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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 3 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 3



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO



Texto de Referência: Sl 34:6 

VERSÍCULO DO DIA 
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus", Mt 5.3

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Compreender o significado da expressão "pobre de espírito";
✔ ressaltar que confiar somente em Deus é uma atitude de humildade;
✔ conhecer a bênção prometida aos pobres de espírito.
 
VERDADE APLICADA
Felizes são os que adotam uma postura de humildade diante da vida, independente de condição material ou méritos pessoais, pois recebem a bênção de pertencer ao Reino de Deus.
 
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que possamos ser pobres de espírito, tendo nossa confiança somente em Deus.
 
LEITURA SEMANAL
Seg Pv 16.19 Melhor é ser humilde de espírito.
Ter Fp 2.7 Jesus nos deixou um legado de humildade.
Qua Pv 22.4 Galardão do humilde.
Qui Pv 11.2 Com os humildes se encontra a sabedoria.
Sex Mq 6.8 Ande humildemente com o seu Deus.
Sáb Tg 4.6 Deus abençoa os humildes e resiste aos soberbos.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição vai falar de uma característica que facilita o acesso ao coração do Pai, a humildade. Aproveite esse material de apoio para incrementar a sua aula e dar mais qualidade ao estudo.
A expressão "pobres de espírito" refere-se àqueles que reconhecem sua incapacidade de alcançar a salvação por méritos próprios. É a postura humilde de quem abre mão do orgulho, da autossuficiência e da confiança em si mesmo para colocar-se inteiramente na dependência de Deus.
Ou seja, ser pobre de espírito, não significa ser sofrido, triste ou vítima de qualquer adversidade, mas sim ser humilde diante do Senhor, não altivo e não soberbo, pois desses o Senhor se agrada.
 
PONTO-CHAVE
"Os pobres de espírito conservam uma postura humilde diante das muitas demandas da vida, pois se despojam de si mesmos ao reconhecer sua necessidade e dependência de Deus."
 
1- QUEM SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO?
Os pobres de espírito são as pessoas que cultivam um coração humilde, reconhecem suas limitações e buscam a Deus com sinceridade. Isso envolve admitir pecados, depender da Graça divina em todas as áreas da vida e valorizar o relacionamento com Deus acima das conquistas pessoais.
 
1.1. As características dos pobres de espírito
O Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante. RJ: Editora Betel, 2022, p. 16) afirma que: "No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como falta de bens materiais, mas como uma necessidade da alma em relação à dependência de Deus". Os pobres de espírito compreendem que, longe de Deus, estão espiritualmente perdidos. Além disso, vivem com a certeza de que a verdadeira riqueza está em Deus e não em bens materiais e status. Assim, enfrentam as dificuldades da vida priorizando os valores espirituais do Reino.
Ou seja, os pobres de espírito, são os que sabem que são dependentes do Senhor. Isso independe de a pessoa ser pobre ou rico financeiramente. O interessante é que existem pessoas financeiramente miseráveis, mas completamente arrogantes, soberbas e orgulhosas. Os ímpios naturalmente são assim, mas o problema é quando encontramos crentes com esse comportamento. Alguns se portam arrogantemente até na oração, determinando coisas para Deus e para os anjos. Vejamos essa passagem:
"13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.", Lucas 18.13,14
Esta passagem mostra a diferença entre o clamor do religioso arrogante e do pecador humilde e mostra qual deles foi justificado.
 
1.2. A recompensa dos pobres de espírito
Ao proferir que os pobres de espírito são bem-aventurados, Jesus causou grande desconforto entre os fariseus e mestres da Lei, que eram arrogantes e presunçosos por se considerarem mais justos que os demais. O convite de Jesus foi para que tivessem um coração humilde, sem apego às coisas do mundo, porque esse é o tipo de atitude que garante como recompensa o Reino dos Céus (Mt 5.3).
Uma certa vez, teve um ser de coração altivo no Céu chamado Lúcifer, que desejou ser maior do que Deus, mas o Senhor o precipitou de lá, isso mostra o que Deus pensa em relação à altivez:
"Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas.", Provérbios 16.5
Assim devemos entender que, para que nossas orações sejam aceitas por Deus e para que possamos nos manter em Sua presença, devemos tirar do nosso coração toda a altivez.   
 
REFLETINDO
"Pobre de espírito refere-se à profunda humildade de reconhecer a absoluta falência espiritual de si mesmo quando separado de Deus." John MacArthur

2- A VIRTUDE DE SER POBRE DE ESPÍRITO
Jesus inicia o Sermão da Montanha falando dos pobres de espírito. O mundo exalta o orgulho, a autoconfiança e a busca por poder e riqueza, mas Jesus ensina que a verdadeira bem-aventurança vem de um espírito humilde que se submete a Deus. Os pobres de espírito manifestam humildade em atitudes de amor e serviço, colocando as necessidades do próximo acima das suas.
 
2.1. Ser pobre de espírito é reconhecer que tudo vem de Deus
Ser pobre de espírito é não se vangloriar de conquistas materiais nem exaltar a si mesmo por isso. Para John Wesley (Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p. 69): "Aquele que é pobre de espírito não depende de suas posses materiais. Não consegue dizer: "Sou rico e abastado em bens; de nada careço'". Ou seja, mesmo se esforçando e fazendo jus às suas realizações pessoais, o pobre de espírito dá toda honra e glória ao Senhor. Ele sabe que o problema não está em conquistar e crescer na vida, mas em alimentar a soberba e colocar as coisas terrenas no lugar das coisas do Reino.
Ou seja, não há problema no servo de Cristo ser esforçado, estudar, aproveitar as oportunidades, ter uma carreira de sucesso e ser financeiramente bem-sucedido, mas deve, acima de tudo, ter a consciência de que tudo o que construiu foi pela vontade de Deus, pois foi o Senhor quem deu, a saúde, a mente saudável e o folego da vida. Desse reconhecimento vem a gratidão, porque só é grato aquele que reconhece a providência de Deus.
"O meu Deus, porém, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.", Filipenses 4.19
Sendo assim, aquele que é pobre de espírito é também grato a Deus em tudo.
 
2.2. Ser pobre de espírito é confiar em Deus
Segundo comenta o Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 3º trimestre de 2022, lição 2): "Para os hebreus, pobre é o humilde que põe toda a sua confiança em Deus". Nesse mesmo sentido, em vários Salmos o pobre é apresentado como alguém humilde que coloca sua esperança e confiança em Deus (Sl 9.18; 34.6; 68.10; 72.4; 107.41; 132.15). Assim, conforme ensinado nas Bem-Aventuranças, ser pobre de espírito é reconhecer nossa total dependência de Deus, confiando plenamente em Sua providência e Graça, abrindo mão do orgulho e da autossuficiência e encontrando paz na promessa de Jesus: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus", Mt 5.3.
Ou seja, geralmente nas Escrituras o termo pobre está associado também a ser humilde. Sendo assim, quando a Bíblia fala de alguém pobre, normalmente está falando também de alguém humilde e dependente de Deus:
"Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, fizeste provisão da tua bondade para o pobre.", Salmos 68.10 
Porém, nos dias atuais, precisamos entender a pobreza como a miséria financeira e não necessariamente está ligada a característica pessoal de humildade. Pois existem hoje, muitos pobres que são altivos, mesmo tendo pouco. 
 
3- O REINO DE DEUS É UMA REALIDADE PRESENTE E FUTURA
Em certo aspecto, o Reino de Deus já existe na experiência daqueles que creem em Jesus Cristo, mas continuará se desenvolvendo até atingir sua consolidação completa no momento em que Cristo retornar majestosamente.
 
3.1. O aspecto presente do Reino de Deus
O Reino de Deus é uma realidade espiritual presente na vida dos discípulos de Cristo, dos que creem Nele de todo o coração (Rm 10.9). Livres do pecado pela Graça de Deus, somos chamados a viver uma vida que O honra. Agora, libertos das garras do diabo, somos conduzidos ao "Reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13). Viver de maneira que honre a Deus implica submeter todos os aspectos da nossa vida aos ensinamentos e princípios divinos encontrados na Sua Palavra. Com base nessa experiência de salvação, concluímos que todo aquele que renasce em Cristo Jesus passa a ser norteado pelo Espírito Santo e tem sua vida dirigida pelos princípios do Reino (Ef 2.10).
Convém acrescentar que, o Reino de Cristo está presente no mundo, embora não governe de fato o mundo, pois o mundo jaz no maligno, mas o Reino de Cristo está presente no mundo pela Igreja que ainda está aqui. E ser do Reino de Cristo significa viver neste tempo, em concordância com o Seu Reino. Vejamos às bênção que vem para os humildes que são do Reino:
1. possui um coração grato e satisfeito;
2. consegue instruir sua família no caminho de retidão;
3. consegue viver uma vida financeira estável fora dos vícios que devoram a renda familiar;
4. consegue viver um equilíbrio psicológico, livre de problemas como depressão e outros males;
5. tem a promessa da provisão necessária para o sustento da família;
e muitos outros.

3.2. O aspecto futuro do Reino de Deus
Já recebemos a prévia do Reino, mas seguimos esperando por sua finalização. A perspectiva futura do Reino de Deus está associada ao domínio milenar de Cristo na Terra durante a Sua segunda vinda em grande esplendor (1Co 15.22). Paulo afirma que até mesmo a criação aguarda por esse sublime dia (Rm 8.19-22). O momento estabelecido pelo Senhor não nos pertence e permanece desconhecido para todos (At 1.7). Quando o Reino de Deus se realizar em sua totalidade, a vontade divina será plenamente cumprida no Universo restaurado.
É bom mencionar que, no Reino milenar de Cristo, a Igreja reinará com Ele em Jerusalém, e todas as nações serão governadas pelo Senhor, será o Reino de Deus governando de fato o mundo. Todos os pobres de espírito, reinarão com o Senhor por um período de mil anos até que venha o Juízo Final e o novo Céu e a nova terra:
"1 E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, preparada como uma esposa adornada para o seu marido.", Apocalipse 21.1,2
A perspectiva futura do Reino de Deus é maravilhosíssima e em nossa natureza racional não podemos compreender, mas será maravilhoso e vale a pena sacrificar o nosso ego por esse Reino.  
 
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
A pobreza de espírito é um justo senso de pecado interior e exterior. É o reconhecimento da nossa verdadeira culpa e impotência. Esse é o primeiro passo na caminhada espiritual. Alguns perverteram esse ensino, transformando-o em orgulho do próprio pecado. Jesus, porém, ensina sobre nossa carência total, nosso pecado exposto e nossa culpa e miséria desesperadora. Assim, a verdadeira espiritualidade começa exatamente onde termina a moralidade pagã: começa com a pobreza de espírito e a convicção do pecado (John Wesley, O Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p. 71).

CONCLUSÃO
A bem-aventurança de ser pobre de espírito nos convida a uma transformação profunda, tendo a humildade e a confiança em Deus como base da nossa existência. Ao reconhecer nossa fragilidade e dependência do Criador, abrimos o coração para receber o Reino dos Céus, prometido aos que se entregam plenamente à Sua vontade. Ser pobre de espírito não se refere a privação, mas à libertação que nos conduz à verdadeira riqueza: a comunhão eterna com Deus.
Professor(a), leia essa conclusão e siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
 
COMPLEMENTANDO
Os pobres de espírito reconhecem sua dependência de Deus (Pv 3.5,6; Sl 40.17), são humildes no trato com o próximo (Fp 2.3), tremem diante da Palavra de Deus, rejeitando o orgulho e a autossuficiência (Is 66.2), e confiam plenamente no Senhor (Sl 37.5). Por isso, se submetem à Sua orientação e aceitam os Seus caminhos (Tg 4.10). Resumindo, ser pobre de espírito é adotar uma postura de humildade diante da vida e de total confiança em Deus.

EU ENSINEI QUE:
Reconhecer nossa dependência de Deus acima de qualquer condição terrena nos faz bem-aventurados, pois dos pobres de espírito é o Reino dos Céus.

Fonte: Revista Betel Conectar

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