segunda-feira, 9 de julho de 2018

ESCOLA DOMINICAL PALAVRA E VIDA - Conteúdo da Lição 3


Lição 3

RECONHECENDO A SUPREMACIA DE CRISTO
Texto Básico: Colossenses 1.17-23

Ao escrever sua carta, Paulo demonstra seu empenho no sentido de alertar os irmãos sobre a pregação equivocada e distanciada da verdade do Evangelho que estava sendo anunciada. Assim, percebemos de forma objetiva o desejo paulino de estabelecer uma base sólida sobre a pessoa de Cristo. Três verdades podem ser observadas no texto que corrigem posicionamentos equivocados sobre a pessoa de Jesus.

1. Jesus é a fonte de toda a autoridade
“Ele existe antes de todas as coisas...” (1.17a – Almeida Século 21). Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (Jo 8.58 – Almeida Século 21). Isso implica preexistência e mostra que Cristo é diferente dos seres criados. 
Sua existência é anterior a todas as coisas. Quando Paulo afirma que “Ele é antes”, está dizendo que não existe outro antes. Isso aponta para sua autoridade e sua preexistência. Ele é a fonte de toda autoridade. “Ele também é a cabeça do corpo, que é a igreja...” (1.18 – Almeida Século 21).
Além de estar sobre a criação em todos os níveis, como Deus, Cristo é também a cabeça da Igreja.
“Cabeça” – Uma linguagem figurada que mostra a relação orgânica existente entre Cristo e a Igreja. Assim, só existe corpo perfeito com cabeça (ideia da inseparabilidade). Russell Shedd1 diz que:
“Os benefícios da redenção fluem da cabeça para o corpo (...), mas este não tem o direito de reivindicar soberania sobre o mundo, nem um espírito triunfalista (...). Cada vez que a Igreja tem usurpado a posição soberana de Cristo sobre o mundo, foram notados sinais, não do seu caráter celestial, mas carnais e até infernais”.
O texto prossegue: “... é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha o primeiro lugar” (1.18 – Almeida Século 21).
O texto não fala de criação, porque o contexto já colocou Cristo como Criador de tudo, mas destaca sua preeminência como aquele que tem o primeiro lugar e mantém o lugar principal2. Não existe espaço para qualquer outro ser, senão Cristo.
Desta forma, a Igreja testemunha a realidade da primazia de Cristo.
Muitas Igrejas estão se desvirtuando, cultuando pessoas ou instituições.
Uma Igreja saudável se submete a Cristo como cabeça do corpo (Ef 1.22; 5.23). Observe as palavras de Maclaren: “Bem-aventurados seremos se dermos a Cristo a preeminência, e se os nossos corações lhe derem o primeiro lugar, o último lugar do meio e todos os espaços vazios” 3.
No versículo 19, Paulo diz: “Porque foi da vontade de Deus que nele habitasse toda a plenitude” (Almeida Século 21), verificamos que foi do agrado de Deus que em Jesus habitasse toda a plenitude (pleroma) que pode referir-se à totalidade dos poderes e atributos divinos4.
Diante de tudo isso, não há dúvida de que Ele é a fonte de toda a autoridade. O conhecimento desta verdade deve levar cada discípulo a uma posição de rendição. Isso não só é correto como também é abençoador.
Nossa segurança como discípulos vem desta verdade. Você está seguro em Cristo? Você está se submetendo a Ele como o cabeça da Igreja?

1 - SHEDD, Russel. Andai Nele – Exposição Bíblica de Colossenses. São Paulo: Vida Nova, 1991.
2 - RIENECKER, Fritz & ROGERS, Cleon. Chave Linguística do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1988.
3 - SHEDD, Russel. Op. Cit.
4 - RIENECKER, Fritz & ROGERS. Op. Cit.

2. Jesus sustenta todas as coisas
“... e nele tudo subsiste” (1.17b –Almeida Século 21). “Subsistir” significa “Sustentar ou manter”. Cristo controla, sustenta e mantém tudo no universo. Ao contrário do pensamento gnóstico que esvaziava esta ideia. O que Paulo está dizendo é que Jesus não só é o Criador, como também o sustentador de tudo. Muitas ideias têm surgido sobre o universo e Deus. Uma delas é de que um deus criou o universo e depois o deixou entregue às leis naturais (Deísmo).
Na verdade, esta ideia não tem sustentação na Palavra de Deus.
As Escrituras sempre apontam para Deus como um ser inteligente, que elaborou todas as coisas e as mantém em suas mãos poderosas.
Crer desta forma traz vantagens e segurança. Você está debaixo do controle divino? Assim como os
irmãos da cidade de Colossos necessitavam desta convicção, todos os servos de Cristo também necessitam para que possam caminhar na vontade de Deus.
Quem deseja viver para a glória de Deus precisa reconhecer no cotidiano a autoridade de Cristo e entender que Ele tem tudo em suas mãos. Agora, observe o último argumento de Paulo.

3. Jesus é o único meio de reconciliação com Deus
Depois de colocar Jesus como aquele que possui toda a autoridade e sustenta todas as coisas, Paulo o apresenta agora como o único meio de salvação. Veja o que ele diz no verso 20: “e, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão no céu” (Almeida Século 21).
No mundo pós-moderno as pessoas estão afastadas de Deus pelos mais variados motivos: decepção com a Igreja, autossuficiência que se reflete em um estilo de vida independente, ausência de discernimento espiritual, pregação ateísta, ensinos destruidores, etc. Elas seguem suas vidas sem a interferência real de Cristo e sem o reconhecimento de que precisam dEle. Isso as leva para uma situação escravizante.
Como pessoas que pertencem ao Reino de Deus, devemos anunciar a mensagem da reconciliação a todos que estão perdidos.
No verso 20, destacamos o termo RECONCILIASSE que tem a ideia de “transferir de um estado para o outro, mudar da inimizade para a amizade”. Implica na restituição de um estado do qual a pessoa se separou. Paulo revela que a reconciliação vem primeiramente com a restauração de relacionamentos,
e não através de um milagre cósmico qualquer. Assim, toda criação é atingida pelo ato expiatório de Cristo (Rm 5.10) – ideia contrária ao pensamento gnóstico, que dividia os homens em três categorias,
a saber: 1. Hílicos (terrenos).
2. Psíquicos (dirigidos pela alma – redenção secundária). 3. Pneumáticos (espirituais – redenção superior). É bom entender que a obra de Cristo afetou o Universo todo, ao contrário do que diziam os falsos mestres.
No verso 21, dois termos devem ser destacados: ESTRANGEIROS e INIMIGOS. “A vós também, que no passado éreis estrangeiros e inimigos no entendimento por causa das vossas obras más” (Almeida Século 21). O estrangeiro aqui pode ser entendido como “excluído, alienado”. A base dessa palavra tem a ideia de “pertencer a outro” (Ef 5.8). A ênfase está naquilo que eles foram no passado, mas agora deixaram de ser, pois houve a reconciliação. Os inimigos são aqueles que eram “hostis” em sua mente e em todo o seu intelecto (Rm 1.19,32). Agora houve a reconciliação, houve uma transformação.
Isso mostra a restauração de homens pecaminosos para uma realidade de perdão e salvação.
A posição dos reconciliados por causa de Cristo pode ser visualizada no verso 22: “agora ele vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de vos apresentar santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante dele” (Almeida Século 21). Podemos fazer alguns destaques a partir do texto:
“Apresentar santos” – A ideia é de inteiramente consagrados e separados para Deus. Sua vida está inteiramente consagrada a Deus? “Inculpáveis” (sem mancha).
Na LXX (tradução do texto hebraico para o grego), a palavra era usada como um termo técnico para designar a ausência de qualquer coisa errada em um sacrifício (1Pe 1.19). A palavra é usada em sentido moral indicando aquilo que não pode ser criticado, sem defeito moral. “Irrepreensíveis diante dele” Significa “sem acusação”, livre de qualquer acusação. Indica que não existe acusação jurídica que possa ser levantada contra a pessoa. Como está sua consciência diante de Deus?
O apóstolo faz uma observação no versículo 23: “se é que permaneceis na fé, fundamentados e firmes, sem vos afastar da esperança do evangelho que ouvistes...”. Os termos “fundamentados” e “firmes” devem ser entendidos como alicerçados (Mt 7.24-27; 1Co 3.11). Aqueles irmãos deveriam estar fazendo de Jesus o único fundamento.

Para pensar e agir:
Verifique sua própria vida diante de Deus, respondendo com seriedade algumas questões: A verdade de que Jesus é a fonte de toda autoridade tem produzido em sua vida ações abençoadoras? A verdade de que Jesus sustenta todas as coisas tem trazido segurança para sua vida?
A verdade de que Jesus é o único com poder para reconciliar o homem com Deus tem feito você anunciar o Evangelho com coragem?
Viva sempre crendo que Ele é o dono do Universo e que tem o controle sobre todas as coisas. Comprometa-se em anunciar o Evangelho, pois somente Jesus pode reconciliar o homem com Deus.
Faça como o apóstolo: “Esse é o evangelho do qual eu, Paulo, me tornei ministro” (1.23 – NVI).

Fonte: Revista Palavra e Vida

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