segunda-feira, 20 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 4 - Revista da Editora Betel


A missão profética de Moisés
26 de abril de 2015

Texto Áureo
“Tu falarás tudo o que eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó, para que deixem ir, da sua terra, os filhos de Israel.” Êx 7.2.


Verdade Aplicada

O verdadeiro profeta é aquele que recebe a mensagem de Deus e transmite ao destinatário sem margem de erro o que lhe foi dito.

Textos de referência

Êx 5.1-4
1 Depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto.
2 Respondeu Faraó: Quem é o SENHOR, para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel.
3 E eles prosseguiram: O Deus dos hebreus nos encontrou; deixa-nos ir, pois, caminho de três dias ao deserto, para que ofereçamos sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, e não venha ele sobre nós com pestilência ou com espada.
4 Então lhes disse o rei do Egito: Por que, Moisés e Arão, por que interrompeis o povo no seu trabalho? Ide às vossas tarefas.

INTRODUÇÃO

Deus vocacionou a Moisés como profeta para aquela geração explorada por Faraó e o Egito. Estudaremos então o seu retorno desde quando, juntamente com Arão se encontra com os líderes de Israel até, finalmente, todos os hebreus saírem do Egito (Êx 4.29). Entretanto, trabalharemos mais o aspecto de sua missão profético-libertadora.

1. Moisés, profeta de Deus ao Egito.

Moisés era um homem comum como qualquer um de nós, porém, era também antes de tudo a voz profética, a expressão da fala de Deus. Ele não retornou ao Egito como uma figura “superstar” que revolucionaria a vida política no Egito, ele voltou como um embaixador do Reino e deveria ser ouvido.

1.1. Os anciãos de Israel.

O primeiro ato profético de Moisés não diz respeito ao Egito, mas aos hebreus por serem os herdeiros da promessa dada a Abraão, Isaque e Jacó. A partir daí, Moisés e Arão reúnem todos os líderes e demais filhos de Israel para transmitir-lhes a palavra profética que receberam, bem como atuar nos sinais que o Senhor Deus lhe enviou a realizar (Êx 4.30). Como palavra profética, não estamos falando em predição, pois nem toda palavra profética e preditiva. Por palavra profética nos referimos a “todas as palavras do Senhor” que Moisés e Arão receberam e transmitiram, juntamente com os sinais que fizeram e os filhos de Israel creram e adoraram a Deus. Eles ouviram, verificaram a procedência das palavras, viram os sinais e assim creram e adoraram ao Senhor (Êx 4.31).

1.2. Assim diz o Senhor.

Moisés recebeu instruções claras e diretas de Deus de como ele deveria se apresentar e falar a Faraó. O Senhor disse a Moisés como deveria agir e falar profeticamente (Êx 4.22, 23a). O profeta é um agente enviado por Deus que não deve ter medo de autoridade humana, nem tampouco seu exercício está procurando facilidades, antes sim, deve estabelecer a vontade de Deus contra as injustiças quando for necessário. A missão de Moisés não era fácil e seu temor diante da sarça explica muito bem o que Deus lhe mandou dizer a Faraó (Êx 11.4, 5).

1.3. A resistência de Faraó.

Moisés sabia muito bem que Faraó seria endurecido (Êx 4.21), pois isso era parte do plano divino para libertar os filhos de Israel da servidão. Moisés deveria sentenciá-lo com um aviso, antes que o juízo do Senhor fosse descarregado sobre o Egito. Deus poderia resolver o caso na primeira investida de Moisés. Todavia, o projeto, elaborado há quatrocentos anos, teria um desfecho marcante que, durante toda a eternidade, seria contado não somente pelos filhos de Israel, mas por todos os habitantes da terra. Quando a dificuldade se torna mais intensa, é um grande sinal de que algo grande está por acontecer.

2. Palavras de juízo sobre o Egito.

O Egito foi a primeira nação da terra que seria capaz de influenciar poderosamente o mundo ocidental por causa de seu pragmatismo, organização, opulência, ciências, etc. Porém, ao explorar os hebreus e demais povos, teve que ser severamente punido para que se tornasse uma advertência a todos os outros povos.

2.1. Faraó, o filho de Hórus.

Aos Faraós, tudo era possível: o domínio sobre as pessoas, a transformação de ambientes, a preservação dos animais, etc. Apenas duas coisas não lhes eram possíveis de impedir: o envelhecimento e a morte. Eles presumiam serem deuses, mas não tinham eternidade. Eles se autodenominavam filhos de Hórus, o deus dos céus. Para os egípcios, o Faraó era objeto de culto e sua pessoa era sagrada. Ele era intermediário entre os deuses e os homens e concentrava em si tanto poderes políticos quanto espirituais. A dureza do coração de Faraó tinha uma origem no juízo divino; Deus lhe endurecia para ensinar a todos os povos que o Faraó não era deus, nem filho de deus, e sim, apenas um governante humano (Êx 7.3-5). O Senhor iniciaria Seu juízo tornando os deuses do Egito inoperantes e terminaria eliminando seu deus terreno, o Faraó.

2.2. A desestrutura de uma nação.

O endurecimento do coração de faraó em si, além de uma mera teimosia, tratava-se de um juízo divino e eles foram estabelecidos como uma maneira de expor e julgar o que os egípcios consideravam deuses. Na mentalidade egípcia, eles buscavam o que se chama hoje de crescimento sustentável, isto é, procuravam o progresso em harmonia com a natureza. Todavia, eles reverenciavam os animais como seres divinos e suas artes fundiam o ser humano com eles. Quanto ao respeito e à harmonia com a natureza, estavam corretíssimos, mas a divinização dela não. Eis aí o porquê do endurecimento do coração de Faraó: tanto aquela geração quanto as futuras ficariam marcadas pelos juízos de Deus trazidos ao Egito (as dez pragas), visto que foi o primeiro grande império a influenciar o mundo ocidental.

2.3. A intensificação da dor.

Deus havia dado a Moisés e Israel sólidas promessas de libertação. Dessa feita, Moisés foi até o povo com as boas novas e com os sinais de Deus. A Bíblia diz que creram (Êx 4.29-31). Finalmente, para eles, havia chegado uma ocasião de esperança, alegria e adoração. Contudo, o que aconteceu a seguir não foi de grande estímulo para eles. As coisas só pioraram! A escravidão de Israel se tornou totalmente insuportável e os trabalhos se multiplicaram. Moisés não sabia que o Senhor iria pôr as mãos nesse assunto (Êx 6.1,2). Deus estava dizendo: “Não vou lhe decepcionar, Moisés. Lembre-se que Eu Sou o Senhor”. Não se aprende a confiar em Deus quando tudo é bonança, isso geralmente acontece na intensidade da provação.

3. Israel liberto do Egito.

Faraó e os egípcios estavam de olho na economia e riquezas geradas a partir da exploração dos escravos hebreus, e, de modo algum, desejavam perder aquela farta mão de obra. Porém, na décima praga, os egípcios não aguentavam mais a presença deles, então Faraó os despediu (Êx 12.31-35).

3.1. Israel sai do Egito.

Na noite em que o anjo da morte eliminaria os primogênitos, Moisés, sob a orientação do Senhor, instituiu a páscoa, um ato que tinha algumas finalidades. Primeiro, um ato protecionista, pois o sangue do cordeiro nos umbrais das portas garantia aos primogênitos a vida; o anjo da morte passaria e a senha para a salvação estava na marca do sangue. Em seguida, comeriam pão sem fermento, juntamente com a carne do cordeiro, como um memorial perpétuo da liberdade deles; o cordeiro deveria ser comido com ervas amargas, mostrando que, junto com o cordeiro, também vamos ingerir coisas amargas. Todavia essa cerimônia seria um ato profético, pois apontava para aquele que viria como o cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo e nos livrar da morte. Outro fato importante dessa liberdade é que os filhos de Israel saíram de acordo como foi profetizado há quatrocentos e trinta anos antes de existirem (Gn 15.13): com riquezas e pelo poder de uma forte mão (Êx 3.20-22).

3.2. Israel atravessa o Mar Vermelho.

A missão profética de Moisés e Arão não terminou com a saída dos filhos de Israel do Egito, mas permaneceu por toda a vida. Faraó e seus oficiais reconsideraram a decisão tomada e tornaram a perseguir os filhos de Israel. Ele sabia que tanto a mão de obra quanto a riqueza do Egito estavam fugindo de seu alcance (Êx 14.5). Israel, percebendo a ameaça, entrou em desespero e Moisés esperava que o Senhor lhe desse uma saída. Todavia o Senhor lhe deu uma palavra de esperança para que dissesse ao povo (Êx 14.13). Deus fez tudo diferente do que o povo poderia imaginar. Ele sempre age assim, Ele é sobrenatural e não trabalha com possibilidades ou recursos humanos. Ele sempre tem um caminho mais excelente, criado por Ele para aqueles que caminham nEle.

3.3. A porta que Deus abre.

Sair do Egito era para os hebreus um sonho imaginável (Êx 12.51). Eles eram um povo sem qualquer perspectiva de liberdade, sem intimidade com Deus e sem esperança. Suas vidas mudaram porque Deus lhes enviou um profeta, um homem forjado no fogo da adversidade, da solidão e do anonimato. Em um só momento, o Senhor escreveu duas grandes histórias:a de um povo que passou a ser Sua propriedade particular e a de um homem disposto a tudo para atender ao Seu chamado. Porém, tanto Moisés quanto o povo de Israel deveriam passar pela porta que Deus abriu no momento em que Ele a criou para que, juntos, dessem início a história mais marcante da humanidade. Deus tem uma porta aberta que ninguém pode fechar. Se ela ainda não foi vista, não significa que não exista. Porém, a grande lição profética da vida de Moisés está nas palavras: confiança e esperança – palavras que devemos adicionar as nossas vidas diariamente.

CONCLUSÃO

Como profeta, Moisés expressou os pensamentos, desígnios e avisos do Senhor, ou seja, cumpriu o seu ministério. Podemos dizer que Moisés foi: excelência e excelente. Na pele de um homem saído das cinzas, o Senhor fez ressurgir uma das maiores autoridades que esse mundo já pôde ver. Um representante legal de Sua Palavra e poder

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