terça-feira, 25 de setembro de 2018

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 14


Israel e a escatologia bíblica
30 de setembro de 2018


Texto Áureo
"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro", 1 Ts 4.16

Verdade Aplicada
A grande obra de restauração de Israel será completa no futuro, pois continua sendo alvo do amor de Deus.

Glossário
Elucubrar: Refletir longamente sobre algo;
Prognóstico: Previsão de fatos;
Tranqueira: Cerca feita de estacas de madeira, para fortificar ou defender algum ponto ou edificação.

Textos de Referência.

Daniel 9.24,25
24 Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para cessar a transgressão, e para dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santíssimo.
25 Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar, e para edificar a Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; as ruas e o muro se reedificarão, mas em tempos angustiosos.
Mateus 24.36
Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai.

Introdução
As Escrituras Sagradas revelam que tanto o arrebatamento da Igreja como os diversos acontecimentos envolvendo o povo judeu fazem parte dos eventos escatológicos que brevemente ocorrerão.

1. O arrebatamento da Igreja
Existem aproximadamente 265 citações acerca do arrebatamento em todo o Novo Testamento.
O assunto foi ensinado por Jesus e reiterado pelos seus discípulos. Jesus, em Seu sermão, disse que aquele dia e hora ninguém sabe (Mc 13.32)

1.1. Definindo o termo
A expressão "arrebatados", encontrada em 1 Tessalonicenses 4.17, no grego "harpadzo", possui entre outros significados: "capturar"; "tomar (à força)", "tomar para si". Esse evento descrito aqui e em 1 Coríntios 15, refere-se à ocasião em que a Igreja do Senhor será arrebatada da terra para encontrar-se com Ele nos ares. Outros dois termos usados no grego são: "parousia", que pode ser traduzido como vinda ou presença; e "epiphaneia", que significa aparição, resplendor ou manifestação, indicando a visibilidade do retorno de Cristo (1 Ts 4.15; Tt 2.13). O arrebatamento abrange apenas os salvos em Cristo.

1.2. Sinais da volta de Jesus
Ninguém sabe o dia nem a hora em que há de vir o Filho do homem (Mt 24.36). Infelizmente, muitos falsos profetas tentaram inutilmente datar os eventos do arrebatamento, mas todos falharam em seus prognósticos. Jesus elencou alguns sinais de Sua vinda, vejamos: 1) o aparecimento de falsos cristos (Mt 24.5); 2) guerras e rumores de guerra (Mt 24.6); 3) fomes e terremotos em vários lugares (Mt 24.7); 4) falsos profetas surgindo e enganando a muitos (Mt 24.11); 5) o pecado aumentando e o amor se esfriando (Mt 24.12); e 6) escândalos, traição e ódio (Mt 24.10)

1.3. A Igreja recebida no céu
Enquanto o mundo estará vivendo a Grande Tribulação e Israel o início da septuagésima semana de Daniel, os salvos estarão no céu participando de dois eventos, a saber: o tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. O primeiro evento encontra respaldo em 2 Coríntios 5.10 ao dizer que todos os cristãos salvos comparecerão ante ao tribunal de Cristo para receber o devido Galardão. Paulo ansiava por esse dia ao dizer em 2 Timóteo 4.8 sobre a recompensa do Justo Juiz. Apocalipse 22.12 fala sobre o galardão que os crentes receberão logo após o arrebatamento.

2. As setenta semanas de Daniel
As setenta semanas de Daniel são tempos em que Deus tratará com a nação de Israel, visando estabelecer a fidelidade ao pacto, bem como o seu cumprimento cabal para a nação.

2.1. As primeiras sete semanas

A contagem das semanas proféticas tem seu início no decreto para reedificar os muros de Jerusalém (Dn 9.25). Esse primeiro período tem duração de sete semanas, computando 49 anos, que se iniciou em 445 a.C. com o decreto emitido pelo rei Artaxerxes, lembrando que Neemias foi comissionado para tal missão (Ne 2.1-8). O texto de Daniel 9.25 relatou que as ruas e as tranqueiras se reedificariam, mas em tempos angustiosos; foi justamente o que aconteceu.

2.2. A segunda parte das semanas proféticas
Este é o maior período das semanas, pois compreende sessenta e duas semanas, totalizando 434 anos, que foi interrompido com a retirada do Messias. Neste período de quatro séculos e meio muita coisa aconteceu na história do povo judeu. Este período é conhecido como período interbíblico, tempo entre Malaquias e Mateus, no qual não se tem registro do ministério de algum profeta. Mas, historicamente falando, os judeus passaram por vários reinos, tais como o império persa, onde eles tiveram o apoio do governante para reconstruir a cidade, templo e muros.

2.3. O Messias será tirado
Conforme Daniel 9.26, depois de sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais. As sessenta e nove semanas findam com a morte do Messias, na crucificação. Através deste episódio , é como se as semanas proféticas, ou o relógio escatológico da nação, parassem de marcar. O período entre 69 semana e a 70 semana é o tempo em que estamos vivendo, identificado como "o tempo dos gentios" e dispensação da igreja; um calendário do Espírito com a dispensação da graça. A última semana profética acontecerá justamente com o arrebatamento da Igreja e a revelação na terra do Anticristo.

3. O futuro de Israel
Portanto, resta o terceiro grupo de semanas, o de uma semana (7 anos), conforme Daniel 9.27. Ocorrerá no futuro. Terá início após o arrebatamento da Igreja. Será um tempo de Grande Tribulação, mas no final Cristo aparecerá e livrará Israel da destruição total.

3.1. A Guerrra de Gogue e Magogue
Em Ezequiel 38, o profeta recebeu a revelação acerca de uma coalizão de nações que farão uma ataque contra Israel após a restauração do povo à sua pátria. Os motivos desta invasão se baseiam em dois pilares, que são as riquezas e a posição estratégica que Israel ocupa. Ezequiel 39.4-5 nos mostra que o invasor e seus aliados serão derrotados pelo próprio Deus no território de Israel.
O texto sagrado registra que a invasão se dará "no fim dos anos" (Ez 38.8), bem como o fato de ser um investida contra o "povo que se congregou dentre muitos povos" (RA), ou seja, indicando o grande retorno dos judeus à sua terra (Ez 37.21). Na época da invasão de Israel por Gogue, o Anticristo estará em evidência, mas ocultando sua verdadeira identidade e propósito. Com a destruição de Gogue e seus aliados, haverá uma grande instabilidade do poder político e bélico mundial, formando assim uma plataforma para o surgimento imediato do Anticristo como líder e salvador do caos mundial.

3.2. Israel vai clamar pelo Messias.
Ao profeta Zacarias foi revelada outra grande investida contra Israel (Zc 12). A cidade de Jerusalém será sitiada por todas as nações. Ocorrerá então a batalha do Armagedom (Zc 14.2; Ap 16.16; 19.19). Quando o Anticristo enviar as suas tropas para destruir Israel, os judeus ficarão encurralados, e sem saída. neste exato momento, quando os judeus estiverem sem qualquer esperança de salvação, a ponto de serem tragados pelo inimigo, eles clamarão angustiados pelo Messias, conforme a passagem bíblica de Zacarias 12.10-12.


3.3. O Messias livra Israel
Diante deste clamor que se ouvirá à distância, o Messias, o Senhor Jesus Cristo, pisará no Monte das Oliveiras, cumprindo o texto de Atos 1.11, que diz: "Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o viste ir". Esta será a vinda de Jesus visível, no grego "epiphaneia", "manifestação", "onde todo o olho o verá".
Ao descer sobre o Monte das Oliveiras, conforme descrito em Zacarias 14.4-5, o mesmo se fenderá ao meio, abrindo uma passagem por onde o povo de Israel escapará. Nesta ocasião Israel reconhecerá Jesus como o Messias, o Ungido de Deus. Ao chegar o momento da volta de Jesus, haverá convulsões em toda a natureza. Terá chegado a hora do colapso das nações amotinadas contra Deus e Seu povo.

Conclusão
Embora hoje vivamos a dispensação dos gentios, chegará um dia em que Deus consumará o Seu plano para com o povo judeu. Diante de tanto sofrimento, o povo vai clamar e o Messias se apresentará como o Desejado das nações, trazendo salvação. Israel é a prova incontestável da soberania divina.

Questionário.
1. Quando há de vir o Filho do homem?
R: Ninguém sabe o dia e nem a hora (Mt 24.36)

2. Do que fala Apocalipse 22.12?
R: Sobre o galardão que os crentes receberão logo após o arrebatamento (Ap 22.12)

3. O que o texto de Daniel 9.25 relatou?
R: Que as ruas e as tranqueiras se reedificariam, mas em tempos angustiosos.

4. Quem vai clamar pelo Messias?
R: Israel (Zc 12.10-12).

5. Quem pisará no Monte das Oliveiras para livrar o Seu povo?
R: Jesus (Zc 14.4,5).


Fonte: Revista Betel


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