sexta-feira, 30 de agosto de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 da Revista da Editora Betel


ABRAÇANDO O MODELO DISCIPLINAR DE JESUS
01 de Setembro de 2013

Texto Áureo
“Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo”. Ap 1.3

Verdade Aplicada
Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento de Cristo com a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã.

Textos de Referência

Ap 1.3 - Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.
Ap 1.10 - Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor, e ouvi detrás de mim uma grande voz, como de trombeta,
Ap 1.11 - que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.

INTRODUÇÃO
Todas as verdades e princípios bíblicos referentes ao relacionamento entre Cristo e a Igreja são aplicáveis ao relacionamento entre marido e mulher e entre estes e seus filhos na família cristã. Com esta convicção tomaremos como texto-chave para o estudo desta lição os capítulos de 1 a 3 da Apocalipse. Eles fornecem modelo singular e infalível de disciplina no lar. Na presente lição traçaremos o perfil dos pais (casal à luz daquilo que o Apóstolo pode ver no do perfil de Cristo).

1. A AUTORIDADE DE JESUS CRISTO
Jesus chama os anjos das Igrejas de “estrelas”. Isto significa que a vida dos pastores deve emitir a luz que emana de Deus. Porque a eles Deus coloca em alta posição, delega autoridade e dá do Seu poder e força para que guiem e protejam o rebanho. Ele declara que possui os pastores em Sua mão direita. Sempre que a Bíblia fala de destra, mão direita e braço direito de Deus, estão em vista principalmente a Sua força e Seu poder. Isto mostra que os líderes das Igrejas são sustentados, protegidos e controlados por Deus, a fim de que possam desempenhar bem a missão que lhes foi confiada. Do mesmo modo pais cristãos:

1.1. Devem viver debaixo da autoridade de Deus
Pais verdadeiramente cristãos são aqueles que vivem sob a proteção, o controle e a autoridade de Deus. Somente assim conseguirão proteger os filhos. Como as sete estrelas, recebem de Deus autoridade, força, poder, sabedoria e conhecimento. Suas vidas ilibadas resplandecem sobre os filhos de modo a conduzi-los diuturnamente ao propósito estabelecido para eles e a guiá-los na e para a segurança da salvação.

1.2. Devem passar o maior tempo possível com os filhos e andar no meio deles
Jesus prometeu aos discípulos que edificaria a Sua igreja e garantiu que as portas do inferno não prevaleceriam contra ela (Mt 16.18). Em que se fundamenta tão extraordinária garantia? Sem dúvida reside no fato de Jesus estar com a igreja e viver no meio dela e de ser Ele mesmo que, através dela. investe contra as portas do inferno (Ap 2.1). Assim como a Igreja precisa unicamente da presença de Cristo para viver neste mundo e da garantia que Ele oferece de que não lhe faltará em sua luta contra as fortalezas do príncipe das hostes espirituais da maldade, filhos precisam mais da presença ativa dos pais do que de brinquedos, roupas e outros objetos.

1.3. Devem saber equilibrar elogios e repreensões
Jesus elogiou todos os anjos das Igrejas que apresentavam obras dignas de louvor. Também os repreendeu naquilo que falharam. Assim os pais devem prestar atenção nos filhos e elogiá-los naqueles aspectos em que são merecedores. Porém, não podem descuidar das repreensões quando elas se fizerem necessárias. Filhos necessitam da correção amorosa e constante oferecida diretamente pelos pais. Elogios e reconhecimento são importantes para manter os filhos sempre estimulados e para que saibam que acertaram e que seus acertos alegram e dão prazer aos pais, mas não são suficientes para transformar crianças nascidas no pecado em pessoas capazes de vencer toda e qualquer sorte de tentação, pressões e provocações, tanto de agentes humanos, quanto de agentes espirituais. Por isso, com amor e moderação, repreenda seus filhos e corrija-os quando falharem.

2. FILHOS SÃO PRECIOSOS, VIRTUOSOS E ÚTEIS
Jesus considera as sete igrejas como úteis e feitas de material precioso e incorruptível (Ap 2.12). Ah, se aprendêssemos de Jesus no trato com nossa família! Veríamos nossos filhos como ouro e não como qualquer material perecível mediante exposição ao fogo, a água ou a qualquer outra forma de purificação. Assim, lembremo-nos sempre:

2.1. Que nossos filhos são capazes de suportar a correção
Nós, pais, não devemos desviar a correção de nossos filhos com receio de que eles não a suportem ou que deixem de nos amar. Ao contrário, precisamos submetê-los, com zelo e amor a métodos disciplinares adequados a cada um, para libertá-los de suas fraquezas e imperfeições. Assim, suas virtudes se levantarão e aparecerão vitoriosas com o ouro que perde suas escorias quando provado no fogo e se torna ainda mais precioso e seu brilho resplandece mais, muito mais. quando lavado e polido.

2.2. De destacar as virtudes dos membros de nossa família
Há outro aspecto muito importante de Apocalipse 1.12 que pode ser aplicado às relações familiares e à disciplina doméstica. Trata-se do fato de que Jesus, antes de tudo, mostrou a João a qualidade, o valor e a utilidade das Igrejas. Embora tudo tenha sido dado à Igreja pelo próprio Cristo. Ele permitiu que ela se destacasse a ponto de João ver primeiro a ela, e só depois a Cristo. Quanto sucesso obteríamos se observássemos o método de Jesus na educação de nossos filhos e no trato com nosso cônjuge! Destaquemos e deixemos que as pessoas vejam suas qualidades, o valor e a utilidade que eles têm para nós, para Deus e para a sociedade. Não precisamos temer que eles, brilhem mais do que nós, ao contrário, devemos trabalhar para isso, desejar e esperar que tal aconteça (Jo 14.12; Mt 5.16.). E. quando precisarmos exibir os defeitos, falhas e imperfeições deles e aquilo em que precisam ser corrigidos e aperfeiçoados, o faremos com amor e respeito e no recesso do lar. Então a disciplina será boa, doce e útil, e fara sentido parti eles.

2.3. Devemos reconhecer as diferenças entre um filho e outro
No capitulo 1.11 vemos Jesus ordenar a João: “o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso. e a Esmirna. e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.” Quando lemos o que Jesus mandou João escrever nas dedicatórias da carta que enviou às sete Igrejas, observamos que Jesus conhecia bem aquelas congregações. Notava as diferenças entre elas, por isso nada é repetitivo. As repreensões, advertências, elogios, e promessas são todas distintas e baseadas nas circunstâncias e condições de existência de cada uma delas, em particular. Jesus nunca faz comparação entre as Igrejas; não pediu à morna Laodicéia que imitasse a fervorosa Filadélfia. Assim, pais cristãos devem agir com os filhos. Corrigir, castigar, se for necessário, estimular as boas ações e comportamentos, elogiá-los de acordo com as características particulares de cada um. Compará-los ou esperar que se tornem iguais seria um erro grave, pois poderia, entre outras consequências, gerar mágoas, ciúmes e disputas entre eles.

3. A INFLUÊNCIA DE JESUS CRISTO
Todas as vezes que Jesus se refere a si mesmo como primeiro e último, fala da Sua preexistência a tudo o que foi criado e da Sua subsistência mesmo em lace do fim da Criação ou da inexistência dela. o que mostra que Ele não é outro senão o próprio Deus. Quando Ele diz que foi morto, mas reviveu, mostra que Sua vida, Seu poder. Sua Palavra, ensinamento e influência resistem e sobrepujam às ações de qualquer inimigo, superando todo obstáculo. Mostra ainda que Ele é o primeiro na vida da Igreja, e esta só subsistirá se Ele também for, para ela, o Último. Seguindo esta linha de pensamento, e comparando o ofício dos pais em relação aos filhos com o de Jesus em relação à Igreja, podemos afirmar que:

3.1. Os casais são e devem ser precedentes aos filhos
Ora, espera-se que nas Igrejas que compõem o Corpo do Senhor Jesus, qualquer casal seja precedente aos filhos, mas, além disto, o casal cristão deve subsistir como tal mesmo que não tenha filhos. Pois, as primeiras impressões na alma dos filhos devem ser profundas e feitas pelos pais para marcar-lhes o ser de tal forma, que tudo o que vier posteriormente não tenha o poder de apagar aqueles sinais imorredouros.

3.2. Os casais são e devem ser o exemplo dos filhos
Jesus conquistou o direito e a autoridade de pedir aos crentes de Esmirna que se mantivessem fiéis, mesmo com risco de serem mortos (2.10c). porque Ele próprio deu-lhes tal exemplo de fidelidade diante da morte e demonstrou poder de superá-la: Ele foi morto e reviveu, (Ap 2.8). Do mesmo modo. pais cristãos precisam ser destemidos e dar exemplos de fidelidade incondicional ao Senhor diante da passagem e ação de violentas ondas de impiedade e imoralidade movidas por uma sociedade que deseja apagar as marcas de Deus da história. O modo de vida dos casais cristãos, o temor de Deus que os guarda e guia, o poder de seus ensinamentos, de sua fé e influência e de seus princípios e valores, devem manter-se inabaláveis na vida dos seus descendentes e subsistir de geração em geração.

3.3. Os casais devem ser referencial de esperança dos filhos
Nem sempre é possível que os filhos vejam, com olhos carnais, a recompensa de seus pais por se terem mantido íntegros e fiéis ao Senhor em tudo. Porém, o fervor e a alegria com que conservam a fé, aliada às obras próprias de filhos de Deus; a perseverança deles na convicção de que, mesmo que não seja nesta vida, receberão a recompensa e a fé inabalável que os mantém e os manterá fiéis até a morte ou até a volta de Jesus, criam e cimentam no coração dos filhos uma viva e boa esperança (Rm 5.2-5).

Conclusão
Queridos irmãos, vivamos sob a proteção, controle e autoridade de Deus. Imitemos a Cristo no trato com nosso cônjuge e na educação de nossos filhos. Assemelhemo-nos a Jesus a ponto de podermos marcar as almas de nossos queridos com impressões tão profundas do Senhor que nada do que vier posteriormente tenha o poder de apagar aqueles sinais eternos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.