terça-feira, 8 de janeiro de 2019

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 2


Enfrentando o sentimento de solidão
13 de janeiro de 2019

Texto Áureo
“Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.", Jo 4.14

Verdade Aplicada
O ser humano por ter sido criado conforme a imagem e semelhança de Deus, é um ser relacional.

João 4:10,11,15-18
10. Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus, e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.
11. Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva?
15. Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede, e não venha aqui tirá-la.
16. Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido, e vem cá.
17. A mulher respondeu, e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido;
18. Porque tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade.

INTRODUÇÃO
A história da mulher samaritana nos mostra que a solidão é um sentimento que foge ao nosso controle. Talvez ela tenha tentado fugir da solidão, mas percebe, ao conversar com Jesus, que não havia conseguido.

1. ENTENDENDO A SOLIDÃO
A solidão não é apenas um estado de sentir-se só. Este sentimento vai além do desejo do indivíduo de querer experimentar a presença de uma companhia, ou até mesmo realizar atividades que possam entretê-lo. Estar só muitas vezes não é uma escolha pessoal.

1.1 Sozinho por escolha pessoal
Em certas situações, algumas pessoas, por escolha própria, buscam estar sozinhas, pois entendem que, de alguma forma, isto pode ser prazeroso e que pode também promover um estado de equilíbrio emocional. Entretanto, tal situação só poderá ser vista como positiva se estiver sob total controle do indivíduo, isto é, se o momento escolhido puder ser encerrado a hora que ele quiser. Neste caso o processo vivido não é de solidão, mas pode se encarado como solitude, um momento escolhido pelo indivíduo para desfrutar de privacidade. Em Seu momento de oração, o próprio Cristo buscou essa privacidade, sem, no entanto, passar pelo sofrimento que é produzido pela solidão (Lc 5.16; 6.12).

1.2 O perigo do distanciamento social
Ao nascer o ser humano dá início a um processo de independência necessário, para que possa ter uma existência saudável. Durante esse processo, ficar sozinho pode se tornar uma experiência extremamente enriquecedora. Entretanto, ao longo de sua caminhada, o homem passará por situações onde experimentará um estado de separação, que se iniciou com sua saída do útero materno, que poderá produzir sentimento de abandono, rejeição, insegurança e ressentimento. A continuidade desses sentimentos pode se transformar em enfermidades da alma e impedir o indivíduo de viver de maneira saudável, com relacionamentos fortes, podendo levá-lo a um distanciamento social.

1.3 Sozinho em meio à multidão
Por mais estranho que possa parecer, a solidão tem crescido em cidades com alto índice demográfico. Viver em locais muito povoados não garante a ninguém de estar livres desse sentimento. Muitos têm dificuldade de se relacionar pelo fato de não conseguirem se identificar com a comunidade na qual estão inseridos. Muitos são os casos em que, diante do grande número de pessoas, cidadãos se veem como célebres anônimos, sem nenhum tipo de relacionamento interpessoal. Em locais onde a população é menos densa  pode haver uma possibilidade maior das pessoas se sentirem solitárias, entretanto, em cidades grandes, onde os relacionamentos estão constantemente se tornando menos profundos, o sentimento de solidão vem crescendo.

2. VAZIO EXISTENCIAL
Em um estudo mais criterioso do ponto de vista espiritual, podemos classificar a solidão como "vazio existencial".  Este vazio é provocado pela ausência de Deus na vida do indivíduo. O pecado afastou o homem do Criador, provocando uma "lacuna cósmica" no seu interior, que nada irá preencher a não ser o Espírito Santo.

2.1 Deus não quer nos ver sós
Quando criou o homem, Deus teve uma preocupação a mais em relação às Suas outras obras. Ao terminar, declarou: "Não é bom que o homem esteja só" (Gn 2.18); e criou para ele uma companheira. Este ato nos mostra o porquê da necessidade do ser humano em se relacionar. O próprio Deus identificou que não é bom para o homem viver só, por esse motivo mesmo após a queda do homem, Deus planejou um meio para que Sua criatura pudesse voltar a ter um relacionamento íntimo com Ele (2Co 5.18-20). Fica evidente na Palavra de Deus que Deus é um Ser relacional. Tanto antes como depois da entrada do pecado, o Criador se volta para o ser humano (Gn 2.18; 3.8-9).

2.2 O perigo da vulnerabilidade
Um dos maiores perigos enfrentados por quem sofre com a solidão é a vulnerabilidade. Quando alguém tem uma vida solitária, pode ficar vulnerável e, assim vir a ser uma alvo fácil de pessoas mal-intencionadas. A solidão diminui nossa capacidade de avaliação, nos levando a aceitar qualquer um como amigo ou parceiro. Muitos sofrem com agressões de todo tipo, são humilhados e explorados por entenderem que é melhor ter uma companhia, ainda que esta seja ruim, a ter que viver sem ninguém por perto. Pesquisas apontam que a solidão vem se tornando um fator de risco para a saúde, sendo avaliada como mais arriscada do que a obesidade e o fumo, se tornando um fator causador de morte prematura.

2.3 Preenchendo o "vazio cósmico"
Podemos, metaforicamente, comparar a solidão a um "vazio cósmico", mostrando o quanto pode se tornar profundo este sentimento, praticamente sem solução, pois se trata de uma condição emocional intangível , onde o indivíduo que sofre com a solidão se afasta cada vez mais, não permitindo que as pessoas possam ajudá-lo. Entretanto, ao perceber sua condição e buscar ajuda profissional, poderá identificar o motivo que o faz sentir-se só. O escritor aos Hebreus nos apresenta a Palavra de Deus como espada poderosa, capaz de penetrar o mais profundo no nosso ser (Hb 4.12). Sendo assim, o contato com a Palavra certamente funcionará como panaceia para a solidão.

3. A SOLITÁRIA DE SAMARIA
A mulher samaritana nos dá muitos motivos para crermos que ela era alguém com um profundo sentimento de solidão, que iremos, depois do conhecimento adquirido sobre o assunto, identificá-los aqui.
3.1 O primeiro indício
Observamos o primeiro indício de solidão da mulher samaritana durante seu encontro com Jesus. Ela estava sozinha no poço para pegar água. Não tinha ninguém com quem conversar e nem para ajudá-la a puxar o balde. Uma mulher de tantos relacionamentos e ainda assim não tinha ninguém por ela.
3.2 Relacionamentos frustrados
Um fato intrigante na história desta mulher é a pluralidade de casamentos (Jo 4.18), fato este que ela desconhecia ser do conhecimento de Jesus, já que, como ela mesma disse, Ele nem samaritano era (Jo 4.9), mas profeta (Jo 4.19b). Assim, aquela mulher que tinha vivenciado tantos relacionamentos conjugais, parece que sofria de algum problema emocional, visto que nenhum de seus maridos conseguiu preencher seu "vazio existencial". A existência humana para ser feliz deverá sempre estar atrelada ao Criador, pois, para termos sucesso em todas as áreas de nossa vida, devemos desfrutar da presença de Cristo (Jo 15.5). Mudar relacionamentos conjugais não é garantia de cura para a solidão.

3.3 Não reconhecer o pecado
Depois de tanto se relacionar, a samaritana não conseguiu se ver livre de uma provável solidão. Então, contrai um relacionamento impuro, passando a viver com alguém que não era seu marido (Jo 4.18). Através da atitude desta mulher, vemos que quanto mais se tenta encontrar alívio para a solidão longe de Jesus, mais o homem se aproxima do pecado. A samaritana estava tão acostumada a trocar de parceiro que não tomou por repreensão as palavras do Mestre. É justamente este o perigo do pecado. Torna-se natural para quem não conhece a Jesus (Jo 4.25), e coloca na solidão a justificativa para pecar.


CONCLUSÃO
Não há dúvidas de que a propagação do Evangelho tem sido uma arma poderosa do Senhor Deus no resgate de muitas pessoas que sofrem com o sentimento de solidão, dando-lhes a oportunidade de viverem, na companhia de Jesus Cristo, como novas criaturas (2Co 5.17).

Questionário (as respostas serão publicadas posteriormente)

1. O que o próprio Deus identificou?

2. Como o escritor aos Hebreus nos apresenta a Palavra de Deus?

3. Qual o resultado de desfrutar da presença de Cristo

4. Quem contraiu um relacionamento impuro, passando a viver com alguém que não era seu marido?

5. Qual o perigo do pecado?


Fonte: Revista Betel

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