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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 5 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 5



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS MANSOS



Texto de Referência: Mt 11.29

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5).

VERDADE APLICADA
A humildade e a submissão à vontade de Deus, em vez de arrogância e violência, conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Destacar o poder transformador das palavras de Jesus;
✔ reconhecer a natureza e a importância das Bem-aventuranças;
✔ identificar a didática de Jesus ao ensinar sobre a mansidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que Jesus nos dê um coração manso e humilde como o dEle.

LEITURA SEMANAL
Seg 1Jo 4.7 Revestindo-se de mansidão.
Ter Sl 86.15 Jesus, o exemplo perfeito de mansidão.
Qua Mq 7.18 Felizes são os mansos.
Qui Sl 136.1 Devemos corrigir com mansidão.
Sex Rm 5.8 Devemos seguir a mansidão.
Sab 1Jo 4.16 A mansidão é preciosa diante de Deus.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição trata de mais um motivo de felicidade para os filhos de Deus, e estou me referindo a um assunto que chama a atenção em um cristão, a mansidão. Este material de apoio vai te acrescentar conteúdos além dos que estão na revista. Aproveite.
O termo grego praus, que significa "manso", aparece algumas vezes no Novo Testamento. Duas vezes ele é empregado em referência ao próprio Jesus (Mt 11.29; 21.5) e também aparece na Primeira Carta de Pedro (1Pe 3.4). O apóstolo Paulo, ao falar do Fruto do Espírito (Gl 5.22), usou o termo grego praotēs para designar mansidão.
Já de início é bom salientar que, ser manso nos padrões bíblicos, não significa estar sempre de cabeça baixa, falando serenamente e aceitando tudo. Note que nem Jesus era assim, mas ser manso tem a ver com postura gentil e debaixo da autoridade divina. Nem sempre um cristão vai agradar a todos, pois precisamos ser mansos, mas também ter posturas firmes, que muitas vezes se confunde com arrogância.

Ponto-Chave
"Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito."

1- OS MANSOS DE CORAÇÃO
O cristão não deve se angustiar nem se revoltar diante das tempestades da vida. Em meio a situações estressantes, devemos exercitar a mansidão e manter a calma. Para tanto, é preciso estar sempre em comunhão com Jesus, para que Ele traga quietude à nossa alma.
No mundo estressante em que vivemos, precisamos de força extra para conseguir manter a calma. Por isso precisamos da comunhão com Jesus, pois é dEle que vem a nossa força para manter o controle. E é com Jesus que aprendemos a ser mansos:
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.", Mateus 11.29

1.1. Trilhando o caminho da mansidão
É bom estar perto de uma pessoa mansa, que tem o coração afável. Os mansos atraem a atenção por sua presença agradável e serena. São pessoas afetuosas, compreensivas e calmas. Por outro lado, os ríspidos tendem a nos afastar, pois são rudes e indelicados na maior parte do tempo. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda andar como é digno da vocação com que fomos chamados, com humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef 4.1,2).
A mansidão é facilitadora da Obra de Deus, pois torna o trabalho menos doloroso, vejamos nas palavras do apóstolo:
"1 Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,", Efésios 4:1,2
"Andar como é digno da vocação" significa não andar em contendas e rixas contra os irmãos, e para isso é essencial que haja mansidão. Sempre haverá um irmão na igreja ou fora dela, que vai falar ou fazer alguma coisa que não gostamos. Aí precisamos nos suportar uns aos outros. Podemos pensar da seguinte forma, se o irmão nos tratou inadequadamente, é porque ainda não foi transformado pelo Evangelho de Cristo e está pronto a perder sua salvação, então, nós que fomos alcançados precisamos ajudá-lo. 

1.2. Ser manso não significa ser covarde
A mansidão não é sinal de fraqueza ou medo; pelo contrário, é uma virtude divina. Cristo, embora sendo Todo-Poderoso, tinha um caráter manso (Mt 11.29). O bispo Abner Ferreira, em *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões* (v. 1, Editora Betel, 2024, p. 191), observa que não devemos entender uma pessoa mansa como covarde. Infelizmente, o manso é visto atualmente como alguém boboca, ingênuo e fácil de ludibriar. Entretanto, isso tem mais a ver com o domínio da própria bravura. A mansidão, portanto, não é característica de pessoas covardes nem passivas, mas de quem sabe canalizar a ira, mostrando-se forte nos momentos de crise.
Ser manso como Jesus significa ser humilde, mas também ser esperto, veja como Jesus coloca a questão:
"Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.", Mateus 10.16
Jesus está alertando que estamos no meio de lobos, e que, embora sejamos símplices, humildes e mansos como uma pombinha, devemos ser espertos e cuidadosos como a serpente. Não podemos confiar em ninguém sem verificar antes, saber se defender e saber atacar. O crente não pode dizer sim pra tudo, nem ficar o tempo todo mantendo pose de bonzinho, nem sorridente e nem falante demais, é preciso analisar as propostas e as situações e ser firme com as palavras. Ser manso, mas também ser sério e decidido. Quando um crente é equilibrado, sério e usa poucas palavras, ele impõe respeito. 

Refletindo
"A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário, fazendo todo o bem que pode em retribuição ao mal que o outro lhe fez." C. H. Spurgeon

2. CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão é resultado de uma vida governada por Deus, pela ação do Espírito Santo. Ao olhar para a vida de Jesus, contemplamos Sua mansidão, pois Ele era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1). O apóstolo Paulo, na Segunda Carta a Timóteo, ressaltou: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor, instruindo com mansidão os que resistem" (2Tm 2.24,25). Aos de coração manso, Cristo deixou uma belíssima promessa: eles herdarão a terra (Mt 5.5).

2.1. O Espírito Santo nos faz mansos
A mansidão é uma virtude cristã, uma característica de quem busca ser cheio do Espírito Santo, que transforma o nosso coração e nos ajuda a manter os sentimentos sob controle. Ele nos capacita a controlar impulsos egoístas, a confiar em Deus e a refletir a mansidão de Cristo (Mt 11.29). Por meio de Sua presença, somos guiados a viver com gentileza e submissão à vontade de Deus, tornando-nos aptos a herdar a terra, uma bênção prometida em Mateus 5.5.
Não é à toa que uma das características do fruto do Espírito é a mansidão. 
"Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança.", Gálatas 5:22
Por isso precisamos, antes de tentar ser manso, buscar o Espírito Santo, porque Ele é quem dá o fruto em nossa vida. Existem pessoas que se passam por salvos em Cristo, tentando demonstrar mansidão sem, no entanto, ter a presença do Espírito Santo, mas eles logo são percebidos, pois até aparentam uma mansidão, mas sem as demais características do fruto do Espírito, e assim, logo a "capa" cai.

2.2. Moisés, um homem manso
Moisés foi confrontado injustamente por seus irmãos, Arão e Miriã; ainda assim, ele manteve a calma, pois era varão mui manso (Nm 12.1-3). Apesar de sua autoridade como líder de Israel, ele também demonstrava paciência e gentileza diante das rebeliões e murmurações do povo. A mansidão de Moisés não era fraqueza, mas uma força interior que se refletia na intercessão pelo povo e na obediência à vontade de Deus.
Moisés, mesmo sendo manso, teve seus momentos de fraqueza, onde se deixou levar pela ira, pois antes da conversão ele matou uma pessoa:
"E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio, e escondeu-o na areia.", Êxodo 2.12
E após a conversão Moisés desferiu golpes contra a rocha, mesmo após a ordem de Deus para somente tocar nela:
"10 E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes: porventura, tiraremos água desta rocha para vós?
11 Então, Moisés levantou a sua mão e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.", Números 20.10,11
Moisés era um homem falho como todos nós, e muitos de nós faríamos as coisas erradas que ele fez, mas devemos entender que, aquela travessia no deserto, foi possível, em grande parte pela calma de Moisés, pois eté o Senhor já havia pensado em destruí-los:
"20 E falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo:
21 Apartai-vos do meio desta congregação, e os consumirei como num momento.
22 Mas eles se prostraram sobre os seus rostos, e disseram: Ó Deus, Deus dos espíritos de toda carne, pecará um só homem, e indignar-te-ás tu tanto contra toda esta congregação?", Números 16.20-22
A postura calma de Moisés e de Arão foram importantíssimas para a conclusão daquela obra. Todo crente que atua na liderança de grupo ou de congregação, precisa dessa mansidão, mesmo que seja falho. 

3- OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
Davi, no Salmo 37, declarou: "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz" (Sl 37.11). Mais tarde, no Sermão da Montanha, Jesus revela a bênção destinada aos mansos.

3.1. A natureza da mansidão
A mansidão é uma das virtudes do Fruto do Espírito, como descrito em Gálatas 5.22, a qual capacita o crente a tomar decisões sábias e equilibradas, que agradam a Deus. Uma pessoa mansa acolhe a vontade de Deus independentemente das circunstâncias, como disse Jó: "Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?" (Jó 2.10). A mansidão, portanto, nos leva a renunciar ao orgulho e à autossuficiência, escolhendo obedecer e servir com amor mesmo em meio aos desafios da vida.
[...]

3.2. A promessa da herança
A expressão "herdarão a terra" aponta para a bênção de receber a promessa de Deus tanto na vida presente quanto na futura. Para os mansos, isso significa encontrar paz espiritual no presente e, no futuro, participar do Reino Eterno de Deus, onde a justiça e a harmonia prevalecerão de maneira plena (Sl 37.11).
Herdar a terra como uma promessa associada a mansidão, aparece duas vezes como foi dito antes, uma nos Salmos:
"Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz.", Salmos 37.11
E a outra ocorrência foi no Sermão do Monte, por isso, podemos entender essa passagem com um significado mais amplo, ou seja, "herdar a terra", significa ser bem-sucedido nesta terra em que habitamos e também como uma promessa de se alcançar a terra prometida, que é o Céu.
Pois aquele que é manso tem grande chance de ter sucesso na carreira secular, na família e na obra de Deus, porque é uma pessoa agradável, de gentil presença e mesmo quando é ofendido, mantém a postura e o foco.
Então, herdar a terra, é uma promessa para o porvir, mas que tem grande impacto no presente. 

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Sobre o exemplo de mansidão, podemos dizer que ninguém jamais foi manso como o Senhor Jesus Cristo. O maior exemplo de mansidão nos foi dado por Ele. Em um mundo onde as pessoas vivem com um nível de estresse altíssimo, muitas com os nervos à flor da pele, Ele ensinou e viveu de maneira mansa. Parece-me apropriado dizer que aprendemos a ser manso contemplando a figura de Jesus em cada detalhe. No Sermão da Montanha, Ele ensinou: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5). Se prestarmos bem atenção, Jesus reproduz a fala do rei Davi no Salmo 37.11, quando declara que os mansos herdarão a terra, e continua com uma menção descrita pelo profeta Jeremias (Jr 6.16): "[...] e achareis descanso para as vossas almas [...]". Vemos que, na contramão deste mundo, Jesus apresentou a mansidão como um dos componentes da felicidade plena.(Bispo Abner Ferreira. *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões*. Vol. 1. Editora Betel, 2024, p. 194).

CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude que faz parte da vida cristã. A promessa em Mateus 5.5 revela o valor da mansidão como uma atitude que combina humildade, paciência e submissão a Deus. Longe de ser um sinal de fraqueza, a mansidão reflete tanto a capacidade de controlar as próprias emoções diante de qualquer adversidade quanto a confiança que temos nas promessas divinas, o que nos faz ser bem-aventurados.
De tudo o que foi ensinado, convém dar foco no que se falou da necessidade da ajuda do Espírito Santo para ter mansidão, pois, assim como Moisés era falho, todos nós somos falhos.

Complementando
Os pré-requisitos do discipulado cristão não podem ser desempenhados sem o exercício da mansidão. Ela é necessária para que sejamos bem-sucedidos, seja em assuntos pessoais ou espirituais, e possamos lidar com os desafios e as adversidades da vida de maneira sábia e equilibrada, como agrada a Deus.

Eu ensinei que:
Vivemos em um mundo hostil, onde os violentos muitas vezes prevalecem. Porém, na contramão dessa realidade, Jesus nos ensina que há felicidade e recompensa eterna na mansidão.

Fonte: Revista Betel Conectar

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 5 / 1º Trim 2026

   

BEM-AVENTURADOS OS MANSOS


Texto de Referência: Mt 11.29

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5).

VERDADE APLICADA
A humildade e a submissão à vontade de Deus, em vez de arrogância e violência, conduzem à verdadeira bênção e à recompensa eterna.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Destacar o poder transformador das palavras de Jesus;
✔ reconhecer a natureza e a importância das Bem-aventuranças;
✔ identificar a didática de Jesus ao ensinar sobre a mansidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que Jesus nos dê um coração manso e humilde como o dEle.

LEITURA SEMANAL
Seg 1Jo 4.7 Revestindo-se de mansidão.
Ter Sl 86.15 Jesus, o exemplo perfeito de mansidão.
Qua Mq 7.18 Felizes são os mansos.
Qui Sl 136.1 Devemos corrigir com mansidão.
Sex Rm 5.8 Devemos seguir a mansidão.
Sab 1Jo 4.16 A mansidão é preciosa diante de Deus.

INTRODUÇÃO
O termo grego praus, que significa "manso", aparece algumas vezes no Novo Testamento. Duas vezes ele é empregado em referência ao próprio Jesus (Mt 11.29; 21.5) e também aparece na Primeira Carta de Pedro (1Pe 3.4). O apóstolo Paulo, ao falar do Fruto do Espírito (Gl 5.22), usou o termo grego praotēs para designar mansidão.

Ponto-Chave
"Ser manso é ser humilde, gentil e submisso a Deus, buscando manter a paz mesmo em momentos de conflito."

1- OS MANSOS DE CORAÇÃO
O cristão não deve se angustiar nem se revoltar diante das tempestades da vida. Em meio a situações estressantes, devemos exercitar a mansidão e manter a calma. Para tanto, é preciso estar sempre em comunhão com Jesus, para que Ele traga quietude à nossa alma.

1.1. Trilhando o caminho da mansidão
É bom estar perto de uma pessoa mansa, que tem o coração afável. Os mansos atraem a atenção por sua presença agradável e serena. São pessoas afetuosas, compreensivas e calmas. Por outro lado, os ríspidos tendem a nos afastar, pois são rudes e indelicados na maior parte do tempo. Por isso, o apóstolo Paulo nos recomenda andar como é digno da vocação com que fomos chamados, com humildade e mansidão, suportando uns aos outros em amor (Ef 4.1,2).

1.2. Ser manso não significa ser covarde
A mansidão não é sinal de fraqueza ou medo; pelo contrário, é uma virtude divina. Cristo, embora sendo Todo-Poderoso, tinha um caráter manso (Mt 11.29). O bispo Abner Ferreira, em *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões* (v. 1, Editora Betel, 2024, p. 191), observa que não devemos entender uma pessoa mansa como covarde. Infelizmente, o manso é visto atualmente como alguém boboca, ingênuo e fácil de ludibriar. Entretanto, isso tem mais a ver com o domínio da própria bravura. A mansidão, portanto, não é característica de pessoas covardes nem passivas, mas de quem sabe canalizar a ira, mostrando-se forte nos momentos de crise.

Refletindo
"A única vingança do manso é amontoar brasas vivas sobre a cabeça do seu adversário, fazendo todo o bem que pode em retribuição ao mal que o outro lhe fez." C. H. Spurgeon

2. CULTIVANDO UM CORAÇÃO MANSO
A mansidão é resultado de uma vida governada por Deus, pela ação do Espírito Santo. Ao olhar para a vida de Jesus, contemplamos Sua mansidão, pois Ele era cheio do Espírito Santo (Lc 4.1). O apóstolo Paulo, na Segunda Carta a Timóteo, ressaltou: "E ao servo do Senhor não convém contender, mas, sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor, instruindo com mansidão os que resistem" (2Tm 2.24,25). Aos de coração manso, Cristo deixou uma belíssima promessa: eles herdarão a terra (Mt 5.5).

2.1. O Espírito Santo nos faz mansos
A mansidão é uma virtude cristã, uma característica de quem busca ser cheio do Espírito Santo, que transforma o nosso coração e nos ajuda a manter os sentimentos sob controle. Ele nos capacita a controlar impulsos egoístas, a confiar em Deus e a refletir a mansidão de Cristo (Mt 11.29). Por meio de Sua presença, somos guiados a viver com gentileza e submissão à vontade de Deus, tornando-nos aptos a herdar a terra, uma bênção prometida em Mateus 5.5.

2.2. Moisés, um homem manso
Moisés foi confrontado injustamente por seus irmãos, Arão e Miriã; ainda assim, ele manteve a calma, pois era varão mui manso (Nm 12.1-3). Apesar de sua autoridade como líder de Israel, ele também demonstrava paciência e gentileza diante das rebeliões e murmurações do povo. A mansidão de Moisés não era fraqueza, mas uma força interior que se refletia na intercessão pelo povo e na obediência à vontade de Deus.

3- OS MANSOS HERDARÃO A TERRA
Davi, no Salmo 37, declarou: "Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz" (Sl 37.11). Mais tarde, no Sermão da Montanha, Jesus revela a bênção destinada aos mansos.

3.1. A natureza da mansidão
A mansidão é uma das virtudes do Fruto do Espírito, como descrito em Gálatas 5.22, a qual capacita o crente a tomar decisões sábias e equilibradas, que agradam a Deus. Uma pessoa mansa acolhe a vontade de Deus independentemente das circunstâncias, como disse Jó: "Receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?" (Jó 2.10). A mansidão, portanto, nos leva a renunciar ao orgulho e à autossuficiência, escolhendo obedecer e servir com amor mesmo em meio aos desafios da vida.

3.2. A promessa da herança
A expressão "herdarão a terra" aponta para a bênção de receber a promessa de Deus tanto na vida presente quanto na futura. Para os mansos, isso significa encontrar paz espiritual no presente e, no futuro, participar do Reino Eterno de Deus, onde a justiça e a harmonia prevalecerão de maneira plena (Sl 37.11).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Sobre o exemplo de mansidão, podemos dizer que ninguém jamais foi manso como o Senhor Jesus Cristo. O maior exemplo de mansidão nos foi dado por Ele. Em um mundo onde as pessoas vivem com um nível de estresse altíssimo, muitas com os nervos à flor da pele, Ele ensinou e viveu de maneira mansa. Parece-me apropriado dizer que aprendemos a ser manso contemplando a figura de Jesus em cada detalhe. No Sermão da Montanha, Ele ensinou: "Bem-aventurados os mansos, porque eles herdarão a terra" (Mt 5.5). Se prestarmos bem atenção, Jesus reproduz a fala do rei Davi no Salmo 37.11, quando declara que os mansos herdarão a terra, e continua com uma menção descrita pelo profeta Jeremias (Jr 6.16): "[...] e achareis descanso para as vossas almas [...]". Vemos que, na contramão deste mundo, Jesus apresentou a mansidão como um dos componentes da felicidade plena.(Bispo Abner Ferreira. *Pregando sobre os problemas da vida – Reflexões*. Vol. 1. Editora Betel, 2024, p. 194).

CONCLUSÃO
A mansidão é uma virtude que faz parte da vida cristã. A promessa em Mateus 5.5 revela o valor da mansidão como uma atitude que combina humildade, paciência e submissão a Deus. Longe de ser um sinal de fraqueza, a mansidão reflete tanto a capacidade de controlar as próprias emoções diante de qualquer adversidade quanto a confiança que temos nas promessas divinas, o que nos faz ser bem-aventurados.

Complementando
Os pré-requisitos do discipulado cristão não podem ser desempenhados sem o exercício da mansidão. Ela é necessária para que sejamos bem-sucedidos, seja em assuntos pessoais ou espirituais, e possamos lidar com os desafios e as adversidades da vida de maneira sábia e equilibrada, como agrada a Deus.

Eu ensinei que:
Vivemos em um mundo hostil, onde os violentos muitas vezes prevalecem. Porém, na contramão dessa realidade, Jesus nos ensina que há felicidade e recompensa eterna na mansidão.

Fonte: Revista Betel Conectar

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 4 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 4



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM POR SEUS PECADOS



Texto de Referência: Jl 2.12,13 

VERSÍCULO DO DIA 
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Mt 5.4

VERDADE APLICADA
Quem dedica a vida a Cristo e derrama lágrimas de arrependimento tem a promessa de que encontrará consolo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Enfatizar que o choro de arrependimento gera transformação; 
✔ reconhecer que o choro sincero pode ser um catalisador de mudança; 
✔ saber que um dia as nossas lágrimas cessarão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que o nosso choro seja uma expressão de arrependimento, a fim de que possamos receber a bênção do consolo divino.

LEITURA SEMANAL
Seg Ap 21.4 Deus enxugará todas as nossas lágrimas.
Ter Rm 12.15 Chore com os que choram.
Qua Ec 3.4 Há tempo de chorar e tempo de sorrir.
Qui Jo 16.20 A tristeza se transformará em alegria.
Sex Sl 30.5 O choro é passageiro.
Sab Sl 56.8 Deus recolhe nossas lágrimas em Seu odre.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta é mais uma lição que nos passa uma parte da fórmula para uma vida espiritual saudável e alegre, no entanto, apresento uma outra alternativa plausível para a interpretação do versículo estudado. Pois Jesus não cita sobre a motivação do choro da pessoa, Ele apenas afirma que os que choram serão consolados, e a lição está afirmando que o choro se refere à tristeza pelo pecado, mas pode ser que Jesus tivesse se referindo a qualquer choro que alguém possa ter, mesmo estando na presença de Deus. 
"Felizes são os que choram" é uma frase aparentemente contraditória, mas Jesus se refere ao choro de tristeza pelo pecado, que afasta o homem de Deus.
A aparente contradição mencionada aqui, está no seguinte: como poderia alguém estar chorando e ser feliz? Mas é possível sim, pois, assim como existe o choro de alegria, existe também o choro que faz bem. É um tipo de choro que realmente é triste, mas que alegra ao Criador e alegrando o Criador, Ele se aproxima do Seu filho que chora, e assim, o cristão começa a receber o consolo do Espírito de Deus. Vamos ver como isso acontece.
Podemos acrescentar como uma possibilidade, o seguinte: o choro a que Jesus se refere, pode não ser somente o choro pelo pecado, mas sim, qualquer choro que se faz diante do Senhor, um choro de alguém que busca consolo em Deus, reconhecendo que Ele é a solução.

PONTO-CHAVE
"Muitas vezes, o peso do pecado é tão insuportável que leva o pecador às lágrimas."

1- PAZ E CONSOLO PARA OS QUE CHORAM
O nosso Senhor Jesus Cristo apresenta a segunda Bem-Aventurança como uma garantia de alívio para aqueles que choram por seus próprios pecados. Essas pessoas encontrarão conforto ao se verem livres da dor das próprias transgressões.

1.1. As lágrimas sinceras geram transformação
Existe uma verdade profunda ao afirmarmos que as lágrimas sinceras podem ser um agente de transformação na vida do ser humano. O choro é uma maneira de extravasarmos sentimentos contidos, abrindo espaço para o novo de Deus em nosso íntimo. As lágrimas podem brotar de um coração angustiado não como sinal de fraqueza, mas como expressão de uma alma que clama por mudança, como o desejo de quem admite seus próprios pecados e se humilha ao pedir perdão. Já aqueles que escondem seus pecados ou tentam justificá-los diante de Deus nunca conhecerão a bênção reservada aos de coração puro (Mt 5.8).
O choro no indivíduo adulto surge normalmente diante de sua incapacidade frente às adversidades da vida, tais como, a morte; ou uma doença; um casamento destruído ou  qualquer outra coisa. Assim, quando uma pessoa vê suas esperanças indo embora, a única coisa que lhe resta é o choro. É uma forma de aliviar a alma, como se fosse uma válvula de escape. 
Porém, como dito antes, quando Jesus fala dos que choram, Ele enquadra a todos os que choram diante de Deus, por qualquer problema, esses, sim, serão consolados, pois o Senhor não resiste ao coração contrito. Sendo assim, o consolo de Deus se dará para os servos de Cristo que choram aos pés do Senhor, pois o Novo Testamento sempre nos orienta a levar nossos problemas a Deus:
"Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.", 1 Pedro 5.7
Por isso, toda vez que alguém chora diante de Deus, recebe dEle o consolo.

1.2. O choro de arrependimento
O lamento associado ao arrependimento se traduz em lágrimas de sofrimento, por meio de um processo que implica reconhecer a gravidade do erro, o desejo de se libertar da dor e da culpa por ter cometido transgressões. Durante o arrependimento, o pecador volta-se para Deus em busca de perdão e redenção. Indivíduos que buscam alívio em Deus por causa da maldade que reconhecem em seus próprios corações descobrem a serenidade que consola (Jo 14.16,26; 15.26). Não é surpreendente que existam relatos de pessoas que enfrentaram profundas crises existenciais e, ao se abrirem para o consolo do Espírito Santo, passaram a experimentar uma nova maneira de se conectar com Deus.
Sabemos que nem todas as pessoas que se convertem choram de arrependimento, no entanto, sabemos que o pecado gera tristeza, e aquele que não se entristece diante de seu próprio pecado, com certeza não está arrependido ainda. 
Quando uma pessoa pede perdão a Deus, Ele sonda o coração:
"Eu, o Senhor, esquadrinho o coração e provo as entranhas; e isto para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.", Jeremias 17.10
Sendo assim, Ele enxerga a tristeza dentro do coração e sabe se o coração está realmente arrependido ou não.

REFLETINDO
"Não há consolo ou alegria que se compare com o que Deus dá aos que choram." D. A. Carson

2- NO CHORO, A DOR SE TRANSFORMA EM FORÇA E RESILIÊNCIA
Como são preciosas as lágrimas de quem, tendo pecado, se arrepende, muda o rumo da sua vida e retorna à Casa do Pai. Esse coração arrependido ouvirá do Pai: "[...] alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado [...]" (Lc 15.23,24).

2.1. O choro de contrição possibilita o recomeço
O choro de arrependimento sincero e humilde abre o coração para receber o consolo e a misericórdia de Deus. Quando nos permitimos expressar nossas emoções por meio do choro, reconhecendo nossas falhas, a mudança se torna uma realidade possível. O que antes causava dor pode servir de alicerce para algo novo e especial. Esse recomeço surge como um milagre que se estabelece de forma harmoniosa em nossa vida. Nesse contexto, compreendemos que a tristeza pelas consequências do pecado vem acompanhada da certeza de que Jesus deseja que o pecador arrependido volte a sorrir, assim como fez com Marta e Maria ao devolver a vida a Lázaro (Jo 11.43,44).
[...]

2.2. Chorar pelos erros libera emoções reprimidas
A complexidade da vida humana pode ser tão dolorosa que nos leva a momentos de amargura. Contudo, as lágrimas de contrição daqueles que sofrem por seus pecados têm o poder de ressignificar situações antes consideradas impossíveis de mudar. Ao reconhecermos a importância das nossas emoções e abrirmos o coração para que Deus faça morada, passamos a viver uma vida mais significativa, em que cada lágrima se torna parte da jornada. Talvez, em vez de temer o choro, devamos acolhê-lo como um velho amigo que conhece nossas fragilidades e nos conduz ao fortalecimento da alma.
Esse subtópico é bem complicado, difícil de entender e difícil de explicar. 

3- O CESSAR DAS LÁGRIMAS
O Senhor Jesus advertiu que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). De fato, as tribulações da vida, o pecado, as decepções e as perdas nos levam a chorar, mas a boa notícia é que Ele também assegurou que enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas (Ap 21.4).

3.1. Choro pelo desejo de ser perdoado, redimido e salvo
Embora muitos afirmem que o mundo pertence aos fortes, devemos permanecer atentos à Palavra de Deus. O choro das Bem-Aventuranças são lágrimas derramadas por um coração que sofre por ter ofendido a Deus e ao próximo. O consolo vem da promessa de que os que choram verdadeiramente arrependidos encontrarão alívio e restauração. Somente o choro sincero nos faz atravessar o vale de lágrimas amparados pela promessa do Altíssimo: ser consolados e tomar posse da Vida Eterna.
mais importante é que cada um reconheça os seus pecados e se achegue a Deus com o coração contrito, esses alcançarão a misericórdia de Deus. Veja o que Deus fala sobre o coração entristecido:
"Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos.", Isaías 57.15
Esse versículo também faz alusão a todos os que recorrem a Deus com o coração entristecido pelas adversidades da vida. Pois o Senhor age como um pai de família, que se contrista com o choro de seus filhos, veja uma caso:
"33 Jesus pois, quando a viu chorar, e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito, e perturbou-se.
34 E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem, e vê.
35 Jesus chorou.", João 11.33-35

3.2. Deus seca as lágrimas e traz consolo
O salmista declarou que os que semeiam com lágrimas colherão com alegria (Sl 126.5). Diante das adversidades, devemos meditar na Palavra de Deus, que nos traz esperança e conforto. Deus não rejeita o reto, que voltará a sorrir: "Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios, de louvor" (Jó 8.21). Assim, confiamos no que Ele disse ao rei Ezequias: "Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei" (2Rs 20.5).
Semear em lágrimas, significa trabalhar mesmo diante das dificuldades, o Salmista se refere à verdade da vida, que todos os que trabalham mesmo em dificuldades serão recompensados, pois o homem colhe o que planta. E no contexto da Graça, a Palavra afirma que os que sofrem nessa terra, trabalhando para o Senhor, serão consolados no tempo presente, pelo Espírito Santo, que é o nosso Consolador, até chegar o dia em que Deus enxugará do rosto de Seus filhos, toda a lágrima:
"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.", Apocalipse 21.4
Ou seja, o consolo de Deus vem e virá para todos que choram aos pés do Senhor

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
O mundo não gosta de pessoas chorosas, pois as considera um estorvo. Contudo, o Filho de Deus afirma: "Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados". Isso não significa que o cristão deva viver em tristeza constante. Esse choro refere-se ao pesar pelo próprio pecado, à tristeza que surge quando o indivíduo passa a reconhecer a gravidade do seu pecado diante da santidade de Deus. Foi o que aconteceu com Isaías ao ter uma visão da glória divina, quando até os anjos cobriam o rosto e proclamavam: "Santo, Santo, Santo". A reação do profeta foi de profunda consternação (Is 6.5) (D. A. Carson, O Sermão do Monte: Exposição de Mateus 5–7, Vida Nova, 2022, p. 19).

CONCLUSÃO
Nas Bem-Aventuranças, o choro não é sinal de fraqueza. Ao declarar "Bem-aventurados os que choram", Jesus se refere a um choro que nasce do arrependimento e da consciência do próprio pecado.
Professor(a), leia essa conclusão e siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

Complementando
Jesus ensinou que o choro de arrependimento é abençoado (2Co 7.10) e que essa atitude conduz ao perdão e à purificação divina (Sl 30.5). Assim, o consolo não é apenas conforto momentâneo, mas a promessa da compaixão e da misericórdia de Deus para aqueles que O buscam.

Eu ensinei que:
Apenas a presença de Deus tem o poder de curar as dores, secar as lágrimas e trazer consolo ao coração que se arrepende de suas transgressões.

Fonte: Revista Betel Conectar

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domingo, 18 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 4 / 1º Trim 2026

  

BEM-AVENTURADOS OS QUE CHORAM POR SEUS PECADOS


Texto de Referência: Jl 2.12,13

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados". Mt 5.4

VERDADE APLICADA
Quem dedica a vida a Cristo e derrama lágrimas de arrependimento tem a promessa de que encontrará consolo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Enfatizar que o choro de arrependimento gera transformação; 
✔ reconhecer que o choro sincero pode ser um catalisador de mudança; 
✔ saber que um dia as nossas lágrimas cessarão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que o nosso choro seja uma expressão de arrependimento, a fim de que possamos receber a bênção do consolo divino.

LEITURA SEMANAL
Seg Ap 21.4 Deus enxugará todas as nossas lágrimas.
Ter Rm 12.15 Chore com os que choram.
Qua Ec 3.4 Há tempo de chorar e tempo de sorrir.
Qui Jo 16.20 A tristeza se transformará em alegria.
Sex Sl 30.5 O choro é passageiro.
Sab Sl 56.8 Deus recolhe nossas lágrimas em Seu odre.

INTRODUÇÃO
"Felizes são os que choram" é uma frase aparentemente contraditória, mas Jesus se refere ao choro de tristeza pelo pecado, que afasta o homem de Deus.

PONTO-CHAVE
"Muitas vezes, o peso do pecado é tão insuportável que leva o pecador às lágrimas."

1- PAZ E CONSOLO PARA OS QUE CHORAM
O nosso Senhor Jesus Cristo apresenta a segunda Bem-Aventurança como uma garantia de alívio para aqueles que choram por seus próprios pecados. Essas pessoas encontrarão conforto ao se verem livres da dor das próprias transgressões.

1.1. As lágrimas sinceras geram transformação
Existe uma verdade profunda ao afirmarmos que as lágrimas sinceras podem ser um agente de transformação na vida do ser humano. O choro é uma maneira de extravasarmos sentimentos contidos, abrindo espaço para o novo de Deus em nosso íntimo. As lágrimas podem brotar de um coração angustiado não como sinal de fraqueza, mas como expressão de uma alma que clama por mudança, como o desejo de quem admite seus próprios pecados e se humilha ao pedir perdão. Já aqueles que escondem seus pecados ou tentam justificá-los diante de Deus nunca conhecerão a bênção reservada aos de coração puro (Mt 5.8).

1.2. O choro de arrependimento
O lamento associado ao arrependimento se traduz em lágrimas de sofrimento, por meio de um processo que implica reconhecer a gravidade do erro, o desejo de se libertar da dor e da culpa por ter cometido transgressões. Durante o arrependimento, o pecador volta-se para Deus em busca de perdão e redenção. Indivíduos que buscam alívio em Deus por causa da maldade que reconhecem em seus próprios corações descobrem a serenidade que consola (Jo 14.16,26; 15.26). Não é surpreendente que existam relatos de pessoas que enfrentaram profundas crises existenciais e, ao se abrirem para o consolo do Espírito Santo, passaram a experimentar uma nova maneira de se conectar com Deus.

REFLETINDO
"Não há consolo ou alegria que se compare com o que Deus dá aos que choram." D. A. Carson

2- NO CHORO, A DOR SE TRANSFORMA EM FORÇA E RESILIÊNCIA
Como são preciosas as lágrimas de quem, tendo pecado, se arrepende, muda o rumo da sua vida e retorna à Casa do Pai. Esse coração arrependido ouvirá do Pai: "[...] alegremo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado [...]" (Lc 15.23,24).

2.1. O choro de contrição possibilita o recomeço
O choro de arrependimento sincero e humilde abre o coração para receber o consolo e a misericórdia de Deus. Quando nos permitimos expressar nossas emoções por meio do choro, reconhecendo nossas falhas, a mudança se torna uma realidade possível. O que antes causava dor pode servir de alicerce para algo novo e especial. Esse recomeço surge como um milagre que se estabelece de forma harmoniosa em nossa vida. Nesse contexto, compreendemos que a tristeza pelas consequências do pecado vem acompanhada da certeza de que Jesus deseja que o pecador arrependido volte a sorrir, assim como fez com Marta e Maria ao devolver a vida a Lázaro (Jo 11.43,44).

2.2. Chorar pelos erros libera emoções reprimidas
A complexidade da vida humana pode ser tão dolorosa que nos leva a momentos de amargura. Contudo, as lágrimas de contrição daqueles que sofrem por seus pecados têm o poder de ressignificar situações antes consideradas impossíveis de mudar. Ao reconhecermos a importância das nossas emoções e abrirmos o coração para que Deus faça morada, passamos a viver uma vida mais significativa, em que cada lágrima se torna parte da jornada. Talvez, em vez de temer o choro, devamos acolhê-lo como um velho amigo que conhece nossas fragilidades e nos conduz ao fortalecimento da alma.

3- O CESSAR DAS LÁGRIMAS
O Senhor Jesus advertiu que no mundo teríamos aflições (Jo 16.33). De fato, as tribulações da vida, o pecado, as decepções e as perdas nos levam a chorar, mas a boa notícia é que Ele também assegurou que enxugará dos nossos olhos todas as lágrimas (Ap 21.4).

3.1. Choro pelo desejo de ser perdoado, redimido e salvo
Embora muitos afirmem que o mundo pertence aos fortes, devemos permanecer atentos à Palavra de Deus. O choro das Bem-Aventuranças são lágrimas derramadas por um coração que sofre por ter ofendido a Deus e ao próximo. O consolo vem da promessa de que os que choram verdadeiramente arrependidos encontrarão alívio e restauração. Somente o choro sincero nos faz atravessar o vale de lágrimas amparados pela promessa do Altíssimo: ser consolados e tomar posse da Vida Eterna.

3.2. Deus seca as lágrimas e traz consolo
O salmista declarou que os que semeiam com lágrimas colherão com alegria (Sl 126.5). Diante das adversidades, devemos meditar na Palavra de Deus, que nos traz esperança e conforto. Deus não rejeita o reto, que voltará a sorrir: "Até que de riso te encha a boca, e os teus lábios, de louvor" (Jó 8.21). Assim, confiamos no que Ele disse ao rei Ezequias: "Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas. Eis que eu te sararei" (2Rs 20.5).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
O mundo não gosta de pessoas chorosas, pois as considera um estorvo. Contudo, o Filho de Deus afirma: "Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados". Isso não significa que o cristão deva viver em tristeza constante. Esse choro refere-se ao pesar pelo próprio pecado, à tristeza que surge quando o indivíduo passa a reconhecer a gravidade do seu pecado diante da santidade de Deus. Foi o que aconteceu com Isaías ao ter uma visão da glória divina, quando até os anjos cobriam o rosto e proclamavam: "Santo, Santo, Santo". A reação do profeta foi de profunda consternação (Is 6.5) (D. A. Carson, O Sermão do Monte: Exposição de Mateus 5–7, Vida Nova, 2022, p. 19).

CONCLUSÃO
Nas Bem-Aventuranças, o choro não é sinal de fraqueza. Ao declarar "Bem-aventurados os que choram", Jesus se refere a um choro que nasce do arrependimento e da consciência do próprio pecado.

Complementando
Jesus ensinou que o choro de arrependimento é abençoado (2Co 7.10) e que essa atitude conduz ao perdão e à purificação divina (Sl 30.5). Assim, o consolo não é apenas conforto momentâneo, mas a promessa da compaixão e da misericórdia de Deus para aqueles que O buscam.

Eu ensinei que:
Apenas a presença de Deus tem o poder de curar as dores, secar as lágrimas e trazer consolo ao coração que se arrepende de suas transgressões.

Fonte: Revista Betel Conectar

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 3 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 3



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS POBRES DE ESPÍRITO



Texto de Referência: Sl 34:6 

VERSÍCULO DO DIA 
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus", Mt 5.3

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Compreender o significado da expressão "pobre de espírito";
✔ ressaltar que confiar somente em Deus é uma atitude de humildade;
✔ conhecer a bênção prometida aos pobres de espírito.
 
VERDADE APLICADA
Felizes são os que adotam uma postura de humildade diante da vida, independente de condição material ou méritos pessoais, pois recebem a bênção de pertencer ao Reino de Deus.
 
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que possamos ser pobres de espírito, tendo nossa confiança somente em Deus.
 
LEITURA SEMANAL
Seg Pv 16.19 Melhor é ser humilde de espírito.
Ter Fp 2.7 Jesus nos deixou um legado de humildade.
Qua Pv 22.4 Galardão do humilde.
Qui Pv 11.2 Com os humildes se encontra a sabedoria.
Sex Mq 6.8 Ande humildemente com o seu Deus.
Sáb Tg 4.6 Deus abençoa os humildes e resiste aos soberbos.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição vai falar de uma característica que facilita o acesso ao coração do Pai, a humildade. Aproveite esse material de apoio para incrementar a sua aula e dar mais qualidade ao estudo.
A expressão "pobres de espírito" refere-se àqueles que reconhecem sua incapacidade de alcançar a salvação por méritos próprios. É a postura humilde de quem abre mão do orgulho, da autossuficiência e da confiança em si mesmo para colocar-se inteiramente na dependência de Deus.
Ou seja, ser pobre de espírito, não significa ser sofrido, triste ou vítima de qualquer adversidade, mas sim ser humilde diante do Senhor, não altivo e não soberbo, pois desses o Senhor se agrada.
 
PONTO-CHAVE
"Os pobres de espírito conservam uma postura humilde diante das muitas demandas da vida, pois se despojam de si mesmos ao reconhecer sua necessidade e dependência de Deus."
 
1- QUEM SÃO OS POBRES DE ESPÍRITO?
Os pobres de espírito são as pessoas que cultivam um coração humilde, reconhecem suas limitações e buscam a Deus com sinceridade. Isso envolve admitir pecados, depender da Graça divina em todas as áreas da vida e valorizar o relacionamento com Deus acima das conquistas pessoais.
 
1.1. As características dos pobres de espírito
O Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante. RJ: Editora Betel, 2022, p. 16) afirma que: "No Sermão da Montanha, a pobreza não é vista propriamente como falta de bens materiais, mas como uma necessidade da alma em relação à dependência de Deus". Os pobres de espírito compreendem que, longe de Deus, estão espiritualmente perdidos. Além disso, vivem com a certeza de que a verdadeira riqueza está em Deus e não em bens materiais e status. Assim, enfrentam as dificuldades da vida priorizando os valores espirituais do Reino.
Ou seja, os pobres de espírito, são os que sabem que são dependentes do Senhor. Isso independe de a pessoa ser pobre ou rico financeiramente. O interessante é que existem pessoas financeiramente miseráveis, mas completamente arrogantes, soberbas e orgulhosas. Os ímpios naturalmente são assim, mas o problema é quando encontramos crentes com esse comportamento. Alguns se portam arrogantemente até na oração, determinando coisas para Deus e para os anjos. Vejamos essa passagem:
"13 O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!
14 Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado.", Lucas 18.13,14
Esta passagem mostra a diferença entre o clamor do religioso arrogante e do pecador humilde e mostra qual deles foi justificado.
 
1.2. A recompensa dos pobres de espírito
Ao proferir que os pobres de espírito são bem-aventurados, Jesus causou grande desconforto entre os fariseus e mestres da Lei, que eram arrogantes e presunçosos por se considerarem mais justos que os demais. O convite de Jesus foi para que tivessem um coração humilde, sem apego às coisas do mundo, porque esse é o tipo de atitude que garante como recompensa o Reino dos Céus (Mt 5.3).
Uma certa vez, teve um ser de coração altivo no Céu chamado Lúcifer, que desejou ser maior do que Deus, mas o Senhor o precipitou de lá, isso mostra o que Deus pensa em relação à altivez:
"Abominação é ao Senhor todo o altivo de coração; não ficará impune mesmo de mãos postas.", Provérbios 16.5
Assim devemos entender que, para que nossas orações sejam aceitas por Deus e para que possamos nos manter em Sua presença, devemos tirar do nosso coração toda a altivez.   
 
REFLETINDO
"Pobre de espírito refere-se à profunda humildade de reconhecer a absoluta falência espiritual de si mesmo quando separado de Deus." John MacArthur

2- A VIRTUDE DE SER POBRE DE ESPÍRITO
Jesus inicia o Sermão da Montanha falando dos pobres de espírito. O mundo exalta o orgulho, a autoconfiança e a busca por poder e riqueza, mas Jesus ensina que a verdadeira bem-aventurança vem de um espírito humilde que se submete a Deus. Os pobres de espírito manifestam humildade em atitudes de amor e serviço, colocando as necessidades do próximo acima das suas.
 
2.1. Ser pobre de espírito é reconhecer que tudo vem de Deus
Ser pobre de espírito é não se vangloriar de conquistas materiais nem exaltar a si mesmo por isso. Para John Wesley (Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p. 69): "Aquele que é pobre de espírito não depende de suas posses materiais. Não consegue dizer: "Sou rico e abastado em bens; de nada careço'". Ou seja, mesmo se esforçando e fazendo jus às suas realizações pessoais, o pobre de espírito dá toda honra e glória ao Senhor. Ele sabe que o problema não está em conquistar e crescer na vida, mas em alimentar a soberba e colocar as coisas terrenas no lugar das coisas do Reino.
Ou seja, não há problema no servo de Cristo ser esforçado, estudar, aproveitar as oportunidades, ter uma carreira de sucesso e ser financeiramente bem-sucedido, mas deve, acima de tudo, ter a consciência de que tudo o que construiu foi pela vontade de Deus, pois foi o Senhor quem deu, a saúde, a mente saudável e o folego da vida. Desse reconhecimento vem a gratidão, porque só é grato aquele que reconhece a providência de Deus.
"O meu Deus, porém, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.", Filipenses 4.19
Sendo assim, aquele que é pobre de espírito é também grato a Deus em tudo.
 
2.2. Ser pobre de espírito é confiar em Deus
Segundo comenta o Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 3º trimestre de 2022, lição 2): "Para os hebreus, pobre é o humilde que põe toda a sua confiança em Deus". Nesse mesmo sentido, em vários Salmos o pobre é apresentado como alguém humilde que coloca sua esperança e confiança em Deus (Sl 9.18; 34.6; 68.10; 72.4; 107.41; 132.15). Assim, conforme ensinado nas Bem-Aventuranças, ser pobre de espírito é reconhecer nossa total dependência de Deus, confiando plenamente em Sua providência e Graça, abrindo mão do orgulho e da autossuficiência e encontrando paz na promessa de Jesus: "Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus", Mt 5.3.
Ou seja, geralmente nas Escrituras o termo pobre está associado também a ser humilde. Sendo assim, quando a Bíblia fala de alguém pobre, normalmente está falando também de alguém humilde e dependente de Deus:
"Nela habitava o teu rebanho; tu, ó Deus, fizeste provisão da tua bondade para o pobre.", Salmos 68.10 
Porém, nos dias atuais, precisamos entender a pobreza como a miséria financeira e não necessariamente está ligada a característica pessoal de humildade. Pois existem hoje, muitos pobres que são altivos, mesmo tendo pouco. 
 
3- O REINO DE DEUS É UMA REALIDADE PRESENTE E FUTURA
Em certo aspecto, o Reino de Deus já existe na experiência daqueles que creem em Jesus Cristo, mas continuará se desenvolvendo até atingir sua consolidação completa no momento em que Cristo retornar majestosamente.
 
3.1. O aspecto presente do Reino de Deus
O Reino de Deus é uma realidade espiritual presente na vida dos discípulos de Cristo, dos que creem Nele de todo o coração (Rm 10.9). Livres do pecado pela Graça de Deus, somos chamados a viver uma vida que O honra. Agora, libertos das garras do diabo, somos conduzidos ao "Reino do Filho do seu amor" (Cl 1.13). Viver de maneira que honre a Deus implica submeter todos os aspectos da nossa vida aos ensinamentos e princípios divinos encontrados na Sua Palavra. Com base nessa experiência de salvação, concluímos que todo aquele que renasce em Cristo Jesus passa a ser norteado pelo Espírito Santo e tem sua vida dirigida pelos princípios do Reino (Ef 2.10).
Convém acrescentar que, o Reino de Cristo está presente no mundo, embora não governe de fato o mundo, pois o mundo jaz no maligno, mas o Reino de Cristo está presente no mundo pela Igreja que ainda está aqui. E ser do Reino de Cristo significa viver neste tempo, em concordância com o Seu Reino. Vejamos às bênção que vem para os humildes que são do Reino:
1. possui um coração grato e satisfeito;
2. consegue instruir sua família no caminho de retidão;
3. consegue viver uma vida financeira estável fora dos vícios que devoram a renda familiar;
4. consegue viver um equilíbrio psicológico, livre de problemas como depressão e outros males;
5. tem a promessa da provisão necessária para o sustento da família;
e muitos outros.

3.2. O aspecto futuro do Reino de Deus
Já recebemos a prévia do Reino, mas seguimos esperando por sua finalização. A perspectiva futura do Reino de Deus está associada ao domínio milenar de Cristo na Terra durante a Sua segunda vinda em grande esplendor (1Co 15.22). Paulo afirma que até mesmo a criação aguarda por esse sublime dia (Rm 8.19-22). O momento estabelecido pelo Senhor não nos pertence e permanece desconhecido para todos (At 1.7). Quando o Reino de Deus se realizar em sua totalidade, a vontade divina será plenamente cumprida no Universo restaurado.
É bom mencionar que, no Reino milenar de Cristo, a Igreja reinará com Ele em Jerusalém, e todas as nações serão governadas pelo Senhor, será o Reino de Deus governando de fato o mundo. Todos os pobres de espírito, reinarão com o Senhor por um período de mil anos até que venha o Juízo Final e o novo Céu e a nova terra:
"1 E vi um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, preparada como uma esposa adornada para o seu marido.", Apocalipse 21.1,2
A perspectiva futura do Reino de Deus é maravilhosíssima e em nossa natureza racional não podemos compreender, mas será maravilhoso e vale a pena sacrificar o nosso ego por esse Reino.  
 
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
A pobreza de espírito é um justo senso de pecado interior e exterior. É o reconhecimento da nossa verdadeira culpa e impotência. Esse é o primeiro passo na caminhada espiritual. Alguns perverteram esse ensino, transformando-o em orgulho do próprio pecado. Jesus, porém, ensina sobre nossa carência total, nosso pecado exposto e nossa culpa e miséria desesperadora. Assim, a verdadeira espiritualidade começa exatamente onde termina a moralidade pagã: começa com a pobreza de espírito e a convicção do pecado (John Wesley, O Sermão da Montanha. SP: Editora Vida, 2012, p. 71).

CONCLUSÃO
A bem-aventurança de ser pobre de espírito nos convida a uma transformação profunda, tendo a humildade e a confiança em Deus como base da nossa existência. Ao reconhecer nossa fragilidade e dependência do Criador, abrimos o coração para receber o Reino dos Céus, prometido aos que se entregam plenamente à Sua vontade. Ser pobre de espírito não se refere a privação, mas à libertação que nos conduz à verdadeira riqueza: a comunhão eterna com Deus.
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- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
 
COMPLEMENTANDO
Os pobres de espírito reconhecem sua dependência de Deus (Pv 3.5,6; Sl 40.17), são humildes no trato com o próximo (Fp 2.3), tremem diante da Palavra de Deus, rejeitando o orgulho e a autossuficiência (Is 66.2), e confiam plenamente no Senhor (Sl 37.5). Por isso, se submetem à Sua orientação e aceitam os Seus caminhos (Tg 4.10). Resumindo, ser pobre de espírito é adotar uma postura de humildade diante da vida e de total confiança em Deus.

EU ENSINEI QUE:
Reconhecer nossa dependência de Deus acima de qualquer condição terrena nos faz bem-aventurados, pois dos pobres de espírito é o Reino dos Céus.

Fonte: Revista Betel Conectar

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