terça-feira, 18 de junho de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 12 - Revista Editora Betel


A CONTENDA PRODUZ A DESUNIÃO

23 de Junho de 2013

Texto Áureo
“E rejeita as questões insen­satas e absurdas, sabendo que produzem contendas” (2Tm 2.23).

Verdade Aplicada
As questões polêmicas nunca ajudaram o cristão ser convicto; pelo contrário, geram conten­das no meio da igreja.

Textos de Referência
2 Tm 2.24,25; Tt 1.10,11,14; 3.9

24 E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente.
25 Corrigindo com man­sidão os que resistem, na expec­tativa de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhece­rem plenamente a verdade.

10 Pois há muitos insu­bordinados, faladores vãos, e enganadores, especialmente os da circuncisão.
11 É preciso tapar-lhes a boca, porque transformam ca­sas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância.
14 Não dando ouvidos a fábulas judaicas, nem a man­damentos de homens que se desviam da verdade.

9 Mas evita questões to­las, genealogias e contendas, e debates acerca da lei, porque são coisas inúteis e vãs.

INTRODUÇÃO
A ocorrência de conflitos em uma igreja local é muito comum. O que não deve ser considerado comum é a aceitação de uma comunidade cristã com essas características, norteando a sua rotina religiosa. As divergências entre os irmãos, ou até mesmo entre as lideranças acontecerão. Cumpre a cada um procurar a melhor forma para a conciliação amigável. O conselho pastoral de irmãs mais experientes, ou até em um grupo de irmãos mais maduros, podem ajudar, mas nunca substituir a orientação das Escrituras. Não podemos deixar de seguir o padrão da Palavra de Deus, pois nEla estão as orientações básicas para uma igreja vitoriosa.

1. AS QUESTÕES TOLAS DEVEM SER EVITADAS
Para ficar debatendo assuntos de difícil interpretação (2 Pd 3.16) que, às vezes, têm vários significados ou sentidos que não foram revelados a Nós? (Dt 29.29). Procuremos nos deter no que é explicável. Muitas igrejas nascem como resultado de visões e interpretações de homens carnais que sempre levantam polêmicas sobre questões bíblicas dizendo que os outros estão errados.

1.1. Procure não ocupar tempo com falatórios inuteis
Há muita coisa a fazer, não gaste o seu tempo discutindo ideias tolas, mas use sua energia na conservação do trabalho cristão e na congregação da vida por meio da oração, jejum, leitura bíblica e outros assuntos importantes (1 Tm 4.7; Tt 3.9-11). Não podemos nos ocupar e perder com falatórios e questões que não levem a nada, a não ser para criar polêmicas, transtornar e confundir os ouvintes. É bom que a nossa mente esteja ocupada com coisas sadias e frutíferas.

1.2. Rejeita as fábulas profanas
“Nem se deem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé” (1 Tm 1.3-4). “Mas rejeita as fábulas profanas e exercita-te a ti mesmo em piedade” (1 Tm 4.7). Procure não se ocupar com elas, pois trazem controvérsias (Tt 3.8-11). Tudo que não convenha ou que não edifique não se deve dar atenção (1 Co 10.23).

1.3. Nenhuma profecia é de particular interpretação
As profecias não foram produzidas por vontade dos homens (2 Pe 1.20-21). Por mais que o homem queira dar resposta a todos os enigmas bíblicos, ele não conseguirá; não podemos interpretar a Bíblia de acordo com as nossas filosofias e conveniências. Ninguém está autorizado a mudar o sentido da Palavra de Deus para seu próprio proveito (2 Co 4.2). Cuidado! Ao torcer a Palavra estarás caminhando para sua própria perdição (2 Pe 3.16-18).

2. NÃO HÁ LUCRO NAS CONTROVÉRSIAS
Alguns irmãos extremistas consideram ultrapassado, o conjunto de normas e funções que as Assembleias de Deus utilizam para promover a vida cristã sadia, e não querem mais os cultos de doutrina; Escola Bíblica Dominical tradicional; questionam as nossas literaturas e querem criar novos métodos paralelos para outros estudos, onde levantam polêmicas a respeito da administração eclesiástica, da figura do pastor, da forma de governo ministerial, dos líderes de departamentos e dos pontos bíblicos de difícil interpretação (2 Tm 4.3-4). Isso nunca rendeu lucro para ninguém, mas tem causado muitos aborrecimentos à direção das igrejas.

2.1. O partidarismo dentro da igreja deve cessar
Nós temos que parar com o partidarismo dentro da igreja, dizendo: “Eu sou de Paulo, e eu, de Cristo” (1 Co 1.10-13). As divisões e os grupinhos que seguem ideias e escolas diferentes devem cessar. Precisamos entender que igreja e pastor não são perfeitos. Mas é claro que buscamos o equilíbrio, a unidade e o aperfeiçoamento do Corpo de Cristo (Ef 4.12-16). Nenhuma pessoa questionadora alcançou ou parou numa posição de destaque. Evitemos os grupos murmuradores e desagregadores. Embora não devamos abrir mão do diálogo construtivo.

2.2. Pensamentos ndivergentes devem ser contidos
“Completai o meu gozo, para que tenhais o mesmo modo de pensar, pensando a mesma coisa” (Fp 2.2). Especulações teológicas inúteis e insensatas têm dividido o povo de Deus, levando a ter dentro da igreja a ala X e a ala Y. É preciso ficar claro que muitas coisas nós aceitamos pela fé e será em vão o esforço de certos doutrinadores tentarem outro ensino diferente da verdade bíblica. Alguns se levantam como cabeças para conseguir adeptos que se juntem a eles para implantar a dissidência. Precisamos conter essas ondas dentro das igrejas do Senhor Jesus. Admoestar no mínimo duas vezes e depois, se for preciso, evitá-los (Tt 3.8-11; Mt 18.15-17).

2.3. A briga não promove a paz e nem união.
Muitos pontos de vista antagônicos acabam em discussões e acusações de parte a parte sem nenhum objetivo claro, colocando algumas pessoas contra outras e impedindo a paz entre os irmãos. Quando uma puxa para um lado e a outra para o outro, ambas não podem estar consentindo a mesma coisa (Fp 2.2), nem há união de propósitos. Não dá para ficarmos nos digladiando. Ao invés disso, seguir a paz é a recomendação bíblica (Hb 12.14). E, enquanto depender de vós, tende paz com todos (Rm 12.18). Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união! (Sl 133.1).

3. AO SERVO DO SENHOR NÃO CONVÉM CONTENDER
“Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus” (1 Co 11.16). No Evangelho de Jesus, não pode haver rixas, litígios e disputas entre os irmãos. “Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas” (Fp 2.14). A recomendação de Paulo a Timóteo diz que, ao servo do Senhor, não convém contender, mas exercer a mansidão (2 Tm 2.24).

3.1. Contender não levará a nada, a não ser a desgaste público
Nas contendas de palavras, nascem provocações, difamações e suspeitas malignas (1 Tm 6.3-5). O desgaste perante a igreja virá para quem é contencioso, o seu nome será questionado ao ser indicado para qualquer atividade. Aliás, ninguém quer trabalhar com quem reclama, murmura e questiona tudo, é durão, rabugento, ranzinza, briga com todos e desestabiliza a obra de Deus. Muitas contendas têm nascido ao discutir sobre tradições, usos e costumes nas igrejas. Estamos vivendo uma época que todos os conceitos estão sendo colocados em xeque, mas de uma coisa tenho certeza que tudo aquilo que for realmente de cunho bíblico ficará para sempre e ninguém poderá mudar.

3.2. Não promova disputa ou falatórios inúteis
Evite os falatórios inúteis, porque produzirão maior impiedade (2 Tm 2.16). A pessoa que promove disputas e que dispersa o povo de Deus, com certeza cairá no descrédito e, consequentemente, será colocada de lado. Os insensatos levantam discussões maldosas que não levam a lugar nenhum, só causam prejuízos. A verdadeira atividade do cristão deve ser o cultivo das virtudes e não o fruto das controvérsias e discórdias que tiram a paz, dividem as igrejas e afastam os crentes, principalmente os neófitos.

3.3. Se eu não posso ajudar, não devo atrapalhar.
Se você não ajunta, com certeza poderá espalhar. Quem não ajuda o Reino de Deus não deve também atrapalhar seu andamento. Não dê ouvido a mandamentos de homens desviados da verdade (Mt 15.8-9); Tt 1.14). “Ó Timóteo, guarda o depósito que te foi confiado, evitando as conversas vás e profanas e as oposições da falsamente chamada ciência” (1 Tm 6.20-21). Muitos têm prestado um desserviço ao Reino de Deus atrapalhando a harmonia e consequentemente a união. Mas ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, que fechais o Reino dos Céus aos homens. Vós mesmo não entrais, nem deixais entrar os que estão entrando (Mt 23.13).

CONCLUSÃO
Os conflitos pessoais, conflitos políticos e conflitos doutrinários em uma comunidade cristã infelizmente ainda acontecem. As pessoas ainda tem uma visão particular de como a igreja deve ser conduzida e vivida. Há cristãos por exemplo, que julgam que as Escrituras é de particular interpretação; outros que não precisam ser pastoreadas por uma liderança instituída. A maneira como vamos enfrentar os problemas e encontrar as soluções, é que vão revelar a nossa coragem e maturidade. Como disse no início: a Palavra de Deus deve sempre a maior ferramenta para trazer soluções a esses problemas que vivemos em nosso tempo.

2 comentários:

  1. A paz,
    bem Pastor, desculpe-me por discorrer sobre outro assunto, é que pelo fato da imprensa ter anunciado a aprovação da "cura gay" pelo Deputado Marcos Feliciano hoje, a segunda pessoa que pensei em desabafar foi o Senhor. A psicologia aplicada a causa segundo o projeto irá tratar com assistência a gays e estes estariam um dia curados. Sabemos que sendo encarada como doença, o que as Escrituras passam a significar ao invés de serem considerado pecado? anularemos o sentido do arrependimento? daí a necessidade de um salvador? e a doutrina da depravação, onde ficará? Como diria importantes escritores cristãos, "culpa,pecado pelo vitimismo".
    De maneira nenhuma entro no debate do nobre deputado e sua permanência na comissão, estou apenas preocupado com os rumos...ademais, caso esteja eu precipitado com informações atualizadas e corretas vai aí a desconsideração do que disse.
    Grato
    Paz e Graça

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    Respostas
    1. Meu irmão desculpe não ter respondido antes, mas aqui está, seus argumentos são coerentes, estou chateado pelo fato de as coisas terem chegado a esse ponto, acho que está faltando coragem pra encarar o homossexualismo como pecado, como depravação da moral, esse é o grande problema da política. A ideia desse projeto é que o homossexualismo não seja encarado como uma coisa normal e dessa forma ele possa ser tratado por psicólogos. Nesse caso a conceituação não estará de acordo com a Palavra que oferece um Libertador para o pecador. Dessa forma é bom que se explique que a psicologia não trata somente de doenças, mas também de problemas humanos. Espero que as coisas não tomem outros rumos como você alertou.

      Paz de Cristo.

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