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segunda-feira, 17 de julho de 2017

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4



O perfil dos enviados de Cristo
23 de julho de 2017


Texto Áureo
“E disse-me: Vai, porque hei de enviar-te aos gentios de longe”. At 22.21

Verdade Aplicada
Jesus Cristo fez de Sua missão um modelo para a nossa, enviando-nos ao mundo.

Textos de Referência.

Atos 20.17-21
17 E, de Mileto, mandou a Éfeso chamar os anciãos da igreja.
18 E, logo que chegaram junto dele, disse-lhes: Vós bem sabeis, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós,
19 Servindo ao Senhor com toda a humildade e com muitas lágrimas e tentações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram;
20 Como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar e ensinar publicamente e pelas casas.
21 Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo.

Introdução
O processo da pregação do Evangelho e tão impressionante que até os anjos observam e estão atentos com grande interesse (1Pe 1.12). A tarefa de anunciar as boas-novas de salvação é dos discípulos de Jesus (Jo 20.21).

1. O caráter de um enviado.
O apóstolo Paulo é um exemplo de perfil aprovado para a obra evangelizadora. Ele era um homem temido por perseguir o povo cristão. Todavia, após encontrar-se com Jesus e receber a salvação. Tornou-se um importante instrumento na evangelização.

1.1. Servo.
Quem diria que na pele de um homem, que “respirava ameaças e mortes”, como Saulo, estaria um apóstolo? Jamais devemos desanimar em falar de Cristo aos homens, porque podemos encontrar um zeloso Paulo escondido na alma de um Saulo pecador (At 9.15). Saulo se tornou um frutífero pregador do Evangelho. Ele testemunhou que, após a conversão, pertencia a Deus e O servia (At 27.23). Primeiro vem a conversão, depois o serviço (1Ts 1.9). É necessário que todo discípulo de Jesus Cristo tenha a mesma consciência do apóstolo Paulo quanto ao chamado para servir. Todos precisamos estar comprometidos com o serviço da evangelização.

1.2. Santo.
Como pregador da Palavra de Deus, Paulo zelava por sua reputação diante de todos (At 20.18). Ele se colocou como um exemplo digno de ser seguido desde o primeiro dia em que chegou à Ásia. Porém, ter o caráter santo é ir além da boa reputação. O apóstolo Paulo não estava preocupado com prestígio humano. Seu zelo ia além do conceito que as pessoas poderiam formular acerca de sua pessoa. Paulo estava preocupado primeiro em agradar a Deus (Gl 1.10). Ter um caráter santo é distinguir-se entre os demais, fazendo sempre realçar as virtudes do Senhor Deus, que não somente habita em nós, mas também coordena nossas atitudes (1Co 9.23-27).

1.3. Virtuoso.
Paulo expõe que servia ao Senhor com toda humildade, com lágrimas e enfrentando ciladas e tentações (At 20.19). Um servo de Deus deve viver focado porque a nova vida exige que sejamos virtuosos (2Pe 1.5). Não estamos isentos de sermos recusados ou ignorados, mas devemos pedir a Deus graça para suportar as pressões que a missão nos exige. É preciso esforço e fazer todo o possível para sermos virtuosos. A palavra virtude em 2Pedro 1.5 admite vários sentidos: excelência, boa qualidade, bondade. São aspectos que precisam estar presentes na vida daquele que é enviado pelo Senhor Jesus para continuar a grande obra da evangelização.

2. A motivação de um enviado.
A motivação é a energia que coloca em movimento o ser humano. A motivação é o princípio de uma ação voluntária e consciente. Vejamos alguns fatores que motivaram o apóstolo Paulo em sua tão brilhante missão.

2.1. Obediência a visão.
Toda missão tem um destino a nos levar. Deus não nos chamou para sermos espectadores. Sempre que vemos o Espírito de Deus na Bíblia. Ele está realizando algo (Gn 1.2). O próprio Jesus disse “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (Jo 5.17). Uma vida sem propósito é vazia e sem motivação. Paulo foi movido por uma visão. O Senhor o escolheu para ser apóstolo dos gentios. Ele foi fiel à visão celestial testemunhando tanto a grandes, quanto a pequenos, em sua trajetória evangelística (At 26.19).

2.2. O amor pelos perdidos.
Todo cristão deve possuir um profundo amor pelos perdidos. Nosso maior exemplo é o Senhor Jesus Cristo. Ele expressou Seu amor até no momento da crucificação (Lc 33.34). Devemos sempre permitir a frutificação do amor de Deus pelos perdidos através de nossas vidas. Em Atenas, o apóstolo Paulo encontrou uma cidade tomada pela idolatria. Isso comoveu seu espírito de tal maneira que resolveu propagar a luz da verdade para salvar o povo da cegueira e da perdição (At 17.16-17). Tomado pelo amor e inspirado pelo Espírito, ele testemunhou acerca de Cristo e da ressurreição, e alguns creram em sua palavra (At 17.34).

2.3. Senso de urgência.
Ao refletir ainda sobre Paulo em Atenas, percebemos o seu senso de urgência (At 17.16). O termo usado por Lucas é: “paroxuno”, que tem o sentido de afiar, amolar, acelerar. É necessário que o evangelizador tenha uma visão clara da situação espiritual dos que ainda não nasceram de novo, para que possua um senso de urgência, celeridade, pressa. Os perdidos precisam ouvir a mensagem do Evangelho para que possam se arrepender, Devemos ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, que ia de cidade em cidade, de sinagoga em sinagoga pregando a mensagem do Reino de Deus (Mt 9.35).

3. Responsabilidades e recompensas.
Anunciar o Evangelho é uma responsabilidade seguida de grandes recompensas. O trabalho de um servo de Deus nunca será vão no Senhor, porque Ele é galardoador de todos os que o buscam e sempre recompensará aqueles que produzem em Sua seara (Mt 25.21; Hb 11.6).

3.1. Um coração zeloso como de um pai.
O apóstolo Paulo desejava apresentar a Jesus Cristo não somente um número de pessoas, mas pessoas tratadas, cuidadas, limpas e santas (2Co 11.2). O zelo pela obra era paternal, que funcionava desde a geração até o crescimento. Paulo não desejava entregar a Deus bebês pirracentos (1Co 3.1-3). Por isso, ele os visitava, orava por eles, escrevia cartas e os alertava acerca dos perigos que tentavam usurpar sua fé e penetrar no seio da igreja. Não basta gerar bebês espirituais, deve-se cuidar até que cresçam, ou encaminhar a quem deles cuide (1Co 14.20).

3.2. Um compromisso com a vinda do Senhor.
Todo aquele que está enraizado em Cristo deve ter em mente a realidade da vinda do Senhor. É por esse motivo que devemos anunciar o Evangelho a tempo e fora de tempo, porque não sabemos quando o Senhor virá (Mt 24.50). A evangelização é um compromisso com o próprio Senhor. É necessário que falemos de Jesus em toda e qualquer oportunidade que se apresenta a nós. O tempo urge e os sinais estão mais claros a cada dia. Se não anunciarmos, muitos descerão ao abismo da perdição por nossa culpa. O Senhor nos entregou a boa semente, nos deu o Seu Espírito Santo e nos capacitou com os dons espirituais. É sair e colher, porque os campos já estão prontos para a ceifa (Jo 4.35).

3.3. A recompensa dos enviados.
O trabalho da seara do Senhor Jesus é árduo e inclui surpresas, dores, provações e perseguições. Todavia, em meio a tudo isso, o Senhor nos prometeu um prêmio por nossas obras. Mas como distinguir esse prêmio? A forma como Deus nos premia vai além de qualquer pensamento (Ef 3.20). A Palavra de Deus nos assegura que o trabalho na obra do Senhor “não é vão” (1Co 15.58), “jamais será improdutivo”. Todos os esforços serão recompensados pelo Senhor da seara no glorioso dia do Seu retorno (Mt 25.21; Lc 19.17).

Conclusão.
Todo discípulo de Jesus Cristo, consciente de ter sido chamado para cumprir tão importante tarefa, enviando ao mundo (Jo 20.21) e capacitado com o poder do Espírito Santo (At 1.8), precisa ser perseverante no trabalho do Senhor até que Ele venha. 

Questionário.

1. Qual era a preocupação de Paulo?

2. Por que o servo de Deus deve viver focado?

3. Segundo a lição, o que todo cristão deve possuir?

4. O que Paulo desejava apresentar a Jesus Cristo?

5. O que a Palavra de Deus nos assegura?

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