sexta-feira, 5 de junho de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Esboço e Subsídio da Lição 10 - Revista da CPAD


AULA EM 07 DE JUNHO DE 2015 – LIÇÃO 10
(Revista: CPAD)

Tema: Jesus e o Dinheiro

Texto Áureo: Lucas 18.24
  
INTRODUÇÃO
- Querido(a) professor(a), nesta lição mostre como as riquezas podem induzir alguém a se afastar de Deus e como cada um deve usar o que de Deus recebeu.
- “cristianismo bíblico e ortodoxo”, é o cristianismo que segue fiel a Bíblia.
- “e até mesmo reserva com respeito ao uso do dinheiro”, manter reserva é estar com o pé atrás.
- “o secularismo”, se refere à in fluência do mundo, dentro da igreja.
- “que é praticado hoje por muitos setores do cristianismo”, parece um referência aos que praticam a teologia da prosperidade e a aquisição de bens como sendo a única forma de mostrar benção de Deus.
- “ser bons mordomos dos bens”, o mordomo é aquele que administra algo que pertence ao seu senhor.
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I - O DINHEIRO, BENS E POSSES NAS PERSPECTIVAS SECULAR E CRISTÃ

1. Perspectiva secular.
- “realidade material pareceu sempre se sobrepor à espiritual”, como se o que é espiritual dependesse do material. Para alguns crentes isso é grande realidade, se eles não adquirem bens em decorrência da prosperidade de Deus, então eles entendem que não estão espiritualmente bem.
- “No Mundo Ocidental”, são a Europa, América do Norte, Central e do Sul.
- “transformou-se em uma filosofia de vida”, quer dizer que as crianças crescem sendo doutrinadas nessa visão e vivem nessa filosofia dentro da igreja. Existem cultos que mais parecem desfile de moda.
- “quem tem posses é valorizado”, por isso muitas pessoas tentam mostrar que possuem coisas, mesmo sem condições de possuir.
- “ganha o status de senhor em vez de servo”, pela lógica o dinheiro nos serve, mas alguns se fazem servos do dinheiro, escravos da avareza.

2. Perspectiva cristã.
- “não há um dualismo entre matéria e espírito!”, dualismo é a coexistência de forças opostas. Quer dizer que para Jesus matéria não há oposição entre matéria e espírito.
- “ganham primazia sobre as materiais”, devem ser vistas como mais importantes, de fato, se alguém estiver bem espiritualmente poderá fazer muito materialmente.
- “as dimensões material e espiritual devem coexistir”, como não há dualismo, então as duas dimensões podem estar presentes na vida do crente, basta que o crente tenha equilíbrio para administrar-se nessas dimensões.
- “não é visto como senhor, mas apenas como um servo”, dessa forma o possuir dinheiro não é pecado, e nem desculpa para pecar.
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II - DINHEIRO, BENS E POSSES NO JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS

1.  Ricos e pobres.
- “controlava o sistema de sacrifícios e lucravam com ele”, isso porque nos sacrifícios havia uma parte destinada aos sacerdotes e também acontecia um grande comércio no Templo Jo 2.14.
- “os herodianos”, era o partido que apoiava o governo de Herodes.
- “que enriqueceu à custa de impostos”, eram os cobradores de impostos que trabalhavam para Roma, e eram considerados traidores de Israel, receberam o apelido de “publicanos”.
- “Não possuíam nada e ainda eram oprimidos”, esse foi o grupo que seguia a Jesus, uns pelo pão, outros pelos milagres, uma maioria que o consideravam um grande profeta e uma minoria que acreditava que ele era o Messias prometido.

2. Generosidade e prosperidade.
- “não era vista como um mal em si”, até mesmo porque os patriarcas de Israel foram donos de riquezas, nunca nenhum deles foi repreendido por Deus por isso.
- “porque sobre eles estava o favor de Deus”, embora seja um conceito válido para aquela época, é perigoso para os nossos dias.
- “tradição rabínica estimulava os ricos a serem generosos”, de fato essa tradição tem a sua origem nas Escrituras, pois o Senhor orienta os que possuem muito a favorecerem os pobres. Lv 19.9,10
- “ações exteriores, sem levar em conta as atitudes interiores”, significa que as leis e tradições se referem ao bem que se deve fazer as pessoas em geral, e as atitudes interiores se refere ao bem que devemos fazer fazer.
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III - DINHEIRO, BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS

1. Jesus alertou sobre os perigos da riqueza.
- “reivindicar o culto para si”, isso acontece quando a pessoa começa a se preocupar demais em adquirir dinheiro e a administrar o que já adquiriu. Dessa forma a atenção da pessoa se volta para esse propósito e se esquece de tudo o mais.
- “Não podeis servir a Deus e [as riquezas]”, Jesus usa o termo “servir”, mostrando que aquele que se apega às riquezas se torna servo. Aqui Jesus está afirmando que a pessoa deve fazer uma escolha, pois servir aos dois é impossível.
- “traduzida na ARC como Mamom”, alguns pensam que Jesus teria se referido a algum ídolo que tivesse ligação com as riquezas, mas na verdade essa palavra significa originalmente dinheiro. O detalhe é que Jesus apresenta aqui como um ídolo, mostrando que as riquezas podem se transformar em idolatria.

2. Jesus ensinou a confiança em Deus.
- “uma personificação do mal”, seria o mal materializado no dinheiro, mas isso somente para quem se torna servo do dinheiro, o texto de 1 Tm 6.10 Paulo argumenta que o amor ao dinheiro é que é a causa dos problemas diversos.
- “não as demonizou”, não afirmou que existe um demônio responsável por levar a pessoa a ser adoradora do dinheiro.
- “falsa sensação de segurança”, os que possuem algum dinheiro acreditam que os problemas da vida não terão efeito sobre eles, mas se esquecem diante da morte todos são iguais e que para certas enfermidades não há valor que traga a cura.

IV - DINHEIRO, BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ

1. Avaliando a intenção do coração.
- “apego demasiado e sórdido ao dinheiro e mesquinhez”, algumas pessoas chegam a juntar dinheiro apenas pelo prazer de ter dinheiro, isso é o apego ao dinheiro.
- “práticas filantrópicas”, práticas que visam o bem das pessoas, que ajudam ao próximo.
- “ações exteriores...atitudes interiores”, repetindo, ações exteriores são as praticadas para com as pessoas de fora da fé e as interiores são as relacionadas com a igreja e sua liderança. Nos exemplos mencionados as mulheres lançaram mão de valores financeiros para atitudes internas.
- “mas a atitude com que se faz essas coisas”, algumas pessoas gostam de serem vistas ofertando, gostam de serem reconhecidas como colaboradores financeiro, isso também é levado em conta diante de Deus.

2. Entesourando no céu.
- “para mostrar esse fato”, o fato de que o mordomo tem muita autonomia na administração dos bens de seu senhor, assina documentos, faz depósitos, contrata e despede funcionários. Essa é a teria da doutrina chamada de mordomia cristã, temos autonomia para administrar os recursos financeiros que Deus nos confiou.
- “que essa parábola tem um fim escatológico”, ou seja, teria o objetivo de explicar algo para o fim do mundo. No caso do administrador infiel ele garantiu seu lugar no futuro ruim que lhe aguardava e isso foi sábio de sua parte. Se nós somos os mordomos de Deus devemos garantir nosso lugar no futuro que aguarda a humanidade.
- “recursos materiais adquiridos na propagação do Reino de Deus”, esse é objetivo que todos devemos assimilar. Professor(a), procure exemplificar e massificar isso na cabeça dos alunos. Note que os recursos que o mordomo usava eram os do Senhor, assim os recursos que temos são de Deus, e não somente dez por cento.
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CONCLUSÃO
- “acaba se tornando uma coisa ruim”, pode levar a pessoa a cair em armadilhas do inimigo. 1 Tm 6.9
- Elabore o resumo e apresente e não se esqueça de corrigir os exercícios.

Marcos André – professor

Boa Aula!

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