segunda-feira, 16 de abril de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 4

Disciplina e o processo educacional de Deus
22 de abril de 2018


Texto Áureo
“Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho”. Hb 12.6

Verdade Aplicada
A disciplina faz parte do processo de aperfeiçoamento do discípulo de Cristo, enquanto viver na terra.

Glossário
Autodisciplina: Correção e regulação do modo de vida, de trabalho, ou normas de moral que alguém impõe a si mesmo;
Correlato: Palavra cujo sentido tem relação com o significado de outra;
Insubordinação: Falta de subordinação; oposição contra autoridade.

Textos de Referência.

Hebreus 12.7-8, 10-11
7 Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?
8 Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos.
10 Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade.
11 E, na verdade, toda correção, ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.

Hinos sugeridos.
77, 141, 151

Introdução
A disciplina faz parte do processo de crescimento, amadurecimento e aperfeiçoamento do discípulo de Cristo. Trata-se de uma ação com propósitos bem definidos (Hb 12.10). É feliz aquele que se submete à disciplina do Senhor.

1. Disciplina – o que é isto?
Apesar de ser bíblico, disciplina é um dos assuntos pouco enfatizados nos dias de hoje. A questão é que, quando o púlpito da igreja silencia, muitos começam a agir de acordo com seus próprios pensamentos e como melhor convém a cada um. Então, surgem diversos equívocos, como: “Só presto contas a Deus”; “Sou assim mesmo”; “Deus conhece minhas fraquezas” ou “conheço pessoas vivendo em pecado”, entre outros. Assim, nesta lição refletiremos esse tema a partir da Bíblia, a revelação de Deus para nós e a autoridade fundamental sobre a qual a Igreja deve moldar sua fé (Is 8.20).

1.1. Disciplina e a sua necessidade.
Inicialmente, é interessante refletir no texto de Hebreus 12.5-11. O escritor no capítulo 11 apresenta diversos exemplos de pessoas que, firmadas na fé, perseveraram, mesmo sendo provadas, sofrendo, perseguidas, e até perdendo a vida. Assim, também, nós somos chamados para perseverarmos na jornada cristã, mantendo nosso foco em Jesus Cristo e removendo qualquer coisa que nos impeça ou atrapalhe na continuidade da caminhada como discípulos de Cristo. A expressão “deixemos” (Hb 12.1) indica um aspecto da vida disciplinada do discípulo do Senhor: a autodisciplina.

1.2. Disciplina e os diferentes termos.
Somente no texto de Hebreus 12.5-11 encontramos dez vezes diversos termos correlatos: correção, repreensão, disciplina. A palavra grega é “paideuõ”, admitindo vários sentidos: “treinar crianças”; “ensinando”; “castigando”; “disciplina”; “correção”; “educar para a vida”. Assim, o entendimento da disciplina, a partir dos diversos sentidos admitidos na Bíblia, nos ajuda a corrigirmos pensamentos equivocados e ideias que possam causar resistência a este instrumento utilizado no processo de aperfeiçoamento dos membros do corpo de Cristo.

1.3. Disciplina e a santidade de Deus.
“Para sermos participantes da sua santidade” (Hb 12.10). Este texto indica o propósito de Deus ao aplicar a correção em Seus filhos. Precisamos de correção, repreensão e disciplina, pois fomos chamados por Deus para sermos santos, contudo ainda estamos propensos às práticas do “velho homem”. Assim, por intermédio da correção e instrução, o processo educacional de Deus vai sendo aplicado em nós (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. A Igreja e a disciplina.
É bíblica a aplicação de disciplina por parte da Igreja? Muitos associam o uso da disciplina pela Igreja com ausência de amor e misericórdia. Há os que acreditam que somente Deus ou o próprio membro do Corpo de Cristo aplica a disciplina a si. Assim, vemos que há necessidade de instrução bíblica também sobre isso, pois, caso contrário, a história se repetirá (ou será que já está se repetindo em alguns lugares?): “porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” (Jz 21.25). A reflexão desse tema passa por entendermos a doutrina bíblica referente à Igreja.

2.1. Igreja – origem e natureza.
Na Teologia Sistemática a doutrina da Igreja é chamada de Eclesiologia, referente à palavra grega usada no Novo Testamento. Contudo, este termo já era usado para se referir a um ajuntamento de pessoas, como em Atos 19.32. Sendo assim, não basta entender Igreja como um grupo, um povo ou um ajuntamento, pois Igreja não é clube ou associação para irmos algumas vezes, aproveitando o tempo livre. Quando Jesus fala: “edificarei a minha igreja” (Mt 16.18), fica claro que o verdadeiro significado de Igreja não está no ajuntamento mas em Cristo, que é o fundador e o fundamento (1Co 3.11), a cabeça (Ef 1.22). A Igreja é de Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

2.2. A Igreja e o uso da disciplina.
Foi o próprio Jesus Cristo quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina (Mt 18.15-19). Há casos de membros da igreja que são disciplinados diretamente por Deus (1Co 11.30-32). Porém, também é bíblica a autoridade da igreja para aplicar disciplina (Mt 18.15-19; Rm 16.17-18; 1Co 5; Gl 6.1; 2Ts 3.14-15; 1Tm 5.20; Tt 1.10-11). Infelizmente, vivemos num tempo de muito individualismo e insubordinação. Além disso, em muitas igrejas locais não se exerce mais a autoridade concedida por Deus para aplicar a disciplina.

2.3. Os cuidados e objetivos na aplicação da disciplina.
Tendo a consciência de que encontramos na Bíblia instruções para orientar a igreja em questões fundamentais de disciplina, é importante, também, conhecermos os cuidados e os objetivos na aplicação da mesma. O Senhor Jesus usou uma expressão muito interessante ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina: “ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

3. É preciso lidar com a disciplina.
O povo de Deus, representado no Antigo Testamento por Israel e no Novo Testamento pela Igreja, por toda a Bíblia é alvo de atitudes de disciplina por parte de Deus, da própria pessoa e da comunidade. Assim, aprendemos que a vida do povo de Deus é uma vida que envolve disciplina, pois “Deus não é Deus de confusão” e se requer que tudo seja feito com ordem e decência (1Co 14.33, 40). 

3.1. A autodisciplina.
Durante muito tempo a maior ocupação da medicina foi a identificação e a cura das doenças. Hoje é notória a ênfase na prevenção principalmente com a adoção de hábitos de vida saudáveis. O mesmo princípio se aplica ao cuidado com a vida do discípulo de Cristo, que envolve não apenas o corpo, mas, também, o aspecto espiritual. São diversas as admoestações da Palavra de Deus quanto ao cuidado conosco mesmo (At 20.28; 1Co 9.24-27; 2Co 13.5; Ef 6.11, 13; 1Tm 4.16; Jd 20.21).

3.2. Sendo disciplinado.
Normalmente, quando não priorizamos a autodisciplina, acarretando, assim, descuido conosco mesmo, se faz necessário sermos alvos de disciplina, seja diretamente da parte de Deus ou por intermédio da igreja. Daí a importância de conhecermos este assunto bíblico, seu significado e propósitos, para que saibamos lidar com maturidade e, assim, prosseguirmos até que cheguemos “à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13).

3.3. A questão da tolerância.
Na mensagem enviada à igreja em Tiatira, um grande centro comercial na Ásia Menor, Jesus menciona: obras, amor, serviço, fé, paciência e crescimento (Ap 2.18-29). Contudo, havia um porém: “toleras Jezabel”. Uma expressão que indica “aceitar sem reagir”. Havia a tendência de admitir modos de pensar, agir e sentir que diferem da sã doutrina. Não estavam exercendo a disciplina. Uma das lições que podemos extrair dessa mensagem é que amar não significa aceitar tudo. O amor não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado.

Conclusão.
Disciplina faz parte do tratamento de Deus para com aquele que Ele ama e adotou como Seu filho. Não rejeitemos, pois, nem a autodisciplina, nem a disciplina de Deus, seja diretamente ou por intermédio da Igreja. É para o nosso bem e aperfeiçoamento (Pv 12.1).

Questionário.

1. Por intermédio da correção e instrução, o que vai sendo aplicado em nós?
R: O processo educacional de Deus (2Tm 3.16; Hb 12.11).

2. De quem é a Igreja?
R: De Deus (At 20.28; 1Pe 2.9-10).

3. Quem primeiro tratou sobre a igreja lidar com a aplicação da disciplina?
R: Jesus Cristo (Mt 18.15-19).

4. Qual expressão Jesus usou ao instruir sobre como lidar com o pecado de um irmão, que retrata bem o objetivo da disciplina?
R: “Ganhaste a teu irmão” (Mt 18.15).

5. O que não pode ser usado como escudo para esconder o mal e permitir o pecado?
R: O amor (Ap 2.18-29).

Pr Marcos André - contatos palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)

SE VOCÊ QUER AJUDAR ESSA OBRA, ENTÃO CLIQUE NO ANÚNCIO ABAIXO! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.