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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel



Davi e Jônatas, amigos para sempre
27 de outubro de 2013 

TEXTO ÁUREO
“Em todo o tempo ama o amigo; e na hora da angústia nasce o irmão”. Pv 17.17

VERDADE APLICADA
Confiança e transparência são o material com o qual as verdadeiras amizades são construídas.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

ISm 18.1 - E Sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma.

ISm 18.2 - E Saul, naquele dia, o tomou e não lhe permitiu que tornasse para casa de seu pai.

ISm 18.3 - E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma.

ISm 18.4 - E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto.

Introdução
A amizade entre Davi e Jônatas nos apresenta pelo menos três grandes coisas: uma grande lição de amor para os nossos dias; que amigos da extirpe de Jônatas são encorajadores; e no sentido espiritual, Jônatas aparece como uma figura tipológica do próprio Jesus Cristo (Amigo) por suas ações, cuidados e renúncias.

1. A amizade de Davi e Jônatas
Analisando o contexto social da época em que Davi e Jônatas se conheceram vemos que a atitude de Jônatas para com Davi foi algo admirável (1 Sm 18.1,3,4).

1.1. Uma amizade surpreendente
Jônatas selou o compromisso de amizade com um ato de gentileza que, em algumas partes do mundo, ainda é considerado como a maior honra que um ser humano pode conceder a outro. Pois, sendo ele um príncipe, vestiu Davi com suas próprias vestes (1 Sm 18.4). À luz do contexto histórico, a troca da armadura e das vestes foi uma maneira de consagrar uma nova relação. Tendo em consideração o que significava a diferença de classes sociais nesse tempo, quando o filho de um rei dava presentes a um jovem campesino, isto além de ser pouco usual, era raro naqueles dias.

1.2. Jônatas sempre foi capaz de renunciar a si mesmo
Dizem que alguns amigos são como a nossa sombra, eles somente aparecem quando o sol está brilhando em nossas vidas. Jônatas era diferente. Não era um amigo de tempos festivos, mas tornou-se um defensor leal de Davi perante os outros. Se alguém falasse mal de Davi perante Jônatas, saberia o que é um amigo fiel. Até mesmo diante de Saul, Jônatas falou bem de Davi. Saul resolveu ser inimigo de Davi, mas ele não, só defendeu o amigo, como também censurou o próprio pai (ISm 19.4,5). Em Jônatas, não havia espaço para invejas ou ciúmes. Ele era o filho do rei, poderia ter desejado o prestígio que o povo dava a Davi. Mas não. Ele foi capaz de renunciar ao trono de Israel e aceitar ser o vice de Davi, Jônatas sabia que seu amigo seria o futuro daquela nação (ISm 23.17). Será que encontraríamos um amigo assim, que nos dá o primeiro lugar que é dele, e ainda aceita ficar como o segundo?

1.3. Jônatas era uma fonte de encorajamento
Enquanto Saul procurava Davi para tirar-lhe a vida, Davi buscou esconder-se no deserto de Zife (1 Sm 23.15). O separado por Deus estava naquele momento no ponto mais baixo de sua vida, ele estava vulnerável, solitário, e sem qualquer perspectiva de vida. Foi nessa hora que Jônatas, seu grande amigo, apareceu para fortalecer-lhe no Senhor (ISm 23.16). Jônatas é aquela pessoa que aparece quando tudo está péssimo e fora de controle. Ele deixou o palácio e foi para o deserto confortar o amigo que estava com problemas. Não são poucas as vezes que nossas ocupações e afazeres nos impedem de levar uma palavra de vida a um amigo, que necessita apenas de uma palavra de ânimo como: “isso vai passar, Deus vai honrar sua fidelidade, vamos conversar, abra seu coração, eu estou aqui, conte comigo, meu amigo.” Amigos, quem é que não precisa deles? Até Jesus passou por momentos de solidão e desespero. Os grandes amigos agem como Jônatas, eles fortalecem nossa confiança em Deus.

2. O que Davi encontrou em Jônatas
Quando se trata do assunto família na vida de Davi, as coisas se tomam muito complicadas. Nós só ouvimos falai’ de sua família quando ele é ungido, quando é ignorado por Eliabe antes de enfrentar Golias, e quando está na caverna de Adulão. Parece que Davi só tinha mesmo Deus e Jônatas para conversai'. Davi foi excelente, mas foi homem de poucos amigos. Todavia, em Jônatas, ele encontrou alguém capaz de dividir um ombro e amparar suas lágrimas.

2.1. Davi encontrou em Jônatas a liberdade de ser ele mesmo
Observe esse momento relatado na Bíblia: “Então, Jônatas deu as suas armas ao moço que trazia e disse-lhe: Anda e leva-as à cidade. E, indo-se o moço, levantou-se Davi da banda do sul, e lançou-se sobre o seu rosto em terra, e inclinou-se três vezes; e beijaram-se um ao outro e choraram juntos, até que Davi chorou muito mais.” (ISm 20.40-41). Davi é uma figura tipológica de Cristo (Rei), e Jônatas aparece como aquele anjo que veio para confortá-lo quando estava no Getsêmani (Lc 22.41-44). Jesus tinha doze discípulos, tinha Lázaro e suas irmãs como amigos, e tinha família. Mas teve que enfrentar a solidão de não haver ninguém para confortá-lo nos momentos de grandes provações. Jesus teve um anjo para confortá-lo, Davi também. É muito confortante saber que temos alguém com quem podemo-nos abrir, chorai’ e dividir nossas dores. Em um mundo de tantas desconfianças e de tanto desamor, quem tem amigos tem muito mais do que conforto, tem um tesouro.

2.2. Davi encontrou em Jônatas o que nunca encontrara em casa
Se fizermos uma análise real da vida de Davi, veremos que sua maior alegria era ficar com as ovelhas, pois ali era alguém, sentia-se importante e tinha companhia. Já observamos que, logo após ser ungido rei de Israel, ele voltou para seus amigos (suas ovelhas), ele não comemorou com seus irmãos nem com seu pai. Davi sempre serviu e sempre foi importante para as pessoas pelo que fazia e não pela pessoa que era. Todavia, em Jônatas, ele encontrou alguém que realmente se importava com sua pessoa, com seu bem estar, com seu futuro. Para Jônatas, Davi era o complemento da alma (Sm 18.1). E Jônatas, por outro lado, também não era uma pessoa completa, tanto é que jamais desejou ser rei, pois não via, em seu pai, nada que lhe causasse admiração, ou motivação. Os dois não somente eram amigos porque se amavam, mas, porque também tinham tudo em comum: suas famílias.

2.3. Davi encontrou em Jônatas mais que o amor das mulheres
Vejamos essa declaração feita por Davi, ao ver que Jônatas, seu fiel amigo, estava morto. “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras! Mais maravilhoso me era o teu amor do que o amor das mulheres” (2Sm 1.26). Nesse cântico, Davi esquece tudo o que sofreu; seu amor se recusa a levar em conta tudo que era agradável e belo em seu rei. E, para Jônatas, há um verso especial (2Sm 1. 17-27). Para os hereges, que deturpam tal amizade, insinuando que havia um caso de amor entre Davi e Jônatas, vale a pena recordai’ essa primeira frase: “Angustiado estou por ti, meu irmão Jônatas; quão amabilíssimo me eras!”. Esses infelizes jamais souberam o que significa uma amizade verdadeira. Jônatas era especial. Mical, esposa de Davi não lhe compreendia, parece que o único diálogo que houve entre eles aconteceu no dia da despedida, e, quando Davi se vai, ela se casa com outro (ISm 19.10-13; 25.44). Mical teve a madre cerrada, porque criticou a adoração de Davi e o desprezou em seu coração (2Sm 6.16,20-23). Davi encontrou em Jônatas o que sua mulher jamais soube lhe dar. “Amizade, companheirismo, liberdade de expressão, e proteção”. Que Deus repreenda o espírito de Mical!

3. Amizade, um presente dado por Deus
Davi não ficou somente na amizade de Jônatas, ele era de gentil presença, e conquistava as pessoas (ISm 16.18b). Quando fugia de Saul, fez amigos em uma caverna, que, mais tarde, se tornaram seus homens de confiança. Fugindo de Absalão, andou errante pela terra dos filisteus, e seus novos amigos o seguiram. Davi teve muitos amigos, mas nenhum deles foi semelhante a Jônatas. Teremos amigos em várias escalas, mas poucos serão os que marcarão nossas vidas como Jônatas marcou a de Davi. Vejamos o que é ser amigo.

3.1. Os verdadeiros amigos nascem nos momentos de angústia
Por que será que, nas horas em que mais precisamos dos amigos, não podemos com eles contar? Essa é uma pergunta milenar. Mas que não se aplica a Davi e Jônatas. Provérbio 17.17 nos diz que esse “amigo irmão” nasce na hora da angústia, e foi nos piores momentos da vida de Davi que Jônatas sempre esteve presente. Quando Davi pranteia sua morte não chama de amigo, mas de irmão, o que significa que aquela amizade havia crescido e se enraizado em ambos os corações (2Sm 1.26). Em seu livro, Max Lucado descreve assim essa amizade: “A mão do Tecelão Mestre tomou seu coração e o de Davi e fez uma emenda entre eles”. Como se dois corações fossem dois tecidos, Deus os “costura e junta com um fio”. De tão entrelaçados que estão, quando um é deslocado, o outro percebe. Amigos sentem quando não estamos bem, vêm ao nosso encontro e sempre estão prontos a gastar horas com nossos problemas. A propósito: Você tem amigos? Você é amigo?

3.2. Os amigos são como luzeiros para nossa escuridão
O escritor F. B. Meyer faz a seguinte afirmação quanto a Jônatas. “Jônatas é um dos mais nobres tipos humanos apresentados nas biografias da Escritura. Tanto na sua vida particular quanto na pública, ele brilhou como uma estrela num céu escuro. Davi disse que ele era “querido e amável”. Jônatas tinha uma clara previsão da futura grandeza de Davi, mas nunca deixou entrever qualquer sentimento de rivalidade. Ele amava seu amigo mais do que a si próprio, tanto que, na verdade, para Jônatas, era melhor ver Davi coroado e exaltado do que ele próprio ascender ao trono. O amor expulsa o ciúme. Essa amizade era ideal; e só nos cabe pedir que possamos perceber alguma coisa da sua beleza e conhecer o amor de Cristo assim dessa maneira (ISm 20.1-16).

3.3. O amor de Jônatas por Davi é comparado ao amor de Deus por nós
Jônatas troca as vestes de pastor, de Davi por seu próprio manto de púrpura: o manto de um príncipe. Ele dá sua espada de presente para Davi. Ele, efetivamente, coroa o jovem Davi. O herdeiro do trono entrega seu trono. E, depois, ele protege Davi. Quando fica sabendo dos planos de Saul, Jônatas avisa seu novo amigo. Quando Saul vem em busca de Davi, Jônatas o esconde. Ele normalmente lhe dá avisos como este: “Meu pai está procurando uma oportunidade para matá-lo. Tenha cuidado amanhã cedo. Vá para um esconderijo e fique por lá” (lSm l9.2). Jônatas faz uma promessa a Davi e dá-lhe roupas e proteção. Davi encontrou um amigo no filho daquele a quem era seu inimigo. Essa é a nossa história, e Jônatas é um belo tipo de nosso Salvador.

Conclusão
Como é bom ter um amigo como Jônatas. Um amigo e confidente que o protege, que não procura nada senão o seu bem, que não quer nada senão a sua felicidade. Um aliado que o permite ser quem você é. Deus deu a Davi esse amigo. Ele deu um pra nós também. Davi encontrou um companheiro em um príncipe de Israel; nós podemos encontrar um amigo no Rei de Israel, Jesus Cristo. “Ele sempre estará ao nosso lado” (Mt 28.20).

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