quarta-feira, 19 de setembro de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 13


O Messias: o legado de Israel
 

23 de setembro de 2018


Texto Áureo
"Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;" Jo 1.11-12

Verdade Aplicada
O Antigo Testamento registra a promessa e preparação para a vinda do Messias, o Filho de Deus.

Glossário
Apoteótico: Sumamente elogioso; enaltecer, glorificar;
Arcabouço: Estrutura interna;
Imensurável: Que não se pode medir; colossal, ilimitado, incomensurável.

Textos de Referência.

Isaías 53.5-7
5. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos.
7. Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.

Introdução
A história de Israel aponta para algo bem maior do que rituais e liturgias. É apenas uma estrada sendo pavimentada para a chegada do Messias. Sem dúvida Jesus é o maior presente de Deus para a humanidade.
1. As profecias sobre o Messias
O Antigo Testamento traz inúmeras profecias e citações a respeito do Messias. De Gênesis a Malaquias são aproximadamente sessenta e uma alusões e características quanto ao Messias. O termo hebraico "mashiagh" significa "ungido" (Dn 9.25-26). A Septuaginta traduziu o vocábulo para a expressão "christos".

1.1. O Messias citado nos Salmos
Dentro do arcabouço judaico, encontramos a seguinte divisão: Leis, Profetas e Salmos, sendo este último considerado o hinário do povo.
Além de encontrar o respaldo do Messias na Torá (os cinco primeiros livros da Bíblia), encontramos também nos Salmos, e são considerados Salmos messiânicos justamente por fazer alusão ao Messias. O livro de Salmos nos fornece as seguintes informações acerca do Messias: os líderes políticos e religiosos conspirariam contra (Sl 2.2; Mt 26.3-4); seria e se auto declararia Filho de Deus (Sl 2.7; Jo 9.35-37); e ao Messias seria dada autoridade sobre todas as coisas (Sl 8.6; Mt 28.18).

1.2. Os livros proféticos e o Messias
Nos livros proféticos, tanto os maiores quanto os menores, encontramos várias profecias que ratificam  o plano redentor e a vida, ministério e morte do Messias. Em Ezequiel encontramos que o Messias seria da descendência de Davi (Ez 37.24-25). Daniel diz que o Messias ascenderia aos céus (Dn 7.13-14), seria morto antes da destruição do templo (Dn 9.26) e seria glorificado (Dn 10.5-6). Para Oséias, o Messias era o Filho de Deus e seria chamado do Egito (Os 11.1); e venceria a morte (13.14). Em Miquéias descobrimos que ele nasceria em Belém (Mq 5.2). Várias passagens fazem referência ao Messias, corroborando que Jesus, de fato, era o Messias prometido.

1.3. Isaías, o profeta messiânico
Isaías é considerado o profeta messiânico, pois muitas de suas profecias se cumpriram na vida de Cristo, mesmo sendo proferidas cerca de setecentos anos antes do nascimento de Cristo. Outrossim, o livro do profeta Isaias é mais citado no Novo Testamento do qualquer outro livro do Antigo Testamento. Em Isaías podemos perceber que o nascimento Messias seria de um virgem (Is 7.14); cresceria em um família de linhagem real (Is 11.1); seria desprezado (Is 532-3).

2. A expectativa da vinda do Messias
A partir da queda do homem no jardim do Éden, Deus anuncia Seu plano redentor para a humanidade (Gn 3.15). A tradição judaica vislumbrou no texto de Deuteronômio 18.15 um anúncio do Messias, que se esperava para o futuro, como se pode perceber em João 1.21; 6.14; 7.40. Deus levantaria um profeta do meio do povo, a quem todos deveriam dar ouvidos (Dt 18.15).

2.1. Os judeus anseiam a vinda do Messias
No período interbíblico, que cobre cerca de quatrocentos anos, entre os livros de Malaquias e Mateus, foi enfatizada na literatura judaica a vinda de um Messias, no fim dos tempos, poderoso, libertador e restaurador da monarquia em Israel.
Diante do jugo romano e de tantos escritos, os judeus começam a anelar por um Messias que renovasse e até mesmo ultrapassasse a glória trazida pelos macabeus. Por isso a figura do Messias para os judeus foi assumindo dimensões cada vez maiores na mente popular.

2.2. O Messias na concepção do povo
O tempo de prosperidade advindo do período dos macabeus, como visto na lição anterior, foi um momento apoteótico para o povo, mas, diante do declínio e do jugo do império romano, muitos grupos se levantaram, tentando se insurgir contra essa dominação, e foram totalmente destruídos. Este fato intensificou a ideia de que o Messias seria um líder político. O cântico de Maria, após a visita do anjo Gabriel, retrata a chegada de um soberano que faria uma reforma social (Lc 1.51-55). Zacarias, em seu cântico, quando nasceu João Batista, enaltece a figura de um Messias que assumiria o trono de Israel e os libertaria de toda opressão (Lc 1.68-74).

2.3. A rejeição do Messias
O Filho de Deus "se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1.14). Criado por Maria e José, cresceu em sabedoria, em estrutura e em graça para com Deus e com os homens (Lc 2.52). Durante a sua adolescência esteve no meio dos doutores (Lc 2.46). Apesar de ter Seu nascimento predito por anjos e várias profecias do Antigo Testamento revelarem minúcias a respeito do Messias, o povo judeu não conseguiu ver em Jesus as qualificações de um rei. O Seu nascimento não foi nos quartos pomposos de um palácio, mas, sim, na simplicidade de uma manjedoura (Lc 2.12). O anúncio do seu nascimento não foi por meio de um decreto real, mas através de um anjo aos pastores no campo (Lc 2.8-11) e depois uma simples estrela aos magos do Oriente (Mt 2.2) Isaías diz que "nenhuma beleza víamos, para que o desejássemos" (Is 53.2).

3. Jesus, o símbolo da nova aliança
Cristo veio na "plenitude dos tempos" (Gl 4.4), ou seja, "período completo" ou "época determinada". É o ponto central da história da humanidade, o momento escolhido por Deus. Era o momento ideal para a intervenção divina por intermédio de Jesus Cristo.

3.1. Jesus e o Seu ministério
Lucas 4.17-21 nos mostra Jesus em uma sinagoga. Então foi-lhe dado o livro do profeta Isaías para ler, e achou o lugar em estava escrito: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu a evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados de coração, e apregoar liberdade aos cativos, dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o ano aceitável do Senhor". Ao fazer a leitura, Jesus fechou o livro e disse: "Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvidos" (Lc 4.21). O cumprimento da profecia de Isaías 61 estava diante dos olhos do povo, muitos creram, mas os líderes religiosos encheram-se de ira.

3.2. A superioridade de Cristo.
Jesus, o Filho de Deus, recebe várias designações, tais como Filho do homem, mostrando assim que é o representante de toda da humanidade e o Messias eterno; Filho de Davi, explicitando assim, a Sua ancestralidade. Em seu ofício sacerdotal, Ele foi superior a todos os sacerdotes que o antecederam, pois, enquanto o sacerdote entrava no santuário, Jesus penetrou nos céus e se compadece de nossas fraquezas (Hb 4.15). Cristo também é superior a Moisés, pois Moisés fez parte de uma aliança gravada em pedras, mas Cristo é a aliança gravada nos corações pelo poder do Espírito.


3.3. Os títulos de Jesus e Sua divindade.
Uma das maiores objeções dos judeus era reconhecer Jesus como o Filho de Deus (Jo 19.7), mas Ele é o Verbo (Jo 1). Os títulos e os nomes recebidos por Jesus durante Seu ministério reforçam Sua divindade.
Apocalipse 1.17 registra que Jesus é o Alfa e o Ômega, indicando o princípio e o fim de toda as coisas, pois Ele é eterno. Em Mateus 12.8, Jesus diz que o Filho do homem era Senhor do sábado. A expressão grega "Kurios" admite vários sentidos como: "Senhor"; "mestre" ou "divindade". Ao usar esta expressão, Jesus estava nitidamente reivindicando a divindade.

ConclusãoA história de Israel nos mostra um Deus, que, com mão forte, tirou o Seu povo do Egito e o guiou pelo deserto; e, também, prometeu que jamais faltaria dinastia ao trono de Davi. Jesus veio inaugurar o reino eterno, que tem como base justiça e santidade. E, para toda a humanidade, a salvação veio dos judeus.

Questionário.
1. Quem profetizou que o Messias seria da descendência de Davi?
 R: Ezequiel (Ez 37.24-25)

2. Quem é considerado o profeta messiânico?
R: Isaías (Is 7.14)

3. O que o cântico de Maria, após a visita do anjo Gabriel, retrata?
R: A chegada de um soberano que faria uma reforma social (Lc 1.51-55).

4. Quem veio na "plenitude dos tempos"?
R: Cristo (Gl 4.4).

5. Qual era uma das maiores objeções dos judes?
R: Reconhecer Jesus como o Filho de Deus (Jo 19.7).

Fonte: Revista Betel


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