domingo, 28 de outubro de 2018

ATUALIDADE GOSPEL - Pastor diz que pregadores “artistas” e “dominados pelo dinheiro” prejudicam a igreja


O desejo de agradar a multidões e ver templos cheios de pessoas tem feito muitos líderes se desviar da pregação genuína do Evangelho de Cristo, transformando o ofício pastoral muitas vezes em uma função comercial e até artística. É o que sugere o pastor Josh Buice, da igreja batista Pray’s Mill, em Douglasville, Geórgia, Estados Unidos.

Buice identificou três tipos de líderes que prejudicam o crescimento da igreja evangélica em nossos dias, sendo eles o “artista”, “professor” e o “materialista”, destacando algumas das suas características.

“O artista é realmente um pragmático no coração. Seja o que for que as pessoas queiram, elas serão colocadas sob a liderança de um artista”, disse ele. “Hoje não é incomum ter pastores vestindo fantasias para realizar seu sermão, em vez de pregar a Bíblia”.

Buice explica que esse tipo de “pastor” até consegue atrair muitas pessoas, mas não pelo ensino bíblico, de fato, e sim por outros interesses e atrativos. Espiritualmente, tal congregação é frágil. “Essa abordagem ao ministério muitas vezes terá muito sucesso, mas não é espiritualmente lucrativa”, destaca.

Citando a passagem de 2 Timóteo 4:3-4, que aponta o desvio teológico de pessoas que não suportam a sã doutrina, o pastor afirma que os líderes artistas estão mais preocupados em agradar aos homens do que a Deus.

“Na maioria dos casos, o artista está paralisado pela necessidade de ser apreciado por sua congregação e, infelizmente, ele coloca mais ênfase em agradar as pessoas do que agradar a Deus”.
Professor e o materialista

Josh Buice também diz que há o líder com perfil de “professor”, porém, de forma desequilibrada. Segundo ele, é o tipo de líder que não sabe enxergar às necessidades da sua igreja de forma geral e, ao invés de pregar o Evangelho na sua amplitude, foca apenas no que lhe interessa, deixando de ensinar outros pontos.

“Tal professor é frequentemente consumido com um tópico específico como [por exemplo] a escatologia. Nesses casos, o professor desequilibrado encontra uma maneira de chegar à escatologia dos textos mais estranhos da Bíblia – ou ele nunca deixa Daniel ou Apocalipse com medo de que não se concentre em outra coisa que não a profecia do fim dos tempos”, disse Buice.

Por fim, há o perfil de pregador materialista, associados à teologia da prosperidade. Em sua publicação no Delivered By Grace, Buice explica que a ênfase na prosperidade material revela o distanciamento das coisas de Deus.

“O pastor que ama este mundo atual não está qualificado para liderar uma igreja local – ou a Palavra de Deus para esse assunto. Os pastores devem amar as pessoas no mundo e apontá-las para sua esperança e alegria em Cristo, mas o pregador que ama o mundo demonstra que seu coração é dominado pelo dinheiro e pelo materialismo, e não por Cristo”, disse ele.

“Muitos líderes se encaixam nessa categoria. Eles pregam uma mensagem de saúde, riqueza e prosperidade – exigindo que as pessoas tenham fé suficiente em Deus e ele lhes proporcionará riquezas e posses materiais. O amante deste mundo é auto-condenado e egoísta”, conclui Buice.

Fonte: Gospel +

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