segunda-feira, 23 de julho de 2018

ESCOLA DOMINICAL PALAVRA E VIDA - Conteúdo da Lição 5


Lição 5

RESISTINDO AO FALSO ENSINOTexto Básico: 
Colossenses 2.1-15

É comum observarmos pessoas sinceras sendo minadas por ensinos que não estão baseados no que preconiza a Palavra de Deus. O alerta realizado no passado precisa ser valorizado no presente (1Tm 4.1;Gl 1.8-9).
O falso ensino é sempre uma ameaça aos que desejam viver para a glória de Deus – o que torna relevante as orientações de Paulo aos colossenses. Então, o que fazer?

1. Esteja firme em Cristo
O apóstolo afirma: “Pois quero que saibais como é grande a luta que enfrento por vós, pelos que estão em Laodiceia e pelos que ainda não me viram em pessoa” (2.1 – Almeida Século 21). Ele utiliza a expressão “luta”, expressando claramente sua tarefa como intercessor. Paulo, que não conhecia os irmãos pessoalmente, orava por eles. Assim, combatia os opositores do Evangelho tanto em Colossos, como em Laodiceia (cidade próxima). O objetivo da luta em oração fica claro no verso: “para que o coração deles seja animado...” (2.2a – Almeida Século 21).
Geralmente o desânimo prejudica o desenvolvimento espiritual do discípulo de Jesus.
O texto continua: “estando vós unidos em amor e enriquecidos da plenitude do entendimento para o pleno conhecimento do mistério de Deus, Cristo” (2.2b – Almeida Século 21). “Unidos”, aqui, possui a ideia das juntas e ligaduras, cuja função é a de “unificar” os vários elementos do corpo. Paulo ilustra a relação dinâmica da Igreja, onde o amor é a base de tudo. A heresia trouxe conflito para a Igreja, separando os irmãos, mas o amor restauraria a comunhão.
O versículo 3 revela o motivo pelo qual os irmãos precisam estar firmes em Cristo: “Nele estão escondidos todos os tesouros de sabedoria e conhecimento” (Nova Versão Transformadora – NVT). É em Cristo que os tesouros da sabedoria e do conhecimento divinos estão depositados. Isto é, sofia (sabedoria) e gnosis (conhecimento) estão em Cristo, e não em outro lugar.
Paulo diz enfaticamente: “Eu lhes digo isso para que ninguém os engane com argumentos que só parecem convincentes” (2.4 – NVI). A ideia aqui é de “defraudar, distorcer, enganar com falsos raciocínios”.
Os falsos mestres estavam utilizando uma fala persuasiva, um falso raciocínio (sofisma). Conforme o texto, quer dizer “uma fala calculada para persuadir”. Aqueles irmãos precisavam de apoio moral e espiritual para vencer os ataques. Diante do quadro existente, o apóstolo ainda consegue ver solidez naquela Igreja: “Pois ainda que meu corpo esteja ausente, estou convosco em espírito, alegrando-me, ao ver a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo” (2.5 – Almeida Século 21). Um elogio significativo para que a Igreja seguisse solidificada na verdade de Cristo. Se você já aprendeu o que é estar firme em Cristo, tome o segundo passo.

2. Aprofunde-se em Cristo
“Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, também andai nele” (2.6 – Almeida 1 - DORNAS, Lécio. Curando as Enfermidades da Igreja. São Paulo: CLC Brasil, 2016. Século 21). Os crentes deviam conduzir as suas vidas numa ação habitual e contínua, de acordo com a verdade paulina, e não conforme a palavra dos hereges. Como aqueles irmãos deveriam proceder? Paulo diz: “Arraigados e edificados nele e confirmados na fé, como fostes ensinados, sempre cheios de ações de
graças” (2.7 – Almeida Século 21). Vamos analisar os termos:
Arraigados – “Enraizar, criar raízes, ser ou ficar enraizado”. Paulo deixa claro que à semelhança da árvore, os crentes foram plantados em Cristo. Não existe espaço para uma vida superficial com Cristo. Lécio Dornas, em seu livro “Curando as Enfermidades da Igreja”, diz que “crentes da superfície, se contentam com um relacionamento lúdico com Deus em todas as dimensões da vida cristã. Crentes que têm sido religiosos, mas não estão sendo cristãos. Crentes que estão adotando um estereótipo religioso, uma roupa de religioso, condutas religiosas, algumas rotinas de vida que fazem com que sejam confundidos com cristãos devotos” 1. Uma vida espiritual superficial está sujeita a problemas de toda sorte.
Edificados – A ideia é que deve haver um processo contínuo de crescimento, como um prédio em construção (Ef 2.20-22). Ninguém pode dizer que já alcançou tudo em Cristo, pois este é um processo contínuo. Você está fazendo progressos ou está estagnado?

Confirmados – Significa: “firmar, estabelecer, fortalecer”. O presente dá a ideia de “estar mais e mais estabelecido”. Aquele que está arraigado e edificado em Cristo pode enfrentar as ameaças com segurança e resistência.
Ensinados – Epafras foi um bom mestre (1.7; 4.12). Paulo destaca a atuação deste servo de Deus, lembrando a importância de continuar no ensino recebido, sem desvio. Não pode existir espiritualidade saudável sem um bom ensino bíblico. Sobretudo, o conhecimento da verdade deve ser seguido pela prática (Tg 1.22).
Agradecidos – Aqui se recomenda “ser mais que suficiente, exceder a”. Paulo sabia que um coração grato correria menos perigo em relação ao desvio. Uma vida que transborda em gratidão encontrou o antídoto contra a murmuração e o falso ensino, está concentrada nas bênçãos celestiais. Você tem agradecido a Deus por tudo que Ele tem realizado em sua vida? Se você já aprendeu o que significa aprofundar-se em Cristo, tome o terceiro passo.

3. Desfrute da segurança de Cristo
“Tende cuidado para que ninguém vos tome por presa, por meio de filosofias e sutilezas vazias, segundo a tradição dos homens, conforme os espíritos elementares do mundo, e não de acordo com Cristo” (2.8 – Almeida Século 21). O termo “presa” significa “raptar, sequestrar, levar como prisioneiro ou cativo”. A ideia é desviar alguém da verdade e colocá-lo na escravidão do erro.
Os falsos mestres poderiam mudar as convicções daquela Igreja, e isso de forma violenta, atacando como bandidos.
A expressão “filosofias vãs e enganosas” não está tratando de todas as formas de filosofia, nem a que busca a verdade pelo exame cuidadoso consciente de suas limitações.
O contexto nos leva a entender o falso ensino difundido na cidade de Colossos. Assim, Paulo não está combatendo toda forma de filosofia, até porque o raciocínio filosófico foi bem largamente utilizado por ele em seu ministério (At 17; Cl 1.15-20). O que de fato está sendo repudiado é qualquer raciocínio ou filosofia que esteja corrompendo o ensino de Cristo.
A versão Almeida Século 21 conclui o verso 8 dizendo: “... segundo a tradição dos homens, conforme os espíritos elementares do mundo, e não de acordo com Cristo” Destacamos a expressão: “espíritos elementares do mundo”. Que significa literalmente “fileira, série”.
No primeiro século, significava os elementos básicos de toda existência ou o “ABC” de qualquer assunto, no sentido de passos preliminares e básicos (Hb 5.12; Gl 4.3; 9). 
Todo discípulo deve desfrutar da segurança de Cristo e de seu ensino.
“Pois nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (2.9 – Almeida Século 21). “Corporalmente, de modo corpóreo, pertencente ao corpo, encarnado”. O texto mostra que em Cristo habita a plenitude
Deus, e não meras partículas da plenitude. O tempo do verbo é o presente, indicando o estado contínuo, e aponta para a realidade presente. Ele mesmo, Cristo, é o Deus perfeito e absoluto.
Veja o verso 10: “Portanto, porque estão nele, o cabeça de todo governante e autoridade, vocês também estão completos” (NVT).
“Nele”, em Cristo, e não nos poderes cósmicos (Ef 3.19).
O discípulo deve estar firme em Cristo porque foi transformado (2.11). A obra de transformação não é fruto de um ritual qualquer, mas da operação do Espírito Santo.
Ele se identificou com Cristo (2.12). O poder divino é eficaz, porque ressuscitou a Cristo (levantou) dentre os mortos, e nos ressuscitou em Cristo para uma nova vida (Cl 3.1-3). Ele foi perdoado (2.13). Deus trouxe nova vida àqueles que estavam na morte espiritual, e o perdão àqueles que estavam subjugados por poderes malignos.
Paulo ainda afirma no versículo 14a: “e apagando a escrita de dívida, que nos era contrária...” (Almeida Século 21). Jesus riscou, apagou, removeu, inutilizou a acusação ou dívida escrita. Paulo usa a figura de um tribunal. O juiz está diante do escrito, repleto de acusações, mas inocenta o culpado. O verso termina: “... removeu-a do nosso meio, cravando-a na cruz” (2.14b – Almeida Século 21). Aqui, temos a ideia de como foi realizada a remoção.
Jesus cravou a escrita de dívida contrária a nós na cruz!
“E, tendo despojado os principados e poderes...” (2.15a – Almeida Século 21). Despojar – “Tirar, despir, desarmar, derrotar”. Aqui temos uma visão daquilo que Jesus fez na cruz e na ressurreição. Ele “desarmou” seus inimigos, deixando-os impotentes. A força opositora retratada por Paulo é vista como um exército totalmente derrotado e exposto. Paulo declara: “... os expôs em público e na mesma cruz triunfou sobre eles” (2.15b – Almeida Século 21).

Para pensar e agir:
Você foi alcançado pela misericórdia divina, desfruta desta posição por causa de Jesus e deve desenvolver sua caminhada de fé fundamentada nEle. O falso ensino será sempre uma ameaça à Igreja de Cristo. O antídoto é permanecer na Palavra de Deus. Assim, o conselho paulino se torna atual e relevante para a Igreja pós-moderna.
Siga firme no Evangelho de Jesus!

Fonte: Revista Palavra e Vida

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