quarta-feira, 12 de setembro de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 12


A Volta do Exílio e a Preservação do Povo
16 de setembro de 2018


Texto Áureo
"Por um breve momento te deixei, mas com grandes misericórdias te recolherei;" Is 54.7

Verdade Aplicada
O retorno do cativeiro e a preservação de Israel são provas da sabedoria de Deus sobre a vida do Seu povo.

Glossário
Ardor: Energia ou entusiasmo irrefreável; fervor, veemência, vivacidade;
Edito: Ordem; decreto;
Intempérie: Mau tempo; acontecimento infeliz.

Textos de Referência.

2 Crônicas 36.22-23; Is 54.4
Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do Senhor pela boca de Jeremias), despertou o Senhor o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:
Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, o Senhor seu Deus seja com ele, e suba.
Não temas, porque não serás envergonhada; e não te envergonhes, porque não serás humilhada; antes te esquecerás da vergonha da tua mocidade, e não te lembrarás mais do opróbrio da tua viuvez.
Introdução
Após setenta anos de cativeiro, Deus usou de misericórdia para com Seu povo e restaurou a sorte da nação. Com uma liderança forte e o auxílio dos profetas, os judeus que retornaram deram início à reconstrução do Templo e da cidade de Jerusalém.

1. A reconstrução do templo
Cento e cinquenta anos antes da restauração, Isaías profetizou que o Senhor faria com que Ciro castigasse as nações e libertasse o Seu povo (Is 44.24; 45.4). O fundador do império persa é chamado por Deus de pastor e ungido de Jeová. Mais à frente, Ciro emite um decreto permitindo o regresso dos judeus para a sua pátria.

1.1. Quem era Esdras?
Esdras era filho de Seraías (Ed 7.1), o sumo sacerdote assassinado por Nabucodonosor em 586 a. C.,durante a terceira leva de pessoas para Babilônia e a destruição de Jerusalém (2Rs 25.18,21). Portanto, era descendente da nobre família de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel. Esdras era um escriba muito bem instruído e competente. Ele foi encarregado pelo rei Artaxerxes de ensinar os estatutos da lei mosaica ao povo de Israel (Ed 7.12-28). Esdras atuou em Judá de forma decidida contra o pecado dos casamentos mistos que estavam sendo praticados pelo povo, até mesmo pela liderança.

1.2. O retorno para reconstruir o templo
Beneficiado pelo edito de Ciro, alguns judeus voltaram para Judá, com o intuito de reconstruir o Templo e, consequentemente, adorar a Deus. As Escrituras nos mostram três grupos de exilados que retornaram do cativeiro para Judá. O primeiro grupo, composto por aproximadamente por cinquenta mil pessoas, retornou para Judá em 536 a.C., sob a liderança de Zorobabel (Ed 2.2). O segundo grupo, com aproximadamente mil e oitocentos homens, além das mulheres, filhas e servos, retornou em 457 a.C., liderado por Esdras; e o terceiro em 444 a. C. liderado por Neemias para a reconstrução dos muros (Ed 7.1,6; Ne 2.5-8).

1.3. A obra de reconstrução é iniciada
Os judeus lançaram os alicerces do Templo e trabalharam com ardor para reconstruí-lo (Ed 3.8). A alegria era tanta que tudo isto foi feito com som de trombetas e o povo louvando, adorando e rendendo graças ao Senhor (Ed 3.10-11). Os povos vizinhos começaram a desencorajar os judeus e a intimida-los, objetivando parar a construção (Ed 4.5). Sem êxito, pediram aos governadores e aos que tinham o encargo da direção dessa obra que ordenassem aos israelitas cessar os trabalhos e a suspender a reconstrução da cidade. Esta proibição da reconstrução durou nove anos e só reiniciou no segundo ano do reinado de Dario (Ed 4.21-24).

2. A reconstrução dos muros
A reconstrução dos muros começou com a chegada de Neemias em Jerusalém, por volta de 444 a.C., que durou apenas cinquenta e dois dias (Ne 6.15), depois de estarem em ruínas desde a destruição da cidade, cerca de 587 s.C.

2.1. Aprendendo com Neemias
Indubitavelmente, Neemias é um grande exemplo de liderança. Fazer uma reconstrução em tão pouco tempo exige coragem e determinação. Um grande líder precisa estar atento à história de seu povo. Quando Neemias ficou sabendo do estado caótico em que seus irmãos se encontravam, ele chorou, jejuou e orou. Durante a obra, Neemias distribuiu o trabalho e delegou funções ao povo (Ne 2.17-18). Primeiro ele convocou um assembleia, explicou o propósito e animou o povo a colaborar com ele na construção dos muros. Destaca-se ainda na vida de Neemias a sua perseverança, pois, diante da perseguição e calúnia, ele não desanimou, mas continuou firme em sua missão (Ne 2.19-20).

2.2. Vencendo os opositores da obra
Assim como na reconstrução do templo, na qual Zorobabel enfrentou um oposição, a ponto de a obra ficar embargada por nove anos, Neemias enfrentou oposição externa e interna. Externamente, ele enfrentou Sambalate e seus amigos, que ao verem que os judeus estavam determinados a reedificar os muros, fizeram de tudo para detê-los. Sambalate iniciou uma guerra psicológica contra Neemias e os construtores do muro, mas ele não cedeu e nem protestou; apenas permaneceu firme (Ne 6.3). Havia também um perigo interno, pois o  povo, reagindo à ameaça de guerra e à fadiga natural que os trabalhos produziam, começou a desanimar. No entanto, a fé e a coragem de Neemias inspiraram todo o povo (Ne 4.14, 19-23).

2.3. A restauração do muro é concluída
Diante de tantas intempéries o muro foi concluído em cinquenta dois dias (Ne 6.15-19), deixando os adversários envergonhados. Eles reconheceram que Deus havia operado em favor dos judeus. Neemias 12.27-42 descreve a dedicação dos muros, onde os levitas estavam presentes, com dois grandes coros e instrumentos musicais. Eles saíram em dois cortejos; Um liderado por Esdras e outro por Neemias. Depois de muitos anos mergulhado em opressão, Israel estava renascendo jubilando de alegria na presença do Eterno.

3. A sobrevivência dos judeus
A profecia de Ezequiel 37, quando o povo ainda estava no cativeiro, mostra que a restauração de Israel seria uma realidade. O Senhor Deus desejava restaurar a nação a partir de um mover sobrenatural.

3.1. O período dos macabeus
No período interbíblico, de aproximadamente 400 anos, num dado momento emergiu-se a Revolta Macabéia, deflagrada em 167 a.C., resultando em um período de independência que durou até 63 a.C. A vitória dos macabeus acabou com a influência dos selêucidas na Palestina e deu ao estado judaico virtual autonomia até o advento dos romanos. Com a obtenção da independência do estado judaico, as condições econômicas melhoraram; a justiça era devidamente administrada por tribunais e a vida religiosa experimentou um importante despertamento. Neste curto espaço de independência, Deus usou um meio de garantir a sobrevivência da fé judaica e a não aceitação da religião pagã dos gregos. Durante este tempo, os judeus criaram um consciência de orgulho nacional e uma forte perspectiva de um Messias que lhes trouxessem para sempre a libertação de seus inimigos.

3.2. O Holocausto
Um dos piores momentos da história de Israel foi quando Adolf Hitler empreendeu um perseguição em massa ao povo judeu. Através de um perseguição antissemita, difundida e levada a cabo pelos alemães, milhões de judeus viveram e morreram de maneira desumana. Este trágico acontecimento ficou conhecido como Holocausto, no qual seis milhões de judeus, por determinação de Adolf Hitler, foram brutalmente assassinados durante a Segunda Guerra Mundial. Muitos centros de concentração eram mantidos pelos nazistas para manter, explorar e matar judeus.

3.3. A independência nacional e reconhecimento mundial
Podemos perceber na história da nação de Israel, em diversas ocasiões, a proteção, o cuidado e os propósitos de Deus para com o Seu povo. Em vários momentos cruéis, a nação quase foi exterminada, mas a mão do Eterno Deus sempre esteve amparando o Seu povo. Depois de tanta perseguição, opressão e cativeiro, a nação de Israel agora vive um dos seus momentos de glória, que é a sua independência reconhecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 14 de maio de 1948.

Conclusão
Deus sempre tratou com zelo o Seu povo. Apesar de quase ter sido exterminado da face da terra, o que vemos é um povo forte se consolidando cada vez mais como nação. A história dos judeus mostra um Deus soberano, que cuidou de cada detalhe na preservação do Seu povo.

Questionário.

1. O que o decreto de Ciro permitiu?

2. Quanto tempo durou a reconstrução dos muros?

3. Durante a obra o que Neemias fez?

4. O que Neemias 12.27-42 descreve?

5. O que mostra a profecia de Ezequiel 37?

Fonte: Revista Betel


Pr Marcos André - contatos palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)

SE VOCÊ QUER AJUDAR ESSA OBRA, ENTÃO CLIQUE NO ANÚNCIO ABAIXO! 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Todos os comentários estão liberados, dessa forma o seu comentário será publicado direto no CLUBE DA TEOLOGIA.
Porém se ele for abusivo ou usar palavras de baixo calão será removido.