não é a eles que buscamos agradar, mas ao SENHOR!

3. O discernimento e a confiança dos tessalonicenses.
No caso da comunidade dos tessalonicenses, apesar do pouco tempo de fé que estes possuíam, a Palavra fluiu entre eles com naturalidade. Um dos motivos de tal desenvolvimento do Evangelho nesta igreja foi o fato de os cristãos ali terem recebido as palavras de Paulo como Palavra de Deus (2 Ts 2.13). Numa sociedade cheia de vozes e mecanismos de comunicação o discernimento é um dos dons mais importantes. Precisamos de maturidade para sermos capazes de rejeitar as falácias (2 Tm 4.4) e acolher a voz do Senhor (1 Co 2.14,15). Como o caso da Igreja em Tessalônica nos demonstra, discernir a vontade de Deus tem relação direta com nossa intimidade com Deus, e não com o tempo que possuímos de fé.

Pense
As estratégias para anúncio do Evangelho podem ser diversas, mas é necessário ter a consciência de que o conteúdo sempre tem que ser mais relevante do que a forma. A falência da Igreja é decretada quando as pessoas a procuram não com sede da Palavra, mas com fome de entretenimento.

Ponto Importante
A aprovação coletiva nem sempre esteve do lado dos profetas e ministros de Deus, todavia, eles permaneceram firmes e inabaláveis. Cresçamos continuamente em intimidade com o Pai, para que em momentos de adversidade tenhamos a serenidade de que nossa chamada é de Deus.

III- OS OBJETIVOS DE UM MINISTÉRIO ÍNTEGRO

1. Colaborar para o desenvolvimento de uma comunidade espiritualmente sadia.
O zeloso trabalho de Paulo tinha um objetivo claro: colaborar no crescimento espiritual dos tessalonicenses de tal forma que estes chegassem ao nível de intimidade desejado por Deus (1 Ts 2.12). O apóstolo, que naquele momento histórico estava em forte atividade missionária, não tinha qualquer intenção de beneficiar-se, de alguma forma, através da vida daqueles irmãos; antes, a finalidade de seus cuidados pastorais era exclusivamente o bem-estar deles. Hoje, cada vez mais, na igreja, precisamos de pessoas comprometidas com o crescimento e amadurecimento de outros.

2. A edificação mútua.
Um dos resultados mais destacáveis decorrentes do estabelecimento de um ministério sadio é a edificação mútua. É necessário reconhecer, apesar deste não ser o objetivo prioritário da presença de Paulo entre os tessalonicenses, que o apóstolo foi ricamente abençoado por meio da convivência com aquela igreja (1 Ts 2.19,20). É assim que o Reino de Deus manifesta-se por meio de uma liderança abençoadora, todos são enriquecidos pelo poder de Deus, tanto os que ministram como os que são ministrados (2 Co 7.7; Fm 7). Nunca devemos compreender a bênção de Deus de forma egoísta, na verdade, sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que Ele nos tem dado (2 Co 9.8).

3. Denunciar as ações do Maligno.
É inevitável: a luz sempre desarticula as trevas (Jo 12.46). Por mais que o foco daquele que faz a obra de Deus com sinceridade não seja esse, mais cedo ou mais tarde, as obras do Maligno acabam sendo reveladas através do estabelecimento dos princípios do Reino de Deus (At 26.18). Foi exatamente isto que ocorreu em Tessalônica (1 Ts 2.14-16); o anúncio do Evangelho foi seguido por uma onda de perseguição promovida por aqueles que, cheios de maldade, não desejavam o desenvolvimento da obra de Deus naquela cidade. A integridade do ministério de Paulo destacava-se, positivamente, em meio a um contexto de falsos pregadores e profetas de aluguel.

SUBSÍDIO
"Jesus
O nome Jesus quer dizer 'Deus salva'. Conforme Paulo anuncia aos tessalonicenses: 'Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo' (1 Ts 5.9). Em uma passagem anterior da epístola, ele refere-se a Jesus como aquEle 'que nos livra da ira futura' (1.10). Poucas vezes (há cerca de dez ocorrências nessa epístola), Paulo refere-se a Jesus sem usar também o título 'Cristo' ou 'Senhor'. Na maioria dessas passagens, o assunto é a morte de Jesus (1 Ts 1.10; 4.14), um lembrete da humanidade dEle e da forma custosa com que Ele efetuou a salvação (Rm 3.25,26).
Talvez a advertência de Paulo de que 'ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema' (1 Co 12.3), seja um indício para entender a passagem em discrepância com esse padrão. Talvez os falsos profetas que negavam a humanidade de Jesus tenham feito uma denúncia desse tipo. A primeira heresia cristológica, o docetismo (de dokeõ, 'parecer' ou 'ter a aparência'), negava a humanidade de Jesus com o argumento de que Ele apenas parecia ser humano, mas, na verdade, não o era. O padrão das referências de Paulo a Jesus e sua morte negam firmemente esse tipo de ensino falso" (ZUCK, Roy B. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p. 282).

ESTANTE DO PROFESSOR
Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

CONCLUSÃO
O bem-estar da jovem Igreja em Tessalônica não era fruto do acaso, como vimos durante esta lição; o padrão paulino de implantar novas igrejas e de discipular novos cristãos fez com que aquele grupo de irmãos, mesmo tendo convivido pouco tempo com o apóstolo, tivesse um nível de espiritualidade diferenciado. Nós, como igreja, na atualidade precisamos cada vez mais disso: amor, integridade e responsabilidade.
Hora da revisão.

Tomando como base a Primeira Epístola aos Tessalonicenses, cite três características de um ministério íntegro.
Dedicação, diligência e doação.

Que riscos a Igreja corre ao retirar a centralidade da Palavra de suas reuniões de celebração?
Perde-se a centralidade de Cristo na adoração, e a liturgia torna-se puro entretenimento.

Quais os efeitos em uma comunidade local de uma vocação ministerial cumprida segundo a vontade de Deus?
Desenvolvimento espiritual, crescimento mútuo e denúncia das obras do mal.

Por que não devemos compreender a bênção de Deus em nossas vidas de modo egoísta?
Sempre que o Senhor abençoa-nos abundantemente, o seu objetivo é que sejamos capazes de compartilhar com os outros o muito que ele nos tem dado (2 Co 9.8).

De que modo as obras do Maligno são denunciadas quando assumimos uma postura de espiritualidade madura?
Por meio dos princípios do Reino de Deus que se estabelecem e manifestam as obras de Cristo.

Pr Marcos André - Contatos palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)

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