segunda-feira, 23 de março de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 13 - Revista da Editora Betel


Recompensas da Fidelidade
29 de março de 2015


Texto Áureo

“Disse-lhe o Senhor, muito bem, servo bom e fiel, foste fiel no pouco sobre o muito te colocarei, entra no gozo do teu Senhor.” Mt 25.21.



Verdade Aplicada

Conscientizar que o homem fiel será abençoado nesta vida e, por fim, alcançará vida eterna.


Textos de referência.

Mt 25.19-22
19 Depois de muito tempo, voltou o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.
20 Então, aproximando-se o que recebera cinco talentos, entregou outros cinco, dizendo: Senhor, me confiou-me cinco talentos; eis aqui outros cinco talentos que ganhei.
21 Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.
22 E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei.


INTRODUÇÃO

Ao longo de toda a Bíblia, a fidelidade de Deus, uma parte essencial do Seu caráter, é celebrada e exaltada pelos Seus servos (Sl 36.5). Mas, assim Seus servos, Ele espera que estes também sejam fiéis a Ele (1Tm 1.12). A fidelidade honra a Deus e Deus honra a fidelidade (Jó 42.10-12). Vejamos a seguir alguns aspectos dessas recompensas:


1. Recompensas temporais.

O homem que é fiel ao Senhor é revestido de bênçãos (Pv28.20). Conheçamos, portanto, as graças recebidas concernentes ao tempo, ou seja, as recompensas temporais advindas da fidelidade.


1.1. Prosperidade que vem do Senhor.

Existe uma prosperidade que não vem do Senhor (Mt 16.26): a prosperidade que visa somente as conquistas materiais e os prazeres deste mundo. Em 3 João 2, temos o relato do que é ser próspero no Senhor. A verdadeira prosperidade envolve todos os aspectos da vida: família, finanças, relações sociais e profissionais, saúde e, principalmente, a vida espiritual, que é o aspecto mais importante da existência humana. José era próspero em tudo quanto fazia, mas jamais se esqueceu do seu Deus (Gn 39.2, 3).


1.2. Confiança nas relações sociais.

Uma pessoa fiel a Deus certamente também será fiel em suas relações sociais; isso fará com que alcance junto à sociedade, em cujo contexto se encontra inserido, um bom nome, ou seja, respeito, consideração e confiança (Pv 22.1). A fidelidade era a qualidade que Paulo mais exaltava nos seus companheiros de ministérios (1Co 4.17; Ef 6.21; Cl 1.7; 4.9). Por isso confiava tanto neles e os apresentava às igrejas como homens fiéis. O maior patrimônio que um líder pode ter é cercar-se de companheiros fiéis.


1.3. Poderá ter sua esfera de ação ampliada.

Embora o texto de Mateus 25.21 tenha um cunho escatológico, ou seja, refere-se a recompensas futuras, ele pode ser aplicado à vida cristã no momento presente, pois uma vida de fidelidade a Deus pode nos conduzir a novas conquistas. Mateus fala de ser fiel no pouco, ou seja, quando valorizamos as pequenas coisas que Deus nos dá, Ele, aos poucos, amplia essas esferas de ações, seja no campo profissional, social, financeiro ou ministerial. Dentre os muitos exemplos Bíblicos, podemos escolher Davi. Ele cuidava tão fielmente de umas poucas ovelhas de seu pai, a ponto de defende-las de ursos e leões (1Sm 17.34-36). Mesmo que ninguém o estivesse vendo, ele agia com fidelidade. Todavia, o olhar de Deus o acompanhava sua fidelidade e o escolheu para ser o maior rei de Israel de todos os tempos. Ele saiu detrás das ovelhas para ser o rei de Israel (2Sm 7.8).


2. Recompensas espirituais.

O nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoou com toda a sorte de bênçãos espirituais (Ef 1.3). Bênçãos que não são passageiras, nem perecíveis. Aprendamos um pouco mais sobre esse favor divino a nosso respeito.


2.1. Experimentará a constante presença do Senhor.

É grande o privilégio de ter o Senhor como companhia constante. O próprio Deus procura pessoas para estarem com Ele (Sl 101.6). Estar na presença de Deus, no sentido de comunhão e intimidade, é a bênção suprema da vida cristã. Deus não retira Sua presença daquele que O serve fielmente. José estava no Egito, longe de sua terra, de seus familiares e de amigos, mas permaneceu fiel. A expressão “O Senhor era com ele” se repete quatro vezes no texto como razão do seu sucesso. Deus estava com ele na casa de Potifar (Gn 39.3), na prisão (Gn 39.21) e no trono (Gn 45.8). A fidelidade, portanto, é uma das bases de sustentação da comunhão com Deus. Se permanecermos fiéis a Ele, também desfrutaremos da Sua gloriosa presença.


2.2. Será socorrido no tempo da angústia.

A experiência do rei Ezequias foi extremamente angustiosa. Acometido por uma enfermidade mortal, Isaias, o maior profeta daqueles dias ainda lhe trouxe uma dura mensagem (2Rs 20.1). O rei, porém teve forças para recorrer a Deus em oração. É importante observar que, durante a sua prece, ele lembrou ao Senhor que O havia servido com fidelidade, sinceridade e feito o que Deus aprova. Todavia, a oração dele não é um apelo baseado em boas obras ou méritos humanos para alcançar o favor divino, mas expressa o reconhecimento de que o Senhor favorece, misericordiosamente, aqueles que O servem com fidelidade e os socorrem. Como afirmava Paulo em Filipenses 1.19, 20, mesmo em face de um julgamento arbitrário, ele tinha certeza de que em nada seria envergonhado e o Senhor lhe daria vitória. A fidelidade no servir a Deus nos dará confiança na Sua proteção, mesmo nas horas mais difíceis.


2.3. Terá a aprovação de Deus quanto ao ministério.

Não sabemos explicar todos os ministérios que envolvem a chamada de uma pessoa para o ministério. O próprio Jesus disse aos discípulos que não foram eles que escolheram Cristo, mas que o Senhor os havia escolhido (Jo 15.16). Entretanto, Paulo diz “que Deus o considerou fiel designando-o para o ministério” (1Tm 1.12). Embora o apóstolo fosse detentor de muitas qualidades admiráveis, ele afirmou que Deus o colocara no ministério porque viu nele um homem fiel. Isso, porém, não significa que todo aquele que for fiel será chamado para o ministério, pois todo servo de Deus precisa ser fiel. Entendemos que a fidelidade é uma virtude imprescindível para aquele que deseja servir ao Senhor em qualquer esfera de ação na igreja. Principalmente em cargos ministeriais (1Co 4.1). Ao dar os último0s conselhos a Timóteo (2Tm 2.2), Paulo aconselha seu filho na fé a apossar-se da revelação divina entregue e a comunicá-la a homens fiéis, que, por sua vez, passariam a outros, e assim sucessivamente até a vinda de Cristo.


3. Recompensas futuras.

A volta de Jesus é iminente. Ele cedo virá e abençoará a cada um conforme suas obras (Ap 22.12). Compreendamos os galardões futuros prometidos à Igreja.


3.1 Receberá a vida eterna no presente.

A expressão “vida eterna”, embora ocorra com muita frequência no Novo Testamento, não é fácil de conceituar, pois não é definida totalmente. Em João 17.3, a vida eterna é descrita no seu aspecto experiencial de conhecer a Deus e ter comunhão com Ele mediante Seu Filho Jesus Cristo. Podemos, então, observar dois aspectos da vida eterna: presente (Jo 3.36; Mt 25.21b) e futuro (Mt 25.46). No seu aspecto presente, a vida eterna é a dádiva que Deus outorga ao homem mediante a regeneração (Tt 3.5), que corresponde às expressões: nascer de novo (Jo 3.3), nascido de Deus (Jo 1.13) e a nova criatura (2Co 5.17). É a ressurreição espiritual (Cl 3.1), que nos permite estar assentados com Cristo nas regiões celestiais (Ef 2.6). Dessa forma, os cristãos já desfrutam, no presente, daquela comunhão que caracterizará a eternidade.


3.2 Receberá a vida eterna no futuro.

Com relação ao futuro, embora haja muitos mistérios como afirma 1 João 3.2 “e não se manifestou ainda o que haveremos de ser”, nem todas as maravilhas da eternidade estão plenamente reveladas. Podemos afirmar que não é simplesmente uma existência sem fim, mas a qualidade de vida mais elevada que existe, porque desfrutaremos da presença de Cristo por toda a eternidade (1Ts 4.17; Mt 25.46).


3.3 Receberá galardões.

A doutrina a respeito dos galardões é para aqueles que perseverarem em servir ao Senhor fielmente (Hb 10.35). O próprio Cristo disse que os distribuiria (Ap 22.12); quão grande privilégio será recebe-los das mãos do Senhor. Dois fatos, porém, de extrema importância precisam ser observados quando falamos de galardões. Primeiro: termos o cuidado para não desenvolvermos uma visão materialista dos galardões, como se fossem “bens” materiais nos lugares celestiais, como mansões, coroas literais, etc. Os galardões referem-se a valores espirituais. Segundo: observar o critério para ser galardoado (2Co 5.10). Será um galardão com base na qualidade do trabalho prestado ao Reino de Deus (1Co 3.13, 14) e não simplesmente na quantidade. A oferta da viúva pobre teve mais valor que as enormes quantias dos ricos. Também será galardoado de acordo com a motivação interna (1Co 4.5). Existem, infelizmente, muitas pessoas fazendo a obra de Deus com motivações impuras; buscam glória para si mesmo, competem umas com as outras, pregam por porfia e inveja (Fp 1.15), outras estão simplesmente interessadas no lucro financeiro (2Co 2.17).


CONCLUSÃO

A fidelidade é uma das virtudes cardeais do cristianismo e precisa acompanhar o cristão em sua jornada neste mundo, pois ela resultará tanto numa vida cristã vitoriosa, bem como na aprovação de Deus no futuro (Mt 25.21).

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