terça-feira, 31 de julho de 2018

ESCOLA DOMINICAL PALAVRA E VIDA - Conteúdo da Lição 6


Lição 6
ASSUMINDO SUA POSIÇÃO
Texto Básico: 
Colossenses 2.16-23

Existem pessoas que se sentem culpadas pelo que os outros dizem e acabam minadas por opiniões  que geralmente não refletem a verdade de Deus. Neste tempo onde as heresias se tornam recorrentes, devemos ouvir com avidez o conselho paulino, pois aqueles que pretendem viver para a glória do Pai não podem ser levados pelo erro. O caminho é assumir a posição que Deus deseja. Como você pode fazer isso?

1. Rejeite qualquer julgamento inapropriado
“Assim, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber...” (2.16a – Almeida Século 21). Na falsa doutrina havia uma mistura de adoração aos anjos e legalismo, através das leis cerimoniais.
Os colossenses não poderiam permitir que os falsos mestres viessem obrigá-los a viver uma vida espiritual moldada por uma espécie de sincretismo (processo mediante o qual elementos de uma religião são assimilados por outra religião), e não pelo Evangelho genuíno de Cristo.
O verso 16 pede a interrupção de uma ação já em andamento.
Os falsos mestres ensinavam que algumas comidas e bebidas contaminavam quem as consumia, impedindo-os de entrar em contato com poderes sobrenaturais. Algumas seitas nos dias atuais têm repetido o comportamento dos falsos mestres da cidade de Colossos.
Esteja alerta!
Paulo disse ainda “... ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados...” (2.16b – Almeida Século 21). Os dias de festa seriam as festas religiosas anuais e mensais. A expressão “lua nova” só aparece aqui, no Novo Testamento. Refere-se à festa mensal da antiga aliança. Os gnósticos misturavam alguns aspectos da cultura judaica com elementos astrológicos.


Por que aquele era um julgamento inapropriado?
A primeira resposta está no versículo 17: “os quais são sombras das coisas que haveriam de vir...” (Almeida Século 21). Grego – Skia = “sombra”. A palavra indica uma sombra, que não tem substância em si mesma, porém indica a existência de um corpo que a produz.
O texto está apontando para algo sem exatidão (algo não definido), de temporalidade (a sombra
desaparece, quando a realidade aparece) e inferioridade.
Cada discípulo de Jesus deve entender que quando Ele veio, trouxe a substância e a realidade em sua pessoa (João 1.1;14). Jesus, como revelação do Pai, é a perfeita concretização de todas as coisas. Correr atrás de sombras é um perigo, sendo Cristo a maior revelação de Deus. Esse é o perigo que muitas vidas enfrentam hoje. Elas correm atrás das sombras, e querem fazer com que outras façam o mesmo. O apóstolo fecha a questão, dizendo:
“... a realidade, porém, encontra-se em Cristo” (2.17b – NVI).
A segunda resposta está no versículo 18:
“Não permitam que ninguém que tenha prazer numa falsa humildade e na adoração de anjos os impeça de alcançar o prêmio...” (NVI). A Bíblia Almeida Século 21, neste mesmo verso, diz: “Ninguém seja árbitro contra vós”. Fica 1 - SHEDD, Russel. Op. Cit.  evidente no texto a função de juiz ou árbitro. Árbitro, aqui, tem a ideia de decidir contra alguém, dar uma sentença contrária à pessoa. Russell Shedd diz que árbitro quer dizer “agir na capacidade de um juiz ou árbitro que num jogo desqualifica o atleta ou lhe nega o prêmio” 1.
Era uma palavra direta contra os falsos mestres, que não davam a Jesus o lugar supremo. Os discípulos da cidade de Colossos não poderiam ser julgados por “autoridades falsas”, que se faziam passar por juízes, baseados em uma falsa tese. O texto aponta para alguns detalhes:
“Falsa humildade” – A ideia é que eles “exibiam humildade”, não sendo humildes no espírito. Paulo estava combatendo aquele posicionamento, pois sabia que a humildade deveria ser uma atitude de coração e da interioridade, mais que uma prática legalista externa.
“Adoração de anjos” – Eles adoravam anjos e davam a eles posição de mediadores. O mesmo apóstolo declara em 1Timóteo 2.5:
“Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (Almeida Século
21). Há aqui uma advertência contra os que pretendem buscar a Deus por intermédio dos anjos ou adorá-los. O apelo paulino era para que ninguém – adotando um comportamento distinto do Evangelho
– viesse impedir os irmãos de receberem o prêmio. Um apelo que serve para todos os discípulos de Cristo nos dias atuais.

Paulo termina este versículo dizendo: “Tal pessoa conta detalhadamente suas visões, e sua mente carnal a torna orgulhosa” (2.18b – NVI). Novamente Paulo vai de encontro àquele sistema místico gnóstico. As visões dos gnósticos estavam acima de Cristo como verdade espiritual e foram classificadas como carnais.
Assim, rejeite qualquer julgamento daqueles que podem parecer bem intencionados, mas que estão distantes da verdade do Evangelho de Cristo. Assim fazendo, você estará vivendo para a glória de Deus.
Se você já está fazendo isso, dê o próximo passo:

2. Creia no plano de Deus para sua Igreja
“E não retendo a Cabeça, com a qual todo o corpo, suprido e organizado pelas juntas e ligamentos, vai se desenvolvendo segundo o crescimento concedido por Deus” (2.19 – Almeida Século 21).
Os falsos mestres haviam estabelecido um programa para o desenvolvimento espiritual que não incluía Jesus como Cabeça da Igreja. O texto bíblico aponta para o corpo de Cristo que cresce dentro de uma organização estabelecida pelo próprio Deus. O apóstolo traz esta mesma ideia escrevendo aos
efésios: “Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo. Dele todo o corpo, ajustado e unido pelo auxílio de todas as juntas, cresce e edifica-se a si mesmo em amor, na medida em que cada parte realiza a sua função” (Ef 4.15-16 – NVI).
Devemos perceber que existe um plano para o crescimento da Igreja e uma exortação para os que não estão vivendo neste plano.
Quais são os detalhes deste plano?
2.1 A Igreja depende totalmente de Cristo para crescer. “... e eles não estão ligados a Cristo, que é a cabeça do corpo” (2.19a – NVT). A Igreja deve se lembrar de que Cristo é o Cabeça do corpo.
Nenhum outro plano ou intenção que venha contrariar este detalhe pode ser levado em conta.
2.2 A Igreja precisa de cada membro do corpo para crescer.
“Unido a ele por meio de suas juntas e seus ligamentos, o corpo cresce...” (2.19b – NVT). O tempo presente do verbo enfatiza o crescimento contínuo. Se você faz parte do corpo de Cristo deve viver na interdependência, para o seu próprio crescimento.
2.3 A Igreja cresce nutrida por Deus. “... cresce à medida que é nutrido por Deus” (2.19c – NVT).
Lloyd-Jones afirma de forma categórica:
“Qualquer coisa que ofereça um atalho espiritual – e não interessa se chama cristianismo evangélico ou não – não é o cristianismo da Bíblia. Neste não há atalhos” 2. Este é o plano magnífico de Deus em Cristo! Assumir a posição significa também crer neste plano. Agora veja o último passo:

2 - JONES, M.Lloyd-Jones. O Combate Cristão. Tradução, Odayr Olivetti. São Paulo: PES, 1991.

3. Mantenha-se no curso correto 
“Visto que morrestes com Cristo para os espíritos elementares do mundo, por que sujeitais ainda a mandamentos como se vivêsseis no mundo” (2.20 – Almeida Século
21). A ideia seria: “por que vocês estão deixando que suas vidas sejam governadas por alguns decretos estranhos?”. A palavra de Paulo é uma censura a qualquer escravidão, pois Cristo já nos livrou de todas elas. Já foi o tempo da sujeição ao reino das trevas, ao raciocínio humano falho, à religiosidade sem Cristo, etc (Cl 1.13). Manter-se no curso correto é permanecer no Evangelho.
O versículo 21 completa a ideia: “tais como não toques, não proves, não manuseies?” (Almeida Século 21). A prática gnóstica proibia manusear ou tocar uma série de coisas (comidas e bebidas imundas).
Alguns indicam que os gnósticos eram vegetarianos, não ingerindo carne. Neste ponto eram radicais,
ultrapassando o judaísmo normal.
Paulo traz uma exortação para que os irmãos fugissem de ensinamentos humanos: “Todas estas coisas desaparecerão com o uso, pois são preceitos e doutrinas dos homens” (2.22 – Almeida Século 21). Significa que tais coisas não têm utilidade, nem trazem benefício para uma vida espiritual saudável.
No verso 23 ele diz claramente: “Na verdade, esses mandamentos têm aparência de sabedoria em falsa devoção, falsa humildade, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate aos desejos da carne” (2.23 – Almeida Século 21).
“Não existe espiritualidade que faz sentido numa religiosidade marcada pela exterioridade desprovida
do toque divino na realidade do cotidiano e distante da sinceridade que é proposta no evangelho de Cristo”.3 Tudo aquilo que os falsos mestres realizavam se constituía em uma espiritualidade que não fazia sentido a partir do Evangelho de Cristo. Era apenas uma ilusão.

3 - ROCHA, Evaldo. Construindo uma Espiritualidade que faz Sentido. Princípios da oração do Pai Nosso. Rio de Janeiro: Mover, 2015.

Para pensar e agir:
Jamais deixe que pessoas venham julgar você, a partir de uma visão falsa ou através de uma interpretação bíblica que não é coerente com o ensino apostólico e de Cristo.
Se você deseja viver para a glória de Deus, lembre-se de que você faz parte do corpo de Cristo.
Rejeite qualquer julgamento inapropriado, creia no plano de Deus para sua Igreja e mantenha-se no curso correto, fazendo de Cristo, a cada instante, o Senhor de sua existência.
Assuma sua posição como uma pessoa transformada por Deus e desenvolva sua caminhada espiritual com firmeza!

Fonte: Revista Palavra e Vida

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