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terça-feira, 8 de outubro de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 da Revista da Editora Betel



Davi é ungido rei de Israel
13 de outubro de 2013


TEXTO ÁUREO
“Achei a Davi, meu servo; com santo óleo o ungi”. Sl 89.20


VERDADE APLICADA
A unção é a capacitação para o serviço, ninguém recebe unção para benefício próprio, e sim, para servir.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Sl 78.65 - Então o Senhor despertou como quem acaba de dormir, como um valente que se alegra com o vinho.
Sl 78.66 - E feriu os seus adversários por detrás e pô-los em perpétuo desprezo.
Sl 78.67 - Além disto, recusou o tabernáculo de José e não elegeu a tribo de Efraim.
Sl 78.68 - Antes elegeu a tribo de Judá; o monte Sião, que ele amava.
Sl 78.69 - E edificou o seu santuário como altos palácios, como a terra, que fundou para sempre.
Sl 78.70 - Também elegeu a Davi seu servo e o tirou dos apriscos das ovelhas;

INTRODUÇÃO
Os propósitos da unção vêm desde o AT, em que sacerdotes e reis eram ungidos com óleo, para indicar a presença permanente do Espírito Santo em suas vidas e, assim, exercerem suas funções (Jz 9; ISm 9.16). Mas, em relação aos profetas, a unção era diretamente dada por Deus (lRs 19.16; Is 61.1). Essa ideia é a base da unção no NT, tanto de Cristo, quanto dos cristãos. Na lição de hoje, veremos a unção literal e espiritual na vida de Davi.


1. A unção de Davi

Em termos práticos, a unção é a capacitação dada por Deus para executar o serviço ou a vocação dada por Ele. A unção (capacitação) é sempre muito pessoal, variando de pessoa a pessoa, pois nem todos possuem um mesmo chamado. Em algumas pessoas, Deus usa mais tempo e mais circunstâncias para que o aprendizado torne maduro o possuidor da unção. Porém, todos são lapidados como Deus desejar.


1.1. A importância da maturidade

Davi era um simples adolescente que apascentava o rebanho de seu pai. Mas Deus tinha uma necessidade nacional e eterna, e a vida desse jovem se enquadrou perfeitamente com os projetos divinos. Conta-nos Flávio Josefo, o historiador, que naquele dia, na casa do pai de Davi, diante dos irmãos dele, enquanto o óleo escorria pelo seu cabelo e pescoço, uma voz sussurrou em seu ouvido a dizer: “Você será o próximo rei de Israel”. Com a unção ele seria rei, mas, por que não foi logo para o palácio reinar? Simplesmente porque ainda era um menino e necessitava tornar-se maduro, Deus não podia contar com o menino; Deus conta com homens. Isso significa que podemos ter a evidência do chamado, mas pode não ser chegado o tempo, que ainda estamos sendo provados para crescer. Já imaginou Jesus, aos 12 anos, passando pelos enfermos, vendo os problemas da nação, não podendo fazer nada, porque ainda não era sua hora? Se, para Jesus se apresentar, foi necessário um tempo, seria conosco diferente?


1.2. Samuel ungiu a Davi

Enquanto Samuel orava pedindo por Saul e sua restauração decadente, o Senhor tinha planos diferentes: ordenou que Samuel interrompesse a intercessão e fosse a casa de Davi ungi-lo rei de Israel. Houve um impacto no mundo da época quando Davi foi ungido rei. Ao mesmo tempo em que o Espírito de Deus se apoderou dele, saiu de Saul (ISm 16.13,14). Na primeira vez, foi Deus que trouxe o rei até Samuel (ISm 9.16), mas desta vez o profeta teria que sair a procura de Davi. Assim, aprendemos que o Senhor nem sempre usa o mesmo método, por isso, precisamos estar atentos as diferentes instruções para etapas novas em nosso ministério. Observe que Saul foi ungido com um “vaso” de azeite. O vaso é feito por mãos humanas e simbolizava a vontade do povo. Todavia, quando lemos em ISamuel 16.13 RA vemos a diferença. Samuel usou um “chifre e não um “vaso”. E o chifre é feito pelas mãos de Deus, que cresce na cabeça de um animal sem interferência humana. E, nesse dia, “o Espírito do Senhor se apoderou de Davi” (ISm 16.13).


1.3. As peregrinações e perseverança de Davi

Podemos dizer que Davi primeiro passou pela aflição para depois chegar à promoção. Durante 12 anos, ele viveu como fugitivo, enfrentou os desânimos que a vocação provoca e a solidão de uma nova fase em sua vida. Ele enfrentou os altos e baixos. De pastor bem sucedido a herói nacional após abater o gigante Golias; de herói a músico libertador quando tocava para que Saul se acalmasse. No palácio, tornou-se genro de Saul e comandante das tropas, onde seu nome foi aclamado suscitando a inveja de Saul (ISm 18.5-10). Num dia, estava no auge; noutro dia, na caverna; num dia, era o comandante geral do exército israelita, noutro dia, pedia exílio nas terras inimigas para escapar da morte. Existem fases em nossas vidas que nada faz sentido, pois a vocação nos revela surpresas. Fiquemos atentos, pois podemos ser levados por caminhos que jamais pensamos ter que passar.


2. Davi perseguido como vilão

Algo que deveríamos compreender em nossas vidas é que jamais agradaremos a todas as pessoas, e que nossos maiores inimigos podem ser aqueles que amamos e por quem arriscaríamos qualquer coisa para agradar-lhes. Davi, mesmo de posse da unção de rei, sempre se submeteu, honrou e respeitou Saul. Se não fosse plano de Deus, e se Saul não o invejasse, ele tranquilamente continuaria como comandante do exército. Ele era simples, humilde e íntegro. Mas o problema não era ele, mas as perseguições por causa de sua vocação.


2.1. As etapas de um vocacionado

Se você tem um chamado, pense nisto. Por que Davi foi ungido para ser rei? Por que Saul foi reprovado? E por que Davi ainda teve que ir ao palácio para sofrer? O que você acha que Deus tinha em mente quando tirou Davi do pasto para introduzi-lo no palácio real? Acreditamos que: ou Deus queria mostrar para Davi como funciona a monarquia e como jamais um monarca deve agir, ou estava lhe treinando em cada departamento para que, ao ser rei, soubesse como cada um deles funciona. Como você acha que Davi convivia com essa situação em sua mente? As vezes, não há como entender aonde Deus quer chegar com sua trajetória tão estranha (Is 28.21). Todavia, Davi nos ensina uma grande lição. Que mesmo tendo uma grande promessa, cumpria com maestria as etapas de sua vida, e sabia estar contente em todas as situações.


2.2. Invejado por causa do chamado

Quantas pessoas você conhece que, ao destacarem-se, começam a ser perseguidas, criticadas e invejadas? Não pense que o chamado trazia problemas somente nos dias de Davi, ainda hoje acontece o mesmo em muitos lugares. O problema não está no que realizamos, mas naquilo que nos capacita a realizar o que está incidindo sobre nós. Todas as pessoas que possuem um chamado passarão por incompreensões. Se até Jesus chamaram de endemoninhado, o que não falarão de nós? (Mt 12.24). Na verdade, ninguém poderá apagar o brilho de quem Deus escolheu para cumprir sua vontade (Mt 5.14-16). Infelizmente, muitas pessoas não compreendem que deveriam se alegrar ao ver Deus levantar alguém para fazer a diferença, tais pessoas, em vez de combatê-las, deveriam unir-se às erguidas por Ele. Já imaginou se Saul e Davi fossem unidos?


2.3. A fuga de Davi

A vida no palácio se finda para Davi, e tudo o que leva em sua fuga é a lembrança de Mical, de seu exército, do profeta que o ungiu, e do amigo Jônatas. Em apenas um dia, Davi perde tudo e, para não morrer, vai buscar socorro na terra de Aquis, o rei de Gate (ISm 19.9,10; 21.10-13). Para não ser morto na terra inimiga, Davi finge estar louco e espumando pela boca, arranhando portas, e deixando a baba escorrer através de sua barba, ele convence Aquis de que está louco, por isso parte dali para a caverna de Adulão, um lugar escuro, sombrio, e solitário. Contudo Davi não perde a esperança em Deus e deixa registrado para nós o que sentiu em Adulão: “Até que saiba o que Deus há de fazer de mim” (ISm 22.3b).


3. Davi é ungido rei de Israel

Após a morte de Saul e seu filho Jônatas, Davi lamentou com profunda tristeza o sofrimento de Israel. Mas a sua ascensão ao trono só aconteceu depois. Primeiro: como rei de Judá e, só mais tarde, veio a tornar-se rei de todo o Israel.


3.1. Davi buscou a orientação de Deus

Diferente de Saul, Davi sempre buscou a orientação de Deus. Prova disso, é que, em 2Samuel 2.1-4, vemos que ele pergunta ao Senhor para onde iria naquele momento. Não há detalhes específicos de como recebera a orientação, mas, provavelmente, pode ter sido por meio do Urim e Tumim - pedras guardadas na estola sacerdotal que Abiatar levava (ISm 23.6). Conforme a posição em que elas se encontrassem, indicaria a resposta do Senhor: “sim”, ou “não”. Davi nos ensina que buscar a orientação de Deus é sempre a melhor opção. Infelizmente, não é o que acontece em nossos dias, em que pessoas buscam a vontade de Deus em práticas questionáveis. É surpreendente, o número de “profetas”, especialistas em dizer a vontade de Deus para qualquer área da vida. Por isso, há inúmeras histórias de lares destruídos, ministérios enfraquecidos e muita gente desiludida, porque alguns desses falsos profetas despejam ladainhas incompreensíveis, alegando falsas determinações de Deus. No entanto, é evidente que o Senhor fala diretamente com o seu povo de várias maneiras (At 8.26; 9.10-16; ICo 12.8), sem, contudo, contrariar as Escrituras que expressa a boa e perfeita vontade de Deus.


3.2. Primeiro Hebrom, depois Jerusalém

A unção da vida de Davi crescia junto com ele. Vemos sua vida em escalas crescentes e decrescentes, e, por onde passa, deixa marcas indeléveis na história. Davi tinha 30 anos quando Saul morreu, mas não reinou em Jerusalém, havia a necessidade de conquistar toda a nação. Ele foi para Hebrom seguindo ordens divinas, reinando limitadamente sobre Judá por sete anos e meio (2Sm 2.11). Esse tempo foi preciso para que Deus enfraquecesse o antigo reinado e lhe entregasse toda a nação fortalecida. Ou seja, ele era rei, mas não era o tempo de reinar sobre tudo. Será que isso também não nos lembra de Jesus, o qual já reina, mas, no devido tempo, dominará sobre todas as nações? O que essa história nos ensina? Que Deus tem escalas e degraus nos quais o tempo precisa ser apreciado para não saltarmos as etapas da vida e desistirmos.


3.3. Lições práticas acerca do chamado na vida de Davi

Poucos monarcas conheceram tanto poder e prestígio quanto Davi. As bênçãos demoraram, mas, quando chegaram fizeram sua taça transbordar. Vendo que Deus estava com ele, unificou a nação tendo Deus como base, despertando o interesse nacional pelos assuntos espirituais, elevou o sacerdócio de modo que o judaísmo pudesse operar de forma aberta e livre na terra; destruiu os altares dos ídolos; foi brilhante, organizador e estrategista, expandindo as fronteiras de 24.000 quilômetros para 240.000. Davi cresceu muito, mas foi nesse período que colecionou esposas, teve filhos com várias mulheres, resultando mais tarde em tragédia para sua vida. Precisamos aprender que o poder pode ser perigoso se administramos para nossas vontades; que os tempos de prosperidade são também tempos perigosos e não simples bênçãos.


Conclusão

Davi compreendeu muito bem o que significa ter sobre a vida uma capacitação especial, o que significa ser encontrado por Deus. Nós já observamos esse processo na vida de pessoas como Moisés, Jacó, José, Paulo e até mesmo Jesus. Sabemos que a unção vai mexer conosco, vai nos conduzir a situações adversas. Por fim, a única coisa que devemos ter em mente é que Deus não erra em suas escolhas, e, se nos escolheu, chegaremos ao destino final, portanto não esmoreçamos na fé.

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