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domingo, 22 de fevereiro de 2026

ERRATA - Texto de referência da lição - Revista Betel Adultos


Informo aos irmãos que foi comunicado erro no texto de referência da lição 8 da revista da Editora Betel, conforme a foto acima. 

Ao que parece houve erro na edição da revista, sugiro desconsiderar os textos de referência, pois na revista aparece o texto de 2 Co 7.8,9,16, mas a referência afirma que seria 2 Co 4.7-9,16. Na revista aparece o texto errado. Aqui no CLUBE DA TEOLOGIA, colocamos o texto correto. 

Estou informando apenas para esclarecimento dos irmãos.
Graça e paz a todos.

Pr Marcos André
 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 9/ 1º Trim 2026

Os discípulos de Cristo e o processo da santificação
1º de Março de 2026


TEXTO ÁUREO
"Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação", 1 Tessalonicenses 4.7.

VERDADE APLICADA
No poder do Espírito Santo e pela ação da Palavra de Deus, o discípulo de Cristo busca um viver santo em todas as áreas da vida.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender o conceito de santificação.
- Reconhecer a importância da santificação para o discípulo de Cristo.
- Saber como andar em constante santificação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1 TESSALONICENSES 4
3. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição. 
4. Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra. 
5. Não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. 
6. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. 
7. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 
8. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | At 26.18 Santificados pela fé em Jesus Cristo.
TERÇA | 1Ts 3.13 Corretos em santidade diante de Deus.
QUARTA | 2Co 7.1 Aperfeiçoamento e santificação.
QUINTA | 1Tm 2.15 Permanecendo em santificação.
SEXTA | Hb 13.12 Cristo, o nosso Santificador.
SÁBADO | Aр 22.11 Santificando-se sempre.

HINOS SUGERIDOS: 
252, 339, 374

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja do Senhor ande em santidade.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a jornada do discípulo de Cristo envolve o processo da santificação (Hb 12.14). A Santidade é um dos Atributos de Deus, que ordena a Seu povo que seja santo (Lv 19.2; 1Pe 1.15). A Trindade está envolvida no processo da santificação, provendo o necessário para sermos santos e prosseguirmos em santificação até que sejamos "conformes à imagem de Seu Filho" (Rm 8.29).    

PONTO DE PARTIDA – A indispensável santificação.

1. Compreendendo a santificação
Vamos iniciar nosso estudo abordando três verdades reveladas nas Escrituras: Deus é Santo; Deus exige santificação do Seu povo; a santificação é uma condição para vermos a Deus. Pastor Valdir de Oliveira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2021 - Lição 7) reforça essa ideia ao dizer que "Santidade é a pureza perfeita de Deus, que não tem mancha nem pecado algum".

1.1. Servimos a um Deus Santo. 
Como discípulos de Cristo, devemos meditar na Santidade de Deus e permanecer vigilantes e decididos a viver livre do pecado e da indisciplina à Sua Palavra (Sl 119.11). Deus é Santo em Sua essência e natureza (Ap 15.4). Somos admoestados pelo Senhor а ser participantes da Sua Santidade (Hb 12.4-13). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 10) comenta: "É interessante iniciar o estudo da santificação pelo caráter de Deus. Moisés e os filhos de Israel entoaram um cântico ao Senhor, após a travessia do Mar Vermelho, enfatizando o Seu agir: "Quem é como tu, glorificado em santidade...?", Êx 15.11. Notemos o versículo 13: "o levaste à habitação da tua santidade". Ele é Santo e Seu plano é nos conduzir à santificação. O próprio Deus afirma: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Os seres celestiais declaram a santidade de Deus (Is 6.3), e Jesus Cristo chama de Santo o Pai (Jo 17.11)". 

1.2. Santos como Deus é Santo.
Visto que já definimos a Santidade de Deus e ressaltamos algumas passagens que baseiam essa doutrina, vamos agora analisar a Santidade de Deus como o alicerce que fundamenta a santificação do crente (1Ts 4.7). Após nos tornarmos novas criaturas e discípulos de Cristo, passamos a evidenciar a santificação pela separação das coisas do mundo, renunciando aos pecados do passado e adotando um estilo de vida de acordo com o Evangelho de Cristo (Fp 1.27). Deus é Santo, e nós devemos ser santos, almejando o dia em que veremos o Seu esplendor com olhos puros e livres do pecado. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Discipular + Novos Convertidos. Editora Betel, 2021, Lição 12): "A santificação faz parte da nova maneira de viver daquele que nasceu de novo. Santificação não é sinônimo de perfeição. Alguns sentidos da palavra 'santificação' na Bíblia são: purificação; separação para Deus. Portanto, traz a ideia de limpeza e separação. A pessoa que nasceu de novo é purificada pelo Sangue de Jesus (1Jo 1.7) e passa a viver para Deus, ou seja, separada das práticas mundanas que desagradam ao Senhor". 

1.3. Sem santificação, sem ver Deus.
"Sem santificação ninguém verá a Deus", Hb 12.14. A santificação é mais do que uma conduta moral, é a consagração total a Deus, refletida em uma vida de pureza, obediência e comunhão com Ele. É um chamado para nos separarmos do pecado e nos alinharmos com a Sua vontade. Por ser Santo, Deus chama Seus filhos a também serem santos, não se deixando corromper pelos valores deste mundo (1Jo 2.15-17). 

Pastor Jandiro A. Silva (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 1999 - Lição 11): "A Santidade de Deus (Sl 71.22) exige um homem santo (Is 6.3). Como poderia um Deus santo ter um povo diferente dele? Por isso, Ele disse a Israel: 'Porque és povo santo ao Senhor, teu Deus, e o Senhor te escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu povo próprio' (Dt 14.2). Este mesmo Deus exige, portanto, a santificação da Igreja como povo especial, zeloso e de boas obras (Tt 2.14)". 

EU ENSINEI QUE: 
"Sem santidade ninguém verá a Deus", Hb 12.14. 

2. Santificação, uma nova maneira de viver 
O cristão deve morrer para o pecado e viver para Deus (Gl 6.14b). E esse viver inclui andar em santidade. Pedro nos adverte a sempre termos em mente nossa nova identidade em Cristo: "nação santa". Antes não fazíamos parte do povo de Deus, mas agora somos o Seu povo (1Pe 2.9-10). 

2.1. Os discípulos de Cristo são chamados à santificação. 
Pedro nos exorta a romper com a vida carnal (1Pe 4.3), о que faz eco com o que Deus já tinha ordenado ao povo de Israel no deserto: "[...] portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo", Lv 11.44. Paulo disse aos crentes romanos: "a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos [...]", Rm 1.7. Aos coríntios, ele disse: "[... santificados em Cristo Jesus, chamados santos [...]", 1Co 1.2. Aos efésios, ele ressaltou que o Pai nos elegeu em Cristo, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos (Ef 1.4). 

Pastor Reginaldo S. Xavier (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2001 - Lição 3): "Santificação é, também, disciplinar as ações da carne nа vida do novo homem (Rm 6.6). Sabemos que as coisas profanas são do agrado de Satanás, e que o nosso Deus tem prazer naquilo que é puro, santo e agradável. 'Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus' (2Co 7.1)". 

2.2. A santificação e o relacionamento com Deus. 
Estamos vivendo dias muito complexos. Satanás não quer perder o controle sobre os seres humanos e tem atacado e influenciado as mentes, utilizando métodos sutis para dominá-las (Mt 6.23). A santidade nos leva a ter mais intimidade com Deus. Somente aqueles que procuram viver em santificação verão o Senhor (Hb 12.14). 

Pastor Israel Maia (Síntese de Teologia Sistemática. Editora Betel, 2015, p. 79): "A santificação é separação para Deus. A principal coisa que devemos entender é que quando buscamos nos santificar temos que ter a intenção de nos dedicar a Deus, ou seja, do mesmo modo que o homem no mundo entrega-se às paixões infames, usando o seu corpo para a imundícia do pecado, assim também, quando aceita a Cristo, deve separar todo o seu corpo para a santificação e justiça". 

2.3. Aumentando a comunhão com Deus.
Os discípulos de Jesus devem ter um comportamento diferenciado do mundo através de uma vida santa e de comunhão com Deus (1Co 1.9). A comunhão com Deus é mantida pelo afastamento do pecado (2Tm 2.22). 

Bispo Abner Ferreira (Ordenanças Bíblicas. Editora Betel, 2024, р. 76): "Santidade é o padrão da pureza ética e moral do crente em Jesus Cristo. Santificação é um processo que se inicia no novo nascimento e se estende por toda a vida do cristão, quem rejeita a santificação rejeita o próprio Deus, porque Deus é santo (Lv 11.44). A Sua santidade abraça o pecador, mas abomina o pecado. Ninguém pode ter comunhão com Ele, se não aborrecer o pecado e buscar uma vida sem contaminação com os manjares que o mundo oferece". 

EU ENSINEI QUE: 
Somente quem vive em santidade verá o Senhor. 

3. A constante santificação. 
A santificação é um processo contínuo e dinâmico, pelo qual o cristão, capacitado pelo Espírito Santo, cresce em semelhança a Cristo, buscando viver em obediência e pureza diante de Deus. Não é um evento único, mas uma jornada diária de renovação espiritual, que envolve arrependimento, oração, estudo da Palavra e submissão à vontade divina. Conforme 1 Tessalonicenses 4:3-7, Deus nos chama para essa vida de santidade, afastando-nos da impureza e moldando nosso caráter para refletir a Sua glória, preparando-nos para um encontro eterno com Ele. 

3.1. A Palavra e a vida de santidade. 
A Palavra de Deus é um verdadeiro manancial para a santificação, pois nos leva a encontrar, ouvir e responder ao Senhor (Jo 17.17). O Apóstolo Paulo disse que a Palavra de Deus purifica e lava: "Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra", Ef 5.26. A Palavra nos santifica para vivermos a perfeita vontade de Deus. Trata-se de um processo contínuo que se alcança com o crescimento espiritual, operada gradativa e progressivamente pelo próprio Deus (2Ts 2.13). 

Pastor Israel Maia (Síntese de Teologia Sistemática Editora Betel, 2015, pp.78,79): "O estudo da Palavra é o meio mais apropriado para aquele que está em busca de santificação. Em todo tempo temos visto que a Palavra de Deus tem o poder se santificar. О estudo sistemático da Bíblia deve ser utilizado como fórmula para alcançarmos o conhecimento do nosso Senhor. Ao estudarmos a Palavra, estamos automaticamente nos aproximando de Deus e aí temos o pleno conhecimento da Sua vontade absoluta. 

3.2. O Espírito Santo nos santificа. 
О Espírito Santo também atua no processo de santificação nos ajudando contra o pecado e a fazer a vontade de Deus. Ele reside em nós para produzir uma vida de santidade e sensibilidade à Sua voz. Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na Verdade (2Ts 2.13). Paulo disse à Igreja em Roma que os gentios foram santificados pelo Espírito (Rm 15.16). O novo nascimento é uma obra gerada pelo Espírito Santo; uma vez que estávamos espiritualmente mortos em nossos pecados, e Ele nos deu vida (Ef 2.1).

Bispo Oídes do Carmo (A Igreja é o Espírito Santo: A necessidade de avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais. Editora Be. tel, 2022, p. 133): "Possuímos o entendimento de que a cada dia que se passa mais próxima a volta de Jesus (1Ts 4.17). Os sinais comprovam que estamos nos últimos dias da Igreja de Cristo na terra (Lc 21.11). Justifica-se assim que o Espírito Santo está preparando um povo santo, para as bodas do Cordeiro (Ap 19.7). Na visão pentecostal, o ser humano possui uma natureza pecadora. Assim, perseverar no processo de santificação é imprescindível para não nos envergonharmos de um autêntico testemunho de nosso Senhor (2Tm 1.8). 

3.3. Santificados pelo Sangue de Jesus.
Um dos aspectos da santificação é a limpeza. O Sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (1Jo 1.7), santificando-nos pelo Seu sacrifício vicário (Hb 10.10). Portanto, o Nosso Senhor morreu para, com o Seu Sangue, santificar o povo (HЬ 13.12). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4° Trimestre de 2017, Lição 10): "Meios da santificação - O Senhor Deus exige a santificação ("sede santos") e provê meios para que o processo se torne realidade na vida do Seu povo. Num primeiro momento, é importante destacar que a Trindade está envolvida na missão de santificar: o Pai (1Ts 5.23); o Filho (Hb 10.10; 13.12); e o Espírito Santo (1Pe 1.2). A Palavra de Deus é uma agente na santificação (Jo 17.17), de tal maneira que alcança o ser humano por completo (Hb 4.12; Ef 5.26). O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (1Jo 1.7), e santifica (Hb 9.13-14; 10.10)". 

EU ENSINEI QUE: 
A santificação é um processo contínuo e dinâmico, pelo qual o cristão, capacitado pelo Espírito Santo, cresce em semelhança a Cristo.

CONCLUSÃO 
O Senhor que nos amou e proveu o necessário à nossa Salvação é o mesmo que exige e provê o necessário para um viver santo por parte de quem nasceu de novo. O processo de santificação, guiado pelo Espírito Santo, envolve dedicação, arrependimento e dependência da Graça de Deus, uma vez que não é opcional, mas essencial para vermos o Senhor (1Ts 4.7; Hb 12.14).
  
Subsídio para esta lição. 

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


Família em Conserva - Um ataque que abriu nossos olhos para um grande mal


Muitas escolas de samba sempre atacaram a fé cristã, mas dessa vez a polêmica construída na avenida do sambódromo, serviu para nos mostrar a verdade por trás da cultura mundana do entretenimento. 

    Após o desastroso desfile de uma escola de samba do Rio de Janeiro que, ao tentar homenagear o presidente Lula, levou para a avenida uma ala em que apresentava imagens de famílias em latas de conserva, como uma crítica direta ao conservadorismo da direita no Brasil, vimos uma reação gigante por parte dos cristãos em todas as redes sociais. 

    Segundo os próprios apoiadores do presidente Lula, a homenagem foi como um "tiro no pé", pois a escola de samba foi rebaixada, o incidente gerou uma série de críticas e "memes" pela internet, e a participação do presidente na homenagem, está sob investigação do TSE para se saber se não houve campanha eleitoral antecipada. 

    Independente das argumentações políticas, devemos enxergar o que tudo isso toca a fé cristã, pois não é de hoje que os enredos questionam o conservadorismo, o patriarcado, as instituições religiosas judaico-cristãs e a família. Obviamente, o alvo principal sempre foi a Igreja de Cristo, e neste caso em particular, podemos perceber isso pelo ataque à família tradicional estampada nas alegorias da ala da escola de samba.  


    Note que a estampa nas alegorias mostra uma família tradicional, modelo que sempre foi criticado pelo presidente Lula e seus apoiadores em diversas de suas falas. Então, o que a escola atacou foi o que o governo do PT e da esquerda sempre atacaram, a família e a fé cristã.

    Não busco aqui passar algum nome político para que os crentes votem nas urnas, somente estou transmitindo o tipo de pensamento que uma ideologia política defende, uma ideologia marxista que milita contra as tradições e valores cristãos. Pois o cristão genuíno não deve manifestar apoio a um representante político que constantemente ataca sua fé e valores, constantemente defendendo pautas abortistas, ideologias de gênero, além de ataques diretos à família cristã.

    Veja essas palavras do presidente Lula na abertura do 26º encontro do Foro de São Paulo:

“Aqui, no Brasil, enfrentamos o discurso do costume, da família e do patriotismo. Ou seja, enfrentamos o discurso que a gente aprendeu a historicamente combater”, Lula
Jornal Gazeta do Povo, 30/06/23

    A farsa dos políticos da esquerda brasileira se estabelece quando chega o ano de eleições, período em que esses políticos frequentam igrejas, moderam seus discursos e até apregoam os valores cristãos. No entanto, o desfile da escola de samba em homenagem ao presidente Lula serviu para abrir os olhos da Igreja, mostrando como os ataques à nossa fé estão cada vez mais ousados e letais.  

    Os valores da esquerda estão mais próximos ao que entendemos como "mundanismo". E a verdade é que estes valores não coadunam com os valores de Cristo, por isso, a Igreja de Cristo não pode ter nenhum tipo de vínculo com essas crenças. Esse é o princípio da santidade, de estar separado do mundo, foi o Senhor Jesus quem nos transmitiu isso:

"Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo.", João 17.14

    Por conta disso, tenho como dever de fé, alertar meus irmãos em Cristo que compartilham comigo o cálice do Senhor. Quero lembrar que o livro de louvores e adoração mais conhecido que existe, inicia com uma palavra de santificação:

"1 Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
2 Antes, tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite.", Salmos 1.1,2 

    Não é possível ser um adorador do Senhor sem seguir essa orientação inicial! 

    Portanto, os cristãos do século XXI devem buscar a santificação, deixando os entretenimentos do mundo para o mundo. Ao invés de estar conectado com as atividades promíscuas do mundo, como o carnaval, o crente deve buscar se aprimorar nos devocionais fundamentais da fé: oração, meditação da Palavra, jejum e o serviço cristão. E juntamente a isso, o cristão, ao escolher os seus representantes políticos, devem verificar que tipo de valores eles defendem, quais são os seus princípios e o que eles falam, quando não estão em campanha política.

Pr Marcos André  


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 9 / 1º Trim 2026

BEM-AVENTURADOS OS PACIFICADORES


Texto de Referência: 1 Pe 3.11

VERSÍCULO DO DIA
“Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus”. Mt 5.9

VERDADE APLICADA
Em um mundo repleto de guerras e conflitos, os cristãos são chamados a serem pacificadores.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✓ Identificar o significado bíblico de “pacificador”;
✓ Reconhecer a bênção prometida aos pacificadores;
✓ Ressaltar que Deus chama os cristãos para serem pacificadores no mundo.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que sejamos pacificadores neste mundo violento e instável.

LEITURA SEMANAL 
Seg Hb 9.15 O fruto da justiça semeia-se na paz.
Ter Rm 3.24 O pacificador é capaz de dar de comer e beber ao inimigo.
Qua Cl 1.14 Ser Bem-Aventurado é ter paz e comunhão com Deus.
Qui Sl 40.8 Somos chamados a viver em paz com todos.
Sex Gn 3.15 Cristo é o Grande Pacificador, o Príncipe da Paz.
Sáb Sl 119 Como pacificadores, levamos as Boas-Novas do Evangelho.

INTRODUÇÃO
Deus usa Sua Igreja para pregar o Evangelho, que promove a pacificação entre os homens. O salmista escreveu que o Senhor é quem pacifica os seus termos (Sl 147.14a), e o Senhor disse: “Eu faço a paz”, Is 45.7.
 
Ponto-Chave
“Ser pacificador é uma responsabilidade de todos os cristãos, que devem se esforçar para promover a paz em todas as situações.”
 
1- CONHECENDO OS PACIFICADORES
No grego, eirene significa “paz”, que em hebraico é shalom. Essa Bem-Aventurança contraria a realidade do mundo contemporâneo, que apresenta indivíduos cada vez mais agressivos.
 
1.1 O pacificador se assemelha a Cristo
O cristão que não se esforça pela paz não se assemelha a Jesus Cristo, o Príncipe da Paz (Is 9.6). O Apóstolo Paulo escreveu: "E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos", Cl 3.15. Evitar conflitos e violências faz parte da vida cristã, e isso inclui manter a paz em todos os âmbitos que frequentamos: família, círculo de amigos, ambiente de trabalho religioso.

1.2. O pacificador tem domínio próprio
O pecador não conhece o caminho da pacificação nem tem temor a Deus (Rm 3.17,18), porque não experimenta da paz que Cristo proporciona aos Seus. Essa paz inunda o interior do crente, proporciona comunhão com Deus e purifica o coração do pecado e da crueldade. E é a paz de Cristo, que excede o entendimento humano (Fp 4.7), que proporciona equilíbrio e domínio próprio ao cristão para que ele solucione os conflitos da vida.

Refletindo
“O maior Pacificador é Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. Ele estabelece a paz entre Deus e o homem ao remover o pecado, que é o motivo do afastamento.” D. A. Carson

2- O CRISTÃO É UM PACIFICADOR
O pacificador procura estabelecer a paz com e entre todos (Hb 12.14). Ele vive em harmonia, promove a reconciliação e o amor com suas ações e palavras. Inspirado pelo exemplo de Cristo, o pacificador semeia a harmonia e reflete a Graça de Deus num mundo de conflitos.
 
2.1 A necessidade de pacificadores
Somente a paz que Cristo oferece pode nos tornar pacificadores (Fp 4.6,7), que visam o bem-comum por meio de um convívio equilibrado, a conscientização de direitos e deveres e, principalmente, a proclamação do Evangelho da paz. Os pacificadores, portanto, são essenciais para promover o entendimento mútuo. Com empatia e coragem, eles constroem pontes e transformam discórdias em oportunidades de reconciliação.
 
2.2 O Espírito Santo nos faz pacificadores
A presença do Espírito Santo em nós nos habilita a promover a paz em qualquer lugar que estejamos, uma vez que Ele nos selou pela fé em Cristo. A Bíblia associa a paz ao Espírito Santo em várias passagens (Rm 8.6; 15.13). Em Gálatas 5.22, a paz é vista como uma ação do Espírito Santo no coração dos crentes. Assim, temos paz com Deus e o próximo, o que nos faz pacificadores por excelência. 
 
3. A BEM-AVENTURANÇA DOS PACIFICADORES
Ser pacificador é uma vocação nobre, que reflete o coração de Deus em um mundo dividido. Pacificadores são aqueles que, com empatia, sabedoria e coragem, buscam apaziguar conflitos, promover reconciliação e construir harmonia onde há discórdia. Eles não apenas resolvem disputas, mas plantam sementes de amor e compreensão, vivendo como verdadeiros embaixadores da paz (Is 52.7).
 
3.1 Uma virtude do Espírito Santo
O Espírito Santo produz em nós virtudes que nos tornam mais semelhantes a Cristo. A paz é uma das virtudes do Fruto do Espírito, sendo também a expressão do Caráter de Deus e da Presença do Espírito Santo em nossa vida. Mesmo em meio às adversidades, podemos usufruir dessa quietude interior e atuar como pacificadores, dando de comer e beber ao nosso inimigo (Rm 12.20), transformando vidas e impactando o mundo ao nosso redor.
 
3.2 Os pacificadores serão chamados filhos de Deus
De todas as Bem-Aventuranças, esta é a única que promete: “serão chamados filhos de Deus” (Mt 5.9), precisamente pelo fato de o Pai ter dado Seu Filho para reconciliar o mundo com Ele (2Co 5.18). Com o coração guiado pela compaixão e pela justiça, os pacificadores buscam reconciliar pessoas, apaziguar tensões e construir pontes de entendimento como um reflexo do amor e da bondade de Deus. Isso os eleva à honra de serem chamados filhos de Deus, pois, ao semearem harmonia, espelham o caráter reconciliador do Pai, trazendo luz e esperança a um mundo necessitado de paz.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Descobrimos, em 2 Coríntios 5.18-20, que Deus nos nomeou pacificadores seus. Três vezes, nesses versículos, Paulo ressalta que nós que fomos levados à paz com Deus fomos feitos pacificadores. Devemos levar os homens separados de Deus a saberem como ter paz com Ele e como sentir essa paz. Para ser pacificador, o homem precisa conhecer apenas uma verdade fundamental: Cristo morreu por nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia para podermos ter paz com Deus. O pacificador deve conhecer essa verdade e, então, comunicá-la aos que se encontram alienados de Deus. O homem não está separado apenas de Deus, mas também do próprio homem, o crente pode estar separado de outro crente. Esse não é o propósito de Deus. Depois de nosso Senhor ter falado da obra do pacificador (Mt 18.12-14), levar os perdidos a terem paz com Deus, Ele se referiu ao dever do pacificador de preservar a unidade na comunhão de crentes. (J. Dwight Pentecostal. O Sermão da Montanha. Miami, Florida: Editora Vida, 1988, pp.56,57.).
 
CONCLUSÃO
O pacificador é alguém que, antes de qualquer coisa, tem paz consigo mesmo. Ele promove a reconciliação de outros com Deus, ocasionando neles um juízo de retidão e conformidade pela mensagem do Evangelho.

Complementando
Martin Luther King Jr. entrou para a história como um exemplo do que é ser pacificador. Revestido de coragem e compromisso com os princípios bíblicos de justiça e igualdade, King buscou unir pessoas de todas as raças durante o Movimento dos Direitos Civis nos Estados Unidos no século XX.

Eu ensinei que:
A paz é uma das virtudes do Fruto do Espírito, que expressa tanto o Caráter de Deus quanto a Presença do Espirito Santo na vida de um servo fiel.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026


AULA EM 22 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 8
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Eleição na Salvação



 

TEXTO PRINCIPAL 
“Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor.” (Ef 1.4).

RESUMO DA LIÇÃO
A compreensão da Eleição nos impulsiona a uma vida de entrega total a Deus, refletindo sua glória e cumprindo seu propósito no mundo.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Ef 1.4,5 Deus nos escolheu em Cristo
TERÇA — 2Tm 1.9 A Eleição nos convida a viver segundo o propósito de Deus
QUARTA — 1Pe 1.2 Fomos eleitos para a obediência
QUINTA — 1Pe 2.9 A Eleição nos faz um povo de propriedade exclusiva de Deus
SEXTA — Ef 2.10 Fomos criados em Cristo Jesus para boas obras
SÁBADO — Rm 12.1,2 O propósito da nossa Eleição

OBJETIVOS
APRESENTAR o conceito bíblico de Eleição;
COMPREENDER a Eleição bíblica fundamentada em Jesus;
CONHECER as implicações da Eleição bíblica.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO
Efésios 1.3-14.

3 — Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo,
4 — como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor,
5 — e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
6 — para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado.
7 — Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça,
8 — que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência,
9 — descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo,
10 — de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra;
11 — nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade,
12 — com o fim de sermos para louvor da sua glória, nós, os que primeiro esperamos em Cristo;
13 — em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa;
14 — o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para louvor da sua glória.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição vai falar profundamente sobre uma obra que vem da misericórdia de Deus, é a chamada Eleição. E essa misericórdia foi feita a todos, pois todos foram escolhidos por Deus para uma grande obra, mas nem todos a desejam, como veremos.
A Salvação e a Eleição estão intimamente ligadas à obra redentora de Cristo, que, por meio de seu sacrifício na cruz, nos oferece o perdão e a vida eterna. Por isso, a Eleição é uma escolha de Deus, não fundamentada em determinismos e incondicionalidades, mas em sua infinita graça e amor. Deus nos escolheu porque, em Cristo, Ele decidiu misericordiosamente nos chamar para uma vida transformada, dependente de sua graça. Assim, nesta lição, veremos que a Eleição é um ato de amor que nos convida a nos entregar plenamente a Deus, vivendo conforme sua vontade.
Convém ensinar já nesse início que a Eleição é a escolha de Deus, assim como nós escolhemos, isto é, elegemos os nossos governantes para um mandato, mas no caso da Eleição, a escolha não não é por mérito humano e nem se quer por desejo de ser salvo, pois a humanidade estava tão perdida, que nem pensava em salvação.
Notemos que a Eleição produz em nós um efeito, que é o efeito da transformação pessoal.

I. O CONCEITO BÍBLICO DE ELEIÇÃO

1. A Eleição como parte do plano redentor de Deus. 
A Doutrina Bíblica da Salvação é de grande importância. Ao refletirmos sobre ela, podemos nos perguntar: “Como Deus elege os salvos para a salvação?” A Eleição bíblica para a salvação não é incondicional, mas condicional, ou seja, ela faz parte do plano de Deus para salvar o pecador em que este deve respondê-la com arrependimento e fé. Assim, a eleição de Deus é condicional àqueles que ouvem e seguem a voz de Jesus, nosso Senhor (Jo 10.27). É essencial entender que a Eleição bíblica está fundamentada na obra de nosso Senhor Jesus, o verdadeiro Eleito, e em nossa total entrega a Ele. Deus escolheu um povo para si, com o propósito de ser testemunha de sua glória e de trazer salvação ao mundo. A Eleição aponta para a obra de Cristo, o Cordeiro escolhido, por meio do qual todos os crentes são eleitos para a salvação (Ef 1.4,5; Rm 8.29,30).
Quando entendemos que a Eleição é condicional, entendemos que somente aqueles que a desejam podem alcançá-la, ou seja, Deus estendeu a todos essa Eleição, já sabendo que nem todos a desejariam, e Deus respeita isso, pois não é propósito do Senhor que o ser humano o sirva só por obrigação, ou por falta de opção, ou ainda como se fosse uma marionete controlada por Deus.
"Servi ao Senhor com alegria; e entrai diante dele com canto.", Salmos 100.2

2. A Eleição no Antigo Testamento: Israel como povo escolhido. 
Quando observamos a eleição no Antigo Testamento, percebemos que se trata de uma eleição corporativa, ou seja, a eleição bíblica para salvar não diz respeito a indivíduos, mas a um povo — exceto quando se refere a uma eleição para um ministério específico, como nos casos de Abraão, Davi e Jeremias. Essa mesma perspectiva será encontrada no Novo Testamento. No Antigo Testamento, a eleição foi dirigida a Israel, não por méritos do povo, mas pela graça de Deus. O propósito da eleição de Israel era claro: ser a nação por meio da qual a promessa de salvação para o mundo seria cumprida, especialmente pela vinda do Messias (Dt 7.6-8; Is 45.4).
Com isso, entendemos que, no Antigo Testamento a Eleição possui o propósito de separar o povo pelo qual viria o Messias ao mundo. E o objetivo disso tudo era levar a salvação ao mundo inteiro, então, no geral, a Eleição de alguns tem sempre o propósito de salvar a humanidade inteira. Com isso entendemos que o Senhor não tem interesse apenas em um grupo seleto de pessoas, mas sim, em todas as pessoas, vejamos na Bíblia:
"Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que razão morrereis, ó casa de Israel?", Ezequiel 33:11
Entendemos aqui, que, embora no Antigo Testamento a Eleição tenha sido corporativa, ela tinha um propósito maior, que era de trazer o Messias para a salvação de toda a humanidade.

3. A Eleição no Novo Testamento: A Igreja como povo eleito em Cristo. 
Agora, por meio da Aliança realizada no Calvário, a Eleição é cumprida em Cristo. A ênfase do Novo Testamento sobre a Eleição recai no fato de que todos os crentes que estão em Cristo foram eleitos para a salvação, por isso ela continua sendo corporativa. Nesse sentido, a eleição se estende aos gentios por meio da pregação do Evangelho. A Igreja, então, é chamada a viver conforme essa eleição, refletindo o caráter de Deus no mundo (Ef 1.4-6; 1Pe 2.9,10). Portanto, Deus chamou um povo para si, em Cristo, e aqueles que ouvem sua voz e seguem seus passos são eleitos para fazer parte de sua obra no mundo, vivendo em harmonia com sua vontade.
Note então que, no Novo Testamento o propósito da Eleição é levar a mensagem de salvação do Senhor Jesus ao mundo inteiro. Então, ela continua corporativa, mas sempre com um propósito maior, o de alcançar todas as pessoas. Ou seja, tanto no Antigo como no Novo Testamento a Eleição foi destinada à humanidade, mas obviamente só são eleitos aqueles que se renderem a Deus, por meio do Senhor Jesus Cristo.

SUBSÍDIO I
[...]

II. A ELEIÇÃO BÍBLICA FUNDAMENTADA EM JESUS

1. Jesus, o Eleito de Deus: O Cordeiro Escolhido. 
Jesus é o “eleito” em um sentido único, pois Ele é o Cordeiro de Deus, escolhido antes da fundação do mundo para realizar a obra redentora da salvação (1Pe 1.19,20). Sua eleição inclui o sacrifício perfeito e definitivo que Ele ofereceu em nosso lugar, garantindo, assim, a eleição de todos os crentes. Ele é o primeiro eleito, cujo sacrifício na cruz assegura nossa própria eleição em Cristo. Para nós, na perspectiva bíblica pentecostal, a eleição é profundamente cristocêntrica, pois tudo gira em torno de Jesus e da sua obra redentora. Em passagens como 1 Pedro 1.19,20 e Apocalipse 13.8, vemos claramente que é em Cristo que nossa eleição se torna realidade.
Ou seja, dissemos que Jesus foi o primeiro eleito, porque Sua Eleição ocorre antes da fundação do mundo, veja na Bíblia:
"19 Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado,
20 O qual, na verdade, em outro tempo foi conhecido, ainda antes da fundação do mundo, mas manifestado nestes últimos tempos por amor de vós;", 1 Pedro 1.19,20
Isso aconteceu porque Deus já sabia por Sua presciência que o ser humano iria pecar, então o Senhor providenciou um plano para a salvação, e escolheu (elegeu) o Filho para cumprir esse plano. Com isso, entendemos porque o Senhor permitiu que o ser humano pecasse, deixando a árvore da ciência do bem e do mal, desguarnecida no meio do jardim do Éden. Deus já sabia de tudo que iria acontecer e já providenciou tudo de antemão.

2. A Eleição em Cristo: Todos os crentes são eleitos nEle. 
A Eleição e Jesus Cristo estão intrinsecamente ligados, pois é em Cristo que somos escolhidos para a vida eterna (Ef 1.4,5). A Eleição não acontece fora de Cristo, mas por estarmos unidos a Ele, somos chamados e eleitos para viver com Deus para sempre. Essa eleição está fundamentada na obra redentora de Cristo, que, ao sacrificar sua vida por nós, nos dá acesso à graça divina. Portanto, a Eleição é um ato de graça, feito por Cristo, que nos capacita a viver a vida eterna. Logo, todos os salvos da Igreja de Cristo são eleitos nEle, em conformidade com sua vontade (2Tm 1.9).
[...]

3. A Eleição em Cristo: Uma eleição com propósito. 
A Eleição em Cristo não é arbitrária, mas está sempre voltada para o cumprimento de um propósito divino (Ef 1.11,12). O propósito da Eleição é que os crentes vivam para a glória de Deus, refletindo seu caráter e amor no mundo. No entanto, essa vivência deve ser tanto deliberada quanto espontânea, pois nossa resposta à chamada de Deus precisa ser intencional e genuína. A santidade e o serviço a Deus são aspectos essenciais dessa vivência, mas dependem da nossa disponibilidade de nos entregarmos totalmente a Ele (1Pe 1.2). A Eleição nos chama a viver de forma fiel e obediente ao plano divino, para que tudo seja feito para a glória de Deus.
Ou seja, o comentarista está afirmando aqui, que a Eleição em Cristo é uma dádiva de Deus, mas depende de nossa resposta. Isso porque o Senhor não deseja nos forçar a nada, para que a nossa resposta seja intencional e genuína. Veja um exemplo na Bíblia:
"19 Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
20 Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.", Apocalipse 3.19,20
Assim, Jesus bate à porta, mas quem deve abrir somos nós.

SUBSÍDIO II
[...]

III. IMPLICAÇÕES DA ELEIÇÃO BÍBLICA

1. A Eleição e o Propósito Global: A missão de proclamar as Boas-Novas. 
A Eleição divina não é uma escolha isolada, mas tem um propósito global, como vemos em Mateus 28.19,20, onde a missão de proclamar o Evangelho é dada a todos os crentes. Essa responsabilidade de participar ativamente dessa missão envolve levar as Boas-Novas de salvação a todas as nações, reunindo todos os eleitos em Cristo (At 13.47). Visto que participamos dessa missão, a Eleição nos coloca no centro do plano redentor de Deus, que visa a reconciliação de todas as coisas por meio de Cristo (2Co 5.18-20). Por consequência, a Igreja, como povo eleito, é chamada a ser luz para as nações, refletindo o caráter de Deus e proclamando sua salvação. Assim, nossa missão é levar a mensagem de Jesus aos confins da terra, cumprindo o propósito divino para a humanidade.
[...]

2. A Eleição e o chamado para viver em santidade. 
A Eleição que Deus faz é o fundamento para a santidade, pois somos chamados para viver de maneira santa, assim como Ele é santo (1Pe 1.15,16). Já a Santificação é um processo contínuo, operado pela ação do Espírito Santo, que nos capacita a crescer em pureza e obediência (1Ts 4.7). Em síntese, a Eleição nos dá a capacidade de viver uma vida transformada, marcada pela conformidade à imagem de Cristo, refletindo seu caráter em nossas ações (2Co 7.1). Esse processo não é instantâneo, mas envolve uma entrega diária ao Espírito, que nos guia e molda. Em Cristo, somos eleitos para viver em santidade, como um reflexo da sua obra em nós.
Ou seja, o Espírito Santo é quem opera a santificação em nós. Claro que isso ocorre se nós assim o buscarmos, até mesmo porque, se o crente não desejar essa santificação, também ficará de fora da salvação. Porque a santificação é o único meio pelo qual podemos nos aproximar de Deus, veja dois versículos que comprovam isso:
"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor;", Hebreus 12.14
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus;", Mateus 5.8
A santificação é o requisito fundamental para se aproximar de Deus, porque ela consiste na "separação do crente em relação ao mundo", e como Deus não está no mundo, então para que qualquer cristão se achegue a Deus, precisa também se separar do mundo:
"15 Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.
16 Não são do mundo, como eu do mundo não sou.", João 17.15,16 
E note aqui, pelo verso 15, que a nossa separação do mundo é estando nós, dentro do mundo.

3. A Eleição e o chamado para o serviço no Reino de Deus. 
A Eleição é, acima de tudo, um chamado para o serviço no Reino de Deus, como vimos em Efésios 2.10, onde somos criados em Cristo para boas obras. Fomos eleitos para participar ativamente da obra de Deus, seja no ministério, no ensino, na evangelização ou em qualquer outro campo de serviço, como indicado em 1 Pedro 2.9. Essa disposição para servir é uma manifestação dessa eleição, pois, sendo escolhidos, somos chamados a viver não para nós mesmos, mas para cumprir os propósitos de Deus (Rm 12.1,2). Portanto, a verdadeira Eleição nos leva a uma vida de serviço, refletindo a graça de Deus em todas as áreas de nossa vida. Enfim, devemos ser diligentes em nossa entrega ao serviço de Deus, pois, como eleitos, estamos aqui para fazer a diferença no seu Reino.
Ou seja, todos os eleitos estão aptos ao serviço na obra de Deus, e com base nesta informação podemos acrescentar o seguinte, não é necessário grandes cargos para se começar a trabalhar para Deus de alguma forma, basta ter vontade. Não precisa ser teólogo, nem um grande comunicador, nem precisa ter dons do Espírito Santo, basta ter o Espírito Santo. A obra de Deus precisa de mais trabalhadores.
Vamos considerar a seguinte analogia: Se adquirirmos um aparelho de ar-condicionado e deixarmos ele guardado na caixa, depois de um certo tempo, ele vai enferrujar, as borrachas vão ressecar e o gás perderá as propriedades, com isso, esse aparelho perderá a sua serventia, pelo fato de não ter sido utilizado para o fim a que foi destinado. Algo semelhante acontece com o crente, pois ele foi chamado para uma finalidade, veja na Bíblia:
"Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.", Efésios 2.10
E se o crente não se colocar à disposição para trabalhar nessa finalidade, então logo vai perder a serventia e se tornar inútil para a obra e assim como o ar-condicionado que estragou e se tornou em sucata para descarte, também esse crente se estragará e se tornará em sucata para descarte.
Por isso, todos devem trabalhar na obra do Senhor. 

CONCLUSÃO
A Salvação e a Eleição, em última análise, são uma demonstração do amor imensurável de Deus por nós, como visto em sua escolha soberana em Cristo. A Eleição bíblica está centrada na obra redentora de Cristo, que nos oferece a salvação por sua graça e sacrifício. Não somos apenas salvos, mas, por meio da Eleição, somos chamados a viver uma vida de santidade, comprometidos com a evangelização e o serviço ao Reino de Deus. Portanto, a Eleição não é um fim em si mesma, mas um convite para sermos instrumentos de transformação no mundo. Assim, somos escolhidos para cumprir o propósito divino de proclamar o Evangelho e viver em conformidade com a sua vontade.
Professor(a), de todos os ensinamentos passados, sugiro uma ênfase no último subtópico, pois trata de algo prático, que é o serviço da obra de Deus.
Após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
ZUCK, Roy B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 4ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

HORA DA REVISÃO
1. Em quem a Eleição bíblica está fundamentada?
A Eleição bíblica está fundamentada na obra de nosso Senhor Jesus, o verdadeiro Eleito, e em nossa total entrega a Ele.
2. O que é eleição corporativa?
É a eleição bíblica para salvar que não diz respeito a indivíduos, mas a um povo.
3. Como a Eleição se estende aos gentios?
A eleição se estende aos gentios por meio da pregação do Evangelho.
4. Quem é o “eleito” em um sentido único?
Jesus é o “eleito” em um sentido único, pois Ele é o Cordeiro de Deus, escolhido antes da fundação do mundo para realizar a obra redentora da salvação (1Pe 1.19,20).
5. Onde a Doutrina Bíblica da Eleição nos coloca?
A Eleição nos coloca no centro do plano redentor de Deus, que visa a reconciliação de todas as coisas por meio de Cristo (2Co 5.18-20).

Fonte: Revista CPAD Jovens

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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 8



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO



Texto de Referência: Sl 24.3,4

VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus." (Mt 5.8)

VERDADE APLICADA
Ter um coração genuinamente puro nos leva à verdadeira comunhão com Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer a importância de ter o coração limpo diante de Deus;
✔ saber que o cristão não deve ter maldade nem amargura em seu coração;
✔ ressaltar que somente a obediência à Palavra de Deus pode ajudar o jovem a trilhar por um caminho de pureza.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que os cristãos tenham o coração livre das contaminações do mundo.

LEITURA SEMANAL
Seg Tg 1.27 A religião pura se preocupa com os órfãos e as viúvas.
Ter Pv 30.5 Toda Palavra de Deus é pura.
Qua 1Jo 1.9 O Senhor perdoa os nossos pecados e nos purifica.
Qui 1Jo 1.7 O Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.
Sex Sl 119.9 O jovem purifica a sua conduta vivendo de acordo com a Palavra de Deus.
Sáb Sl 24.3 Subirá o Monte do Senhor quem tem o coração puro.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição fala da pureza interior, não uma santidade perfeita, mas um interior sincero que não se corrompeu com o mundo. E neste material de apoio deixarei acréscimos para dar subsídios para você montar sua aula. 
No Sermão da Montanha, uma promessa maravilhosa é feita aos limpos de coração: eles verão a Deus (Mt 5.8). Jesus apresenta a pureza de coração como um caminho para a comunhão com Deus, revelando a importância de uma vida interior marcada por sinceridade, retidão e devoção. Em um contexto de ensinamentos sobre o Reino dos Céus, Ele enfatiza que a fé cristã vai além das aparências, pois exige um coração alinhado com a Sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12.2).
Convém mencionar nesta introdução que, a promessa de ver Deus é a promessa de ir para o Céu, pois não vai acontecer de alguém ser salvo e não ver a Deus. Sendo assim, podemos considerar que as promessas feitas nas bem-aventuranças são, na verdade, vários aspectos da mesma bênção, ou seja, ser farto de justiça, herdar a terra, ser consolado, etc, se refere todas à salvação. Embora as promessas se refiram a mesma bênção, as características são diferentes. A que vamos estudar aqui, por exemplo, se refere à pureza interior, que é a característica de quem tem um coração limpo.  

Ponto-Chave
"Conservar o coração limpo requer prudência ao escolher o que vemos, ouvimos e falamos. Para isso, cercar-se de pessoas que cultivam a mesma fé e se submetem aos Mandamentos de Deus é essencial."

1. A IMPORTÂNCIA DA PUREZA DE CORAÇÃO
Nos dias de Moisés, foram introduzidos alguns cerimoniais de purificação na vida do povo de Deus; assim, simbólica e espiritualmente, as pessoas eram purificadas dos seus pecados (Nm 19.9,18–20). Por sua vez, no Sermão da Montanha, Jesus prometeu que os limpos de coração verão a Deus, e essa promessa maravilhosa reforça a importância de mantermos puro o nosso coração para vivermos livres de pecados e alinhados aos propósitos de Deus.

1.1 Cultivando um coração puro
A pureza de coração é importante para a vida cristã, pois expressa compromisso com a verdade, ausência de intenções maliciosas e pensamentos alinhados aos princípios bíblicos. Essa condição permite ao crente experimentar a promessa de “ver a Deus”, ou seja, ter comunhão profunda com Ele, conhecer Seus propósitos e desfrutar da Sua presença. Em um mundo marcado por distrações, manter o coração puro é um desafio, mas também um chamado à santidade.
Aqui o comentarista está interpretando a expressão "ver a Deus" de forma metafórica, ou seja, ver a Deus significaria então ter uma comunhão profunda com o Criador. É válido interpretar dessa forma, pois encontramos isso na Palavra do Senhor veja:
"Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos.", Jó 42.5
Jó não viu a Deus de fato, mas ele considerava que as experiências que teve e o ouvir a voz de Deus era como ver Deus. Assim, cada vez que ganhamos nossas experiências com o Senhor o podemos entender Sua vontade, Sua Palavra e sentimos a Sua presença, então estamos vendo a Deus, como Jó pôde ver. 

1.2 Cultivando um coração puro na juventude
Como pode o jovem viver uma vida pura? Segundo o salmista, o jovem pode ter uma vida pura se guardar cuidadosamente a Palavra de Deus (Sl 119.9). Manter o coração puro na juventude, embora desafiador, é uma oportunidade para construir uma vida espiritual sólida desde cedo. Nessa fase de descobertas e influências, os jovens enfrentam pressões e valores distorcidos das mídias e de amigos que não seguem a fé cristã (Pv 1.10). Por isso, é importante fazer escolhas conscientes, como: buscar orientação em Deus, meditar na Palavra e evitar ambientes que comprometam a integridade espiritual. A pureza de coração não só fortalece a comunhão com Deus, mas também estabelece alicerces para um caráter reto, trazendo paz e propósito em meio às complexidades da juventude.
Satanás possui muitas ferramentas pelas quais tenta corromper os corações dos jovens cristãos e pelas quais mantém aprisionados os corações dos ímpios, elas se chamam "distrações". Essas ferramentas servem para dar acesso aos corações, me refiro às redes sociais, jogos online, filmes, séries de TV, e amizades. Tudo isso, o inimigo utiliza para tentar corromper os nossos corações. 
Vamos aplicar de forma prática para os jovens: um jovem cristão normalmente possui atividades na comunidade em que serve a Cristo, participa das reuniões de oração, adoração e estudo da Palavra. E para o inimigo conseguir quebrar essa rotina, ele tenta introduzir as "distrações" para esse jovem e essas distrações são as redes sociais, jogos, filmes e amizades. Quando o jovem se distrai com essas coisas ele deixa de estar nas reuniões e de aprender a Palavra.
"Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra.", Salmos 119.9

Refletindo
"Os puros de coração são aqueles cujo coração foi purificado, assim como Deus é puro. São aqueles que, pela fé em Jesus, foram purificados de todas as inclinações não santas." John Wesley

2. FUJA DO QUE MACULA O CORAÇÃO
Os limpos de coração não são adeptos do hedonismo, isto é, da busca pelo prazer como um bem supremo. Fugir de tudo que rouba essa pureza é um exercício constante de vigilância e santificação, porque pensamentos impuros, desejos egoístas, influências corruptas e más companhias comprometem nossa integridade e comunhão com Deus (Pv 1.10). Evitar essas armadilhas exige discernimento, oração e escolhas que honrem os valores cristãos. Ao se afastar de tudo que contamina o coração, o crente se torna apto a receber a bem-aventurança prometida por Jesus (Mt 5.8) e, quando for a hora, contemplará o Senhor face a face.

2.1 Mente pura, coração puro
A pureza da mente é essencial para manter o coração alinhado com os propósitos de Deus, porque é na mente que se originam os pensamentos que moldam nossas ações e afetam nossos sentimentos. Cultivar uma mente pura envolve rejeitar pensamentos maliciosos e meditar nas coisas de Deus, como o amor ao próximo, o louvor a Deus, a prática da oração e tudo o que permeia as Escrituras. Ter a mente pura fortalece nossa comunhão com Deus, promove a pureza de coração e nos ajuda a refletir Jesus no mundo.
Quando piscamos os olhos, a última imagem que vimos, fica gravada, pois esse é um recurso da mente, ela grava tudo o que vemos. E é aí que Satanás tenta agir, pois no meio das distrações que mencionei anteriormente, o inimigo introduz algumas imagens que seduzem. Essas imagens vêm de maneira muito sutil. Pois, um jovem que é firme em Cristo, não vai aceitar assistir a um filme erótico ou pornográfico, porém, se ele estiver rolando os feeds nas redes sociais, e no meio desses feeds vier um vídeo mais sensual, esse jovem acaba vendo, e ao se demorar assistindo, o algorítimo identifica que o usuário está inclinado a esse tipo de conteúdo e envia mais. A partir daí, para que esse jovem passe a assistir os filmes adultos é só uma questão de tempo.
"11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.", Efésios 6.11,12

2.2 Coração puro, atitudes equilibradas
Ter o coração puro (Mt 5.8) é viver com humildade e retidão, livre de intenções egoístas e maliciosas. Os de coração puro buscam alinhar seus pensamentos, palavras e ações com os princípios bíblicos de amor e justiça, procurando agir de maneira equilibrada, pacífica e harmônica no dia a dia. Essas atitudes se manifestam em boas escolhas, como tratar o próximo com respeito, ser generoso, perdoar as ofensas e cultivar uma vida guiada pela verdade.
O que há em nosso coração influencia as nossas escolhas. Por exemplo, se o nosso coração for egoísta, nossas escolhas serão afetadas, e assim, estaremos decidindo sempre por aquilo que nos beneficia. Se tivermos o sentimento sincero que teve Jesus, então nossas escolhas serão semelhantes às dEle.
"5 De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus,", Filipenses 2.5,6
Ou seja, Paulo está nos convidando a nutrir no coração o mesmo sentimento altruísta de Jesus, que não pensava em si mesmo. O problema do Evangelho nos dias atuais, é que muitos irmãos buscam por si e por suas casas, deixando a igreja e os irmãos para segundo plano.

3. OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO A DEUS
Somente os de coração puro verão a Deus (Mt 5.8). Ao se arrepender de seu pecado, Davi pediu ao Senhor: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51.10).

3.1 Jesus limpa o nosso coração
Certamente, todo cristão anseia ver a Deus; por isso, é necessário permitir que a vontade dEle reine em nossa vida (Gl 2.20). Ao “nascer de novo”, somos purificados de todo pecado pelo sangue de Jesus (1Jo 1.7) e passamos a ter um coração puro (Jo 8 11).
[...]

3.2 A pureza de coração de uma criança
O coração do homem perdido está cheio de engano (Jr 17.9), por isso Jesus nos exortou a sermos como criança para entrar no Reino dos Céus (Mt 18.3). O coração puro como o de uma criança tem em sua essência sinceridade e bondade, o que transcende as complexidades da vida adulta. A criança enxerga o mundo com olhos curiosos e confiantes, sem julgamentos precipitados ou intenções ocultas, exibindo empatia e generosidade em seus gestos. Um coração assim vive livre de rancores, é aberto ao perdão, tem alegria genuína, encontra beleza nas pequenas coisas e inspira outros a voltarem-se para o Senhor.
O perdão é a única ferramenta que conserta os relacionamentos, corrige os rumos e purifica o coração. O comentarista usa a criança como exemplo, porque as crianças não possuem dificuldades para liberar o perdão. Exempl: se duas crianças tiverem brigando, basta acalmá-las e deixá-las juntas, daí é só aguardar um tempo e elas estarão brincando juntas de novo. Jesus afirmou que da boca das crianças sai o perfeito louvor, por causa de seus corações:
"E disseram-lhe: Ouves o que estes dizem? E Jesus lhes disse: Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?", Mateus 21.16
Precisamos que o Senhor crie em nós um coração puro:
"Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.", Salmos 51.10
Só Deus pode fazer isso por Seu Espírito. 

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Fica óbvio que a expressão "de coração" indica a que espécie de pureza Jesus se refere, assim como a expressão "de espírito" indica o tipo de humildade que Ele tinha em mente. Os "humildes de espírito" são os espiritualmente pobres, que diferem daqueles cuja pobreza é material. De quem, então, os "limpos de coração" estão sendo distinguidos? A interpretação popular considera a pureza de coração uma expressão de pureza interior, a qualidade daqueles que foram purificados da imundície moral em oposição à imundície cerimonial. E temos bons antecedentes bíblicos acerca disso, especialmente nos Salmos. Sabe-se que ninguém podia subir ao monte do Senhor ou ficar no Santo Lugar se não fosse limpo de mãos e puro de coração. (John Stott. Contracultura Cristã: a Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU. 1982, p.38.).

CONCLUSÃO
Mateus 5.8 nos convida a cultivar um coração livre de malícia, egoísmo e intenções impuras para alcançar uma comunhão autêntica com Deus. Ter o coração puro é viver com sinceridade, humildade e amor, refletindo a essência da fé cristã. Essa pureza não apenas nos aproxima de Deus, mas também nos permite uma vida de paz e plenitude espiritual.
Professor(a), recomendo que oriente os jovens a buscarem o Espírito Santo de Deus, pois é o único que pode purificar os corações.
"Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.", Salmos 51.11
Leia essa conclusão e siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

Complementando
Um coração purificado é aquele que passou pelo processo de purificação e renúncia, negando a si mesmo. Nas Bem-aventuranças, Jesus nos mostra a bênção e o privilégio que aguardam os de coração puro: ver a Deus.

Eu ensinei que:
Um coração puro é marcado por sinceridade, retidão e devoção, além de estar alinhado com a verdade a fim de ver a Deus.

Fonte: Revista Betel Conectar
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