(Revista Editora Betel)
Tema: GLORIFICANDO A DEUS COM AS FINANÇAS

Texto de Referência: 1Tm 6.17-21
VERSÍCULO DO DIA
"Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lagares", Pv 3.9,10
VERDADE APLICADA
Glorificamos a Deus quando alinhamos as decisões financeiras com os princípios da Palavra de Deus.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que Deus é Dono do ouro e da prata;✔ Ressaltar que devemos confiar na provisão de Deus;
✔ Saber estabelecer prioridades financeiras com sabedoria e generosidade.
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que sua vida financeira nunca ocupe o lugar de Deus em seu coração.
LEITURA SEMANAL
Seg | Ag 2.8 Deus é Dono do ouro e da prata.
Ter | Pv 30.8,9 Devemos buscar equilíbrio na vida material.
Qua | Fp 4.19 Devemos confiar na provisão de Deus.
Qui | Mt 6.24 É Impossível servir a Deus e às riquezas.
Sex | Ec 5.10 A busca incessante por riquezas gera insatisfação.
Sáb | Pv 21.20 Devemos administrar as finanças com prudência.
INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição fala de um ponto muito interessante e importante na vida de todo cristão, que é a administração dos recursos financeiros. E neste material de apoio deixarei acréscimos relevantes para a tua ministração. Meus comentários estão em azul para facilitar a identificação, bons estudos.
A Mordomia das Finanças envolve gerenciar os recursos financeiros com responsabilidade, sabedoria e integridade por sabermos que tudo pertence a Deus, inclusive o ouro e a prata (Ag 2.8). Não é sem razão que a Bíblia nos orienta sobre este assunto em vários textos: planejar o uso dos recursos de maneira consciente (Gn 41.34-36), priorizar os necessitados (1Jo 3.17), evitar desperdícios (Pv 21.20), honrar valores éticos e espirituais (Lc 16.11). Portanto, Deus nos confia recursos materiais e financeiros para que nós os administremos com sabedoria e generosidade.
Percebemos em toda a Palavra de Deus, que o Senhor preza pela boa organização, planejamento e gestão, como foi apresentado nas referências desta introdução. Vejamos uma:
"Tesouro desejável e azeite há na casa do sábio, mas o homem insensato os esgota.", Provérbios 21.20
Neste versículo de Provérbios vemos a afirmação de que evitar o desperdício é sabedoria, e que aquele que faz isso não terá falta da nada. E como sabemos, para se evitar o desperdício é necessário uma boa administração de recursos.
Vale acrescentar que, essa lição não está ensinando sobre dízimos e ofertas, mas a ser bons administradores.
"Devemos administrar nossas finanças com sabedoria, generosidade e contentamento."
1- DEUS, O DONO DO OURO E DA PRATA
O Senhor é Dono de tudo, e nós somos mordomos dos recursos que Ele nos confia. Tudo que temos e possuímos vem dEle: "Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos", 1Cr 29.14.
1.1. Deus nos faz prosperar
Na Antiga Aliança, as promessas para o povo de Israel incluíam prosperidade (Dt 28.1-12). Deus tem prazer em abençoar Seus filhos, como fez com Abraão, Jó e Salomão. Portanto, a prosperidade financeira deve ser administrada com gratidão, sendo usada para honrar a Deus, ajudar os necessitados e expandir o Reino dos Céus. A prosperidade financeira não deve ser um fim em si mesma nem resumir o propósito da vida (Pv 30.8,9).
Sabemos pela Palavra de Deus, que a prosperidade bíblica está mais associada a felicidade e sucesso, do que à bens materiais em abundância. Veja um exemplo:
"Não se aparte da tua boca o livro desta Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme tudo quanto nele está escrito; porque, então, farás prosperar o teu caminho e, então, prudentemente te conduzirás.", Josué 1.8
A promessa de Deus a Josué, quando afirma que, "então, farás prosperar o teu caminho", significa que ele seria bem sucedido em tudo o que fizesse.
"Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás, e te irá bem.", Salmos 128.2
Aqui neste verso de Salmos temos a promessa de prosperidade para o que teme ao Senhor, a expressão "te irá bem", em algumas versões é traduzida para "será próspero".
1.2. A Teologia da Prosperidade
A Teologia da Prosperidade, ainda muito divulgada no contexto evangélico, defende que a fé em Deus garante riquezas materiais, o que é uma perversão da verdade bíblica e do desígnio de Deus para o homem. Afirmar que Deus tem prazer em abençoar não significa que todos serão ricos. Na verdade, a Bíblia não nos promete riquezas, mas afirma que o Senhor suprirá as nossas necessidades (Fp 4.19). Na Antiga Aliança, a prosperidade material estava vinculada à promessa ao povo de Israel; enquanto, na Nova Aliança em Cristo, somos chamados a repartir o pão com os irmãos. O foco cristão hoje se resume a buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça (Mt 6.33).
Sabemos pelas Escrituras, que o Senhor não tem o interesse de fazer ninguém ficar rico nos dias atuais, inclusive há até alguns alertas na Palavra sobre o perigo disso, veja um deles:
"Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.", 1 Timóteo 6.9
O desejo do Senhor para nós, é que sejamos salvos. No entanto, o Senhor nos garante o mantimento necessário. E sabemos que o Senhor abençoa a dedicação e o trabalho de Seus filhos, e por isso, muitos tem prosperado em suas vocações. Deus não proíbe ninguém de ser rico, porém ordena que cada um se guarde da avareza.
É bom entender que, a proposta do Evangelho é de anunciar a salvação ao mundo inteiro, e a prosperidade financeiro pode vir junto com as bênçãos do Senhor, porém, a prosperidade não deve ser a finalidade da fé do cristão.
REFLETINDO
"Deus quer que saibamos que, quando nós o temos, temos tudo." A. W. Tozer
2- CONTENTAMENTO E DEPENDÊNCIA DE DEUS
O contentamento e a dependência de Deus são os fundamentos de uma vida financeira equilibrada e espiritualmente centrada. Contentamento é estarmos satisfeitos com o que temos em toda e qualquer situação (Fp 4.11-13). Por sua vez, dependência de Deus é a certeza de que Ele suprirá todas as nossas necessidades (Fp 4.19). Juntos, esses princípios promovem paz, gratidão e gestão responsável dos recursos por reconhecermos que a verdadeira segurança vem da fé em Cristo, não das coisas que possuímos.
2.1. O deus Mamom
Jesus fez referência a Mamom como uma personificação do dinheiro, como se fosse um ídolo (Mt 6.24). Com isso, Ele nos advertiu sobre a impossibilidade de servir a Deus e às riquezas. Muitos relacionamentos acabam devido a aspectos financeiros, seja pela busca incessante por bens materiais, seja pela ausência deles. O dinheiro se torna um ídolo quando domina a vida do ser humano, que se afasta de Deus. Portanto, que o dinheiro nunca se torne um ídolo em nosso coração.
Veja como Jesus colocou:
"Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom.", Mateus 6.24
A palavra "mamom" significa originalmente "dinheiro ou riqueza", mas o Senhor falou de forma a colocá-lo no mesmo patamar dos ídolos da época, pois a ideia do Senhor era mostrar que o dinheiro pode se tornar um ídolo para aqueles que são avarentos. Na prática Jesus está dizendo que se alguém for avarento, não conseguirá ser servo do Reino de Deus.
2.2. O perigo do consumismo
Consumismo é a aquisição excessiva de bens e serviços, cuja motivação vem do desejo de obter status social ou da influência de propagandas. Esse tipo de comportamento leva a desperdício, endividamento e valorização excessiva de bens materiais. Dessa maneira, acaba se tornando uma armadilha, pois leva o indivíduo a buscar felicidade em coisas passageiras. Porém, as Sagradas Escrituras nos advertem sobre a futilidade que é acumular riquezas sem propósito (Ec 5.10).
O consumismo sempre existiu na história humana, no entanto, no final do século XX e neste século, o consumismo é avassalador na vida de muitas pessoas. Isso se deu pelo aumento da propaganda e pela facilitação do crédito. Com isso, as pessoas estão cada vez mais endividadas.
Segundo dados do Banco Central, o endividamento das famílias brasileiras bateu recorde em 2026. Os índices mostram que o comprometimento da renda atingiu a máxima histórica de 49,90%.Um dos maiores problemas apontado como causa de brigas entre os casais é exatamente o financeiro, o que mostra que, por causa da má administração da renda muitos casamentos estão sofrendo e até se acabando. As famílias cristãs precisam sair dessa tendência mundana e fazer a diferença.
3- ESTABELECENDO PRIORIDADES FINANCEIRAS
Devemos administrar nossa vida financeira com sabedoria e generosidade, porque assim refletimos o Caráter de Cristo para as pessoas ao nosso redor.
3.1. Generosidade e gratidão a Deus
Generosidade é a disposição de compartilhar recursos, tempo ou dons com o próximo. Jesus nos incentiva a sermos generosos quando afirma: "De graça recebestes, de graça dai", Mt 10.8. Quem reparte com o outro é abençoado por Deus (Pv 11.25), pois Ele ama aquele que contribui com alegria (2Co 9.7). Quando ofertamos na Obra de Deus, estamos sendo generosos com a multiplicação da semente e, portanto, com a expansão do Reino dos Céus. Que venhamos a vivenciar a Palavra, que diz que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (At 20.35).
A generosidade é um princípio desde o Antigo Testamento, quando o Senhor ordenou para os que fosse abençoados com a colheita, veja:
"Semelhantemente não rabiscarás a tua vinha, nem colherás os bagos caídos da tua vinha; deixá-los-ás ao pobre e ao estrangeiro. Eu sou o Senhor vosso Deus.", Levítico 19.10
A ordem do Senhor mandava que eles fossem generosos com os pobres da terra. E o sábio em Eclesiastes aconselha:
"Reparte com sete, e ainda até com oito, porque não sabes que mal haverá sobre a terra.", Eclesiastes 11.2
Neste versículo, o conselho é ser generoso como se fazendo um investimento para o futuro, pois não sabemos o dia de amanhã, ou seja, as pessoas que ajudamos hoje, podem ser as que nos ajudarão amanhã.
Para que o crente possa praticar a generosidade financeira, precisa se desapegar de coisas materiais, principalmente o dinheiro, mas para que possa fazer isso, o primeiro passo é ser bom administrador dos recursos.
3.2. Sabedoria e eficiência
A administração financeira eficiente exige domínio próprio, sabedoria, planejamento e disciplina; sem isso, podemos acumular dívidas desnecessárias. O conhecimento das Escrituras capacita o cristão a ser responsável também com suas finanças, o que significa não gastar mais do que recebe nem comprar por impulso (Pv 21.20). Planejar como e onde investir nossas finanças deve estar pautado em prioridades e necessidades. Priorize como vai investir seu dinheiro, seja fiel nos dízimos e ofertas na Obra de Deus, pague regularmente suas contas e gaste somente com coisas necessárias. Agindo assim, é possível investir também em tempo de lazer com as pessoas que você ama.
A primeira ação para uma boa administração financeira é a elaboração da planilha de gastos, individual ou da família. Ou seja, colocar no papel, no computador ou no celular, os gastos e a renda para o mês seguinte, dessa forma é possível ver quanto que está previsto para receber, quanto está previsto para gastar, e assim, a pessoa poderá saber onde pode usar o dinheiro, onde deve cortar e quanto pode guardar.
O cristão precisa ter o Espírito Santo agindo em sua vida, pois Ele pode nos dar o domínio próprio, para não sair comprando por impulso, pois no tempo em que vivemos as propagandas são sedutoras e muitas vezes enganosas.
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
O consumismo exagerado nos faz acreditar que a felicidade está em bens materiais. No entanto, quando isso se torna uma compulsão, o consumismo não tem fim; logo que adquire alguma coisa que "deseja muito", o consumista já deseja comprar outra coisa, e assim sucessivamente. A Bíblia nos ensina que a verdadeira felicidade está em Deus, na Sua Presença Sublime e em viver de acordo com a Sua vontade. Jesus afirma, em Lucas 12.15: "E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui". Com isso, somos advertidos de que o consumo exagerado pode se tornar uma idolatria aos bens materiais, que passam a ocupar o lugar de Deus em nosso coração, conforme também nos adverte Paulo: "Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria", Cl 3.5. Portanto, a alegria e a felicidade do cristão estão em Deus, não em bens e posses materiais.
CONCLUSÃO
A Mordomia Cristã inclui glorificar a Deus com nossas finanças, reconhecendo que somente Ele é Dono de todas as coisas. Esse reconhecimento nos proporciona contentamento com o que temos, generosidade com os necessitados e, consequentemente, evita os perigos do consumismo exagerado, da ganância e da avareza (Lc 12.15).
Professor(a), após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
Complementando
Dicas para avaliar suas prioridades financeiras: faça uma lista de seus gastos mensais, colocando em primeiro lugar o dízimo e, em sequência, as suas contas; separe o dízimo e as ofertas não como uma obrigação, mas como um ato de gratidão e fidelidade a Deus; avalie a possibilidade de ajudar os necessitados com doações pessoais e institucionais, em especial para a obra missionária; evite dívidas desnecessárias; e, por fim, planeje bem como e onde gastar seu dinheiro.
Eu ensinei que:
Devemos glorificar a Deus com a boa administração das nossas finanças, evitando o consumismo exagerado e agindo com generosidade.
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