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quarta-feira, 27 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 9 / ANO 3 - N° 9

 A Supremacia de Cristo — Colossenses 1

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Colossenses 1.3-5, 9-10, 13-19 
3- Graças damos a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, orando sempre por vós, 
4- porquanto ouvimos da vossa fé em Cristo Jesus e do amor que tendes para com todos os santos; 
5- por causa da esperança que vos está reservada nos céus, da qual já, antes, ouvistes pela palavra da verdade do evangelho. 
9- Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual; 
10- para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus. 
13- Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do 
Filho do seu amor, 
14- em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados; 
15- o qual é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; 
16- porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, 
visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele. 
17- E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele. 
18- E ele é a cabeça do corpo da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência, 
19- porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse.

TEXTO ÁUREO 
[...] Havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus. 
Colossenses 1.20 

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - 1 Coríntios 13.13
Fé, esperança e amor sustentam o cristão
3ª feira - Colossenses 1.6,23
O evangelho avança pelo mundo
4ª feira - Colossenses 1.9
Orem para conhecer a vontade de Deus
5ª feira - Colossenses 1.10
Andem de modo digno diante do Senhor
6ª feira - Colossenses 1.16
Cristo criou todas as coisas
Sábado - Colossenses 1.23
Permaneçam firmes na fé em Jesus

OBJETIVOS

    Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender que nada, nas esferas materiais ou celestiais, subsiste fora da autoridade e do cuidado soberano do nosso Salvador;
  • redescobrir Jesus como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor; 
  • perceber o Senhor Jesus como autor e centro da salvação, fundamento e consumação da nossa esperança. 
 ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
    Caro professor, ao adentrarmos a Carta aos Colossenses, encontramos Paulo afirmando, com clareza e ternura, a centralidade absoluta de Cristo. Depois de anunciar as virtudes cardeais — fé, amor e esperança — como marcas do povo de Deus, o apóstolo convoca seus leitores à maturidade: conhecer a vontade do Senhor, crescer em sabedoria e andar de modo digno d'Ele. 
    Nesta lição, também contemplamos Jesus como Criador, Sustentador, Cabeça da Igreja e Redentor que reconcilia Céus e Terra. Ao mesmo tempo, ouvimos o chamado à perseverança. 
    Durante a aula, conduza o grupo a enxergar que a saúde espiritual advém de uma visão elevada do Cristo ressurreto e floresce na oração, discernimento e serviço misericordioso. 
    Excelente aula! 

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
   Assim como a igreja de Filipos recebeu uma carta escrita durante a prisão de Paulo em Roma, a de Colossos também foi alcançada por uma epístola enviada por volta do ano 62 d.C., pelas mãos de Tíquico e de Onésimo (cf. Cl 4.7-9). Ambas foram redigidas nesse período de cativeiro (cf. Cl 4.3, 10, 18). 
    A Carta aos Colossenses possui afinidade teológica com a enviada aos efésios (Cl 1.18; cf. Ef 1.22-23). Sua inflexão é preventiva, pois os irmãos de Colossos enfrentavam o risco de contaminação com ideias e práticas pagas (cf. Cl 2.8, 1618, 23). Aquela comunidade nasceu sob a influência do ministério de Paulo na Ásia Menor (cf. At 19.10), embora ele provavelmente nunca tenha estado na cidade (cf. Cl 2.1). 
    No início da epístola, o apóstolo apresenta os fundamentos da maturidade cristã (Cl 1.3-12), exalta a supremacia do Filho (Cl1.13-22) — Senhor da Criação, da Igreja e da redenção — e afirma o avanço do evangelho (Cl 1.23). Sua voz pastoral combina alegria pela fidelidade com zelo pela pureza doutrinária. Esse cântico apostólico nos convida a redescobrir o Autor da salvação — fundamento, centro e fim de toda a nossa esperança. 

 1.  OS FUNDAMENTOS DA MATURIDADE CRISTà
    Paulo abre sua carta com uma dupla melodia: gratidão e intercessão. Ele reconhece nos colossenses os sinais de uma confiança viva e, ao mesmo tempo, pede que cresçam no entendimento da vontade de Deus. Assim, o apóstolo mostra que a vida cristã madura nasce do louvor e se sustenta na oração. Fé, amor e esperança alicerçam a caminhada; a súplica constante aprofunda a comunhão; e o discernimento molda uma existência digna do Reino (Cl 1.3-12). 

1.1. Fé, amor e esperança 
    Fé, amor e esperança formam a espinha dorsal da espiritualidade paulina (Cl 1.4-5; cf. 1 Co 13.13). Repetidas em diversas epístolas (1 Ts 1.3; 5.8; Gl 5.5-6; Ef 1.15, 18; 4.2-5), elas evidenciam o que o Senhor valoriza na formação do caráter cristão. 
    Entre os colossenses, essas qualidades floresciam em gestos e atitudes: 
  • a fé daqueles irmãos era notória (v. 4); 
  • eles também eram identificados pelo amor “a todos os santos”; 
  • a fé e o amor deles nasciam da “esperança reservada nos céus”.
Esses atributos, enraizados em Jesus, traduzem quem somos e a quem servimos. 

1.2. Oração 
   Paulo celebra o testemunho da comunidade de Colossos, pois, ao receber a visita de Epafras — “amado conservo" e “fiel ministro de Cristo” (Cl 1.7) —, soube que essas virtudes estavam presentes naquela igreja (Cl 1.7-8). Provavelmente Epafras era o pastor local, e seu testemunho despertou no prisioneiro da Graça sincera gratidão. 
    Diante dessa boa notícia, o apóstolo não se acomoda: ele ora “sem cessar” pelos colossenses (Cl 1.9). Sua intercessão mostra que a vida espiritual amadurecida floresce na comunhão com o Pai e no cuidado com os irmãos. 

1.3. Conhecimento da vontade de Deus 
    Paulo ora para que os colossenses sejam cheios do pleno conhecimento da vontade de Deus, “em toda sabedoria e inteligência espiritual” (Cl 1.9). Para ele, a maturidade não é movida apenas por sentimentos, mas pela sensatez que nasce do Espírito, a qual orienta escolhas sólidas. Fé lúcida pensa, discerne e decide à luz da Palavra. 
    O propósito do Altíssimo não se apreende por percepções transitórias, mas pela ação conjunta da Escritura, da mente renovada e da direção do divino Consolador (cf. Rm 12.2; Ef 5.17). Submeter-se ao Seu querer é permitir que Ele molde pensamentos, afetos e práticas, produzindo evidências concretas de transformação € honra ao nome de Jesus (Cl 1.10).

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    Conhecer a vontade de Deus orienta o caminho; saber quem é o Deus da vontade sustenta cada passo. Na fé, compreender conduz à obediência; e obedecer aprofunda o entendimento de quem Ele é.
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1.3.1. O propósito do conhecimento espiritual 
    Ao tratar desse tema, Paulo desmonta a pretensão gnóstica (gr. gnósis = “conhecimento”) que prometia acesso a um “saber superior” reservado a poucos. Essas influências, infiltradas na igreja, promoviam uma experiência religiosa elitizada — frequentemente associada a seres intermediários — e colocavam em risco a afirmação plena da encarnação de Cristo. 
    Em contraste, o apóstolo ensina que a compreensão da vontade de Deus é obra do Espírito e dom gratuito oferecido a todo crente. Não nasce da vaidade intelectual, mas da revelação do Filho (cf. Cl 2.2-3), despertando uma entrega humilde e acessível a todos os que creem.

 1.3,2. O fruto do conhecimento espiritual 
    Paulo diz que discernir os desígnios do Senhor inspira um modo de existir que o agrada (Cl 1.10) — não se trata de curiosidade teológica, mas de obediência efetiva. Tal entendimento transforma radicalmente o cotidiano: gera resultados, fortalece a perseverança e promove crescimento contínuo na intimidade com Ele. Quem caminha com o Mestre pratica boas obras (cf. Jo 15.16), firma-se na fé e aprende a suportar provações com paciência e alegria (Cl 1.11). Maturidade é vida que reflete o Seu caráter — nos gestos, nos passos e até nas escolhas mais banais.
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     Ao elevar sua gratidão ao Pai, Paulo lembra que fomos feitos “idôneos” para “participar da herança dos santos na luz” (Cl 1,12). Essa verdade abraça toda a vida cristã: no passado, Deus nos preparou; no presente, nos amadurece na fé; e no futuro, nos espera com uma herança imperecível (cf. Ef 1.18).
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 2.  CRISTO: SENHOR DA CRIAÇÃO E DA REDENÇÃO
    Paulo não responde às falsas doutrinas que rondavam Colossos com debates estéreis. Em vez de dispender energia desmontando argumentos falaciosos, ele exalta o Cristo eterno. Diante da desordem, o apóstolo entoa um hino: Jesus é o Soberano da Criação e da História, Cabeça da Igreja e Redentor supremo, que reconcilia todas as coisas em Deus. Onde o erro se levanta, a glória do Messias recoloca tudo em seu devido lugar (Cl 1.13-22). 

2.1. Criador e Sustentador de todas as coisas 
    Paulo declara que os salvos foram trasladados das trevas para o “Reino do Filho do seu amor” pelo sangue do Cordeiro (Cl 1.13-14). Contra a visão gnóstica que pretendia reduzir Jesus a um ser intermediário e esvaziava o sentido de Sua encarnação, o apóstolo assegura Sua absoluta divindade: o Unigênito “é imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15). 
    Tudo foi criado por intermédio d'Ele e para Ele: o que os olhos alcançam, e o que permanece oculto aos sentidos — inclusive as hierarquias celestiais (Cl 1.16). “Ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por Ele” (Cl 1.17; grifos do autor). Não há esfera cósmica, material ou espiritual, que subsista fora de Sua autoridade e cuidado soberano.

2.2. Cabeça da Igreja e Primogênito dentre os mortos 
    Contra os falsos mestres que reivindicavam possuir acesso privilegiado ao conhecimento divino, Paulo ratifica que Cristo é a verdadeira fonte de toda autoridade: Ele é a Cabeça da Igreja, “o princípio e o Primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Cl 1.18), N'Ele, a revelação encontra seu centro, os redimidos encontram direção e a vida eterna encontra seu fundamento, 
    Como Primogênito dentre os mortos, Jesus inaugura um novo tempo na História. Ao ressuscitar com corpo glorificado, Ele abre o caminho para o Seu povo experimentar a plenitude da existência — antecipando, em Si mesmo, a realidade que aguarda todos os que creem. Sua supremacia se manifesta não apenas na Criação, mas também na restauração e na ressurreição.

2.3. Redentor que reconcilia Céus e Terra 
    Por meio do sangue derramado no Calvário, Cristo reconciliou todas as coisas — na Terra e nos Céus — evidenciando o alcance absoluto de Sua obra salvífica (Cl 1.19-20; cf. Fp 2.10). Paulo lembra que outrora éramos “estranhos e inimigos de Deus”, afastados por pensamentos e práticas rebeldes; mas agora fomos resgatados e acolhidos pela Graça (Cl 1.21). A iniciativa sempre foi divina: o Rei dos séculos foi ao encontro dos pecadores para restabelecer a comunhão perdida. Esse dom imerecido silencia toda pretensão humana à autojustificação e nos convida à humildade reverente. 
    Jesus nos reconciliou “no corpo da sua carne, pela morte” (Cl 1.22). Nossa esperança não repousa em metáforas espirituais — o Filho assumiu plena humanidade, sofreu verdadeiramente e, por Sua morte, abriu-nos acesso ao Pai. Contra as tendências de cunho docético, que negavam a autenticidade da encarnação e do martírio de Cristo, o apóstolo atesta que nossa redenção é histórica, concreta e definitiva. 
    Nada precisa ser acrescentado ao sacrifício do Cordeiro: a obra é cabal, suficiente e eficaz (cf. Hb 9.26). Pela Cruz, aqueles que eram “estranhos” se tornam santos; os que eram culpáveis são apresentados irrepreensíveis diante d'Ele. Quem mais poderia amar assim? 

 3.  O AVANÇO DO EVANGELHO E A MISSÃO DA IGREJA 
    Antes de exaltar a supremacia de Cristo, Paulo já havia mencionado o avanço das boas novas de salvação entre os povos: a “verdade do evangelho que chegou até vós; como também, em todo o mundo, está produzindo fruto e crescendo [...]” (Cl 1.6 - ARA). Retomamos essa afirmação neste tópico para acompanhar o movimento do texto até o versículo 23, onde o apóstolo reforça que essa mensagem foi proclamada “a toda criatura” (cf. Rm 10.18). 

3.1. Condições que favoreceram a expansão 
    No primeiro século, os discípulos encontraram um cenário preparado pela providência divina (cf. Gl 4.4). A Pax Romana garantia estabilidade, unificava vastas regiões e proporcionava rotas terrestres — como a célebre Via Ápia (próxima à Praça de Ápio; cf. At 28.15) — e caminhos marítimos bem estruturados, favorecendo a propagação da mensagem da Cruz. O comércio conectava povos, e o grego (koiné) servia como língua franca do Império (cf. At 2.9-11). Além disso, comunidades judaicas espalhadas pelo mundo mediterrâneo, com suas sinagogas, ofereciam pontos de partida para a pregação apostólica (cf. At 13.5, 14; 14.1; 17.1-2). 

3.2. Práticas missionárias na Igreja Primitiva
    A expansão do evangelho não se deu por estratégias humanas sofisticadas, mas pela coragem de homens e mulheres cheios do Espirito Santo. Paulo realizou três viagens missionárias  o Livro de Atos descreve esse avanço pau ado por oposição, lágrimas e martírio (cf. At 13-14; 15.36-18.22; 18.23-21.17). A fé era testemunhada com ousadia, e o Senhor corroborava a mensagem com sinais e prodígios, tornando visível Sua presença entre os povos. 
    Sem tecnologia, satélites ou fronteiras digitais, a boa nova avançou porque Deus abriu caminhos e Seus servos trilharam por eles. A infraestrutura era romana; o impulso missionário, divino. 

CONCLUSÃO 
    Depois de exaltar a grandeza do Unigênito e o dom da salvação, Paulo encerra essa seção com um chamado: permaneçam “fundados e firmes na fé” e não se movam “da esperança do evangelho” (Cl 1.23). 
    A redenção é uma iniciativa graciosa de um Deus misericordioso. Ele que nos tirou do império das trevas e nos conduziu ao “Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13). Ainda assim, esse favor imerecido não dispensa a perseverança: a inspira. A fidelidade genuína não é passiva nem ocasional; ela permanece, resiste e segue adiante, ancorada em Cristo Jesus, nosso Senhor. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Quem levou a carta de Paulo aos irmãos colossenses? 
R.:Tíquico e Onésimo (Cl 4.7-9).

Fonte: Revista Central Gospel

Índice Escola Dominical - 2º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 7 de Junho de 2026 - Lição 10:

Revistas
Revista Betel Adultos - Finalizando
Revista Betel ConectarFinalizando
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - A iniciar
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel AdultosA iniciar
Subsídio Betel Conectar - A iniciar
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 31 de Maio de 2026 - Lição 9:

Revistas
Revista Central Gospel - Finalizando

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Conectar - Editando
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 24 de Maio de 2026 - Lição 8:

Revistas

Subsídios
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 17 de Maio de 2026 - Lição 7:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
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Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
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terça-feira, 26 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 9 / 2º Trim 2026


AULA EM 31 DE MAIO DE 2026 - LIÇÃO 9

(Revista Editora Betel)

Tema: Alegria e gratidão ao Senhor resultam da Palavra de Deus
  



TEXTO ÁUREO
"Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força", Neemias 8.10

VERDADE APLICADA
O relacionamento com Deus, conforme revelado nas Escrituras, resulta em um viver caracterizado por alegria e gratidão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Reconhecer a alegria que vem da comunhão com Deus.
- Ressaltar que o pecado enfraquece o ser humano.
- Saber que a verdadeira alegria é uma dádiva divina.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
NEEMIAS 8
9. E Neemias (que era o governador), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
10. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.
11. E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais.
12. Então todo o povo se foi a comer e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas, porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.

LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl 64.10 Deus é a fonte de alegria do Seu povo.
TERÇA | At 2.46 O crente deve se alegrar.
QUARTA | 1Ts 5.18 O verdadeiro adorador adora em qualquer circunstância.
QUINTA | Cl 3.15 A gratidão é um princípio espiritual.
SEXTA | Sl 100.4 Devemos cultuar a Deus com gratidão.
SÁBADO | Dt 11.19 Devemos ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos.

HINOS SUGERIDOS
18, 459, 505

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a alegria e a gratidão sejam marcas constantes na vida dos servos de Deus.

INTRODUÇÃO
Professor(a), nesta lição vamos ver como o sentimento de gratidão faz bem ao servo do Senhor e proporciona que ele alcance satisfação e alegria para a sua alma. Nesse material de apoio vou deixar acréscimos que o ajudarão a preparar uma excelente aula. Meus comentários estão em azul para diferenciar do conteúdo da lição.
Depois da pressão sofrida durante a reconstrução dos muros da cidade, chegou o momento de reunir o povo para a exposição da Palavra de Deus. Esse retorno às Escrituras resultou em quebrantamento, contrição, alegria, gratidão e grandes festas. Nesta lição, aprenderemos verdades importantes sobre a gratidão e a alegria do Senhor na vida cristã.
Esse ocorrido, pode ser considerado como um avivamento espiritual do povo, e como todo avivamento ele também começou com a Palavra de Deus, isto é, com o retorno às Escrituras. Para esse início é interessante salientar que a lição é construída em cima das ações e sentimentos que levaram o povo ao verdadeiro avivamento. E isso nos dá as dicas para que sejamos avivados nos dias atuais. Assim como Neemias exortou o povo a se alegrar no Senhor devemos nós também nos alegrar em Cristo e exortar os outros a fazer o mesmo.

PONTO DE PARTIDA
Sejamos alegres e gratos a Deus.

1- A ALEGRIA DOS SALVOS
A alegria é um sentimento importante para uma vida física e emocionalmente equilibrada e fortalecida. Hoje, fala-se muito sobre manter uma vida leve, cultivar amizades saudáveis e praticar atividades que nos sejam prazerosas, pois isso contribui para o bem-estar como um todo. Porém, a alegria dos salvos vai além: o Senhor é o principal motivo da nossa alegria.

1.1. O conceito de alegria no AT
Os crentes são alegres porque Deus é uma fonte inesgotável de alegria, na qual nos alegramos (Sl 64.10; Sl 32.11; Sl 97.12; Jl 2.23). Essa alegria está relacionada ao perdão dos pecados (Sl 51.8), ao grande amor revelado no cuidado e na proteção de Deus (Sl 31.7) e à Sua Palavra (Sl 119.14, 16, 28; Sl 48.11). 
Os salvos em Cristo têm motivos de sobra para se alegrarem, pois as bênção que o Senhor nos concede, muitas pessoas não possuem. Vejamos uma:
"7 Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.
8 Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.
9 Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniquidades.", Salmos 51.7-9
Aquele que é perdoado pelo Senhor sente um alívio em sua alma e desfruta da paz com Deus, e isso lhe dá alegria. Muitas pessoas seguem acorrentadas pelo pecado, sem forças para tomar uma decisão de arrependimento e por isso, não alcançam essa alegria.
No AT, a alegria se revelava no louvor a Deus com palmas, danças e instrumentos musicais (Hc 3.18; Jr 31.7; Sl 149.3; 150.4; Êx 15.20). Desde então, alegrar-se em Deus expressa gratidão por tudo que Ele fez, faz e fará na vida daqueles que O amam. O Salmo 68 mostra o contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio perece e é destruído em sua arrogância e altivez (vs. 1 e 2), o justo se regozija na Presença de Deus (v. 3) e reconhece nEle todas as bênçãos recebidas: "Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação", Sl 68.19.
Aqui podemos enfatizar o reconhecimento que o povo de Deus precisa ter em relação às bênçãos do Senhor. Pois, quando um crente reconhece todo o bem que o Senhor já lhe fez, a tendência é se alegrar.
"Mas alegrem-se os justos, e se regozijem na presença de Deus, e folguem de alegria.", Salmos 68.3
Esse versículo é um mandamento, mas também fala de uma consequência, ou seja, todos os que reconhecem o que Deus lhes fez e reconhecem o destino dos ímpios, com certeza, se alegrarão.


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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 9 / 2º Trim 2026


AULA EM 31 DE MAIO DE 2026 - LIÇÃO 9
(Revista Editora CPAD)
Tema: Jacó e Esaú: irmãos em conflito




TEXTO ÁUREO
“[...] Duas nações estão no teu ventre, e dois povos se dividirão das suas entranhas: um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.” (Gn 27.23).

VERDADE PRÁTICA
Os pais não devem ter preferência entre seus filhos e deve tratá-los da mesma forma.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Sl 133.1 Os irmãos devem viver em união
Terça — 1Co 1.10 Evite as dissensões
Quarta — Gn 27.10-13 A mãe induziu o filho a mentir
Quinta — Dt 6.6-9 Os pais devem ser exemplos
Sexta — Ef 6.4 Princípios do Senhor para os pais
Sábado — Rm 12.10 O valor do amor fraternal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Gênesis 27.1-5,41-44.
1 — E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver, chamou a Esaú, seu filho mais velho, e disse-lhe: Meu filho! E ele lhe disse: Eis-me aqui!
2 — E ele disse: Eis que já agora estou velho e não sei o dia da minha morte.
3 — Agora, pois, toma as tuas armas, a tua aljava e o teu arco, e sai ao campo, e apanha para mim alguma caça,
4 — e faze-me um guisado saboroso, como eu gosto, e traze-mo, para que eu coma, e para que minha alma te abençoe, antes que morra.
5 — E Rebeca escutou quando Isaque falava ao seu filho Esaú; e foi-se Esaú ao campo, para apanhar caça que havia de trazer.
41 — E aborreceu Esaú a Jacó por causa daquela bênção, com que seu pai o tinha abençoado; e Esaú disse no seu coração: Chegar-se-ão os dias de luto de meu pai; então, matarei a Jacó, meu irmão.
42 — E foram denunciadas a Rebeca estas palavras de Esaú, seu filho mais velho; e ela enviou, e chamou a Jacó, seu filho menor, e disse-lhe: Eis que Esaú, teu irmão, se consola a teu respeito, propondo-se matar-te.
43 — Agora, pois, meu filho, ouve a minha voz: levanta-te e acolhe-te a Labão, meu irmão, em Harã;
44 — e mora com ele alguns dias, até que passe o furor de teu irmão.

HINOS SUGERIDOS
3, 71 e 308 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), passaremos agora ao terceiro patriarca e o mais controverso deles, mas sua jornada nos traz lições maravilhosas que são ensinadas até hoje no meio do povo de Deus. Neste material de apoio darei ênfase na aplicação prática do que é ensinado em cada subtópico, e deixarei acréscimos que o ajudarão a ministrar uma excelente aula. Meus comentários estão em azul, para diferenciar do restante do conteúdo da revista.
Nesta lição, veremos que a família de Isaque estava dividida. Isaque tinha Esaú como seu filho predileto, talvez por ser o primogênito. Já Rebeca demostrava amar e identificar-se mais com Jacó, o mais moço. Tal predileção só trouxe prejuízos para a família e, principalmente, para Rebeca, que morreu sem poder ver novamente seu filho preferido. A predileção dos pais trouxe insegurança para os filhos e instalou um grande conflito em toda a família.
Aqui já podemos iniciar comentando que a predileção de Isaque por Esaú também se dava pelo fato de Esaú ser um caçador, veja:
"27 E cresceram os meninos, e Esaú foi homem perito na caça, homem do campo; mas Jacó era homem simples, habitando em tendas.
28 E amava Isaque a Esaú, porque a caça era de seu gosto, mas Rebeca amava a Jacó.", Gênesis 25:27,28
Quando o texto fala que Isaque amava a Esaú porque gostava da caça, dá a ideia de que ele gostava do ofício de caçar. Isso porque a postura de caçador de um filho trazia mais orgulho aos pais.
A predileção deles por filhos, não era tanto o problema, mas as atitudes em relação a isso é que iniciaram os problemas.   

I. OS FILHOS DE ISAQUE

1. Isaque ora por um filho (Gn 25.21).
Como Sara, Rebeca também era estéril. Pai e filho foram igualmente provados quanto a promessa de que seriam pai de multidões. Isaque era um homem de fé e suplicou ao Senhor por um filho. Ele, assim como seu pai, tinha um relacionamento com Deus e não orava somente nos momentos de aflição e dor. 
O interessante é que, se Abraão é um modelo de homem de fé, Isaque é um modelo de homem de oração. Veja um exemplo:
"E Isaque saíra a orar no campo, à tarde; e levantou os seus olhos, e olhou, e eis que os camelos vinham.", Gênesis 24.63
O exemplo de oração que podemos deixar aos nossos filhos, parentes e amigos é quando oramos nos momentos em que tudo está tranquilo, pois muitos só buscam a Deus quando as coisas vão mal e deixam de buscá-lo quando há tranquilidade, isso é falta de maturidade espiritual.
Certamente, percebeu que ser pai, no seu caso, não seria algo natural, e sim uma ação extraordinária, um ato sobrenatural de Deus. Então, ele orou insistentemente, até que o Senhor decide conceder-lhe filhos, cumprindo assim, a promessa que foi feita ao seu pai e a ele. O nascimento de Esaú e Jacó foi uma resposta à oração e à fé de Isaque.
Embora Isaque tenha orado para que o Senhor lhe desse um filho, esta oração era pela vida de Rebeca e não necessariamente para que ele pudesse ter filhos, pois era nela que estava o seu coração:
"E Isaque orou insistentemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca sua mulher concebeu.", Gênesis 25.21
Note que aqui, Isaque foi insistente na oração, mostrando que o Senhor não o atendeu prontamente, e por isso, foi necessário uma continuidade na prática da oração.

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domingo, 24 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 9 / 2º Trim 2026

GLORIFICANDO A DEUS COM AS FINANÇAS


Texto de Referência: 1Tm 6.17-21

VERSÍCULO DO DIA
"Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e transbordarão de mosto os teus lagares", Pv 3.9,10

VERDADE APLICADA
Glorificamos a Deus quando alinhamos as decisões financeiras com os princípios da Palavra de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que Deus é Dono do ouro e da prata;
✔ Ressaltar que devemos confiar na provisão de Deus;
✔ Saber estabelecer prioridades financeiras com sabedoria e generosidade.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que sua vida financeira nunca ocupe o lugar de Deus em seu coração.

LEITURA SEMANAL
Seg | Ag 2.8 Deus é Dono do ouro e da prata.
Ter | Pv 30.8,9 Devemos buscar equilíbrio na vida material.
Qua Fp 4.19 Devemos confiar na provisão de Deus.
Qui | Mt 6.24 É Impossível servir a Deus e às riquezas.
Sex Ec 5.10 A busca incessante por riquezas gera insatisfação.
Sáb | Pv 21.20 Devemos administrar as finanças com prudência.

INTRODUÇÃO
A Mordomia das Finanças envolve gerenciar os recursos financeiros com responsabilidade, sabedoria e integridade por sabermos que tudo pertence a Deus, inclusive o ouro e a prata (Ag 2.8). Não é sem razão que a Bíblia nos orienta sobre este assunto em vários textos: planejar o uso dos recursos de maneira consciente (Gn 41.34-36), priorizar os necessitados (1Jo 3.17), evitar desperdícios (Pv 21.20), honrar valores éticos e espirituais (Lc 16.11). Portanto, Deus nos confia recursos materiais e financeiros para que nós os administremos com sabedoria e generosidade.

PONTO-CHAVE
"Devemos administrar nossas finanças com sabedoria, generosidade e contentamento."

1- DEUS, O DONO DO OURO E DA PRATA
O Senhor é Dono de tudo, e nós somos mordomos dos recursos que Ele nos confia. Tudo que temos e possuímos vem dEle: "Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, que tivéssemos poder para tão voluntariamente dar semelhantes coisas? Porque tudo vem de ti, e da tua mão to damos", 1Cr 29.14.

1.1. Deus nos faz prosperar
Na Antiga Aliança, as promessas para o povo de Israel incluíam prosperidade (Dt 28.1-12). Deus tem prazer em abençoar Seus filhos, como fez com Abraão, Jó e Salomão. Portanto, a prosperidade financeira deve ser administrada com gratidão, sendo usada para honrar a Deus, ajudar os necessitados e expandir o Reino dos Céus. A prosperidade financeira não deve ser um fim em si mesma nem resumir o propósito da vida (Pv 30.8,9).

1.2. A Teologia da Prosperidade
A Teologia da Prosperidade, ainda muito divulgada no contexto evangélico, defende que a fé em Deus garante riquezas materiais, o que é uma perversão da verdade bíblica e do desígnio de Deus para o homem. Afirmar que Deus tem prazer em abençoar não significa que todos serão ricos. Na verdade, a Bíblia não nos promete riquezas, mas afirma que o Senhor suprirá as nossas necessidades (Fp 4.19). Na Antiga Aliança, a prosperidade material estava vinculada à promessa ao povo de Israel; enquanto, na Nova Aliança em Cristo, somos chamados a repartir o pão com os irmãos. O foco cristão hoje se resume a buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça (Mt 6.33).

REFLETINDO
"Deus quer que saibamos que, quando nós o temos, temos tudo." A. W. Tozer

2- CONTENTAMENTO E DEPENDÊNCIA DE DEUS
O contentamento e a dependência de Deus são os fundamentos de uma vida financeira equilibrada e espiritualmente centrada. Contentamento é estarmos satisfeitos com o que temos em toda e qualquer situação (Fp 4.11-13). Por sua vez, dependência de Deus é a certeza de que Ele suprirá todas as nossas necessidades (Fp 4.19). Juntos, esses princípios promovem paz, gratidão e gestão responsável dos recursos por reconhecermos que a verdadeira segurança vem da fé em Cristo, não das coisas que possuímos.

2.1. O deus Mamom
Jesus fez referência a Mamom como uma personificação do dinheiro, como se fosse um ídolo (Mt 6.24). Com isso, Ele nos advertiu sobre a impossibilidade de servir a Deus e às riquezas. Muitos relacionamentos acabam devido a aspectos financeiros, seja pela busca incessante por bens materiais, seja pela ausência deles. O dinheiro se torna um ídolo quando domina a vida do ser humano, que se afasta de Deus. Portanto, que o dinheiro nunca se torne um ídolo em nosso coração.

2.2. O perigo do consumismo
Consumismo é a aquisição excessiva de bens e serviços, cuja motivação vem do desejo de obter status social ou da influência de propagandas. Esse tipo de comportamento leva a desperdício, endividamento e valorização excessiva de bens materiais. Dessa maneira, acaba se tornando uma armadilha, pois leva o indivíduo a buscar felicidade em coisas passageiras. Porém, as Sagradas Escrituras nos advertem sobre a futilidade que é acumular riquezas sem propósito (Ec 5.10).

3- ESTABELECENDO PRIORIDADES FINANCEIRAS
Devemos administrar nossa vida financeira com sabedoria e generosidade, porque assim refletimos o Caráter de Cristo para as pessoas ao nosso redor.

3.1. Generosidade e gratidão a Deus
Generosidade é a disposição de compartilhar recursos, tempo ou dons com o próximo. Jesus nos incentiva a sermos generosos quando afirma: "De graça recebestes, de graça dai", Mt 10.8. Quem reparte com o outro é abençoado por Deus (Pv 11.25), pois Ele ama aquele que contribui com alegria (2Co 9.7). Quando ofertamos na Obra de Deus, estamos sendo generosos com a multiplicação da semente e, portanto, com a expansão do Reino dos Céus. Que venhamos a vivenciar a Word, que diz que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber (At 20.35).

3.2. Sabedoria e eficiência
A administração financeira eficiente exige domínio próprio, sabedoria, planejamento e disciplina; sem isso, podemos acumular dívidas desnecessárias. O conhecimento das Escrituras capacita o cristão a ser responsável também com suas finanças, o que significa não gastar mais do que recebe nem comprar por impulso (Pv 21.20). Planejar como e onde investir nossas finanças deve estar pautado em prioridades e necessidades. Priorize como vai investir seu dinheiro, seja fiel nos dízimos e ofertas na Obra de Deus, pague regularmente suas contas e gaste somente com coisas necessárias. Agindo assim, é possível investir também em tempo de lazer com as pessoas que você ama.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
O consumismo exagerado nos faz acreditar que a felicidade está em bens materiais. No entanto, quando isso se torna uma compulsão, o consumismo não tem fim; logo que adquire alguma coisa que "deseja muito", o consumista já deseja comprar outra coisa, e assim sucessivamente. A Bíblia nos ensina que a verdadeira felicidade está em Deus, na Sua Presença Sublime e em viver de acordo com a Sua vontade. Jesus afirma, em Lucas 12.15: "E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui". Com isso, somos advertidos de que o consumo exagerado pode se tornar uma idolatria aos bens materiais, que passam a ocupar o lugar de Deus em nosso coração, conforme também nos adverte Paulo: "Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza, que é idolatria", Cl 3.5. Portanto, a alegria e a felicidade do cristão estão em Deus, não em bens e posses materiais.

CONCLUSÃO
A Mordomia Cristã inclui glorificar a Deus com nossas finanças, reconhecendo que somente Ele é Dono de todas as coisas. Esse reconhecimento nos proporciona contentamento com o que temos, generosidade com os necessitados e, consequentemente, evita os perigos do consumismo exagerado, da ganância e da avareza (Lc 12.15).

Complementando
Dicas para avaliar suas prioridades financeiras: faça uma lista de seus gastos mensais, colocando em primeiro lugar o dízimo e, em sequência, as suas contas; separe o dízimo e as ofertas não como uma obrigação, mas como um ato de gratidão e fidelidade a Deus; avalie a possibilidade de ajudar os necessitados com doações pessoais e institucionais, em especial para a obra missionária; evite dívidas desnecessárias; e, por fim, planeje bem como e onde gastar seu dinheiro.

Eu ensinei que:
Devemos glorificar a Deus com a boa administração das nossas finanças, evitando o consumismo exagerado e agindo com generosidade.

sábado, 23 de maio de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 9 / 2º Trim 2026

Alegria e gratidão ao Senhor resultam da Palavra de Deus
31 de maio de 2026


TEXTO ÁUREO
"Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais; porque a alegria do Senhor é a vossa força", Neemias 8.10

VERDADE APLICADA
O relacionamento com Deus, conforme revelado nas Escrituras, resulta em um viver caracterizado por alegria e gratidão.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
Reconhecer a alegria que vem da comunhão com Deus.
Ressaltar que o pecado enfraquece o ser humano.
Saber que a verdadeira alegria é uma dádiva divina.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
NEEMIAS 8
9. E Neemias (que era o governador), e o sacerdote Esdras, o escriba, e os levitas que ensinavam ao povo disseram a todo o povo: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus, pelo que não vos lamenteis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei.
10. Disse-lhes mais: Ide, comei as gorduras, e bebei as doçuras, e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor. Portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.
11. E os levitas fizeram calar a todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo; por isso, não vos entristeçais.
12. Então todo o povo se foi a comer e a beber, e a enviar porções, e a fazer grandes festas, porque entenderam as palavras que lhes fizeram saber.

LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA Sl 64.10 Deus é a fonte de alegria do Seu povo.
TERÇA | At 2.46 O crente deve se alegrar.
QUARTA 1Ts 5.18 O verdadeiro adorador adora em qualquer circunstância.
QUINTA Cl 3.15 A gratidão é um princípio espiritual.
SEXTA Sl 100.4 Devemos cultuar a Deus com gratidão.
SÁBADO Dt 11.19 Devemos ensinar a Palavra de Deus aos nossos filhos.

HINOS SUGERIDOS
18, 459, 505

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a alegria e a gratidão sejam marcas constantes na vida dos servos de Deus.

INTRODUÇÃO
Depois da pressão sofrida durante a reconstrução dos muros da cidade, chegou o momento de reunir o povo para a exposição da Palavra de Deus. Esse retorno às Escrituras resultou em quebrantamento, contrição, alegria, gratidão e grandes festas. Nesta lição, aprenderemos verdades importantes sobre a gratidão e a alegria do Senhor na vida cristã.

PONTO DE PARTIDA
Sejamos alegres e gratos a Deus.

1- A ALEGRIA DOS SALVOS
A alegria é um sentimento importante para uma vida física e emocionalmente equilibrada e fortalecida. Hoje, fala-se muito sobre manter uma vida leve, cultivar amizades saudáveis e praticar atividades que nos sejam prazerosas, pois isso contribui para o bem-estar como um todo. Porém, a alegria dos salvos vai além: o Senhor é o principal motivo da nossa alegria.

1.1. O conceito de alegria no AT
Os crentes são alegres porque Deus é uma fonte inesgotável de alegria, na qual nos alegramos (Sl 64.10; Sl 32.11; Sl 97.12; Jl 2.23). Essa alegria está relacionada ao perdão dos pecados (Sl 51.8), ao grande amor revelado no cuidado e na proteção de Deus (Sl 31.7) e à Sua Palavra (Sl 119.14, 16, 28; Sl 48.11). No AT, a alegria se revelava no louvor a Deus com palmas, danças e instrumentos musicais (Hc 3.18; Jr 31.7; Sl 149.3; 150.4; Êx 15.20). Desde então, alegrar-se em Deus expressa gratidão por tudo que Ele fez, faz e fará na vida daqueles que O amam. O Salmo 68 mostra o contraste entre o ímpio e o justo. Enquanto o ímpio perece e é destruído em sua arrogância e altivez (vs. 1 e 2), o justo se regozija na Presença de Deus (v. 3) e reconhece nEle todas as bênçãos recebidas: "Bendito seja o Senhor, que de dia em dia nos cumula de benefícios; o Deus que é a nossa salvação", Sl 68.19.

Comentário Bíblico de Matthew Henry (2010): "Sua fortaleza estava no gozo do Senhor. Quanto melhor compreendemos a Word de Deus, mais consolo achamos nela; a escuridão da prova surge da escuridão da ignorância. A alegria do Senhor não é um sorriso superficial; é a convicção profunda de que Deus permanece o mesmo em meio a tudo (Ne 8.10; Tg 1.2-4). Quando a mente é iluminada pela Escritura, o coração encontra direção no vale e sobriedade no cume: 'Lâmpada para os meus pés é a tua palavra' (Sl 119.105)".

1.2. O conceito de alegria no NT
Na Nova Aliança, a alegria é um dos aspectos de maior relevância na vida cristã. O Evangelho é descrito como "novas de grande alegria" (Lc 2.10) e, onde é pregado, esse sentimento acompanha a pregação e as conversões (At 8.8; 13.48, 52). O crente deve se alegrar mesmo em meio às adversidades, pois crê na brevidade da vida terrena e na iminente volta de Cristo: "Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis", 1Pe 4.13. Jesus concede ao crente que vive no Seu Amor a verdadeira alegria e o significado pleno da vida cristã (Jo 15.9-12). Ao se despedir dos crentes de Éfeso, o Apóstolo Paulo testificou que estava pronto para suportar todo tipo de adversidade em sua missão, contanto que cumprisse a carreira com alegria (At 20.24).

Sobre o dever do crente de alegrar-se, conforme Fp 2.18, Matthew Henry observa (2010): "A vontade de Deus é que os crentes estejam muito alegres; e aqueles que estiverem tão felizes por terem bons ministros terão muitas razões para regozijarem-se com estes". Assim, a alegria não é mero sentimento passageiro, mas resposta obediente à graça, fortalecendo a fé pessoal e o testemunho coletivo.

1.3. A alegria que vem do relacionamento com o Espírito Santo
A alegria está entre as virtudes do Fruto do Espírito (Gl 5.22), o que significa que ela vem de Deus, independentemente das circunstâncias. Ao mesmo tempo que nos entristecemos diante de problemas e provações, também nos alegramos porque o Espírito Santo habita em nós. Sobre a palavra "alegria", o Dicionário Bíblico Wycliffe observa: "As principais palavras do NT (gr. chara e chairo) vêm da mesma raiz de 'graça' (charis). A alegria é uma dádiva de Deus, concedida e aperfeiçoada quando amamos a Deus e nossos irmãos. O texto de Atos 2.46 mostra a atmosfera em que viviam os crentes da Igreja Primitiva. É nos dito que: 'E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração'".

Comentário Bíblico Beacon (2012): "Esta alegria cristã não é efervescência superficial, mas jorra de fontes profundas e interiores da vida cheia do Espírito. É um Fruto do Espírito! A alegria é a manifestação externa da paz (eirene) interna. Essa paz não é mera ausência de dificuldade, ansiedade e preocupação. Trata-se de serenidade, que é o resultado de viver uma relação certa com Deus, com os homens e consigo mesmo. Pela fé em Cristo, o homem encontra paz com Deus (cf. Rm 5.1), e esta nova relação se torna o fundamento para uma vida de paz nas outras duas dimensões".

EU ENSINEI QUE:
A verdadeira alegria vem de Deus e está presente na vida daqueles que O servem e amam.

2- CELEBRANDO AS VITÓRIAS E CONQUISTAS
Embora Neemias tivesse ainda muitos desafios pela frente, ele não perdeu a oportunidade de louvar a Deus pelos Seus feitos no passado e celebrar as vitórias alcançadas até ali, após o retorno do cativeiro. Essa é uma lição que devemos aprender e colocar em prática.

2.1. Celebrar é olhar além dos problemas
Muitas pessoas sofrem por longo tempo devido a algum problema. A dor e a frustração são suas companheiras constantes, por isso vivem tristes. Por outro lado, o mesmo não acontece com a alegria das coisas boas que vivenciam. Quando os habitantes de Jerusalém começaram a chorar, Neemias os exortou, porque deviam se alegrar ao trazer à memória o favor divino (Ne 8.9, 10). Carregar a cruz não é viver entristecido, mas renunciar ao mundo e às suas concupiscências e andar nas pisadas de Cristo (Mc 8.34): "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo", Rm 14.17. Entender isso nos faz enxergar a vida conforme os valores do Reino, como revelado na Palavra de Deus.

Celebrar com entendimento não era um detalhe, mas uma exigência: as festas foram instituídas por Deus para manter viva a memória de Suas obras (Lv 23; Êx 12), transmitir essa herança aos filhos (Dt 6.6-7; Sl 78.4-7) e sustentar o coração de Israel na confiança diária em Sua providência (Sl 103.2; Pv 3.5-6). Quando o povo compreendia o propósito, a celebração deixava de ser rotina e se tornava gratidão e fidelidade (Dt 16.12; Êx 13.8-10).

2.2. Celebrar é reconhecer a Bondade de Deus
Celebrar é reconhecer que Deus governa a nossa vida e tem cuidado de nós. Um ambiente de alegre celebração e ação de graças em reconhecimento à Bondade e Proteção de Deus é incompatível com murmurações, contendas e tristeza (Sl 106.1). Investimos muito tempo em pedir respostas e bênçãos, mas pouco tempo em reconhecer e celebrar o Favor de Deus. Devemos reconhecer a Bondade de Deus para conosco e louvar o Seu nome. Inicie o dia orando e louvando a Deus e, certamente, você se sentirá melhor e mais confiante para lidar com todas as demandas que surgirem ao longo do dia.

Bispo Primaz Dr. Manoel Ferreira (2001, L.10) comenta que, desde os dias de Josué, o povo de Israel não celebrava como naquele momento (Ne 8.17): "Chegara o momento de renová-la na presença do Senhor. [...] Foi assim que os judeus dos dias de Neemias relembraram as vagueações dos hebreus pelo deserto, depois de terem deixado o Egito (Lv 23.43) e seu próprio estado de peregrinos, tendo escapado ainda tão recentemente da escravidão na Babilônia. Portanto, Jeová continuou livrando o Seu povo. Assim, foi uma grande oportunidade para o povo do Senhor louvá-lo, 'porque a Sua benignidade é para sempre' (Sl 136.26)".

2.3. Celebrando as pequenas vitórias
Louvar ao Senhor pelas pequenas vitórias é importante. Quando Israel atravessou o mar Vermelho, tinha pela frente o deserto: "O grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de secura, em que não havia água", Dt 8.15. Porém, aquele cenário adverso não os impediu de celebrar a vitória e o livramento que tinham acabado de receber (Êx 15.1-21). Moisés cantou, e Miriã e as outras mulheres dançaram e celebraram o livramento recebido. Agradeça sempre que receber uma bênção, ofereça um culto em ação de graças a Deus quando possível, celebre e festeje a sua vitória, seja ela pequena ou grande. Crie em sua família o hábito de orarem pela solução dos problemas, mas também de orar em agradecimento pelas vitórias.

Quando passamos a notar as pequenas vitórias que Deus nos concede — toda boa dádiva vem dEle (Tg 1.17) — a perspectiva muda: gastamos menos energia remoendo problemas, porque apresentamos nossas ansiedades em oração e recebemos a paz que guarda mente e coração (Fp 4.6-7; Mt 6.34; Sl 55.22); ganhamos mais espaço para a alegria e o louvor, mantendo viva a memória de Seus benefícios (Fp 4.4; 1Ts 5.16-18); e, pouco a pouco, a casa e a igreja deixam de ser terreno de murmuração para se tornar ambiente de celebração, onde servimos "sem queixas" e deixamos que a gratidão oriente palavras e atitudes (Fp 2.14; Cl 3.15-17).

EU ENSINEI QUE:
Ao reconhecer a Bondade de Deus, o crente celebra todas as suas vitórias e conquistas.

3- GRATIDÃO E ALEGRIA PELA PROVIDÊNCIA DE DEUS
Quando os judeus de Jerusalém ouviram a leitura da Lei, começaram a chorar, entristecidos pelo estado em que estavam (Ne 8.9). Porém, foram exortados pelos levitas a enxergar aquele dia como um dia santo (Ne 8.9-11), ou seja, um dia para se alegrarem e se sentirem gratos pelo favor de Deus.

3.1. O princípio da gratidão
Gratidão é tirar o olhar do que não temos, ou perdemos, ou ainda não alcançamos e manter o foco no que Deus nos ajudou a conquistar. A gratidão moveu o coração de Davi; embora usufruindo de conforto e riqueza, ele não se esqueceu de que Deus o fez chegar até ali, por isso planejou construir um Templo para honrar o Seu nome (2Sm 7). O salmista ensinou o caminho da gratidão: "Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor. Pagarei os meus votos ao Senhor, agora, na presença de todo o seu povo", Sl 116.12-14. Assim, a gratidão é mais do que um sentimento, é um princípio espiritual que deve ser assimilado e colocado em prática diariamente (Cl 3.15).

Howard Marshall (1984, p. 186) comenta 1 Tessalonicenses 5.18: "Os crentes devem achar razão para louvar e agradecer a Deus em qualquer situação na qual se acharem; portanto, a todo tempo. De um lado, o crente sempre pode ver (ou deve sempre procurar crer) que até mesmo as adversidades podem ter um propósito benéfico (1Pe 4.12-13; Rm 8.28). De outro lado, tem acesso a uma fonte de alegria interior na sua comunhão com Cristo que não pode ser perturbada, nem mesmo pelas circunstâncias mais adversas".

3.2. A gratidão motiva o culto a Deus
A gratidão define a atitude do crente em relação ao culto a Deus (Sl 100.4). Quando Jesus ensinou Seus discípulos a orarem, antes de pedir o pão de cada dia, Ele os ensinou a louvar a Deus e reconhecer a Sua Grandeza (Mt 6.9). A oração do crente deve ser constante e cheia de gratidão (Cl 4.2); além disso, ao cantar hinos de louvor a Deus, devemos ter o coração grato (Sl 147.7). A falta de interesse pelos cultos, somada a uma atitude irreverente na Casa de Deus, é totalmente incompatível com um ambiente onde a gratidão domina os corações: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco", 1Ts 5.18.

A irreverência, o desrespeito e a busca exclusiva de bênçãos são comportamentos incompatíveis com o princípio bíblico da gratidão, que deve motivar o culto a Deus. Chegar atrasado, conversar ou usar o celular durante o culto é inaceitável aos padrões bíblicos. Nadabe e Abiú morreram por apresentar fogo estranho perante o Senhor (Nm 26.61).

3.3. A gratidão é um princípio cristão
Quando os filhos de Israel se ajuntaram para ouvir as palavras da Lei de Deus, eles se entristeceram e começaram a chorar, demonstrando quebrantamento e contrição (Ne 8.1-9), possivelmente por trazer à lembrança os pecados cometidos e terem se afastado dos Mandamentos e da Lei do Senhor. Trata-se de uma reação positiva, pois não estavam indiferentes à situação; mas agora deviam se alegrar pela renovação do relacionamento com o Senhor, que os tinha permitido retornar do cativeiro. Chegara o momento de ação de graças e louvor com abundância de alegria. "Fiquem alegres e contentes" era a ordem (Dt 16.15).

Sobre o culto na era apostólica, Myer Pearman afirma: "Oravam a Deus e davam testemunhos e instruções espirituais. Cantavam os Salmos e também os hinos cristãos, os quais começaram a ser escritos no primeiro século. Eram lidas e explicadas as Escrituras do AT e havia leitura ou recitação decorada dos relatos das palavras e dos atos de Jesus. Quando os Apóstolos enviavam cartas às Igrejas, a exemplo das Epístolas do NT, essas também eram lidas. Esse singelo culto podia ser interrompido a qualquer momento pela manifestação do Espírito em forma de profecia, línguas e interpretações".

EU ENSINEI QUE:
A gratidão é mais que um sentimento, é um princípio espiritual que deve ser vivido e ensinado.

CONCLUSÃO
Como resultado da reconciliação com Deus, por intermédio de Jesus Cristo, a alegria e a gratidão são parte da vida dos discípulos de Cristo. Para isso, dependemos da ação do Espírito Santo e do contínuo contato com as Escrituras. Assim, nossas reuniões serão marcadas por momentos de alegria, cânticos espirituais e gratidão ao "nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (Ef 5.19-20; Cl 3.16-17).

Fonte: Revista Betel