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segunda-feira, 15 de maio de 2017

ESCOLA DOMINICAL CPAD - Conteúdo da Lição 8 - Revista CPAD - JOVENS


AUTOAVALIAÇÃO E DISCERNIMENTO, SIM, JULGAR, NÃO 

21/05/2017

TEXTO DO DIA
"Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso." Lc 6.36

SÍNTESE
A nossa natural disposição em sentenciar as pessoas, coloca-nos em uma posição que não nos cabe. 

Texto bíblico

Mateus 7.1-6
1 Não julgueis, para que não sejais julgados,
2 porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós.
3 E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu olho?
4 Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?
5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho e, então, cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.
6 Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas; para que não as pisem e, voltando-se, vos despedacem.

INTRODUÇÃO
A vida em comunidade é fascinante. Não podemos existir saudavelmente vivendo em isolamento. Contudo, o viver em sociedade tem os seus desafios. Um dos principais diz respeito ao relacionamento interpessoal. Na convivência surgem rusgas, discordâncias e até ofensas. Apesar de essas práticas não serem positivas e cristãs, muitas vezes são inevitáveis. A Bíblia, porém, nos ensina a tratar de tais conflitos para que eles não se tornem raízes de amargura e, com isso, venham contaminar a muitos (Hb 12.15). Outro fator perigoso é que discordâncias podem formar grupos e nestes as pessoas se transformam em juízes (1 Co 3.1-8; Rm 14.1-12), postura altamente reprovável pelo Senhor, conforme iremos aprender nesta aula (Mt 7.1-5). Não podemos esquecer de que o ensinamento desse texto dirige-se aos discípulos, portanto, aos filhos do Reino de ontem e de hoje. 

I - JULGANDO O PRÓXIMO OU OCUPANDO O LUGAR DE DEUS

1. Não podemos julgar.
O texto é claro e não permite outras interpretações. O Mestre é enfático: "Não julgueis" (v.1). Como pessoas de uma sociedade estratificada, ou seja, dividida em partidos e grupos, tanto políticos quanto religiosos, era atitude corriqueira entre eles a disputa pela "verdade" (Mt 22.15,23; Mc 3.18; Lc 7.18; 20.1; Jo 12.20-22; At 5.36,37). Cada facção reivindicava a posse da verdade e assim punha-se a julgar as demais pessoas ou grupos. Na realidade, os discípulos foram forjados nessa sociedade e, mesmo depois de estarem com o Mestre, eles ainda disputavam entre si (Mc 9.33,34; Lc 9.46). Quem entra em uma disputa não o faz sem intenção de ganhar e, para isso, lança mão de todos os tipos de artifícios e argumentos para que o seu ponto de vista prevaleça. Ao final, o comportamento é o de alguém que se acha capaz de julgar as demais pessoas, tendo a si mesmo como base e referência. Infelizmente, quem se acostuma com essa prática, faz do costume de julgar os outros seu estilo de vida.

2. A consequência para quem se comporta como juiz.
O Mestre adverte que o discípulo não deve julgar para que não venha a ser julgado (v.1). Ele desdobra o seu ensino e mostra a consequência, ou o resultado, do exercício do julgamento por parte de quem se acha capaz de julgar, dizendo que da mesma forma que a pessoa julga, ela será julgada, e que a medida utilizada para medir será também a mesma com que ela também será medida (v.2). A pergunta inevitável é: Se tal for feito, qual será o destino de todos? Se não falhamos em uma área da vida em que alguém sempre tropeça, por outro lado temos defeitos que, às vezes, nos passam despercebidos, mas que prejudicam outras pessoas do nosso convívio (Sl 19.12). Entretanto, esse "nível de julgamento" ainda é simples diante do que o Senhor está advertindo a que não se faça (Mt 18.15-35). 

3. Por que não podemos julgar?
A Bíblia de Estudo Palavras-Chave, em seu Dicionário do Novo Testamento, afirma que o verbo krino?, traduzido no versículo primeiro como "julgar", significa "propriamente distinguir", ou seja, "decidir (mentalmente ou judicialmente)" e, sendo assim, "julgar, condenar, punir: - vingar, concluir, condenar, maldizer, decretar, determinar, estimar, julgar, recorrer a Lei, ordenar, questionar, sentenciar a, pensar". Considerando os versículos posteriores, não seria forçado dizer que a expressão tem um sentido de julgar com o objetivo de "sentenciar", isto é, condenar e proferir um castigo à altura. Ocorre, porém, que nesse sentido, o julgamento só cabe a Deus, que conhece perfeitamente a tudo. Nem mesmo o Mestre colocou-se nessa condição (Lc 12.14; Jo 12.47,48). Assim, os discípulos, ao menos agora, não devem sentenciar a ninguém, pois não têm prerrogativa para tal. Quanto ao exercício do julgamento futuro, tanto Jesus, como os salvos, no dia determinado pelo Pai, deverão exercê-lo (Jo 5.22,23; 1 Co 6.2,3).

Pense
Qual seria o seu destino se as pessoas exercessem um juízo sobre sua vida da mesma maneira que você exerce sobre a vida dos outros?

Ponto Importante
Não tendo possibilidade de conhecer os motivos - que vão além das atitudes -, não cabe a nós sentenciarmos ninguém. 

II - AUTOAVALIAÇÃO, AUTOCORREÇÃO E O AUXÍLIO A TERCEIROS

1. A disposição natural para corrigir aos outros.
Pensando na possibilidade de exercer um juízo de correção, portanto, de menor alcance sobre as pessoas, o discípulo, como ser humano em transformação, é tentado a observar a conduta alheia e apontar o erro do próximo sob a desculpa de estar sendo cuidadoso (v.3). A este comportamento, o Senhor Jesus interpõe uma observação fundamental: Se a pessoa tem capacidade para enxergar um pequeno "cisco" no olho de alguém, é estranho que não verifique que há uma tábua na frente dos seus próprios olhos! Quem tem capacidade para observar pequenos detalhes nos outros, precisa exercer o mesmo rigor consigo mesmo. Nessa mesma linha é que Jesus faz duas censuras ao comportamento dos que se achavam justos aos seus próprios olhos, mas não "conseguiam" ver os sinais que Ele fazia como sendo provenientes de Deus (Lc 12.54-57; Jo 7.19-24). Somos ávidos para corrigir e avaliar os outros, mas lentos e parcimoniosos quando se trata de ver os próprios erros e corrigi-los da mesma forma.

2. Autoavaliação.
Quem é competente para perceber um pequeno defeito nos demais, deve ser suficientemente capaz para perceber os seus grandes erros e mudar de atitude (v.4). Se essa não for a postura, torna-se impossível corrigir alguém. Na verdade, querer consertar os outros antes de fazer o mesmo consigo é hipocrisia (Rm 2.1-16). Mesmo porque, a correção alheia não redime os meus defeitos e pecados. 
3. Autocorreção e auxílio ao próximo. A instrução do Mestre é clara quanto ao comportamento de quem quer corrigir aos outros no intuito de "ajudá-los": Tirar a trave, ou seja, remover os seus graves desvios e se autocorrigir. Só assim estará apto a auxiliar o próximo na remoção do "cisco do olho" (v.5). Vale lembrar que, posteriormente, Jesus instrui acerca da correção ao próximo, isto é, como ela deve ser feita e as reais motivações que devem levar alguém a fazê-lo (Mt 18.15-17).

Pense
Paulo delimitou esses dons com o objetivo de dizer que eles deixariam de existir a partir de que momento?

Ponto Importante
A título de estudos, classificamos os dons espirituais em dons de saber, de poder e de elocução.

III - A NECESSIDADE DE DISCERNIMENTO

1. Discernir é preciso.
O versículo seis demonstra claramente que o ensino do Mestre acerca de "julgar" nos versículos anteriores não se refere ao indispensável exercício do discernimento nem da autoavaliação. É necessário e urgente que se faça. Todavia, é preciso que isso se dê de forma consciente, inclusive, dos nossos próprios erros e do valor das coisas sagradas.

2. Cães e porcos.
Os destinatários da justiça do Reino são os discípulos. Como eles são judeus, sabem claramente o que essa palavra quer dizer ao utilizar a figura de dois animais imundos, ou cujo comportamento remete à imundície (Lv 11.7; 2 Pe 2.22).

3. Coisas santas e pérolas.
Novamente não é possível entender o ensinamento do Mestre se não tivermos em mente o fato de que Ele se dirige a uma audiência imediata composta por judeus. "Coisas sagradas" lembram claramente o sacrifício destinado á expiação da culpa que era propriedade de Deus e do sacerdote, portanto, sagrado (Lv 7.5-38). Quanto às pérolas, lembra-nos o que o Senhor falou em Mateus 13.45,46. Como os cachorros são animais carnívoros, a carne do sacrifício lhes era certamente atrativa, mas nem isso os impediam de satisfazerem-se e, depois de empanzinados, voltarem-se contra quem lhes ofereceu. É importante lembrar que o cachorro não era um animal de estimação como se vê nos dias de hoje. A respeito dos porcos, a ideia é simples: Em um chiqueiro do mundo antigo, e até mesmo em época mais recente, a comida dos porcos consistia de restos e sobras, muitas vezes estragados. Pérola para um animal como esse só tinha um destino: ser despedaçada. Assim, a mensagem do Reino levada a pessoas que a desprezavam, davam de ombros e desdenhavam, seria como dar coisas sagradas aos cães e pérolas ao porcos. Um desperdício que os discípulos não podiam se dar ao luxo de cometer (Mt 10.5-15).

Pense
Como você tem exercido sua capacidade de discernir todas as coisas?

Ponto Importante
Conquanto nos seja vedado o exercício do julgamento e, por conseguinte, sentenciar os outros, é nos recomendado pelo Senhor que venhamos a discernir e nos autoavaliarmos.

CONCLUSÃO
A lição de hoje ensinou-nos grandes princípios, mas o principal deles é que a única pessoa que cada um de nós pode realmente melhorar através da correção somos nós mesmos.

Hora da revisão

Qual a consequência para quem julga os outros?
Da mesma forma que a pessoa julga, ela será julgada, e a medida utilizada para medir será também a mesma com que ela também será medida.

Por que não podemos julgar? 
Porque o julgamento só cabe a Deus, que conhece perfeitamente a tudo. Nem mesmo o Mestre colocou-se nessa condição (Lc 12.14; Jo 12.47,48). Assim, os discípulos, ao menos agora, não devem sentenciar a ninguém, pois não têm prerrogativa para tal.

Antes de corrigir aos outros devemos ser capazes de quê?
Remover nossos graves desvios e nos autocorrigir.

Ao corrigir alguém, qual deve ser o nosso propósito?
Ajudar.

Por que o discernimento é tão importante?
Para reconhecer nossos próprios erros e saber dar valor às coisas sagradas.

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