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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026


AULA EM 22 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 8

(Revista Editora Betel)

Tema: Os discípulos de Cristo e o bom ânimo
  



TEXTO ÁUREO
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo", João 16.33.

VERDADE APLICADA
O desânimo não paralisa o autêntico discípulo de Cristo, pois seu fundamento é a fé e a certeza de que os propósitos de Deus se cumprirão.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que as adversidades fazem parte da caminhada com Cristo.
- Reconhecer que as adversidades não impediram Paulo de cumprir sua missão.
- Saber que o cristão deve ter bom ânimo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

2 CORÍNTIOS 4
7. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos
16. Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 16.33 Jesus nos instruiu a ter bom ânimo.
TERÇA | At 27.25 Paulo animava os outros.
QUARTA | Mt 9.2 Jesus manda ter bom ânimo após o milagre.
QUINTA | Sl 34.19 Na vida enfrentamos adversidades.
SEXTA | Pv 17.17 O bom amigo é um irmão na adversidade.
SÁBADO | Fp 3.13,14 Os infortúnios nos fazem seguir na jornada da fé.

HINOS SUGERIDOS: 305, 372, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que, em tempos de adversidades, a bênção do Senhor esteja sobre nós.    

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição pode ser muito proveitosa para a sua classe, pois fala de algo que muitas pessoas já perderam ou estão perdendo, que é o ânimo na obra do Senhor. Então procure ensinar de forma prática e com a ideia de despertar ânimo nos seus ouvintes. Neste material de apoio deixarei conteúdos para somar ao que já está na lição. 
O cristão deve manter o bom ânimo nos momentos difíceis da vida, pois sabe que as adversidades não são nada se comparadas à glória que há de nos ser revelada. Essa verdade nos faz desfrutar da paz que excede o entendimento humano, independentemente das circunstâncias. 
Por essa introdução já podemos observar que a esperança do cristão deve estar focada na glória futura. Pois a realidade é que essa terra não pode nos dar nada que nos aproxime de Deus, por isso, Jesus alertou que neste mundo nós teríamos aflições Jo.16.33. 
A boa notícia é que, fazendo a obra de Deus aqui, podemos sentir parte da glória futura em nossas vidas já no tempo presente. 

1. As adversidades fazem parte da vida 
Nem sempre a vida é estável, porque existem momentos de turbulência no dia a dia. Contudo, a maneira como lidamos com as intempéries da vida podem nos tornar mais fortes (Js 1.9), como aconteceu com José. Ele manteve o bom ânimo e a confiança nas promessas de Deus, permanecendo firme diante das crises que enfrentou (Gn 39.19,20). 

1.1. Superando os obstáculos. 
José nos ensina a ser resilientes, nos adaptar às mudanças e superar os obstáculos. Quando José pensou estar esquecido, Deus mostrou Seu cuidado com ele. 
A resiliência mencionada aqui é a capacidade que uma pessoa possui de se adaptar às mudanças, sendo uma qualidade muito apreciada no mundo corporativo nos dias atuais, pois todos os grandes empresários buscam funcionários resilientes, semelhantes a José. Porque tudo pode mudar no cenário mundial, nunca se sabe quando surgirá uma nova guerra, ou uma pandemia, ou uma crise financeira. Do mesmo modo, os crentes precisam ter essa resiliência de José no que diz respeito à obra do Senhor. 
Semelhante à história de José, as adversidades podem ser uma tentação a abandonar a fé, mas os autênticos discípulos de Cristo não são daqueles que recuam; pelo contrário, nós prosseguimos com paciência ao ter nossa fé provada (Tg 1.2,3). Como disse Spurgeon: "Muitos homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que vencer". 
É um erro pensarmos que estando no Evangelho, nossos problemas serão resolvidos, quando o próprio Senhor avisou que no mundo teríamos aflições. Deus não deseja fazer com que Seus filhos sejam acomodados, por isso, Ele permite que passemos por provações e adversidades. Todos os homens e mulheres de sucesso na vida passaram por grandes dificuldades. Os grandes nomes da Igreja de Cristo, foram pessoas que lutaram e venceram. A pergunta que fica é: Será que eles teriam seus nomes gravados na história se só tivessem uma vida de bonança? Certamente que não! 
"2 Meus irmãos, tende grande alegria quando enfrentardes várias tentações; 
3 Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. 
4 Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.", Tiago 1.2-4

ATENÇÃO: 

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026


AULA EM 22 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 8
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Deus Espírito Santo

TEXTO ÁUREO
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (Jo 14.16).

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 14.16 O Espírito é o Consolador prometido
Terça — 1Co 12.11 O Espírito distribui os dons soberanamente
Quarta — Jo 14.26 O Espírito ensina e faz lembrar da verdade
Quinta — Rm 8.11 O Espírito é o agente da ressurreição
Sexta — 2Ts 2.13 O Espírito opera a santificação do crente
Sábado — At 13.2 O Espírito chama e designa para a missão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 14.25-31.

25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.

HINOS SUGERIDOS
155, 340 e 514 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), após as lições do trimestre falarem sobre o Pai e o Filho, agora chegou a vez de falar sobre o Espírito Santo. E algo interessante sobre o Espírito de Deus que devemos considerar, é que Ele está atuando diretamente na Igreja de Cristo desde a Sua descida até hoje. Este material de apoio te ajudará a preparar a tua ministração, com conteúdos relevantes que vão além do que está na revista, como, por exemplo, as declarações do credo Niceno-constantinopolitano, no tópico II, subtópico 1. 
O Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que procede do Pai e do Filho (Jo 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras maravilhosas. 
Vale a pena comentar já nesse início, que na maioria das vezes que o Espírito Santo é mencionado em Atos dos apóstolos, ele é tratado como uma pessoa, veja: 
"E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado.", Atos 13.2 
Note que Lucas menciona o Espírito Santo como se fosse um líder da congregação em Antioquia, ou seja, como se fosse uma pessoa. 
É bom relembrar nesse início do estudo, que "pneumatologia" é a doutrina do Espírito Santo, que estuda a Sua essência, deidade, caráter e missão. 

I. A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO 

1. O Espírito Santo é uma Pessoa. 
O Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma Pessoa. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua racionalidade (Rm 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve sensibilidade e emoções (Ef 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26). 
O comentarista apresenta aqui vários argumentos que apontam para a pessoalidade do Espírito Santo, isto é, mostrando como Ele age de maneira pessoal. Podemos destacar um desses argumentos, como, por exemplo, o fato de Ele se entristecer. Se o Espírito Santo fosse uma força, Ele jamais se entristeceria, como é comentado em Efésios: 
"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção.", Efésios 4.30 
Somente quem possui sentimentos pode se entristecer. Vejamos outras passagens que demonstram os sentimentos do Espírito: 
"Ou cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós habita tem ciúmes?", Tiago 4.5 
"E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexplimíveis.", Romanos 8.26 
Ele guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo 16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua vontade em ação (1Co 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (At 13.2). Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade. 
O que gera muita confusão acerca do Espírito Santo é o fato de Ele não falar de si mesmo, pois essa não é a Sua missão, veja: 
"Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir.", João 16.13 
E por Ele não falar de si mesmo e não se apresentar diante da congregação, muitos o confundem com uma força divina e não como uma pessoa.

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domingo, 15 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 8 / 1º Trim 2026

Os discípulos de Cristo e o bom ânimo
22 de Fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo", João 16.33.

VERDADE APLICADA
O desânimo não paralisa o autêntico discípulo de Cristo, pois seu fundamento é a fé e a certeza de que os propósitos de Deus se cumprirão.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que as adversidades fazem parte da caminhada com Cristo.
- Reconhecer que as adversidades não impediram Paulo de cumprir sua missão.
- Saber que o cristão deve ter bom ânimo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

2 CORÍNTIOS 4
7. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos
16. Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. 
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 16.33 Jesus nos instruiu a ter bom ânimo.
TERÇA | At 27.25 Paulo animava os outros.
QUARTA | Mt 9.2 Jesus manda ter bom ânimo após o milagre.
QUINTA | Sl 34.19 Na vida enfrentamos adversidades.
SEXTA | Pv 17.17 O bom amigo é um irmão na adversidade.
SÁBADO | Fp 3.13,14 Os infortúnios nos fazem seguir na jornada da fé.

HINOS SUGERIDOS: 305, 372, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que, em tempos de adversidades, a bênção do Senhor esteja sobre nós.    

INTRODUÇÃO
O cristão deve manter o bom ânimo nos momentos difíceis da vida, pois sabe que as adversidades não são nada se comparadas à glória que há de nos ser revelada. Essa verdade nos faz desfrutar da paz que excede o entendimento humano, independentemente das circunstâncias.    

PONTO DE PARTIDA – As adversidades geram oportunidades.

1. As adversidades fazem parte da vida  
Nem sempre a vida é estável, porque existem momentos de turbulência no dia a dia. Contudo, a maneira como lidamos com as intempéries da vida podem nos tornar mais fortes (Js 1.9), como aconteceu com José. Ele manteve o bom ânimo e a confiança nas promessas de Deus, permanecendo firme diante das crises que enfrentou (Gn 39.19,20).

1.1. Superando os obstáculos. 
José nos ensina a ser resilientes, nos adaptar às mudanças e superar os obstáculos. Quando José pensou estar esquecido, Deus mostrou Seu cuidado com ele. Semelhante à história de José, as adversidades podem ser uma tentação a abandonar a fé, mas os autênticos discípulos de Cristo não são daqueles que recuam; pelo contrário, nós prosseguimos com paciência ao ter nossa fé provada (Tg 1.2,3). Como disse Spurgeon: "Muitos homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que vencer". 

Bispo Abner Ferreira (Revista Bеtel Dominical - 3º Trimestre de 2020 - Lição 2): "A vida de José possui umа narrativa motivadora para todos os cristãos. Deus sempre esteve trabalhando em favor de José (Is 64.4). A inveja e a traição de seus irmãos, a triste experiência de ter sido vendido como mercadoria, a caluniadora acusação da esposa de Potifar, os anos na prisão,о esquecimento do copeiro-mor; nada disso fez com que José desanimasse. Todas estas aflições fizeram José chegar ao fim de seus dias sem mágoas e crendo que Deus continuaria a levar adiante o seu plano (Gn 50.24,25)". 

1.2. O valor do perdão nas adversidades. 
É possível que alguém seja usado para tentar interromper os Planos de Deus em nossa vida. Os irmãos de José tinham inveja dele, tanto que ficaram com a túnica que ele ganhou de Jacó, seu pai e, depois, o lançaram em uma cova (Gn 37.23,24). Não satisfeitos, venderam José escravo, o que fez com que o jovem hebreu tivesse que enfrentar muitas adversidades no Egito (Gn 39.20). Contudo, Deus não abandona os Seus (Hb 13.5). Todos os problemas enfrentados por José contribuiriam para o cumprimento do Plano Divino, e ele, ao reconhecer isso, perdoou seus irmãos do mal que lhe fizeram (Gn 50.15-21). 

Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante. Editora Betel, 2022, p.133): "Perdoar não é esquecer e, sim, não guardar ódio nem ter desejo de vingança. É importante ressaltar que perdoar faz parte de um processo que muitas vezes pode ser lento e angustiante, entretanto é indispensável para a nossa libertação. O perdão é uma Graça que Deus nos dá para prosseguirmos no caminho após um ferimento profundo. Afinal, o perdão cura". 

1.3. Fé em meio às adversidades. 
Quando nossa fé é confrontada, nós nos fortalecemos no entendimento de que Deus está conosco na peleja, como José, que permaneceu firme no Senhor. Deus fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças (Is 40.29), e José não permitiu que o mal que lhe fizeram se tornasse amargura em seu coração. Ele entendeu que tudo aquilo fazia parte do Plano de Deus para a preservação da vida (Gn 45.5). 

Marcos Sant'Anna (Aperfeiçoamento Cristão. Editora Betel, 2018, p. 41, 45): "Enquanto estão 'debaixo do sol, os discípulos de Cristo precisam ter sempre em mente a importância de usar as lentes da fé e dos propósitos de Deus [...] Dentre muitos exemplos encontrados na Bíblia, destaca-se a postura de José diante de realidade adversas e favoráveis. Ele demonstrou uma visão de mundo baseada não somente na superficialidade dos fatos, mas na fé em Deus e nas promessas e propósitos do Senhor na sua vida e dos seus".

EU ENSINEI QUE: 
Mesmo passando por adversidades, José permaneceu firme no Senhor. 

2. O bom ânimo nas tribulações 
O Apóstolo Paulo ia de cidade em cidade pregando o Evangelho, quase sempre sofrendo perseguição (At 9.23). Ele foi açoitado, apedrejado, passou por frio e nudez (2Co 11.24,25,27). Certa vez, enquanto juntava gravetos para colocar no fogo, uma víbora venenosa mordeu sua mão (At 28.3). Apesar de todas essas situações adversas, Paulo manteve o bom ânimo por se fortalecer em Cristo (Fp 4.13). 

2.1. Paulo não desistiu. 
O cristão é chamado e escolhido por Deus (At 9.15), por isso não deve temer as adversidades. Quando Paulo estava em Corinto, o Senhor lhe disse em uma visão para não ter medo e continuar falando do Evangelho; ninguém o feriria porque o Senhor estava com ele (At 18.9). Na caminhada com Cristo, Paulo enfrentou desafios que pareciam insuperáveis; mesmo assim, exortou a Igreja a não desanimar (2Co 4.8,9). Para Paulo, a maneira como passamos pelo sofrimento mostra ao mundo a nossa fé no Deus do impossível (Lc 1.37). 

Bispo Abner Ferreira (Apóstolo Paulo: A história, epístola e teologia do arauto e filósofo do cristianismo. Editora Betel, 2012, pp.82): "Esse é o tipo de chamado que poucas pessoas hoje gostariam de receber. Um chamado para o sofrimento. Paulo recebeu a promessa de um ministério frutífero, mas teria que suportar grandes provações para realizá-lo. Sofrimento é um assunto amplo, incluindo muitos tipos diferentes de dor: agonia física, angústia mental, aflição emocional, dor espiritual. De acordo com as Escrituras, Paulo experimentou cada uma delas. Ele sofreu com um espinho na carne, passou por naufrágios, apedrejamentos, açoites, roubos, rejeição, zombaria, mexericos maliciosos, suportando perseguições de todos os tipos". 

2.2. Fé em Deus e mãos à obra.
Paulo era um entusiasta por anunciar a mensagem de Jesus. Uma de suas estratégias era ir aonde o povo estava, mas isso lhe rendeu momentos de aflição. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 21, quando os sete dias da purificação estavam para terminar, alguns judeus da Ásia causaram alvoroço ao ver o apóstolo no Templo. Eles o agarraram e começaram a gritar por ajuda, acusando Paulo de viajar por todas as partes ensinando o Evangelho. Os judeus, então, queriam matá-lo, causando uma grande confusão em Jerusalém, que só cessou com a prisão do apóstolo (At 21.27-33). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical -3° Trimestre de 2020-Lição 13): "Paulo não desistiu de servir a Deus em sua caminhada crista. Ele testemunha que era movido continuamente pelo pleno reconhecimento do imensurável Amor de Cristo ao morrer por todos nós (2Co 5.14). Se louvarmos a Deus em meio às nossas crises, assim como fez Paulo, deixaremos de ser pessoas tristes e amarguradas (Gl 2.20)". 

2.3. É possível manter o bom ânimo. 
Jesus nos advertiu de que neste mundo passaríamos por aflições, mas para mantermos o bom ânimo, porque Ele venceu o mundo (Jo 16.33). Em Atos 23.11, Jesus dá a Paulo uma palavra encorajadora sobre o bom ânimo: "Paulo, tem ânimo! Porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma". Mais tarde, na viagem a Roma, Paulo mostrou resiliência e, no meio de uma forte tempestade, conseguiu encorajar todos a bordo do navio: "(...) admoesto a que tenhais bom ânimo, At 27.22. 

Colin Kruse (II Coríntios - Introdução e comentário. Vida Nova, 1. edição: 1994, p.117), comenta sobre 2Coríntios 4: "Em 4.1, Paulo afirma que não desanima, porque percebera a grandeza do ministério que lhe fora confiado. Em 4:1-18, ele diz que não desanima, porque embora as aflições afetem o homem exterior, que por isso o desgasta, o homem interior se renova a cada dia. Além disso, as aflições são leves e momentâneas, comparadas com o peso e o caráter eterno da glória que ele vai experimentar um dia. Paulo suporta as aflições da era presente, neste mundo visível, porque mantém diante de seus olhos as glórias do mundo a ser desvendado". 

EU ENSINEI QUE: 
Jesus nos advertiu de que neste mundo passaríamos por aflições.

3. A força e a esperança vindas da fé 
Ter ânimo significa não esmorecer, não perder a fé (Jo 16.33). A fé em Jesus Cristo e Suas promessas nos enchem de força e esperança para enfrentar os desafios com bom ânimo, na certeza de que o Senhor nos dará a vitória no momento certo. Deus é poderoso para nos ajudar a superar as situações difíceis da vida (Sl 37.39). 

3.1. Só em Cristo encontramos ânimo. 
Em Jesus, encontramos o ânimo de que precisamos para superar as barreiras que surgem ao longo da vida nesta terra. Certa vez, levaram um paralítico acamado até Jesus. Vendo a fé dos homens que o carregavam, Ele disse aо paralítico: "[...] Filho, tem bom ânimo; perdoados são os teus pecados", Mt 9.2. Isso nos mostra que não é fácil manter o bom ânimo em tempos de adversidades, mas nos mostra também que o Senhor vê a nossa dor. Nas horas mais difíceis, Jesus nos consola e ajuda а vencer (Fp 4.13). Quem ama a Jesus, suporta tudo com ânimo e esperança de uma glória maior. Jesus Cristo venceu o mundo, a morte e o diabo. Nosso conforto está na vitória dAquele que nos acalenta em Seus braços de amor (Jo 16.33; Rm 8.38,39). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2003 - Lição 1): "O Apóstolo Pedro registrou, inspirado pelo Espírito Santo, que todo sofrimento de Jesus foi para nos deixar um exemplo: "...pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas", 1Pe 2.21. Ele nos deu o exemplo perfeito de como devemos nos comportar em tempos de crises e tribulação injustas (2Co 4.17)". 

3.2. A Palavra de Deus nos anima. 
Ao longo da vida, todos nós nos deparamos com experiências que podem trazer sofrimentos, mas que não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada (Rm 8.18). Encontramos na Palavra de Deus o entusiasmo necessário para enfrentar com bom ânimo o que virá pela frente (2Co 1.5). Provações, desapontamentos, amarguras, doenças e mágoas são uma parte difícil da vida, mas a Palavra de Deus nos faz crescer espiritualmente e nos traz um consolo inigualável (S1 119.50). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2003- Lição 1): "A maior arma que o cristão dispõe para vencer é a Palavra de Deus (Mt 4.4). Segundo Paulo, é uma arma poderosa para destruir fortalezas (2Co 10.4) e levar todas as coisas à obediência de Cristo (2Co 10.5). Ela é a "espada do Espírito" (Ef 6.17b), que penetra dividindo alma e espírito, discernindo as situações do nosso coração (Hb 4.12). É através da Palavra de Deus que vencemos o maligno e todas as situações adversas da vida (1Jo 2.14). 

3.3. O Senhor é uma torre segura. 
O Senhor conforta e fortalece Seus filhos em momentos de adversidade. Ele está com os ouvidos atentos ao clamor daqueles que passam por provações, porque só Ele é a nossa torre segura (Sl 9.9; Pv 18.10). Alguns versículos que nos ajudam a lidar com as adversidades são: Sl 34.17,18; Mt 11.28-30; Jo 16.33. 

Bispo Abigail C. Almeida (Revista Betel Dominical -1° Trimestre de 2005 - Lição 12): "Deus envia as bênçãos onde menos esperamos: Ele conduziu José da prisão ao governo (Gn 45.1-8), as tragédias de Jó transformaram-se em bênçãos dobradas (Jó 42.10-17), o escarnecimento de Golias conduziu Davi à honra (1Sm 46), 17.42- o cárcere levou do João à revelação Apocalipse (Ap 1.9-18). No caso uma de Paulo, o espinho na carne deu a ele nova visão da manifestação da Graça (2Co 12.7-9)". 

EU ENSINEI QUE: 
Em Jesus encontramos ânimo para superar as adversidades da vida. 

CONCLUSÃO 
As aflições, adversidades e dificuldades ao longo da jornada cristã não são capazes de impedir o cumprimento dos propósitos de Deus na vida daqueles que, com a permanente presença e ajuda do Espírito Santo, perseveram em confiar, esperar e descansar na boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Essa firmeza e maneira de lidar com as situações difíceis contribuem para o nosso crescimento e amadurecimento em Cristo.
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


sábado, 14 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 8 / 1º Trim 2026

   

BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO


Texto de Referência: Sl 24.3,4

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus." (Mt 5.8)

VERDADE APLICADA
Ter um coração genuinamente puro nos leva à verdadeira comunhão com Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer a importância de ter o coração limpo diante de Deus;
✔ saber que o cristão não deve ter maldade nem amargura em seu coração;
✔ ressaltar que somente a obediência à Palavra de Deus pode ajudar o jovem a trilhar por um caminho de pureza.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que os cristãos tenham o coração livre das contaminações do mundo.

LEITURA SEMANAL
Seg Tg 1.27 A religião pura se preocupa com os órfãos e as viúvas.
Ter Pv 30.5 Toda Palavra de Deus é pura.
Qua 1Jo 1.9 O Senhor perdoa os nossos pecados e nos purifica.
Qui 1Jo 1.7 O Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.
Sex Sl 119.9 O jovem purifica a sua conduta vivendo de acordo com a Palavra de Deus.
Sáb Sl 24.3 Subirá o Monte do Senhor quem tem o coração puro.

INTRODUÇÃO
No Sermão da Montanha, uma promessa maravilhosa é feita aos limpos de coração: eles verão a Deus (Mt 5.8). Jesus apresenta a pureza de coração como um caminho para a comunhão com Deus, revelando a importância de uma vida interior marcada por sinceridade, retidão e devoção. Em um contexto de ensinamentos sobre o Reino dos Céus, Ele enfatiza que a fé cristã vai além das aparências, pois exige um coração alinhado com a Sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12.2).

Ponto-Chave
"Conservar o coração limpo requer prudência ao escolher o que vemos, ouvimos e falamos. Para isso, cercar-se de pessoas que cultivam a mesma fé e se submetem aos Mandamentos de Deus é essencial."

1. A IMPORTÂNCIA DA PUREZA DE CORAÇÃO
Nos dias de Moisés, foram introduzidos alguns cerimoniais de purificação na vida do povo de Deus; assim, simbólica e espiritualmente, as pessoas eram purificadas dos seus pecados (Nm 19.9,18–20). Por sua vez, no Sermão da Montanha, Jesus prometeu que os limpos de coração verão a Deus, e essa promessa maravilhosa reforça a importância de mantermos puro o nosso coração para vivermos livres de pecados e alinhados aos propósitos de Deus.

1.1 Cultivando um coração puro
A pureza de coração é importante para a vida cristã, pois expressa compromisso com a verdade, ausência de intenções maliciosas e pensamentos alinhados aos princípios bíblicos. Essa condição permite ao crente experimentar a promessa de “ver a Deus”, ou seja, ter comunhão profunda com Ele, conhecer Seus propósitos e desfrutar da Sua presença. Em um mundo marcado por distrações, manter o coração puro é um desafio, mas também um chamado à santidade.

1.2 Cultivando um coração puro na juventude
Como pode o jovem viver uma vida pura? Segundo o salmista, o jovem pode ter uma vida pura se guardar cuidadosamente a Palavra de Deus (Sl 119.9). Manter o coração puro na juventude, embora desafiador, é uma oportunidade para construir uma vida espiritual sólida desde cedo. Nessa fase de descobertas e influências, os jovens enfrentam pressões e valores distorcidos das mídias e de amigos que não seguem a fé cristã (Pv 1.10). Por isso, é importante fazer escolhas conscientes, como: buscar orientação em Deus, meditar na Palavra e evitar ambientes que comprometam a integridade espiritual. A pureza de coração não só fortalece a comunhão com Deus, mas também estabelece alicerces para um caráter reto, trazendo paz e propósito em meio às complexidades da juventude.

Refletindo
"Os puros de coração são aqueles cujo coração foi purificado, assim como Deus é puro. São aqueles que, pela fé em Jesus, foram purificados de todas as inclinações não santas." John Wesley

2. FUJA DO QUE MACULA O CORAÇÃO
Os limpos de coração não são adeptos do hedonismo, isto é, da busca pelo prazer como um bem supremo. Fugir de tudo que rouba essa pureza é um exercício constante de vigilância e santificação, porque pensamentos impuros, desejos egoístas, influências corruptas e más companhias comprometem nossa integridade e comunhão com Deus (Pv 1.10). Evitar essas armadilhas exige discernimento, oração e escolhas que honrem os valores cristãos. Ao se afastar de tudo que contamina o coração, o crente se torna apto a receber a bem-aventurança prometida por Jesus (Mt 5.8) e, quando for a hora, contemplará o Senhor face a face.

2.1 Mente pura, coração puro
A pureza da mente é essencial para manter o coração alinhado com os propósitos de Deus, porque é na mente que se originam os pensamentos que moldam nossas ações e afetam nossos sentimentos. Cultivar uma mente pura envolve rejeitar pensamentos maliciosos e meditar nas coisas de Deus, como o amor ao próximo, o louvor a Deus, a prática da oração e tudo o que permeia as Escrituras. Ter a mente pura fortalece nossa comunhão com Deus, promove a pureza de coração e nos ajuda a refletir Jesus no mundo.

2.2 Coração puro, atitudes equilibradas
Ter o coração puro (Mt 5.8) é viver com humildade e retidão, livre de intenções egoístas e maliciosas. Os de coração puro buscam alinhar seus pensamentos, palavras e ações com os princípios bíblicos de amor e justiça, procurando agir de maneira equilibrada, pacífica e harmônica no dia a dia. Essas atitudes se manifestam em boas escolhas, como tratar o próximo com respeito, ser generoso, perdoar as ofensas e cultivar uma vida guiada pela verdade.

3. OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO A DEUS
Somente os de coração puro verão a Deus (Mt 5.8). Ao se arrepender de seu pecado, Davi pediu ao Senhor: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51.10).

3.1 Jesus limpa o nosso coração
Certamente, todo cristão anseia ver a Deus; por isso, é necessário permitir que a vontade dEle reine em nossa vida (Gl 2.20). Ao “nascer de novo”, somos purificados de todo pecado pelo sangue de Jesus (1Jo 1.7) e passamos a ter um coração puro (Jo 8 11).

3.2 A pureza de coração de uma criança
O coração do homem perdido está cheio de engano (Jr 17.9), por isso Jesus nos exortou a sermos como criança para entrar no Reino dos Céus (Mt 18.3). O coração puro como o de uma criança tem em sua essência sinceridade e bondade, o que transcende as complexidades da vida adulta. A criança enxerga o mundo com olhos curiosos e confiantes, sem julgamentos precipitados ou intenções ocultas, exibindo empatia e generosidade em seus gestos. Um coração assim vive livre de rancores, é aberto ao perdão, tem alegria genuína, encontra beleza nas pequenas coisas e inspira outros a voltarem-se para o Senhor.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Fica óbvio que a expressão "de coração" indica a que espécie de pureza Jesus se refere, assim como a expressão "de espírito" indica o tipo de humildade que Ele tinha em mente. Os "humildes de espírito" são os espiritualmente pobres, que diferem daqueles cuja pobreza é material. De quem, então, os "limpos de coração" estão sendo distinguidos? A interpretação popular considera a pureza de coração uma expressão de pureza interior, a qualidade daqueles que foram purificados da imundície moral em oposição à imundície cerimonial. E temos bons antecedentes bíblicos acerca disso, especialmente nos Salmos. Sabe-se que ninguém podia subir ao monte do Senhor ou ficar no Santo Lugar se não fosse limpo de mãos e puro de coração. (John Stott. Contracultura Cristã: a Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU. 1982, p.38.).

CONCLUSÃO
Mateus 5.8 nos convida a cultivar um coração livre de malícia, egoísmo e intenções impuras para alcançar uma comunhão autêntica com Deus. Ter o coração puro é viver com sinceridade, humildade e amor, refletindo a essência da fé cristã. Essa pureza não apenas nos aproxima de Deus, mas também nos permite uma vida de paz e plenitude espiritual.

Complementando
Um coração purificado é aquele que passou pelo processo de purificação e renúncia, negando a si mesmo. Nas Bem-aventuranças, Jesus nos mostra a bênção e o privilégio que aguardam os de coração puro: ver a Deus.

Eu ensinei que:
Um coração puro é marcado por sinceridade, retidão e devoção, além de estar alinhado com a verdade a fim de ver a Deus.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

INTERPRETAÇÃO BÍBLICA - Jesus lavou os pés dos discípulos


 Veja as mensagens nesta atitude de Jesus e aprenda mais sobre a nossa vida prática como Igreja do Senhor.

Esse é um conteúdo excelente para te aprofundar mais na Palavra de Deus.

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 7 / 1º Trim 2026


AULA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 7
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Graça de Deus



 

TEXTO PRINCIPAL 
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8,9).

RESUMO DA LIÇÃO
A salvação pela graça é um presente imerecido de Deus, que transforma o cristão para que viva refletindo essa graça em boas obras, amor, perdão e serviço aos outros.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Ef 2.8,9 A salvação como graça de Deus
TERÇA — Ef 2.10 Criados para praticar boas obras
QUARTA — Tg 2.14-17 A fé sem obras é morta
QUINTA — Tt 2.11,12 Devemos renunciar à impiedade
SEXTA — Ef 4.32 A graça de Deus nos ensina a amar, perdoar e servir
SÁBADO — Cl 3.12-14 Pela graça somos revestidos de misericórdia, bondade, paciência e amor

OBJETIVOS
COMPREENDER a maravilhosa graça na obra da salvação;
REFLETIR a respeito da graça de Deus e as obras;
MOSTRAR as implicações da graça na vida cristã.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO
Efésios 2.1-10.

1 — E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 — em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência;
3 — entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
4 — Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 — estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6 — e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 — para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 — Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 — Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 — Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição traz o tema central da Igreja de Cristo, a Graça, o motivo pelo qual fomos salvos, mesmo sendo nós pecadores incapazes de alcançar o perdão do Senhor por nossos próprios meios. Este material de apoio visa acrescentar subsídios para o preparo de sua aula. Bons estudos! 
A graça de Deus é o fundamento da salvação cristã, mas sua importância vai muito além de um evento passado. A salvação não é apenas algo que aconteceu uma vez, mas uma realidade contínua que transforma a vida do crente, moldando seus pensamentos, sentimentos e ações. Entender a graça de Deus não só nos dá uma nova perspectiva sobre nossa relação com Ele, mas também impacta diretamente o nosso comportamento diário. 
Nesta lição, veremos que a graça nos chama a viver em conformidade com a vontade de Deus, refletindo em nossas atitudes o amor e o perdão que recebemos. Como cristãos, somos desafiados a viver essa graça de forma prática, demonstrando-a em nosso relacionamento com os outros e em nossas decisões diárias. 
De início já podemos dizer que a graça divina manifestada a nós, produz em nós um certo resultado. Ou seja, se alguém disser que recebeu a graça de Deus, mas nada modificou em sua vida, então há algo de errado. Pois a graça que conhecemos vem do amor de Deus e esse amor nos constrange à um novo viver: 
"14 Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. 
15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.", 2 Coríntios 5:14,15

I. A MARAVILHOSA GRAÇA NA OBRA DE SALVAÇÃO

1. A condição humana antes da graça (Ef 2.1-3). 
Paulo começa este trecho lembrando aos efésios sobre a condição espiritual anterior à salvação. Os versículos 1 a 3 descrevem a humanidade como “mortos em ofensas e pecados”, vivendo segundo o curso deste mundo e sob o domínio do pecado. A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de Deus, sujeita à ira divina. Assim, a pessoa, que ainda não experimentou a Regeneração, não pode compreender nem aceitar a verdade sem a obra da graça de Deus. Logo, do ponto de vista bíblico, devemos ter compaixão pelos pecadores que vivem na imoralidade, no orgulho e na arrogância, pois são escravos do pecado e do Diabo (Ef 2.1,5). Além disso, precisamos entender que a nossa condição antes da graça era assim. Por isso, quando reconhecemos a gravidade do nosso pecado e a morte espiritual em que estávamos, podemos valorizar a grandeza da graça de Deus. Não merecíamos nada, mas Ele nos alcançou.
Ao que parece, a ideia de Paulo era mostrar como o ser humano é pobre e pequeno, sem a graça de Deus na sua vida, Paulo destaca isso na passagem:
"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;", Efésios 2.2
Um dos objetivos de mostrar as nossas fragilidades sem a graça de Deus é para que lembremos quem éramos, a fim de que não sejamos julgadores dos nossos irmãos, mas cooperadores uns dos outros.  

2. A intervenção da graça de Deus (Ef 2.4-7). 
A partir do versículo 4, Paulo muda o tom da mensagem, enfatizando a misericórdia de Deus: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, [...] nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2.4,5). Aqui, a graça divina é revelada como misericórdia que nasce do coração amoroso de Deus para nos arrancar da morte espiritual e nos trazer para uma nova vida em Cristo. Isso significa que a graça de Deus é a única razão pela qual passamos da morte para a vida. Esta mudança radical deve gerar gratidão em nossos corações, pois não fomos salvos por mérito próprio, mas por seu grande amor e misericórdia. A salvação é um presente imerecido. Como essa graça tem impactado nossa vida diária?
Outro objetivo de o apóstolo mencionar a nossa condição anterior, é que ao refletirmos sobre como estávamos antes da graça nos alcançar, passamos a valorizar mais a nossa atual condição, que é a graça de Deus em nossa vida. Isso é importante, pois muitos crentes se acostumam com a graça de Deus e deixam de valorizá-la como fizeram os filhos de israel no deserto com o maná:
"E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil.", Números 21.5 (grifo meu)
O maná era um milagre diário, mas eles se acostumaram com ele e já não via nele importância, isso pode acontecer conosco em relação à graça.
A pergunta reflexiva no final do subtópico, serve para exercitar a memória do aluno e puxar a questão do efeito da graça. Se a resposta do aluno for algo como dúvida ou demora para identificar os impactos e benefícios da graça, então sugiro convidar o aluno a reflexão mais aprofundada sobre quem ele era antes de graça.

3. A graça que nos faz produzir em Cristo (Ef 2.8-10). 
Nos versículos 8 a 10, Paulo ensina que somos salvos pela graça, “mediante a fé”, e que isso não vem de nós mesmos, mas é um “dom de Deus”. Isso significa que Deus concede uma medida de sua graça para os incrédulos: a de crerem no Senhor Jesus mesmo que essa graça divina possa ser resistida (Hb 12.15). É importante destacar que não são as obras que nos salvam, mas a graça de Deus, para que ninguém se glorie. O versículo 10 destaca que fomos “feitos para boas obras”, ou seja, a salvação nos prepara para viver em conformidade com a vontade de Deus. Assim sendo, a salvação não é um ponto final, mas o início de uma nova vida em Cristo. Somos chamados para viver de maneira que reflita a transformação que a graça operou em nós. O cristão não é salvo pelas obras, mas é salvo para realizar boas obras. Como estamos vivendo em resposta a essa maravilhosa graça?
O Senhor não se agrada da acomodação e da preguiça. Por isso, a proposta do Senhor é que nós sejamos trabalhadores de Sua obra, veja:
"37 Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.", Mateus 9.37,38
Dessa forma nós podemos ser representantes de Deus no mundo. E o que melhor impacta as pessoas ao nosso redor, além das nossas pregações, é o nosso trabalho, pois o nosso exemplo pessoa de serviço confirma o que nós falamos. E o nosso trabalho na obra de Cristo deve ser a nossa reposta ao que Ele fez por nós, por isso, o comentarista presenta a pergunta: Como estamos vivendo em resposta a essa maravilhosa graça? Deixe os alunos refletirem sobre isso alguns segundos, e você pode ajudá-los com perguntas retóricas do tipo: será que estamos vivendo como Jesus viveu? Será que estamos trabalhando como os apóstolos trabalharam?, etc.

SUBSÍDIO I
[...]

II. A GRAÇA DE DEUS E AS OBRAS

1. A graça de Deus: o favor imerecido. 
A graça é amplamente compreendida como o favor imerecido de Deus, um favor concedido sem que o ser humano tenha feito algo para merecê-lo. O termo hebraico para “graça” é chen, que transmite a ideia de “favor” ou “benevolência”, especialmente um favor gratuito e imerecido (Gn 6.8). No Antigo Testamento, chen muitas vezes denota a ação de Deus em favor de seu povo, mesmo quando não a merecem (como em Gênesis 6.8, quando Noé encontra “graça” diante do Senhor). No Novo Testamento, o termo grego para “graça” é charis, que é usado de forma semelhante, mas com uma ênfase mais profunda na salvação que vem de Deus. Charis não apenas reflete um favor ou benefício, mas está ligada ao presente divino de salvação e perdão, e à capacitação que Deus concede para viver conforme sua vontade (como vemos em Ef 2.8,9). A graça de Deus, portanto, é uma ação de seu amor e misericórdia para com os pecadores, oferecendo a salvação não com base em méritos humanos, mas como um dom gratuito, disponível a todos os que creem.
[...]

2. Obras: o reflexo da Graça em nossas vidas. 
No contexto bíblico, as obras não se referem a ações que garantem a salvação, mas são expressões externas do comportamento de uma vida transformada pela graça de Deus. O termo hebraico para “obras” é ma’aseh, que pode ser traduzido como “ação” ou “feito”, e é frequentemente associado à prática da lei, como nas obras exigidas pela Lei de Moisés. No Novo Testamento, o termo grego mais comum para “obras” é ergon, que denota qualquer tipo de ação ou trabalho (Ef 2.9). No entanto, é importante distinguir entre as “obras da lei” e as “obras da graça”. As “obras da lei” são aquelas ações que os judeus realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante de Deus por meio de seus próprios esforços, algo que, como Paulo explica em Efésios 2.8,9, não pode resultar em salvação, pois esta é alcançada unicamente pela graça de Deus. Por outro lado, as “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas. Como cristãos, devemos viver de maneira que nossas ações reflitam a mudança interna causada por essa graça. As boas obras não nos salvam, mas são a resposta a essa salvação.
Esse subtópico é importante, pois fala de um aspecto prático da vida cristã, que são as obras. Podemos aqui separar os dois conceitos de obras desse subtópico:
1. Obras da lei - são as obras produzidas para satisfazer a lei de Moisés, com as quais os judeus tentavam se justificar diante de Deus;
2. Obras da graça - são as obras feitas por aqueles que experimentaram a salvação. Essas obras não são para buscar justificação, mas vem de forma espontânea por causa da gratidão.
Concluímos com algumas verdades:
- Sempre deverá haver obras em nossa vida, ninguém pode ficar parado;
- Nenhuma obra justifica a pessoa diante de Deus, mas pode demonstrar Deus na vida da pessoa;
- As obras demonstram quem é a pessoa.
"8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie.", Efésios 2.8,9
Se alguém faz algo na igreja local, para alcançar algum reconhecimento ou uma posição elevada, está fora da visão da graça. 

3. A salvação pela graça e a necessidade das boas obras. 
A salvação pela graça não significa que as boas obras se tornem irrelevantes. Pelo contrário, Efésios 2.10 nos ensina que somos feitura de Deus, “criados em Cristo Jesus para boas obras”. Por isso, é importante destacar que o ensino da graça não enfraquece a prática das boas obras. Pelo contrário, a graça é o que nos capacita a realizar essas obras de forma verdadeira e eficaz. O apóstolo Tiago, em sua Carta, nos lembra de que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.26). Ele não está contradizendo Paulo, mas complementando-o, enfatizando que a fé verdadeira se manifesta em ações concretas. Em outras palavras, as obras não nos salvam, mas a salvação que recebemos pela graça nos leva a viver de maneira transformada, cumprindo o propósito de Deus para nossas vidas. Assim, a graça de Deus nos chama não apenas para crer em Cristo, mas também para viver de forma prática, obedecendo aos seus mandamentos e servindo aos outros. As boas obras não são um fardo imposto pela Lei, mas o fruto espontâneo de uma vida redimida, capacitada pela graça para fazer o bem.
A diferença entre a fé morta e a fé viva, é que a fé morta não produz mais fé, já a fé que é viva, produz. Vejamos:
Se uma pessoa recebeu Jesus como salvador, mas não faz nenhuma obra que comprove essa nova fé, então sua fé é morta, e ele se torna um "crente nominal", que vai aos cultos, mas em nada se difere das pessoas do mundo e ninguém se sente atraído pela fé dessa pessoa.
Agora, se uma pessoa recebeu Jesus como Salvador e já começa a fazer algo em cooperação com o Evangelho, sendo exemplo em casa, dando bom testemunho em sua escola, demonstrando um viver transformado em suas ações, então esse irmão possui uma fé viva, e outras pessoas começam a ser atraídos por ele, surgindo as oportunidades de apresentar o amor de Cristo. Daí a sua fé produz mais fé, pois é uma fé viva.
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.", Mateus 5.16

III. AS IMPLICAÇÕES DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ

1. Graça para amar. 
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles que nos amam, mas também nossos inimigos. A verdadeira graça gera um amor incondicional, refletido em 1 João 4.19, onde aprendemos que “amamos porque ele nos amou primeiro”. A graça de Deus em nossas vidas nos capacita a amar como Cristo nos amou. Nesse sentido, essa graça que recebemos deve transbordar em nosso comportamento, levando-nos a um amor genuíno pelos outros. Como a graça de Deus tem moldado nossa capacidade de amar, mesmo diante de desafios? Somos chamados a amar com a mesma graça com que fomos amados.
Convém acrescentar aos alunos que Jesus nos deixou o amor como um novo mandamento:
"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.", João 13.34
Por isso, entendemos que deve haver algum esforço de nossa parte, ou seja, devemos tentar melhorar, tentar nos aproximar dos nossos irmãos, tentar se colocar no lugar deles (empatia), tentar entendê-los e buscar tolerar suas fraquezas e manias. A graça produz amor em nós, mas nós precisamos fazer nossa parte, pois a obra de Deus é feita de pessoas falhas, que nem sempre agradam a todos, por isso, todos nós precisamos nos esforçar na direção do amor. Pois o amor só cresce com investimento de nossa parte.

2. Graça para perdoar. 
Em Efésios 4.32, somos instruídos da seguinte maneira: “sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. A graça nos capacita a nos tornarmos bondosos, no lugar de malignos; a ter compaixão pelos que vivem no engano e, por isso, perdoar, assim como fomos perdoados (Cl 3.13,14). O perdão é uma resposta direta à graça recebida, pois, sem a graça de Deus, não seríamos capazes de perdoar de fato. Contudo, sabemos que perdoar não é fácil, mas a graça de Deus nos dá forças para libertar o outro e a nós mesmos da escravidão do ressentimento. Essa graça nos ensina a perdoar, não por mérito do ofensor, mas por causa do perdão que recebemos em Cristo.
[...]

3. Graça para servir.
A graça de Deus também nos capacita a servir aos outros. Em Tito 2.11,12, o apóstolo nos mostra que essa graça nos educa para renunciar “à impiedade e às concupiscências mundanas” para que “vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente”. Dessa forma, a graça de Deus nos faz enxergar o serviço ao próximo não como uma obrigação, mas como uma expressão de gratidão e amor. Então, servir aos outros é uma maneira de refletir a graça divina no mundo. Como podemos, em nossa vida diária, ser instrumentos de serviço e bênção para os outros, demonstrando a graça que recebemos? O cristão deve ser, assim como Cristo, um servo, e sua graça é demonstrada no serviço aos outros (Jo 13.1-15).
O serviço cristão, é todo trabalho que fazemos para o próximo em nome de Cristo. E pode ser tanto a pregação do Evangelho como, toda ajuda que damos às pessoas, principalmente aos não crentes. Todo nosso serviço deve ser feito em nome do Senhor, para que a pessoa saiba que somos servos de Cristo, e que se estamos ajudado-as, é porque Cristo nos modificou o interior e nos orientou a isto. Dessa forma, se socorremos o nosso vizinho com algo, ou cooperamos com o nosso colega de trabalho em alguma tarefa, ou damos uma força para algum familiar, então estamos servindo. E convém lembrar que sempre deve ser ressaltada a graça de Cristo em nossa vida, para que as pessoas saibam que nossa gentileza e esforço vem de Deus em nós, para que Seu nome seja glorificado . 

SUBSÍDIO II
[...]

CONCLUSÃO
A compreensão da graça de Deus não deve ser limitada a um evento isolado no passado, mas deve ser vivida e aplicada no cotidiano do cristão. A graça transforma nossa maneira de viver, de nos relacionarmos com Deus e com os outros. Ela nos capacita a perdoar, a amar e a servir, não por méritos próprios, mas como uma resposta ao imenso favor que recebemos de Deus. Portanto, a salvação pela graça é um chamado para uma vida nova, que reflete a misericórdia divina em todas as nossas ações.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
DANIEL, Silas. Arminianismo: a mecânica da salvação. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HORA DA REVISÃO
1. Como é caracterizada a vida sem Cristo?
A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de Deus, sujeita à ira divina.
2. Qual é a única razão pela qual passamos da morte para a vida?
A graça de Deus é a única razão pela qual passamos da morte para a vida.
3. O que são as obras da Lei?
As ‘obras da lei’ são aquelas ações que os judeus realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante de Deus por meio de seus próprios esforços.
4. O que são as obras da Graça?
As “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas.
5. Em relação ao amor, o que a Graça de Deus nos ensina?
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles que nos amam, mas também nossos inimigos.

Fonte: Revista CPAD Jovens

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