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segunda-feira, 22 de abril de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel

PRECISAMOS COMBATER O PECADO DA AVAREZA
28 de Abril de 2013

Texto Áureo
“Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mes­mos com muitas dores”. 1 Tm 6.10


Verdade Aplicada
Os insensatos derrubam os celei­ros, constroem outros maiores, mas se esquecem de cuidar da própria alma.

Textos de Referência

Lc 12.15 E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, por­que a vida de um homem não con­siste na abundância do que possui.
Lc 12.19 E direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; descan­sa, come, bebe e folga.
Lc 12.20 Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens prepara­do para quem será?
1 Tm 6.9 Mas os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.
1 Tm 6.10 Porque o amor do di­nheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores.

INTRODUÇÃO
O pecado da avareza é basicamente composto de duas ideias: procurar obcecadamente o que não se tem, e preservar, a todo custo, aquilo que possui. Ela é também considerada um vício, que tem escravizado uma boa parte da sociedade no mundo. No entanto é preciso dizer que obter as coisas, ou desejá-las simplesmente, não há problemas. O pecado está no desejo pelas possessões temporais sem controle, que passa a ser idolatria, ou seja, quando a confiança nas dádivas de Deus, substitui a confiança no próprio Deus.

1. O PECADO DA AVAREZA
A pessoa que é possuída pelo pecado da avareza tem em seu alvo maior a posse, a autoridade, o domínio e o controle. A avareza se torna, na pessoa, uma espécie de edema espiritual, impulsionando o avaro a uma sede insaciável de ter. Quanto mais o indivíduo procura acabar com sua sede, mais ela aumenta. Esses homens e mulheres dominados por esse pecado, são essencialmente tristes, pois muitas vezes possuem casas abarrotadas de mobílias, enfartadas de objetos preciosos, mas sem moradores que possam aproveitar como companhia. Na verdade, o avarento é o causador de sua própria miséria.

1.1 O avarento e seus bens
Jesus disse que a vida de um homem não pode se restringir à quantidade de bens que ele possui (Lc 12.15). A teologia moderna diz que riqueza é sinônimo de bênção de Deus na vida da pessoa e pobreza é o mesmo que maldição. A verdadeira doutrina da prosperidade são os dízimos e as ofertas com fidelidade ao Senhor. Quem faz esta semeadura atendendo ao que diz Malaquias 3.10 e outros textos bíblicos pode esperar bênçãos do Senhor. Tiago diz que Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que O adoram (Tg 2.5-6).

1.2 Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei para lá
Jó disse que não tem como levar nada daqui (Jó 1.21). “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele” (1Tm 6.7). No caixão, não existe gavetas para levar ouro ou outros bens. O que se leva desta vida é a vida que se leva. Para que tanto orgulho e desprezo pelas pessoas mais pobres? Pobreza não é defeito nem tira a dignidade das pessoas. Jesus disse que os pobres sempre estariam presentes entre os discípulos (Mt 26.11). Os bens conquistados e registrados em nossos nomes nos dão apenas conforto provisório, pois somos apenas “mordomos”, e nada é nosso, e, após a morte, passam-se as riquezas para outros administrarem. Os bens vão passando de mão em mão, nada é permanente.

1.3 A felicidade e o dinheiro
Com ou sem o dinheiro, precisamos estar convictos da nossa felicidade (salvação) e viver intensamente para o Senhor, pois a felicidade não está na riqueza que se possui. Paulo escrevendo a Timóteo diz: “Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos; que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis, que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna” (1Tm 6.3-10, 17-19).

2. O AMOR AO DINHEIRO É A RAIZ DE TODOS OS MALES
Nessa cobiça, alguns se desviaram da fé (1Tm 6.10). A atenção demasiada ao dinheiro tira a visão divina do crente, quanto mais formos atraídos pelo dinheiro, mais distantes vamos ficando de Deus. Os nossos pensamentos não podem estar concentrados o tempo todo em ganhar dinheiro e obter lucros financeiros. Não podemos deixar a avareza crescer e a fome insaciável por riquezas dominar nossas vidas, tornando-nos escravos. O que ama o dinheiro nunca se fartará dele (Ec 5.10).

2.1 Os que querem ficar ricos caem em tentação e em laço
Os que almejam a riqueza caem também em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e perdição (1Tm 6.9). A vontade de ficar rico escraviza os desejos e leva a pessoa a vender coisas ilicitas, subir na vida prejudicando outros, vender o próprio corpo, matar membro da família por causa de herança, participar de tramoias, subornos e lavagem de dinheiro, sonegar impostos, superfaturar produtos e fraudar a concorrência pública. Até o dízimo é retido por quem ama demais o dinheiro. Muitos deixam de honrar e preservar o próprio nome; colocam suas dignidades em jogo para obter vantagens financeiras (Pv 22.1).

2.2 Onde estiver o vosso tesouro aí estará também o vosso coração
O coração não pode estar alienado aos tesouros (Lc 12.34). O jovem rico colocou o seu coração na riqueza, mesmo “guardando” os mandamentos de Deus. Após Jesus lhe pedir para vender o que tinha e repartir com os pobres, ele ficou triste, porque era muito rico (Lc 18.22-23). A riqueza em si não é má, mas por o coração no dinheiro e deixar o Reino de Deus em segundo plano é atitude condenada por Deus. Muitos preferem as riquezas a manter uma vida consagrada e de comunhão com o Senhor. Confiar no dinheiro é um grande engano, apegar-se a ele uma ilusão.

2.3 O dinheiro atrai coisas boas, mas também coisas ruins.
Quantas pessoas estão escravizadas, porque o dinheiro as fascinou e fê-las envolver-se com coisas ilícitas! O que tem muito dinheiro e o que corre atrás dele precisam ter muito cuidado, pois as tentações são enormes nesta área. No meio eclesiástico, muitos têm maculado os seus ministérios, manchado seus nomes e perdido as suas dignidades por colocar o dinheiro como alvo em suas vidas.

3. DEVEMOS AJUNTAR TESOUROS AONDE O LADRÃO NÃO CHEGA
O melhor lugar para guardar dinheiro é onde a traça não consome (Lc 12.33). O homem parece insaciável por natureza, quanto mais tem mais quer. Não é correto ser preguiçoso, pois todos precisam sobreviver do suor dos seus rostos, mas também não precisam ser gananciosos para ajuntar tesouros nesta vida a ponto de impedir o verdadeiro relacionamento com Deus. As melhores riquezas são aquelas que depositamos nos céus, não as passageiras que podem ser roubadas a qualquer momento.

3.1 O dinheiro conseguido de forma desonesta atrai maldição
Quem planta desonestidade colherá frutos da mesma natureza da semente, pois a lei da semeadura não falha. Nunca se viu pessoas viverem felizes por conseguirem dinheiro de procedência duvidosa. Até um troco recebido a mais deverá ser devolvido ao seu dono. Pessoas que enganam e passam os outros para trás não ficarão impunes. Tiago diz que o salário dos trabalhadores retido com fraude está clamando, enquanto os patrões vivem deliciosamente. Mas as riquezas deles estão apodrecidas e as vestes comidas de traça (Tg 5.1-6).

3.2 O dinheiro adquirido de forma lícita não deve ser usado de forma ilícita.
Quem tem dinheiro não deve menosprezar os que não tem nem deve ser avarento ou orgulhoso, pouco ainda deve se omitir de ajudar os necessitados; não deve usá-lo na prostituição, nas bebidas alcoólicas, no fumo, nas drogas, nos jogos de azar, nem na vaidade excessiva. Não se deve gastar dinheiro com aquilo que não é pão, isto é, fora da vontade de Deus (Is 55.2). Não seja esbanjador, seja econômico.

3.3 Quem confia na riqueza tem dificuldade para entrar no Reino dos Céus
Jesus alertou que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no Reino de Deus, porque a maioria deles é muito apegada ao dinheiro que possui e confia nas suas posses, são avarentos, egoístas e orgulhosos. Mas, quando a morte chega, ela não distingue o pobre do rico, mas leva todos. A riqueza não é capaz de deixar o rico para semente. Preste atenção: tudo ficará aqui! (Lc 18.24-25). O materialismo está evidente até no meio cristão, o dinheiro tem falado mais alto, as pessoas valem pelo que têm e não pelo que são. Estes é o pensamento humano.

CONCLUSÃO
Paulo declara, em Filipenses 4.12-13, que aprendeu a passar necessidade e também a ter em abundância. Todos os momentos por que passou, aprendeu tanto a ter fatura, como a ter fome, tanto a ter abundancia, como a padecer necessidade. “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece” diz o apóstolo, no versículo 13. Diferentemente, muitos estão mais preocupados com o dia de amanhã do que em relacionar com Deus, o Dono da prata e do ouro.

3 comentários:

  1. A Paz, Pastor Marcos
    Em Mt 6.24, Jesus dá uma conotação malígna a palavra aramaico "Mammon" significando riqueza.16 das 39 parábolas de Cristo dizem respeito à riqueza. Dificilmente, lemos o NT sem que nossos olhos alcancem rapidamente alguma exortação sobre riquezas. Jo 13.29 é um exemplo de que Judas não podia se apegar a Cristo pois seu coração já tinha dono: Dinheiro.A bíblia ensina dividir e não em acumular.Moisés já alertava o povo de Israel quanto ao perigo que corre de geração em geração - a auto-suficiência, Dt 4.18,19, e esta só surge com a riqueza.

    Contribuem para a cegueira, os pensamentos pós-modernos do relativismo, hedonismo e a atual sociedade consumista.Porém, em apenas uma hora de ebd a itação de Mt 6.24 já ajuda bastante.
    Paz

    "A imagem do cristão que alguns tipos de cristianismo projetaram é a do homem de negócios bem sucedido que encontrou a fórmula da felicidade." (C.René Padilha)

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    1. Irmão Mendes, só uma hora de EBD? Isso é sério? Não quero acreditar, mas eu sei que isso não é culpa tua. Precisamos lutar pela EBD no Brasil.

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  2. é verdade Pastor, tanto no campo da missão como da madureira, em meu estado a exposição de aula á de apenas uma hora quando não menos que isso, disse em todas aqui em meu estado.
    não sei se o nobre Pastor lembra quando comentei que no último congresso aí no Rio de ebd promovido pela CPAD, tudo foi falado a respeito de pedagogia menos do tradicional tempo de exposição. Pelo menos dez anos desde que me converti, por mais técnicas introduzidas, os subitens finais nunca são ministrados com calma, sempre corridos. Como faço? Bem, faço no quadro as idéias principais e discorro, apontando a prática em nossas vidas quando não retificando o que muitas vezes o autor da revista se perde ou pocisiona errôneamente. é difícil deixar todos se pronunciarem em uma hora. Já pensou se as duas horas e poucos minutos de domingo à noite fossem trocadoas pela manhã de domindo ebd? teriamos em peso os membros domingo à noite e duas horas de aprofundamento e retirada de dúvidas.mas isso é um assunto que envolve "lutas" contra estatutos e gente grande...

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