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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026
Conteúdos para a aula da EBD do dia 22 de Fevereiro de 2026 - Lição 8:
Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Betel Conectar - Publicado
Revista Central Gospel - Publicado
Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Editando
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 15 de Fevereiro de 2026 - Lição 7:
Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Betel Conectar - Publicado
Revista Central Gospel - Publicado
Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Adultos - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Fevereiro de 2026 - Lição 6:
Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Betel Conectar - Publicado
Revista Central Gospel - Publicado
Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Adultos - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Fevereiro de 2026 - Lição 5:
Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado
Revista Betel Conectar - Publicado
Revista Central Gospel - Publicado
Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Adultos - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado
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ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 8 / ANO 2 - N° 8
Louvor em Terra Estrangeira
TEXTO BÍBLICO BÁSICO
Salmo 137.1-9
1- Junto aos rios da Babilônia nos assentamos e choramos, lembrando-nos de Sião.2- Nos salgueiros, que há no meio dela, penduramos as nossas harpas.
3- Porquanto aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos um dos cânticos de Sião.
4- Mas como entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?
5- Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha destra da sua destreza.
6- Apegue-se-me a língua ao paladar se me não lembrar de ti, se não preferir Jerusalém à minha maior alegria.
7- Lembra-te, Senhor, dos filhos de Edom no dia de Jerusalém, porque diziam: Arrasai-a, arrasai-a, até aos seus alicerces.
8- Ah! Filha da Babilônia, que vais ser assolada! Feliz aquele que te retribuir consoante nos fizeste a nós!
9- Feliz aquele que pegar em teus filhos e der com eles nas pedras!
TEXTO ÁUREO
Canta alegremente, ó filha de Sião; rejubila, ó Israel; regozija-te e exulta de todo o coração, ó filha de Jerusalém.
Sofonias 3.14
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO
2ª feira - Salmo 74.1-2
O louvor ferido pelo silêncio de Deus
3ª feira -Daniel 6.10-13
Um louvor em tempos de perseguição
4ª feira - Salmo 42.1-5
Um louvor em meio à crise
5ª feira - Jeremias 29.4-7
Uma forma de louvor ético e espiritual
6ª feira - Lamentações 3.22-24
Um louvor que nasce no meio das ruínas
Sábado - Habacuque 3.17-19
Um louvor não condicionado às circunstâncias
OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
- compreender as emoções e a mensagem central do Sal mo 137 no contexto do cativeiro babilônico;
- reconhecer o valor do silêncio como espaço de reflexão espiritual;
- afirmar que o verdadeiro louvor pertence somente a Deus.
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Caro professor, ao ensinar esta lição, conduza a classe com sensibilidade pastoral e fundamento bíblico. Estimule os alunos a refletirem sobre como o Salmo 137 expressa dor, memória e resistência sem perder a fé. Valorize a escuta e o acolhimento das experiências pessoais de exílio — sejam emocionais, espirituais ou culturais —, relacionando-as ao texto sagrado.
Explore a tensão entre louvor e silêncio, mostrando que ambos podem ser manifestações legítimas de fidelidade a Deus. Ao abordar os versículos imprecativos, evite simplificações: apresente-os como clamor por justiça, não como modelo de vingança. Aponte para Cristo como aquele que transforma o exílio em esperança e reconciliação.
Boa aula!
COMENTÁRIO
Palavra introdutória
O Salmo 137 é uma das mais intensas expressões de dor, lamento e resistência espiritual em toda a Escritura. Trata-se de uma poesia de exilados, marcada pela ausência de Deus sentida na distância do Templo, pela saudade da Cidade Santa e pela angústia de ter a fé ridicularizada pelos opressores (v. 3).
Nesta poesia sagrada, aprendemos que o choro também tem lugar na espiritualidade bíblica (cf. Sl 6.0; 42.3); que à saudade pode se tornar instrumento de fidelidade (vv. 5-6); e que a justiça divina pode ser invocada com veemência por corações feridos (vv. 7-9). Mais que um consolo superficial, este cântico é um convite à profundidade da alma — desconcertante, pois entrelaça louvor e memória, silêncio e resistência, adoração e clamor escatológico.
1. A DOR DO DESTERRAMENTO E O CHORO JUNTO AOS RIOS DA BABILÔNIA
O Salmo 137 nasce da dor do cativeiro. Às margens dos rios da Babilônia, os deportados choram a perda de Sião e lutam para preservar a esperança diante da humilhação. Este cântico apresenta: o exílio como uma crise de identidade sem precedentes (1.1); a memória de Jerusalém como ato de resistência (1.2); e as lágrimas transformadas em oração (1.3).
1.1. O exílio como ruptura do eixo espiritual
O desterro não foi apenas um deslocamento territorial; antes, representou uma crise teológica aguda. Judá, que tinha em Jerusalém o centro da presença de Yahweh, viu o Templo destruído (2 Rs 25.9), o sacerdócio interrompido (Lm 2.6-7) e as instituições da aliança abaladas. Longe da terra e privados do culto, muitos judeus sentiram-se abandonados por Deus (Lm 5.20).
Contudo, o Salmo 137 revela que a experiência com o Divino não se limita ao solo da Promessa. A dor do cativeiro expõe um povo que ainda crê, mesmo em meio às lágrimas. A ausência do espaço de adoração não apagou a consciência do pacto; pelo contrário, tornou-a ainda mais preciosa. Assim, esse cântico expressa não apenas a perda, mas também o esforço de manter viva a fé longe de casa (Ez 11.16).
1.2. À lembrança de Sião como ato de fidelidade e identidade
No contexto do cativeiro babilônico, o ato de lembrar não era apenas um exercício emocional de saudade, mas um instrumento de resistência. Ao se assentarem às margens dos rios da Babilônia e chorarem “lembrando-se de Sião” (Sl 137.1), os expatriados não estavam apenas sofrendo a separação geográfica; estavam reafirmando, de forma silenciosa e poderosa, sua vocação espiritual e coletiva como povo da aliança (Lm 1.7).
Esse gesto ecoa até hoje. Em tempos de identidade líquida, de secularização e relativismo, recordar quem somos diante do Senhor é um ato de resistência contra a cultura pagã. Trata-se de uma confissão pública: mesmo longe do Templo, do altar e da Terra Prometida, o povo de Deus pode permanecer fiel (Dn 6.10) — porque a memória, ungida pela fé, torna-se uma fortaleza sagrada.
1.3. As lágrimas como oração
Chorar às margens dos rios da Babilônia não é sinal de fraqueza, mas de devoção. As lágrimas dos deportados tornaram-se sua liturgia: quando não se pode cantar, chora-se — e esse choro é dirigido a Deus (Sl 137.1).
Na tradição bíblica, o lamento é uma forma legítima de oração: expressão de uma fé que continua crendo mesmo no silêncio e na dor (cf. Sl 6.6; 56.8; Lm 2.18-19). O salmista mostra que até o pranto pode ser culto, quando nasce da esperança e da fidelidade. Sentar-se e chorar é resistir ao entorpecimento da alma e à conformação com o jugo babilônico; é recusar o exílio como fim da história.
Assim, O pranto se torna intercessão silenciosa: saudade que clama e dor que se eleva ao Pai — Aquele que recolhe as lágrimas e promete enxugá-las para sempre (Ap 21.4).
2. O CÂNTICO EM TERRA ESTRANHA E A AUTENTICIDADE DA FÉ
O Salmo 137 revela o dilema dos expatriados: cantar ou calar em terra estrangeira. A música, antes sinal de alegria e comunhão, corria o risco de se tornar espetáculo diante dos opressores. A recusa de louvar, porém, era sinal de reverência, manifesta em três atos: pendurar as harpas nos salgueiros (2.1); denunciar a ironia dos inimigos (2.2); e preservar a autenticidade da fé em terreno hostil (2.3).
2.1, As harpas penduradas nos salgueiros
Ao pendurarem as harpas (Sl 137.2), os exilados realizaram um protesto silencioso (Is 24.8), afirmando que a adoração não existe para entretenimento humano, mas para à glória de Deus. O gesto foi uma recusa simbólica a banalizar o culto: “Se não estamos em Sião, não entoaremos cânticos de Sião como se estivéssemos em casa”. E a percepção de que o culto exige contexto, verdade e integridade.
Na tradição bíblica, a harpa é mais que um instrumento musical (Gn 4.21; Sl 33.2); ela se entrelaça com a história do louvor israelita — especialmente na figura de Davi, que a tocava para acalmar Saul (1 Sm 16.23) e também a utilizou em celebrações solenes diante da arca (2 Sm 6.5). Por isso, pendurá-la não era sinal de incredulidade, mas de reverência — suspender a liturgia até que o coração pudesse restituir-lhe a voz com inteireza.
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QUANDO O SILÊNCIO É RESISTÊNCIA — No exílio, O que se guardava não era apenas um objeto, mas a dignidade do louvor. À harpa estava pendurada — não descartada. Permanecia ali, no salgueiro, aguardando o dia da restauração.
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2.2. A cruel ironia dos opressores
Os babilônios, que haviam invadido Jerusalém, destruído o Templo e deportado o povo, agora exigem que os cativos entoem os cânticos de sua terra — não como liturgia, mas como entretenimento (Sl 137.3). A tragédia é dupla: o sofrimento vira objeto de zombaria, e a adoração, espetáculo.
Esse pedido revela a ironia cruel dos caldeus: pedem manifestações de alegria justamente àqueles a quem fizeram chorar. Do ponto de vista teológico, trata-se de uma verdadeira profanação do Sagrado — marca característica dos impérios que não conhecem nem respeitam o Soberano de Israel. A adoração, que na compreensão veterotestamentária é ato excelso, comunitário e fundamentado na aliança (Dt 6.4-5; Sl 22.3), aqui é reduzida a mero divertimento.
2.3. À fé em ambientes que deslegitimam a espiritualidade
Adorar na Babilônia não era apenas difícil — parecia impróprio. O salmista teme que entoar cânticos sagrados sob o olhar zombeteiro dos dominadores seja profanar o que é santo (Sl 137.4). Surge, assim, o conflito entre a necessidade de expressar a confiança em Deus e o risco de banalizá-la. Ele não aceita transformar o culto em espetáculo, nem adaptar sua fé à cultura do Império.
Esse é um gesto de honra: a recusa em moldar a espiritualidade às pressões externas (Dn 1.8). Mas o dilema não pertence apenas ao passado. Hoje também, diante do secularismo, do relativismo ou da hostilidade cultural, prestar adoração exige discernimento e coragem (Rm 12.2). Ainda que nem todo ambiente favoreça O louvor, a presença do Senhor permanece — e é isso que sustenta a fidelidade.
3. O CLAMOR POR JUSTIÇA E A FIDELIDADE DE DEUS
Se o exílio feriu a alma de Israel, também ensinou o povo a ordenar os afetos e a esperança diante do Altíssimo. No Salmo 137, a fidelidade passa pela constância litúrgica que guarda a identidade (3.1); pela alegria bem ordenada que glorifica o Senhor acima de tudo (3.2); e pelo clamor imprecativo que entrega a dor ao justo Juiz, sem ceder à violência (3.3).
3.1, À lealdade litúrgica como distintivo da fé
A segunda metade do versículo 5 do Salmo 137 — “[...] esqueça-se a minha destra da sua destreza” — parece, à primeira vista, uma hipérbole; mas, na verdade, revela uma densa teologia de compromisso absoluto com Yahweh e com a aliança que Ele estabeleceu.
Na tradição bíblica, a “destra” (mão direita) simboliza força, ação, criatividade e culto (Ex 15.6; Sl 20.6; 89.13). Do ponto de vista hebraico, trata-se de uma autoimprecação: O salmista pede que sua própria mão perca a capacidade de tocar, agir ou produzir, caso venha a negligenciar a Cidade Santa. A “destreza”, aqui, também alude à prática do louvor: ele não deseja ser um adorador sem raiz, nem um agente do culto sem memória. Se Jerusalém — lugar da presença, da Promessa e do pacto — for esquecida, que sua “mão direita se resseque” (Sl 137.5b - NAA), pois a fidelidade que Deus requer não pode ser separada da lembrança de Suas obras.
3.2. À alegria como termômetro da fidelidade
A fidelidade não se mede apenas 1 no corpo — na destreza da mão ou na eloquência da língua —, mas no centro da alma, onde se decidem prioridades e se firmam valores. O salmista reconhece que qualquer alegria que não inclua a restauração da comunhão com o Senhor e da Cidade Santa é secundária, menor, insuficiente (cf. Sl 43.4; 84.1-2; Is 35.10).
Assim, o versículo 6 (Sl 137) estabelece um princípio de ordenação afetiva: o que mais alegra o justo é exatamente o que mais glorifica a Deus (cf. 1 Co 10.31): o culto, a presença divina, a justiça e a comunhão —todos esses elementos se condensam na imagem de Jerusalém.
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Esquecer Jerusalém não seria apenas negligência racional, mas desordem nos afetos. Séculos depois, Agostinho descreveu o pecado justamente assim: o “desordenamento do amor”. Por isso, o salmista ora para que nenhuma alegria — por mais legítima que seja — ocupe o lugar da esperança na restauração de Sião (Sf 3.14-17).
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3.3. A oração imprecativa como clamor por reparação
No Salmo 137, o escritor sagrado fala como membro de um povo que viu sua cidade ser devastada, o Templo profanado e vidas inocentes ceifadas pela crueldade dos invasores (2 Rs 25.7; Jr 52.10). Agora, ele vive como desterrado — humilhado.
O verso 7 recorda o papel cúmplice de Edom na queda de Jerusalém (cf. Ob 10-14), enquanto os versículos 8-9 — carregados de ironia e juízo poético — são dirigidos à Babilônia, a grande opressora.
Os salmos imprecativos são cânticos de súplica dirigidos a Deus para que Ele julgue os inimigos de Sião. Estes não devem ser lidos como simples explosões de Ódio, mas como orações litúrgicas em contextos de domínio implacável. E essencial perceber que tais composições não estabelecem normas de conduta para os aliançados, mas expressam a alma ferida que clama por justiça diante do Altíssimo. O salmista não pega em armas — a oração é sua arma. Não revida com violência — lamenta e entrega a dor Aquele que é o justo Juiz (Rm 12.19).
CONCLUSÃO
O Salmo 137 é o retrato da alma ferida que, ainda assim, crê. Ele nos mostra que a dimensão sagrada nas Escrituras abraça o lamento, a memória, a resistência e a expectativa do porvir. Em tempos de exílio — sejam eles geográficos, culturais, emocionais ou espirituais — somos chamados a lembrar-nos de quem somos, a resistir com fidelidade e a manter acesa a chama da esperança.
Louvar em terra estranha não é fugir da dor, mas enfrentá-la com a verdade da fé. É possível chorar e crer, silenciar e confiar, recordar e esperar.
Esta canção antiga nos convida a viver com autenticidade diante do Senhor — a colocar o sofrimento aos Seus pés e a manter a esperança, mesmo quando a música cessa. Porque, um dia, a harpa será retirada do salgueiro e o cântico novo será entoado. Até lá, permaneçamos fiéis — mesmo em terra estrangeira. Creia: Deus é conosco!
ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Como transformar a dor em oração e a memória em esperança?
R.: A dor se transforma em oração quando a entregamos a Deus em lamento sincero, e a memória se torna esperança ao recordarmos Suas promessas e confiarmos em Sua fidelidade.
Fonte: Revista Central Gospel
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026
(Revista Editora Betel)
Tema: Os discípulos de Cristo e o bom ânimo

TEXTO ÁUREO
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo", João 16.33.
VERDADE APLICADA
O desânimo não paralisa o autêntico discípulo de Cristo, pois seu fundamento é a fé e a certeza de que os propósitos de Deus se cumprirão.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que as adversidades fazem parte da caminhada com Cristo.
- Reconhecer que as adversidades não impediram Paulo de cumprir sua missão.
- Saber que o cristão deve ter bom ânimo.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
2 CORÍNTIOS 4
7. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos
16. Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 16.33 Jesus nos instruiu a ter bom ânimo.
TERÇA | At 27.25 Paulo animava os outros.
QUARTA | Mt 9.2 Jesus manda ter bom ânimo após o milagre.
QUINTA | Sl 34.19 Na vida enfrentamos adversidades.
SEXTA | Pv 17.17 O bom amigo é um irmão na adversidade.
SÁBADO | Fp 3.13,14 Os infortúnios nos fazem seguir na jornada da fé.
HINOS SUGERIDOS: 305, 372, 515
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que, em tempos de adversidades, a bênção do Senhor esteja sobre nós.
INTRODUÇÃO
Professor(a),
esta lição pode ser muito proveitosa para a sua classe, pois fala
de algo que muitas pessoas já perderam ou estão perdendo, que é o
ânimo na obra do Senhor. Então procure ensinar de forma prática e
com a ideia de despertar ânimo nos seus ouvintes. Neste material de
apoio deixarei conteúdos para somar ao que já está na lição.
O
cristão deve manter o bom ânimo nos momentos difíceis da vida,
pois sabe que as adversidades não são nada se comparadas à glória
que há de nos ser revelada. Essa verdade nos faz desfrutar da paz
que excede o entendimento humano, independentemente das
circunstâncias.
Por
essa introdução já podemos observar que a esperança do cristão
deve estar focada na glória futura. Pois a realidade é que essa
terra não pode nos dar nada que nos aproxime de Deus, por isso,
Jesus alertou que neste mundo nós teríamos aflições Jo.16.33.
A
boa notícia é que, fazendo a obra de Deus aqui, podemos sentir
parte da glória futura em nossas vidas já no tempo presente.
1. As
adversidades fazem parte da vida
Nem
sempre a vida é estável, porque existem momentos de turbulência no
dia a dia. Contudo, a maneira como lidamos com as intempéries da
vida podem nos tornar mais fortes (Js 1.9), como aconteceu com José.
Ele manteve o bom ânimo e a confiança nas promessas de Deus,
permanecendo firme diante das crises que enfrentou (Gn 39.19,20).
1.1. Superando
os obstáculos.
José
nos ensina a ser resilientes, nos adaptar às mudanças e
superar os obstáculos. Quando José pensou estar esquecido, Deus
mostrou Seu cuidado com ele.
A
resiliência mencionada aqui é a capacidade que uma pessoa possui de
se adaptar às mudanças, sendo uma qualidade muito apreciada no
mundo corporativo nos dias atuais, pois todos os grandes empresários
buscam funcionários resilientes, semelhantes a José. Porque tudo
pode mudar no cenário mundial, nunca se sabe quando surgirá uma
nova guerra, ou uma pandemia, ou uma crise financeira. Do mesmo modo,
os crentes precisam ter essa resiliência de José no que diz
respeito à obra do Senhor.
Semelhante
à história de José, as adversidades podem ser uma tentação a
abandonar a fé, mas os autênticos discípulos de Cristo não são
daqueles que recuam; pelo contrário, nós prosseguimos com paciência
ao ter nossa fé provada (Tg 1.2,3). Como disse Spurgeon: "Muitos
homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que
vencer".
É
um erro pensarmos que estando no Evangelho, nossos problemas serão
resolvidos, quando o próprio Senhor avisou que no mundo teríamos
aflições. Deus não deseja fazer com que Seus filhos sejam
acomodados, por isso, Ele permite que passemos por provações e
adversidades. Todos os homens e mulheres de sucesso na vida passaram
por grandes dificuldades. Os grandes nomes da Igreja de Cristo, foram
pessoas que lutaram e venceram. A pergunta que fica é: Será que
eles teriam seus nomes gravados na história se só tivessem uma vida
de bonança? Certamente que não!
"2 Meus
irmãos, tende grande alegria quando enfrentardes várias tentações;
3
Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência.
4
Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais
perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma.", Tiago
1.2-4
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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 8 / 1º Trim 2026
AULA EM 22 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 8
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Deus Espírito Santo

TEXTO ÁUREO
“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (Jo 14.16).
VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo é a Terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino, atuando como Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja.
LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 14.16 O Espírito é o Consolador prometido
Terça — 1Co 12.11 O Espírito distribui os dons soberanamente
Quarta — Jo 14.26 O Espírito ensina e faz lembrar da verdade
Quinta — Rm 8.11 O Espírito é o agente da ressurreição
Sexta — 2Ts 2.13 O Espírito opera a santificação do crente
Sábado — At 13.2 O Espírito chama e designa para a missão
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
João 14.25-31.
25 — Tenho-vos dito isso, estando convosco.
26 — Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.
27 — Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.
28 — Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu.
29 — Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30 — Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim.
31 — Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
HINOS SUGERIDOS
155, 340 e 514 da Harpa Cristã.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a),
após as lições do trimestre falarem sobre o Pai e o Filho, agora
chegou a vez de falar sobre o Espírito Santo. E algo interessante
sobre o Espírito de Deus que devemos considerar, é que Ele está
atuando diretamente na Igreja de Cristo desde a Sua descida até
hoje. Este material de apoio te ajudará a preparar a tua
ministração, com conteúdos relevantes que vão além do que está
na revista, como, por exemplo, as declarações do credo
Niceno-constantinopolitano, no tópico II, subtópico 1.
O
Espírito Santo é uma Pessoa divina, não uma força impessoal ou
uma mera influência espiritual. Ele é o Consolador prometido que
procede do Pai e do Filho (Jo 14.25-31). Ele é plenamente Deus — a
Terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Esta lição discorre acerca
da Pneumatologia com base bíblica e teológica, evidenciando a
Pessoa do Espírito Santo, sua eterna divindade e suas obras
maravilhosas.
Vale
a pena comentar já nesse início, que na maioria das vezes que o
Espírito Santo é mencionado em Atos dos apóstolos, ele é tratado
como uma pessoa, veja:
"E,
servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo:
Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho
chamado.", Atos 13.2
Note
que Lucas menciona o Espírito Santo como se fosse um líder da
congregação em Antioquia, ou seja, como se fosse uma pessoa.
É
bom relembrar nesse início do estudo, que "pneumatologia"
é a doutrina do Espírito Santo, que estuda a Sua essência,
deidade, caráter e missão.
I.
A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO
1.
O Espírito Santo é uma Pessoa.
O
Espírito não é uma força impessoal, uma energia ou uma
influência, mas o próprio Deus. Ele é a Terceira Pessoa da
Trindade. Ele age com autonomia, exercendo funções próprias de uma
Pessoa. Ele tem propósito, mente e consciência, o que comprova sua
racionalidade (Rm 8.27). Ele pode ser entristecido, o que envolve
sensibilidade e emoções (Ef 4.30). Ele ensina e faz lembrar, o que
demonstra inteligência e comunicação consciente (Jo 14.26).
O
comentarista apresenta aqui vários argumentos que apontam para a
pessoalidade do Espírito Santo, isto é, mostrando como Ele age de
maneira pessoal. Podemos destacar um desses argumentos, como, por
exemplo, o fato de Ele se entristecer. Se o Espírito Santo fosse uma
força, Ele jamais se entristeceria, como é comentado em Efésios:
"E
não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados
para o Dia da redenção.", Efésios 4.30
Somente
quem possui sentimentos pode se entristecer. Vejamos outras passagens
que demonstram os sentimentos do Espírito:
"Ou
cuidais vós que em vão diz a Escritura: O Espírito que em nós
habita tem ciúmes?", Tiago 4.5
"E
da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas;
porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo
Espírito intercede por nós com gemidos inexplimíveis.",
Romanos 8.26
Ele
guia os crentes, função que exige entendimento e relacionamento (Jo
16.13). Ele distribui os dons soberanamente, o que confirma sua
vontade em ação (1Co 12.11). Ele fala com clareza, chama pessoas e
designa tarefas, que são ações de uma Pessoa divina (At 13.2).
Negar sua Pessoa é mutilar a Trindade.
O
que gera muita confusão acerca do Espírito Santo é o fato de Ele
não falar de si mesmo, pois essa não é a Sua missão, veja:
"Mas,
quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a
verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver
ouvido e vos anunciará o que há de vir.", João 16.13
E
por Ele não falar de si mesmo e não se apresentar diante da
congregação, muitos o confundem com uma força divina e não como
uma pessoa.
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domingo, 15 de fevereiro de 2026
ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 8 / 1º Trim 2026
Os discípulos de Cristo e o bom
ânimo
22 de Fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
"Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo", João 16.33.
VERDADE APLICADA
O desânimo não paralisa o autêntico discípulo de Cristo, pois seu fundamento é a fé e a certeza de que os propósitos de Deus se cumprirão.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que as adversidades fazem parte da caminhada com Cristo.
- Reconhecer que as adversidades não impediram Paulo de cumprir sua missão.
- Saber que o cristão deve ter bom ânimo.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
2 CORÍNTIOS 4
7. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós.
8. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados;
9. perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos
16. Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 16.33 Jesus nos instruiu a ter bom ânimo.
TERÇA | At 27.25 Paulo animava os outros.
QUARTA | Mt 9.2 Jesus manda ter bom ânimo após o milagre.
QUINTA | Sl 34.19 Na vida enfrentamos adversidades.
SEXTA | Pv 17.17 O bom amigo é um irmão na adversidade.
SÁBADO | Fp 3.13,14 Os infortúnios nos fazem seguir na jornada da fé.
HINOS SUGERIDOS: 305, 372, 515
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que, em tempos de adversidades, a bênção do Senhor esteja sobre nós.
INTRODUÇÃO
O cristão deve manter o bom ânimo nos momentos difíceis da vida, pois sabe que as adversidades não são nada se comparadas à glória que há de nos ser revelada. Essa verdade nos faz desfrutar da paz que excede o entendimento humano, independentemente das circunstâncias.
PONTO DE PARTIDA – As adversidades geram oportunidades.
1. As adversidades fazem parte da vida
Nem sempre a vida é estável, porque existem momentos de turbulência no dia a dia. Contudo, a maneira como lidamos com as intempéries da vida podem nos tornar mais fortes (Js 1.9), como aconteceu com José. Ele manteve o bom ânimo e a confiança nas promessas de Deus, permanecendo firme diante das crises que enfrentou (Gn 39.19,20).
1.1. Superando os obstáculos.
José nos ensina a ser resilientes, nos adaptar às mudanças e superar os obstáculos. Quando José pensou estar esquecido, Deus mostrou Seu cuidado com ele. Semelhante à história de José, as adversidades podem ser uma tentação a abandonar a fé, mas os autênticos discípulos de Cristo não são daqueles que recuam; pelo contrário, nós prosseguimos com paciência ao ter nossa fé provada (Tg 1.2,3). Como disse Spurgeon: "Muitos homens devem a grandeza da sua vida aos obstáculos que tiveram que vencer".
Bispo Abner Ferreira (Revista Bеtel Dominical - 3º Trimestre de 2020 - Lição 2): "A vida de José possui umа narrativa motivadora para todos os cristãos. Deus sempre esteve trabalhando em favor de José (Is 64.4). A inveja e a traição de seus irmãos, a triste experiência de ter sido vendido como mercadoria, a caluniadora acusação da esposa de Potifar, os anos na prisão,о esquecimento do copeiro-mor; nada disso fez com que José desanimasse. Todas estas aflições fizeram José chegar ao fim de seus dias sem mágoas e crendo que Deus continuaria a levar adiante o seu plano (Gn 50.24,25)".
1.2. O valor do perdão nas adversidades.
É possível que alguém seja usado para tentar interromper os Planos de Deus em nossa vida. Os irmãos de José tinham inveja dele, tanto que ficaram com a túnica que ele ganhou de Jacó, seu pai e, depois, o lançaram em uma cova (Gn 37.23,24). Não satisfeitos, venderam José escravo, o que fez com que o jovem hebreu tivesse que enfrentar muitas adversidades no Egito (Gn 39.20). Contudo, Deus não abandona os Seus (Hb 13.5). Todos os problemas enfrentados por José contribuiriam para o cumprimento do Plano Divino, e ele, ao reconhecer isso, perdoou seus irmãos do mal que lhe fizeram (Gn 50.15-21).
Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante. Editora Betel, 2022, p.133): "Perdoar não é esquecer e, sim, não guardar ódio nem ter desejo de vingança. É importante ressaltar que perdoar faz parte de um processo que muitas vezes pode ser lento e angustiante, entretanto é indispensável para a nossa libertação. O perdão é uma Graça que Deus nos dá para prosseguirmos no caminho após um ferimento profundo. Afinal, o perdão cura".
1.3. Fé em meio às adversidades.
Quando nossa fé é confrontada, nós nos fortalecemos no entendimento de que Deus está conosco na peleja, como José, que permaneceu firme no Senhor. Deus fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças (Is 40.29), e José não permitiu que o mal que lhe fizeram se tornasse amargura em seu coração. Ele entendeu que tudo aquilo fazia parte do Plano de Deus para a preservação da vida (Gn 45.5).
Marcos Sant'Anna (Aperfeiçoamento Cristão. Editora Betel, 2018, p. 41, 45): "Enquanto estão 'debaixo do sol, os discípulos de Cristo precisam ter sempre em mente a importância de usar as lentes da fé e dos propósitos de Deus [...] Dentre muitos exemplos encontrados na Bíblia, destaca-se a postura de José diante de realidade adversas e favoráveis. Ele demonstrou uma visão de mundo baseada não somente na superficialidade dos fatos, mas na fé em Deus e nas promessas e propósitos do Senhor na sua vida e dos seus".
EU ENSINEI QUE:
Mesmo passando por adversidades, José permaneceu firme no Senhor.
2. O bom ânimo nas tribulações
O Apóstolo Paulo ia de cidade em cidade pregando o Evangelho, quase sempre sofrendo perseguição (At 9.23). Ele foi açoitado, apedrejado, passou por frio e nudez (2Co 11.24,25,27). Certa vez, enquanto juntava gravetos para colocar no fogo, uma víbora venenosa mordeu sua mão (At 28.3). Apesar de todas essas situações adversas, Paulo manteve o bom ânimo por se fortalecer em Cristo (Fp 4.13).
2.1. Paulo não desistiu.
O cristão é chamado e escolhido por Deus (At 9.15), por isso não deve temer as adversidades. Quando Paulo estava em Corinto, o Senhor lhe disse em uma visão para não ter medo e continuar falando do Evangelho; ninguém o feriria porque o Senhor estava com ele (At 18.9). Na caminhada com Cristo, Paulo enfrentou desafios que pareciam insuperáveis; mesmo assim, exortou a Igreja a não desanimar (2Co 4.8,9). Para Paulo, a maneira como passamos pelo sofrimento mostra ao mundo a nossa fé no Deus do impossível (Lc 1.37).
Bispo Abner Ferreira (Apóstolo Paulo: A história, epístola e teologia do arauto e filósofo do cristianismo. Editora Betel, 2012, pp.82): "Esse é o tipo de chamado que poucas pessoas hoje gostariam de receber. Um chamado para o sofrimento. Paulo recebeu a promessa de um ministério frutífero, mas teria que suportar grandes provações para realizá-lo. Sofrimento é um assunto amplo, incluindo muitos tipos diferentes de dor: agonia física, angústia mental, aflição emocional, dor espiritual. De acordo com as Escrituras, Paulo experimentou cada uma delas. Ele sofreu com um espinho na carne, passou por naufrágios, apedrejamentos, açoites, roubos, rejeição, zombaria, mexericos maliciosos, suportando perseguições de todos os tipos".
2.2. Fé em Deus e mãos à obra.
Paulo era um entusiasta por anunciar a mensagem de Jesus. Uma de suas estratégias era ir aonde o povo estava, mas isso lhe rendeu momentos de aflição. Em Atos dos Apóstolos, capítulo 21, quando os sete dias da purificação estavam para terminar, alguns judeus da Ásia causaram alvoroço ao ver o apóstolo no Templo. Eles o agarraram e começaram a gritar por ajuda, acusando Paulo de viajar por todas as partes ensinando o Evangelho. Os judeus, então, queriam matá-lo, causando uma grande confusão em Jerusalém, que só cessou com a prisão do apóstolo (At 21.27-33).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical -3° Trimestre de 2020-Lição 13): "Paulo não desistiu de servir a Deus em sua caminhada crista. Ele testemunha que era movido continuamente pelo pleno reconhecimento do imensurável Amor de Cristo ao morrer por todos nós (2Co 5.14). Se louvarmos a Deus em meio às nossas crises, assim como fez Paulo, deixaremos de ser pessoas tristes e amarguradas (Gl 2.20)".
2.3. É possível manter o bom ânimo.
Jesus nos advertiu de que neste mundo passaríamos por aflições, mas para mantermos o bom ânimo, porque Ele venceu o mundo (Jo 16.33). Em Atos 23.11, Jesus dá a Paulo uma palavra encorajadora sobre o bom ânimo: "Paulo, tem ânimo! Porque, como de mim testificaste em Jerusalém, assim importa que testifiques também em Roma". Mais tarde, na viagem a Roma, Paulo mostrou resiliência e, no meio de uma forte tempestade, conseguiu encorajar todos a bordo do navio: "(...) admoesto a que tenhais bom ânimo, At 27.22.
Colin Kruse (II Coríntios - Introdução e comentário. Vida Nova, 1. edição: 1994, p.117), comenta sobre 2Coríntios 4: "Em 4.1, Paulo afirma que não desanima, porque percebera a grandeza do ministério que lhe fora confiado. Em 4:1-18, ele diz que não desanima, porque embora as aflições afetem o homem exterior, que por isso o desgasta, o homem interior se renova a cada dia. Além disso, as aflições são leves e momentâneas, comparadas com o peso e o caráter eterno da glória que ele vai experimentar um dia. Paulo suporta as aflições da era presente, neste mundo visível, porque mantém diante de seus olhos as glórias do mundo a ser desvendado".
EU ENSINEI QUE:
Jesus nos advertiu de que neste mundo passaríamos por aflições.
3. A força e a esperança vindas da fé
Ter ânimo significa não esmorecer, não perder a fé (Jo 16.33). A fé em Jesus Cristo e Suas promessas nos enchem de força e esperança para enfrentar os desafios com bom ânimo, na certeza de que o Senhor nos dará a vitória no momento certo. Deus é poderoso para nos ajudar a superar as situações difíceis da vida (Sl 37.39).
3.1. Só em Cristo encontramos ânimo.
Em Jesus, encontramos o ânimo de que precisamos para superar as barreiras que surgem ao longo da vida nesta terra. Certa vez, levaram um paralítico acamado até Jesus. Vendo a fé dos homens que o carregavam, Ele disse aо paralítico: "[...] Filho, tem bom ânimo; perdoados são os teus pecados", Mt 9.2. Isso nos mostra que não é fácil manter o bom ânimo em tempos de adversidades, mas nos mostra também que o Senhor vê a nossa dor. Nas horas mais difíceis, Jesus nos consola e ajuda а vencer (Fp 4.13). Quem ama a Jesus, suporta tudo com ânimo e esperança de uma glória maior. Jesus Cristo venceu o mundo, a morte e o diabo. Nosso conforto está na vitória dAquele que nos acalenta em Seus braços de amor (Jo 16.33; Rm 8.38,39).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2003 - Lição 1): "O Apóstolo Pedro registrou, inspirado pelo Espírito Santo, que todo sofrimento de Jesus foi para nos deixar um exemplo: "...pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas", 1Pe 2.21. Ele nos deu o exemplo perfeito de como devemos nos comportar em tempos de crises e tribulação injustas (2Co 4.17)".
3.2. A Palavra de Deus nos anima.
Ao longo da vida, todos nós nos deparamos com experiências que podem trazer sofrimentos, mas que não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada (Rm 8.18). Encontramos na Palavra de Deus o entusiasmo necessário para enfrentar com bom ânimo o que virá pela frente (2Co 1.5). Provações, desapontamentos, amarguras, doenças e mágoas são uma parte difícil da vida, mas a Palavra de Deus nos faz crescer espiritualmente e nos traz um consolo inigualável (S1 119.50).
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2003- Lição 1): "A maior arma que o cristão dispõe para vencer é a Palavra de Deus (Mt 4.4). Segundo Paulo, é uma arma poderosa para destruir fortalezas (2Co 10.4) e levar todas as coisas à obediência de Cristo (2Co 10.5). Ela é a "espada do Espírito" (Ef 6.17b), que penetra dividindo alma e espírito, discernindo as situações do nosso coração (Hb 4.12). É através da Palavra de Deus que vencemos o maligno e todas as situações adversas da vida (1Jo 2.14).
3.3. O Senhor é uma torre segura.
O Senhor conforta e fortalece Seus filhos em momentos de adversidade. Ele está com os ouvidos atentos ao clamor daqueles que passam por provações, porque só Ele é a nossa torre segura (Sl 9.9; Pv 18.10). Alguns versículos que nos ajudam a lidar com as adversidades são: Sl 34.17,18; Mt 11.28-30; Jo 16.33.
Bispo Abigail C. Almeida (Revista Betel Dominical -1° Trimestre de 2005 - Lição 12): "Deus envia as bênçãos onde menos esperamos: Ele conduziu José da prisão ao governo (Gn 45.1-8), as tragédias de Jó transformaram-se em bênçãos dobradas (Jó 42.10-17), o escarnecimento de Golias conduziu Davi à honra (1Sm 46), 17.42- o cárcere levou do João à revelação Apocalipse (Ap 1.9-18). No caso uma de Paulo, o espinho na carne deu a ele nova visão da manifestação da Graça (2Co 12.7-9)".
EU ENSINEI QUE:
Em Jesus encontramos ânimo para superar as adversidades da vida.
CONCLUSÃO
As aflições, adversidades e dificuldades ao longo da jornada cristã não são capazes de impedir o cumprimento dos propósitos de Deus na vida daqueles que, com a permanente presença e ajuda do Espírito Santo, perseveram em confiar, esperar e descansar na boa, perfeita e agradável vontade de Deus. Essa firmeza e maneira de lidar com as situações difíceis contribuem para o nosso crescimento e amadurecimento em Cristo.
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sábado, 14 de fevereiro de 2026
ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 8 / 1º Trim 2026
BEM-AVENTURADOS OS LIMPOS DE CORAÇÃO
Texto de Referência: Sl 24.3,4
VERSÍCULO DO DIA
"Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus." (Mt 5.8)
VERDADE APLICADA
Ter um coração genuinamente puro nos leva à verdadeira comunhão com Deus.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer a importância de ter o coração limpo diante de Deus;
✔ saber que o cristão não deve ter maldade nem amargura em seu coração;
✔ ressaltar que somente a obediência à Palavra de Deus pode ajudar o jovem a trilhar por um caminho de pureza.
MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que os cristãos tenham o coração livre das contaminações do mundo.
LEITURA SEMANAL
Seg Tg 1.27 A religião pura se preocupa com os órfãos e as viúvas.
Ter Pv 30.5 Toda Palavra de Deus é pura.
Qua 1Jo 1.9 O Senhor perdoa os nossos pecados e nos purifica.
Qui 1Jo 1.7 O Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado.
Sex Sl 119.9 O jovem purifica a sua conduta vivendo de acordo com a Palavra de Deus.
Sáb Sl 24.3 Subirá o Monte do Senhor quem tem o coração puro.
INTRODUÇÃO
No Sermão da Montanha, uma promessa maravilhosa é feita aos limpos de coração: eles verão a Deus (Mt 5.8). Jesus apresenta a pureza de coração como um caminho para a comunhão com Deus, revelando a importância de uma vida interior marcada por sinceridade, retidão e devoção. Em um contexto de ensinamentos sobre o Reino dos Céus, Ele enfatiza que a fé cristã vai além das aparências, pois exige um coração alinhado com a Sua boa, agradável e perfeita vontade (Rm 12.2).
Ponto-Chave
"Conservar o coração limpo requer prudência ao escolher o que vemos, ouvimos e falamos. Para isso, cercar-se de pessoas que cultivam a mesma fé e se submetem aos Mandamentos de Deus é essencial."
1. A IMPORTÂNCIA DA PUREZA DE CORAÇÃO
Nos dias de Moisés, foram introduzidos alguns cerimoniais de purificação na vida do povo de Deus; assim, simbólica e espiritualmente, as pessoas eram purificadas dos seus pecados (Nm 19.9,18–20). Por sua vez, no Sermão da Montanha, Jesus prometeu que os limpos de coração verão a Deus, e essa promessa maravilhosa reforça a importância de mantermos puro o nosso coração para vivermos livres de pecados e alinhados aos propósitos de Deus.
1.1 Cultivando um coração puro
A pureza de coração é importante para a vida cristã, pois expressa compromisso com a verdade, ausência de intenções maliciosas e pensamentos alinhados aos princípios bíblicos. Essa condição permite ao crente experimentar a promessa de “ver a Deus”, ou seja, ter comunhão profunda com Ele, conhecer Seus propósitos e desfrutar da Sua presença. Em um mundo marcado por distrações, manter o coração puro é um desafio, mas também um chamado à santidade.
1.2 Cultivando um coração puro na juventude
Como pode o jovem viver uma vida pura? Segundo o salmista, o jovem pode ter uma vida pura se guardar cuidadosamente a Palavra de Deus (Sl 119.9). Manter o coração puro na juventude, embora desafiador, é uma oportunidade para construir uma vida espiritual sólida desde cedo. Nessa fase de descobertas e influências, os jovens enfrentam pressões e valores distorcidos das mídias e de amigos que não seguem a fé cristã (Pv 1.10). Por isso, é importante fazer escolhas conscientes, como: buscar orientação em Deus, meditar na Palavra e evitar ambientes que comprometam a integridade espiritual. A pureza de coração não só fortalece a comunhão com Deus, mas também estabelece alicerces para um caráter reto, trazendo paz e propósito em meio às complexidades da juventude.
Refletindo
"Os puros de coração são aqueles cujo coração foi purificado, assim como Deus é puro. São aqueles que, pela fé em Jesus, foram purificados de todas as inclinações não santas." John Wesley
2. FUJA DO QUE MACULA O CORAÇÃO
Os limpos de coração não são adeptos do hedonismo, isto é, da busca pelo prazer como um bem supremo. Fugir de tudo que rouba essa pureza é um exercício constante de vigilância e santificação, porque pensamentos impuros, desejos egoístas, influências corruptas e más companhias comprometem nossa integridade e comunhão com Deus (Pv 1.10). Evitar essas armadilhas exige discernimento, oração e escolhas que honrem os valores cristãos. Ao se afastar de tudo que contamina o coração, o crente se torna apto a receber a bem-aventurança prometida por Jesus (Mt 5.8) e, quando for a hora, contemplará o Senhor face a face.
2.1 Mente pura, coração puro
A pureza da mente é essencial para manter o coração alinhado com os propósitos de Deus, porque é na mente que se originam os pensamentos que moldam nossas ações e afetam nossos sentimentos. Cultivar uma mente pura envolve rejeitar pensamentos maliciosos e meditar nas coisas de Deus, como o amor ao próximo, o louvor a Deus, a prática da oração e tudo o que permeia as Escrituras. Ter a mente pura fortalece nossa comunhão com Deus, promove a pureza de coração e nos ajuda a refletir Jesus no mundo.
2.2 Coração puro, atitudes equilibradas
Ter o coração puro (Mt 5.8) é viver com humildade e retidão, livre de intenções egoístas e maliciosas. Os de coração puro buscam alinhar seus pensamentos, palavras e ações com os princípios bíblicos de amor e justiça, procurando agir de maneira equilibrada, pacífica e harmônica no dia a dia. Essas atitudes se manifestam em boas escolhas, como tratar o próximo com respeito, ser generoso, perdoar as ofensas e cultivar uma vida guiada pela verdade.
3. OS PUROS DE CORAÇÃO VERÃO A DEUS
Somente os de coração puro verão a Deus (Mt 5.8). Ao se arrepender de seu pecado, Davi pediu ao Senhor: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro” (Sl 51.10).
3.1 Jesus limpa o nosso coração
Certamente, todo cristão anseia ver a Deus; por isso, é necessário permitir que a vontade dEle reine em nossa vida (Gl 2.20). Ao “nascer de novo”, somos purificados de todo pecado pelo sangue de Jesus (1Jo 1.7) e passamos a ter um coração puro (Jo 8 11).
3.2 A pureza de coração de uma criança
O coração do homem perdido está cheio de engano (Jr 17.9), por isso Jesus nos exortou a sermos como criança para entrar no Reino dos Céus (Mt 18.3). O coração puro como o de uma criança tem em sua essência sinceridade e bondade, o que transcende as complexidades da vida adulta. A criança enxerga o mundo com olhos curiosos e confiantes, sem julgamentos precipitados ou intenções ocultas, exibindo empatia e generosidade em seus gestos. Um coração assim vive livre de rancores, é aberto ao perdão, tem alegria genuína, encontra beleza nas pequenas coisas e inspira outros a voltarem-se para o Senhor.
SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Fica óbvio que a expressão "de coração" indica a que espécie de pureza Jesus se refere, assim como a expressão "de espírito" indica o tipo de humildade que Ele tinha em mente. Os "humildes de espírito" são os espiritualmente pobres, que diferem daqueles cuja pobreza é material. De quem, então, os "limpos de coração" estão sendo distinguidos? A interpretação popular considera a pureza de coração uma expressão de pureza interior, a qualidade daqueles que foram purificados da imundície moral em oposição à imundície cerimonial. E temos bons antecedentes bíblicos acerca disso, especialmente nos Salmos. Sabe-se que ninguém podia subir ao monte do Senhor ou ficar no Santo Lugar se não fosse limpo de mãos e puro de coração. (John Stott. Contracultura Cristã: a Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU. 1982, p.38.).
CONCLUSÃO
Mateus 5.8 nos convida a cultivar um coração livre de malícia, egoísmo e intenções impuras para alcançar uma comunhão autêntica com Deus. Ter o coração puro é viver com sinceridade, humildade e amor, refletindo a essência da fé cristã. Essa pureza não apenas nos aproxima de Deus, mas também nos permite uma vida de paz e plenitude espiritual.
Complementando
Um coração purificado é aquele que passou pelo processo de purificação e renúncia, negando a si mesmo. Nas Bem-aventuranças, Jesus nos mostra a bênção e o privilégio que aguardam os de coração puro: ver a Deus.
Eu ensinei que:
Um coração puro é marcado por sinceridade, retidão e devoção, além de estar alinhado com a verdade a fim de ver a Deus.
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