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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 9 - Revista da Editora Betel


AULA EM 31 DE AGOSTO DE 2014 – LIÇÃO 9
(Revista: EDITORA BETEL)

Orientações Bíblicas Para Delegação de Poderes
Texto Áureo: Êxodo 18.25
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 INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição busque ressaltar o trabalho em equipe.
- “ninguém pode fazer tudo sozinho”, a questão a ser combatida aqui é a centralização. O líder centralizador tende a se desgastar rápido e perder a eficiência.
- “uma equipe necessita de bons jogadores”, Jesus ensinou a trabalhar em equipe, Ele separou doze homens com personalidades diferentes e fez deles uma equipe de sucesso.
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1. O ato de delegar
- “prestando assistência ao povo”, essa assistência era a resolução de causas de litígio entre vizinhos, questões familiares e outras.
- “Uma fila enorme de pessoas”, as pessoas acreditavam que Moisés tinha a capacitação do céu para julgar e aconselhar. Assim muitos líderes são vistos por seus liderados e isso pode acabar influenciando a pessoa. Alguns líderes se sentem confortáveis em serem vistos assim e aceitam a centralização da autoridade.

1.1.  O que é delegar
- “ato de transmitir poderes”, consiste em o líder transmiti uma parte de sua autoridade para alguém, para que essa pessoa tome decisões em nome dele.
- “entende que é limitado”, o líder não pode achar que consegue assumir muitas coisas de uma só vez.
- “Assim a sua capacidade se multiplica”, na verdade o maior beneficiado é o grupo, é a equipe. Quando um líder sabe delegar tarefas todo o grupo se beneficia.

1.2. Clareza de objetivos na delegação
- “para aumentar seu raio de ação”, quando um líder delega tarefas ele passa a ser representado por uma equipe e dessa forma suas ações vão mais longe.
- “tementes a Deus”, essa é a característica essencial para uma pessoa que receberá a delegação do líder. O líder deve ter o cuidado para separar pessoas que tem o verdadeiro temor do Senhor.
- “que odeiem a avareza”, avareza é o amor pelo dinheiro, alguns líderes se corrompem facilmente por não conseguirem se controlar nessa área. Passam a amar a política e a grandeza dos ministérios.
- “que todo o negócio grave tragam a ti”, quer dizer que as coisas mais difíceis são levadas aos líderes, enquanto que as mais fáceis podem ser resolvidas por aqueles que receberam a delegação de autoridade dada pelo líder.
- “os liderados se ocuparam”, a ocupação na obra de Deus permite que o trabalho seja desenvolvido e que os liderados sejam fortalecidos espiritualmente. Quando alguém fica ocioso está propenso ao pecado.

1.3.  Cuidados no ato de delegar
- “pode mudar a mentalidade de uma pessoa”, na verdade a mentalidade não muda, pois a pessoa já tinha uma fraqueza de personalidade, mas só veio à tona quando ela assumiu o cargo de liderança auxiliar.
- “não resolve o problema de um doente”, não é a posição que faz a diferença, mas sim o trabalho.
- “a capacidade dos encarregados for negligenciada”, se o líder ao delegar as tarefas, não se preocupar com a capacitação daqueles que são comissionados, todo o grupo e a igreja sofrerá.

2.  Por que alguns não delegam
- “sucessão só acontece quando”, se refere ao ato de delegar autoridade a líderes. Aqui está dizendo que alguns líderes não delegam, mas acabam fazendo quando são forçados pelas circunstâncias.    

 2.1.  A insegurança impede a progressão
- “não ensinam para não serem superados”, essa é uma realidade que ocorre no meio secular, mas também se encontra muito nas igrejas. Alguns líderes assumem comportamentos como o de Saul que tinha inveja de Davi. Ficam perseguindo jovens crentes talentosos.
- “Geazi, além de não suceder Eliseu”, no comportamento de Geazi, notamos que ele não visava a hipótese de assumir aquele encargo, diferente de Elizeu que chegou a pedir poção dobrada do Espírito que estava sobre Elias.

2.2. Perfeccionistas e centralizadores
- “temperamento predominantemente melancólico”, temperamento é o elemento da personalidade humana que define o modo de agir do indivíduo diante das diversas situações. São pelo menos 4 tipos de temperamentos: melancólico, fleumático, sanguíneo e colérico. No temperamento melancólico a pessoa é mais introvertida e emotiva.
- “com tanto lirismo”, lirismo é a exaltação do sentimento. Significa dizer que Moisés escrevia com o coração.
- “foi se aperfeiçoando”, aperfeiçoar é melhorar, é aprimorar.
- “se tornam centralizadores”, não somente os de temperamento melancólico é assim, esse problema está ligado também ao caráter, algumas pessoas são arrogantes, se achando melhores do que outras e assim centralizam tudo.

2.3.  Líderes controladores
- “quando as coisas fogem ao seu controle”, esse tipo de líder fica impaciente quando observa que alguma decisão foi tomada sem seu consentimento. Ele começa a dar ouvidos aos fomentadores que o avisam com intenção de apimentar a questão.
- “perfeccionistas”, a pessoa perfeccionista é aquela que quer fazer tudo com perfeição, é uma qualidade, mas pode se tornar um defeito para a liderança, quando o líder deixa de distribuir as tarefas com medo de que algo possa sair errado.
- “poderá se tomar opressivo”, isso ocorre em situações que o líder passa a exigir que todos lhe prestem contas de tudo além de exigir resultados, e o que era para ser uma liderança organizada passa a ser uma chefia ou um regime ditatorial.
- “tanto os erros quanto os acertos”, se os acertos produzem sucesso, os erros produzem conhecimento e experiência, trazendo maturidade para a liderança. Não somos perfeitos, mas podemos nos aperfeiçoar juntos, as falhas são normais, pois estamos sujeitos a isso.
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3.  Delegando poderes
- “visão de Reino”, é espalhar o evangelho por todo o mundo e alcançar o máximo de pessoas possível. Marcos 16.15  
- “visão particular”, é a visão que cada líder abraça para si, pode ser o objetivo de uma obra missionária, de crescer o ministério, de fundar uma igreja, etc.

3.1. “Procure homens” (capazes, tementes, de verdade)
- “questões legais”, são quês toes que envolvem a lei. São os litígios quanto a ofensa, a propriedade, a convivência social, etc.
- “deveriam ser pessoas com perfil adequado”, ou pelo menos que se aproximassem de Moisés, que era o maior referencial para o povo. O pastor deve confiar as funções a pessoas com essas características, alguns pastores não aceitam que há entre o povo pessoas que poderiam ser tão capazes quanto eles.
- “Jetro demonstrou um excelente tino administrativo”, é interessante ressaltar a capacidade que teve o grande legislador Moisés em ouvir e atender o conselho de alguém que não era nem do povo. Assim alguns líderes podem e devem buscar conhecimento para administrar.
- “os deveria preparar”, não é porque alguém é um bom cristão ou é inteligente, que deve ser julgado capaz de desempenhar uma tarefa de liderança cristã, é necessário o preparo.
- “chefes de mil, cem, cinquenta, e dez”, segunda a capacidade de cada um, pois ninguém é igual a ninguém.
- Não é recomendável ordenar uma pessoa que está firme na fé, porém vive em descrédito com o povo, pois isso acarretará em detrimento da justiça na igreja.
Outro ponto a considerar é nepotismo que vem crescendo nas igrejas, pois Moisés tinha dois filhos, porém nenhum deles serviu como juiz dentre o povo ou em qualquer outro cargo, e o que ocorre muito atualmente são igrejas sendo passadas de pai para filho não que seja algo errado, mas é importante que o tal filho tenha os requisitos necessários.

3.2.  “Ponha-os por chefes”
- “uma investidura pública”, seria declarar para o povo quem são os líderes delegados, se isso não ficar claro para os liderados haverá confusão e dissensão no grupo ou igreja.
- “legítimos representantes”, assim como Moisés liderava em nome de Deus, esses novos líderes o fariam em nome de Moisés. Dessa forma um obreiro líder de algum grupo, lidera em nome do pastor que o nomeou.
- “leve também a carga”, que não fuja da responsabilidade, que não se esconda. Existem alguns que ao invés de ajudar a resolver os problemas do ministério, acabam criando novos problemas para o pastor resolver.
- “ostentam títulos para o cargo designado” sempre ter oportunidades nas congregações, ser chamado pelo cargo, e isso que muitos esperam, chegam até a negar isso, mas é isso que esperam no seu íntimo.

3.3. “Estes julgarão o povo”
- “atenderam as necessidades do povo”, resolvendo pequenas causas, julgando impasses e discórdias.
- “aliviaram a carga de Moisés”, agora Moisés poderia dar atenção a grandes assuntos e a sua consagração diária. O conselho que Jetro deu a Moisés, o levou a um resultado, a justiça teve mais eficácia em meio ao arraial do povo, Moisés teve mais tempo para sua família de maneira que todos ficaram satisfeitos, e dessa investida saiu aquele que seria seu sucessor.
- “muitos homens puderam realizar-se em seu encargo”, isso também desperta o interesse nos mais novos, ao verem oportunidades de um dia virem a serem líderes. Por falta dessa distribuição de tarefas, alguns ministérios caminha se arrastando na mão de um líder centralizador, e os mais jovens sonham em serem cantores e pregadores, mas não querem responsabilidades com um liderança cristã.
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CONCLUSÃO
- “deve se concentrar em buscar, treinar e empossar pessoas”, todo líder deve se preocupar em criar uma sucessão, notamos que Moisés preparou Josué e a conquista da terra prometida teve êxito, mas Josué não preparou ninguém e o povo ficou sem uma liderança após a sua morte.
“Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos.” Juízes 17:6 Já sabemos no que isso deu.
- Relembre à classe, os pontos mais importantes da aula.

Boa aula!

Marcos André – editor
Gustavo Matos – colaborador
Luiz Evaldo Barbosa - colaborador

2 comentários:

  1. Descentralizar para avançar
    Como observamos na lição, que até o próprio Jesus não centralizou tudo a si, é inaceitável que lideres da sua igreja queiram manter todas as coisas ao seu controle. Já tive a oportunidade de trabalhar com pastores que não aceitavam que ninguém fizesse nada, tudo eram eles que teriam que fazer, e quando o líder se coloca nessa posição a tendência é a igreja se atrofiar, vejo nessa revista a importância para corrigir tendências de lideranças retrógadas que se agarra ao poder como um cão se agarra a um osso. O medo de perder a posição, a desconfiança, o julgamento de incapacidade dos outros, e o sentimento de autossuficiência são algumas razões que levam a alguns lideres não delegar funções a quem quer que seja. Que nessa lição possamos aprender e entender que nós não somos eternos, que passaremos, mas a obra de Deus continua, temos que preparar sucessores, Josué foi preparado antes da morte de Moises.
    Que Deus abençoe a todos, uma boa aula.
    Evangelista José Evaldo T. Barbosa

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    1. Verdade evangelista Evaldo, infelizmente muitas lideranças estão doentes pelas igrejas do nosso país. Esses estudos visam auxiliar os líderes a desenvolverem seus ministérios e aperfeiçoar o povo de Deus.
      Obrigado por nos ajudar a desenvolver os esboços. Paz

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