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segunda-feira, 9 de julho de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 3

O milagre nas Bodas de Caná
15 de Julho de 2018




TEXTO DO DIA
“Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (Jo 2.11).

SÍNTESE
O primeiro milagre realizado por Jesus evidencia todo o programa de seu ministério.

INTERAÇÃO
Apesar de estar lecionando a pessoas que, em sua maioria, ainda são solteiras, sabemos que a família tem sido alvo constante de ataque. Muitos alunos podem até mesmo ser provenientes de famílias que estão vivendo conflitos terríveis. Interceda por eles e, se julgar oportuno e estiver preparado, aproxime-se e ofereça auxílio. Traumas vividos no âmbito da família de origem podem bloquear a pessoa na formação de um novo lar. Outro problema bastante comum é a reprodução daquilo que antes foi traumático. Interromper tal ciclo destrutivo é um grande desafio. Aproveite a temática transversal da lição — casamento, família — para destacar a importância de um lar harmonioso e com a presença constante de Jesus. Quem sabe você mesmo esteja enfrentando dificuldades no lar. Assim como Jesus interveio nas bodas de Caná, Ele pode entrar com providência hoje mesmo em sua casa e realizar um grande milagre.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
A lição de hoje inicia os onze milagres que serão estudados neste trimestre. A peculiaridade desta é que o milagre objeto de estudo, bem como os próximos seis, são todos do Evangelho de João. Esta seção do quarto Evangelho é conhecida como “livro dos sete sinais” (2.1-11; 4.46-54; 5.2-18; 6.1-15; 6.16-21; 9.1-41; 11.1-46). Além desses sete sinais, há outros números “sete” no Evangelho joanino. Ele contém, por exemplo, sete sermões do Mestre (3.1-21; 4.4-42; 5.19-47; 6.22-59; 7.37-44; 8.12-30; 10.1-21), e a importantíssima pronúncia e/ou declaração “Eu sou” também figura sete vezes no texto (6.35; 8.12; 10.7; 10.11; 11.25; 14.6; 15.1). Uma vez que quanto mais familiaridade com o material, mais lições e conteúdo dele é possível extrair. Que tal incentivar os alunos a ler o Evangelho de João e assim descobrir outras curiosidades que, conforme será visto ao longo do estudo da revista, longe de serem acidentais, possuem um propósito muito bem delineado?

TEXTO BÍBLICO

João 2.1-11.
1 — E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galileia; e estava ali a mãe de Jesus.
2 — E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.
3 — E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
4 — Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
5 — Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.
6 — E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.
7 — Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
8 — E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre sala. E levaram.
9 — E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo.
10 — E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
11 — Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Os Evangelhos, tanto os sinóticos — Mateus, Marcos e Lucas — quanto o de João, são textos basilares para a fé cristã, pois apresentam o Senhor Jesus Cristo, sua concepção miraculosa, seu nascimento, sua mensagem, seu ministério, sua paixão e ressurreição (Mc 1.1; Lc 1.1-4 cf. At 1.1-3). Mesmo assim, conforme João deixa bem claro, tais textos não são exaustivos, visto que o Mestre “fez muitas outras coisas” e, continua o apóstolo do amor, “se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem” (Jo 21.25). Portanto, a série de sete milagres do Evangelho de João que se inicia hoje não significa que o Filho de Deus tenha realizado “apenas” estes, pois como o escritor sagrado afirma, “Jesus, pois, operou também, em presença de seus discípulos, muitos outros sinais, que não estão escritos neste livro” (Jo 20.30).

I. O OBJETIVO DOS MILAGRES NO EVANGELHO DE JOÃO

1. Um Evangelho singular.
Cada um dos Evangelhos possui suas peculiaridades. Tal se dá pelo fato de que eles foram dirigidos a diferentes destinatários e públicos, além de terem sido escritos por pessoas distintas. O de João é um tratado universal e tem um caráter mais abrangente e teológico que os demais. Isso pode ser percebido pelo seu prólogo (Jo 1.1-14). Enquanto Mateus e Lucas, por exemplo, relatam lances acerca do nascimento e infância de Jesus (Mt 12; Lc 1.26—2.52), o quarto Evangelho, em seu prólogo, trata da preexistência do Filho de Deus. As divisões deste Evangelho também demonstram sua singularidade. Uma dessas divisões refere-se aos milagres que o apóstolo do amor relatara.

2. Os sete sinais.
A expressão “sinais” é utilizada por João com o claro significado de “milagres” (Jo 20.30). É emblemático que o apóstolo do amor relate “apenas” sete (2.1—4.54; 5.1—11.57), formando uma seção em seu Evangelho que é comumente denominada pelos estudiosos como "Livro dos Sinais". Na tipologia bíblica, e para os judeus, o número sete transmite a ideia de completude e totalidade.

3. O objetivo dos sinais no Evangelho de João.
Conforme já foi mencionado em lições anteriores, os milagres, ou sinais, possuem objetivos que perpassam, e satisfazem, o socorro do aflito, glorificam a Deus e chegam ao cerne do seu propósito, que é levar as pessoas a crerem “que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (Jo 20.31). Este é justamente o objetivo de o apóstolo do amor ter relatado os sete milagres em seu Evangelho: demonstrar a messianidade de Jesus e com isto levar as pessoas à fé e, finalmente, à vida eterna.

II. JESUS E A VIDA SOCIAL

1. Jesus e a vida social.
É sabido que entre outras coisas, cabia ao discípulo seguir o modelo de vida do seu mestre (Lc 6.40). Neste sentido, Jesus é a referência absoluta de todos que se propuseram a segui-Lo (Mt 16.24, cf. Ef 4.13). E como Ele viveu? Em termos sociais, por exemplo, a postura do Mestre é inequívoca, Ele não se comportou como um eremita, pois comia com pessoas discriminadas e frequentava a casa de todo o tipo de gente (Mc 2.1,2; Lc 7.33,34,36-39; 19.1-10). Não obstante ir a tais lugares, o Senhor não se contaminava com nada e nem praticava o que tais pessoas faziam, pois sua visita tinha objetivo (Hb 4.15 cf. Lc 19.9,10).

2. O casamento valorizado pelo Mestre.
A prova de que Jesus tinha “vida social” é que João registra o importante fato de que o seu primeiro milagre se deu justamente em uma festa de casamento (Jo 2.1-11). É no mínimo curioso que o Mestre tenha escolhido um momento tão corriqueiro para principiar seu ministério, pois tal poderia ter se dado em uma das muitas sinagogas ou mesmo no Templo em Jerusalém. No entanto, ao assim fazê-lo, Jesus demonstra igualmente o quanto Deus valoriza a instituição do casamento e a formação de uma nova família (Mc 10.6-9).

3. A diferença ministerial entre Jesus e João Batista.
A diferença na dinâmica de interação social entre Jesus e João Batista é marcante: enquanto o primeiro imiscuía-se nas relações interpessoais, o segundo vivia no deserto (Mt 3.1; 11.7,18,19). Contudo, tal diferença aponta para uma distinção bem mais profunda entre ambos os ministérios. Enquanto João Batista marcava o fim do Antigo Concerto, sendo o seu último profeta (Mt 11.13), Jesus Cristo, como Filho de Deus, inaugurava um novo tempo, iniciando um Novo Concerto (Mt 26.26-29; Hb 8.13; 9.15). Assim, a vida social de ambos dizia respeito ao chamado e ao ministério que cabia a cada um.

III. O SIGNIFICADO DO MILAGRE DA TRANSFORMAÇÃO DA ÁGUA EM VINHO

1. “Fazei tudo quanto ele vos disser”.
João registra que estando o Mestre acompanhado de sua mãe e dos seus discípulos, realizaram-se umas bodas em Caná da Galileia e eles foram convidados. Entretanto, algo embaraçoso ocorreu: o vinho que era servido na festa acabou. Uma vez que a festa de casamento podia se prolongar por até uma semana (Gn 29.27,28), essa questão não era um problema simples, pois violava uma das regras da hospitalidade. O fato foi comunicado a Jesus por sua mãe e devido à resposta do Mestre, muitos pensam tratar-se de rispidez, mas na verdade, quando se analisa o versículo quatro à luz de outros textos do Evangelho joanino (5.25; 7.30; 8.20; 12.23,27; 13.1; 17.1), fica claro que a palavra do Filho de Deus tem um sentido mais profundo. Ao dizer “Fazei tudo quanto ele vos disser”, Maria tinha certeza que o Mestre interviria mudando aquela situação, bastava apenas que os empregados, por mais que não compreendessem, obedecerem ao que Ele dissesse (v.5). De fato, Jesus orientou os empregados que enchessem de água as seis talhas de pedra que havia na casa e que tirassem em seguida uma porção e levassem do conteúdo para o mestre-sala provar (vv.6-8).

2. O milagre.
A narrativa diz que tão logo o mestre-sala provou da “água” trazida pelos empregados, chamou o esposo e, em tom de surpresa, disse a ele: “Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho” (v.10). O mestre-sala desconhecia o que realmente ocorrera, mas os empregados que encheram as seis talhas com água, sabiam perfeitamente de onde viera a enorme quantidade de vinho da mais alta qualidade para a festa (v.9). De forma discreta, sem nenhum alarde, Jesus realizara um grande milagre.

3. O significado do milagre.
O apóstolo do amor revela que dessa forma Jesus iniciou os seus “sinais” e “manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele” (v.11). Uma leitura ligeira do texto deixa escapar importantes detalhes que lançam luz em seu significado. O versículo seis diz que no local havia “seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus”. A religião oficial de Israel possuía muitos ritos que se fundamentavam não na Lei, mas na “tradição dos anciãos”, sendo um deles o hábito de lavar-se com finalidades ritualísticas e não simplesmente higiênicas (Mc 7.1-4). Ao utilizar para algo social os recipientes cujo objetivo era religioso, Jesus declara que no âmbito do Reino de Deus nada é sem importância, e que a verdadeira purificação não é exterior, mas interior, posto que a água servia para lavar “por fora” e o vinho deveria ser ingerido pelos convidados. Com este ato de transformar a água em vinho, o Mestre demonstra que o seu ministério envolve o cotidiano e que a transformação se dá em todos os âmbitos e dimensões, sendo a intervenção do Senhor a melhor parte, ainda que mude costumes religiosos e sociais, como as talhas religiosas usadas para a festa e o vinho bom distribuído por último (vv.6-10).

CONCLUSÃO
O primeiro milagre de Jesus é um resumo de todo o seu ministério, pois denota seu propósito — a transformação da realidade, seja ela pessoal ou ambiental — resultando na glória de Deus (Mc 7.37; Jo 9.1-4). Foi exatamente isto que ocorreu com a realização deste primeiro milagre do Senhor, ou seja, através dele o Mestre “manifestou a sua glória” e, como resultado, “os seus discípulos creram nele” (v.11).

ESTANTE DO PROFESSOR
RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007.

HORA DA REVISÃO

1. Na tipologia bíblica, e para os judeus, qual ideia o número sete transmite?
Na tipologia bíblica, e para os judeus, o número sete transmite a ideia de completude e totalidade.

2. Apesar de Jesus Cristo andar com pessoas discriminadas e frequentar suas casas, qual era sua postura?
Não obstante, ir a tais lugares, o Senhor não se contaminava com nada e nem praticava o que tais pessoas faziam, pois sua visita tinha objetivo (Hb 4.15 cf. Lc 19.9,10).

3. O que denotam as palavras da mãe de Jesus: “Fazei tudo quanto ele vos disser”?
Ao dizer “Fazei tudo quanto ele vos disser”, Maria tinha certeza que o Mestre interviria mudando aquela situação, bastava apenas os empregados, por mais que não compreendessem, obedecerem ao que Ele dissesse (v.5).

4. O que Jesus declara ao utilizar para algo social os recipientes cujo objetivo era religioso?
Jesus declara que no âmbito do Reino de Deus nada é sem importância, e que a verdadeira purificação não é exterior, mas interior, posto que a água servia para lavar “por fora” e o vinho deveria ser ingerido pelos convidados.

5. Qual o significado do milagre de transformação da água em vinho?
Com este ato de transformar a água em vinho, o Mestre demonstra que o seu ministério envolve o cotidiano e que a transformação se dá em todos os âmbitos e dimensões, sendo a intervenção do Senhor a melhor parte, ainda que mude costumes religiosos e sociais, como as talhas religiosas usadas para a festa e o vinho bom distribuído por último (vv.6-10).

SUBSÍDIO
“Jesus transforma a água em vinho (2.1-11)

O fato de que as grandes talhas que João menciona fossem de pedra (2.6) é significativo e indica que a água que eles continham era provavelmente usada para a purificação ritual, pois recipientes de pedra, ao contrário dos de barro ou metal, não contraem ‘impurezas’. Assim, a transformação desta água em vinho tem significado simbólico: a água que representava a religião do Antigo Testamento foi transmutada por Jesus em um vinho que representava a abundante bênção de Deus. A validade deste símbolo está estabelecida nas Escrituras, que frequentemente retratam o reino escatológico de Deus como um banquete (Mt 5.6; 8.11,12; Mc 2.19; Lc 22.15-18), do qual uma característica básica era a profusão de vinho (cf. Is 25.6). Simbolismo semelhante é encontrado nos comentários que Filo, o filósofo judeu do século I, faz sobre Melquisedeque. Em Leg. Alleg. 3.79, Filo escreve que Melquisedeque ‘trará vinho em lugar de água e dará às nossas almas uma bebida pura, para que elas possam tornar-se possuídas por aquela divina intoxicação que é mais sóbria que a própria sobriedade’.

Ao transformar a água que representa a antiga economia em vinho que representa a vinda do reino de Deus, Jesus ‘manifestou sua glória, e os seus discípulos creram nele’” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2007, p.204).

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