sexta-feira, 6 de junho de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 10 - Revista da Editora Betel


AULA EM 08 DE JUNHO DE 2014 – LIÇÃO 10
(Revista: EDITORA BETEL)

Superando o Complexo de Inferioridade

Texto Áureo: Juízes 6.15
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição você terá mais uma difícil tarefa de apresentar uma enfermidade expressada por comportamentos não cristãos de inferioridade.
- “imagem que fazemos de nós mesmos”, com este complexo a pessoa se vê em situação inferior e acredita que as pessoas a está diminuindo em tudo.
- “imagem distorcida de si”, a pessoa vê algo fora da realidade, enxerga seus defeitos acima das qualidades.
- “A denominação "complexo de inferioridade" foi criada por Alfred Adler (1870-1937), médico psiquiatra, para designar sentimentos de insuficiência e até incapacidade de resolver os problemas, o que faz com que a pessoa se sinta um fracasso em todos, ou em alguns aspectos de sua vida. É o que hoje chamamos de baixa auto-estima, que é quando não se tem consciência de seu valor pessoal. A baixa auto-estima pode comprometer todos os relacionamentos, seja pessoal, profissional, afetivo, familiar, social.

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1. O que provoca o complexo de inferioridade
- “Ele desconhecia sua própria capacidade”, Gideão acreditava que jamais seria capaz de realizar obra como aquela, por isso ele precisou de tantas comprovações de que Deus estava com ele.

1.1. Os principais sintomas do complexo de inferioridade
- “sentimento de culpa”, sentimento que vem depois de algum fracasso, mesmo que a pessoa não tenha toda a responsabilidade, é o sentimento de que as coisas deram erradas porque ele é um inútil e não faz nada direito.
- “instável emocionalmente”, a instabilidade emocional se caracteriza pelos altos e baixos do estado psicológico, em um momento a pessoa está alegre e animada e em outro fica triste e chateada e até agressiva.
- “posição desdenhosa”, não confundir com pessoas pacatas, que são pessoas moderadas e seguem um padrão o tempo todo. Sintomas: ausência de estima uma pessoa oculta sempre se escondendo se ausentando de situações com medo de aparecer Êx: 4;10,11.

1.2. Complexo de inferioridade na Igreja
- “incapazes para fazer algo mais”, na verdade esse problema é normal até um certo ponto, pois todos tem receio de realizar algo de maior expressão na igreja.
- “uma visão embaçada”, para o pessimista não é possível fazer nada, tudo é difícil e ruim. É a forma de ele ver a vida e a si mesmo.
- Lc: 24;13 tem uma narrativa tratando de dois discípulos, os quais Lucas tomou o cuidado de mencionar que eram discípulos porém não fazem parte dos doze (é provável que estejam entre os setenta que Jesus enviou), mas conheciam o que havia de acontecer mesmo assim foram tomados por um pessimismo que os segou a ponto de não conhecerem o Senhor. Somos Cristãos porém ainda estamos sujeitos a essa sentimento devemos vigiar para que a dúvida não ache lugar em nossos corações.

1.3. Como se comporta quem sofre desta enfermidade
- “quem vive o passado...vive o futuro...”, se refere às pessoas que não se integram na realidade do presente, sendo pessimista quanto ao passado e futuro. É diferente de alguém que lembra do passado com alegria ou olha o futuro com esperança.
- “nos quais obtiveram sucesso”, por não se sentirem capazes, eles se desapegam dos projetos atuais e passam a viver dos sucessos do passado.
- “indivíduos que não valorizam o presente”, no presente nós caminhamos orientados pelo conhecimento do passado e é no presente que preparamos o futuro. Tudo acontece no presente, a Bíblia nos exorta a viver o presente, parafraseando o personagem de um certo filme, “o presente é uma dádiva de Deus, por isso se chama presente.”

2. Gideão e o Anjo do Senhor
- “complexo de inferioridade desenvolvido por ele”, em toda a passagem bíblica notamos que Gideão tinha esse complexo, porém convém lembrar que Gideão ainda não tinha tido o seu encontro com Deus. Assim na igreja é normal alguém vir do mundo e ter esse problema, porém depois de algum tempo na presença de Deus a pessoa vai sendo liberta disso.

 2.1. Sentimento de negatividade
- “acomodou-se preferindo construir covas”, não sei se a palavra certa aqui é “acomodou-se”, porque quem se acomoda, se acomoda em situações de tranquilidade. ENTENDO QUE O QUE O POVO FEZ FOI NORMAL DO PONTO DE VISTA HUMANO. PARECE QUE I PROPÓSITO DE DEUS ERA QUE ELES SENTISSEM QUE PRECISAVAM DO SENHOR E NÃO QUE LUTASSEM POR SUA TERRA, ERA NECESSÁRIO PRIMEIRO QUE SE ACHEGASSEM A DEUS.

2.2. Sentimento de impotência
- “mudar o curso de sua trajetória”, a pessoa abandona o projeto diante da possibilidade de obstáculos, por isso encontramos muitas pessoas que não conseguem nunca concluir aquilo que iniciam.
- A solução para o povo judeu daquela época era se aproximar de Deus e hoje não é diferente, para afugentar o sentimento de impotência precisamos estar debaixo das asas do todo poderoso.

2.3. A ação da Graça sobre o complexo de inferioridade
- “mantinha a sua esperança”, nas primeiras palavras que Gideão fala com o anjo ele demonstra ter conhecimento do que Deus fez no passado Juízes 6.13 e provavelmente foi esse conhecimento que ainda dava-lhe esperança.
- “podia obter êxito”, sabemos que o único êxito que Gideão esperava era o de manter o trigo a salvo dos midianitas e assim poder alimentar sua família.
- “havia algo nele que podia ser utilizado”, o texto sugere que seja essa esperança. Diríamos que devido ao que ele sabia sobre a história de Israel ele agia mais do que falava e isso tem estado em falta até mesmo nos dias de hoje, pessoas de atitude.
- O problema que nós construímos: A história da humanidade, vista pela ótica divina revelada na Bíblia, tem sido uma perpetuação desta corrida egoísta e ímpia, gerando os piores impulsos e sentimentos para com os outros e a repulsa ao Deus Criador, que tem sido substituído por deuses ao gosto do ser humano e desencadeando todos os sentimentos ruins de complexos sem fundamento bíblico, tendo suas explicações em psicologia moderna carregada de engano e ilusões com curas superficiais.
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3. O caminho para curar-se do complexo de inferioridade
- “pode não desaparecer com a conversão ao evangelho.”, professor(a) essa informação é crucial para a aula, pois é contestável. Você pode se deparar a pergunta de um membro assim: então pode acontecer da pessoa está covertida e não liberta? Então o sangue de cristo não nos purifica dos pecados?
- “busca pela presença de Deus”, olha a outra pergunta: então a pessoa pode estar convertida e não estar na presença de Deus?

3.1. Como se vê o indivíduo que sofre com esse problema
- “menor dentre a família mais pobre”, essas palavras de Gideão demonstra como se via, é a opinião que ele tinha de si mesmo. Lembrando que aqui ele não conhecia Deus como devia, por isso afirmo que aqueles que se achegam a Jesus hoje devem perder a visão de inútil e incapaz.
- “tendem a desconfiar de tudo e de todos”, desconfiam mais ainda de si mesmos.
- “uma imagem distorcida”, a pessoa se enxerga e enxerga os outros através de um vidro embaçado que são as suas concepções pessoais.  
- Com o problema do complexo de inferioridade é a imagem distorcida que a pessoa tem de si mesmo e dos outros, então ele deve se aproximar de Deus pela oração e conhecimento bíblico para que sua visão seja restaurada e caia as escamas.

3.2. Ação do complexo de inferioridade na personalidade
- “produzida pelo complexo de inferioridade”, alguns crentes tem recaídas na fé e então alguns complexos que estavam mortos pelo poder do sangue de Cristo são reavivados .
- “Alfred Adler”, foi médico, psicólogo e filósofo, que viveu no século XIX. Trabalhou com Sigmund Freud.
- “arrogância compensatória”, é a arrogância para compensar a falha que a pessoa tem, por isso ela demonstra desconfiança dos outros. 
- “a escolha de seu exército”, Gideão talvez tivesse a visão de que a quantidade seria melhor do que a qualidade.  

3.3. Como Deus age nos casos de complexo de inferioridade
- “com apenas trezentos homens”, lembrando que no texto o Senhor diz o motivo pelo qual separou apenas trezentos.
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CONCLUSÃO
- Veja um acréscimo que pode ser útil: Alfred Adler sugere que existem três situações na infância que tendem a resultar no complexo de inferioridade:
- Inferioridade orgânica:
Crianças que sofrem de doenças ou enfermidades com deficiências físicas tendem a se isolar, fugindo da interação com outras crianças por um sentimento de inferioridade ou incapacidade de competir com sucesso com outras crianças. Contudo, ele salienta que as crianças que são incentivadas a superar suas dificuldades tendem a compensar sua fraqueza física, além da média, e podem desenvolver suas habilidades de maneira surpreendente. Por exemplo, se dedicam a uma atividade física para compensar a deficiência.
- Crianças superprotegidas e mimadas:
Essas crianças podem desenvolver um sentimento de insegurança, por não sentirem confiança em suas próprias habilidades, uma vez que os outros sempre fizeram tudo por elas.
- Rejeição:
Uma criança não desejada e rejeitada não conhece o amor e a cooperação na família. Não sentem confiança em suas habilidades e não se sentem dignas de receber amor e afeto dos outros. Quando adultos, tendem a se tornar frios, duros, ou extremamente carentes e dependentes da aprovação e reconhecimento de outras pessoas. Quanto mais necessidade de ser aprovado e reconhecido pelo outro, mais se desenvolve a necessidade de agradar. Isso faz com que as pessoas deixem de ser elas mesmas, tornando-se o que os outros gostariam que fosse, ou o que pensa que gostariam, reforçando cada vez mais o sentimento de inferioridade, pois não satisfazem a si mesmas.
- “o Espírito do Senhor nos levará a vitória”, ter essa certeza é o que faz com que os crentes vençam o complexo de inferioridade.

Boa aula!

Marcos André – editor
Alexandre Teixeira Mendes – colaborador
Juliane Souza – colaboradora

Gustavo Matos - colaborador

9 comentários:

  1. É comum a utilização da passagem de Juízes 6.15 pelos propagadores dos pressupostos Freudianos e de Alfred Adler a fim de justificarem o complexo de inferioridade: "E ele disse: Ai, Senhor meu! Com que livrarei Israel? Eis que a minha família é mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai".
    Os irmãos acreditam que se Gideão não demonstrasse incapacidade, serviria para a obra do Senhor? Deus então não procuraria outra pessoa para substituir a missão que era imposta a Gideão?. Deixou bem claro Deus a Gideão quem estaria com ele - o próprio Deus.Gideão , com o chamado "complexo de inferioridade" foi uma benção pois ficou totalmente dependente de Deus. Deus não se interessava e continua não se interessando por líderes com auto-confiança, opera sim através de vasos de barro. Grandes homens da bíblia foram inicialmente desconhecidos, não -apreciados, humildes.
    Bem, se Alfred Adler estivesse vivo eu falaria para ele o seguinte:
    "__ OLHA Alfred Adler, Paulo falava de si mesmo como "o menor de todos os santos" (Efésios 3.8) e o principal dos pecadores (1 Timóteo 1.15)."
    E ainda acrescentaria aos propagadores da sutil e profana fábula psicológica de mitos:
    O MODO COMO FOMOS TRATADOS COMO CRIANÇAS NÃO DETERMINA NOSSA VISÃO DE DEUS. NINGUÉM PODE ENTENDER O SEU PRÓPRIO PECADO OU CONHECER O AMOR DE DEUS SEM A OBRA DO ESPÍRITO SANTO. É ELE QUE REVELA NOSSA CONDIÇÃO PECAMINOSA E O GRANDE AMOR SALVADOR DE DEUS.

    Atenção! cuidado com a teoria de personalidade humanística de Alfred Adler! Em certa ocasião , disse ele:
    "somos Senhores de nossas próprias ações[...] se a vida for levada desta maneira, não existirão limites para o progresso de nossas ações" Bobgan, Martin and Deidre. The End of "Cristian Pschology", pp.66

    Precisamos de discernimento (PARA OS CRISTÃOS):

    Quem está se achando feio? Você, escravo da vaidade, da mídia,do orgulho?
    Quem está se achando incapaz de arrumar um emprego ou voltar a estudar? Você preguiçoso?
    Quem está se achando pequeno para realizar uma tarefa? Você que se esquiva sempre de responsabilidade e assim se denomina, incapaz?
    Sabe quem é mais deficiente? Quem tem saúde perfeita, é, diferente de pessoas portadoras de deficiência, muitos de nós, gozadores de boa saúde somos os mais EGOÍSTAS e murmuradores...

    Bom, caso você se sinta como Gideão, não tem nenhum problema. A realização de tarefas da obra de Deus necessariamente ELE utilizará de pessoas que reconhecem serem PECADORAS, VASOS DE BARRO.
    Particularmente não vejo benefícios de Alfred Adler.
    Paz a todos

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    1. Irmão Mendes, como sempre seu comentário é forte e decisivo, espero que os professores possam também essa visão que você expõe aqui, pois ninguém é obrigado a concordar com a revista ou o nosso esboço. Não vejo a hora de acabar esse trimestre tão polêmico.

      Paz.

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    2. Que o Senhor te de forças para continuar editando essa revista até o final Ev Marcos André, pois essa revista tem causado polêmica em todo lugar quando interpretada da maneira em que foi escrita, acho que não devemos crucificar o escritor esta certo que ele foi infeliz em alguns de seus comentários porém outros fatos que a revista trás produziram grande conhecimento como ocorreu aqui em Naviraí-MS.
      Que Deus te continue abençoando amado de Cristo.

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    3. Amado irmão Gustavo,
      É incrível, eu nunca vi diferente, só na Assembléia de Deus mesmo, não se pode comentar nada de um teor de revista de escola bíblica que logo interpretam que estão "crucificando o autor". Fiz questão de ir em quatro diferentes igrejas que utilizam a revista em lide e a insatisfação e confusão do tema atual é indiscutível. Não acho que erros constantes e a APLICAÇÃO DO MÉTODO da psicologia com pressupostos humanistas aliado a versículos descaracterizados de seus reais contextos sejam apenas um "infeliz" em termos de erro. Ensino errado compromete a sua prática, heresias são para serem combatidas, doa a quem doer, enquanto alguns erros fazem parte embora acredite que uma revisão deve ser composta de não poucas pessoas antes da edição. Lógico que não podemos julgar a pessoa do autor mas o texto, há o texto, esse sim deve ser veementemente combatido quando herético. Pensa, quem em algum momento neste blog atacou o autor?
      Parece que doí né, aonde é que uma reflexão e opinião denigre um autor? Quem escreve pode esperar críticas, faz parte, que mal há nisso? Não lembro de ter lido adjetivos ao autor nesse blog.
      Pastor Marcos parabéns.
      Paz

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  2. Gostei muito ja me ajudou bastante!!!

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  3. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.

    Filipenses 2:3 Depois dessa lição teremos que desconsiderar este versiculo, "Paulo estava essrado".

    Fico meio intoxticado com este tipo de ensinamento, e o pior de tudo é que nossos pastores aceitam e elogiam o conteúdo dessa revista. Tive a oportunidade de lecionar as quatros primeras lições, porem não me associei a forma como a Betel vem trazendo estes ensinamentos, que em outra epoca foram muito rejeitados em nossas igrejas, e eu embora não sendo muito velho, prefiro ficar com aquilo que eu aprendi com grandes homens de Deus.Comungo plenamento com os pontos de vista do Mrcos André, e fico realizado com os cometarios do T. Mendes. seria muito bom que os professores e lideres de nossas igreja não fossem meras melãncias quadradas, mas que fossem capazes de pensar por si só. Se eu falei demais não publique! Irmão Evaldo Catalão-GO

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    1. Amado irmãos de Catalão-GO
      Bem, gostaria de complementar apenas A LIÇÃO PRÓXIMA, A 11 que versa sobre " enfrentando o sentimento de rejeição." Acho que faltou acrescentar o que a psicologia talvez não saiba:
      Por amor ao evangelho sofreremos REJEIÇÃO também do mundo através das pessoas, estendo a parentes amigos etc ok, então, ao menos, esse tipo de rejeição uma vez sentido, saibamos que é algo bom, pois somente assim cumpri João 15 em nossas vidas.
      Paz

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  4. Que o Senhor te de forças para continuar editando essa revista até o final Ev Marcos André, pois essa revista tem causado polêmica em todo lugar quando interpretada da maneira em que foi escrita, acho que não devemos crucificar o escritor esta certo que ele foi infeliz em alguns de seus comentários porém outros fatos que a revista trás produziram grande conhecimento como ocorreu aqui em Naviraí-MS.
    Que Deus te continue abençoando amado de Cristo.

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  5. O subitem 3.3 da revista na lição 11, próxima, coloca Cristo com problema de rejeição ao clamar o Pai e esse não agir para intervir !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Meu Deus!
    Vamos lá, de novo:
    Deus é Santo certo? Ele aprova o pecado??? Não!, Ele pune-o. O Senhor não tinha pecado em si mas levou a culpa de nossos pecados sobre si mesmo. O que o Juiz de toda terra faria em seguida? teria que intervir? NÃO! De fato Ele nunca o abandonou e tão pouco Cristo teve problemas com os quais deveriam segundo a conclusão da lição 11, ajuda profissional terapêutica.
    OLHA,
    quem sente a rejeição de João 15, ou seja, por amor a Cristo, não precisa se preocupar nem se isolar, pois o que é ser rejeitado por pessoas e aceito por Cristo por toda eternidade?
    CCCCCCCCCCCHHHHHHHHHEEEEEEEGA, cansei.

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