TEXTO PRINCIPAL
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Ef 2.8,9).
RESUMO DA LIÇÃO
A salvação pela graça é um presente imerecido de Deus, que transforma o cristão para que viva refletindo essa graça em boas obras, amor, perdão e serviço aos outros.
LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Ef 2.8,9 A salvação como graça de Deus
TERÇA — Ef 2.10 Criados para praticar boas obras
QUARTA — Tg 2.14-17 A fé sem obras é morta
QUINTA — Tt 2.11,12 Devemos renunciar à impiedade
SEXTA — Ef 4.32 A graça de Deus nos ensina a amar, perdoar e servir
SÁBADO — Cl 3.12-14 Pela graça somos revestidos de misericórdia, bondade, paciência e amor
OBJETIVOS
COMPREENDER a maravilhosa graça na obra da salvação;
REFLETIR a respeito da graça de Deus e as obras;
MOSTRAR as implicações da graça na vida cristã.
INTERAÇÃO
[...]
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]
TEXTO BÍBLICO
Efésios 2.1-10.
1 — E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados,
2 — em que, noutro tempo, andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que, agora, opera nos filhos da desobediência;
3 — entre os quais todos nós também, antes, andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.
4 — Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 — estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6 — e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 — para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 — Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 — Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 — Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição traz o tema central da Igreja de Cristo, a Graça, o motivo pelo qual fomos salvos, mesmo sendo nós pecadores incapazes de alcançar o perdão do Senhor por nossos próprios meios. Este material de apoio visa acrescentar subsídios para o preparo de sua aula. Bons estudos!
A graça de Deus é o fundamento da salvação cristã, mas sua importância vai muito além de um evento passado. A salvação não é apenas algo que aconteceu uma vez, mas uma realidade contínua que transforma a vida do crente, moldando seus pensamentos, sentimentos e ações. Entender a graça de Deus não só nos dá uma nova perspectiva sobre nossa relação com Ele, mas também impacta diretamente o nosso comportamento diário.
Nesta lição, veremos que a graça nos chama a viver em conformidade com a vontade de Deus, refletindo em nossas atitudes o amor e o perdão que recebemos. Como cristãos, somos desafiados a viver essa graça de forma prática, demonstrando-a em nosso relacionamento com os outros e em nossas decisões diárias.
De início já podemos dizer que a graça divina manifestada a nós, produz em nós um certo resultado. Ou seja, se alguém disser que recebeu a graça de Deus, mas nada modificou em sua vida, então há algo de errado. Pois a graça que conhecemos vem do amor de Deus e esse amor nos constrange à um novo viver:
"14 Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram.
15 E ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.", 2 Coríntios 5:14,15
I. A MARAVILHOSA GRAÇA NA OBRA DE SALVAÇÃO
1. A condição humana antes da graça (Ef 2.1-3).
Paulo começa este trecho lembrando aos efésios sobre a condição espiritual anterior à salvação. Os versículos 1 a 3 descrevem a humanidade como “mortos em ofensas e pecados”, vivendo segundo o curso deste mundo e sob o domínio do pecado. A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de Deus, sujeita à ira divina. Assim, a pessoa, que ainda não experimentou a Regeneração, não pode compreender nem aceitar a verdade sem a obra da graça de Deus. Logo, do ponto de vista bíblico, devemos ter compaixão pelos pecadores que vivem na imoralidade, no orgulho e na arrogância, pois são escravos do pecado e do Diabo (Ef 2.1,5). Além disso, precisamos entender que a nossa condição antes da graça era assim. Por isso, quando reconhecemos a gravidade do nosso pecado e a morte espiritual em que estávamos, podemos valorizar a grandeza da graça de Deus. Não merecíamos nada, mas Ele nos alcançou.
Ao que parece, a ideia de Paulo era mostrar como o ser humano é pobre e pequeno, sem a graça de Deus na sua vida, Paulo destaca isso na passagem:
"Em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência;", Efésios 2.2
Um dos objetivos de mostrar as nossas fragilidades sem a graça de Deus é para que lembremos quem éramos, a fim de que não sejamos julgadores dos nossos irmãos, mas cooperadores uns dos outros.
2. A intervenção da graça de Deus (Ef 2.4-7).
A partir do versículo 4, Paulo muda o tom da mensagem, enfatizando a misericórdia de Deus: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, [...] nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Ef 2.4,5). Aqui, a graça divina é revelada como misericórdia que nasce do coração amoroso de Deus para nos arrancar da morte espiritual e nos trazer para uma nova vida em Cristo. Isso significa que a graça de Deus é a única razão pela qual passamos da morte para a vida. Esta mudança radical deve gerar gratidão em nossos corações, pois não fomos salvos por mérito próprio, mas por seu grande amor e misericórdia. A salvação é um presente imerecido. Como essa graça tem impactado nossa vida diária?
Outro objetivo de o apóstolo mencionar a nossa condição anterior, é que ao refletirmos sobre como estávamos antes da graça nos alcançar, passamos a valorizar mais a nossa atual condição, que é a graça de Deus em nossa vida. Isso é importante, pois muitos crentes se acostumam com a graça de Deus e deixam de valorizá-la como fizeram os filhos de israel no deserto com o maná:
"E o povo falou contra Deus e contra Moisés: Por que nos fizestes subir do Egito para que morrêssemos neste deserto? Pois aqui nem pão nem água há; e a nossa alma tem fastio deste pão tão vil.", Números 21.5 (grifo meu)
O maná era um milagre diário, mas eles se acostumaram com ele e já não via nele importância, isso pode acontecer conosco em relação à graça.
A pergunta reflexiva no final do subtópico, serve para exercitar a memória do aluno e puxar a questão do efeito da graça. Se a resposta do aluno for algo como dúvida ou demora para identificar os impactos e benefícios da graça, então sugiro convidar o aluno a reflexão mais aprofundada sobre quem ele era antes de graça.
3. A graça que nos faz produzir em Cristo (Ef 2.8-10).
Nos versículos 8 a 10, Paulo ensina que somos salvos pela graça, “mediante a fé”, e que isso não vem de nós mesmos, mas é um “dom de Deus”. Isso significa que Deus concede uma medida de sua graça para os incrédulos: a de crerem no Senhor Jesus mesmo que essa graça divina possa ser resistida (Hb 12.15). É importante destacar que não são as obras que nos salvam, mas a graça de Deus, para que ninguém se glorie. O versículo 10 destaca que fomos “feitos para boas obras”, ou seja, a salvação nos prepara para viver em conformidade com a vontade de Deus. Assim sendo, a salvação não é um ponto final, mas o início de uma nova vida em Cristo. Somos chamados para viver de maneira que reflita a transformação que a graça operou em nós. O cristão não é salvo pelas obras, mas é salvo para realizar boas obras. Como estamos vivendo em resposta a essa maravilhosa graça?
O Senhor não se agrada da acomodação e da preguiça. Por isso, a proposta do Senhor é que nós sejamos trabalhadores de Sua obra, veja:
"37 Então, disse aos seus discípulos: A seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros.
38 Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara.", Mateus 9.37,38
Dessa forma nós podemos ser representantes de Deus no mundo. E o que melhor impacta as pessoas ao nosso redor, além das nossas pregações, é o nosso trabalho, pois o nosso exemplo pessoa de serviço confirma o que nós falamos. E o nosso trabalho na obra de Cristo deve ser a nossa reposta ao que Ele fez por nós, por isso, o comentarista presenta a pergunta: Como estamos vivendo em resposta a essa maravilhosa graça? Deixe os alunos refletirem sobre isso alguns segundos, e você pode ajudá-los com perguntas retóricas do tipo: será que estamos vivendo como Jesus viveu? Será que estamos trabalhando como os apóstolos trabalharam?, etc.
SUBSÍDIO I
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II. A GRAÇA DE DEUS E AS OBRAS
1. A graça de Deus: o favor imerecido.
A graça é amplamente compreendida como o favor imerecido de Deus, um favor concedido sem que o ser humano tenha feito algo para merecê-lo. O termo hebraico para “graça” é chen, que transmite a ideia de “favor” ou “benevolência”, especialmente um favor gratuito e imerecido (Gn 6.8). No Antigo Testamento, chen muitas vezes denota a ação de Deus em favor de seu povo, mesmo quando não a merecem (como em Gênesis 6.8, quando Noé encontra “graça” diante do Senhor). No Novo Testamento, o termo grego para “graça” é charis, que é usado de forma semelhante, mas com uma ênfase mais profunda na salvação que vem de Deus. Charis não apenas reflete um favor ou benefício, mas está ligada ao presente divino de salvação e perdão, e à capacitação que Deus concede para viver conforme sua vontade (como vemos em Ef 2.8,9). A graça de Deus, portanto, é uma ação de seu amor e misericórdia para com os pecadores, oferecendo a salvação não com base em méritos humanos, mas como um dom gratuito, disponível a todos os que creem.
[...]
2. Obras: o reflexo da Graça em nossas vidas.
No contexto bíblico, as obras não se referem a ações que garantem a salvação, mas são expressões externas do comportamento de uma vida transformada pela graça de Deus. O termo hebraico para “obras” é ma’aseh, que pode ser traduzido como “ação” ou “feito”, e é frequentemente associado à prática da lei, como nas obras exigidas pela Lei de Moisés. No Novo Testamento, o termo grego mais comum para “obras” é ergon, que denota qualquer tipo de ação ou trabalho (Ef 2.9). No entanto, é importante distinguir entre as “obras da lei” e as “obras da graça”. As “obras da lei” são aquelas ações que os judeus realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante de Deus por meio de seus próprios esforços, algo que, como Paulo explica em Efésios 2.8,9, não pode resultar em salvação, pois esta é alcançada unicamente pela graça de Deus. Por outro lado, as “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas. Como cristãos, devemos viver de maneira que nossas ações reflitam a mudança interna causada por essa graça. As boas obras não nos salvam, mas são a resposta a essa salvação.
Esse subtópico é importante, pois fala de um aspecto prático da vida cristã, que são as obras. Podemos aqui separar os dois conceitos de obras desse subtópico:
1. Obras da lei - são as obras produzidas para satisfazer a lei de Moisés, com as quais os judeus tentavam se justificar diante de Deus;
2. Obras da graça - são as obras feitas por aqueles que experimentaram a salvação. Essas obras não são para buscar justificação, mas vem de forma espontânea por causa da gratidão.
Concluímos com algumas verdades:
- Sempre deverá haver obras em nossa vida, ninguém pode ficar parado;
- Nenhuma obra justifica a pessoa diante de Deus, mas pode demonstrar Deus na vida da pessoa;
- As obras demonstram quem é a pessoa.
"8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie.", Efésios 2.8,9
Se alguém faz algo na igreja local, para alcançar algum reconhecimento ou uma posição elevada, está fora da visão da graça.
3. A salvação pela graça e a necessidade das boas obras.
A salvação pela graça não significa que as boas obras se tornem irrelevantes. Pelo contrário, Efésios 2.10 nos ensina que somos feitura de Deus, “criados em Cristo Jesus para boas obras”. Por isso, é importante destacar que o ensino da graça não enfraquece a prática das boas obras. Pelo contrário, a graça é o que nos capacita a realizar essas obras de forma verdadeira e eficaz. O apóstolo Tiago, em sua Carta, nos lembra de que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.26). Ele não está contradizendo Paulo, mas complementando-o, enfatizando que a fé verdadeira se manifesta em ações concretas. Em outras palavras, as obras não nos salvam, mas a salvação que recebemos pela graça nos leva a viver de maneira transformada, cumprindo o propósito de Deus para nossas vidas. Assim, a graça de Deus nos chama não apenas para crer em Cristo, mas também para viver de forma prática, obedecendo aos seus mandamentos e servindo aos outros. As boas obras não são um fardo imposto pela Lei, mas o fruto espontâneo de uma vida redimida, capacitada pela graça para fazer o bem.
A diferença entre a fé morta e a fé viva, é que a fé morta não produz mais fé, já a fé que é viva, produz. Vejamos:
Se uma pessoa recebeu Jesus como salvador, mas não faz nenhuma obra que comprove essa nova fé, então sua fé é morta, e ele se torna um "crente nominal", que vai aos cultos, mas em nada se difere das pessoas do mundo e ninguém se sente atraído pela fé dessa pessoa.
Agora, se uma pessoa recebeu Jesus como Salvador e já começa a fazer algo em cooperação com o Evangelho, sendo exemplo em casa, dando bom testemunho em sua escola, demonstrando um viver transformado em suas ações, então esse irmão possui uma fé viva, e outras pessoas começam a ser atraídos por ele, surgindo as oportunidades de apresentar o amor de Cristo. Daí a sua fé produz mais fé, pois é uma fé viva.
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus.", Mateus 5.16
III. AS IMPLICAÇÕES DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ
1. Graça para amar.
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles que nos amam, mas também nossos inimigos. A verdadeira graça gera um amor incondicional, refletido em 1 João 4.19, onde aprendemos que “amamos porque ele nos amou primeiro”. A graça de Deus em nossas vidas nos capacita a amar como Cristo nos amou. Nesse sentido, essa graça que recebemos deve transbordar em nosso comportamento, levando-nos a um amor genuíno pelos outros. Como a graça de Deus tem moldado nossa capacidade de amar, mesmo diante de desafios? Somos chamados a amar com a mesma graça com que fomos amados.
Convém acrescentar aos alunos que Jesus nos deixou o amor como um novo mandamento:
"Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis.", João 13.34
Por isso, entendemos que deve haver algum esforço de nossa parte, ou seja, devemos tentar melhorar, tentar nos aproximar dos nossos irmãos, tentar se colocar no lugar deles (empatia), tentar entendê-los e buscar tolerar suas fraquezas e manias. A graça produz amor em nós, mas nós precisamos fazer nossa parte, pois a obra de Deus é feita de pessoas falhas, que nem sempre agradam a todos, por isso, todos nós precisamos nos esforçar na direção do amor. Pois o amor só cresce com investimento de nossa parte.
2. Graça para perdoar.
Em Efésios 4.32, somos instruídos da seguinte maneira: “sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”. A graça nos capacita a nos tornarmos bondosos, no lugar de malignos; a ter compaixão pelos que vivem no engano e, por isso, perdoar, assim como fomos perdoados (Cl 3.13,14). O perdão é uma resposta direta à graça recebida, pois, sem a graça de Deus, não seríamos capazes de perdoar de fato. Contudo, sabemos que perdoar não é fácil, mas a graça de Deus nos dá forças para libertar o outro e a nós mesmos da escravidão do ressentimento. Essa graça nos ensina a perdoar, não por mérito do ofensor, mas por causa do perdão que recebemos em Cristo.
[...]
3. Graça para servir.
A graça de Deus também nos capacita a servir aos outros. Em Tito 2.11,12, o apóstolo nos mostra que essa graça nos educa para renunciar “à impiedade e às concupiscências mundanas” para que “vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente”. Dessa forma, a graça de Deus nos faz enxergar o serviço ao próximo não como uma obrigação, mas como uma expressão de gratidão e amor. Então, servir aos outros é uma maneira de refletir a graça divina no mundo. Como podemos, em nossa vida diária, ser instrumentos de serviço e bênção para os outros, demonstrando a graça que recebemos? O cristão deve ser, assim como Cristo, um servo, e sua graça é demonstrada no serviço aos outros (Jo 13.1-15).
O serviço cristão, é todo trabalho que fazemos para o próximo em nome de Cristo. E pode ser tanto a pregação do Evangelho como, toda ajuda que damos às pessoas, principalmente aos não crentes. Todo nosso serviço deve ser feito em nome do Senhor, para que a pessoa saiba que somos servos de Cristo, e que se estamos ajudado-as, é porque Cristo nos modificou o interior e nos orientou a isto. Dessa forma, se socorremos o nosso vizinho com algo, ou cooperamos com o nosso colega de trabalho em alguma tarefa, ou damos uma força para algum familiar, então estamos servindo. E convém lembrar que sempre deve ser ressaltada a graça de Cristo em nossa vida, para que as pessoas saibam que nossa gentileza e esforço vem de Deus em nós, para que Seu nome seja glorificado .
SUBSÍDIO II
[...]
CONCLUSÃO
A compreensão da graça de Deus não deve ser limitada a um evento isolado no passado, mas deve ser vivida e aplicada no cotidiano do cristão. A graça transforma nossa maneira de viver, de nos relacionarmos com Deus e com os outros. Ela nos capacita a perdoar, a amar e a servir, não por méritos próprios, mas como uma resposta ao imenso favor que recebemos de Deus. Portanto, a salvação pela graça é um chamado para uma vida nova, que reflete a misericórdia divina em todas as nossas ações.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
ESTANTE DO PROFESSOR
DANIEL, Silas. Arminianismo: a mecânica da salvação. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.
HORA DA REVISÃO
1. Como é caracterizada a vida sem Cristo?
A vida sem Cristo é caracterizada por uma separação de Deus, sujeita à ira divina.
2. Qual é a única razão pela qual passamos da morte para a vida?
A graça de Deus é a única razão pela qual passamos da morte para a vida.
3. O que são as obras da Lei?
As ‘obras da lei’ são aquelas ações que os judeus realizavam para tentar cumprir a Lei de Moisés, buscando justificar-se diante de Deus por meio de seus próprios esforços.
4. O que são as obras da Graça?
As “obras da graça” são aquelas que surgem como fruto da salvação que já recebemos por meio da graça. Essas obras são as evidências da transformação que a graça de Deus opera em nossas vidas.
5. Em relação ao amor, o que a Graça de Deus nos ensina?
A graça de Deus nos ensina a amar, não apenas aqueles que nos amam, mas também nossos inimigos.