segunda-feira, 18 de junho de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 13


Conselhos para a vida
24 de Junho de 2018



TEXTO DO DIA
“Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1Ts 5.24).

SÍNTESE
O Senhor tem feito coisas grandes e tremendas em nosso favor.

INTERAÇÃO
Esta foi uma maravilhosa jornada de três meses onde, mais uma vez debruçamo-nos sobre a Palavra de Deus. A experiência de compartilhar com você, querido educador, ideias, estratégias e conhecimento, foi algo especial da parte do Senhor. Espero, sinceramente, que sua vida como educador possa ter sido tão edificada neste trimestre quanto a minha como comentarista. Desejo ainda louvar a Deus por educadores como você que, por se dedicarem de maneira tão comprometida ao ministério com jovens, faz com que uma lição como esta tenha sentido e significado para centenas de milhares de rapazes e moças.

Se durante este trimestre tudo não ocorreu da maneira que você planejou não se frustre, o fim de um trimestre é a oportunidade de recomeçar, reavaliar e renovar as esperanças. Um grande abraço.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
A finalização de um trimestre deve ser um momento de comemoração, de confraternização e de agradecimento. Uma das formas de coordenar momentos assim é, após a ministração da aula, conceder a palavra a cada educando para que eles expressem suas impressões sobre o trimestre, ou montar uma apresentação com fotos que representem o sentimento de alegria e unidade de todos os que participam de sua classe. Por fim, você educador, declare toda sua gratidão pela vida de cada educando, por cada momento juntos, por todo o processo de ensino-aprendizado, reconhecendo publicamente que tudo é resultado da poderosa obra de Deus entre nós.

TEXTO BÍBLICO
1 Tessalonicenses 5.23-28; 2 Tessalonicenses 3.16-18.

1 Tessalonicenses 5
23 — E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
24 — Fiel é o que vos chama, o qual também o fará.
25 — Irmãos, orai por nós.
26 — Saudai a todos os irmãos com ósculo santo.
27 — Pelo Senhor vos conjuro que esta epístola seja lida a todos os santos irmãos.
28 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja convosco. Amém.

2 Tessalonicenses 3
16 — Ora, o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda a maneira. O Senhor seja com todos vós.
17 — Saudação da minha própria mão, de mim, Paulo, que é o sinal em todas as epístolas; assim escrevo.
18 — A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Paulo dedica a parte final das Epístolas aos Tessalonicenses para o cuidado pastoral com aquela comunidade local. Lembremo-nos que o apóstolo não era um simples pregador itinerante, que casualmente passou por aquela região; ele reconhecia-se como líder daqueles irmãos, responsável pelo bom desenvolvimento espiritual daquele grupo.

É por isso que suas palavras finais transbordam de ternura, carinho e atenção. Não há uma tônica de reprovação, não se percebe ao final das epístolas frustração pastoral.

I. O DEUS QUE FAZ O EXTRAORDINÁRIO POR NÓS

1. Torna-nos santos (1Ts 5.23).
Não há nenhuma parte de nosso ser que Deus não deseje tratar e restaurar. Tudo o que há em nós: espírito, alma e corpo, a maneira com que foram maculados pelo pecado através da Queda de Adão, está em processo de restabelecimento por meio da obra redentora de Cristo. Como o texto deixa muito claro, a obra da salvação é uma realização exclusiva de Deus. Todavia, a manutenção deste estado em nossas vidas passa pela opção de romper com o mundo de pecado e aproximar-se diariamente de Cristo. Como um jovem pode, nesses dias tão difíceis, permanecer santo diante do Senhor? Somente por meio de uma vida centrada na Palavra de Deus (Sl 119.9). Essa então deve ser uma vida de renúncia aos prazeres do mundo, apego ao amor incondicional a Deus, e esforço contínuo em seguir o projeto do Pai para nossas vidas.

2. Dá-nos abundantemente sua graça.
Muito mais do que um simples chavão religioso, “a graça seja convosco” (1Ts 5.28), é uma oração contínua de Paulo não apenas pelos cristãos em Tessalônica, mas por todos aqueles com quem ele conviveu ministerialmente. Se bem pensarmos, do que mais necessitamos senão, prioritariamente, da graça (2Co 12.9)? A suficiência de Cristo em nossa vida passa pela compreensão da revelação da graça dEle em nossa história (2Co 1.12). Diante de tudo o que o Senhor tem feito por nós, fica difícil compreendermos a manifestação do Pai em nossa vida mediante a sua graça. Lembremo-nos, já fomos libertos do pecado para vivermos por meio do milagre restaurador da graça (Rm 6.14).

3. Permanece para sempre convosco (2Ts 3.16).
Tudo o que realizamos prospera quando seguimos pacientemente as orientações do Eterno para nossa vida (Sl 1.3). Não há qualquer dúvida sobre o segredo da força que cotidianamente manifestamos na luta contra a maldade; ela vem da alegria que o Senhor transmite ao nosso coração (Ne 8.10). A promessa de Jesus antes de voltar ressuscitado ao Pai foi que estaria conosco, todos os dias, até o cumprimento literal da vontade de Deus sobre todas as coisas (Mt 28.20). Este é mais um desses poderosos milagres que o Senhor realiza em nosso favor: apesar de frágeis pecadores, Ele nos ama incondicionalmente. É claro que o amor de Deus tem como fundamento, não algum tipo de bondade que exale de nós, mas as ricas misericórdias do Criador (Tt 3.5). Que bênção sobrenatural, o Deus Todo-Poderoso que se alegra em andar conosco, necessitados pecadores.

Pense!
A obra que o Senhor deseja realizar em nós não implica em uma mudança e transformação de apenas algumas áreas em detrimento de outras. O desejo de Deus é que todo o nosso ser — espírito, alma e corpo — sejam libertos da escravidão do pecado e reposicionados para uma vida só para Deus.

Ponto Importante
A misericórdia de Deus liberada sobre nossa vida não é uma autorização para pecarmos deliberadamente. Que a iniquidade seja sempre um erro, uma queda, em nossa história, nunca um desejo obstinado que se instale em nosso ser.

II. O QUE NÓS DEVEMOS FAZER PELOS IRMÃOS?

1. Orar uns pelos outros (1Ts 5.25).
Paulo termina suas epístolas aos tessalonicenses não apenas anunciando o que Deus faz continuamente por nós, mas também aquilo que obstinadamente devemos fazer por nossos irmãos. Em primeiro lugar, devemos manter uma vida de oração dedicada aos outros. Às vezes, parece que oramos tanto apenas por nossas causas e desejos, que nos esquecemos que uma parte da cura que Deus deseja trazer aos nossos corações passa por uma vida de oração coletiva, intercessão, de clamor comunitário (Tg 5.16). Chega de falar uns dos outros, reclamar uns dos outros; é hora de verdadeiramente dedicarmo-nos a uma experiência de oração viva, segundo a qual sejamos testemunhas oculares das transformações de Deus — as quais sempre serão muito maiores em nós, e nosso ser, do que nos outros. Quando oramos com quebrantamento, somos sempre os primeiros a experimentar as mudanças em nós mesmos.

2. Colaborar para a construção de um ambiente de acolhimento e amor.
O texto de 1 Tessalonicenses 5.26, registra um elemento cultural das sociedades do oriente que, para muitos de nós ocidentais contemporâneos (cheios de noções comportamentais bem diferentes), soa no mínimo estranho. Na verdade, podemos compreender este texto de duas maneiras muito simples: a primeira seria o entendimento de que o beijo era uma tradição cultural disseminada naquele meio, e que Paulo fez menção da mesma. A outra opção é interpretar as palavras paulinas apenas como uma despedida educada, assim como em nossos dias, após uma boa conversa com um amigos despedimos dizendo: “Um beijo para todo mundo”. Independente da opção interpretativa, ambas levam a uma conclusão: É nosso dever ser acolhedores e fraternos, nunca competitivos e brigões.

3. Fazer notórias as verdades de Deus (1Ts 5.27; 2Ts 3.17).
O desejo do apóstolo era que todas as pessoas tivessem acesso às informações, ensinos e orientações que estavam naquelas epístolas. Os textos eram públicos e deveriam ser lidos em coletividade, pois a finalidade era a edificação comunitária. Nosso papel é este, à semelhança de Paulo, tornar as profundas verdades do Reino o mais simples possível. Se tivermos a oportunidade de estudar mais um pouco (e isto é típico desta geração de jovens) não devemos fazer disso um instrumento de exaltação, mas um dom para serviço na causa do Mestre. Fujamos das intermináveis querelas pseudoteológicas, que no mais das vezes apenas envenenam a alma tanto de quem as debate quanto de quem as escuta (Tt 3.9). Concentremo-nos em anunciar as riquezas e maravilhas do Evangelho.

Pense!
A maldade de nossa sociedade tem prejudicado nossas relações interpessoais, inclusive dentro da Igreja. É necessário que nossa mente seja restaurada à imagem de Cristo, para que possamos pensar diferente, de maneira mais pura e tenhamos relacionamentos mais saudáveis.

Ponto Importante
Na maioria das vezes, quando oramos por outros, especialmente quando estamos em situações de conflito, somos tendenciosos a orar clamando por mudança na vida dos outros, mas e se o propósito de Deus em toda essa situação for transformar algo em nós?

III. COMO SEU LÍDER SE DESPEDIRÁ DE VOCÊ?

1. Agradecendo a Deus pelo fim de um período turbulento?
A despedida de Paulo dos tessalonicenses como vimos acima, foi carinhosa e cheia de votos de felicidade. Alguns líderes não veem a hora do ano, do trimestre, do congresso terminar para depois entregarem seus cargos, pois infelizmente os liderados não cooperam, e ainda fazem muitas críticas. Que tipo de liderado é você? Cooperador ou maledicente? Você teria coragem de liderar o ministério de jovens, o conjunto musical, a classe da Escola Dominical de sua igreja? Se você fosse um líder você desejaria um grupo de liderados exatamente como você é hoje? Estas perguntas não devem ser respondidas em público, elas são na verdade um convite a reflexão interior, pessoal, individual. Façamos apenas mais uma pergunta: e se Paulo fosse o líder do grupo no qual você está envolvido, como ele se despediria?

2. Exausto emocional e espiritualmente?
O índice de líderes adoecidos nas comunidades locais é altíssimo. Estafa, estresse, ansiedade, estas são algumas das mazelas que dedicados servos de Deus têm adquirido em virtude da sobrecarga de trabalho a que se submetem. O que você tem feito para auxiliar seu líder? De que maneira sua participação como liderado tem sido uma bênção para quem lidera? Todos podem ser melhores, mas você também não!? Seu líder é daqueles que “carregam o piano” sozinho e ainda tem que escutar comentários como: “Não ficou bom!”, “Qualquer um faria melhor!”, “Coisa de amador!”? Auxilie seus líderes, pois aquilo que fazemos para o Reino de Deus tem um valor eterno. Líderes também precisam de amigos e apoiadores, pois ninguém consegue fazer a obra de Deus sozinho.

3. Em lágrimas de gratidão por tudo aquilo que você tornou-se.
Que os nossos sentimentos, sejam semelhantes aos de Paulo: haja gratidão e alegria (Rm 16.6,12; 1Co 16.10; Fp 4.3). Para tanto reconheçamos que nosso trabalho nunca é inútil ou insignificante quando o fazemos para a glória do Senhor (1Co 15.58). A verdadeira alegria de um líder, não é pelas coisas que faz, mas pelo legado que deixa na vida das pessoas. O testemunho de acompanhar pessoas feridas na alma e desacreditadas da fé, e vê-las restauradas e louvando a Deus é algo fantástico. Quanto vale o preço de uma vida restaurada pelo poder de Deus? Quanto se pode pagar por um sonho ministerial que se torna realidade? O que se pode dar em troca da vida de um jovem alicerçada na presença do Criador? Em todos os casos a resposta é a mesma; NADA! Cristo seja sempre tudo em nós.

Pense!
O trabalho na igreja local é muito árduo, e na maioria das vezes sem nenhum tipo de reconhecimento. Não sejamos do grupo dos que criticam e nada fazem. Coloquemo-nos como aqueles que estão dispostos, sempre, a fazer o melhor para o Reino dos Céus. Trabalhemos não para os homens, mas para o Deus que nos vocacionou.

Ponto Importante
Que sejamos abençoadores do Reino de Deus; ativos servos, conscientes de nossa vocação para o serviço do Mestre. Abandonemos a imaturidade cristã e que o nosso coração seja alinhado com o coração do Pai.

CONCLUSÃO
O melhor jeito de despedir-se de um grupo é deixando muita vontade de não ir embora. Líderes e liderados precisam reconhecer seus papéis no Reino dos Céus e trabalhar, cotidianamente, para que cada um cumpra suas responsabilidades e acreditemos que o Senhor é que fará por nós aquilo que somos incapazes de realizar. Que nossas despedidas sejam sempre alegres, e cheias de boas recordações. Façamos algo pelo Reino.

ESTANTE DO PROFESSOR
ELDREDGE, John. A Santidade que Liberta: Aprendendo com Jesus a viver em integridade. 1ª Edição. RJ: CPAD.

HORA DA REVISÃO

1. A partir de seus conhecimentos adquiridos durante todo este trimestre, comente um pouco a respeito do relacionamento de Paulo com a igreja em Tessalônica.
Resposta pessoal.

2. O que significa ter o corpo, alma e espírito santificados?
É viver inteiramente para a glória de Deus, em todo o âmbito da vida.

3. O que nós, enquanto igreja local, podemos fazer para tornar nossa vida em comunidade melhor?
Resposta pessoal.

4. De que modo você, hoje, pode ajudar as lideranças de sua igreja local?
Resposta pessoal.

5. No que você se imagina trabalhando na obra de Deus, a curto, médio e longo prazo?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO

“As Petições e Bênçãos de Paulo (5.25-28)

Não é incomum para Paulo pedir oração por si ou por seus companheiros (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.19,20; 2Ts 3.1). Esse não é um pedido superficial; o apóstolo conhece o poder da oração e o valor de mencionar os companheiros cristãos no aspecto de uma parceria ministerial. É uma honra alguém lhe pedir oração, porque esta atitude demonstra confiança em sua pessoa. Paulo orou muito por esses crentes e continuava a fazê-lo; porém admitia a necessidade de ter outros crentes que o apoiassem. Paulo era sempre grato pelo apoio recebido, quer se tratasse de oração, ajuda financeira, ou voluntária. O pedido de oração ‘formou um vínculo de intercessão mútua’ com os cristãos tessalonicenses. O pedido de Paulo faz parte de sua intenção de promover a solidariedade e a união entre os crentes: ‘saudai a todos os irmãos com ósculo santo’ (v.26; cf. Rm 16.16; 1Co 16.20; 2Co 13.12). A cultura dita os costumes nessas práticas casuais; portanto seriamos negligentes se acusássemos uma igreja de ser antibíblica por não ter o costume do ‘ósculo santo’” (ARRINGTON, French. L. e STRONSTAD, Roger (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004. p.1407).

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