terça-feira, 25 de novembro de 2014

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 9 - Revista da Editora Betel

O milagre da cura de Naamã.
30 de novembro de 2014


TEXTO ÁUREO
“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” Lc 4.27


VERDADE APLICADA
Assim como um médico prescreve uma receita para a cura de um paciente, o nosso Deus indica a maneira correta de alcançarmos o sobrenatural em nossas vidas.

Textos de referência
2Rs 5.1, 9, 10, 13.
1 Naamã, o comandante do exército da Síria, era muito respeitado e estimado pelo rei do seu país porque, por meio de Naamã, o SENHOR Deus tinha dado a vitória ao exército dos sírios. Ele era um soldado valente, mas sofria de uma terrível doença da pele.
9 Então Naamã foi com os seus cavalos e carros e parou na porta da casa de Eliseu.
10 Eliseu mandou que um empregado saísse e dissesse a ele que fosse se lavar sete vezes no rio Jordão, pois assim ficaria completamente curado da sua doença.
13 Então os seus empregados foram até o lugar onde ele estava e disseram: —Se o profeta mandasse o senhor fazer alguma coisa difícil, por acaso, o senhor não faria? Por que é que o senhor não pode ir se lavar, como ele disse, e ficar curado?

INTRODUÇÃO
A cura de Naamã apresenta inúmeras lições que principiam no orgulho humano e se estendem até o profético. Todos os milagres registrados têm um fundamento, eles não aconteceram de forma despropositada, pois Deus jamais realiza algo sem propósito (Rm 15.4).

1. Naamã, o vencedor vencido
Deus usou muitos agentes para efetuar a conversão de Naamã, de um homem orgulhoso e autossuficiente, em um homem crente, humilde, e reverente (1Rs 5.15-18). A Bíblia o descreve como um homem respeitado, homem pelo qual o Senhor dera livramento aos sírios (1Rs 5.1).

1.1 Campeão por fora, leproso por dentro
Naamã era um homem de poder, uma figura de destaque na nação e temido pelos seus inimigos (2Rs 5.1). Só havia um problema: era portador de lepra, uma doença incurável, que fazia desse grande vencedor um homem derrotado. Naamã era um vencedor vencido por uma doença. Duas coisas nos chamam atenção com respeito a Naamã: a primeira é que sua lepra não era igual a que Deus emprega para disciplinar seu povo (Nm 12.9-15). Ou como a lepra que conhecemos cientificamente, porque sua lepra não era daquele tipo que o segregava da sociedade. Ele vivia em família, e com toda a sociedade; a segunda é que Jesus afirmou que havia muitos leprosos em Israel, mas somente Naamã foi curado, o que nos faz acreditar que Deus tinha um propósito especial na realização desse milagre (Lc 4.27).

1.2 General, mas orientado por uma menina anônima
A Bíblia nos mostra que havia em sua casa uma menina sem nome, porém, muito importante em sua vida, a qual foi trazida cativa da terra de Israel por suas tropas (2 Rs 5.2). Vendo seu estado e preocupando-se com seu bem estar, a menina comunica a esposa do general que seu marido poderia ser restaurado se estivesse diante do profeta que estava em Samaria. A palavra dessa menina trouxe ânimo à sua esposa que, com entusiasmo, lhe deu a notícia. Com as esperanças renovadas, Naamã fez saber a seu rei, o qual escreve uma carta ao rei de Israel e entrega provisões a seu valoroso general (2Rs 5.4-6). O que mais nos alegra é que a lepra de Naamã não tem força sobre ela, mas sua compaixão é quem influencia a vida de Naamã. Não é necessário termos nome ou fama para realizarmos algo grandioso (Is 53.2-4).

1.3 General, mas auxiliado por uma mulher especial
Naamã era um homem bom, cercado de pessoas que primavam por seu bem estar. Poderíamos afirmar que sua esposa era uma mulher muito especial, como deve ser a vida de uma esposa que tem um marido nessas condições? Esse tipo de doença cheira mal, e somente com uma gigantesca paciência e um amor que excede aos limites de nosso tempo é que um relacionamento como esse perdura. O milagre do corpo de Naamã é poderoso, mas o de seu casamento é de surpreender. Por muito menos que isso os casamentos de hoje se dissolvem. Essa mulher tem uma forte lição para os matrimônios de nossos dias, pois, por simples vaidade, as pessoas abandonam tanto o juramento quanto a benção dada por Deus.

2. Naamã e o profeta Eliseu
O último agente usado por Deus para a cura de Naamã foi o profeta Eliseu, que tanto ignorou sua presença quanto seus presentes. Eliseu resolveu o problema com uma receita: sete mergulhos para quebrar o orgulho.

2.1 A comitiva e a decepção
Naamã era um homem orgulhoso como mostram estas observações: 1) ele veio à casa de Eliseu esperando ser recebido com toda pompa compatível com sua posição (2Rs 5.9);2) “a ter comigo” é uma posição enfática significando “a uma pessoa como eu” (2Rs 5.11); 3) “certamente” (ARC, BJ; NVI, “eu estava certo de que ele sairia”) uma tradução do infinitivo absoluto hebraico “sairia” também enfatiza O FATO DE QUE Naamã considerava dever de Elizeu ir até ele, por lhe ser socialmente inferior; 4) sua recusa em executar o plano diferente do que ele idealizara (2Rs 5.11-12). A maior decepção de Naamã foi receber apenas a receita para a cura, pois o profeta sequer o recebeu.

2.2 Tratamento de choque no orgulho
“Não são porventura Abana e Farpar, rios de Damasco, melhores do que todas as águas de Israel? Não me poderia eu lavar neles, e ficar purificado? E voltou-se, e se foi com indignação” (2Rs 5.12). Ao dirigir-se ao profeta Elizeu, Naamã trouxe ouro e prata, símbolos de sua riqueza pessoal; dez mudas de vestes festivais caríssimas, símbolos de seu fino gosto; uma carta de recomendação do rei da Síria, símbolo do seu prestígio. Naamã pensava que Elizeu se comoveria com sua apresentação. Porém, o que mais chamou atenção do profeta foram seu orgulho e sua altivez. O orgulho de Naamã ofuscou sua doença, e o Jordão, embora fosse uma afronta era o lugar do seu milagre. Toda humilhação Divina culmina em grande exaltação (Pv 18.12).

2.3 Ele desceu (2Rs 5.14)
A imposição Divina de humilhar Naamã tinha um propósito definido: revelar-se a ele. A cura alcançada por Naamã restaurou tanto seu corpo físico quanto sua alma orgulhosa. O texto é claro quando diz: “ele desceu, mergulhou” (2Rs 5.14). Até que ponto ele desceu? Teve que se despir e mostrar a todos quem realmente era. Esse é o clássico exemplo de uma genuína conversão, despir-se publicamente, crendo que a remissão está na palavra de salvação. Quando desceu, seu orgulho deu lugar a humildade, mas quando mergulhou, sua visão acerca das coisas espirituais foi totalmente aberta, ele descobriu que havia um Deus verdadeiro em todo o mundo, o Deus de Israel.

3. As lições da cura de Naamã
Naamã provou sua fé por seu trabalho; ele creu na Palavra e agiu de acordo com ela. Apresentava-se diante de Eliseu um novo homem não mais leproso. Agora, um homem restaurado, humilde, com fé no verdadeiro Deus e acima de tudo agradecido (2Rs 5.15).

3.1 Chegou um general, retornou um servo
“E disse Naamã: Se não queres, dê-se a este teu servo uma carga terra que baste para carregar duas mulas; porque nunca mais oferecerá este teu servo holocausto nem sacrifício a outros deuses, senão ao Senhor (2Rs 5.17). Naamã deu testemunho público do poder do Senhor e de que Ele é o único Deus verdadeiro. É impressionante como Ele mesmo se apresentou: “este teu servo”. Naamã não somente deixou sua lepra no Jordão, deixou também seu orgulho e sua altivez. Naamã sempre fez parte da nobreza, mas aprendeu com o profeta de Israel que a cura da alma habita nos lugares mais simples e menos desejados como o Jordão. Um mergulho como esse faria bem a muitas pessoas em nossos dias.

3.2 Um grande ministério não pode ser comprado
A atitude honesta do uso dos dons fez com que a palavra de Eliseu fosse autenticada por Deus. Precisamos ter em mente que o Senhor não mandou Elizeu profetizar nada para Naamã, grande parte de suas predições foram sempre assim, endossadas pelo Senhor (2 Rs 2.20-22; 6.6-7; 6.18; 7.18). Trezentos e cinquenta quilos de prata, setenta e dois quilos de ouro, e dez vestes festivas coloridas (somente os ricos possuíam), sequer balançaram o profeta. Eliseu era um homem conectado, inviolável, e que jamais seria capaz de negociar seu ministério ou a benção de Deus. Eliseu nos ensina que “unção” representa o selo de uma autoridade, e que homens de Deus devem ser incorruptíveis, não misturando o santo com o profano (Fp 2.15).

3.3 Deus cura quem ele quer
“E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro” (Lc 4.27). Sabemos que o nosso Deus é o Deus das coisas impossíveis, mas não podemos esquecer que seus milagres têm sempre uma finalidade. O foco da cura de Naamã estava não somente na quebra de seu orgulho, mas em como sua conversão se tornou notória a todos. Jesus disse que havia muitos leprosos, mas somente Naamã foi curado. Isto nos leva a valorizar o privilégio da escolha divina, a valorizar tudo aquilo que o Senhor faz em nosso favor. Quantos já desceram a sepultura? Quantos estão perdidos e sequer sabem o que é sentir o gozo do Espírito Santo? Por isso, Naamã estava grato, ele sentiu a graça sobre si.

CONCLUSÃO
A arrogância pode nos fazer enxergar apenas aquilo que nos convém, é nessa hora que precisamos de um Jordão, um lugar onde realmente não desejamos mergulhar, mas de vital importância para nos purificar. O importante é que mesmo não querendo, Naamã optou por obedecer, e essa obediência lhe conferiu o milagre mais precioso de sua vida, a cura de seu corpo e a redenção de sua alma.

Um comentário:

  1. Lição maravilhosa podemos refleti sobre o nosso relacionamento. E nunca deixa as dificuldades ser maior do que as promessas de Deus.

    ResponderExcluir

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.