quinta-feira, 16 de abril de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 3 - Revista da Editora Betel



AULA EM 19 DE ABRIL DE 2015 – LIÇÃO 3
(Revista: Editora Betel)

Tema: O comissionamento de Moisés

Texto Áureo: Atos 7.34
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição lembre-se de considerar o deserto como sendo as lutas que passamos, que Deus permite ou nos conduz a elas, para que possamos aprender algo importante para a obra.
- “uma cultura de micro-ondas”, o micro-ondas é o aparelho que prepara alimentos rapidamente, no tempo da pós-modernidade o mundo caminha numa velocidade muito grande. Tudo é feito de forma rápida e o tempo é muito valioso. Essa cultura adentra às igrejas, pois as pessoas querem que as coisas aconteçam rapidamente.
- “nada lá é instantâneo”, no deserto espiritual as coisas acontecem no tempo de Deus.
- “Deus não produz santos em massa”, não existe uma fábrica com máquinas para produzir homens de Deus. Nós somos manufaturados pela mão do Senhor. Deus trabalha cada um minuciosamente.
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1. Solidão e anonimato: preparos fundamentais
- “tinha o propósito de moldar Moisés”, considerando o deserto como um lugar de solidão e provação, entendemos que alguns desertos que passamos são para nos moldar para algo grande na obra de Deus.

1.1. Vivendo atrás do deserto
- “estar num lugar diferente de tudo”, não era a terra do Egito e nem a terra dos hebreus, devia ser um lugar de incômodo por não ser nada do que ele estava acostumado.
- “nem mesmo sua profissão era atraente”, se referindo à profissão de pastor de ovelhas, com certeza essa foi uma profissão que ele não aprendeu no Egito. Nada do que ele aprendeu e nem o que ele foi servia ali naquele momento.
- “total anonimato”, era um lugar onde ele não era visto e nem aplaudido, assim é na carreira dos obreiros de Deus, há um momento de anonimato.
- “ela não nasce do dia para a noite”, leva tempo para o Senhor formar um bom servo, que obedeça a Sua vontade, isso pode levar dez anos para alguns ou vinte para outros.

1.2. Aprendendo com a obscuridade
- “camadas sólidas e externas de nossas vidas”, metáfora para exemplificar os obstáculos que colocamos para que o Senhor não faça uma obra completa em nossa vida. Esses obstáculos podem ser nossos paradigmas, tradições, preconceitos e outras manias e vícios.
- “passar a lixa da obscuridade”, o orgulho se forma quando a pessoa está em uma posição de destaque, mas quando essa posição acaba e a pessoa entra em uma situação de obscuridade então esse orgulho vai se acabando também. Lixa serve para remover ressaltos de uma superfície e o orgulho é um ressalto que prejudica a nossa vida espiritual.
- “o tempo será o elemento fundamental”, o tempo é o elemento que determina a experiência. Pode ser a melhor escola do mundo, mas se não houver tempo na instrução não haverá aprendizado condizente.
- “tudo está nas mãos do nosso Mestre”, essa é uma verdade incontestável, mas quando estamos na zona de conforto não conseguimos perceber, só quando vem o deserto é que damos atenção a isso.

1.3. Entendendo os tempos sombrios
- “Ele nos leva por Sua soberana vontade”, e também por Sua sabedoria divina, porque o Senhor tem motivos que dificilmente entendemos, pois Ele conhece o futuro e sabe o que nos espera lá na frente.
- “Ele tornará a provação em bênção”, essa é a sabedoria que supera a inteligência de Satanás. Sem o inimigo perceber o Senhor transforma aquilo que era maldição em benção.
- “quem está no deserto fica por determinação divina”, isso é difícil de entender por alguém que ainda não tem a maturidade cristã, mas o tempo passado no deserto é o único meio de adquirir essa maturidade.-
- “gostaria de ouvir de nossos lábios é: “eu aceito”, essa resposta virá de uma forma ou de outra. O melhor é aprender com os erros e desertos dos outros para quando passarmos os nossos possamos aceitar e sair mais facilmente.
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2. Deus se apresenta a Seu servo Moisés.
- “sem imaginar que Deus ainda contava com ele para ser o libertador”, retornando a ideia da lição anterior de que Moisés já tinha conhecimento de que seria o libertador do povo hebreu. Lembro que essa é uma afirmação de Josefo que não encontra amparo bíblico. O CLUBE DA TEOLOGIA não compartilha dessa ideia.

2.1. Deus fala na brisa mansa
- “tantos anos de obscuridade”, todos precisam aprender a viver no silêncio de Deus, nem sempre Ele vai falar ou usar um profeta.
- “em locais pouco apreciáveis”, Deus não precisa de muito estardalhaço para falar o que quer. No meio do estrondo aparecem pessoas ou coisas que tentam tomar a glória para si.
- “num dia rotineiro como outro qualquer”, o segredo é estar atento a voz de Deus, ele pode surgir de repente. Muitos deixam de receber ou tardam a benção por não conhecerem que Deus falou.

2.2. Diante de uma sarça que não se consumia
- “era um arbusto comum”, mais uma vez Deus usa algo comum para fazer o incomum.
- “jamais havia visto um que queimava e não se consumia”, não foi o fogo que chamou a atenção de Moisés, assim é o Espírito Santo em nós, é como um fogo que arde dentro de nós, e o que chama a atenção das pessoas é como o fogo de Deus arde nas pessoas e elas não são consumidas, ou seja, Deus não está punindo essas pessoas, mas está perdoando e está usando elas para alcançar a outros.
- “Deus tomou um arbusto inútil e fez com que incríveis mudanças”, veja se não é isso que o Espírito Santo faz na vida de uma pessoa. Comente com a classe, veja se eles conhecem histórias de pessoas que experimentaram isso.

2.3. A mensagem da sarça
- “Esse foi o maior momento da vida de Moisés”, chega um momento na vida do crente em que ele recebe seu chamado esse é maior momento de nossa vida, recebemos uma missão e dali em diante nossa vida nunca mais será a mesma.
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3.  O envio de Deus.
- “e suas orações deveriam ser respondidas a partir daquele momento”, se refere às orações pelo envio de um libertador.
3.1. Moisés é chamado de maneira pessoal
- “reação de Moisés ao reconhecer a voz do Senhor”, se refere ao fato de Moisés ter encoberto o rosto, pois ele já havia ouvido falar do poder desse Deus,
e o que fez Moisés reconhecer foi a apresentação de que Deus fez, veja:

“Disse mais: Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó. E Moisés encobriu o seu rosto, porque temeu olhar para Deus.” Êx 3:6

- “sendo monitorados pelo Senhor”, por mais que não parecesse o Senhor estava observando todo o sofrimento do povo, assim acontece até hoje na vida dos crentes, parece que Deus não está ouvindo, mas na hora certa Ele age.
- “Os grandes homens de Deus são encontrados no deserto”, os melhores pregadores, pastores e missionários são forjados nos desertos da vida.

3.2. Quem fez a boca do homem?
- “era algo humanamente impossível e irrealizável”, ele só deveria chegar diante de Faraó sem exercito algum e mandar ele libertar o seu povo, depois era só conduzir mais de um milhão de pessoas pelo deserto até uma terra que já estava ocupada por gigantes. SÓ DEUS FAZ ESSAS COISAS.
- “Suas desculpas não são as de um homem qualquer”, às vezes as pessoas querem que sejamos perfeitos como Jesus, mas se esquecem que existe uma caminhada até esse nível. Nem todos aceitam o comissionamento de imediato.

3.3. A quem Deus chama também capacita
- “que levou oitenta anos para ser preparado”, conhecemos irmãos que ao se batizarem nas águas já sonham em pregar em muitas igrejas e alguns visualizam os benefícios financeiros disso. Mas olha o tempo de formação de Moisés.
- “não saiu da presença de Deus sem alvo”, quem tem um encontro real com Deus adquire Dele uma missão, como Moisés, adquire a capacitação. E note que Moisés ainda não havia aprendido tudo, pois ele aprende com seu sogro a estratégia da administração. Êx18.21,22
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CONCLUSÃO
- “Moisés recebe de Deus autoridade”, aqui está o segredo do sucesso na vida do crente, para que o nosso ministério cresça e dê fruto precisamos ter autoridade delegada por Deus e não pelo nosso conhecimento teológico, não pela nossa posição eclesiástica.
- “demonstrado através dos grandiosos sinais”, isso é possível aos servos de Deus hoje, pois o Senhor não deixou de operar milagres e sinais.  
- Elabore o resumo e apresente.
- Convide os alunos para a próxima lição.

Marcos André – professor
José Evaldo Barbosa - Colaborador

Boa Aula!

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