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terça-feira, 21 de outubro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


ANA, E O MILAGRE DA CURA DA ESTERILIDADE
26 DE OUTUBRO DE 2014

 TEXTO ÁUREO
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera” Ef 3.20
VERDADE APLICADA
Deus tem sempre um meio de nos atrair para sua presença com a intenção de revelar-se de forma milagrosa e com projetos audaciosos que jamais pensamos em realizar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
1Sm 1.1 - Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu.
1Sm 1.2 - E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina.
1Sm 1.3 - E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.
Subia, pois, este homem, da sua cidade, de ano em ano, a adorar e a sacrificar ao SENHOR dos Exércitos em Siló; e estavam ali os sacerdotes do Senhor, Hofni e Finéias, os dois filhos de Eli.
1Sm 1.4 - E sucedeu que no dia em que Elcana sacrificava, dava ele porções a Penina, sua mulher, e a todos os seus filhos, e a todas as suas filhas.
1Sm 1.5 – Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse cerrado a madre.

INTRODUÇÃO
Deus atraiu Ana para si através de sua dor e sofrimento, Ele não somente mudou sua vida pessoal, mas alterou o curso da história dos judeus, que naqueles dias passavam por um declínio espiritual terrível, pois a nação vergonhosamente chafurdava no pecado e na corrupção.

1. ANA, UMA MULHER ATRIBULADA
Com suas próprias palavras, Ana define o momento que está vivendo diante do sacerdote Eli: “... sou uma mulher atribulada de espírito [...] porém, tenho derramado a minha alma perante o Senhor” (1Sm 1.15). Da multidão de seus sofrimentos e de sua vergonha o Senhor planejava atraí-la para si e restaurar sua nação.

1.1. Ana, Penina e Elcana
Ana era uma mulher judia piedosa, devota, que estava numa posição desagradável de ter que dividir o marido com outra esposa. A maioria dos comentaristas acredita que Ana era a primeira esposa de Elcana, mas devido sua esterilidade ele se casou com Penina para ter filhos. Alfred Edersheim escreveu: “a Lei de Moisés tolerava a poligamia, porém, em nenhuma parte aprovava sua prática”. A poligamia era uma prática dos afortunados. Elcana era um homem bom, que amava sua mulher, e por ela oferecia porções especiais (1Sm 1.5,8). Ana era uma mulher triste, não somente por não ter filhos, mas porque todos os dias era afrontada por Penina, sua rival, que excessivamente a irritava (1Sm 1.6).

1.2. O Senhor lhe havia cerrado a madre
O texto deixa muito claro que foi o próprio Senhor quem fechou a madre de Ana, e quando Deus fecha algo é porque alguma lição espiritual deseja ensinar (1Sm 1.5; Ap 3.7). Se Deus fechou é porque tinha um propósito a realizar, e Ana, a cada subida iria descortinar o grande projeto que o Senhor lhe havia destinado. Ana precisava de um filho, e Deus precisava de um sacerdote cuja voz profética fosse ativada. Embora parecesse que somente Ana precisava de algo; Deus não tinha uma sucessão sacerdotal e precisava de uma voz profética que fizesse o povo se voltar para as coisas sagradas. É das entranhas de uma mulher sofrida e humilhada que vai surgir o homem que Deus estava a procurar.

1.3. A lâmpada de Deus se apagava
“... E a palavra do SENHOR era de muita valia naqueles dias; não havia visão manifesta” (1Sm 3.1). Eis aqui uns dos grandes motivos pelo qual o Senhor resolveu trabalhar a vida de Ana. Era um tempo difícil, os filhos de Eli, Hofnis e Finéias estava se prostituindo no templo, usurpando a oferta de manjares, e por não repreender seus desaprovados filhos, o Senhor estava prestes a trazer juízo sobre toda a casa de Eli (1Sm 2.12-17;22-25). Quando Deus fala que a lâmpada de Deus estava se apagando, aponta para algo terrível, está claramente nos dizendo que a vida de Deus se esvaía no templo, a lâmpada de Deus fala de revelação, por isso, não havia visão manifesta, e um povo sem revelação é um povo sem amanhã (1Sm 3.3).

2. ANA ENTREGA AO SENHOR SEU BEM PRECIOSO
Após muitos anos de subida e descida a Siló, Ana toma uma atitude intrigante, consagrar seu filho, que ainda não havia nascido ao Senhor. O que teria levado Ana a mudar de opinião, abrindo mão do filho que tanto desejava, e que era o motivo pelo qual vivia sendo molestada? Algo falou profundamente ao seu coração. Vejamos:

2.1. Ana consagra a Deus seu fruto mais desejado
Qual mulher que orando a Deus por um filho, após receber o milagre, o consagraria ao Senhor sabendo que não o teria mais de volta? Segundo os estudiosos rabinos, a busca incessante de Ana por um milagre durou vinte e cinco anos. Mas o que aconteceu com ela durante esse tempo para resolver deixa-lo no templo e consagrá-lo ao Senhor? Precisamos entender que tudo aquilo que se consagra não retorna mais para o dono, porque passa a ser propriedade exclusiva de Deus (1Sm 1.11;Lv 27.28-29). Deus tinha um projeto e Ana tinha a chave em seu ventre. Deus usou a dor para atraí-la, e quando Ana entendeu o propósito divino, descobriu que mais importante que seu orgulho ferido por Penina, e a ansiedade de tornar-se mãe, era tornar-se a mãe da história de seu próprio povo.

2.2. Nasce Samuel
O nascimento de Samuel não somente restabeleceu o sacerdócio e o profetismo em Israel, trouxe também o povo de volta ao Senhor. Ele foi um profeta tão poderoso que nenhuma de suas palavras deixou de se cumprir (1Sm 3.19). Com o surgimento de Samuel Deus intencionava o estabelecimento da monarquia, e Samuel foi a peça chave para a consagração de Davi. O que Deus planejou no ventre de Ana? Gerar um homem segundo o seu coração para ungir um rei também segundo o seu coração (1Sm 2.35;13.14). O que Deus pode estar gerando através de nossas vidas através de tudo o que temos passado? Será que não seria hora de deixar de se importar com nossas Peninas e consagrar a Ele o melhor que temos?

2.3. Ana deixou de chorar para cantar
Foram vinte e cinco anos de busca incessante, e de revelações poderosas. Ao fim de sua provação, Ana cantou, e pôde finalmente abrir a boca e dizer: “O arco dos fortes foi quebrado, e os que tropeçavam foram cingidos de forças... até a estéril deu luz a sete filhos, e a que tinha muitos filhos enfraqueceu. O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela. O Senhor empobrece e enriquece; abaixa e também exalta. Levanta o pobre do pó, e desde o monturo exalta o necessitado, para fazer assentar entre os príncipes...” (1Sm 2.4-8). Ana perseverou, jamais desistiu. Seu cântico expressa sua alegria, e a grandeza de um Deus que sabe honrar aqueles que se derramam diante dEle em oração(Jr 33.3).

3. AS LIÇÕES DO INESPERADO
Ana foi atraída e atingida pela vontade de um Deus surpreendente, que a convenceu a se desfazer de seus sonhos para ofertar o que tinha de mais valor. Como recompensa ela se tornou mãe de mais três filhos e duas filhas (1Sm 2.21), a nação ganhou Samuel, e Deus tornou a reacender a chama do templo.

3.1. Voto cumprido é recompensa certa
Ana soube honrar ao Senhor. Estava convicta da decisão que deveria tomar e de como deveria renunciar. Ela não agiu como algumas pessoas que na hora da dor e da angústia firmam alianças com Deus, e quando obtém o desejado se esquecem de tudo o que lhe prometeram (Ec 5.4-5). Deus sempre nos recompensa acima das nossas expectativas, Ele sempre nos surpreende (Ef 3.20). Quando Ana poderia pensar que seu sofrimento fazia parte de um plano que iria restabelecer o sacerdócio de uma nação, e que seu se tornaria profeta e sacerdote? Será que ela pensaria um dia em ser mãe de mais três filhos e duas filhas após Samuel? Deus sabe honrar a quem renuncia por sua causa.

3.2. Ana, uma mulher de oração
Ana era uma mulher triste e angustiada (1Sm 1.15-16), que se chegou a Deus não só porque precisava de um filho, mas para satisfazer também seu ego que estava ferido diante da humilhação de ter que dividir o marido com uma mulher fértil que sempre a irritava por não poder gerar filhos. Em Siló, Ana aprendeu coisas com Deus através de sua comunhão e quebrantamento em oração. O tempo passou e Ana encontrou em Deus respostas que foram além da importância de ser mãe, e de dar uma resposta a Penina. Deus tinha nas mãos uma chave que não somente lhe abriria a madre, mas lhe ser a protagonista de um grande avivamento na nação.

3.3. Buscar ao Senhor de forma deleitosa
Estamos habituados a chegar diante do Senhor em grupo louvando-o, com o bater de palmas e cheios de alegrias. Mesmo assim todos tendemos a nos encolher diante do Senhor durante os nossos períodos de tristeza. Ir ao Senhor com deleites não significa estar isento de tristeza e aflição. Ana não temeu dirigir-se a presença de Deus, era sabia que ninguém poderia aliviá-la de sua carga a não ser o Senhor; e à medida que mantinha uma comunhão íntima e perseverava em oração, o Senhor lhe trouxe a paz restaurando sua alegria (1Sm 1.18). Penina foi esquecida, deletada da história. Ana homenageada por todos porque Samuel se tornou um homem de Deus com prestígio e notoriedade. Deus tem a resposta para toda porta que está fechada em nossas vidas.

CONCLUSÃO
Ana nos ensina que devemos ser perseverantes, mesmo quando as circunstâncias dizem que não podemos mais avançar, nos revela que Deus tem propósitos específicos, e que se Ele fechou algo para que venhamos a Sua presença, isto é sinal de que nossas vidas jamais serão as mesmas quando conhecermos seus projetos a nosso respeito.

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