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quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 6 / ANO 3 - N° 10


 A Tríade para a Vitória: Vigilância, Jejum e Oração

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Mateus 26.36-41 
36 - Então, chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar. 
37 - E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se muito. 
38 - Então, lhes disse: A minha alma está cheia de tristeza até à morte; ficai aqui e vigiai comigo. 
39 - E, indo um pouco adiante, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres. 
40 - E, voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste vigiar comigo? 
41 - Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. 

Daniel 9.3-5 
3 - E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração, e rogos, e jejum, e pano de saco, e cinza. 
4 - E orei ao Senhor, meu Deus, e confessei, e disse: Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas o concerto e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos; 
5 - pecamos, e cometemos iniquidade, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos.

TEXTO ÁUREO 
E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. 
Atos 13.2-3
 
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira – Lucas 21.34-36
Vigilância com sobriedade
3ª feira – 1 Pedro 5.8
Vigilância espiritual contra o Inimigo
4ª feira – Joel 2.12-13
Jejum como expressão de arrependimento
5ª feira – Daniel 9.1-19
Jejum e oração em arrependimento
6ª feira – Neemias 1.4-11
Jejum e oração diante das decisões
Sábado – Efésios 6.18
Oração perseverante em todo o tempo

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:

  • compreender a vigilância espiritual como postura consciente diante das tentações e do engano; 
  • reconhecer o jejum como disciplina que aprofunda a sensibilidade da alma e prepara o coração para ouvir o Senhor; 
  • entender a oração como centro integrador da vida, onde vigilância e jejum encontram sua expressão plena diante de Deus.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS   
    Caro professor, esta lição ensina que a vida cristã exige atenção, disciplina interior e dependência constante do Senhor. Evite tratar vigilância, jejum e oração como práticas isoladas. Apresente-as como movimentos interligados, que se fortalecem mutuamente. Mostre que a vigilância desperta a consciência, o jejum aprofunda a sensibilidade e a oração integra tudo em comunhão viva com Deus. 
    Reserve tempo para explicar por que Jesus ordena vigiar e orar, e como a Igreja Primitiva discernia a vontade divina por meio do jejum e da oração. Utilize exemplos bíblicos e atuais para tornar o ensino mais próximo da realidade dos alunos. 
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
    A vida cristã não acontece em terreno neutro. Quem segue Jesus enfrenta lutas, pressões e tentações ao longo do caminho. Por isso, a oração não é um detalhe da fé, nem um enfeite espiritual. Ela é uma necessidade. É por meio dela que o crente se aproxima do Senhor, busca socorro e recebe força para permanecer firme. A própria Escritura revela que essa prática precisa ser cuidada. 
    Esta lição procura mostrar que a oração integra a tríade da vitória, ocupando o centro da vida do crente. Ao seu lado estão a vigilância, que mantém o coração desperto e sustenta a prática devocional, e o jejum, responsável por aprofundá-la em momentos de maior seriedade diante de Deus.

 1.  VIGIAR E ORAR: A VIGILÂNCIA QUE PROTEGE A VIDA DE ORAÇÃO 
    A oração é central na vida cristã, mas precisa ser guardada. Por isso, Jesus ordenou “vigiar e orar” (cf. Mt 26.41). A vigilância protege o íntimo para que a oração não se torne mero formalismo ou costume religioso. 

1.1. A ordem de Jesus: vigiar e orar 
    No Getsêmani, sabendo que os discípulos desejavam permanecer fiéis, mas conhecendo também suas fraquezas, Jesus ordenou não apenas que orassem, mas que permanecessem espiritualmente despertos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação [...], o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41; grifos do autor). Essa exortação mostra que oração e vigilância caminham juntas. O discípulo pode amar a Deus sinceramente e, ainda assim, cair se viver de forma descuidada. 
    Nesse sentido, Berkhof lembra que, embora a Escritura ensine que somos guardados pela Graça de Deus, ela não autoriza a ideia de uma preservação que dispense constante vigilância, diligência e oração. Essa ordem do Mestre continua atual: não basta orar; é preciso vigiar, pois o coração precisa permanecer atento diante da tentação e da própria fragilidade. 

1.2. A vigilância diante do conflito espiritual 
   A vigilância é necessária porque a vida cristã acontece em meio a conflitos espirituais. O crente enfrenta pressões do mundo, fraquezas da carne e a oposição do Inimigo. Por isso, não pode viver distraído. Vigiar é prestar atenção ao que entra no coração e nos torna insensíveis diante de Deus. 
    Essa vigilância não nasce do medo, mas da consciência de que a caminhada com Cristo exige atenção e dependência. 
    O cristão não vive em paranoia religiosa, mas também não pode viver em ingenuidade. Como adverte Spurgeon, há inimigos muito mais terríveis do que os que estão fora de nós: “os inimigos interiores, as tendências maldosas de nossa natureza corrupta, contra os quais precisamos sempre pôr guarda”. São essas tendências que o Maligno usa como base para nos tentar (cf. Tg 1.14). 
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    Quem não vigia corre o risco de enfraquecer sem perceber, pois muitas quedas começam antes do ato visível, em pequenos descuidos do coração.
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1.3. A vigilância que fortalece a oração 
    Quando há vigilância, a oração se torna mais sincera e viva. O crente percebe melhor sua necessidade, reconhece sua fraqueza e busca a Deus com verdade. Em vez de repetir um conjunto de palavras, ele passa a orar com maior consciência, humildade e dependência. Esse cuidado impede que a oração se torne algo mecânico. Sem essa atenção, ela pode continuar na forma, mas perder força interior. A pessoa continua clamando, mas já não está realmente desperta diante do Senhor. 
    Quando há esse estado de alerta, porém, a oração permanece sensível, humilde e verdadeira. Por isso, vigiar e orar formam uma unidade: a vigilância guarda o coração, e a oração o mantém ligado a Deus. 

 2.  JEJUAR E ORAR: O JEJUM QUE APROFUNDA A ORAÇÃO 
    A Bíblia não apresenta o jejum como prática isolada nem como forma de convencer Deus a agir. Seu lugar é outro: ele serve à busca do Sagrado e acompanha a oração em momentos de maior seriedade espiritual (cf. At 13.2; Dn 9.3). O jejum ajuda o crente a se colocar diante do Senhor com maior inteireza, humildade e concentração. Andrew Murray resume: “a oração é a busca de Deus e do invisível. Jejum é a libertação de tudo que é visível e transitório”. Por isso, o jejum não é um fim em si mesmo, mas uma disciplina que nos leva a buscar o Senhor mais atentamente. 

2.1. O jejum como humilhação da alma diante de Deus 
    Jejuar não significa apenas deixar de comer; implica colocar-se diante do Senhor com quebrantamento, dependência e reverência. Há momentos em que, mesmo após expressarmos arrependimento, precisamos sentir o perdão divino. Nessas horas, o jejum acompanha a oração como expressão de uma alma que se humilha e reconhece a necessidade da misericórdia divina. 
    O jejum não é uma tentativa de impressionar o Eterno, mas um gesto de rendição que se harmoniza com as exortações bíblicas de Pedro e Tiago. Ambos mostram que o caminho da Graça passa pela humildade: “Humilhai-vos” (cf. 1 Pe 5.6; Tg 4.10). Jejuar, nesse sentido, é descer voluntariamente diante de Deus para que Ele, a Seu tempo, nos levante; é silenciar a autossuficiência para que o coração volte a depender da poderosa mão do Senhor. 

2.2. O jejum como disciplina que concentra e amadurece a oração 
    O jejum interrompe distrações, reduz a dispersão e ajuda o Homem a se colocar diante de Deus com maior inteireza. Em vez de seguir no ritmo habitual, a pessoa para e lembra à própria alma que aquele é um momento de busca mais genuína. O próprio apetite passa a servir de lembrete desse propósito, mantendo-nos despertos para a oração e conduzindo-nos de volta à presença do Senhor. 
    Foi isso que aconteceu em Antioquia, quando a Igreja jejuou e orou em um momento de consagração e busca pela direção do Espírito (cf. At 13.2-3). O jejum não tomou o lugar da oração; antes, a acompanhou e a aprofundou. Assim, a oração se tornou mais consciente, atenta e madura. Isso não ocorre porque o jejum tenha poder em si mesmo, mas porque favorece uma postura de maior foco, dependência e sensibilidade diante de Deus. 

2.3. O jejum em ocasiões especiais de consagração, crise e intercessão 
    A Bíblia mostra que o jejum assume papel mais evidente em ocasiões especiais. Em tempos de crise, consagração, discernimento e intercessão, o povo de Deus muitas vezes jejuou e orou. Foi assim com Neemias, Daniel e também com Ester (cf. Ne 1.4; Dn 9.3; Et 4.16). Não porque essa prática tenha poder em si mesma, mas porque certas situações pedem busca mais intensa e reverente. 
    Nessas circunstâncias, o jejum se torna uma forma de dizer a Deus, com o corpo e a alma, que aquela necessidade não é ordinária; é mais urgente que o próprio alimento.

 3.  A TRÍADE ESPIRITUAL DIANTE DOS TRÊS INIMIGOS DO CRISTÃO 
    Vigilância, jejum e oração não são práticas isoladas. Elas se completam na vida cristã e se tornam ainda mais necessárias no combate espiritual. A Bíblia revela que o discípulo de Jesus enfrenta três grandes inimigos: a carne, o mundo e o diabo (cf. Ef 2.2-3; 1 Jo 2.16). Diante deles, cada crente precisa permanecer desperto, rendido e ligado a Deus. 

3.1. A oposição da carne 
    A carne aponta para a luta interior do crente. A batalha espiritual não ocorre apenas fora, mas também dentro de nós. Com frequência, a queda começa com pequenas concessões e justificativas sutis para atitudes antes condenadas. A oração leva essa luta diante de Deus, expõe a alma à Sua luz e renova a dependência da Graça. 
    Por vezes, o maior perigo não está no que nos cerca, mas no que ainda tenta governar o coração. Nesse ponto, a vigilância é essencial, pois ajuda o cristão a perceber o que se passa dentro de si. 
    Bonhoeffer observa que o salvo deve perceber quando a alegria em Deus se enfraquece, quando falta disposição para as práticas cristãs e quando já não há forças para orar; nesses momentos, ele deve reagir por meio da oração e do jejum. Nesse contexto, a tríade espiritual fortalece o discípulo na batalha contra si mesmo. 

3.2. A sedução do mundo 
    O mundo, na linguagem bíblica, não diz respeito à Criação, mas ao sistema de valores que afasta o Homem de Deus, seduzindo-o por meio de distrações, ambições, excessos e prioridades erradas. Muitas vezes, não afasta a pessoa do caminho de uma só vez; antes, sufoca o íntimo aos poucos, enchendo-o de preocupações e ocupações que o tornam menos sensível e frutífero (cf. Lc 8.14). 
    A vigilância ajuda o cristão a perceber quando o mundo enfraquece sua comunhão com o Pai. A oração realinha a vida diante do Senhor, e o jejum fortalece a alma, rompendo o padrão de busca por satisfação imediata. Como lembra Richard Foster, o jejum ajuda a manter o equilíbrio da vida, pois com facilidade damos prioridade ao que é secundário. Por isso, torna-se disciplina de liberdade diante do excesso. Assim, o crente aprende a viver no mundo sem deixar que o mundo governe seu coração.

3.3. A oposição do Maligno 
    A Bíblia também ensina que existe oposição espiritual real. O diabo é apresentado como adversário do povo de Deus; deste modo, o cristão precisa vigiar, porque ele “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Isso não significa viver com medo, mas com lucidez. Paulo também exorta a Igreja a orar “[...] em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito e vigiando nisso com toda perseverança [...]” (Ef 6.18; grifo do autor). 
   Em momentos de maior seriedade diante de Deus, o jejum pode acompanhar essa busca, dando à oração um tom mais intenso e reverente (cf. Mc 9.29). Diante do Maligno, porém, o discípulo não vence por força própria, mas pela Graça, permanecendo vigilante, orando e buscando o Senhor com sinceridade.
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    A vida cristã não pode ser conduzida com ingenuidade, como se não houvesse batalha, nem com fascinação pelo conflito, como se tudo girasse em torno dele. O crente permanece de pé não pela autoconfiança, mas pela dependência do Senhor.
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CONCLUSÃO 
  Esta lição mostrou que a oração precisa ser guardada pela vigilância e, em certos momentos, aprofundada pelo jejum. A vigilância mantém a alma desperta; o jejum torna a busca mais autêntica; e a oração permanece no centro da vida, como lugar de comunhão e dependência diante de Deus — é por meio dela que o crente se aproxima d’Ele, recebe graça e encontra forças para permanecer firme. 
    Por isso, o chamado final deste estudo é claro: não vivamos distraídos, não sejamos superficiais nem tratemos a comunhão com o Senhor como algo secundário. Em um tempo de pressões, seduções e conflitos, o discípulo de Jesus precisa manter os olhos espirituais abertos, os joelhos dobrados e o coração voltado para o Pai. Assim, a oração permanece viva, guardada e fortalecida no caminho da fé.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. De acordo com a lição, por que vigilância, jejum e oração formam uma unidade espiritual e qual é o papel da oração dentro dessa tríade? 
R.: Vigilância, jejum e oração formam uma unidade espiritual: a vigilância desperta a consciência; o jejum aprofunda a sensibilidade; e a oração integra tudo em dependência de Deus, mantendo o crente em comunhão com Ele.

Fonte: Revista Central Gospel

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 6 / 3º Trim 2026


AULA EM 9 DE AGOSTO DE 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)

Tema: Gideão: Deus transforma a insegurança em coragem


TEXTO PRINCIPAL
“Então, o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.” (Jz 6.12).

RESUMO DA LIÇÃO
Mesmo diante das limitações, Deus capacita e conduz à vitória aqueles que confiam nEle.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — 1Tm 4.2 O perigo da mente cauterizada
TERÇA — Jo 10.10 As ações do ladrão
QUARTA — Is 40.31 Renovando as forças
QUINTA — Rm 8.35-39 Quem nos afastará do amor de Cristo?
SEXTA — 1Jo 2.14b Jovens, sois fortes!
SÁBADO — Rm 8.37 Somos mais que vencedores

OBJETIVOS
COMPREENDER o cenário de infidelidade de Israel e a advertência profética do Senhor;
MOSTRAR os elementos do chamado de Gideão e sua resposta ao desafio divino;
RECONHECER como Deus confirma sua presença e conduz o seu povo à vitória.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), nesta lição conheceremos a vida de Gideão, o “herói inseguro” levantado por Deus. Ele foi um dos juízes mais conhecidos de Israel e as suas inquietações servem como importantes pontos de reflexão que podem ser aplicados na vida de seus alunos, especialmente aqueles que enfrentam as incertezas da vida. Esta é uma excelente oportunidade para abordar as inseguranças e os medos que eles carregam, tanto no âmbito espiritual quanto no cotidiano. Vivemos tempos em que as redes sociais projetam um mundo ideal composto por pessoas fortes, bonitas e super capacitadas. No entanto, sabemos que a realidade é bem diferente: angústias assolam a alma e minam as forças. Aproveite esta lição para incentivar e fortalecer uma fé viva, animada e encorajada pelo Senhor, sem desconsiderar a realidade e o perfil de cada jovem.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Prezado(a) professor(a), nesta aula, use uma atividade de discussão em sala denominada “E se fosse você, Gideão?”, com o objetivo de ajudar os jovens a aplicarem as lições da vida de Gideão às suas próprias inseguranças e desafios diários, reconhecendo que Deus transforma o medo em coragem. Inicie com uma pergunta reflexiva: “Você já se sentiu incapaz de realizar algo que sabia que precisava fazer?” Leve os jovens a lembrarem da história de Gideão. Ele era alguém comum, inseguro, cheio de dúvidas e receios, mas foi chamado por Deus para libertar Israel. Apesar do medo, respondeu com fé. Exponha no seu recurso audiovisual algumas situações reais que geram insegurança nos jovens. Veja alguns exemplos abaixo:
• “Você sente que não tem talento suficiente para servir na igreja?”
• “Você está inseguro quanto ao seu futuro profissional?”
• “Você tem medo de se posicionar como cristão na escola ou na faculdade?”
• “Você duvida que Deus está ouvindo suas orações?”
• “Você acha que outros são mais capacitados do que você?”
• “Você tem medo de fracassar diante das pessoas?”
Encerre com uma mensagem clara e encorajadora e faça uma oração, pedindo que Deus fortaleça cada jovem a vencer seus medos e dúvidas, como Ele também fez com Gideão.

TEXTO BÍBLICO
Juízes 6.1-5,11-16.
1 — Porém os filhos de Israel fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor; e o Senhor os deu na mão dos midianitas por sete anos.
2 — E, prevalecendo a mão dos midianitas sobre Israel, fizeram os filhos de Israel para si, por causa dos midianitas, as covas que estão nos montes, e as cavernas, e as fortificações.
3 — Porque sucedia que, semeando Israel, subiam os midianitas e os amalequitas; e também os do Oriente contra ele subiam.
4 — E punham-se contra eles em campo, e destruíam a novidade da terra, até chegarem a Gaza, e não deixavam mantimento em Israel, nem ovelhas, nem bois, nem jumentos.
5 — Porque subiam com os seus gados e tendas; vinham como gafanhotos, em tanta multidão, que não se podiam contar, nem a eles nem aos seus camelos; e entravam na terra para a destruir.
11 — Então, o Anjo do Senhor veio e assentou-se debaixo do carvalho que está em Ofra, que pertencia a Joás, abiezrita; e Gideão, seu filho, estava malhando o trigo no lagar, para o salvar dos midianitas.
12 — Então, o Anjo do Senhor lhe apareceu e lhe disse: O Senhor é contigo, varão valoroso.
13 — Mas Gideão lhe respondeu: Ai, senhor meu, se o Senhor é conosco, por que tudo isto nos sobreveio? E que é feito de todas as suas maravilhas que nossos pais nos contaram, dizendo: Não nos fez o Senhor subir do Egito? Porém, agora, o Senhor nos desamparou e nos deu na mão dos midianitas.
14 — Então, o Senhor olhou para ele e disse: Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas; porventura, não te enviei eu?
15 — E ele lhe disse: Ai, Senhor meu, com que livrarei a Israel? Eis que a minha família é a mais pobre em Manassés, e eu, o menor na casa de meu pai.
16 — E o Senhor lhe disse: Porquanto eu hei de ser contigo, tu ferirás os midianitas como se fossem um só homem.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Você já se sentiu inseguro ou incapaz de realizar alguma tarefa? Esse era exatamente o sentimento de Gideão ao ser chamado pelo Senhor. Ele se via como pequeno e inapto para cumprir a missão divina em sua vida. Nesta lição, veremos como Deus trabalhou no coração desse jovem libertador de Israel, preparando-o para liderar um exército pequeno, mas corajoso, contra os midianitas, em um tempo em que Israel se encontrava enfraquecido e oprimido. Que este estudo inspire sua fé e o ajude a compreender que Deus enxerga muito além das nossas limitações e da visão humana.

I. INFIDELIDADE E ADVERTÊNCIA PROFÉTICA

1. A monotonia da infidelidade. 
O livro de Juízes parece ser repetitivo, devido à recorrência do pecado por parte da nação de Israel. A reincidência, mais uma vez anunciada em Juízes 6.1, revela o perigo desse padrão persistente, que continuamente afasta o povo de Deus, mesmo após o perdão e a intervenção divina. Aquele que se acostuma com esse ciclo corre o risco de ter a mente cauterizada pelo pecado (1Tm 4.2). Como consequência, Deus mais uma vez permitiu que Israel fosse oprimido, desta vez pelos midianitas, um povo nômade que habitava a região desértica a leste do Mar Morto, nas fronteiras de Moabe e Edom. Antigos inimigos de Israel (Nm 31.8,17), os midianitas ainda nutriam um desejo de vingança contra o povo hebreu.

2. A força destruidora do pecado. 
Tomados pelo pavor, os israelitas foram forçados a se refugiar nos montes em busca de segurança. Isso porque, sempre que realizavam suas colheitas, os midianitas, em aliança com os amalequitas, invadiam suas terras e saqueavam os frutos da terra e o gado. Era uma situação de caos. Por causa da desobediência, os hebreus não desfrutavam de paz nem segurança, sendo obrigados a viver em constante fuga. Sua economia foi devastada, a ponto de enfrentarem fome e pobreza (Jz 6.6). O ataque inimigo era tão intenso que o texto bíblico descreve que “vinham como gafanhotos” (Jz 6.5). De fato, Deus havia advertido anteriormente sobre as consequências da desobediência (Dt 28.38). Podemos recordar as palavras de Jesus: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir: eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância” (Jo 10.10).

3. A advertência divina. 
Mais uma vez, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e novamente o Senhor lhes respondeu (Jz 6.7). Contudo, antes de levantar um libertador, Deus envia um profeta para trazer esperança, mas, sobretudo, para confrontá-los com seu pecado (Jz 6.8-10). O verdadeiro profeta de Deus não suaviza a mensagem divina com discursos de autoajuda, mas transmite com fidelidade a Palavra do Senhor. É necessário lembrar que a profecia, inclusive atualmente, também tem como propósito a exortação e a correção (1Co 14.3). A mensagem profética confronta o pecado e chama ao arrependimento.

SUBSÍDIO I
Professor(a), “Israel se voltou para Deus como o último recurso, e somente porque eles estavam desesperados. Infelizmente, muitas vezes é preciso que aconteçam circunstâncias difíceis para que as pessoas confiem em Deus. 1) O principal problema com os israelitas era o fato de que a sua fé em Deus era egocêntrica. Ela não se baseava no amor por Deus e na gratidão a Ele, mas somente nos próprios benefícios e desejos. Eles confiavam em Deus apenas em tempos de crise, ou quando sentiam que precisavam dEle. 2) Os seguidores de Cristo do Novo Testamento também precisam examinar a sua fé para ver se ela é genuína e baseada no amor sincero e no apreço por Deus. O nosso relacionamento com Deus não deve estar baseado no que podemos receber dEle, mas em um desejo genuíno de segui-lo mesmo que isto signifique problema, sofrimento, perseguições e perdas”. (Extraído e adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.418).

II. O CHAMADO DE GIDEÃO

1. Um jovem trabalhador. 
Diante da situação, Deus escolheu Gideão para libertar Israel. Segundo estudiosos, Gideão era um jovem com cerca de 30 anos e duas características se destacam nele. Primeiramente, seu pai, Joás, e toda a sua família haviam cedido à idolatria (Jz 6.25). Isso revela que a origem familiar ou o contexto social não determinam o destino de uma pessoa. Mesmo criada em ambientes espiritualmente hostis, a pessoa alcançada por Deus pode ser liberta de vícios, da promiscuidade e da violência, e trilhar um novo caminho diante do Senhor. Em segundo lugar, o texto registra que Gideão “malhava o trigo no lagar” (Jz 6.11). O lagar era usado para esmagar uvas ou azeitonas e extrair suco ou azeite, geralmente escavado na rocha. Já a debulha do trigo ocorria em espaços abertos, onde o vento ajudava a separar a palha do grão. Gideão estava trabalhando nesse local inadequado e escondido, de maneira improvisada, para não ser saqueado pelos midianitas. Mesmo diante das adversidades, este jovem não deixou de trabalhar diligentemente para ajudar sua família e o seu povo (Pv 14.23; 2Ts 3.10; Cl 3.23,24).

2. Um jovem cético. 
O anjo do Senhor aparece a Gideão e lhe dá uma mensagem de ânimo: “O Senhor é contigo, varão valoroso” (Jz 6.12). Contudo, no primeiro momento, o rapaz se mostra cético diante das circunstâncias. Ele questiona os infortúnios sobre Israel, pergunta sobre os feitos antigos e diz que o Senhor os desamparou (Jz 6.13). De fato, Gideão ainda tinha uma visão parcial das coisas e sua imaturidade o levou a questionar a mensagem divina. Embora isso possa soar estranho, ele estava abrindo o seu coração de maneira autêntica. Deus aprecia um coração sincero (Sl 51.17), entende nossas dúvidas e nos ampara quando derramamos nossas inquietações diante dEle. Na vida cristã, as dúvidas podem surgir, afinal, nosso coração é frágil. A questão é como deixamos que o Senhor trabalhe em nós, para que as dúvidas não se transformem em incredulidade. Como Deus fez isso na vida de Gideão? Dando-lhe uma mensagem de encorajamento: “Vai nesta tua força e livrarás a Israel da mão dos midianitas: porventura, não te enviei eu?” (Jz 6.14; 1Jo 2.14b; Is 40.31).

3. Um jovem inseguro. 
Mesmo após ouvir a palavra divina, Gideão ainda demonstra insegurança. Argumenta que sua família era a mais insignificante da tribo de Manassés, e ele, o menor dentre os seus parentes. Gideão se via como alguém inadequado para cumprir a missão que Deus lhe confiara, assim como fizeram Moisés e Jeremias (Êx 3.11; Jr 1.6). Ao olhar para o seu contexto, ele concluiu que havia outros mais fortes, mais influentes e mais capacitados do que ele. Temos a tendência de nos comparar com os outros e de minimizar os dons que o Senhor nos confiou. Por um lado, corremos o risco de cair no vitimismo, acreditando que somos totalmente incapazes. Por outro lado, há o perigo oposto: desenvolvermos um espírito de orgulho e superioridade. O caminho equilibrado é reconhecer nossos dons e habilidades como fruto da graça de Deus, e não como mérito pessoal (Rm 12.3).
Diante da hesitação de Gideão, o Senhor reafirma sua vocação, dizendo que estaria com ele para derrotar os midianitas (Jz 6.16). A confiança de Gideão, portanto, não deveria estar em sua força, mas na presença e promessa do Senhor.

SUBSÍDIO II
“Com infinita paciência, Yahweh levantou um campeão para livrar seu povo, quando este clamou por seu nome (Jz 6.7). Agora era Gideão, filho de Joás, o abiesrita, que morava na cidade de Ofra, em Manassés (talvez a moderna ‘Affuleh’ na planície de Jezreel). A existência de assentamentos israelitas em territórios anteriormente dominados pelos cananeus atesta a eficácia da conquista sob a liderança da juíza Débora quarenta anos antes. Como havia feito aos outros, Yahweh manifestou-se como o Anjo do Senhor. Inicialmente, Gideão resistiu ao chamado de Yahweh, argumentando que Ele havia abandonado seu povo nas mãos dos midianitas, e que ele, Gideão, dificilmente estava qualificado para conduzir o povo, pois vinha de família humilde.
Entretanto, seu protesto foi silenciado quando Yahweh miraculosamente enviou fogo do céu e consumiu totalmente o sacrifício que Gideão havia preparado. Naquela mesma noite, Gideão desmantelou o altar de Baal e o poste de Aserá que seu pai havia erguido, construindo no local um altar em honra a Yahweh. Esta atitude ocasionou a fúria de toda aquela comunidade apóstata e, não fosse a intercessão de seu pai, teria ele morrido nas mãos dos desobedientes. Se Baal realmente é deus, disse Joás, ele mesmo se defenda contra o sacrilégio de Gideão.” (MERRIL, Eugene H. História de Israel no Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.171).

III. DEUS CONFIRMA SUA PRESENÇA E CONDUZ À VITÓRIA

1. Deus confirma a sua presença. 
Gideão se destaca entre os juízes por sua personalidade questionadora e seu senso de inadequação. Ele precisava ser moldado por Deus em sua forma de pensar e crer. Por isso, Jeová atende ao pedido de um sinal que comprove sua presença (Jz 6.17,18). O jovem prepara uma oferta voluntária, e Deus a recebe com um ato sobrenatural como confirmação de que, de fato, estava com ele (v.21). Diante dessa experiência, a visão espiritual de Gideão se abriu e as dúvidas se dissiparam. Então, ele entende ter visto o anjo do Senhor face a face (v.22), e constrói ali um altar e põe o nome: Senhor é paz (v.24). Isso porque, Deus havia pacificado a sua alma, dizendo: não temas: não morrerás (v.23). Como é glorioso, diante das adversidades e das dúvidas que assolam o nosso coração, ser confortado pelo Senhor!

2. Deus prepara o coração para a missão. 
Para ser reconhecido como líder, Gideão precisava assumir uma posição firme dentro da sua família. Assim, a primeira missão foi derrubar o altar de Baal, que pertencia ao seu pai, e cortar os bosques e seus postes-ídolos (vv.25,26), símbolos da idolatria e da corrupção espiritual do povo. Antes de derrotar os midianitas, Gideão precisava destruir a falsa religiosidade da sua própria casa. Então, ele elabora um plano e o executa (vv.27,28). Diante da reação dos homens da cidade, nem mesmo Joás, pai de Gideão, ousou questionar a ação de seu filho. Se Baal era deus, por que ele mesmo não se defendeu? Essa foi a posição sensata de Joás, já reconhecendo a liderança de seu filho. A partir de então, chamaram Gideão de Jerubaal, que significa “aquele que combate contra Baal”.

3. Deus conduz à vitória com poucos. 
A trajetória de Gideão até a vitória sobre os midianitas nos oferece lições preciosas. Em primeiro lugar, ele foi revestido pelo Espírito do Senhor e reconhecido como líder pelos homens do seu clã (Jz 6.34). Em seguida, Gideão pediu ao Senhor dois sinais adicionais, envolvendo o controle de elementos naturais — o teste da lã (vv.36-40). A resposta divina não apenas confirmou que Deus estava com ele, mas também revelou que Jeová, e não Baal, era o verdadeiro soberano sobre todas as coisas. Num terceiro momento, Deus prova a fé de Gideão ao ordenar a drástica redução do exército. O propósito era claro: impedir que Israel atribuísse a vitória à própria força (Jz 7.2). Após dois critérios seletivos — a retirada dos medrosos e a separação dos que se curvavam ao beber água — restaram apenas 300 homens, dos 32 mil iniciais. Por meio dessa estratégia, Deus ensina que, quando há obediência e fé, o pouco nas mãos dEle se torna suficiente. Com esse pequeno exército, Israel iniciou a vitória, fazendo os inimigos entrarem em confusão e fugirem (Jz 7.22). Na sequência, Gideão convoca outras tribos de Israel para perseguir os midianitas em retirada, capturando e matando seus príncipes, Orebe e Zeebe, consolidando assim a vitória concedida por Deus ao seu povo.

SUBSÍDIO III
Professor(a), reforce aos alunos que era aos 300 que o Senhor daria a vitória. “Existe aqui a indicação da importância dos remanescentes fiéis aos propósitos de Deus. Minorias criativas sempre serviram à causa da justiça de maneira muito mais eficiente do que as massas descuidadas.
Há, aqui, também, um retrato do modo pelo qual a eleição divina relaciona-se com a liberdade humana. Deus escolheu os que podem servi-lo, a fim de serem salvos. Mas o fato de um indivíduo ser incluído ou não entre os eleitos depende de sua resposta às condições que o Senhor coloca. Em termos do evangelho cristão, Deus elegeu para a salvação todo e qualquer que receba as boas-novas com arrependimento, obediência e fé. A inclusão ou não de um indivíduo depende de sua própria resposta às condições da salvação. Portanto, a salvação é do Senhor e, ao mesmo tempo, está condicionada à obediência e à fé do indivíduo.” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Volume 2. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.118).

CONCLUSÃO
Que esta lição fortaleça sua confiança em Deus, lembrando que Ele permanece presente e fiel mesmo nos momentos de dúvida e fraqueza. A história de Gideão é um exemplo de que quando Deus está conosco, o tamanho do desafio perde a força. No entanto, é necessário vigilância para que o êxito das conquistas não nos leve à soberba, como veremos na próxima lição, ao analisarmos os desdobramentos finais da vida de Gideão.

ESTANTE DO PROFESSOR
BOYER, Orlando. Heróis da Fé. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO
1. Quem eram os midianitas?
Um povo nômade que habitava a região desértica a leste do Mar Morto, nas fronteiras de Moabe e Edom.
2. Antes de Deus enviar um libertador, o que Ele fez?
Deus envia um profeta para trazer esperança, mas, sobretudo, para confrontá-los com seu pecado (Jz 6.8-10).
3. O que Gideão estava fazendo quando o anjo do Senhor falou com ele?
Estava malhando o trigo no lagar (Jz 6.11).
4. Por que Gideão se mostrou inseguro?
Porque, segundo ele, sua família era a mais insignificante da tribo de Manassés, e ele, o menor dentre os seus parentes.
5. Qual o propósito de Deus mandar reduzir o número de homens do exército?
Impedir que Israel atribuísse a vitória à própria força (Jz 7.2).

Fonte: Revista CPAD Jovens
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Índice Escola Dominical - 3º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 9 de Agosto de 2026 - Lição 6:

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Revista Central Gospel - Editando

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Conteúdos para a aula da EBD do dia 2 de Agosto de 2026 - Lição 5:

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Conteúdos para a aula da EBD do dia 26 de Julho de 2026 - Lição 4:

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terça-feira, 4 de agosto de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 6 / 3º Trim 2026


AULA EM 9 DE AGOSTO DE 2026 - LIÇÃO 6

(Revista Editora Betel)

Tema: A bênção da generosidade: quando um coração aberto atrai o favor de Deus
  



TEXTO ÁUREO
"O que é de bons olhos será abençoado, porque deu do seu pão ao pobre", Provérbios 22.9

VERDADE APLICADA
A generosidade é uma virtude que agrada a Deus e favorece o próximo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender o conceito da generosidade bíblica.
- Ressaltar que a generosidade proporciona as bênçãos de Deus.
- Reconhecer a generosidade como um chamado.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
PROVÉRBIOS 11
12. O que despreza o seu próximo é falto de sabedoria, mas o homem de entendimento cala-se.
17. O homem benigno faz bem à sua própria alma, mas o cruel perturba a própria carne.
20. Abominação para o Senhor são os perversos de coração, mas os que são perfeitos em seu caminho são o seu deleite.
25. A alma generosa engordará, e o que regar também será regado.
26. Ao que retém o trigo o povo o amaldiçoa, mas bênção haverá sobre a cabeça do vendedor.
27. O que busca cedo o bem, busca favor, mas ao que procura o mal, este lhe sobrevirá.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Seg | 1Tm 6.18 Sejamos generosos.
Ter | Pv 11.25 A alma generosa prosperará.
Qua | Pv 22.9 Quem é generoso será abençoado.
Qui | Rm 12.13 A generosidade com os crentes.
Sex | 1Jo 3.16-18 A pessoa generosa reflete o Amor de Deus.
Sáb | 2Co 9.7 Deus ama quem dá com alegria.

HINOS SUGERIDOS
1, 65, 119

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a generosidade seja sempre praticada pelos servos de Deus.

INTRODUÇÃO
Professor(a), existem virtudes que são comprovações de outras virtudes no coração do servo de Deus, e a generosidade é uma delas, como veremos nesta aula. Deixarei meus comentários em azul, para acrescentar conteúdos à lição e assim, você poderá preparar uma excelente aula. 
Nesta lição, veremos que a generosidade é uma virtude que deve ser praticada pela igreja com bastante seriedade, uma vez que remete ao Mandamento de Jesus, que nos disse para amar o próximo como a nós mesmos (Mt 22.39). Portanto, a generosidade expressa um coração obediente à Palavra e grato por todas as bênçãos recebidas.
De início já podemos dizer que a generosidade comprova a principal virtude do servo de Cristo, o amor. Pois ela é como se fosse um aspecto prático do amor que existente no coração do cristão. E mais duas outras virtudes podemos observar nessa introdução, que são demonstradas pela generosidade: a obediência e a gratidão. Durante a lição veremos também a importância da generosidade para o Reino de Cristo na terra.

PONTO DE PARTIDA
Os generosos são agraciados por Deus.

1- A BÊNÇÃO DA GENEROSIDADE
A generosidade se expressa em atos de bondade e desprendimento com os necessitados. Deus se agrada dessa bondade e abençoa os generosos (Pv 22.9).
Podemos então dizer que, a generosidade é o amor comprovado pelas ações. Isso porque a generosidade de alguém só pode ser observada pela atitude de ajudar, de abençoar ou de prover algo a quem precisa:
"O que é de bons olhos será abençoado, porque deu do seu pão ao pobre.", Provérbios 22.9 

1.1. Ser generoso é investir na Eternidade. 
As verdadeiras riquezas não são materiais, porque não levamos os bens adquiridos nesta terra para a Eternidade. Porém, a obediência à Palavra de Deus nos habilita a entrar pelos portões celestiais, e a generosidade é uma virtude ensinada por Cristo: "Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam, tesouro nos céus que nunca acabe, onde não chega ladrão e a traça não rói", Lc 12.33. 
Podemos dizer que o mundo espiritual exerce influência no plano físico e também que há ações no plano físico que exercem influência no espiritual. A nossa atitude nesse plano físico que mais exerce influência no mundo espiritual é a generosidade para com as pessoas e a obra de Deus. Na fala de Jesus em Lucas 12.33, Ele vinha comentando da provisão de Deus em nos dar o sustento, então Ele associa o ato de ajudar as pessoas com recursos à investir num tesouro no Céu. Note que Cristo fez referência à ação básica de dar esmolas, pois essa era a atitude mais conhecida como ajuda aos necessitados. Dar esmolas aqui, pode ser interpretado como "qualquer ajuda que damos ao próximo". Sendo assim, a nossa generosidade pode ser praticada pagando uma conta para uma família pobre; dando uma carona; levando uma cesta básica; doando roupas; etc.
O sábio se empenhou em mostrar que, segundo os princípios do Reino, quem dá ao pobre empresta a Deus (Pv 19.17). Como Deus não fica em dívida com ninguém, a generosidade proporciona bênçãos para quem a pratica. 
A passagem mencionada ficou tão conhecida no mundo, que muitas pessoas pensam ser um ditado popular, veja: 
"Ao Senhor empresta o que se compadece do pobre, e ele lhe pagará o seu benefício.", Provérbios 19.17 
Segundo essa passagem, o Senhor retribui a nossa generosidade, e no tempo da graça não podemos interpretar essa retribuição de Deus como sendo somente em coisas materiais, mas devemos ter consciência de que o Senhor sempre nos retribuirá com bênçãos espirituais. Sabemos que Deus também nos abençoa com a prosperidade financeira, mas não devemos exercer a generosidade somente esperando receber algo em troca. Devemos ser generosos pelo que somos e não pelo que podemos obter.

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 6 / 3º Trim 2026


AULA EM 9 DE AGOSTO DE 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)
Tema: A suficiência da Graça na cidade de Corinto



TEXTO ÁREO
“Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.” (At 18.10).

VERDADE PRÁTICA
A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — At 18.1-4 A luz do Evangelho resplandece em ambientes desafiadores
Terça — 1Co 2.3-5 A obra de Deus avança pelo poder do Espírito
Quarta — At 18.5,6 Deus sustenta a missão mesmo diante da rejeição e da oposição
Quinta — Fp 4.15,16 Na comunhão, a igreja se fortalece e se mantém viva
Sexta — At 18.9,10 A presença do Senhor nos encoraja a pregar
Sábado — 2Co 12.9 A graça de Deus é o poder divino que se aperfeiçoa na fraqueza

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 18.1-11.
1 — Depois disto, partiu Paulo de Atenas e chegou a Corinto.
2 — E, achando um certo judeu por nome Áquila, natural do Ponto, que havia pouco tinha vindo da Itália, e Priscila, sua mulher (pois Cláudio tinha mandado que todos os judeus saíssem de Roma), se ajuntou com eles,
3 — e, como era do mesmo ofício, ficou com eles, e trabalhava; pois tinham por ofício fazer tendas.
4 — E todos os sábados disputava na sinagoga e convencia a judeus e gregos.
5 — Quando Silas e Timóteo desceram da Macedônia, foi Paulo impulsionado pela palavra, testificando aos judeus que Jesus era o Cristo.
6 — Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu as vestes e disse-lhes: o vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e, desde agora, parto para os gentios.
7 — E, saindo dali, entrou em casa de um homem chamado Tito Justo, que servia a Deus e cuja casa estava junto da sinagoga.
8 — E Crispo, principal da sinagoga, creu no Senhor com toda a sua casa; também muitos dos coríntios, ouvindo-o, creram e foram batizados.
9 — E disse o Senhor, em visão, a Paulo: Não temas, mas fala e não te cales;
10 — porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.
11 — E ficou ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a palavra de Deus.

HINOS SUGERIDOS
79, 89 e 205 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), nesta lição vamos falar da continuidade da Segunda Viagem Missionária de Paulo. E esta fase é muito importante, pois aqui Paulo funda uma das maiores igrejas do primeiro século. Neste material de apoio vou deixar comentários para o ajudar a montar uma aula relevante e profunda. Meus comentários estão em azul, tenha uma boa ministração!
A fundação da igreja em Corinto, narrada em Atos 18, revela um momento decisivo da missão cristã, no qual a graça de Deus se mostra plenamente suficiente em meio a adversidades intensas. Em uma cidade marcada pela imoralidade e pelo pluralismo religioso, o apóstolo Paulo experimenta o sustento divino para perseverar e anunciar o Evangelho com fidelidade. Este episódio ensina que, mesmo em contextos desafiadores, a graça do Senhor capacita seus servos a permanecer firmes e frutíferos.
Aqui é interessante fazer um resumo da segunda viagem missionária até aqui, para contextualizar os alunos.
E já podemos iniciar falando de como era o pluralismo religioso na cidade de Corinto, pois era uma grande cidade, capital da província chamada Acaia. Corinto ficava em um istmo que ligava duas importantes regiões, a Grécia e o Peloponeso, tendo saída por estradas ligando à Grécia e ao Peloponeso, e também por mar, pois possuía dois portos em lados opostos do istmo. Com isso a cidade de Corinto era muito movimentada e rica.   

Palavra-Chave:
SUFICIÊNCIA

I. PAULO CHEGA A CORINTO (At 18.1-6)

1. Corinto: riqueza material e miséria espiritual. 
Após deixar Atenas, Paulo chega a Corinto, capital da província romana da Acaia desde 27 a.C. A cidade havia superado Atenas em importância política e comercial, tornando-se um dos maiores centros econômicos do mundo romano. Cosmopolita e estrategicamente localizada, Corinto reunia povos de diversas culturas, mas também se destacava por sua profunda decadência moral. 
Aqui está um motivo para o Senhor ter direcionado Paulo para aquela cidade, que é a sua posição estratégica. Ou seja, devido Corinto ser uma cidade muito visitada por comerciantes de todas as partes, era também muito importante para o Evangelho. O Espírito Santo havia iniciado um projeto de expansão do Evangelho pela Europa. E as grandes metrópoles eram importantíssimas para isso.
Um ponto favorável para Corinto, é que havia um pluralismo religioso, e por isso, havia uma certa tolerância religiosa naquela cidade.
Templos pagãos, especialmente o de Afrodite, marcavam a vida religiosa da cidade, associando culto e prostituição ritual. Historiadores antigos relatam a presença de centenas de prostitutas religiosas ligadas a esse culto. Diante desse cenário espiritualmente caótico, Paulo chega consciente da complexidade da missão que o aguardava, anunciando o Evangelho em “fraqueza, e em temor e em grande tremor” (1Co 2.1-5).
A prostituição ritual era uma prática comum nos cultos a muitos deuses nas cidades gregas no tempo de Paulo. Um geógrafo chamado Estrabão, que viveu no primeiro século, chegou a afirmar que, em Corinto, no templo de Afrodite, havia mais de mil sacerdotisas que eram as cortesãs da elite grega, isto é, prostitutas de luxo. Foi nesse cenário, que o Espírito Santo implantou uma religião que pregava a renúncia, ao invés de prazer e convenhamos que, não dá pra pregar o evangelho, que convida à renúncia, num local onde se venera a satisfação pessoal, somente com argumentos teológicos, veja: 
"A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder,", 1 Coríntios 2.4 
Paulo lembra aos Coríntios que Deus manifestou poder entre eles e foi por isso que eles foram alcançados. 
Mais informações disponíveis em: https://www.blogger.com/blog/post/edit/3327504061002272336/5120221430705287184

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