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quarta-feira, 22 de julho de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 4 / ANO 3 - N° 10


 Livres da Culpa e do Rancor por meio da Oração

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Mateus 18.23-34 
23 - Por isso, o Reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; 
24 - e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. 
25 - E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. 
26 - Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 
27 - Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.
28 - Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. 
29 - Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. 
30 - Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. 
31 - Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. 
32 - Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. 
33 - Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? 
34 - E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

TEXTO ÁUREO 
Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 
1 João 1.9

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Provérbios 28.13-14
Confessar, abandonar e alcançar misericórdia
3ª feira - Salmo 51.1-4, 10-12
Arrependimento sincero e alegria restaurada
4ª feira -  Marcos 11.25-26
Perdoar ao orar, para receber perdão
5ª feira -Romanos 12.17-21
Romper com a vingança; vencer o mal com o bem
6ª feira - 2 Coríntios 2.5-11
Restaurar o arrependido e confirmar o amor
Sábado - Colossenses 3.12-15
Revestir-se de misericórdia, perdão e paz

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:
  • reconhecer que culpa não confessada e rancor não perdoado pesam sobre a vida espiritual e interior; 
  • compreender que a culpa é tratada pela confissão diante de Deus e o rancor é vencido pelo perdão ao próximo; 
  • entender que a oração realinha o coração e a percepção dos fatos, permitindo a verdadeira libertação das prisões da culpa e do ressentimento.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
   Caro professor, esta lição aborda dois sentimentos que podem causar feridas profundas na alma: culpa e rancor. Alguns alunos carregam o peso de erros passados; outros guardam mágoas antigas e ainda vivem sob cobranças internas. 
    Ensine com cuidado pastoral: não minimize a dor, mas conduza o grupo à esperança bíblica do perdão. Evite expor pessoas publicamente; este é um tema que deve ser tratado com reverência e oração. Utilize o salmo 32.1-5 como fio condutor, destacando o peso do silêncio e a liberdade que nasce da confissão. 
    Ao final, conduza um momento de intercessão guiada: reconhecimento diante do Senhor e liberação de perdão ao próximo. Se considerar oportuno, proponha um gesto simbólico discreto: que escrevam “culpa” ou “rancor” em um papel e o rasguem em silêncio, como sinal de entrega a Deus. 
    Boa aula! 

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
      Culpa e rancor são prisões invisíveis. As Escrituras não os tratam como simples pesos emocionais, mas como realidades espirituais que precisam ser trazidas à luz. Jesus relaciona o perdão recebido do Pai (fim da culpa) ao perdão concedido ao próximo (fim do rancor): no Pai-nosso, Ele ensina que pedimos perdão na mesma medida em que perdoamos (cf. Mt 6.12). 
    Embora essa oração alcance diversos temas essenciais, é exatamente a esse ponto que Jesus retorna imediatamente após seu término, destacando sua seriedade: o Pai perdoa os que perdoam, mas a recusa em liberar o outro compromete o próprio perdão (cf. Mt 6.14-15). 
    Nesta lição, examinaremos a culpa como dívida diante de Deus e o rancor como dívida cobrada do outro, e como superá-los por meio da oração.

 1.  PERDÃO E LIBERTAÇÃO DO RANCOR: DUAS FACES DE UMA MESMA MOEDA 

1.1. A culpa como dívida diante de Deus 
    A culpa nasce do pecado cometido. Ela leva a consciência a nos acusar diante de Deus, gera indignidade e interrompe a alegria da salvação (cf. Sl 51.12). Porém, a culpa não é apenas uma sensação interna, mas uma realidade espiritual objetiva: como pecadores, há uma dívida moral diante do Senhor.     Há dois tipos de culpa: (1) a real (objetiva), resultante de pecado verdadeiro, removida somente à luz da obra de Cristo — nasce da rebelião contra a santidade divina (cf. Lc 15.18-19); e (2) a falsa (subjetiva), peso que permanece mesmo após o perdão recebido, mantendo a acusação viva apesar da confissão e da oração.
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    O termo usado no Antigo Testamento para designar “culpa” é asham (cf. Lv 5.6 – ARA) — remetendo à responsabilidade que exige reparação. No Novo Testamento, Paulo descreve essa dívida como um escrito que foi cancelado na cruz (cf. Cl 2.14).
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1.2. O rancor como dívida cobrada do próximo 
    O rancor nasce quando somos feridos e mantemos a ofensa diante de nós. Nesse processo, o coração se transforma em tribunal: tornamo-nos juízes, e o ofensor, réu. No Novo Testamento, a palavra pikría (cf. Ef 4.31) descreve esse estado de amargura que surge quando dor ou frustração não são tratadas corretamente. A Escritura encara esse quadro com seriedade. 
    O escritor de Hebreus adverte: ninguém se prive da Graça nem permita que uma “raiz de amargura” brote, perturbe e contamine a muitos (cf. Hb 12.15). Esse sentimento começa como semente quase imperceptível, mas, ao encontrar ambiente favorável — tristeza, decepção, senso de injustiça —, aprofunda raízes e se espalha. A pessoa amargurada não percebe que está presa.
    Don Colbert observa que a falta de perdão raramente atinge quem ofendeu; geralmente, quem guarda mágoa sofre sozinho, muitas vezes sem que o outro saiba. O rancor é veneno com rótulo de remédio: não cura, adoece; não liberta, aprisiona; não corrige o passado, compromete o presente e o futuro.

1.3. A Graça recebida precisa tornar-se graça concedida 
    Na parábola do servo incompassivo (cf. Mt 18.21-35), o ensino de Jesus sobre culpa e perdão ganha contornos vívidos. Um servo é perdoado de uma dívida impagável; porém, ao encontrar um conservo que lhe devia muito menos, exige pagamento imediato, sem misericórdia. O contraste é intencional: quem teve uma dívida incalculável cancelada mantém postura de cobrador diante de valor insignificante.
    Quando o coração não assimila a grandeza do perdão divino, o problema deixa de ser apenas emocional e se torna espiritual. Timothy Keller observa que a falta de perdão revela incompreensão quanto à profundidade da Graça recebida. O desfecho é severo: ao saber do ocorrido, o senhor revoga o favor e entrega o servo aos verdugos até que pague o que deve (cf. Mt 18.34). Jesus conclui aplicando o ensino: o Pai tratará do mesmo modo aquele que não perdoa de coração (cf. Mt 18.35).

 2.  OS INSTRUMENTOS QUE DESTROEM AS CORRENTES DA CULPA E DO RANCOR 

2.1. Arrependimento e confissão: trazendo a culpa para a luz 
A resposta bíblica à culpa começa com arrependimento e confissão. A palavra grega homologéō, traduzida por “confessar” (cf. 1 Jo 1.9), significa “dizer a mesma coisa”, isto é, concordar com o que Deus declara sobre o pecado. Confessar, portanto, não é apenas pedir desculpas, mas alinhar-se à verdade divina e abandonar o erro. 
    Quando não tratada, a culpa adoece o interior. Davi descreve que, enquanto guardou silêncio, experimentou profundo desgaste e gemido constante (cf. Sl 32.3) — além de adoecer, o silêncio paralisa a vida (cf. Pv 28.13). Contudo, ao reconhecer sua transgressão e expô-la ao Senhor, encontrou perdão e alívio (cf. Sl 32.5). A promessa permanece: quem confessa recebe perdão e restauração, pois Ele é fiel e justo para nos purificar de toda injustiça (cf. 1 Jo 1.9).
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    Culpa e rancor, quando não tratados, deixam de ser simples desconforto interior. Uma pesquisa conduzida por Fred Luskin (Stanford University Forgiveness Project) afirma que a afronta se torna psicologicamente ativa quando o indivíduo passa a revivê-la repetidamente, com forte carga emocional. Essa ruminação mantém o estresse, intensifica a reatividade emocional e distorce a interpretação de novas experiências.
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2.2. Liberação de perdão: rompendo o ciclo da cobrança 
    Se a confissão encerra a dívida da culpa diante de Deus, o perdão rompe a cobrança do rancor contra o próximo. Quando somos feridos, o coração tende a manter a conta em aberto — é a lógica do “ele vai ter que pagar”. Contudo, Jesus ensina que quem libera o outro também experimenta misericórdia (cf. Lc 6.37). 
    Perdoar não é opcional; é eixo do relacionamento com o Senhor. Paulo exorta os efésios a viverem com bondade e compaixão, liberando uns aos outros, assim como foram alcançados pela Graça em Cristo (cf. Ef 4.32). Não se trata de merecimento do ofensor — isso seria justiça —, mas de refletir a Graça já recebida. 
    É preciso, no entanto, distinguir perdão de reconciliação. Não são sinônimos. Colbert observa que o primeiro depende de uma pessoa; a segunda, de duas. A orientação bíblica é buscar a paz no que estiver ao nosso alcance (cf. Rm 12.18), ainda que a restauração do vínculo nem sempre dependa apenas de nós.

 3.  A ORAÇÃO COMO AMBIENTE DE RESTAURAÇÃO INTERIOR 
    Muitas vezes, o perdão é concedido na mente, mas ainda não alcança o coração. Quando esse ato é levado em oração diante de Deus, com sinceridade e perseverança, ele se consolida no interior. Então a alma pode, enfim, respirar em verdadeira liberdade.

3.1. A oração restaura a comunhão quando a culpa tenta nos afastar 
    O pecado produz separação entre nós e Deus (cf. Is 59.2), e a culpa nos leva a nos esconder d’Ele (cf. Gn 3.10). A oração humilde põe fim a essa separação. O Deus Alto e Santo, que habita nas alturas, também se inclina para o contrito e abatido, vivificando o coração quebrantado (cf. Is 57.15). 
    Quando a culpa é confessada, a comunhão com o Pai começa a ser restaurada, pois Ele não despreza um coração quebrantado e contrito (cf. Sl 51.17). Não se trata de encontrar palavras perfeitas ou de demonstrar emoção exterior, mas de atitude sincera: o chamado bíblico é rasgar o coração e voltar- -se ao Senhor (cf. Jl 2.13). Em Cristo, podemos nos aproximar com confiança do trono da Graça, para alcançar misericórdia e receber favor em tempo oportuno (cf. Hb 4.16).

3.2. A oração reeduca nossa vontade quando o rancor quer governar 
    Se a culpa distorce nossa percepção de Deus, o rancor distorce nossa visão dos acontecimentos e das pessoas envolvidas. Esse olhar deformado mantém o ferido preso à ideia de que o outro lhe deve algo. Como o senso de justiça é inerente ao ser humano, abrir mão da cobrança não é natural. É na oração que esse foco unilateral é interrompido: o Senhor e Sua Palavra retornam ao centro e, gradualmente, as lentes são reajustadas. 
    No Evangelho de Lucas, quando Jesus ensina que o perdão deve ser concedido repetidamente, ainda que a ofensa se repita no mesmo dia, os discípulos pedem: “[...] Aumenta a nossa fé!” (Lc 17.5 – NVI). Ele responde que uma fé do tamanho de uma semente de mostarda seria suficiente para ordenar que até uma amoreira fosse arrancada e lançada ao mar (cf. Lc 17.6). 
    A amoreira é conhecida por suas raízes profundas, o que torna a metáfora ainda mais expressiva: o rancor pode criar raízes interiores que contaminam o coração (cf. Hb 12.15). Esse sentimento não é vencido por simples esforço moral, mas pela fé. E, embora o processo nem sempre seja imediato, é a oração perseverante que permite o desarraigar do ressentimento enraizado na alma. 

3.3. A oração integra o ser: quando a Graça governa o interior 
    No nível da alma, a oração reorganiza pensamentos e emoções. A Palavra assegura que o Senhor se aproxima dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito (cf. Sl 34.18). Nesse sentido, a oração restabelece o fluxo da comunhão, permitindo que o favor imerecido de Deus governe o interior. 
    Ao andar na luz, desfrutamos da comunhão e somos purificados pelo sangue de Cristo (cf. 1 Jo 1.7). É nesse contexto que a libertação da culpa e do rancor se torna um processo sustentado pela vida súplice, caminho pelo qual o coração permanece sob o governo da Graça, que restaura e amadurece por meio das experiências dolorosas. Livres da culpa e do ressentimento, podemos buscar a reconciliação, pois Deus nos confiou esse ministério (cf. 2 Co 5.18-19).

CONCLUSÃO 
    Culpa e rancor são prisões porque tentam governar o coração por dentro. A culpa nos empurra para o silêncio diante de Deus; o rancor, para a cobrança de outros. A libertação acontece quando, em oração, levamos essas dívidas à presença do Senhor. O caminho para a liberdade não é fugir para longe d’Ele; ao contrário, é aproximar-se. 
    Solte a dívida que você mantém em aberto — ela tem impedido seu avanço. Faça como o apóstolo Paulo: deixando para trás o que ficou, e avançando para o que está adiante, prossiga em direção ao alvo, ao prêmio da vocação celestial que Deus concede em Cristo Jesus (cf. Fl 3.13-14).

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Qual é a diferença entre confissão e perdão concedido, e qual o papel da oração nesse processo? 

R.: A confissão trata da culpa como dívida diante de Deus, enquanto o perdão concedido encerra a cobrança do rancor contra o próximo; a oração sustenta essas duas atitudes no coração. 

2. Desafio prático: Em um lugar silencioso, faça uma oração em três movimentos: primeiro, peça que Deus lhe revele qualquer culpa ainda escondida e confesse-a com sinceridade, sem justificativas; depois, apresente o nome de uma pessoa (ou situação) que ainda gera cobrança em seu coração e declare que renuncia a essa dívida, pedindo que a Graça de Deus governe suas emoções; por fim, peça ao Senhor que o ajude a sustentar essa decisão ao longo do tempo.

Fonte: Revista Central Gospel

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 4 / 3º Trim 2026


AULA EM 26 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 4
(Revista Editora CPAD)

Tema: Eúde e Sangar: Deus usa os improváveis


TEXTO PRINCIPAL
“Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes levantou um libertador: Eúde, filho de Gera, benjamita, homem canhoto [...].” (Jz 3.15a).

RESUMO DA LIÇÃO
Deus realiza seus propósitos por meio daqueles que o mundo considera incapazes.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — 1Co 1.27-29 Deus escolheu as coisas loucas e vis
TERÇA — Ef 3.6 A bênção estendida aos gentios
QUARTA — Fp 2.5-8 Jesus humilhou-se a si mesmo
QUINTA — Mt 10.42 O valor dos pequenos gestos
SEXTA — Lc 16.10 Seja fiel no pouco
SÁBADO — Zc 4.10 Não despreze as pequenas coisas

OBJETIVOS
MOSTRAR com a história de Eúde como Deus usa os improváveis;
REFLETIR sobre Sangar e como Deus usa o que temos à disposição;
DISCUTIR teologicamente o padrão de justiça divino.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), dando continuidade ao estudo dos juízes de Israel, chegamos ao relato da atuação de Eúde e Sangar. Após a morte de Otniel, os hebreus reincidem no ciclo de infidelidade, e Deus permite que sejam oprimidos pelos moabitas. Nesse contexto, o Senhor levanta libertadores que, à primeira vista, não se encaixam no perfil esperado de líderes ou heróis. Eúde, com sua limitação física, e Sangar, com uma ferramenta incomum para ser usada como arma, ilustram que Deus não escolhe com base nas aparências ou habilidades humanas, mas segundo seus propósitos soberanos. Esses episódios nos ensinam que o Senhor se vale dos improváveis para realizar feitos grandiosos, desafiando nossos critérios humanos e revelando que a capacitação verdadeira vem dEle.
Nesta aula, permita que o Senhor use você do modo como for necessário para realizar a Sua obra.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Na fase da juventude, é comum que muitos jovens se sintam inseguros ou limitados, especialmente quando o assunto é servir a Deus. Diante disso, esta lição é uma excelente oportunidade para mostrar que, ao longo das Escrituras, existe um padrão recorrente: Deus não escolhe com base na força, aparência ou habilidades humanas, mas sim no coração disposto e obediente. Eúde e Sangar são os personagens estudados nesta lição que evidenciam esta verdade, de que Deus se vale dos improváveis para realizar grandes feitos. Faça tiras com as frases abaixo e exponha para os alunos:
• Com Eúde aprendemos que Deus pode usar nossas diferenças.
• Com Sangar aprendemos que Deus pode usar o que temos nas mãos.
• Com ambos aprendemos que Deus usa pessoas improváveis.
Na sequência, pergunte: “O que você acha que Deus poderia usar na sua vida hoje — algo que talvez você nunca imaginou que pudesse servir para Ele?”.
Promova uma conversa aberta com os alunos, procure saber se já se sentiram inaptos ou incapazes para realizar alguma tarefa, especialmente no contexto do serviço cristão. Estimule-os a perceber que, assim como os personagens bíblicos, eles também podem ser usados por Deus, não por causa de seus méritos ou qualidades, mas por estarem disponíveis e confiantes no agir divino. Essa reflexão pode ser transformadora na jornada de fé e na vocação de cada jovem.

TEXTO BÍBLICO
Juízes 3.12-21,29-31.
12 — Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor; então, o Senhor esforçou a Eglom, rei dos moabitas, contra Israel, porquanto fizeram o que parecia mal aos olhos do Senhor.
13 — E ajuntou consigo os filhos de Amom e os amalequitas, e foi, e feriu a Israel, e tomaram a cidade das Palmeiras.
14 — E os filhos de Israel serviram a Eglom, rei dos moabitas, dezoito anos.
15 — Então, os filhos de Israel clamaram ao Senhor, e o Senhor lhes levantou um libertador: Eúde, filho de Gera, benjamita, homem canhoto. E os filhos de Israel enviaram pela sua mão um presente a Eglom, rei dos moabitas.
16 — E Eúde fez uma espada de dois fios, do comprimento de um côvado, e cingiu-a por debaixo das suas vestes, à sua coxa direita.
17 — E levou aquele presente a Eglom, rei dos moabitas; e era Eglom homem mui gordo.
18 — E sucedeu que, acabando de entregar o presente, despediu a gente que trouxera o presente.
19 — Porém voltou do ponto em que estão as imagens de escultura, ao pé de Gilgal, e disse: Tenho uma palavra secreta para ti, ó rei. Este disse: Cala-te. E todos os que lhe assistiam saíram de diante dele.
20 — E Eúde entrou num cenáculo fresco, que o rei tinha para si só, onde estava assentado, e disse Eúde: Tenho para ti uma palavra de Deus. E levantou-se da cadeira.
21 — Então, Eúde estendeu a sua mão esquerda, e lançou mão da espada da sua coxa direita, e lha cravou no ventre,
29 — E, naquele tempo, feriram dos moabitas uns dez mil homens, todos corpulentos e todos homens valorosos; e não escapou nenhum.
30 — Assim foi subjugado Moabe, naquele dia, debaixo da mão de Israel; e a terra sossegou oitenta anos.
31 — Depois dele, foi Sangar, filho de Anate, que feriu seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois; e também ele libertou a Israel.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Nesta quarta lição, estudaremos dois episódios marcantes da história de Israel no período dos juízes: a atuação de Eúde e Sangar como libertadores do povo. Apesar de breves, os relatos desses personagens oferecem lições sobre a maneira surpreendente como Deus utiliza pessoas improváveis, e à margem dos padrões tradicionais de heróis, para cumprir seus propósitos. Além disso, refletiremos sobre a presença da violência nos textos do Antigo Testamento, abordando esse tema à luz de uma perspectiva bíblica e apologética, a fim de responder com clareza às críticas levantadas contra a fé cristã.

I. EÚDE: DEUS USA OS IMPROVÁVEIS

1. Uma derrota amarga. 
Após a morte de Otniel, os israelitas voltaram a fazer o que era mau aos olhos do Senhor (Jz 3.12). Isso mostra que a libertação realizada pelos juízes, ainda que sob a autoridade de Deus, era parcial e temporária. O cristão deve aprender com isso que todos os vasos usados pelo Senhor neste mundo são imperfeitos e temporários. Estudiosos cristãos destacaram que os juízes podiam apenas salvar algumas pessoas de alguns agressores por algum tempo. Eles, como nós, também, precisavam de algo muito mais poderoso. E Deus proveu isso em Cristo.
Então, para disciplinar seu povo, Deus os entregou nas mãos de Eglom, rei dos moabitas, que se aliou a outros inimigos e oprimiu Israel, conquistando a cidade das Palmeiras (Jz 3.13), antes conhecida como Jericó. Foi uma derrota amarga: perderam a cidade que havia sido conquistada milagrosamente sob a liderança de Josué (Js 6). Isso revela que, fora da direção de Deus, até mesmo aquilo que foi alcançado por sua graça, pode ser perdido (Jo 15.6; Hb 10.26,27; Ap 2.4,5). Como resultado, os filhos de Israel serviram aos moabitas por dezoito anos (Jz 3.14).

2. Um libertador improvável. 
Novamente, o povo clamou ao Senhor, que, em sua misericórdia, levantou outro libertador: Eúde, filho de Gera, benjamita, homem canhoto (Jz 3.15). Esse detalhe é significativo. Naquele tempo, a mão e o lado direito eram associados à força divina (Sl 118.15,16) e à bênção (Gn 48.13,14). Pelo padrão convencional, os guerreiros usavam a mão direita. Assim, o fato de Eúde ser canhoto destaca que ele era incomum; um libertador improvável, fora dos moldes esperados. Seja por alguma limitação na mão direita, seja por ter sido treinado para usar a esquerda (1Cr 12.2; Jz 20.16), o fato é que ele possuía uma habilidade distinta. Isso nos ensina que Deus, soberanamente, usa pessoas improváveis, que, aos olhos humanos, talvez não fossem consideradas aptas para serem escolhidas (1Co 1.27-29). Deus pode usar talentos, aparentemente irrelevantes, para realizar grandes feitos. Para isso, é preciso que tenhamos coragem e nos coloquemos à disposição dEle.

3. Uma grande vitória. 
Na sequência do relato, observa-se a forma estratégica com que Eúde executa seu plano para derrotar o inimigo. Primeiro, ao ser enviado para entregar o tributo ao opressor Eglom, ele aproveita a oportunidade para fazer o reconhecimento do ambiente (vv.17-19). Segundo, prepara sua própria arma, com características fora do padrão da época, e a oculta de maneira eficaz. Em terceiro lugar, aguarda o momento oportuno para agir, atacando no instante certo (vv.18-22). Em quarto lugar, ao fugir, Eúde convoca os israelitas para a batalha, na certeza de que o Senhor daria a vitória (v.28). Naquela ocasião, mataram cerca de dez mil moabitas, todos eles fortes e vigorosos; nem um só homem escapou. Foi uma grande vitória!


SUBSÍDIO I
Professor(a), destaque para os alunos que “a ação de Eúde não constituiu um assassinato, mas um ato de guerra pelo mandamento direto de Deus (v.15). Sob o novo concerto (isto é, o plano de salvação espiritual de Deus com base na vida de Cristo, sua morte e ressurreição), os seguidores de Cristo devem se engajar não em uma guerra física, mas em uma guerra espiritual muito real contra Satanás e suas forças demoníacas”. (Extraído e adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.414).

II. SANGAR: DEUS USA O QUE TEMOS À DISPOSIÇÃO

1. Um juiz desconhecido. 
Com a vitória liderada por Eúde, o povo de Israel desfrutou de paz por 80 anos, período equivalente a aproximadamente duas gerações. Em seguida, é registrado o feito de Sangar. A Bíblia relata que ele feriu seiscentos homens dos filisteus com uma aguilhada de bois — uma vara longa e pontiaguda —, libertando Israel (Jz 3.31). Há poucas informações sobre a vida desse juiz, exceto que era filho de Anate. Esse nome pode indicar tanto o local de seu nascimento quanto possivelmente o nome de sua mãe.

2. Um nome estrangeiro.
O nome “Sangar” não tem origem hebraica, mas estrangeira. Segundo alguns estudiosos, é provável que tenha se convertido à fé israelita. Independentemente de sua origem, o fato é que foi usado por Deus para libertar o seu povo. Sendo soberano, o Senhor pode usar quem quiser para cumprir os seus desígnios, como no caso de Ciro (Is 45.1) e Raabe (Js 2). Sua graça alcança e transforma gentios em instrumentos do plano de redenção (Ef 3.6; Rm 11.17). Deus não está limitado a agir segundo rótulos, status sociais ou barreiras étnicas.

3. Uma arma diferente. 
Enquanto a arma de Eúde foi fabricada por ele mesmo, o instrumento de batalha de Sangar era tudo, menos convencional. Ele usou uma ferramenta de trabalho para derrotar seus inimigos. Muitos se desculpam por não fazer algo para Deus, alegando falta de condições ou de ferramentas adequadas. No entanto, Sangar nos mostra que Deus nos usa com aquilo que temos à mão. Afinal, as ferramentas e as condições que você possui podem ser simples, mas o poder é divino.

SUBSÍDIO II
Professor(a) leia este texto de autoria do pastor Valmir Nascimento:
“O poder das pequenas coisas
Nós vivemos a era do espetáculo, na grandeza e da suntuosidade. As coisas precisam ser grandes para demonstrar valor e imponência. Queremos um carro grande, uma casa grande, um celular grande. Mas a Bíblia e o Evangelho nos fazem recordar das pequenas coisas.
A Bíblia frequentemente destaca a importância das pequenas coisas e ações, e como elas podem ter um impacto profundo nas nossas vidas e nas vidas daqueles ao nosso redor.
Muitas vezes, subestimamos o poder dos pequenos gestos, da fidelidade em coisas simples e dos começos humildes, sem perceber que essas ações podem ser essenciais para o cumprimento dos planos de Deus. Pequenos atos de fé, obediência e amor, quando colocados nas mãos do Senhor, têm a capacidade de gerar resultados grandiosos, revelando o imenso potencial escondido nas pequenas coisas.”

III. A QUESTÃO DA VIOLÊNCIA

1. Um Deus injusto? 
Nestes e em outros episódios do livro de Juízes, é notável a presença de batalhas e mortes. Críticos do cristianismo frequentemente se valem dessas passagens para alegar que o Deus da Bíblia é injusto, violento ou mesmo que incentiva a morte de inocentes. Contudo, tais acusações carecem de fundamento sólido. Em primeiro lugar, a própria noção de injustiça pressupõe a existência de um padrão objetivo de justiça. Como argumentaram diversos apologetas cristãos, para que se possa distinguir entre o justo e o injusto, é necessário um referencial absoluto; e esse referencial é o próprio Deus. Portanto, ao afirmarem que Deus é injusto, céticos e ateus acabam, ainda que involuntariamente, partindo do pressuposto de que existe um padrão moral superior, o que, segundo a cosmovisão cristã, só pode existir se houver um Legislador moral. Assim, a crítica à justiça divina, ao invés de enfraquecer a fé, revela uma dependência do próprio conceito de justiça estabelecido por Deus.

2. Pessoas inocentes. 
Em segundo lugar, a ideia de que existam pessoas completamente inocentes não encontra respaldo nas Escrituras, tampouco na experiência humana. A Bíblia é clara ao afirmar que todos pecaram e carecem da glória de Deus (Rm 3.23), e que “não há um justo, nem um sequer” (Rm 3.10). Nesse sentido, a concepção de inocência, sobretudo de povos, é teologicamente insustentável. Eúde não agiu por motivação pessoal, mas em um cenário de guerra e opressão prolongada, em que Israel era subjugado por um poder pagão e hostil. Sua ação foi realizada como juiz instituído por Deus, numa missão específica de libertação nacional, característica daquele período histórico, em que a soberania divina se manifestava também por meio de juízo contra nações ímpias e opressoras. Nem mesmo a nação de Israel esteve isenta do juízo divino. Ao longo da história bíblica, quando o povo escolhido se desviava da aliança e praticava a idolatria, Deus permitia que sofressem derrotas, exílios e opressões por outras nações (2Rs 17.7-23; 2Cr 36.15-21).

3. Revelação progressiva. 
Em terceiro lugar, é fundamental compreender que alguns textos bíblicos possuem caráter descritivo, não prescritivo. Ou seja, eles relatam o que Deus realizou em um determinado momento da história da redenção. Seu propósito principal é nos fornecer conhecimento sobre os atos soberanos de Deus no passado, a fim de que extraiamos princípios espirituais e lições teológicas. Além disso, a revelação bíblica é progressiva; Deus se revelou de forma gradual ao longo da história, culminando em Cristo, que nos mostrou a plenitude da graça e da verdade (Jo 1.17). Isso significa que certas ações divinas registradas no Antigo Testamento, como o juízo mediante guerras, devem ser interpretadas à luz do plano redentor em desenvolvimento, e não transportadas mecanicamente para a era da Nova Aliança.

CONCLUSÃO
Como vimos, esses líderes improváveis ensinam que a verdadeira capacitação vem do Senhor, não das habilidades humanas ou da posição social. Seja um homem canhoto com uma arma improvisada, seja um camponês com uma ferramenta agrícola. Deus transforma limitações em instrumentos de vitória. Além disso, a presença da violência nesses episódios deve ser compreendida dentro do contexto histórico, teológico e progressivo da revelação bíblica. O Deus que julgava as nações no Antigo Testamento é o mesmo que, em Cristo, revelou plenamente sua graça e justiça.

ESTANTE DO PROFESSOR
ZUCK, Roy B. (ed.). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009.

HORA DA REVISÃO
1. Como a cidade das Palmeiras era antes conhecida?
Jericó.
2. O que destaca o fato de Eúde ser canhoto?
Destaca que ele era incomum: um libertador improvável, fora dos moldes esperados.
3. O que era a aguilhada de bois usada por Sangar?
Uma vara longa e pontiaguda.
4. Como você explica a violência no Antigo Testamento?
A questão da violência no Antigo Testamento envolve padrões de justiça divina. A motivação nesse contexto não devia ser pessoal, mas em um cenário de guerra e opressão prolongada, em que Israel era subjugado por um poder pagão e hostil, a soberania divina se manifestava por meio de juízo contra nações ímpias e opressoras.
5. O que é revelação progressiva?
Deus se revelou de forma gradual ao longo da história, culminando em Cristo, que nos mostrou a plenitude da graça e da verdade.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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terça-feira, 21 de julho de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 4 / 3º Trim 2026


AULA EM 26 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 4

(Revista Editora Betel)

Tema: O Senhor ama a verdade, mas abomina a mentira
  



TEXTO ÁUREO
"A testemunha verdadeira não mentirá, mas a testemunha falsa se desboca em mentiras" Provérbios 14.5

VERDADE APLICADA
Como nova criatura, devemos falar a verdade e viver em verdade para o bem do próximo e a Glória de Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar as consequências negativas da mentira.
- Saber que a verdade abre as portas do Céu.
- Reconhecer a mentira como uma característica da testemunha falsa.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
PROVÉRBIOS 12
17. O que diz a verdade manifesta a justiça, mas a testemunha falsa engana.
18. Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde.
19. O lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento.
20. Engano há no coração dos que maquinam o mal, mas alegria têm os que aconselham a paz.
21. Nenhum agravo sobrevirá ao justo, mas os ímpios ficam cheios de mal.
22. Os lábios mentirosos são abomináveis ao Senhor, mas os que obram fielmente são o seu deleite.
23. O homem avisado encobre o conhecimento, mas o coração dos tolos proclama a estultícia.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Seg | Jo 8.44 O pai da mentira é o diabo.
Ter | Ef 4.25 Deus abomina a mentira.
Qua | Ex 20.16 Devemos fugir da mentira.
Qui | Cl 3.9 Não mintam uns aos outros.
Sex | Pv 12.22 O Senhor odeia os lábios mentirosos.
Sáb | Rm 1.25 Alguns trocam a verdade por mentira.

HINOS SUGERIDOS
306, 322, 514

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que lábios mentirosos não prosperem entre os santos.

INTRODUÇÃO
Professor(a), seguindo a sabedoria de Provérbios chegamos à quarta lição desse trimestre, na qual iremos tratar de um problema que afeta muitos cristãos. Por isso, essa aula é tão importante. Neste material de apoio deixarei comentários em azul, que ajudarão o entendimento da lição e acrescentarão conteúdos ao que está na revista.
Nesta lição, veremos que a mentira é uma distorção da verdade com a intenção de enganar o outro. É considerada um pecado grave porque se opõe tanto à Santidade quanto à Natureza de Deus, que é a Verdade. Assim, além de afastar dEle quem a profere, a mentira destrói os relacionamentos.
Para esse início, é bom acrescentar que a mentira, além de destruir relacionamentos também acaba com a reputação, manchando o nome da pessoa que a tem como algo normal, pois ninguém confia em alguém que vive mentindo. Assim, a mentira além de acabar com a vida espiritual, destruir relacionamentos, também prejudica os negócios porque joga a imagem da pessoa no lixo. 

PONTO DE PARTIDA
A mentira é abominável a Deus.

1- A MENTIRA NOS AFASTA DE DEUS
A mentira engana e ilude o próximo. Aprendemos, no Livro de Provérbios, que o Senhor Deus odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade (Pv 12.22). Portanto, Ele se agrada de quem é sincero e se afasta da mentira e do engano (Pv 3.32).
Convém mencionar que, se nós nos entristecemos com a mentira de quem está próximo a nós, imagine Deus, que reconhece um coração mentiroso mesmo antes de a pessoa proferir qualquer palavra. E o maior problema da mentira, além de prejudicar a vida de quem a profere, é esse afastamento de Deus. O melhor texto para referenciar essa verdade é o Salmo, veja:
"O que usa de engano não ficará dentro da minha casa; o que profere mentiras não estará firme perante os meus olhos.", Salmos 101.7

1.1. Os mentirosos semeiam contendas entre os irmãos. 
O sábio teve o cuidado de ressaltar que o Senhor Deus odeia a testemunha falsa, que profere mentiras e semeia contendas entre os irmãos (Pv 6.19). Esse tipo de comportamento destrói amizades, relacionamentos familiares e profissionais, além de afastar de Deus os mentirosos.
Sabemos que Deus ama a todos, no entanto alguns comportamentos são terrivelmente prejudiciais ao Reino de Deus, e por isso o Senhor abomina os que o praticam, vejamos a passagem da referência:
"16 Estas seis coisas aborrece o Senhor, e a sétima a sua alma abomina:
17 olhos altivos, e língua mentirosa, e mãos que derramam sangue inocente,
18 e coração que maquina pensamentos viciosos, e pés que se apressam a correr para o mal,
19 e testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.", Provérbios 6.16-19 
A expressão "coisas que o Senhor aborrece", pode ser traduzido e interpretada como, coisas que o Senhor odeia. 
Das coisas e práticas listadas aqui, temos seis que o Senhor odeia, e a pessoa que profere mentiras está entre elas. Sendo assim, o Senhor odeia o que tem a mentira em sua boca como algo normal. E infelizmente existem alguns crentes que proferem mentiras, como se isso não fosse nada de mais.

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 4 / 3º Trim 2026


AULA EM 26 DE JULHO DE 2026 - LIÇÃO 4
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Espírito que nos guia para além das fronteiras



TEXTO ÁUREO
“De sorte que as igrejas eram confirmadas na fé e cada dia cresciam em número.” (At 16.5).

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo não apenas guia o cristão em seus passos, mas também o impede de avançar quando isso não está em acordo com a vontade de Deus.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — At 15.39,40; 16.1 O Espírito Santo conduz a nossa vida em meio às tensões
Terça — At 16.6-9 Deus dirige a nossa vida, abrindo e fechando portas
Quarta — At 16.14,15 Quando o coração se abre, a Palavra é recebida com fé
Quinta — At 16.16-18 O nome de Jesus tem autoridade sobre as trevas
Sexta — At 16.22-26 A fidelidade ao Evangelho sustenta o crente
Sábado — At 16.30,31 A salvação pela fé em Cristo transforma famílias inteiras

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 16.11-18,25-31.
11 — E, navegando de Trôade, fomos correndo em caminho direito para a Samotrácia e, no dia seguinte, para Neápolis;
12 — e dali, para Filipos, que é a primeira cidade desta parte da Macedônia e é uma colônia; e estivemos alguns dias nesta cidade.
13 — No dia de sábado, saímos fora das portas, para a beira do rio, onde julgávamos haver um lugar para oração; e, assentando-nos, falamos às mulheres que ali se ajuntaram.
14 — E uma certa mulher, chamada Lídia, vendedora de púrpura, da cidade de Tiatira, e que servia a Deus, nos ouvia, e o Senhor lhe abriu o coração para que estivesse atenta ao que Paulo dizia.
15 — Depois que foi batizada, ela e a sua casa, nos rogou, dizendo: Se haveis julgado que eu seja fiel ao Senhor, entrai em minha casa e ficai ali. E nos constrangeu a isso.
16 — E aconteceu que, indo nós à oração, nos saiu ao encontro uma jovem que tinha espírito de adivinhação, a qual, adivinhando, dava grande lucro aos seus senhores.
17 — Esta, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: Estes homens, que nos anunciam o caminho da salvação, são servos do Deus Altíssimo.
18 — E isto fez ela por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou-se e disse ao espírito: Em nome de Jesus Cristo, te mando que saias dela. E, na mesma hora, saiu.
25 — Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam.
26 — E, de repente, sobreveio um tão grande terremoto, que os alicerces do cárcere se moveram, e logo se abriram todas as portas, e foram soltas as prisões de todos.
27 — Acordando o carcereiro e vendo abertas as portas da prisão, tirou a espada e quis matar-se, cuidando que os presos já tinham fugido.
28 — Mas Paulo clamou com grande voz, dizendo: Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos.
29 — E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas.
30 — E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar?
31 — E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.

HINOS SUGERIDOS
155, 290 e 511 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), nesta lição vamos ver a continuidade da obra de missões, após a separação de Paulo e Barnabé. Daí Paulo segue com Silas para a Segunda Viagem Missionária. Neste material de apoio vou deixar meus comentários em azul, para facilitar o entendimento e acrescentar conteúdos à lição, para que você possa preparar uma aula de qualidade. Bons estudos!
A segunda viagem missionária de Paulo marca um avanço decisivo da Igreja: o fortalecimento das igrejas já fundadas e a expansão do Evangelho para novos territórios, culminando na entrada da mensagem cristã na Europa (At 15.36-18.22). Mesmo diante de conflitos e mudanças de rota, o Espírito Santo conduz cada passo, impedindo caminhos e abrindo outros conforme a vontade de Deus. Esta lição revela o Espírito que nos guia para além das fronteiras, mostrando que a missão avança quando a Igreja aprende a ouvir, obedecer e confiar na direção divina.
Para esse início, convém informar aos alunos que, o que marcou essa segunda viagem de missões, foi a forte atuação do Espírito Santo, dando a direção e orientando os missionários. Convém informar também que, o "conflito" que o comentarista menciona nessa introdução, se refere ao desentendimento de Paulo e Barnabé logo antes da partida; e a "mudança de rota" se refere à visão do varão macedônio que Paulo teve em Trôade (Atos 16.10), como veremos mais detalhadamente nesta lição.  

I. LÍDIA: QUANDO O ESPÍRITO ABRE O CORAÇÃO E FUNDA UMA IGREJA

1. A direção soberana do Espírito na segunda viagem missionária. 
Na segunda viagem missionária, o destaque recai não apenas sobre a expansão geográfica da Igreja, mas sobre a condução soberana do Espírito Santo em cada decisão. Após a separação entre Paulo e Barnabé, Paulo parte com Silas, recomendado pela igreja, e em Listra incorpora Timóteo à equipe missionária (At 15.39,40; 16.1). 
Neste ponto, convém ressaltar que o apóstolo Paulo montou um itinerário somente dentro da Ásia Menor, visitando as igrejas onde já haviam pregado e deixado obreiros, veja:
"Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.", Atos 15.36
Eles intencionavam consolidar as igrejas que já haviam sido fundadas. Esse foi itinerário planejado, no entanto, o Espírito decidiu intervir decisivamente, ampliando o trajeto e fazendo o Evangelho chegar à outras regiões.
Ao tentarem avançar para a Ásia e para a Bitínia, são impedidos pelo Espírito, aprendendo que a missão não avança apenas por estratégia humana, mas por sensibilidade espiritual. Em Trôade, Paulo recebe a visão do varão macedônio, confirmando a direção divina rumo à Europa (At 16.9).
A cidade de Bitínia ficava dentro da Ásia, e os missionários queriam ficar por ali mesmo naquela região evangelizando, mas o Espírito fez com que eles ficassem em Trôade, esta era uma cidade portuária, da Ásia Menor, onde hoje é a província de Çannakale, na Turquia. Do outro lado do mar Mediterrâneo ficava a antiga província romana da Macedônia, já na Europa, e que hoje recebe o nome de Macedônia do Norte. Veja os detalhes da visão:
"9 E Paulo teve, de noite, uma visão em que se apresentava um varão da Macedônia e lhe rogava, dizendo: Passa à Macedônia e ajuda-nos!
10 E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia, concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.", Atos 16.9,10 
A título de conhecimento, a cidade de Trôade, onde Paulo teve a visão, seria a cidade de Tróia no clássico a "Iliada", Poema de Homero que narra a batalha e destruição de Troia. 

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Influenciador simula assalto e jovem cristão o evangeliza: “Já entregou sua vida a Jesus?”


O influenciador Kaiam Borraschi fez uma pegadinha e pediu o celular de João, que reagiu com tranquilidade e ainda anunciou o Evangelho.

Um jovem cristão surpreendeu ao pregar o Evangelho após ser alvo de uma pegadinha de um influenciador, recentemente.

Kaiam Borraschi, que faz pegadinhas com pessoas desconhecidas nas ruas, parou sua moto à beira de uma calçada e abordou o jovem, chamado João.

“Irmão, deixa eu falar, você acha que é melhor pedir ou roubar?”, perguntou Kaiam.

E João respondeu: “É melhor pedir”. “Pedir? Então passa o celular aí. Estou falando sério!”, disse o influenciador.

E continuou: “Você sabe farmar aura? Farma um pouquinho, senão eu vou levar a parada aqui”. “Pode levar, é seu”, respondeu João, com tranquilidade.

O jovem, que vestia o uniforme de um supermercado de atacado, afirmou que não sabia “farmar aura”. Então, Kaiam pediu para tirar uma foto com João no celular “roubado”.

Em seguida, ele anunciou que se tratava de uma pegadinha para a internet: “É zoeira, eu gravo os vídeos pra net”.

Neste momento, João anunciou o Evangelho para o influenciador. “Você conhece Jesus Cristo?”, perguntou.

“Conheço”, respondeu Kaiam. E o jovem cristão completou: “Você já entregou sua vida a Ele?”.

O influenciador disse: “Não, ainda não”. “Você deveria, isso é farmar aura”, declarou João, com um sorriso.


Repercussão nas redes

O vídeo viralizou nas redes sociais e alcançou 5 milhões de visualizações. Nos comentários da publicação, líderes e influenciadores cristãos elogiaram a atitude do jovem.

“O garoto já está na vibe do texto que diz: ‘Porque aquele que quiser salvar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á’”, escreveu a pastora Raquel Lima.

“A definição da paz que excede o entendimento! O brilho é diferente né? Glória Deus”, comentou Renata Meins.

Usuários também destacaram o comportamento tranquilo e ousado de João diante da situação.

“Um jovem cheio do Espírito Santo até sendo zoado, Deus é glorificado”, afirmou um homem.

E outro internauta comentou: “Moleque entregou o celular na tranquilidade de quem sabe que tudo dessa terra é passageiro, mas a glória é eterna”.

Fonte: Guiame

domingo, 19 de julho de 2026

Índice Escola Dominical - 3º Trim 2026



Conteúdos para a aula da EBD do dia 26 de Julho de 2026 - Lição 4:

Revistas
Revista CPAD Jovens - A iniciar
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Finalizando
Subsídio Betel AdultosEditando
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 19 de Julho de 2026 - Lição 3:

Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

Subsídios
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 12 de Julho de 2026 - Lição 2:

Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

Subsídios
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 5 de Julho de 2026 - Lição 1:

Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Indisponível
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Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
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