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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 7 - Revista da Editora Betel


Catolicismo Romano

16 de fevereiro de 2014

TEXTO AUREO
“Mas o nosso Deus está nos céus; ele faz tudo o que lhe apraz”. SI 115.3



VERDADE APLICADA

A oração cristã tem como alvo Deus, mediado pelo único intercessor: Jesus Cristo, que está nos céus à destra do Pai Celestial.


TEXTOS DE REFERÊNCIA


SI 115.4 - Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos do homem.
SI 115.5 - Têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não veem;
SI 115.6 - Têm ouvidos, mas não ouvem; têm nariz, mas não cheiram;
SI 115.7 - Têm mãos, mas não apalpam; têm pés, mas não andam; nem som algum sai da sua garganta.
SI 115.8 - Semelhantes a eles sejam os que fazem, e todos os que neles confiam.


INTRODUÇÃO

Seguindo suas próprias tradições e não a palavra de Deus, a Igreja Católica Romana se desviou das verdades bíblicas. Adoração às imagens, veneração a Maria, instituição do papado e inserção de outras heresias em suas doutrinas. Esta lição refutará as principais heresias do Catolicismo Romano.


1. Os primórdios da Igreja Católica

Católico (do grego katholikos), com o significado de “geral” ou “universal”; Apostólica porque ela teve em seu comando inicial os Apóstolos de Jesus Cristo; e Romana, por ter conquistado o título de Igreja Oficial do “Santo” Império Romano.


1.1. A Romanização da Igreja

Após vitória sobre seus opositores, vitória esta atribuída ao Deus Cristão, Constantino se torna imperador do Império Romano. Grato a Deus, Constantino supostamente se converte ao cristianismo, instituindo em 313 d.C. o “Edito de Milão”, que oficializava o fim das perseguições aos seguidores de Cristo. A partir deste edito, a Igreja não só deixou de sofrer perseguições como também passou a gozar dos favores do Império. Em 380 d. C. a Igreja Católica Apostólica se romanizou, tornando a Igreja Oficial do Império Romano. Uma igreja que, de perseguida, passa a ser a grande perseguidora de seus opositores. Uma igreja totalmente descaracterizada, pois, a partir deste título, seu único objetivo era se firmar como a única Igreja de Jesus Cristo e a única permitida pelo Império Romano. Mesmo que isso significasse matar pessoas, como está registrado na história da Santa Inquisição. Santa Inquisição que só foi possível, por ser a Igreja Oficial do Império Romano, gozando de poderes e privilégios sem limites, que, com um falso “combate as heresias”, fizeram uma verdadeira caçada aos seus opositores, praticando barbaridades indescritíveis, contrariando orientações da Bíblia Sagrada (Tt 3.2).


1.2. A apostasia dos sucessores dos Apóstolos

Nos primeiros anos do cristianismo, a Igreja por estar sediada na capital do Império Romano, tornou-se a mais importante do mundo cristão, e consequentemente o seu Bispo o mais influente. Assim, conquistou a primazia sobre os demais, culminando com a instituição do Papado. Os ocupantes do cargo de Papa, segundo o catolicismo, são os sucessores de Pedro, e Vigário de Cristo; o escolhido para ser mediador entre Deus e os homens, pois “estão abaixo de Deus, mas, além dos homens”, afirmam. Porém, tanto a História da Igreja como a história secular registram fatos e comportamentos daquelas lideranças católicas, nada dignas para um líder cristão. Homens que, através da simonia, conquistavam o direito de ser Papa ou uma liderança católica. A Bíblia ensina diferente: Jesus é o único Mediador entre Deus e os homens (lTm 2.5). Portanto, o “Papa”, não é mediador entre Deus e os homens.


1.3. O protestantismo e a reforma da Igreja Católica Romana

Como descrito nos pontos 1.1 e 1.2 desta lição, a igreja que começou em Jerusalém estava totalmente afastada dos princípios ensinados pelo Senhor Jesus. Após um período de intensa luta para retomar os rumos da igreja, em 1529, a Igreja Católica se declara a única instituição religiosa (ou cristã) possível de existir. Diante da situação caótica em que se encontrava a própria igreja, e o sentimento reformista, os príncipes germânicos fizeram um “protesto”, contra tal declaração. A partir deste ato, surge um grupo então chamado de “protestantes”, culminando com as ações de um líder católico por nome Martinho Lutero, que liderou um movimento, reivindicando modificações na Igreja Católica Romana, dando origem à reforma, ocorrida em 31 de outubro de 1517, abrindo portas para o surgimento das igrejas protestantes em todo mundo.


2. O Catolicismo Romano e a Idolatria

Maria, mãe de Jesus, os apóstolos e outras personagens não são apenas exemplos para os Católicos Romanos, vão além deste entendimento; são objetos de culto e verdadeira adoração.


2.1. A Mariolatria

Maria é digna do nosso respeito, não significando, com isso, tê-la como mediadora entre Deus e os homens ou como objeto de adoração, como ensina o Catolicismo Romano. Maria não é imaculada, pois todos pecaram (SI 51.5; Rm 3.23); não permaneceu virgem, pois José não coabitou com ela só “enquanto ela não deu à luz” (Mt 1.25), tendo filhos e filhas após o nascimento de Cristo, lembrando que se trata de filhos de Maria e irmãos de Jesus, no sentido físico, pois o texto faz referência ao pai (Mt 13.55,56); não é a mãe de Deus, visto que Deus é eterno (SI 90.2); não é portadora da graça, mas agraciada ou abençoada por ser escolhida para trazer Jesus a sua tabernaculação humana (Lc 1.28; Jo 1.14). Portanto Maria é um belo exemplo a ser seguido, mas não pode ser objeto de culto ou adoração.


2.2. Culto aos Santos

“Deve-se orar aos santos que estão no céu, porque eles intercedem junto de Deus por nós”, afirma a Igreja Católica Romana. A Escritura ensina que se deve dirigir em oração a Deus (Fp 4.6), e que todas as vezes que orar a Ele deve fazê-lo em nome de Jesus Cristo (Jo 14.13; 16.23,24). Portanto é contrário à sã doutrina recorrer aos mortos como intercessores junto a Deus (Ec 9.5; lTm 2.5).


2.3. As Imagens de Escultura

Em Ex 25.18, Deus dá a Moisés o modelo do propiciatório, ordenando que deveria ser “uma só peça” (Ex 25.19), referindo-se à figura dos dois querubins e a parte que cobria a “Arca do Conserto”. Tais figuras deveriam ficar dentro do Santo dos santos, restrito à visitação uma vez ao ano e somente pelo Sumo Sacerdote, que, no momento de ele entrar, o local ficava coberto por uma nuvem de fumaça do incenso, cobrindo assim, a visão das figuras (Lv 16.13). Fica claro que a figura não tinha como objetivo a adoração ou veneração, como argumentam os Católicos Romanos, visto que o propiciatório não foi colocado em lugar de acesso público. A ordem Divina não deixa dúvidas: “Não farás para ti imagem”, ”Não te encurvarás diante delas” (Ex 20.4,5; Dt 5.8,9; Ex 32.1,2).


3. Heresias do Catolicismo

A Igreja Católica, através de suas tradições, aprova práticas sem fundamentação bíblica, cometendo um verdadeiro desvio doutrinário, tais como:


3.1. Batismo de Crianças

Citando os batismos realizados nas casas de Lídia (At 16.14,15) e do Carcereiro (At 16.33) o catolicismo defende o batismo de infantes, argumentando que, conforme relatos nesses textos, e em outros da Bíblia, o batismo alcançou “todos da casa”, incluindo assim as crianças. Acontece que o texto ao citar todos, não dá o direito de supor a existência de crianças. Para o cristão o batismo nas águas é a identificação com Cristo em: Sua morte (Rm 6.3); Seu sepultamento (Rm 6.4); Em sua ressurreição (Rm 6.5). Jesus Cristo, o nosso exemplo e modelo, foi apresentado no templo com oito dias de vida (Lc 2.21), e batizado já adulto (Mt 3.16).


3.2. Instituição do Purgatório

Esta heresia afirma que aquelas almas que não apresentam a pureza necessária para poderem ser admitidas no Céu, devem descer ao lugar da purificação chamado de purgatório. Para isto, baseiam em Mt 5.26, utilizando a expressão: não sairás dali “enquanto não pagares”. Porém, para a interpretação correta desta parábola, precisa ser lembrado que Jesus sempre utilizou de exemplos do cotidiano das pessoas para ilustrar as verdades espirituais. Então, pelo contexto, Jesus estava contando uma “história humana” onde a punição não tinha caráter eterno, e sim passageiro, visto que, nas leis vigentes nos dias de Jesus, o pagamento da dívida devolvia ao acusado o perdão da dívida. Assim, para que a história fosse coerente, Jesus se refere a uma ação habitual e permitida pela lei.


3.3. A oração pelos mortos

Baseados principalmente em lTm 2.1, a doutrina católica defende a oração em favor dos mortos. Estão equivocados, pois, nesta referência e também em outras nas Escrituras Sagradas, ensinam que a oração deve ser dirigida em favor de pessoas vivas. Após uma vírgula do versículo 1 (lTm 2.1) e no versículo 2 (lTm 2.2), Paulo diz quem são os alvos das orações: “pelos reis, e por todos os que exercem autoridade”. Não existe reinado e muito menos autoridade sob a responsabilidade de mortos. Aqui vale lembrar mais uma vez o texto de Hb 9.27


CONCLUSÃO

Não. É a resposta para pergunta, que muitos fazem, se a Igreja Católica é atualmente a igreja que Jesus instituiu. Pois, mesmo sendo iniciada pelos Apóstolos escolhidos e comissionados por Jesus, hoje está totalmente fora dos preceitos bíblicos, conforme alguns exemplos estudados nesta lição. A Igreja de Jesus Cristo é aquela que segue fielmente a sua Palavra.

3 comentários:

  1. "A Igreja de Jesus Cristo é aquela que segue fielmente a sua Palavra". dissesse corretamente A IGREJA e quem é a igreja? Somos nós. Ou seja, as pessoas que seguem fielmente a palavra de Deus essas são herdeiras do céu. Porque não existe religião correta e outra errada, por que se for parar pra pensar até entre as igrejas evangélicas estão dizendo que a minha é correta e aquela não. E esquecendo que Igreja somos nós, e irmãos em Cristo Jesus, lembrando também que a palavra de Deus diz: 22. "Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres? ’ 23. Então eu lhes direi claramente: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal! ’ " 24."Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as pratica é como um homem prudente que construiu a sua casa sobre a rocha. Mateus 7:22-24 Que Sejamos assim homens prudentes e não só obedecendo a voz de homens e sim de Deus. Pregar a Palavra que Deus Mandar e não aquilo que o homem quer ouvir ou o que outra falar.

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  2. Irmão Marcos, a Paz do Senhor!
    Sei que este assunto não é tratado na lição, mas ultimamente tenho escutado várias pessoas falando que as mudanças dos papas está de acordo com o texto de Apocalipse 17.10. Onde este texto é atribuído ao final dos tempos e o surgimento do anticristo. Qual é a real interpretação deste texto de Apocalipse?

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    Respostas
    1. Essa interpretação segue uma corrente de pensamento muito tradicional, porém eu não sei dizer se ela é a melhor interpretação para a passagem em questão, existe outras vertentes, mas não posso pesquisar agora, fico te devendo. Obrigado pela tua busca pela verdade. Paz.

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