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segunda-feira, 6 de julho de 2015

ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 2 - Revista da CPAD, Jovens


O Processo de Globalização

12 de julho de 2015.
Texto do dia.
"E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra." (Gn 11.4)

Síntese
A globalização política é contrária aos planos de Deus, pois significa o domínio de poucos sobre muitos e a afirmação da suficiência humana em detrimento da soberania divina.

Texto bíblico
Gênesis 11.1-9
1. E era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala.
2. E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale na terra de Sinar; e habitaram ali.
3. E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.
4. E disseram: Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus e façamo-nos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face de toda a terra.
5. Então, desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam;
6. e o Senhor disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e, agora, não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer.
7. Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro.
8. Assim, o Senhor os espalhou dali sobre a face de toda a terra; e cessaram de edificar a cidade.
9. Por isso, se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra.

INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos, à luz da Bíblia, um assunto que ganhou notoriedade no início e final dos anos 90. Trata-se da "globalização" - Nova Ordem Mundial - um processo antigo de tentativa de integralizar os países, sobretudo a partir da economia.
Mesmo com a queda dos regimes comunistas na Europa e a abertura econômica da China, a globalização continua a ser criticada, pois a sua suposta integralização não inclui pessoas, mas apenas sistemas financeiros que passam a ditar, inclusive culturalmente, as modas e o consumismo nos países com menor poder aquisitivo e em desenvolvimento.
A globalização, na realidade, constitui-se numa prova viva de que uma das principais características humanas ainda é a necessidade de estar junto. Contudo, desde a Torre de Babel, lamentavelmente tal "união" não tem significado solidariedade, mas altivez e orgulho em relação a Deus e uma forma de expropriar ainda mais o semelhante.

I - DA GLOBALIZAÇÃO DIVINA À GLOBALIZAÇÃO HUMANA

1. A diversidade criada por Deus.
Apesar de a Bíblia não afirmar, depreende-se que a descendência de Adão e Eva tinha condições de povoar a terra, proporcionando uma civilização que, embora diversa, fosse solidária e cumprisse os propósitos divinos. Apesar de a Queda ter tornado a vida difícil (Gn 3.14-23), os seus efeitos não anularam o projeto de Deus e, como pode ser visto, após o dilúvio, os filhos de Noé - Sem, Cam e Jafé - voltaram a repovoar a terra segundo os propósitos divinos (Gn 9.18,19).

2. A globalização divina.
O desígnio divino objetivava, como se pode ver no início, uma integralização cuja harmonia entre o Criador e os seres humanos, o meio ambiente, a fauna, etc., proporcionasse uma vida sustentável (Gn 1.20-31; 2.4-17). Tal verdade pode ser verificada nas leis dadas pelo Senhor a Israel, nas promessas do futuro reino messiânico e até mesmo na Igreja do primeiro século (Dt 15.7-11; Is 11.1-9; At 2.44-46; 4.34,35).

3. O projeto frustrado da globalização humana.
Logo após o dilúvio, segue-se o processo de repovoamento da terra a partir dos filhos de Noé (Gn 9.18,19; 10.1,32). Não obstante, 120 anos depois, verificamos que pelo fato de o mundo inteiro falar a mesma língua, os homens estabeleceram-se em uma planície na antiga Suméria (atual Iraque), e ali iniciaram a construção de uma torre ou zigurate (Gn 11.1-3), não como obra de engenharia ou arte arquitetônica, mas como uma forma de afronta e demonstração de autossuficiência em relação a Deus (Gn 11.4-6). Tal "globalização" não visava ao bem comum, mas à supremacia e ao domínio de alguns sobre todos. Foi justamente para preservar a diversidade e garantir a ocupação populacional em outros pontos do mundo, que Deus os espalhou (Gn 11.5-9).

II - OS ANTIGOS IMPÉRIOS E SUAS GLOBALIZAÇÕES

1. A Bíblia e a história.
A Palavra de Deus não foi produzida à parte da história, mas desta é testemunha e coautora. Em suas páginas encontramos a menção (direta ou indireta) a, pelo menos, seis grandes impérios do mundo antigo (Gn 15.13-16; At 7.9-14,17-37; Is 19.23-25; 20.4; 44.21-28; Gn 10.11; 2 Rs 15.19; Et 1.1-4; Na 3.1-19; Dn 1.1-3; 7.7; Mt 2.14,16; Jo 11.48; 19.12,15). Se pudéssemos estudá-los, veríamos que todos eles, apesar de existirem por permissão divina, intentaram as suas "globalizações" à parte de Deus.

2. Os Impérios Egípcio, Assírio e Babilônio.
A história de Israel está entrelaçada à dois grandes impérios do mundo antigo. Sob o Império Egípcio, por exemplo, os hebreus viveram 430 anos (Êx 12.40). Após o êxodo, depois de 40 anos de peregrinação no deserto (Êx 16.35; Nm 14.33,34; Js 5.6), Israel passou à ocupação da terra (Js 1.1-9). O período que se segue, conhecido como dos juízes, é cercado por especulações cronológicas. O tempo da monarquia divide-se em duas fases, sendo estas denominadas de "reino unido" e "reino dividido". A do reino unido, que teve a duração de 120 anos, divididos por três reinados de 40 anos cada, teve como reis a Saul, Davi e Salomão, respectivamente.
Em 931 a.C., inicia-se uma época difícil para o povo de Deus com a divisão do reino de Israel, formando os Reinos do Sul (Judá e Benjamin) e do Norte (também conhecido como Israel, composto por dez tribos). Este último existiu até 722 a.C., quando então foi invadido pelas tropas assírias, império que dominava à época. Já o Reino do Sul ainda existiu até 606 a.C., sendo então capturado pelo Império Babilônio que era a potência mundial no período.

3. Os Impérios Persa, Grego e Romano.
Israel permaneceu no exílio babilônico durante 70 anos. Somente no período do Império Persa foi que os judeus puderam voltar à sua terra e assim "desfrutar" um pouco do que um dia haviam sido (Ed 1.2-4; Ne 2.1-8). Em 333 a.C., Alexandre Magno derrotou o exército medo-persa e tornou a Macedônia a maior potência da época.
Apesar de o Império Grego não constar explicitamente nas páginas da Bíblia, pelo simples fato de sua ascensão ter-se dado no período intertestamentário, é possível vê-lo na profecia de Daniel 11.4. Sua importância para o cristianismo decorre do fato de que a língua grega em sua forma popular (koiné) tornou-se o idioma do mundo conhecido na época e, posteriormente, foi utilizado por Paulo e os demais apóstolos na propagação da mensagem do Evangelho. Assim como os persas, os gregos também foram tolerantes com os judeus.
Com a ascensão do Império Romano em 63 a.C., inicia-se uma nova fase para os judeus. Os descendentes de Abraão perdem qualquer resquício de soberania nacional, restando apenas a expectativa na instauração do reinado messiânico. Foi sob o longo domínio desse império (63 a.C.-476 d.C.) que a Igreja foi fundada e o cristianismo propagou-se.

III - A MODERNA GLOBALIZAÇÃO

1. Escatologia e globalização.
Muito se escreveu nas décadas de 70 e 80 acerca do cenário político que estava sendo preparado para o Anticristo. Porém, com o surgimento da geopolítica, não mais se fala em ascensão de um país, mas de vários países que, conflagrados, formam blocos e se fortalecem perante a economia mundial. A criação de uma moeda única é uma das prerrogativas para o surgimento de um governo mundial (Ap 13.16,17). Evidentemente que não se deve fazer nenhuma afirmação conclusiva quando o assunto é escatologia, pois estamos em pleno desenvolvimento da história (Dt 29.29; At 1.6,7).

2. Globalização e tecnologia.
Não há como negar que o estreitamento do processo de globalização ganhou novo impulso neste século por conta da expansão dos sistemas de comunicação, incluindo-se a internet.

3. Globalização e cristianismo.
A globalização, conforme projetada pelos seus proponentes, não visa integralizar os mais fracos para que estes sejam beneficiados, antes o contrário. A questão mais séria para a fé cristã é que a globalização econômica não dita apenas as modas, mas também os valores do bloco predominante, fazendo com que a moral e o pudor sejam extintos.

IV - A MODERNA GLOBALIZAÇÃO EXCLUI

1. Disseminando um padrão.
Sem que se perceba, a globalização visa padronizar as ideias e, sobretudo, os valores, para que as pessoas tenham desejos e aspirações parecidos ou, em alguns casos, iguais. Se tal projeto visasse diminuir as diferenças com o objetivo de disseminar o valor inerente dos seres humanos e, com isso, provocasse um constrangimento para que as pessoas se respeitassem, tudo bem. Não obstante, verifica-se justamente o contrário. 

2. Padronizando para dominar.
Uma vez padronizada, as pessoas tornam-se desprovidas de vontade própria, passando a ter uma vontade condicionada pelos canais responsáveis pelo controle social. Nesse estágio perde-se uma das principais características humanas: o livre arbítrio. Assim, domina-se mais facilmente levando as pessoas a pensar que são "livres".

3. Padronizando para excluir.
Impossibilitadas de uma condição igual aos que ditam as modas e os valores, as pessoas sentem-se excluídas e lutam, de todas as formas, para se adequar a um padrão que, talvez, jamais alcançarão. Isso não é globalizar, e sim excluir!

CONCLUSÃO
Ainda que de maneira sucinta, os acontecimentos estudados nesta lição apontam para a veracidade da mensagem das Escrituras. À parte dos aspectos desumanos da globalização pensada somente do ponto de vista econômico do mais forte, verificamos também que esta traz desafios para a Igreja. Como os venceremos se não nos prepararmos para atuar como cidadãos do Reino de Deus na "Nova Ordem Mundial"?

2 comentários:

  1. Parabéns irmão pelo blogger sobre a sala dos jovens na EBD. Continue nos ajudando a disseminar conhecimento e graça. Deus te proteja.

    Atenciosamente,

    Irmao Emerson.

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    Respostas
    1. Obrigado profeta, estou alegre que o amado irmão gostou, eu adorei esse tema da revista de Jovens nesse trimestre, deu até vontade de dar aula para eles rsrss. Mas acho que os jovens não iriam me aguentar kkkk sou muito chato rsrsrs.
      Estarei me esforçando para tentar elaborar um esboço também para essa revista.
      Paz irmão Emerson. Vai nessa tua força!!

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