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segunda-feira, 11 de junho de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 12


Nossas atitudes diante da Palavra de Deus
17 de junho de 2018


Texto Áureo
"E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos”. Tg 1.22

Verdade Aplicada
Não é suficiente ouvir e conhecer a Palavra de Deus, é preciso praticá-la em todas as áreas da vida.

Glossário
Infalível: Impecável, perfeito;
Interpolações: Introduzir palavras ou frases em texto, a fim de alterar, completar ou esclarecer seu sentido;
Relevância: De grande importância e interesse num contexto; pertinente; que se destaca ou se sobressai.

Textos de Referência.
Tiago 1.21-25
21 Pelo que, rejeitando toda imundícia e superfluidade de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar as vossas almas.
22 E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.
23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não cumpridor, é semelhante ao varão que contempla ao espelho o seu rosto natural;
24 Porque se contempla a si mesmo, e se foi, e logo se esqueceu de como era.
25 Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecido, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito.

Hinos sugeridos.
306, 322, 505

Introdução
A Bíblia é a Palavra de Deus, única regra de fé para a vida e o caráter do discípulo de Cristo. Como temos nos relacionado com a Palavra de Deus? Somos ouvintes e leitores esquecidos ou praticantes?

1. Deus se comunica com a humanidade.
Desde o princípio, o Senhor Deus decidiu falar com o ser humano, instruindo-o sobre como deveria viver no mundo criado por Ele e estabelecendo limites (Gn 1.26, 28; 2.16-17). É nítido na Bíblia que o Deus que criou continuou se comunicando com as pessoas, mesmo depois do pecado (Gn 3.8-9; 4.5-7).

1.1. O Deus criador se revelou.
Nesta lição nos deteremos na comunicação de Deus por intermédio de palavras, sejam orais ou escritas, considerando que, ao longo da história da humanidade, o Criador tem falado em várias ocasiões e de muitas maneiras (Hb 1.1). As obras da criação revelam a existência, a glória e o poder de Deus (Sl 19.1-40). A importância de refletirmos na comunicação de Deus conosco fica clara quando meditamos em alguns textos bíblicos acerca de Deus: Ele é Espírito (Jo 4.24); ninguém jamais viu a Deus (Jo 1.18); Ele é totalmente distinto de Sua criação (Is 40.18-23, 25-26) e diferente do homem (Sl 50.21).

1.2. A necessidade da revelação.
Por causa da realidade da natureza humana pecaminosa, todo o nosso ser é afetado (inclusive mente e coração), porém Deus, por Seu grande amor, age para que sejamos restaurados e possamos conhecer o que Ele tem revelado (Jr 24.7; 1Co 2.10-16). No entanto, há mistérios de Deus que estão além da capacidade humana de entender (Rm 11.33-36). Contudo, o que nos foi revelado, podemos e devemos ter interesse em conhecer e atentar (Dt 29.29). Interessante notar que este texto enfatiza a revelação e o propósito: “para cumprirmos”.

1.3. A relevância da revelação.
Os professores e escritores Gordon D. Fee e Douglas Stuart assim escreveram sobre a natureza da Escritura: “Porque a Bíblia é a Palavra de Deus, tem relevância eterna; fala para toda a humanidade em todas as eras e em todas as culturas. Porque é a Palavra de Deus, devemos escutar – e obedecer”. O próprio Senhor Jesus autenticou a revelação escrita de Deus, constante no Antigo Testamento, como Palavra de Deus (Mt 22.31-32; Mc 10.6; Lc21.22; 24-27, 32), indicando, assim, que era referencial para o Seu ministério e em assuntos de fé e conduta de Seus discípulos.

2. A medida da nossa relação com Deus.
A relevância da Palavra de Deus como medida da nossa comunhão com Deus pode ser atestada em dois textos da Bíblia bastante significativos, por encontrarem-se nos extremos do Livro Sagrado: Gênesis e Apocalipse.

2.1. A Palavra de Deus é completa.
Em Gênesis 3 encontramos a investida do inimigo para levar o primeiro casal a pecar. Ele iniciou justamente com um comentário, tentando distorcer e levantar dúvidas na mente da mulher quanto ao que Deus disse (Gn 3.1). O tentador, assim, procurou semear a falsa ideia de que a Palavra de Deus está sujeita ao julgamento humano. Interessante, agora, notarmos que a última exortação bíblica se refere à nossa relação com a Palavra de Deus (Ap 22.18-19). Em nossa relação com a Palavra de Deus não há espaço para produzirmos alterações ou edições, para inserirmos interpolações das nossas próprias ideias (Dt 4.2; 12.32). Em Gênesis, Eva acrescentou (3.3) e a serpente removeu (3.4).

2.2. Jesus Cristo é a Palavra.
A Palavra de Deus precisa fazer parte da nossa relação com Deus. Certa ocasião muitos judeus creram em Jesus. Então, quando manifestaram esta crença, o Senhor Jesus falou sobre a necessidade de eles permanecerem na Palavra de Jesus e de serem libertos (Jo 8.30-32). Porém, apesar de anteriormente terem crido nEle, não aceitaram a Palavra dEle. Jesus disse que a Palavra tinha que entrar neles (Jo 8.37). O Senhor Jesus falou que eles examinavam as Escrituras porque criam que nelas teriam a vida eterna, no entanto continuavam sem vida por terem rejeitado Aquele do qual as Escrituras testificavam (Jo 5.38-40).

2.3. A ação da Palavra no discípulo.
Jesus Cristo afirmou que aquele que tem comunhão com Deus escuta (ouve com atenção; valoriza; procura obedecer) as palavras de Deus (Jo 8.47). O apóstolo Paulo atestou que os efésios estavam em Cristo, pois antes eles tinham conhecido a palavra da verdade, ou seja, o Evangelho da salvação que lhes foi anunciado (Ef 1.13). A própria fé em Cristo para salvação é produzida a partir da Palavra de Deus (Rm 10.14-17). Interessante que Paulo cita uma profecia de Isaías para argumentar que alguns não são salvos não por desconhecerem a Palavra de Deus, mas por não acolherem a Palavra (Rm 10.16-19).
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3. Atitudes para com a Palavra de Deus.
Jesus Cristo, em seus últimos momentos com Seus discípulos, antes da crucificação, já preparando os Seus discípulos quanto ao Seu retorno ao céu, admoesta-os quanto à necessidade de integrar conhecimento e prática (Jo 13.17). Não é apenas conhecimento. Não é apenas ouvir (Tg 1.22). Interessante neste texto da epístola de Tiago que o praticante e o não praticante ouviram a Palavra de Deus. No entanto, o que ouve e não pratica está enganando e iludindo a si próprio.

3.1. Conhecer e praticar.
Jesus relatou acerca de dois homens que ouviram as Suas palavras. Cada um construiu uma casa, sendo que um edificou sobre a rocha e outro edificou sobre a areia. Vindo a chuva, os ventos e o combate das águas contra as casas, a que estava sobre a rocha permaneceu e a que estava sobre a areia caiu. O Senhor fez então a comparação: quem ouve e pratica, edifica sobre a rocha; aquele que ouve e não pratica, edifica sobre a areia (Mt 7.24-25). O Pr Emerson da Silva, comentando acerca da obediência proposital à Palavra de Deus, escreveu: “Todo obediente ouve a Palavra, mas nem todo ouvinte obedece”.

3.2. Disposição em praticar.
Se declaramos e cremos que a Palavra de Deus é a verdade e a revelação da vontade de Deus para nós, então a disposição em praticá-la deve preceder o conhecimento da mesma. Ou seja, o discípulo de Cristo precisa ir à Palavra com fé e disposição de obedecê-la. Encontramos esse princípio no Antigo Testamento, quando Deus falou por intermédio do profeta Isaías que o povo se aproximava dEle apenas com palavras, mas sem atitude e com o coração distante (Is 29.10-13). No Novo Testamento, quando estava falando com os judeus que questionavam a validade de Seus ensinamentos, Jesus respondeu dizendo que aquele que estivesse disposto a cumprir a vontade de Deus, iria saber ou conhecer acerca da doutrina de Deus (Jo 7.17).

3.3. Conhecimento, decisão e atitude.
O apóstolo Paulo afirma que “vira tempo” em que as pessoas não valorizar o verdadeiro ensinamento da Palavra de Deus, mas procurarão ouvir aquilo que está de acordo com seus pensamentos, suas vontades e conclusões pessoais (2Tm 4.3-4). Será que estamos vivendo este tempo? O discípulo de Cristo não deve buscar nas Escrituras apoio para sua decisão, mas busca-la para decidir e agir a partir do que Deus revelou em Sua Palavra (Sl 119.9, 11, 105). Também é possível decidir e agir, e, somente depois, procurar conhecer a vontade de Deus (1Cr 13.12).

Conclusão.
Que Deus nos conceda a bênção de sermos cheios do conhecimento da Sua vontade, com sabedoria e inteligência espiritual, a fim de que tenhamos um viver digno, agradando ao Senhor, sendo frutíferos e crescendo no conhecimento do Senhor, conforme exposto em Jeremias 9.24.

Questionário.
1. O que as obras da criação revelam?
R: A existência, a glória e o poder de Deus (Sl 19.1-4).

2. O que encontramos em Gênesis 3?
R: A investida do inimigo para levar o primeiro casal a pecar (Gn3).

3. O que precisa fazer parte da nossa relação com Deus?
R: A Palavra de Deus (Jo 8.30-32).

4. O que faz aquele que tem comunhão com Deus?
R: Escuta as palavras de Deus (Jo 8.47).

5. O que está fazendo aquele que ouve e não pratica a Palavra de Deus?
R: Está enganando e iludindo a si próprio (Tg 1.22).

Pr Marcos André - Contatos para palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)
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