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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 22 de Fevereiro de 2026 - Lição 8:

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Revista Betel Adultos - A iniciar
Revista Betel Conectar - Corrigindo
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 15 de Fevereiro de 2026 - Lição 7:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

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Subsídio CPAD Jovens - Editando
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Fevereiro de 2026 - Lição 6:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

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Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Fevereiro de 2026 - Lição 5:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

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Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 7 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 7



(Revista Editora Betel)

Tema: BEM-AVENTURADOS OS MISERICORDIOSOS



Texto de Referência: Lc 6.36

VERSÍCULO DO DIA
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia.” Mt 5.7

VERDADE APLICADA
Ser misericordioso envolve agir com empatia e amor, mesmo diante de injustiças, confiando que Deus nos recompensará com Sua Graça e favor.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Ressaltar a infinidade das misericórdias do Filho de Deus;
✔ reconhecer que a misericórdia faz parte da vida cristã;
✔ saber que a misericórdia é uma manifestação do Amor de Deus.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que o Senhor nos dê um coração misericordioso.

LEITURA SEMANAL 
Seg Rm 5.9 Deus é rico em misericórdia.
Ter Rm 8.1Sejam misericordiosos.
Qua Rm 5.16 A misericórdia de Cristo nos trouxe Salvação.
Qui Rm 4.16 A sabedoria que vem do alto é cheia de misericórdia.
Sex Rm 4.6,7 Felizes são os misericordiosos.
Sáb Rm 3.24 A misericórdia triunfa sobre o juízo.

INTRODUÇÃO
Professor(a), a lição de hoje fala de uma característica fundamental do cristão, pois não se pode imaginar um crente que não seja misericordioso, embora exista os crentes nominais que estão nas igrejas, mas não são crentes de verdade. 
Estes comentários, em azul, visam acrescentar subsídios para o preparo de uma boa aula. 
A palavra “misericórdia” vem do latim e é formada pela junção dos termos misere (ter compaixão) e cordis (coração). Ao ser agraciados pela misericórdia do Pai (Ef 2.4), devemos agir da mesma maneira com nossa família, amigos da escola, do trabalho e também com todos que carecem de socorro (Lc 6.36). Agir com misericórdia é capaz de levar o aflito para os caminhos do Senhor e reconduzir os desviados para os braços do Pai. Em Mateus 5.7, quando declarou que os misericordiosos alcançarão misericórdia, Ele não apenas ensinou, mas exemplificou essa verdade no Seu sacrifício na cruz, quando ofereceu misericórdia à humanidade, que pode se reconciliar com Deus.
De acordo com a etimologia da palavra apresentada aqui, podemos definir misericórdia como compaixão no coração, ou seja, é a pessoa olhar para outra e sentir íntima compaixão em seu coração por aquela vida.
Já nesse início, vale acrescentar que, a proposta do Evangelho não é somente de salvação e de passar a eternidade com Deus, mas envolve mudança de mente e atitudes no tempo presente, a fim de mostrar ao mundo o que o Evangelho de Cristo é capaz de fazer com uma pessoa. O maior exemplo que temos na Palavra de Deus é o de Cristo com a Sua obra na cruz.

Ponto-Chave
“Misericórdia é a atitude de compaixão, bondade e perdão que oferecemos ao próximo, independente de merecimento ou não.”

1. JESUS É MISERICORDIOSO
O coração bondoso de Jesus Cristo aponta para o pleno conhecimento da misericórdia (Ef 4.31,32). Ele nos manda ser misericordiosos uns com outros, porque também o Pai nos trata com misericórdia (Lc 6.36). Jesus mostrou compaixão e amor incondicional em todo o Seu Ministério terreno: acolheu os marginalizados, perdoou pecadores, curou enfermos e ofereceu esperança aos quebrantados de coração.
Esse primeiro tópico está construído em cima de dois exemplos máximos, o próprio Senhor Jesus e o caso do cego Bartimeu. Vale comentar que a misericórdia não é só uma doutrina fundamentada em palavras e discursos, mas exemplificada em ações.

1.1 O exemplo do Mestre
Cristo evidenciou a misericórdia em Sua morte vicária (2Co 5.21). A humanidade merecia o castigo eterno por causa do pecado; mas, em Sua infinita misericórdia, o Pai enviou Seu Filho para nos salvar (Tt 3.5). Essa atitude fez com que fôssemos perdoados e reconciliados com o Criador, tornando Jesus o maior exemplo do que significa ser misericordioso. Ele mostrou na prática o que é misericórdia, um sentimento que deve tanto habitar o coração quanto estar presente no dia a dia dos crentes salvos por Cristo (Sl 103.8).
Toda doutrina prática, parte de um modelo e no caso da misericórdia, o nosso modelo maior é o Senhor, veja:
"4 Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
5 não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
6 que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo, nosso Salvador.", Tito 3:4-6
E quando recebemos de Deus um conhecimento, o que devemos fazer é passar adiante, e sobre a misericórdia em particular, o que devemos passar adiante, não é o conhecimento dela, mas as atitudes de exemplo dos que a praticaram antes de nós. Ou seja, se Jesus teve nisericórdia da humanidade, então, nós que fomos alcançados por essa misericórdia devemos ter o mesmo em relação aos nossos irmãos, quando eles pecarem ou demonstrarem fraquezas.

1.2 Bartimeu pediu misericórdia a Jesus
Cristo se comoveu de nós, por isso disse: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi”, Jo 15.16. Na Bíblia, temos o exemplo de Bartimeu, o homem cego de Jericó. Ao ouvir que Jesus se aproximava de onde ele estava, Bartimeu começou a clamar com fé, dizendo: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”, Mc 10.47. Prontamente, o Mestre oferece Sua misericórdia infinita àquele sofredor, a quem curou e salvou (Mc 10.51,52).
Aqui são mencionadas duas ocorrências de misericórdia, uma espontânea do Mestre, em relação a nós:
"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.", João 15.16
Note que, diante dessa escolha que o Senhor fez, Ele afirma que nos nomeou para darmos fruto, ou seja, para colocarmos o Seu exemplo em prática. 
A outra ocorrência da misericórdia de Cristo foi implorada por Bartimeu, isso mostra que, muitas vezes, o Senhor quer que nós clamemos por Ele, pois o que importa para Deus é ter relacionamento com Seus filhos. Porque Jesus sabia o que Bartimeu precisava, mesmo assim perguntou:
"E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista.", Marcos 10.51

Refletindo
“Os súditos do Reino devem ser cheios de misericórdia e não insensíveis à miséria alheia. Devemos praticar a bondade em favor dos miseráveis e aflitos.” Bispo Primaz Manoel Ferreira

2. O CORAÇÃO MISERICORDIOSO
O coração transformado por Cristo é misericordioso, porque recebeu a misericórdia do Pai. Muitos agem como se fossem juízes, condenando as atitudes dos irmãos; porém, o nosso Senhor nos ensina a ter misericórdia e a não considerar as misérias do coração alheio. Essa é a essência da Compaixão e do Amor de Deus, refletidos na capacidade de acolher, perdoar e cuidar do outro sem esperar nada em troca (Lc 10.25-37).
Neste tópico vamos ver uma parte mais prática sobre essa doutrina, isto é, o que devemos fazer em relação aos nossos irmãos em Cristo.

2.1. A misericórdia como atitude cristã
Como imitadores de Cristo, devemos ser sensíveis às dores e necessidades alheias, inspirados pelas atitudes do nosso Mestre e pela busca de justiça e bondade. Isso se manifesta em gestos simples, como ouvir com atenção, oferecer ajuda ou praticar o perdão, transformando vidas e construindo pontes de esperança em um mundo tão marcado pelo sofrimento. A misericórdia, portanto, se evidencia no trato com quem não tem condições de auxiliar a si mesmo, como o bom samaritano da parábola contada por Jesus. Ele teve compaixão do viajante assaltado, espancado e quase morto, mesmo sem conhecê-lo (Lc 10.25-37).
Notamos aqui que, a prática da misericórdia não consiste somente em dar esmolas ou ajuda financeira às pessoas, mas envolve fazer o bem que a pessoa necessita no momento, e que está fora do seu alcance. Um dos ensinamentos da parábola do bom samaritano, é de aproximação para com o necessitado. Ou seja, o samaritano atendeu uma necessidade, carregando o ferido, colocando ele numa estalagem e ordenando o cuidado dele. Muitos irmãos acreditam que não podemos fechar as mãos para os que pedem esmolas no sinal de trânsito e nas ruas, porém, muitos deles são viciados querendo dinheiro para a prática de sua dependência química. Por isso, o ideal não é dar dinheiro de imediato, mas oferecer oração, e buscar saber o que realmente essa pessoa precisa, e assim o ajudar em sua necessidade.
"E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele.", Lucas 10.34
Ao se aproximar, o samaritano conheceu as necessidades daquele homem, isso é ser o próximo. 

2.2. A relação entre dar e receber misericórdia
A Palavra de Deus nos assegura que os misericordiosos alcançarão misericórdia (Mt 5.7). Quem já experimentou a misericórdia do Filho de Deus não pode negá-la ao próximo (Lv 19.18; Mt 22.37-39; Jo 15.12). O Apóstolo Paulo nos adverte sobre a misericórdia de uns com os outros (Ef 4.32). Na verdade, basta refletirmos sobre a promessa recíproca em Mateus 5.7: quem age com misericórdia é digno de receber misericórdia, além de mostrar que tem um coração semelhante ao coração de Jesus.
Aqui, temos a ideia de um "círculo virtuoso", onde a misericórdia de Cristo por nós, provoca em nós, a misericórdia pelos outros, e com isso, recebemos mais misericórdia do Senhor e assim por diante. É como se fosse uma "corrente do bem". Com essa prática, quem tem a ganhar, além de nós, é a Igreja de Jesus:
"Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.", Efésios 4.32
O interesse de Paulo era mantar a Igreja forte após a sua partida, e esse é o interesse também do Espírito de Deus, por isso ele orienta os crentes a praticarem a misericórdia entre si.

3. A MISERICÓRDIA COMO MANIFESTAÇÃO DO AMOR DE DEUS
O exercício da misericórdia equivale a amor, compaixão e bondade. Na Bíblia, lemos que o Senhor é bom e que eterna é a Sua misericórdia (Sl 100.5). O profeta Jeremias escreveu que o amor misericordioso do Senhor não pode ser anulado, pois ele se renova a cada manhã (Lm 3.22). Também Pedro nos diz que, em outro tempo, não havíamos alcançado a misericórdia, mas agora a alcançamos (1Pe 2.10). Sendo assim, a misericórdia é uma das mais belas manifestações do Amor de Deus, que nos revela Sua compaixão infinita e Sua disposição em nos acolher e perdoar, mesmo diante de nossas fraquezas.

3.1 O chamado à misericórdia
Ser misericordioso deve fazer parte da vida dos cristãos, por ser uma ordenança de Jesus: “Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso”, Lc 6.36. Abner Ferreira, em Pregando sobre os Problemas da Vida – Reflexões (Vol. 1, 2024, p.198), comenta: “Ser misericordioso constitui essencialmente um sentimento de compaixão e piedade. É a vontade de suavizar ou abolir o sofrimento do outro dentro do possível; é ver uma pessoa sem alimento e lhe dar comida; é ver uma pessoa com frio e lhe aquecer; é ver uma pessoa solitária e lhe fazer companhia.”
[...]

3.2 Os desafios à prática da misericórdia
Encontramos alguns obstáculos para viver de maneira misericordiosa, como o individualismo, o julgamento e a indiferença, que refletem uma sociedade marcada pelo egoísmo e pela pressa. A sobrecarga de informações e a desconexão social impedem que as pessoas percebam as necessidades alheias, e essa falta de empatia dificulta o exercício da compaixão e da misericórdia. Além disso, o ritmo acelerado da vida moderna e a priorização do sucesso pessoal podem relegar a misericórdia a um segundo plano, tornando-a um ato dispensável para muitos.
Comentamos agora pouco, na parábola do "bom samaritano", que a prática da misericórdia deve estar associada à aproximação da pessoa necessitada, a fim de conhecer-lhe os reais problemas que enfrenta. No entanto, nos tempos pós-modernos em que vivemos isso fica difícil, pois tudo é muito corrido e as pessoas estão cada vez mais individualistas. No caso do individualismo podemos corrigir, mas quanto a falta de tempo, a correção requer grande disciplina para se administrar o nosso tempo. Sendo assim, a prática da misericórdia está associada à sabedoria. Por isso, vale recomendar que cada irmão busque saber administrar o seu tempo e os seus recursos financeiros, para que possa estender a mão quando alguém precisar. Quando Deus contempla um esforço da pessoa em fazer o que o Seu coração deseja, então o Senhor o abençoa.
"Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares.", Josué 1.9 
Deus é com aqueles que se esforçam. 

Conclusão
Em Mateus 5.7, Jesus se refere a um coração que reflete o caráter de Deus, demonstrando cuidado e graça com os necessitados, os sofredores e até mesmo os ofensores, e isso sem esperar retribuição. É um ato de generosidade, que busca aliviar o sofrimento alheio e promover restauração, confiando que Deus, em Sua justiça, recompensará os misericordiosos com Sua própria misericórdia. 
De tudo que foi ensinado aqui, o mais importante é isso, devemos ter um coração que reflete o caráter de Deus no mundo.
Professor(a), leia essa conclusão e siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

Complementando
Ser misericordioso não é apenas um ato de bondade, mas uma escolha radical de imitar o coração de Jesus, que se compadece dos quebrantados e perdoa incansavelmente. Essa misericórdia ativa, que se expressa em gestos concretos, como ajudar o necessitado, ouvir o aflito e perdoar o ofensor, não apenas transforma vidas, mas também abre portas para recebermos a Misericórdia de Deus.

Eu ensinei que:
Quem já experimentou a misericórdia do Filho de Deus não pode negá-la ao próximo.

Fonte: Revista Betel Conectar
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 7 / ANO 2 - N° 8

Ezequiel e Daniel — Vozes de Resistência 

TEXTO BÍBLICO BÁSICO  

Ezequiel 1.1-3
1- E aconteceu, no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que, estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu vi visões de Deus.
2- No quinto dia do mês (no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim),
3- veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar, e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. 

Ezequiel 3.13-15 
13- E ouvi o barulho das asas dos animais, que tocavam umas nas outras, e o barulho das rodas defronte deles, e o sonido de um grande estrondo. 
14- Então, o Espírito me levantou e me levou; e eu me fui mui triste, no ardor do meu espírito; mas a mão do Senhor era forte sobre mim. 
15- E vim aos do cativeiro, a Tel-Abibe, que moravam junto ao rio Quebar, e eu morava onde eles moravam; e fiquei ali sete dias, pasmado no meio deles. 

Daniel 2.28, 44 
28- Mas há um Deus nos céus, o qual revela os segredos; ele, pois, fez saber ao rei Nabucodonosor o que há de ser no fim dos dias [...] 
44- Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre.
 
TEXTO ÁUREO
E Daniel assentou no seu coração não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto, pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar. 
Daniel 1.8

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Ezequiel 1.15-25
Presença profética como sinal do cuidado divino
3ª feira -Ezequiel 3.16-21
O profeta como sentinela de Deus
4ª feira - Ezequiel 11.14-20
Deus presente no exílio e a missão profética
5ª feira - Daniel 1.8-16
Fidelidade como resistência profética
6ª feira - Daniel 2.24-30
O profeta como intérprete do mistério divino
Sábado - Daniel 12.1-4
A recompensa eterna do ministério profético

OBJETIVOS

 Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender que o Senhor levanta profetas como Seus porta-vozes; 
  • reconhecer o papel fundamental dos mensageiros de Yahweh no cativeiro babilônico; 
  • discernir que, mesmo em meio ao caos, Deus continua a falar com Seu povo. 

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 

    Caro professor, ao abordar o tema desta lição, destaque que o exílio representou não apenas um castigo divino, mas também uma oportunidade de amadurecimento da fé dos aliançados. Mostre que, mesmo no sofrimento, a voz do Senhor permaneceu atuante, falando por intermédio de Seus profetas que mantiveram viva a esperança escatológica e preservaram a confiança e a identidade do povo: Ezequiel anuncia juízo (Ez 8-11), mas também abre horizonte de restauração; Daniel testemunha que é possível ser fiel mesmo sob pressão cultural e política (Dn 1; 3; 6; 9.4-19). 
    Incentive a turma a refletir sobre os exílios pós-modernos — contextos sociais e culturais adversos à fé — e sobre como à Palavra profética ainda hoje nos conclama à resistência, fidelidade e ânimo perseverante. Finalize com aplicações práticas e oriente seus alunos a cultivar uma vida que enfrenta o presente sem perder de vista o Reino vindouro do Messias. 
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
   O cativeiro babilônico não representou apenas um período de juízo divino sobre Judá, mas também se configurou como um tempo decisivo de reconstrução teológica e reafirmação espiritual. Diante da dor do desterro, da perda do Templo (2 Rs 25.8-10) e da aparente ausência de Deus (Lm 5.20), a voz profética não foi silenciada; pelo contrário, intensificou-se. Nesse cenário de crise, o Senhor levantou mensageiros como Ezequiel e Daniel para sustentar a confiança dos judaitas, preservar sua identidade pactual e reacender a esperança escatológica. 
  • Ezequiel, no meio dos exilados (Ez 1.1-3), age como sacerdote-profeta. Ele aponta os pecados do povo, mas também proclama um novo coração e a promessa de restauração (Ez 36.26-27).
  • Daniel, inserido na corte imperial (Dn 1.3-6), testemunha a fidelidade de Yahweh diante dos poderosos da terra, reafirmando Sua soberania sobre todos os reinos (Dn 2.44; 4.34-35).
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    Ezequiel e Daniel, cada um em seu contexto, foram instrumentos de resistência espiritual e arquitetos de uma reflexão sobre o exílio: mesmo longe da terra, Deus permanece presente -—falando, julgando e prometendo redenção.
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 1.  EZEQUIEL: ENTRE O JULGAMENTO E A ESPERANÇA 

    Ezequiel anuncia juízo e esperança no contexto do exílio. Em seu chamado, o profeta descobre que O Altíssimo não está restrito ao Templo, mas acompanha Judá em solo estrangeiro (1.1). Depois, denuncia os pecados do povo e reafirma a responsabilidade pessoal (1.2). Por fim, aponta para a restauração definitiva: novo coração, espírito renovado e vida abundante, mesmo em um “vale de ossos secos” (1.3). 

1.1. O chamado e a visão do Deus exílico (Ez 1-3) 
    Ezequiel, filho de Buzi, era um sacerdote de Jerusalém (Ez 1.3) que foi levado para a Babilônia no grupo de exilados de 597/6 a.C. (cf. Lição 3; Tópico 3.3). Ali recebeu seu chamado profético, longe do Templo e da Cidade Santa, às margens do rio Quebar (Ez 1.1). O local do chamado já é, por si só, uma mensagem poderosa: o Soberano das nações não está restrito ao Templo, nem limitado à herança de Canaã.
    Esse fato confrontava pressupostos re à teologia do Templo e da terra. Yahweh, no entanto, | entre os deportados um porta-voz que fala em Seu nome (Ez 2.3-5; 3.17). O profeta faz então uma descoberta essencial: o Senhor está presente mesmo no exílio — Ele continua a agir, a falar e a se revelar em solo estrangeiro e em meio à dor (Ez 11.16). 

1.2. O juízo e a pedagogia da aliança (Ez 8-11; 18) 
    Grande parte do ministério inicial de Ezequiel é voltada à denúncia dos pecados que levaram à intervenção divina. No capítulo 8, este arauto do Senhor contempla a profanação do Templo, marcado por idolatria, violência e apostasia. Já nos capítulos 10 e 11, ele vê a glória de Deus retirar-se do Santuário (Ez 10.18-19) — Yahweh, no entanto, não abandona o Seu povo (Ez 11.16-20). 
    No capítulo 18, Ezequiel desconstrói a ideia de culpa hereditária, muito presente entre os exilados (cf. Ex 20.5b; Jr 31.29). Naquele contexto, acreditava-se que os filhos carregavam a culpa dos pais — como se o veredito do Altíssimo fosse sempre coletivo e transgeracional. O profeta rompe com essa lógica e apresenta um Deus que trata cada indivíduo com justiça e responsabilidade própria. A chamada “teodiceia distributiva” é, assim, superada por um paradigma de conversão, onde há espaço para arrependimento, mudança e recomeço. Na perspectiva profética, portanto, o julgamento não é arbitrário nem herdado: é pessoal, justo e fundamentado em ações concretas (Ez 18.4, 20; 33.20).

1.3. À esperança e a promessa de restauração (Ez 36-37) 
    Ao longo de seus vaticínios, Ezequiel assume cada vez mais o papel de profeta da esperança. No capítulo 36, Deus promete ao povo: água pura, coração novo e espírito transformado (Ez 36.25-27). E um compromisso de remodelação interior radical, que ultrapassa a mera mudança externa. 
    O ponto culminante dessa revelação se encontra na visão do “vale de ossos secos” (Ez 37), em que o Senhor transforma um exército de mortos em uma nação viva. Essa renovação não se limita ao retorno físico para a terra, mas abrange a reafirmação do pacto, da identidade espiritual e da comunhão com o Altíssimo. 
    Tudo isso só é possível pela ação do Espírito, que reativa a aliança não apenas em dimensão nacional, mas em esfera eterna e interior. Em tempos de ruína, Ezequiel anuncia vida: Aquele que restaurou Israel ainda hoje transforma corações.

 2.  DANIEL: FIDELIDADE E SOBERANIA ESCATOLÓGICA 
    
    O Livro de Daniel mostra que Deus governa sobre todos os reinos. Além disso, destaca a fidelidade do profeta e seus amigos no exílio (2.1); a humilhação dos monarcas diante da realeza divina (2.2); e a revelação escatológica do Filho do Homem como juiz e rei eterno (2.3). 

2.1. Fidelidade e sabedoria no exílio (Dn 1-3) 
    Daniel foi levado ao cativeiro ainda jovem, por volta de 606/5 a.C. (cf. Lição 3; Tópico 2.2.1). Sendo descendente da família real de Judá — ou, ao menos, membro da nobreza (Dn 1.3; Josefo, Antiguidades 10.11) —, foi então inserido na elite da corte babilônica. Desde o início, sua postura é marcada pela lealdade a Yahweh em meio à pressão cultural: ele recusa os manjares do rei (Dn 1), gesto interpretado como um ato de consagração. 
    Essa firmeza resoluta não é apenas ética, mas também espiritual: O profeta e seus amigos permanecem como representantes de uma fé que não se curva ao poder humano. Nos capítulos seguintes, suas atitudes corajosas diante da adoração forçada — e as de seus amigos na experiência da fornalha ardente (Dn 3) — tornam-se testemunhos públicos de que há um Deus superior ao Império. O Soberano de Israel também o é na Babilônia.

2.2. A soberania divina sobre as nações (Dn 2; 4; 5) 
    Um dos temas centrais do Livro de Daniel é o senhorio de Yahweh sobre as potências humanas: 
  • Capítulo 2 — o profeta interpreta o sonho da estátua de Nabucodonosor, revelando que os impérios se sucederão, mas o Reino dos Céus permanece para sempre.
  • Capítulo 4 — o próprio Nabucodonosor é humilhado até reconhecer que “[...] o Altíssimo tem domínio sobre os reinos dos homens [...]” (v. 32).
  • Capítulo 5 — Belsazar, corregente do Império Babilônico, é confrontado com a sentença: “[...] Pesado foste na balança e foste achado em falta” (v. 27). 
    Esses três episódios compõem uma verdadeira teologia da realeza divina: os governantes da terra — por mais poderosos que sejam — são mortais, falíveis e passageiros; o verdadeiro Rei é eterno, sábio e justo. Sua autoridade é motivo de temor para os soberbos, mas também de consolo para os fiéis. Em tempos de instabilidade política, Daniel proclama a esperança suprema: [...] O Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído [...] (Dn 2.44).

2.3. As visões escatológicas e o Filho do Homem (Dn 7) 
    Daniel não é apenas um profeta voltado ao presente histórico: ele também antecipa os eventos finais. No capítulo 7, encontramos uma das mais importantes visões do fim dos tempos do Antigo Testamento: os quatro impérios, simbolizados por animais (Dn 7.3-7), e o Filho do Homem, que recebe domínio eterno (Dn 7.13-14). Essa figura messiânica — mais tarde identificada com Cristo nos Evangelhos (Mt 26.64) — é apresentada como Juiz e Rei, cujo poder e majestade são indestrutíveis. Em meio à opressão e à aparente desordem, o profeta reafirma que Deus reina, julga e promete estabelecer o Seu Ungido como Rei perpétuo. 
    Para os fiéis, essa visão é fonte de consolo e motivação: o sofrimento é real, mas é temporário; a autoridade do Filho do Homem é certa, e Ele virá “nas nuvens do céu” (Dn 7.13-14).

 3.  A PALAVRA PROFÉTICA COMO SUSTENTAÇÃO ESPIRITUAL NO EXÍLIO 
    
    A atuação de Ezequiel e Daniel ela que a Palavra de Deus usa o Seu povo no exílio: como resistência espiritual (3.1); esperança que transcende o presente (3.2); e certeza de Sua presença em terra estrangeira (3.3).
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    Quando Jesus, diante do Sinédrio, declara: “[...] Vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-Poderoso e vindo sobre as nuvens do céu” (Mt 26.64), Ele se identifica com a figura de Daniel 7. Ao assumir esse título, o Messias reivindica autoridade divina e anuncia que o juízo e o Reino eterno pertencem a Ele. Para os discípulos, é esperança; para os opositores, é confronto com o verdadeiro Rei.
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3.1. A profecia como resistência diante da opressão 
    Tanto Ezequiel quanto Daniel mantiveram acesa a centelha da fé diante da adversidade. Em um ambiente que favorecia a assimilação e o sincretismo, eles reafirmaram a centralidade da aliança, da santidade e da soberania divina (Ez 2.3-5; Dn 1.8). 
    Sua mensagem não oferecia escapismo, mas uma esperança que subsiste, confronta, esclarece e renova (Ez 33.11; Dn 3.17-18). Por isso, a profecia se tornou uma forma de resistência espiritual — denunciando o pecado e a opressão, mas também iluminando o caminho nas trevas. Assim, a palavra profética continua viva no exílio: falando, agindo e conduzindo o povo de Deus, mesmo distante de Sião (Ez 37.14; Dn 6.26-27). 

3.2. À esperança que transcende o tempo 
    Ezequiel e Daniel não se limitam a anunciar o retorno imediato à terra. Embora aguardem a restauração nacional, suas visões apontam para algo maior: um domínio eterno, uma transformação interior, um horizonte último. 
    O Deus que intervém na História também prepara um futuro glorioso. O “novo coração” anunciado por Ezequiel (Ez 36.25-27) e o “Filho do Homem” desvelado a Daniel (Dn 7.1314) convergem em uma teologia que antecipa a Nova Aliança cumprida em Cristo (Hb 8.8-13; cf. Jr 31.31-34), na qual o Reino dos Céus é inaugurado entre nós e consumado na Eternidade. 

3.3. À presença divina em terra estrangeira 
    Ambos os profetas demonstram que Deus não está ausente no exílio. A glória revelada junto ao rio Quebar (Ez 1) e o livramento de Daniel na cova dos leões (Dn 6) confirmam que Yahweh acompanha o Seu povo em toda circunstância (Ez 11.16; Dn 3.24-25). 
    Essa percepção da presença divina no cativeiro é profundamente pastoral e formativa, pois sustenta a fé dos dispersos, reorienta a espiritualidade e fortalece a identidade da aliança. 
    O desterro não anula a Promessa, mas a reposiciona em nova realidade. O testemunho que reverbera é claro: O Senhor caminha com os escolhidos em qualquer lugar, e Sua glória não está presa a estruturas humanas, mas se manifesta onde há fé e fidelidade.

CONCLUSÃO 
    A atuação de Ezequiel e Daniel no exílio mostra que o ministério profético é essencial para manter viva a consciência do pacto e a esperança do porvir em tempos de crise. Ambos atestam que Yahweh não abandona o Seu povo, mesmo diante do juízo: Ele continua falando, chamando ao arrependimento e anunciando restauração. 
    Os vaticínios divinos no cativeiro confrontam, sustentam e apontam para o futuro. E hoje, como então, precisamos de vozes ungidas que nos recordem que, mesmo em nossos próprios exílios existenciais, Deus reina absoluto. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Como Ezequiel e Daniel ajudam a compreender que Deus continua presente e ativo em tempos de crise? 
R.: Ezequiel contempla a glória divina no exílio (Ez 1), e Daniel experimenta visões e livramentos no coração do Império (Dn 2; 6). Juntos, eles anunciam que o Senhor não se ausenta em tempos de crise: continua falando, agindo e sustentando o Seu povo. 

Fonte: Revista Central Gospel

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 7 / 1º Trim 2026


AULA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 7

(Revista Editora Betel)

Tema: Vencendo as estratégias e propostas do inimigo
  



TEXTO ÁUREO
"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo", Efésios 6.11.

VERDADE APLICADA
É preciso vigilância e estar revestidos de toda a Armadura de Deus para resistir e permanecer firmes contra as investidas do maligno.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Saber que Satanás se esforça para nos afastar de Cristo.
- Identificar as artimanhas do inimigo contra o povo de Deus.
- Ressaltar que Satanás usa estratégias para nos parar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

EFÉSIOS 4 
27. Não deis lugar ao diabo.

EFÉSIOS 6
10. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 
11. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12. Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | 1Pe 5.8 As estratégias do inimigo contra os cristãos.
TERÇA | Mt 13.39 O inimigo busca roubar a Palavra do coração.
QUARTA | Mt 4.1 O inimigo não desiste de nos tentar.
QUINTA | Tg 4.7 É preciso resistir ao inimigo.
SEXTA | 1Pe 5.8 O inimigo anda em derredor para nos tragar.
SÁBADO | 1Co 15.26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

HINOS SUGERIDOS: 165, 225, 455

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja se consagre para vencer as ofertas do inimigo.    

INTRODUÇÃO 
Professor(a), estamos diante de uma lição prática, pois se refere aos ataques que os cristãos sofrem por parte do inimigo diariamente. Vou buscar apresentar nesse material de apoio, os conteúdos para somar ao que já está na revista, como, por exemplo, as obras da igreja que mais causam dano ao inferno, no subtópico 2.2. 
Nesta lição, refletiremos sobre a realidade da ação de Satanás contra o povo de Deus, algumas investidas do maligno e a importância do discípulo de Cristo saber que é possível resistir e ficar firme, cultivando um viver conforme os princípios bíblicos no poder do Espírito Santo. 
Com certeza, o mais importante, no que tange à prática, é saber que é possível resistir, e acima de tudo, saber como resistir. Por isso, vale a pena transmitir esse conteúdo com o máximo foco na vida cotidiana dos cristãos, ou seja, precisamos atentar na parte prática. 

1. As propostas ardilosas do inimigo 
A Bíblia deixa claro que Satanás é um inimigo ardiloso, que anda ao nosso derredor como um leão, procurando a quem devorar (1Pe 5.8). Ele age sagazmente com propostas que parecem legítimas, mas seu intuito é tirar o foco dos cristãos, que é Jesus Cristo (Hb 12.2). Ele emprega artifícios tentadores, como: dinheiro, fama, riquezas, orgias e outros prazeres mundanos. 
Embora saibamos que Satanás é inimigo da Igreja, ele não tem como propósito principal matar os crentes, seu objetivo é acabar com a vida espiritual deles. Por isso, ele vai utilizar tentações e ciladas para fazer com que o cristão perca o foco, pois quando um cristão deixa de estar ligado em Jesus ele se torna alvo fácil de Satanás. 

1.1. Um inimigo em comum. 
Os seres humanos possuem um inimigo em comum, que busca manter a mente das pessoas na escuridão para que não percebam a luz do Evangelho de Cristo (2Co 4.4). Assim como tentou Jesus no deserto, Satanás continua a nos tentar para nos conduzir para fora da vontade de Deus. 
A Bíblia fala que o inimigo cegou os homens, veja: 
"3 Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. 
4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.", 2 Coríntios 4.3,4 
O que Paulo está dizendo é que, os que são incrédulos, é porque Satanás os cegou. O inimigo colocou tanto sincretismo religioso no mundo, tantas seitas, tantas crendices e tantas heresias, que as pessoas ficam confundidas, parecendo que o Evangelho é apenas mais uma de tantas religiões. 
Assim como Satanás tentou lançar dúvida em Jesus, iniciando as tentações sempre da mesma forma: 
"E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.", Mateus 4.3 (grifo meu) 
A dúvida é inimiga da fé, por isso, Satanás tenta plantá-la nos corações. 
Infelizmente, muitos são iludidos pelas ofertas do inimigo e se tornam escravos dos prazeres que ele oferece. 
Os prazeres carnais é outra armadilha de Satanás, porque muitos ficam presos a eles. Assim, muitas vezes que evangelizamos ou pregamos e uma pessoa sente que Deus falou ela na mensagem, ela tem dificuldades em aceitar a Cristo como Salvador, pois sabe que vai ter que deixar tudo o que o mundo oferece para trás. Por isso, muitos resistem, mas isso acontece porque eles não sabem que temos um aliado contra Satanás e suas propostas, o Espírito Santo: 
"10 No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 
11 Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.", Efésios 6.10,11

ATENÇÃO: 

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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 7 / 1º Trim 2026


AULA EM 15 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 7
(Revista Editora CPAD)
Tema: A Obra do Filho

TEXTO ÁUREO
“Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome.” (Fp 2.9).

VERDADE PRÁTICA
A humilhação voluntária de Cristo, sua obra redentora e sua exaltação gloriosa revelam que somente Ele é digno de toda adoração e obediência.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Rm 12.2 O cristão precisa viver na vontade de Deus
Terça — Jo 17.5 Jesus renunciou sua glória celestial
Quarta — Hb 12.2 Cristo está glorificado à direita do Pai
Quinta — Jo 19.30 Jesus completou a obra que o Pai lhe confiou
Sexta — Hb 1.3 Cristo é Rei e Sacerdote
Sábado — Hb 9.28 Cristo voltará glorioso para buscar sua Igreja

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Filipenses 2.5-11; Hebreus 9.24-28.

Filipenses 2
5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Hebreus 9
24 — Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer, por nós, perante a face de Deus;
25 — nem também para a si mesmo se oferecer muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santuário com sangue alheio.
26 — Doutra maneira, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas, agora, na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo.
27 — E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo, depois disso, o juízo,
28 — assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação.

HINOS SUGERIDOS
39, 277 e 491 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição fala da maior obra do Senhor em benefício da humanidade, uma obra capaz de transformar a vida de uma pessoa, por isso, a nossa fé propõe uma mudança de vida que não é proposta em nenhuma outra religião do mundo. Neste subsídio apresento um conteúdo além do que o que está na revista. Como, por exemplo, a decisão do papa Leão XIV acerca dos títulos de Maria no tópico II, subtópico 2. 
Jesus Cristo é o Filho eterno de Deus, que assumiu a forma humana, viveu uma vida sem pecado, morreu em nosso lugar e ressuscitou vitoriosamente. Sua missão abrange não apenas o perdão dos pecados, mas a revelação do caráter do Pai e a restauração de toda a criação. Esta lição visa apresentar a profundidade da obra do Filho em três dimensões: sua humilhação, sua redenção e sua exaltação. 
Convém já informar aos alunos que, a obra de Jesus é a salvação da humanidade, e para que essa salvação ocorra, Jesus realizou e realiza essas ações, humilhação, redenção e exaltação. Então vamos ver como Ele se humilhou, como Ele nos redime e como o Pai o exaltou. É com base nessas ações que esta lição foi construída. 

I. A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO 

1. A submissão de Cristo.  
Paulo exorta a igreja de Filipos à unidade e à humildade (Fp 2.1-4). O apóstolo adverte aqueles irmãos a terem a mente de Cristo: “De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus” (Fp 2.5). O termo grego traduzido como “sentimento” é phroneō, que também pode significar “modo de pensar” e “disposição mental”. Dessa forma, os crentes devem assumir o mesmo modo de pensar e viver que foi demonstrado por Cristo (1Jo 2.6). 
A ideia do apóstolo Paulo é apresentar Jesus como o modelo a ser seguido, mas não significa seguir de forma forçada, mas sim modificar a própria forma de pensar, como vimos pelo termo grego utilizado, ou seja, é mudar a mente. Isso é tão difícil que só com a ajuda do Espírito é possível conseguir. 
Refere-se a uma consciência moldada pela humildade, amor e obediência (Jo 13.15). Imitar a mente de Cristo significa renunciar ao egoísmo, buscar o bem do próximo e viver para a glória de Deus (Rm 12.2). Como cristãos, somos chamados não apenas a crer em Cristo, mas a pensar e agir como Ele (Mt 11.29). 
No caso específico que Paulo menciona, há um sentimento de Cristo a ser imitado por nós, que é a humildade. Sabemos que Paulo cuidava para que a Igreja tivesse unida, e ele sabia que somente com a humildade, semelhante a de Jesus, isso seria possível. Veja: 
"Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.", João 13.15 
Quando Jesus falou isso, Ele havia acabado de lavar os pés dos apóstolos, num sinal de humildade e cuidado. A humildade entre os membros de uma congregação fortalece a união entre eles e assim fica mais difícil para o inimigo atacar algum cristão dessa igreja. Ou seja, essa igreja tem mais chance de sucesso.

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