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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

AVISO - Sequência dos Esboços da Próxima Aula

POSTAREMOS OS ESBOÇOS NESSA SEMANA NA SEGUINTE ORDEM:

PRÓXIMA LIÇÃO  CPAD CENTRAL GOSPEL 3º BETEL

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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Conteúdo da Lição 3

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O BATISMO DE JESUS 
21 de janeiro de 2018


Texto do dia.
"E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo." (Mt 3.17)

Síntese.
Deus confirmou a filiação divina de Jesus por ocasião do seu batismo.

Interação
Prezado educador, sabemos da escassez de bons professores para o ensino na Escola Dominical, por isso precisamos investir em ações de capacitação e desenvolvimento de novos talentos. Observe bem os seus alunos e procure descobrir aqueles que possuem mais habilidades para o ensino. No decorrer do trimestre, crie oportunidades para que estes façam a apresentação de algum tópico da lição. Tenha como objetivo ensinar e formar novos talentos para a Educação Cristã.

Orientação Pedagógica
Depois de orar para iniciar a aula, convide um aluno ou aluna para falar a respeito de como foi o batismo dele(a). Você poderá fazer as seguintes perguntas: "Por que você decidiu se batizar?" "O que sentiu depois do batismo?" Para isso, reserve 5 minutos para cada aluno.
Dar a oportunidade para que os alunos falem a respeito de como foi o batismo deles, contribui para que percam a timidez e o medo de falar em público, contribuindo para a formação de novos docentes.

Texto bíblico
Mateus 3.13-17
13 Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.
14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.
16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.
17 E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO
Algumas pessoas não conseguem entender o motivo que levou Jesus, sendo o Deus encarnado, a se sujeitar a ser batizado pelo último dos profetas de Israel (Mt 11.13). No entanto, a narrativa de Mateus, apesar de resumida, mostra o que estava por trás desse gesto de Jesus. A história do batismo de Jesus não era para ser apenas mais um relato de batismo de João, o Batista. Ela teve um significado importante: revelar a divindade de Cristo e a confirmação escriturística de sua missão.
Nesta lição, estudaremos a respeito do gesto humilde de Jesus de vir até João para ser batizado. Veremos também os sinais que aconteceram naquele momento e a relação do batismo de João com o batismo cristão.

I - O PROFETA QUE BATIZOU JESUS

1. João, o batista.
Mateus descreve a aparição de João Batista diretamente no deserto. Ele faz uma conexão entre o texto de Mateus 3.3 com Isaías 40.3: "Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus". A profecia de Isaías 40.3 teve um significado especial para os exilados da Babilônia. A interpretação teológica do exílio era de que ele ocorreu devido à desobediência do povo e a libertação estava condicionada ao retorno a Deus. Essa interpretação influencia o discurso de João Batista.
João é comparado a Elias pelo seu estilo de vida e ousadia ao desafiar o povo de Israel a se converter a Deus (1 Rs 1.17,18-46). Mateus deixa claro que João tinha uma missão especial já prevista no Antigo Testamento: preparar o caminho para o Messias.

2. O batismo de João.
O batismo de João era com água e para arrependimento, um batismo de purificação precedido por uma confissão de pecados. O discurso realizado por João Batista antes do batismo era direto e firme. Uma temática profética semelhante a Moisés (Dt 30.2,10), Oseias (Os 3.5; 6.1), Amós (Am 4.6,8,9), Isaías (Is 9.13), Jeremias (Jr 2.27) e Ezequiel (Ez 14.6). A mensagem de João era de arrependimento para um batismo que realmente simbolizasse a morte do "velho homem". Se o batismo de João era para o arrependimento e precedido de um discurso duro, por que Jesus vai ao Jordão procurar João para ser batizado? De que teria Ele que se arrepender? Por que ouvir tal discurso? A atitude de João demonstrava que ele não via em Jesus necessidade de arrependimento, mas que tudo foi realizado para se cumprir as Escrituras.

3. João anuncia um batismo superior ao seu.
Antes de batizar Jesus, João anunciou que após ele surgiria alguém com um batismo superior ao seu. João estava se referindo a Jesus, pois Ele batizaria aqueles que cressem com o Espírito Santo e com fogo (Mt 3.11).
A missão de Jesus era salvar e purificar os que o aceitam pela fé e o recebem como seu único Salvador, crendo nas palavras do Evangelho.

Pense
Jesus e João, durante o batismo, demonstraram exemplos de humildade. Jovem, você é um exemplo de humildade?

Ponto Importante
João batista não tinha inveja de Jesus. Ele realça as qualidades e virtudes do Salvador, mesmo correndo o risco de "perder" seus discípulos para Ele.

II - O BATISMO DE JESUS E OS SINAIS DIVINOS

1. Jesus foi batizado para que se cumprissem as Escrituras.
A narrativa de Mateus a respeito de Jesus não menciona a infância dEle. Do seu nascimento salta para a visita a João.
A atitude de João, seu primo, ao recebê-lo demonstra que ele conhecia Jesus e não via nEle necessidade de arrependimento e muito menos de ser batizado.
Mateus é o único evangelista que registra o fato de João, a princípio, ter se recusado a batizar Jesus. Sua recusa é consistente com sua humildade (Mt 3.11). Quando Jesus menciona que é para cumprimento de "toda a justiça", ele se rende e batiza o Salvador. O verbo cumprir que aparece também em textos de Mateus (Mt 1.22; 2.15; 4.14) significa concordância da vontade de Deus com o que está acontecendo no ministério de Jesus, que fora previamente declarado nas Escrituras.

2. Primeiro sinal: a descida do Espírito de Deus em forma de pomba (Mt 3.16).
Logo após a saída de Jesus das águas os céus se abrem para Ele. A abertura dos céus revela favor divino a pessoa que estava em consonância com Deus (Ez 1.1; At 7.56; Ap 19.11).
O evangelista afirma que ao sair Jesus das águas o Espírito de Deus desceu sobre Ele como uma pomba (Mt 3.16). O Espírito Santo que já estava ativo no nascimento de Jesus (Mt 1.18) continua presente no início de seu ministério terreno.
Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo para proclamar e libertar o oprimido, conforme a leitura que Ele mesmo fez de Isaías 61.1. Este também era o sinal de um novo governo, diferente do governo do Império Romano, em que os menos favorecidos não tinham quem os representasse.

3. Segundo sinal: uma voz dos céus.
Na sequência, Mateus afirma que "e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3.17). Mais uma vez Mateus recorre ao Antigo Testamento, fazendo uma alusão ao Salmo 2.7 e Isaías 42.1.
Mateus apresenta Jesus como o servo sofredor de Deus e como o Messias (Is 42.1-4). Ele demonstra que mesmo sendo Filho de Deus, Jesus tinha a humildade de servir, diferente dos governantes romanos. Mateus também apresenta a figura do Messias, que devia batizar com o Espírito e com fogo. A pomba é símbolo de suavidade e mansidão. Isso nos mostra que, dependendo da atitude do ser humano em relação à vontade de Deus, Jesus pode ser a verdadeira benignidade como também a severidade (Rm 11.22).

Pense
Jesus recebeu ao mesmo tempo o título de Filho de Deus e Servo Sofredor. Jovem, você sabe lidar com situações de glória e de humilhação?

Ponto Importante
A benignidade ou severidade de Jesus está condicionada à atitude do ser humano em relação à vontade de Deus (Rm 11.22).
Para a pessoa participar do batismo, é preciso crer na obra vicária de Cristo para ser justificada somente depois

III - O BATISMO DE JESUS E O BATISMO CRISTÃO

1. O modelo do batismo de João foi adaptado pelo cristianismo.
João Batista não foi o primeiro a praticar o batismo nas águas. Antes dele, os judeus batizavam os prosélitos como símbolo de uma natureza "purificada". João Batista propagava o batismo do arrependimento, todavia o significado de arrependimento para João não é o mesmo do batismo cristão (At 18.24-26; 19.1-7). O batismo de João era uma preparação para o batismo que Jesus iria instituir depois de sua morte e ressurreição. Jesus é o Cordeiro de Deus, para justificação de todo aquele que crê e depois da sua morte e ressurreição, todos que nEle creem devem ser batizados em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo (Mt 28.20).
Em Mateus, João Batista aparece pregando o "batismo de arrependimento para remissão de pecados", enquanto Jesus entra com um discurso do Reino: "Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos céus". Para a pessoa participar do batismo, é preciso crer na obra vicária de Cristo para ser justificada somente depois disso vem o batismo (At 2,41). O batismo é um símbolo da justificação já realizada por Jesus Cristo.

2. O batismo é uma ordenança de Cristo e não um sacramento.
Segundo a doutrina católica, as obras são essenciais para a justificação assim como o "sacramento do batismo". Tais argumentos repetem a mesma defesa dos judeus com relação à circuncisão como meio de justificação. Em Romanos 4.9-15, Paulo questiona tal prática e chama de hipócrita quem se gloria de obras e sinais externos. Paulo afirma que Abraão foi justificado antes da instituição da circuncisão, tornando irrefutável a afirmação de que a circuncisão não era requisito para a justificação.
O batismo cristão é a ordenança de Jesus proferida pouco antes de sua ascensão, mas a justificação se dá mediante a fé no Filho de Deus (Mt 28.19,20). Jesus deu orientações explícitas de que as pessoas convertidas devem ser batizadas em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Porém, somos salvos pela fé em Jesus, pela sua graça e não pelo batismo em si. O batismo sem fé nenhum valor tem.

3. O batismo cristão ilustra a morte e ressurreição de Cristo.
O crente, pela fé em Cristo, torna-se justo diante de Deus e o velho homem é com Jesus crucificado, fazendo surgir uma nova criatura (Rm 6.6; 2 Co 5.17). O batismo nas águas é um ato público para atender uma ordenança que formaliza, simbolicamente, o que já ocorreu: o sepultamento do velho homem (Cl 2.12). O batismo nas águas é uma bela representação da nova posição do salvo em Cristo, morto para o pecado (debaixo das águas), justificado e reconciliado com Deus (ao sair das águas). Portanto, o batismo cristão é um ato público que simboliza a justificação ocorrida por meio da fé em Cristo.

Pense
Se o próprio Jesus, que não tinha pecado, se submeteu ao batismo de João, por que ainda há jovens que resistem o batismo?

Ponto Importante
O batismo nas águas é a ordenança de Jesus, um ritual que simboliza que um pecador justificado está confessando, em público, sua fé em Cristo.

SUBSÍDIO
"O batismo de Jesus marca o início de seu ministério. João Batista estava chamando os ouvintes para um batismo de arrependimento. Jesus, no entanto, não tinha pecados dos quais se arrepender. Mas Ele, graças à sua submissão ao batismo de João Batista, demonstrou sua identificação com a humanidade pecaminosa. A descida do Espírito Santo em forma de pomba e as palavras de aceitação do Pai que acompanharam o batismo representaram a aprovação de Deus do ministério que se seguiria. [...] No batismo de Jesus, Deus o confirmou como seu Filho e encheu-o com seu Espírito (Mt 3.13-17), capacitando-o para sua missão" (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p. 436).

ESTANTE DO PROFESSOR
MARK, Daver. A Mensagem do Novo Testamento: Uma exposição teológica e homilética. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

CONCLUSÃO
Jesus demonstrou sua humildade e obediência, ao que estava predito nas Escrituras, ao se submeter ao batismo de João Batista, mesmo não tendo pecado. O batismo de Jesus foi acompanhado de sinais, comprovando que Ele era o Filho de Deus. 

Hora da revisão

1. Como Mateus descreve a aparição de João Batista?
Mateus descreve a aparição de João Batista diretamente no deserto.

2. Qual o significado do verbo "cumprir" que aparece em alguns textos de Mateus, como exemplo, Mateus 1,22; 2.15?
O verbo cumprir que aparece também em textos de Mateus significa concordância da vontade de Deus com o que está acontecendo no ministério de Jesus, que fora previamente declarado nas Escrituras.

3. Segundo a lição, qual era a missão de Jesus?
A missão de Jesus era salvar e purificar os que o aceitam pela fé e o recebem como seu único Salvador.

4. Por que o batismo é considerado uma ordenança e não um sacramento?
Porque o batismo cristão é a ordenança de Jesus proferida pouco antes de sua ascensão, mas a justificativa se dá mediante a fé no Filho de Deus e não pelas obras.

5. De acordo com a lição, como relacionar o batismo nas águas e a nova posição do salvo em Cristo?
O batismo nas águas é uma bela representação da nova posição do salvo em Cristo, morto para o pecado (debaixo das águas), justificado e reconciliado com Deus (ao sair das águas).

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ESCOLA DOMINICAL CPAD ADULTOS - Conteúdo da Lição 3

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A Superioridade de Jesus em relação a Moisés

21 de Janeiro de 2018



TEXTO ÁUREO

"Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou." (Hb 3.3)



VERDADE PRÁTICA

Cristo em tudo foi superior a Moisés na Casa de Deus, pois enquanto o legislador hebreu foi um mordomo, o Salvador foi o dono.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 3.1-19

1 - Pelo que, irmãos santos, participantes da vocação celestial, considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão,
2 - sendo fiel ao que o constituiu, como também o foi Moisés em toda a sua casa.
3 - Porque ele é tido por digno de tanto maior glória do que Moisés, quanto maior honra do que a casa tem aquele que a edificou.
4 - Porque toda casa é edificada por alguém, mas o que edificou todas as coisas é Deus.
5 - E, na verdade, Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, para testemunho das coisas que se haviam de anunciar;
6 - mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.
7 - Portanto, como diz o Espírito Santo, se ouvirdes hoje a sua voz,
8 - não endureçais o vosso coração, como na provocação, no dia da tentação no deserto,
9 - onde vossos pais me tentaram, me provaram e viram, por quarenta anos, as minhas obras.
10 - Por isso, me indignei contra esta geração e disse: Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos.
11 - Assim, jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso.
12 - Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo.
13 - Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado.
14 - Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim.
15 - Enquanto se diz: Hoje, se ?ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.
16 - Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.
17 - Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi, porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?
18 - E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?
19 - E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade.


HINOS SUGERIDOS:

295, 396, 620 da Harpa Cristã


INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A Antiga Aliança apresenta Moisés como "apóstolo", isto é, o mensageiro de Deus da Aliança com o povo de Israel, e o seu irmão Arão, como sumo sacerdote do povo de Deus, respectivamente. Essa dispensação deu lugar a uma nova ordem, a um novo concerto em que Cristo Jesus se apresenta como executor desses dois ofícios. Agora, Ele é o apóstolo da Nova Aliança e o Sumo Sacerdote perfeito. Essa verdade é que permeia toda a lição.


COMENTÁRIO


INTRODUÇÃO
O autor dá início ao capítulo três fazendo um contraste entre Moisés e Cristo. Ele estava consciente da grande estima que seus compatriotas tinham pela figura do grande legislador hebreu, Moisés. Em nenhum momento desse contraste o autor deprecia a pessoa de Moisés, mas sempre o coloca como um homem fiel a Deus na execução de sua obra. Entretanto, mesmo tendo assumido a grande missão de conduzir o povo rumo à Terra Prometida, Moisés não poderia se equiparar a Jesus, o Autor da nossa fé. O contraste entre Moisés e Cristo é bem definido: Moisés é visto como um administrador da casa, Jesus como Edificador; Moisés é retratado como servo, Jesus como Filho; Moisés foi enviado em uma missão terrena, Jesus numa missão celestial, eterna.


I - UMA TAREFA SUPERIOR



1. Uma vocação superior.
O autor introduz a seção vv.1-6 tomando como ponto de partida o que havia dito anteriormente - Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18). Tomando por base esse conhecimento, seus leitores, a quem ele chama afetuosamente de irmãos santos, deveriam ficar atentos ao que seria dito agora (Hb 3.1). Eles não eram apenas um povo nômade pelo deserto escaldante à procura da Terra Prometida, mas herdeiros de uma vocação celestial. Eles deveriam se lembrar de quem os fez aptos e idôneos dessa vocação. Nesse aspecto, os leitores de Hebreus a Moisés, a quem coube a missão de conduzir o povo à Canaã terrena.


2. Uma missão superior.
O autor pela primeira vez usa a palavra apóstolo em relação a Jesus (Hb 3.1). A palavra apóstolo se refere a alguém que é comissionado como um representante autorizado. Não havia dúvida de que Moisés havia sido um enviado de Deus em uma missão, todavia, ele não foi o "apóstolo da grande salvação". A missão de Moisés foi tirar o povo de dentro do Egito e conduzi-lo à Terra Prometida, mas a missão de Jesus é a de conduzir a Igreja à Canaã celestial. A missão mosaica era daqui, a Canaã terrena; a missão de Jesus possuía uma vocação celestial. Cristo não foi apenas um enviado em uma missão, mas acima de tudo, o apóstolo da nossa confissão, alguém com autoridade na missão de nos conduzir ao destino eterno.


3. Uma mediação superior.
Depois de afirmar que Jesus era "o apóstolo", o autor também diz que Ele é o "sumo sacerdote da nossa confissão". Jesus era superior a Moisés, não apenas em relação à missão, mas também em relação à função que exercia. O autor fará um contraste mais detalhado entre o sacerdócio de Cristo e o araônico mais adiante, mas aqui os crentes deveriam ter em mente que a mediação de Jesus era em tudo superior ao sistema mosaico e levítico. Cristo era o mediador da nossa confissão. A palavra "confissão" traduz o termo original homologia, que tem o sentido primeiro de "concordância". Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele, e somente Ele, é a razão do nosso viver.


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Prezado(a) professor(a), inicie a aula desta semana fazendo as seguintes perguntas:
a) O que Moisés representou para o povo de Israel?
b) Qual foi o papel de Moisés no estabelecimento da Antiga Aliança de Deus com o seu povo?
c) Por que Moisés é uma autoridade respeitada na história de Israel?
Ouça as respostas dos alunos e em seguida faça um resumo abordando as respostas das três perguntas a fim de amarrar as informações. A ideia dessa atividade é familiarizar a classe com Moisés a fim de, a partir da importância dele para o povo judeu, destacar a magnitude de Jesus Cristo como o mediador da Nova Aliança.


CONHEÇA MAIS

*A possibilidade de não chegar ao fim da caminhada
"O livro de Hebreus considera a possibilidade de permanecer firme na fé ou de abandoná-la como uma escolha real, que deve ser feita por cada um dos leitores; o autor ilustra as consequências da segunda opção referindo-se à destruição dos hebreus rebeldes no deserto após sua gloriosa libertação do Egito." Leia mais em "COMENTÁRIO Bíblico Pentecostal Novo Testamento", CPAD, p.1557-59. 


II - UMA AUTORIDADE SUPERIOR



1. Construtor, não apenas administrador.
O autor destaca que tanto Moisés como Jesus foram fiéis na "casa de Deus" (Hb 3.2). Eles foram fiéis na missão que lhes foram confiada. Isso mostra o apreço que o autor possuía pelo legislador hebreu. Todavia, ao se referir a Jesus, o autor usa a palavra grega aksioô, traduzida como "digno", "valor", "mérito". Duas coisas precisam ser destacadas no uso desse vocábulo pelo autor. Primeiramente ele quer mostrar que o mérito de Jesus era maior do que o de Moisés. Nosso Senhor era o construtor do edifício, da casa de Deus, e não apenas o mordomo, como fora Moisés. Os crentes precisavam enxergar isso e, assim, valorizarem mais a sua salvação. Por outro lado, ao usar o pretérito perfeito (tempo verbal grego), ele demonstra que a glória de Moisés era desvanecente, enquanto a de Jesus era permanente.


2. O perigo de ver, mas não crer.
"[...] E viram, por quarenta anos, as minhas obras" (Hb 3.9). Erra quem pensa que só acredita quem vê. Parece que quem muito vê, menos acredita. Acaba ficando acostumado com o sobrenatural. Para algumas pessoas o sobrenatural se "naturaliza". É exatamente isso que aconteceu no deserto e era especificamente isso que acontecera com a comunidade dos primeiros leitores de Hebreus. Tanto Moisés como Jesus foram poderosos em obras, mas isso não era suficiente para segurar os crentes. É preocupante quando o cristão se acostuma com o sobrenatural e nada mais parece impactá-lo ou sensibilizá-lo.


3. O perigo de começar, mas não terminar.
"Estes sempre erram em seu coração e não conheceram os meus caminhos" (Hb 3.10b). Com essas palavras o autor mostra o perigo de começar, mas não chegar; de andar, mas se desviar. Alguns do antigo povo de Deus haviam começado bem, mas terminado mal. Muitos caíram pelo caminho, desistiram da estrada. O mesmo risco estava ocorrendo com os cristãos neotestamentários - haviam começado bem, mas corriam o risco de caírem e perderem a fé. Esse alerta é para nós hoje! Como está a tua fé?


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

"[...] Pedro apresenta Jesus como o Profeta semelhante a Moisés (vv.22,23). Moisés havia declarado: 'O SENHOR, teu Deus, te despertará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a ele ouvireis' (Dt 18.15). Seria natural dizer que Josué cumpriu essa profecia. Josué, o seguidor de Moisés, realmente veio depois deste e foi um grande libertador de seu tempo. Surgiu, porém, outro Josué (na língua hebraica, os nomes Josué e Jesus são idênticos). Os cristãos primitivos reconheciam Jesus como o derradeiro cumprimento da profecia de Moisés.
No final do capítulo (vv.25,26), Pedro lembra aos ouvintes a aliança com Abraão, muito importante para se entender a obra de Cristo: 'Vós sois os filhos dos profetas e do concerto que Deus fez em nossos pais, dizendo a Abraão: Na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra. Ressuscitando Deus a seu Filho Jesus, primeiro o enviou a vós, para que nisso vos abençoasse, e vos desviasse, a cada um, das vossas maldades'. Claro está que, agora, é Jesus quem traz a bênção prometida e cumpre a aliança com Abraão - e não apenas a Lei dada por meio de Moisés" (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1996, pp.307,08).


III - UM DISCURSO SUPERIOR



1. O perigo de ouvir, mas não atender.
Seguindo a redação da Septuaginta (tradução grega da Bíblia Hebraica), o autor cita o Salmo 95.7-11 para trazer uma série de advertências. Se o povo de Deus no Antigo Pacto precisou ser exortado, maior exortação precisava os que tinham maiores promessas. Primeiramente havia o perigo de ouvir e não atender (Hb 3.7,8). No passado, o povo de Deus tinha ouvido a mensagem divina; entendido, mas não atendido! O mesmo erro estava se repetindo. O Espírito Santo, falando profeticamente pela boca do salmista, advertia os o leitores para que seus corações não se endurecessem. É um apelo atual, porque o povo de Deus muitas vezes demonstra ser tardio para ouvir.


2. A humilhação do servo.
A humilhação de Jesus teve início com o esvaziamento de sua glória para tomar a forma de servo e culminou com o sofrimento na cruz (Fp 2.7,8). Sua humilhação está relacionada aos seus sofrimentos, como o ser perseguido, desprezado pelas autoridades, discriminado (Jo 1.46), silenciado diante de seus acusadores, açoitado impiedosamente, injustamente julgado diante de Pilatos e Caifás e, finalmente, crucificado e morto. Assim se cumpriu cada detalhe da profecia a respeito do Servo Sofredor (Is 53).


3. O exemplo a ser seguido.
Quando andou na Terra, Jesus nos ofereceu o melhor exemplo, fazendo a vontade do Pai e amando o próximo com um amor sem igual (Jo 4.34; Lc 4.18,19). Logo, a partir da vida do Salvador, somos estimulados a priorizar o Reino de Deus, a pessoa do Altíssimo em todas as áreas de nossa vida, não permitindo que nada tome o seu lugar em nosso coração. Assim, somos instados a amar o próximo na força do mesmo amor que o Pai tem por nós (Mc 12.30,31).


SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

"SE OUVIRDES HOJE A SUA VOZ Citando Salmos 95.7-11, o escritor se refere à desobediência de Israel no deserto, depois do êxodo do Egito, como advertência aos crentes sob o novo concerto. Porque os israelitas deixaram de resistir ao pecado e de permanecer leais a Deus, foram impedidos de entrar na Terra Prometida (ver Nm 14.29-43; Sl 95.7-10). Semelhantemente, os crentes do Novo Testamento devem reconhecer que eles, também, podem ficar fora do repouso divino, se forem desobedientes e deixarem que seus corações se endureçam.
NÃO ENDUREÇAIS O VOSSO CORAÇÃO
O Espírito Santo fala conosco a respeito do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11; Rm 8.11-14; Gl 5.16-25). Se formos indiferentes à sua voz, nossos corações se tornarão cada vez mais duros e rebeldes a ponto de se tornarem insensíveis à Palavra de Deus ou aos apelos do Espírito Santo (v.7). A verdade e o viver em retidão já não serão prioridades nossas. Cada vez mais, buscaremos prazer nos caminhos do mundo e não nos caminhos de Deus (v.10). O Espírito Santo nos adverte que Deus não continuará a insistir conosco indefinidamente se endurecermos os nossos corações por rebeldia (vv.7-11; Gn 6.3). Existe um ponto do qual não há retorno (vv.10,11; 6.6; 10.26)" (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1902).


CONCLUSÃO

Ao mostrar a superioridade de Jesus sobre Moisés, o autor da Carta aos Hebreus não tencionava exaltar o primeiro e desprezar o segundo, mas pôr em relevo a obra do Calvário, bem como esclarecer como os crentes devem valorizá-la. Ora, se Moisés que não era divino, que não se deu sacrificalmente em lugar de ninguém, merecia ser ouvido, então por que Jesus, o Filho do Deus bendito, Senhor da Igreja e superior aos anjos, não merecia reconhecimento ainda maior?


PARA REFLETIR

A respeito da Superioridade de Jesus em relação a Moisés, responda:


Qual o ponto de partida para o autor aos Hebreus introduzir o assunto sobre a vocação superior de Jesus?

Que Jesus era o autor e mediador da nossa salvação (Hb 2.14-18).


Em que concordamos quando confessamos Jesus como Salvador?

Quando confessamos Jesus como Salvador, concordamos que Ele em tudo tem a primazia. Ele é o Senhor. Ele é maior do que tudo e do que todos; Ele e somente Ele é a razão do nosso viver.


O que devemos destacar quando o autor usa aksioô, isto é, "digno", "valor" e "mérito"?

Diferente de Moisés, o mérito de Jesus era maior e sua glória era permanente.


Se Moisés foi um ministro de Deus no culto da congregação do deserto, o que foi Jesus?

O ministro da Igreja, o povo de Deus na Nova Aliança, "a qual casa somos nós" (Hb 3.6).


Qual risco corria os cristãos neotestamentários?

O perigo de ouvir, mas não atender, o perigo de ver, mas não crer e o perigo de começar, mas não terminar.

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ESCOLA DOMINICAL BETEL - Conteúdo da Lição 3

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A oferta de manjares
21 de janeiro de 2018


Texto Áureo
“Nenhuma oferta de manjares, que oferecerdes ao Senhor, se fará com fermento; porque de nenhum fermento, nem de mel algum oferecereis oferta queimada ao Senhor." Lv 2.11

Verdade Aplicada
Cristo é o perfeito alimento que Deus enviou a este mundo e só Ele pode satisfazer todas as necessidades do homem.

Textos de Referência.

Levítico 2.1-3
1 E, quando alguma pessoa oferecer oferta de manjares ao Senhor, a sua oferta será de flor de farinha; nela, deitará azeite e porá o incenso sobre ela.
2 E a trará aos filhos de Arão, os sacerdotes, um dos quais tomará dela um punhado da flor de farinha e do seu azeite com todo o seu incenso; e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao Senhor.
3 E o que sobejar da oferta de manjares será de Arão e de seus filhos; coisa santíssima é, de ofertas queimadas ao Senhor.

Hinos sugeridos.
22, 262, 328

Introdução
A oferta de manjares era voluntária e fazia parte do ritual de adoração da nação israelita. Essa oferta tinha o propósito de conduzir o povo até a presença do Senhor e de abençoar o sacerdote.

1. Os ingredientes da oferta.
Na oferta de manjares não havia derramamento de sangue. Ela representa o ministério terreno de Jesus em toda a perfeição de atitudes e palavras que Ele proferiu durante o Seu ministério nesta terra. Quando lemos os evangelhos, aprendemos com Jesus, o homem perfeito. Vemos Seu relacionamento com os pecadores, Sua atenção para com os que lhe procuravam com um coração sincero e também as palavras duras para os que se aproximavam dEle com hipocrisia.

1.1. Flor de farinha.
A flor de farinha era o trigo passado em peneira muito fina e nos dias do patriarca Abraão era utilizado para a fabricação de bolo (Gn 18.6). Essa farinha feita do trigo tem como característica ser bem fina, com os grãos apresentando a uniformidade, o que representa muito bem o ministério terreno de Jesus Cristo, em quem não encontramos acepção de pessoas nem injustiça no relacionamento com os homens.

1.2. Azeite.
O azeite na oferta de manjares é símbolo do Espírito Santo. A flor de farinha era amassada com azeite (Lv 2.5), simbolizando a concepção de Jesus no ventre de Maria (Lc 1.35). O Verbo se fez carne (Jo 1.14), através da ação do Espírito Santo no ventre de Maria! A concepção da humanidade de Jesus Cristo, pelo Espírito Santo no ventre de Maria, é um dos profundos mistérios que nos revela a Palavra de Deus (1Tm 3.16).

1.3. Incenso.
O Senhor Deus revelou a Moisés como o incenso deveria ser feito, quais os elementos que fariam parte de sua composição e a quantidade exata desses elementos. O Senhor também disse a Moisés que ninguém poderia fazê-lo para seu próprio uso, mas somente para oferecer ao Senhor Deus (Êx 30.34-38), pois era algo santíssimo. O incenso nessa oferta demonstra que em todo o Seu ministério terreno Jesus nunca fez nada para Sua própria glória, mas sempre para a gloria de Deus (Jo 7.18).

2. Trazendo a oferta aos sacerdotes.
Deus nos ensina na Sua Palavra que devemos ofertar ao Senhor em gratidão pelas bênçãos que Ele nos concede por Sua infinita bondade, para a Sua casa. Os israelitas foram ensinados a levarem dos seus bens para o Senhor. Desse modo, os sacerdotes eram também abençoados. Pela Palavra de Deus vemos que, sempre que o povo assim procedia, a bênção do Senhor era abundante sobre o Seu povo.

2.1. Entregue aos filhos de Arão.
O que era trazido como oferta de manjares ao Senhor era entregue nas mãos dos filhos de Arão (Lv 2.2). Este sacrifício nos ensina que devemos trazer nossas ofertas para serem entregues nas mãos daqueles que estão com essa responsabilidade na casa do Senhor. Como foi agradável ao Senhor que assim fosse com a nação de Israel, também é agradável a Deus que este mesmo princípio hoje seja um fundamento em Sua Igreja. Assim como Deus abençoou o Seu povo no passado, Ele também abençoa o Seu povo hoje.

2.2. Parte da oferta era queimada.
É importante observarmos este trecho da Palavra de Deus: “e o sacerdote queimará este memorial sobre o altar; oferta queimada é, de cheiro suave ao Senhor.” (Lv 2.2). Tudo o que fazemos para Deus deve ser como essa oferta queimada sobre o altar. Nada pode impedir ou tirar o galardão pelo que fazemos para o Senhor. O serviço do salvo feito para o Senhor nesta vida está diante de Deus. As orações, os jejuns, a evangelização, a contribuição, tudo está sobre o altar e terá a sua perfeita recompensa, o galardão que está nas mãos do Senhor, para dar a cada um segundo as suas obras (Ap 22.12).

2.3. Parte da oferta era dos sacerdotes.
Não era tudo para os sacerdotes, mas somente o que lhes era permitido pelo Senhor (Lv 2.3). Assim como existe a responsabilidade do ofertante, também existe a do sacerdote em atentar para o que diz o ritual do sacrifício, pois a oferta não pode ser profanada. Aprendemos com isso que tudo deve ser feito conforme estabelecido pelo Senhor, para que seja sempre para a Sua glória. O texto de Levítico 2.3 diz: “E o que sobejar (...)”, porque tudo é oferecido primeiramente para o Senhor. No entanto, aqueles que O servem também são abençoados. Assim, aprendemos que o sacerdote come do que é oferecido no altar (1Co 9.13).

3. Preparando a oferta.
A oferta devia ser preparada em casa e levada aos sacerdotes, ensinando-nos que o culto começa em casa, junto com a nossa família, mas Deus tem um lugar escolhido por Ele onde devemos levar as nossas ofertas. No Antigo Testamento era o tabernáculo; mais tarde, no templo de Salomão. Hoje a Igreja tem os seus locais de culto e o cristão tem o dever e a obrigação de estar presente para adorar ao Senhor.

3.1. Uma oferta sem fermento.
O fermento, juntamente com o mel, não era permitido na oferta de manjares (Lv 2.11). Não deveria haver nada que azedasse, nada que fizesse a massa levedar. Essa oferta simbolizava o homem perfeito, Jesus Cristo, em Seu ministério terreno. Em Cristo não há sabor de azedume. Em Seus ensinos, nos milagres por Ele realizados, no convívio com os pecadores, nada nEle demonstra algo susceptível de fazer inchar. A Sua Palavra podia, por vezes, ser enérgica e penetrante, mas nunca era áspera, o Seu caráter e o Seu comportamento mostraram sempre a realidade de quem andava na presença de Deus.

3.2. A oferta cozida no forno ou na caçoula.
A oferta podia ser cozida de três maneiras: no forno, na caçoula e na sertã. Esses três modos de cozer sugerem os tipos de sofrimento que Jesus enfrentou durante o Seu ministério, como também as experiências que o salvo enfrenta durante a sua vida. Essa é uma oferta que agrada a Deus e é chamada “cheiro suave”, porque eu ministério terreno e suportou todo tipo de sofrimento, enfrentando oposição, perseguição e incompreensão por sempre fazer a vontade do Pai.

3.3. A oferta com sal.
O sal era obrigatório na oferta de manjares (Lv 2.13). O sal tem muitos símbolos na Bíblia. Era considerado uma preciosidade entre as nações da região do Oriente da Antiguidade. Proporcionava sabor às oferendas, que em parte seriam dadas aos sacerdotes; preserva da corrupção; símbolo da perpetuidade (“aliança de sal” – Nm 18.19; 1Cr 13.5).

Conclusão.
Que ofereçamos, constantemente, o nosso melhor a Deus, sempre com um coração grato e acompanhado de louvor e oração, como resultado de uma vida purificada pelo sangue de Jesus Cristo, pela Palavra de Deus e ação do Espírito Santo.

Questionário.
1. O que é símbolo do Espírito Santo na oferta de manjares?
R: O azeite (Lv 2.5).

2. O que é a concepção da humanidade de Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, no ventre de Maria?
R: Um dos profundos mistérios que nos revela a Palavra de Deus (1Tm 3.16).

3. O que não era permitido na oferta de manjares?
R: O fermento e o mel (Lv 2.11).

4. Do que a oferta cozida no forno ou na caçoula fala?
R: Do tipo de sofrimento que o cristão passa nesta vida Poe ser fiel a Deus (1Pe 4.12-14).

5. O que era obrigatória na oferta de manjares?
R: O sal (Lv 2.13).

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL ESBOÇO - Subsídio da Lição 3


EDITANDO

AULA EM___DE______DE 2018 – LIÇÃO 3
(Revista: Central Gospel - nº 53)

Tema: O Anticristo
Texto Bíblico Básico:

2 Tessalonicenses 2.3-11
3 - Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição,
4 - o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
5 - Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?
6 - E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado.
7 - Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado;
8 - e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
9 - a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira,
10 - e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem.
11 - E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.

1 João 2.18
18 - Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos; por onde conhecemos que é já a última hora.

Texto áureo: Rm 16.20
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 PALAVRA INTRODUTÓRIA
- Professor(a), nesta lição se aprofunde na escatologia acerca do Anticristo, leia bastante informações sobre esse personagem escatológico.
"relacionados aos acontecimentos previstos para ocorrer no fim dos dias", quando Daniel falou isso ele estava dando uma introdução à escatologia, a doutrina das últimas coisas, quando a Bíblia fala que um dia para Deu é como mil anos e mil anos como um dia 2 Pe 3.8, não está falando em termos cronológicos, apenas quer dizer que para Deus o tempo não tem influencia, o Senhor olha o tempo como uma grande fita métrica estendida no chão onde Ele pode observar o passado, presente e futuro do mesmo ângulo de visão.
"que governará o mundo durante sete anos", a escatologia de Daniel se encaixa perfeitamente na cronologia de Apocalipse, seve como base de estudo dos que interpretam os acontecimentos do tempo do fim.
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1. O SURGIMENTO DO ANTICRISTO
- "após a consumação da segunda vinda do Senhor", o comentarista está se referindo ao arrebatamento, no entanto alguns afirmam que o arrebatamento é o início da Segunda Vinda, a consumação da Segunda Vinda seria Vinda em Glória.
"aparecerá o Anticristo", o nome significa "oposto a Cristo", que faz oposição ao Senhor Jesus. Será literalmente um homem comandado por um espírito maligno, chamado na Bíblia de o espírito do anticristo que já está operando no mundo:
"E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já agora está no mundo." 1 Jo 4.3

1.1. No começo do Dia do Senhor
- "onde não há claridade, esperança ou motivação positiva", o mundo estará mergulhado num caos, com altos índices de desemprego, violência, etc. Nesse momento surgirá alguém com a proposta de solução dos problemas.
"vindo da terra, do céu ou do inferno", para as pessoas não importará a procedência da pessoa que trará a solução. Já hoje podemos sentir isso na política, muitas pessoas toleram governantes de índole duvidosa, desde que resolva as demandas. 

1.2. Paz para todos
- "Procurando imitar a pessoa do Senhor Jesus", o ódio do Anticristo será sobre o Senhor Jesus, por isso ele tentará desmoraliza-lo e tirar seus possíveis seguidores.
"Utilizando os meios de comunicação mais eficientes", os meios de comunicação será a grande ferramenta do Anticristo, com a poderosa mídia ele fará grande propaganda e montará forte sistema de governo mundial.
"a nação de Israel — e outras nações inimigas", conseguir a solução para os conflitos entre israelenses e palestinos chamará a atenção do mundo que se admirará desse homem e o colocará como uma autoridade mundial.  

1.3. Problemas resolvidos
- "Sete anos será o tempo do Anticristo como governante", esse tempo será dividido entre Tribulação e Grande Tribulação, alguns chamam de Pequena Tribulação e Grande Tribulação, sendo 3 anos e maio para cada.
"aparecerá como um príncipe salvador", tudo o que a humanidade sempre sonhou, não será difícil conquistar o coração das autoridades e cidadãos do mundo inteiro.

2. TEMOS UM ESPECIALISTA
- "alguém superdotado, acima da média", esses especialista se destacam hoje acima das pessoas comuns devido a grande procura, essa necessidade se tornará intensa no campo da política. Quando surgir o Anticristo se destacará acima de todos, porém no início ele terá aparência de humildade. 


2.1. O Anticristo: gênio; mestre; especialista
- "o Anticristo será o foco", os meios de comunicação fará dele rapidamente uma celebridade, atualmente as mídias sociais espalham informações mais rapidamente a um custo quase zero. O povo é o gerente dessas mídias sociais, se o Anticristo agradar o povo então haverá pressão de todos os lados para que ele assuma o poder.

EDITANDO


Pr Marcos André


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ESCOLA DOMINICAL CPAD ESBOÇO - Subsídio da Lição 2

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AULA EM 14 DE JANEIRO DE 2018 - LIÇÃO 2
(Revista CPAD)

Tema: Uma Salvação grandiosa

Texto Áureo: Hb 2.3


INTRODUÇÃO
- Professor(a), nesta lição medite na leitura Bíblica em Classe, pois o comentarista faz um estudo expositivo desse texto.
"à seção de Hebreus 2.1-18", a carta aos Hebreus foi dividida em seções para facilitar o estudo, não significa que o autor tinha a intenção de separar em seções, capítulos ou versículos.
"o autor observava entre eles era certa letargia e negligência", letargia é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; é o mesmo que apatia ou inércia. Negligência é não tomar a atitude necessária diante de uma situação. Muitas são as pessoas que se comportam dessa maneira diante da salvação em Cristo.
"retorno às verdades anteriormente ouvidas e que haviam sido esquecidas", dessa forma a carta aos Hebreus está falando ainda hoje na atualidade.

I – UMA SALVAÇÃO GRANDIOSA

1. Testemunhada pelo Senhor.
"Enquanto a Antiga Aliança foi intermediada por anjos", eram os que o Senhor enviava constantemente a falar com os Seus servos na Antigo Testamento, eles eram os intermediadores e no Novo Testamento Jesus é o nosso intermediador.
"o Filho de Deus, e não os anjos, que anunciou essa tão grande salvação", esse é o motivo de ela ser tão importante, pois a própria divindade anuncia e faz a mediação. É como se alguém fosse numa empresa multinacional e fosse recebido pelo dono.
"requeria obediência por parte dos crentes", tanto a Antiga como a Nova Aliança requerem obediência dos crentes, porém sabemos que na Antiga Aliança a punição vinha mais rápido e decisiva por estar em destaque a justiça de Deus, enquanto que na Nova está em destaque a misericórdia do Senhor e muitos que são dignos de morte estão recebendo oportunidades de se concertar conforme a paciência de Deus. 

2Proclamada pelos que a ouviram.
"posteriormente, por “aqueles que a ouviram”, se referindo a todos os servos d Senhor que se envolveram na Grande Comissão de levar o Evangelho aos quatro cantos da terra.
"mas recebera a Palavra por meio dos que a “ouviram”", ou seja, era um crente autêntico,como nós, que creu pela fé, e o interessante é que foi usado para escrever um livro canônico, foi dessa forma o único livro escrito por alguém que andou com Jesus ou não conta um testemunho de contato com Ele.
"proclamado por testemunhas oculares", quer dizer que por ser uma mensagem passada e confirmada é digna de aceitação e observação para se ter o cuidado de fazer conforme o anunciado pelo Senhor.



3. Confirmada pelo Espírito Santo.
- "foi instrumentalizada pelo Espírito Santo", quer dizer que o Espírito Santo deu a essa mensagem os instrumentos para ser eficaz na vida das pessoas, se refere ao poder do Espírito Santo em ação de acor com o anúncio da mensagem do Evangelho.
"“distribuições do Espírito Santo”, se referindo aos milagres que o Espírito Santo distribuiu no meio dos crentes naquela época, fazendo com que as pessoa cressem com mais facilidade no que se anunciava no Evangelho. Ainda hoje essa instrumentação do Espírito é muito eficaz para a conversão.
"testemunhada de uma forma concreta e palpável", foram muitas pessoas que deram a vida por esse Evangelho, não tem como acreditar que a mensagem da cruz era só uma fábula da cabeça de pessoas geniais, muitos morreram defendendo essa fé, jamais tão grande número de mártires se sacrificariam por algo fabuloso sem aspectos concretos.

II. UMA SALVAÇÃO NECESSÁRIA

1. Por intermédio da humanização do Redentor.
- "ele segue a Septuaginta que usa o termo “anjo”, a Septuaginta é uma tradução do Antigo Testamento do hebraico para o grego, é a tradução mais respeitada dos textos veterotestamentários.
"em vez do texto massorético, que traz a palavra “Deus”, são os textos em hebraico do Antigo Testamento, foi desses textos que João Ferreira de Almeida traduziu a nossa Bíblia.
"o Salmo 8 não pode se aplicar a Adão, nem tampouco a raça pós-queda, mas a Jesus,", quer dizer que quando lemos o Salmo 8 temos a noção de está se falando do ser humano criado por Deus, mas ao ler a interpretação do autor aos hebreus entendemos que se refere a Jesus. Esse é o verso chave do Salmo 8:

"Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste." Sl 8.5

2. Por meio do sofrimento do Redentor.

"era escandalosa a ideia de um Messias sofredor", as Escrituras conduziram à ideia de um Messias vencedor e libertador, mas os interpretes não entenderam que Ele seria vencedor sobre o pecado e seria acima de tudo um libertador espiritual.
"enquanto vivia os limites da condição humana", o ser humano é limitado pelas leis da física enquanto que os anjos não são. Estamos nós hoje também menor que os anjos, mas chegará o tempo quem o Noivo encontrará a noiva e a Igreja terá seu lugar de honra ao lado do Senhor.

3. Por intermédio da glorificação do Redentor.
- "viam no sofrimento algo incompatível com o viver cristão", se referindo aos cristão hebreus que aguardaram a vinda do Messias e receberam Jesus como o Messias de Deus, mas pela mensagem de sofrimento e persistência estavam desanimados, por isso a carta foi escrita a eles.

III. UMA SALVAÇÃO EFICAZ

1. Vitória sobre o Diabo.
- "o Salvador precisava sofrer e morrer pelos homens", assim como  ocorria com o sacrifício pelo pecado no Antigo Testamento, o nosso Senhor também teria que sofrer no sacrifício.
"Esse verbo tem o sentido de “destronar” ou “tornar inoperante”", foi o que Jesus fez na cruz, quando a promessa afirmava que Ele pisaria a cabeça da serpente Gn 3.15, está dizendo que Jesus tiraria a posição de governo que Satanás tinha no mundo.

2. Vitória sobre a morte.
- "a morte passou a ser um inimigo temido", o ser humano não foi feito para morrer, por isso a passagem pela morte sempre causa um pavor e os mistérios do outro lado sempre inspirou os mais terríveis contos de horror.
"os que o recebem como Salvador tem a vida eterna", quer dizer que agora eles até sentem um receio diante da morte por ser algo contrário à sua natureza, mas não sento pavor nem entram em desespero porque sabem para onde vão.

3. Vitória sobre a tentação.
- "“sumo sacerdote” em relação a Jesus", o sumo sacerdote era a maior autoridade sacerdotal capaz de interceder pelo povo, por isso o autor usa essa analogia, pois Jesus morreu em prol do povo de Deus.
"e se identificado com os homens nos seus limites", agindo dentro desses limites, Jesus fez a vontade do Pai, pregou, ensinou, visitou, curou, evangelizou e debateu, também orou, jejuou, além de não pecar. Mostrou é possível fazer a vontade de Deus sendo um simples ser humano limitado.

CONCLUSÃO
- Faça uma breve revisão.
- Corrija o questionário.

Boa aula.

Pr Marcos André

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