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quinta-feira, 24 de maio de 2018

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - Três coisas admiráveis e uma quarta que não conheço


Considere o seguinte texto:

"Estas três coisas me maravilham; e quatro há que não conheço:O caminho da águia no ar; o caminho da cobra na penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem." Pv 30.18,19

Nesse texto do sábio Agur é usado um elemento para metáfora "caminho" a fim de identificar as atitudes próprias de cada um dos caracteres que o autor menciona causar sua admiração: a águia, a cobra e o navio, cada um deles no seu local específico de habitat e deslocamento.

A ideia principal do escritor, apesar de citar três coisas que lhe causam admiração, é enfatizar o grau de espanto causado pelas atitudes de um homem em relação a uma virgem, como os homens perdem a cabeça e colocam tudo a perder por conta de sentimentos afetivos desse tipo.

O recurso que o autor usa é a figura de linguagem gradação, onde ele expõe ideias gradativas até chegar à ideia ápice que é conclusiva. Assim no texto em questão o autor fala da admiração de três coisas: o voou da águia, o deslocamento da serpente e o navegar do navio (ideias menores) para então expressar uma quarta coisa que de tão estranha e admirável ele chega a afirmar que não conhece.

Dessa forma o sábio Agur afirma que o coração de um homem ao se enlaçar por uma mulher é imprevisível. Sabemos pela História que o sábio disse a verdade, pois grandes homens colocaram tudo a perder por conta de paixões carnais, adultério e fornicação. Quantos ministros do Evangelho, dirigentes de igrejas, pais de famílias, etc, já deixaram tudo ou tiveram seus lares destruídos por envolvimentos extra conjugais. Isso sem falar em jovens que se suicidam por paixões desenfreadas e outro tanto que cometem loucuras por ciumes.

Esse assunto cresce de importância nos dias atuais em que a infidelidade é tão facilitada pelas redes  sociais que tem sido cada vez mais difícil se desviar do mal.

Notemos também que o sábio escritor cita três coisas em comum, a imponência e superioridade que cada um dos três elementos impõe no seu habitat, a águia no céu, a cobra na rocha e o navio no mar, e então numa contraposição o autor cita a fraqueza humana na questão sentimental.

Entendemos que a sabedoria desse texto está no alerta ao homem de que deve guardar-se das paixões mundanas e não confiar em si mesmo no que diz respeitos aos laços sentimentais, pois o coração do homem é enganoso. Jr 17.9

Pr Marcos André

Um comentário:

  1. Foi colocado aqui a poucos dias atrás que os comentários seriam publicados até sexta-feira, mas não está acontecendo como foi prometido.

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