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quinta-feira, 14 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 7 / 2º Trim 2026


AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 7

(Revista Editora Betel)

Tema: CUIDANDO DO ESPÍRITO QUE NOS CONECTA



Texto de Referência: Rm 8.1-5

VERSÍCULO DO DIA
"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis", Gl 5.16,17

VERDADE APLICADA
Cuidar do relacionamento com o Espírito Santo é essencial para a vida cristã.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Reconhecer a natureza espiritual do ser humano;
Ressaltar a importância de nutrirmos a nossa vida espiritual;
Saber como crescer espiritualmente.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que tenhamos um relacionamento íntimo com o Espírito Santo.

LEITURA SEMANAL
Seg | 1Co 2.11 O espírito do homem sabe tudo a respeito dele mesmo.
Ter | 2Tm 1.7 Deus nos deu espírito de fortaleza, amor e moderação.
Qua | Gl 5.25 Devemos andar em Espírito.
Qui | 1Co 6.20 Glorifiquemos a Deus com nosso corpo e espírito.
Sex | Hb 10.10 Nós somos santificados pelo Sacrifício de Cristo.
Sáb | 1Co 14.32 Nós temos controle sobre o uso dos Dons que recebemos de Deus.

INTRODUÇÃO
Professor(a), nesta lição vamos falar sobre algo muito importante que devemos cuidar em nossa vida que é a nossa comunhão com o Espírito Santo. E neste material de apoio vou deixar acréscimos para a tua ministração. Meus comentários estão em azul e o ajudarão a preparar a tua aula. Bons estudos!
Cuidar do nosso espírito é um princípio bíblico que aponta para a responsabilidade de andarmos na dependência do Espírito Santo. Esse cuidado com a vida espiritual envolve cultivar uma relação profunda com Deus por meio da oração, da meditação na Palavra e da prática das virtudes cristãs.
Primeiramente, é interessante explicar que, ao recebermos Jesus como Salvador recebemos também o Espírito Santo para habitar em nosso interior. E como já foi falado da mordomia do corpo e da mordomia da alma, agora vamos falar da mordomia do Espírito, isto é, como cuidar dessa comunhão com o Espírito de Deus em nós. 
E aqui, o comentarista inicia falando exatamente dessa manutenção da ligação com o Espírito Santo de Deus.

PONTO-CHAVE
"Nós nos relacionamos com o Espírito Santo por intermédio do nosso espírito."

1- A NATUREZA ESPIRITUAL DO SER HUMANO
O ser humano foi criado para ter uma relação espiritual com Deus, que nos dotou com um espírito. Essa natureza espiritual é um aspecto importante, pois nos distingue como seres criados à imagem e semelhança de Deus. Tal realidade nos leva a buscar propósito e significado fora do aspecto material, nos relacionando com o Criador por meio da fé, da oração e da reflexão na Palavra.

1.1. O conceito de espírito
A palavra "espírito", no grego, pneuma, traz o sentido de "vento, ar em movimento, fôlego de vida". Portanto, pode se referir a:
A) Espírito de Deus (Lc 4.18), a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade;
B) espírito humano (Rm 8.16), que é a parte imaterial do ser humano ligada à consciência, à adoração e à comunhão com Deus;
C) sopro, vento ou força vital, sempre trazendo a ideia de ar em movimento, como a respiração que sustenta a vida (Gn 2.7);
D) seres espirituais bons e maus, anjos e demônios respectivamente (Sl 104.4; Mt 8.16).
Quando se estuda a Palavra de Deus é importante observar a colocação das palavras dentro do texto para se saber em que sentido estão sendo utilizadas, bem como todo o contexto em que foi aplicada. Vejamos um exemplo:
"O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.", Romanos 8.16
No texto original em grego foi utilizado para as duas palavras "espírito" que aparecem nesse versículo, o termo grego "pneuma". No entanto, no primeiro termo entendeu-se que estava se referindo ao Espírito Santo, e desse caso a palavra pneuma foi traduzida para "Espírito" com "E" maiúsculo a fim de destacar que se refere ao Espírito de Deus. E na segunda palavra, o termo pneuma foi traduzido para "espírito" com "e" minúsculo para identificar que se refere ao espírito humano.

1.2. As características do espírito humano
Ter um espírito nos concede características únicas, como a consciência e compreensão das coisas que acontecem, em especial adversidades e tribulações (Jó 7.11). O espírito humano é o elo imaterial responsável por nossa comunhão e comunicação com Deus, intermediadas pelo Seu Santo Espírito (Rm 8.16). O fato de podermos orar e adorar em espírito e em verdade (Jo 4.23) significa que a adoração no espírito independe de situação ou lugar. Sendo assim, quando guiado por Deus, o espírito do ser humano reflete amor, força e domínio próprio (2Tm 1.7).
Resumidamente, o Espírito Santo dentro de nós se comunica conosco pelo nosso espírito. Dessa forma temos uma facilidade em relação à Lei, pois na Lei toda adoração era no exterior e no local certo, assim a pessoa teria que ir ao Templo em Jerusalém, mas na Graça, a adoração é no interior, isto é, em espírito, assim como Jesus falou à mulher samaritana, anunciando como seria:
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem.", João 4.23
Sendo assim, o Espírito Santo de Deus habitando em nós, recebe a nossa adoração em qualquer lugar em que estivermos e ali mesmo em nosso interior, já avalia se essa adoração é verdadeira ou não.
Note que Jesus afirma nesse versículo, que Deus estava procurando adoradores assim, o que mostra que essa sempre foi a intenção do Senhor.

REFLETINDO
"O Espírito Santo prometido nos revela a Presença de Jesus entre nós." Bispo Oídes José do Carmo

2- A VIDA NO ESPÍRITO SANTO
De acordo com a Bíblia, viver no Espírito Santo significa renunciar aos impulsos da carne, permitindo que Ele produza em nós algumas virtudes, como: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança (Gl 5.22,23). Assim, viver na Presença do Espírito Santo é ter uma vida marcada por adoração e Santidade.

2.1. Vivendo em adoração
Uma vida de adoração é pautada na Presença do Espírito de Deus, como nos exorta o Apóstolo Paulo (Gl 5.25). A adoração exige entrega plena: de coração, alma e entendimento (Mc 12.30). Viver em adoração é prestar constante louvor a Deus e ter um espírito grato e constante (Ef 5.18-20). Não é possível adorar a Deus pela metade, com o corpo na Igreja e a cabeça nas coisas do mundo. É necessário entregar-se sem reservas.
Quando o Espírito de Deus avalia em nós se a nossa adoração é verdadeira, ele também olha se ela é plena, ou seja se a nossa adoração é somente para Deus, ou se temos ídolos a quem direcionamos nossa atenção. Atualmente muitos crentes tem colocado diversos ídolos em seus corações, competindo com a adoração que deveria ser exclusiva do Senhor, e Deus não aceita dividir espaço com o nosso cônjuge, filho, emprego, celular, etc.
"Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.", Marcos 12.30
Aqui, Cristo está mostrando que dedicação deve ser total ao nosso Deus. E Jesus apresenta esse como o maior de todos os mandamentos.

2.2. Vivendo em Santidade
Deus nos deu o Seu Santo Espírito, que nos motiva a viver em Santidade e a glorificá-lo em nosso corpo e espírito (1Co 6.19,20). O Espírito Santo nos transforma à Imagem de Cristo, nos tira da imundícia e nos capacita a viver em Santidade (1Ts 4.7,8). Somos santos porque o Espírito de Deus habita em nós e, pela Sua influência, buscamos viver longe da prática do pecado, participando, progressivamente, do processo de santificação (Hb 12.14).
[...]

3- A MORDOMIA DO ESPÍRITO SANTO
A "Mordomia do Espírito Santo" não é uma expressão encontrada na Bíblia, mas pode ser interpretada no contexto da Mordomia Cristã. Ela se refere a cultivar uma relação de pureza e devoção com Deus por intermédio de uma vida de Santidade e entrega plena à Sua vontade. Cabe lembrar que a Mordomia do Espírito Santo é diferente da Mordomia do espírito humano, que é a responsabilidade de andarmos na dependência do Espírito Santo.

3.1. Vivendo debaixo da ação do Espírito
Viver debaixo da ação do Espírito Santo é possível, mas exige resistir aos desejos pecaminosos da carne (Gl 5.16). É sermos guiados e orientados pelo Espírito de Deus, estando sensíveis à Sua voz e orientação no momento que estudamos a Palavra e oramos. Isso significa que uma vida espiritual de devoção a Deus não se resume aos cultos na Igreja, mas inclui também ler a Palavra, orar e jejuar.
Mordomia do Espírito Santo, não significa cuidar do Espírito Santo, pois na verdade é Ele quem cuida de nós, mas significa cuidar da comunhão com o Espírito e isso podemos e devemos fazer. E a explicação do comentarista aqui é que devemos praticar a devoção a Deus para que possamos ter essa comunhão. E o interessante é que a prática dessa devoção, não é somente a adoração na igreja, mas sim as práticas devocionais, que é o ler a Palavra, orar e jejuar e essas práticas, devem ser parte integral de nossa vida diária.
Convém lembrar que, os quatro principais devocionais que devemos cumprir são: Oração, meditação na Palavra, jejum e serviço cristão. Desses quatro devocionais, dois devem ser diários (oração e leitura bíblica), e dois são eventuais (jejum e serviço).

3.2. Vivendo debaixo da orientação do Espírito
Viver debaixo da orientação do Espírito é ter uma vida de santificação e comprometimento com a Obra do Senhor para a plena manifestação do Reino dos Céus. A vida guiada pelo Espírito exige que tenhamos vocação para servir a Deus e ao próximo necessitado com adoração, gratidão e louvor (Tg 1.27); além de ter o coração desejoso de pregar o Evangelho aos perdidos, cumprindo a Grande Comissão estabelecida por Jesus (Mc 16.15).
Na prática, para termos uma vida orientada pelo Espírito Santo, é necessário ter, pelo menos, duas atitudes:
1. Manter a comunhão com o Espírito - e isso se faz pela santificação, consagração e vigilância, buscando constantemente:
"Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos,", Efésios 6.18
Nesse versículo, após Paulo ensinar sobre as peças da armadura do Espírito, ele orienta a buscar constantemente o Espírito em oração e vigilância.
2. Submetendo as decisões ao Espírito Santo - sempre que precisamos tomar decisões devemos orar e falar com Deus, e o Seu Espírito nos dará a direção necessária.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Existe uma sinergia entre o Espírito Santo e o espírito humano. Diferentemente da possessão demoníaca, em que se perde a noção da realidade, a pessoa usada por Deus não perde o tino nem os sentidos. O Apóstolo Paulo fez a seguinte afirmação: "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas", 1Co 14.32. Assim, quem está sob o agir do Espírito Santo mantém o controle de si mesmo, por isso pode profetizar ou entregar a profecia no momento correto (nunca no momento da pregação). Essa ação do Espírito Santo acontece em nosso espírito humano, que nos possibilita ter comunhão com Deus, receber a Sua Presença e ser transformados para viver de fé em fé. Ser espiritual, portanto, é agir de acordo com a ação do Santo Espírito de Deus, razão pela qual a verdadeira conversão não acontece de fora para dentro, mas de dentro para fora, ou seja, do espírito para o exterior.

CONCLUSÃO
O Espírito Santo é a Pessoa da Trindade que habita nos crentes (1Co 6.19), aos quais Ele concede Dons espirituais para edificar a Igreja e glorificar a Deus (1Co 12.4-11). Assim, a Mordomia do Espírito Santo pode ser entendida como a responsabilidade do cristão de cultivar uma vida de Santidade, oração, leitura da Palavra e comprometimento com a Obra do Senhor.
Professor(a), após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

Complementando
Os nove Dons do Espírito Santo (1Co 12.1-11) são outorgados aos crentes para que executem a Obra do Senhor. Esses Dons não expressam, necessariamente, uma vida de Santidade (Mt 7.22,23), pois o que distingue uma vida de Santidade e santificação é o Fruto do Espírito: "Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança", Gl 5.22. Sendo assim, Santidade e santificação não são excludentes na vida do cristão; pelo contrário, ambas se complementam para experimentarmos a Plenitude do Espírito.

Eu ensinei que:
A Mordomia do Espírito nos ensina que viver debaixo da ação do Espírito Santo é possível, mas exige resistir aos desejos pecaminosos da carne (Gl 5.16).

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quarta-feira, 13 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 7 / ANO 3 - N° 9

Paulo, Modelo de Vocação Cristã — Filipenses 3


TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Filipenses 3.2-3, 7-11, 13-14, 17, 20-21 

2- Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão! 
3- Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne. 
7- Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. 
8- E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo 
9- e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé; 
10- para conhecê-lo, e a virtude da sua ressurreição, e a comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte; 
11- para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos. 
13- Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam e avançando para as que estão diante de mim, 
14- prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. 
17- Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. 
20- Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, 
21- que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas.

TEXTO ÁUREO 
Mas, naquilo a que já chegamos, andemos segundo a mesma regra e sintamos o mesmo.
Filipenses 3.16 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Filipenses 3.2-3
Desviem-se dos falsos mestres
3ª feira - Filipenses 3.4-6
Credenciais não salvam
4ª feira - Filipenses 3.7-9
Tudo é perda diante de Cristo
5ª feira - Filipenses 3.10-11
Quem conhece Jesus, vive
6ª feira - Filipenses 3.13-14
Corra para o alvo eterno
Sábado - Filipenses 3.20-21
Nossa pátria é o Céu

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • discernir e rejeitar ensinos enganosos com firmeza e convicção;
  • compreender que conhecer Jesus e viver pela fé é o cerne da trajetória do discípulo;
  • adotar a postura de Paulo como referencial de constância e entrega ao propósito divino. 

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
    Caro professor, esta lição convida os alunos a refletirem sobre o verdadeiro sentido da vida cristã: distinguir o engano e as distorções do evangelho, abraçar o que tem valor perene e perseverar com os olhos na Eternidade. 
    Explique que, em Filipenses 3, Paulo constrói um testemunho pessoal que também é um guia para a Igreja. Ele adverte contra os falsos ensinos e a autoconfiança religiosa (vv. 2-6), destaca a grandeza de conhecer a Cristo e viver pela fé (vv. 7-11) e conclui incentivando os crentes a prosseguirem resolutos, aguardando a consumação da esperança celestial (vv. 12-21). 
    No decorrer da lição, enfatize que a maturidade espiritual envolve renúncia, confiança e resiliência. Incentive a turma a identificar modelos piedosos e a rejeitar influências que corrompem a alma. 
    Excelente aula! 

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
   O terceiro capítulo de Filipenses apresenta uma das declarações paulinas mais pessoais e contundentes. O apóstolo conduz Os crentes a uma séria reflexão sobre a verdadeira confiança, contrastando a religiosidade vazia com o privilégio de relacionar-se com Cristo e viver para Ele. 
    Trata-se de um trecho contínuo, em que os pensamentos se encadeiam de modo natural. Por isso, recomenda-se a leitura integral do capítulo, para captar os movimentos argumentativos: Paulo adverte contra ensinos enganosos, relembra sua vida antes da conversão e reafirma que tudo considera perda diante da excelência de conhecer o Redentor. Esse texto revela a maturidade de quem aprendeu a caminhar com o Senhor e aponta o caminho para os que desejam perseverar até o fim. 

 1.  OS FALSOS ENSINOS E A AUTOCONFIANÇA RELIGIOSA 
    Paulo inicia esta seção dando a impressão de que está concluindo a carta, embora ainda esteja na metade dela (Fp 3.1). A locução “resta, meus irmãos” funciona como um marcador de ênfase, preparando os leitores para o assunto que virá a seguir — um dos mais sérios de toda a epístola. 
    Mesmo diante da gravidade do tema, o apóstolo conclama novamente os crentes a se alegrarem no Senhor — uma das diversas ocorrências dessa exortação na carta. Essa repetição não é despropositada: o regozijo em Deus fortalece o coração e protege a esperança. Para Paulo, relembrar os fundamentos da comunhão traz segurança à Igreja, ecoando a afirmação de Neemias: “[...] A alegria do Senhor é a [nossa] força” (Ne 8.10). 
    A partir desse ponto, ele trata do perigo representado pelos falsos mestres que tentavam desviar os irmãos filipenses do evangelho. Além disso, reafirma a necessidade de vigilância espiritual, apresentando três advertências diretas — todas introduzidas pelo imperativo “guardai-vos”, Em seguida, recorda sua própria trajetória antes de encontrar Cristo (Fp 3.2-6), demonstrando que nenhum privilégio religioso pode substituir a justiça que procede da fé. 
_________________________________________
    A expressão grega to loipon, traduzida como “resta”, tem o sentido de “quanto ao mais” ou “além disso”, indicando que Paulo passa a tratar de outro tema relevante no terceiro capítulo de sua epístola. Alguns estudiosos sugeriram que essa passagem seria um fragmento de outra carta enviada aos mesmos irmãos; porém, tal hipótese carece de fundamento.
_________________________________________

1.1. Guardem-se dos falsos ensinos 
    Em Filipenses 3.2-3, Paulo repete três vezes o verbo “guardar”, destacando a urgência de proteger a igreja contra aqueles que se infiltravam para confundir os fiéis. Esses adversários eram, sobretudo, os judaizantes, que tentavam impor práticas da Lei como requisito para a salvação. 
  • “Guardai-vos dos cães” (v. 2) — embora não haja evidências de que já estivessem atuando diretamente na região, era comum que esse grupo visitasse as igrejas para propagar ensinos contrários ao evangelho. Ao chamá-los de “cães”, termo que os judeus aplicavam pejorativamente aos gentios, Paulo denuncia seu espírito exclusivista e alerta quanto ao risco que representavam.
  • “Guardai-vos dos maus obreiros” (v. 2) — referência àqueles que corrompiam a doutrina e a disseminavam entre o povo. Paulo já havia confrontado líderes com essa postura na igreja de Corinto (2 Co 11.13). 
  • “Guardai-vos da circuncisão” (vv. 2-3) — os judaizantes insistiam na circuncisão física como marca indispensável para pertencer ao povo de Deus. O apóstolo, porém, afirma que a verdadeira circuncisão é espiritual, realizada no coração pelo Espírito, e não baseada em ritos externos (cf. Rm 2.25-29; Ef 2.11; CI 2.11; Dt 10.16; Jr 4.4).
1.2. Guardem-se da autoconfiança religiosa 
    Se alguém tinha motivos para gloriar-se em tradições e privilégios religiosos, esse alguém era o próprio Paulo. Fle afirma que, se outros julgavam ter motivos para confiar na carne, ele tinha ainda mais (Fp 3.4). Em seguida, enumera seus títulos judaicos, demonstrando que nenhum deles o tornava justo diante de Deus (Fp 3.5-6). 
  • “Circuncidado ao oitavo dia” (v. 5) — em obediência à prescrição da Torá para os meninos judeus (cf. Lv 12,3). 
  • "Da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim” (v. 5) — Benjamim foi o único filho de Jacó nascido na Terra Prometida; Saul, primeiro rei de Israel, também era benjamita. 
  • “Hebreu de hebreus” (v. 5) — expressão usada para distinguir judeus que mantinham a língua e a cultura hebraicas dos helenistas. Paulo falava hebraico e aramaico (cf. At 21.40; 22.2; 26.14).
  • "Segundo a Lei, fariseu” (v. 5) — grupo oriundo dos hasidim (“os piedosos”), rigoroso no cumprimento dos mandamentos e defensor da ressurreição e dos seres espirituais, ao contrário dos saduceus. 
  • “Segundo o zelo, perseguidor da Igreja; segundo a justiça que há na Lei, irrepreensível” (v. 6) — sua devoção o levou até mesmo a perseguir a Igreja antes de encontrar o Redentor no caminho de Damasco (cf. At 9.1-18). 

 2.  O VERDADEIRO TESOURO 
    Paulo renunciou à sua herança religiosa e a tudo quanto considerava vantagem segundo a Lei a fim de saber, por experiência própria, quem Cristo é. Aquilo que antes lhe parecia motivo de glória passou a ser visto como perda, pois encontrou em Jesus sua real razão de existir (Fp 3.7-9). Nessa nova perspectiva, o apóstolo expressa o desejo de aprofundar sua comunhão com o Salvador, participando de Seus sofrimentos e de Sua ressurreição (Fp 3.10-11).

2.1. Abracem o conhecimento de Cristo 
    O pleno entendimento do Senhor era considerado essencial pelos profetas de Israel — “[...] eu quero [...) o conhecimento (hb. woda'at) de Deus, mais do que holocaustos” (Os 6.6). Paulo, ao escrever aos filipenses, afirma algo semelhante: “O que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento (gr. gnôseôs) de Cristo [...] (Fp 3.7-8 - ARA; grifos do autor). 
    Por que continuar preso ao antigo sistema religioso quando já se chegou Àquele para quem a Lei apontava (cf. Rm 10.4)? Em outras palavras, nada que o apóstolo possuía antes se comparava à grandeza de “experienciar” o Senhor. A versão NTLH, traduz bem a intensidade de seu sentimento: “[...] Eu joguei tudo fora como se fosse lixo, a fim de poder ganhar a Cristo” (Fp 3.8; grifo do autor). Jesus tornou-se o centro, o tesouro e o propósito de sua existência. 

2.2. Abracem a justiça pela fé 
    A antiga confiança de Paulo baseava-se na retidão produzida pelo esforço humano, conforme os preceitos da Torá. Ele mesmo reconhece que se tratava de uma virtude limitada, incapaz de torná-lo aceitável perante o Senhor: “[...] Não tendo a minha justiça que vem da Lei [...]” (Fp 3.9a). Ao encontrar-se com o Messias, porém, o apóstolo compreendeu que a verdadeira aceitação diante de Deus “vem pela fé” (Fp 3.9b), isto é, não nasce do mérito pessoal, mas é concedida pela Graça.
    Esse é o ponto decisivo na vida do discípulo: renunciar à falsa segurança advinda de um suposto desempenho religioso para descansar na obra perfeita do Salvador — n'Ele, o crente recebe uma nova identidade; não fundada em ritos ou práticas externas, mas na certeza de que, pela Graça, é declarado justo (cf. Rm 3.24; 5.1; Ef 2.8-9).
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    Paulo não expressa dúvida quanto à vida eterna ao afirmar que desejava “chegar à ressurreição dos mortos” (Fp 3.11); antes, evidencia sua postura iminencista — ele cria que Cristo poderia voltar ainda em sua peregrinação neste mundo. Contudo, O apóstolo também reconhecia a possibilidade de passar pela morte e, assim, participar da glorificação do corpo. 
Fosse pelo arrebatamento ou pelo descanso e posterior despertar, sua esperança permanecia inabalável.
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2.3. Abracem a esperança da ressurreição 
    Em Filipenses 3.10 (NAA), Paulo descreve um dos pontos mais elevados da sua expectativa: “O que eu quero é conhecer Cristo e o poder da Sua ressurreição”. Conhecer Aquele que venceu a morte significava, para ele, experimentar uma comunhão absoluta, que ultrapassa a simples assimilação histórica de Sua jornada terrena. 
    A vitória do Filho no Calvário impressionava o apóstolo de maneira singular. Não por acaso, ele menciona esse feito supremo antes mesmo de falar da Cruz (Fp 3.10), pois é a vida que brota do sepulcro que ilumina o sentido do sacrifício. 
    Para Paulo, participar dos sofrimentos do Messias e provar o poder da Sua ressurreição significava caminhar em íntima união com Ele, na certeza da glória futura (Fp 3.11).

 3.  COM OS OLHOS NA GLÓRIA FUTURA 
    Depois de afirmar que Cristo é seu maior ganho, Paulo mostra que o caminho do discípulo se desenha em continuidade, sem pausas na busca. Ele assume que ainda não chegou à plena maturidade, mas segue avançando com propósito, olhando para o alvo e não para o passado (Fp 3.12-14). Em seguida, conclama os crentes a imitarem seu exemplo e a fixarem os olhos na pátria celestial (Fp 3.15-21). 

3.1, Perseverem na corrida da fé 
    Paulo compara a vida cristã a uma corrida, caracterizada por disciplina e foco. Ele escolhe esquecer o passado e avançar para o alvo, evitando que lembranças e fracassos o impeçam de prosseguir (Fp 3.13). Seu objetivo é alcançar o “prêmio” (brabeion), como os atletas que correm para vencer (cf. 1 Co 9.24). A jornada exige constância: quem já alcançou algum progresso deve manter-se firme e continuar avançando, sem retroceder (Fp 3.16). O amadurecimento espiritual é um processo contínuo (cf. Pv 4.18). 

3.2. Perseverem seguindo bons exemplos 
    O apóstolo convida os filipenses a imitarem sua conduta e fé, assim como ele próprio seguia a Cristo (Fp 3.17; cf. 1 Co 11.1). Sua trajetória e ensino eram coerentes, e seu alvo permanecia inabalavelmente centrado no Redentor — ao contrário dos falsos obreiros, cuja oposição à verdade produzia confusão e danos à Igreja (Fp 3.2, 18). Todo ministério que se afasta do evangelho gera divisão, e não edificação — como advertiu Jesus: “Quem comigo não ajunta, espalha” (Mt 12.30). 

3.3. Perseverem como cidadãos da pátria celestial 
    Paulo contrasta os falsos mestres com os discípulos fiéis. Aqueles que rejeitam a Cruz vivem dominados pelos desejos terrenos; sua glória é vergonha, e seu destino é a perdição (Fp 3.19; cf. Jd 13). 
    Em objeção a essa existência voltada apenas ao presente, os crentes possuem uma pátria superior. Embora Filipos fosse colônia romana, com cidadãos orgulhosos de seus direitos, o apóstolo lembra que a cidadania dos salvos é celestial: “A nossa cidade está nos céus” (Fp 3.20). E de lá que esperamos o Cristo glorificado, que transformará nosso corpo corruptível à semelhança do Seu corpo glorioso (Fp 3.21). 

CONCLUSÃO 
    É natural buscar referências para imitar. No mundo antigo, como hoje, muitos escolhem modelos baseados em fama, poder ou sucesso. Contudo, o apóstolo orienta os crentes a adotarem seu exemplo, não por vaidade, mas porque sua vida estava conformada à do Nazareno humilde, o Servo por excelência. 
    O discipulado autêntico consiste justamente nisso: rejeitar todo e qualquer ardil que visa à divisão, abraçar aquilo que é perene e prosseguir, com os olhos na glória futura, até o Dia em que seremos plenamente semelhantes ao nosso Salvador. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. O que levou Paulo a considerar todas as coisas como perda? 
R.:O valor incomparável de conhecer a Cristo e viver pela fé.

Fonte: Revista Central Gospel

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Publicado em 12 maio 2026

Reação nacional pressiona autoridades a revisar sentença que determinou retorno de menor ao homem acusado pela família de sequestrá‑la

Uma decisão da Corte Constitucional Federal do Paquistão provocou protestos em diferentes regiões do país e levou o governo a anunciar a criação de um comitê nacional para reavaliar o caso de uma menina cristã de treze anos vítima de casamento infantil no Paquistão.


A Justiça determinou que a menor voltasse a viver com o homem acusado por sua família de tê‑la raptado, convertido à força ao islã e submetido a um casamento enquanto ainda era criança.

Sentença judicial gera reação pública
A decisão, emitida no fim de março, rejeitou um pedido apresentado pelo pai de Maria (pseudônimo). Segundo o relato da família, a menina foi sequestrada em julho de 2025 e mantida sob coerção, sem consentimento para conversão religiosa ou casamento.

Após a divulgação da sentença, líderes cristãos, organizações de defesa de direitos humanos e grupos da sociedade civil criticaram o veredito, alegando que o tribunal não teria considerado evidências relevantes nem decisões anteriores que indicariam a ilegalidade do casamento infantil no Paquistão.

A repercussão levou o governo paquistanês a anunciar a formação de um comitê consultivo nacional com 37 integrantes, incluindo representantes cristãos, entre eles bispos católicos e protestantes. O grupo terá a responsabilidade de revisar o caso e propor medidas de proteção contra conversões forçadas e casamentos envolvendo menores.

Apelo por proteção de crianças vulneráveis ao casamento infantil no Paquistão

Em nota, um porta‑voz da área de advocacy da Portas Abertas destacou a mobilização da igreja local diante da situação.

“A resposta dos cristãos no Paquistão demonstra coragem ao defender meninas vulneráveis. Isso é um chamado para que a igreja global se levante em oração e intercessão. Decisões como essa criam precedentes preocupantes e colocam outras crianças em risco.”

Organizações cristãs alertam que sentenças desse tipo podem influenciar julgamentos em instâncias inferiores, especialmente em contextos em que minorias religiosas enfrentam limitações no acesso à Justiça.

Leis fragmentadas dificultam proteção nacional de crianças

A idade legal para o casamento no Paquistão varia conforme a província, em razão da 18ª Emenda Constitucional, que concedeu maior autonomia legislativa aos governos regionais.
Enquanto algumas províncias já estabeleceram 18 anos como idade mínima para ambos os sexos, outras ainda seguem legislações antigas, que permitem o casamento de meninas a partir dos 16 anos. Especialistas apontam que essa falta de uniformidade favorece abusos e decisões judiciais controversas.
O comitê recém‑criado deverá analisar essas diferenças legais e sugerir salvaguardas para garantir a proteção de crianças, independentemente de religião ou contexto social.

Contexto de perseguição aos cristãos no Paquistão

O Paquistão aparece entre os dez primeiros países da Lista Mundial da Perseguição 2026, que classifica os países onde cristãos enfrentam maiores níveis de hostilidade por causa da fé. Meninas e mulheres cristãs estão entre os grupos mais vulneráveis, enfrentando discriminação social, violência, limitações legais e casamento infantil no Paquistão.

Casos como o de Maria evidenciam os desafios enfrentados por famílias cristãs que buscam justiça e segurança em um ambiente de forte pressão religiosa.


Cristãos no Paquistão continuam enfrentando perseguição por causa da fé. Seu apoio ajuda a fortalecer famílias vulneráveis, oferecer assistência prática e sustentar a Igreja Perseguida.

Como orar pela Igreja Perseguida no Paquistão? 
  • Ore para que o comitê nacional tenha autoridade e disposição para promover mudanças eficazes na proteção de menores.
  • Interceda para que a decisão judicial seja revista e Maria possa retornar com segurança para sua família.
  • Peça a Deus para que as leis que estabelecem 18 anos como idade mínima para o casamento sejam cumpridas em todas as províncias.
  • Ore por transformação social, para que o casamento infantil seja reconhecido como prejudicial ao futuro das meninas.
Fonte: Portal Portas Abertas

terça-feira, 12 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 7 / 2º Trim 2026


AULA EM 17 DE MAIO DE 2026 - LIÇÃO 7

(Revista Editora Betel)

Tema: Unidade: a receita que nos faz vencer as adversidades da vida
  



TEXTO ÁUREO
"No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós", Neemias 4.20

VERDADE APLICADA
A unidade da Igreja é um mandamento bíblico para todos os membros do Corpo de Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Saber o significado de união e unidade;
- Ressaltar o ensinamento bíblico sobre a unidade da Igreja;
- Identificar como Neemias promoveu a unidade de seu povo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
Salmos 133
1- Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!
2- É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla dos seus vestidos.
3- Como o orvalho de Hermom, que desce sobre os montes de Sião; porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Is 41.6 Os irmãos devem se ajudar.
TERÇA | Gl 5.19-20 Dissensões e contendas são pecados.
QUARTA | Gn 13.8 Procure resolver demandas com sabedoria.
QUINTA | 2Sm 15.1-6 Ouvir as pessoas as torna importantes.
SEXTA | Jo 17.23 Sejamos perfeitos em unidade.
SÁBADO | 2Co 12.18 Andemos no mesmo espírito.

HINOS SUGERIDOS
168, 303, 231

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que o amor e a cooperação sejam marcas visíveis da Igreja de Cristo.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta é mais uma lição com grande aplicação prática, pois os problemas que Neemias enfrentou na reconstrução dos muros com os inimigos do povo de Deus, são bem parecidos com os que a Igreja enfrenta hoje e aqui vamos falar como ele uniu o povo em torno do objetivo. Neste subsídio vou comentar em cada tópico, deixando uma sugestão de abordagem para o(a) professor(a) e acrescentando subsídios aos conteúdos de cada um dos subtópicos. Meus comentários estão em azul.
Um dos motivos do êxito de Neemias foi ter conseguido unir o povo judeu diante dos desafios que surgiram na reconstrução do muro de Jerusalém. Nesta lição, veremos a importância da união entre os irmãos, um fato que faz parte da história da Igreja.
Nas histórias da nação de Israel no Antigo Testamento, sempre que o povo se uniu para fazer algo, alguma coisa boa aconteceu, e isso não é diferente no caso da Igreja na atualidade, pois quando nos unimos temos mais chances de vitória contra o Inimigo da Igreja. Por isso, esse é o desejo do Senhor Jesus para nós, que sejamos unidos, veja a oração sacerdotal de Cristo:
"21 Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.
22 E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.
23 Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim, e que os tens amado a eles como me tens amado a mim.", João 17.21-23

PONTO DE PARTIDA
A unidade fortalece o povo de Deus.

1- DEUS NOS FEZ SERES RELACIONAIS
Deus declarou que "não é bom que o homem esteja só" e criou a mulher, estabelecendo a união como fundamento da vida (Gn 2.18-24). Crescemos com e para o outro: aprendemos linguagem, valores e vocação no convívio (Ec 4.9-12; Pv 27.17). A igreja segue essa lógica: em Cristo, somos um corpo com muitos membros, edificando-nos em amor (1Co 12.12-27; Ef 4.16). Por isso, não abandonamos a congregação: reunimo-nos para Palavra, oração e comunhão (Hb 10.24-25; At 2.42).
Quando Deus afirmou que "não é bom que o homem esteja só", Ele estava nos informando de uma coisa que é prejudicial ao ser humano, a solidão. E o mesmo se aplica no mundo espiritual para a Igreja. Ou seja, não é bom para um servo de Cristo esteja só na caminhada, sendo assim, ele precisa da companhia e da ajuda dos irmãos.

1.1. Vivendo em união
O termo "união" significa: "soma; ajuntamento de duas ou mais pessoas, formando um todo harmônico; aliança ou pacto" (Dicionário Michaelis). A Palavra de Deus traz exemplos de união: o povo de Israel saiu unido da terra do Egito (Êx 12.50,51); a Igreja Primitiva começou unida, tendo tudo em comum (At 2.44). 
Aqui podemos acrescentar que, a palavra "igreja" é a derivação etimológica do termo grego "ekklesia" que significa "ajuntamento". E assim já podemos entender porque Jesus utilizou essa palavra grega para se referir aos seus servos, isto é, Ele tinha a ideia de que eles estivessem juntos. A verdade é que Jesus sabia que eles enfrentariam lutas e perseguições, e somente estando juntos poderia suportar tudo aquilo. Assim, podemos entender como os primeiros cristãos conseguiram suportar tudo o que suportaram:
"E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum.", Atos 2:44
O salmista declarou: "Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união!", Sl 133.1. A interjeição exclamativa "Oh!", no início do versículo, mostra quão emocionado estava o salmista diante da união dos irmãos. Certamente, Deus realmente se alegra quando Seu povo vive unido. Na união se encontra a força (Ed 3.1, 9) e a complementaridade, já que há coisas que somente são possíveis quando estamos unidos (1Co 12).
O amor de Deus para conosco é como o amor de uma pai para com seus filhos, e qual é o pai que não se alegra em ver seus filhos unidos e se ajudando. É exatamente assim que o Senhor se sente em relação a Seus filhos. Deus quer que aprendamos a ser unidos para vencer Satanás e quando o comentarista afirma que há coisas que somente são possíveis quando há união do povo de Deus, ele se refere aos dons relacionados em 1 Coríntios 12, onde é apresentado a relação dos dons que são distribuídos, pois só funcionam bem se o povo os usar de forma unida:
"4 Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.", 1 Coríntios 12.4,5


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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 7 / 2º Trim 2026


AULA EM 17 DE MAIO DE 2026 - LIÇÃO 7
(Revista Editora CPAD)
Tema: Uma prova de fé: a entrega de Isaque




TEXTO ÁUREO
“E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.” (Gn 22.2).

VERDADE PRÁTICA
Abraão confiava no Senhor a ponto de dizer ao seu filho: “Deus proverá para si o cordeiro”.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Gn 22.7 Perguntas e respostas difíceis em meio à prova
Terça — Hb 11.6 Para agradar a Deus, é preciso ter fé
Quarta — Hb 11.1 Fé, o firme fundamento das coisas que se esperam
Quinta — Hb 11.17,18 Pela fé, Abraão ofereceu Isaque quando foi provado
Sexta — Rm 1.17 A fé como princípio que sustenta o justo
Sábado — Tg 2.17 A verdadeira fé manifesta-se em atitudes

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 22.1-11.
1 — E aconteceu, depois destas coisas, que tentou Deus a Abraão e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.
2 — E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.
3 — Então, se levantou Abraão pela manhã, de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque, seu filho; e fendeu lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.
4 — Ao terceiro dia, levantou Abraão os seus olhos e viu o lugar de longe.
5 — E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e, havendo adorado, tornaremos a vós.
6 — E tomou Abraão a lenha do holocausto e pô-la sobre Isaque, seu filho; e ele tomou o fogo e o cutelo na sua mão. E foram ambos juntos.
7 — Então, falou Isaque a Abraão, seu pai, e disse: Meu pai! E ele disse: Eis-me aqui, meu filho! E ele disse: Eis aqui o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto?
8 — E disse Abraão: Deus proverá para si o cordeiro para o holocausto, meu filho. Assim, caminharam ambos juntos.
9 — E vieram ao lugar que Deus lhes dissera, e edificou Abraão ali um altar, e pôs em ordem a lenha, e amarrou a Isaque, seu filho, e deitou-o sobre o altar em cima da lenha.
10 — E estendeu Abraão a sua mão e tomou o cutelo para imolar o seu filho.
11 — Mas o Anjo do SENHOR lhe bradou desde os céus e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.

HINOS SUGERIDOS
89, 375 e 610 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), estamos diante de uma lição que tem bastante aplicação para as nossas vidas nos dias atuais, pois vai falar de sacrifício como prova do nosso amor para com Deus e também da mensagem central do Evangelho que é o sacrifício de Cristo. Meus comentários estão em azul e são acréscimos ao conteúdo que já está na revista, como, por exemplo onde fica os túmulos de Abraão e Sara nos dias atuais e a sua importância.
Deus dirigiu Abraão a sair de sua terra e do meio de seus parentes, para uma terra que ele não conhecia. O patriarca obedeceu sem questionar. Mas a maior prova ainda estaria por vir. O Todo-Poderoso chamou Abraão e lhe pediu algo muito difícil. Uma resolução jamais vista até então. O patriarca deveria tomar seu único filho, o filho da promessa, a quem ele amava, e oferecê-lo em holocausto ao Senhor. Abraão não hesitou em fazer tudo que o Eterno havia pedido. Deus estava colocando o patriarca à prova. É o que vamos estudar nesta lição.
Naquele momento Abraão já havia visto os feitos de Deus, como a destruição de Sodoma e Gomorra e o nascimento do próprio Isaque, por isso, Abraão obedeceu na esperança de que o Senhor poderia trazer Isaque de volta por conta do seu grande poder, como nos mostra o livro de Hebreus, o qual será abordado na lição. Ou seja, Abraão entendia a extensão do poder de Deus e sabia que não havia impossíveis para Ele e até hoje não é qualquer crente que chega a esse entendimento. Por falta de conhecer o poder de Deus, muitos que estão nas igrejas não se entregaram a Deus de fato e também não entregam nada pela obra do Senhor.
Hoje é o tempo dos crentes nominais, isto é, que só possuem o nome de crentes, mas não são de fato. Para eles podemos utilizar o mesmo adjetivo que Jesus usou para os fariseus, "sepulcros caiados":
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.", Mateus 23.27

I. ABRAÃO TEM A SUA FÉ PROVADA

1. Deus manda Abraão sacrificar Isaque. 
O nascimento de Isaque foi um milagre! Sara concebeu um filho quando já contava com noventa anos, e seu esposo, cem (Gn 21.5). Como criança, Isaque muito alegrou o coração de seus velhos pais. Depois, como adolescente, seus pais certamente desejavam vê-lo feliz e próspero para que tudo o que Deus havia prometido viesse a se cumprir. Isaque deveria casar-se e ter muitos filhos. Mas o impensável aconteceu. Deus chamou o patriarca e determinou que ele sacrificasse seu único filho, na terra de Moriá. 
Não é difícil imaginar o apego que o casal deve ter tido com Isaque, o único filho e filho da velhice, por isso, a ordem para o sacrifício deve ter sido muito dolorosa para Abraão. O local escolhido pelo Senhor foi onde mais tarde seria erguido o Templo e onde hoje está a Mesquita de Omar. Naquele momento aquela era a terra dos jebuseus e não havia nada no local, somente a cadeia de montanhas. É possível que Deus já estivesse projetando onde seria a Cidade Santa e o Templo e a consumação do Plano da Salvação, pois seria naqueles locais que o Senhor providenciaria o Cordeiro para toda a humanidade.
Abraão não falou nada com Sara, certamente tentando guardar seu coração de mãe. Há provações em nossa vida que não podemos contar para ninguém, nem mesmo para o cônjuge, pois não seremos compreendidos.
Abraão não sabia qual seria a reação de Sara, e com certeza não seria de aceitação. Talvez, para não causar mais dor, ele não falou nada para ela. De fato, se falarmos aos outros todo o projeto que o Senhor nos ordenar, dificilmente conseguiremos obter êxito, essa é uma sabedoria que precisamos ter:
"E de noite me levantei, eu e poucos homens comigo, e não declarei a ninguém o que o meu Deus me pôs no coração para fazer em Jerusalém; e não havia comigo animal algum, senão aquele em que estava montado.", Neemias 2.12
Muitos cristãos perdem oportunidades, ao declarar seus planos aos outros, porque isso atrai muitos invejosos e ciumentos.

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domingo, 10 de maio de 2026

Índice Escola Dominical - 2º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 17 de Maio de 2026 - Lição 7:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Corrigindo
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - Editando
Subsídio Betel Conectar - A iniciar
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 10 de Maio de 2026 - Lição 6:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 3 de Maio de 2026 - Lição 5:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 26 de Abril de 2026 - Lição 4:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 19 de Abril de 2026 - Lição 3:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 12 de Abril de 2026 - Lição 2:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Indisponível 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 5 de Abril de 2026 - Lição 1:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado 

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
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