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quinta-feira, 12 de março de 2026

Revista do 2º Trimestre de 2026 - CPAD

Meus amados irmãos, para o 2º trimestre da revista da CPAD, teremos as histórias dos patriarcas que deram origem à nação de Israel, seus erros e acertos que ajudaram a dar a base de nossa fé. Venha conosco, vai ser bênção de Deus"

Tema: Homens dos quais o mundo não Era Digno — O Legado de Abraão, Isaque e Jacó

Comentarista: Elinaldo Renovato

Temas das lições:

Lição 1 – Abraão: Seu Chamado e Sua Jornada de Fé 

Lição 2 – A Fé de Abraão nas Promessas de Deus

Lição 3 – A Impaciência na Espera do Cumprimento da Promessa

Lição 4 – A Confirmação de Uma Promessa

Lição 5 – O Juízo contra Sodoma e Gomorra

Lição 6 – O Nascimento de Isaque

Lição 7 – Uma Prova de Fé: A Entrega de Isaque

Lição 8 – Isaque: Herdeiro da Promessa

Lição 9 – Jacó e Esaú: Irmãos em Conflito

Lição 10 – A Experiência Transformadora de Jacó

Lição 11 – Jacó: De Enganador a Homem de Honra

Lição 12 – A Reconciliação de Jacó com Esaú

Lição 13 – O Legado de Fé de Abraão, Isaque e Jacó

quarta-feira, 11 de março de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 11 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 11



(Revista Editora Betel)

Tema: O SAL DA TERRA E A LUZ DO MUNDO



Texto de Referência: Mc 9.50

VERSÍCULO DO DIA
"Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? [...] Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte." (Mt 5.13-14)

VERDADE APLICADA
Anunciar a Verdade e iluminar o mundo com a mensagem do Evangelho desafia os discípulos de Cristo a influenciar a sociedade com justiça, amor e testemunho fiel.

LEITURA SEMANAL
Seg Mc 9.50 O sal em excesso perde a sua finalidade.
Ter 1Pe 2.9 Deus nos chamou das trevas para a luz.
Qua At 13.47 Deus nos fez luz para o mundo.
Qui Jo 8.12 Cristo é a Luz do mundo.
Sex 2Co 4.6 Das trevas resplandeça a luz.
Sáb Jo 3.19 Os homens amaram mais as trevas do que a luz.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição fala de uma grande responsabilidade para a Igreja, que é ser exemplo para o mundo. Pois, assim como o sal melhora a comida, a Igreja também tem essa função em relação ao mundo. Neste material de apoio, vou deixar acréscimos que o ajudarão a preparar uma aula de qualidade.
O belo simbolismo do sal (Mt 5.13) significa que a pregação dos discípulos de Cristo deve ser bem temperada com palavras de amor. Já como luz, o cristão deve iluminar as trevas dos lugares por onde passar.
A falta de tempero na comida deixa-a com um sabor ruim, não podendo ser apreciada como alimento, e a falta de luz deixa um lugar em trevas, e intransitável, por isso, a Igreja de Cristo faz a diferença como luz nesse mundo. Um dos objetivos dessa lição, que o(a) professor(a) deve ter em mente, é conscientizar os alunos de que são sal e luz nesse mundo, ou seja, são referências do Reino de Cristo, sendo assim, possuem grande responsabilidade.

PONTO-CHAVE
"Os cristãos são sal e luz, como o próprio Cristo. Por onde passava, Ele levava sabor e luz às vidas perdidas, cativas e enfermas."

1. O CRISTÃO NO MUNDO
No Sermão da Montanha, Jesus descreve os Seus discípulos como o "sal da terra" e a "luz do mundo" (Mt 5.13-14). Essas metáforas, proferidas em um contexto de desafios espirituais e sociais, destacam o papel dos seguidores de Cristo na missão de impactar o mundo com sua fé, refletindo a Glória de Deus por meio de uma vida exemplar.

1.1. Que Cristo brilhe em nós
Para que Cristo brilhe em nós, devemos viver de maneira que nossas ações e palavras revelem Seu amor, Sua justiça e Sua verdade, influenciando positivamente o mundo ao nosso redor. Como o sal preserva e dá sabor, nossa fé deve ser autêntica e transformadora; como a luz ilumina a escuridão, nosso testemunho deve apontar para a Glória de Deus, inspirando outros a conhecerem o Salvador. Assim, ao refletirmos a Cristo, cumprimos o propósito de ser instrumentos de Sua Graça em um mundo que anseia por esperança.
Atentemos na expressão que o comentarista utilizou: "influenciando positivamente o mundo ao nosso redor", pois no contexto globalizado em que vivemos, o verbo "influenciar" tem grande significado, porque existem pessoas que acumulam milhares e até milhões de seguidores em redes sociais e são consideradas influenciadoras destas pessoas, e muitas vezes eles influenciam apenas para a prática de coisas inúteis e também de uma vida pecaminosa. E o pior é que muitos dos seguidores desses influenciadores são cristãos. Professor(a), mostre aos alunos que Jesus, ao ensinar sobre o sal da terra e luz do mundo, também nos mandou sermos influenciadores do mundo, veja:
"Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.", Mateus 5.16
Dessa forma, o cristão pode influenciar as pessoas a fazerem o bem e a glorificarem a Deus, e glorificar a Deus pode ser entendido aqui de várias formas, pois o simples fato de nossos vizinhos e colegas ao nosso redor darem graças a Deus por ter colocado pessoas como nós nesse mundo, já está glorificando a Deus.

1.2. Que sejamos sal e luz
Quem serve a Cristo deve levar uma vida diferente da que o mundo proporciona (1Pe 2.9). Quando aceitamos a Cristo, passamos a ser como o sal, dando aos lugares por onde passamos o sabor do Evangelho; por sua vez, como luz, apontamos o caminho para a Salvação. É a confirmação da Palavra de Deus em nossa vida: "Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2Co 5.17).
Muitas pessoas vivem nesse mundo reconhecendo que estão longe de Deus, acreditando que não há solução para suas vidas, por isso, se afundam nos vícios e no pecado, mas essas pessoas notam uma "luz no fim do túnel", quando um cristão as evangeliza, e mostra que Deus as recebe como estão, comprovando isso na sua Palavra, veja um texto que mostra isso:
"22 As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim;
23 Novas são cada manhã; grande é a tua fidelidade.", Lamentações 3.22,23
Além disso, o próprio testemunho pessoal de cada crente é uma comprovação dessa verdade, de que o Senhor recebe todos os pecadores.

Refletindo 
"Oferecendo um ensinamento prático, Jesus, ao afirmar que somos o sal da terra, estava dizendo que precisamos temperar o ambiente em que estamos inseridos." (Bispo Abner Ferreira)

2. A IDENTIDADE DOS DISCÍPULOS
Jesus destacou como identidade única de Seus discípulos ser sal e luz, pois são agentes de transformação e testemunhas do Reino de Deus em um mundo marcado por corrupção e trevas. Portanto, o testemunho cristão está em suas ações, que devem expressar os princípios bíblicos e a solidez de sua moral em relação ao Reino de Deus.

2.1. Propósito e Impacto
O sal e a luz enfatizam o chamado dos cristãos para influenciar positivamente a sociedade, ou seja, preservar os valores de Deus e iluminar o caminho para outros por meio do Evangelho. Os primeiros cristãos foram temperados com o sal do Evangelho e tiveram a vida transformada (Rm 12.2). Este é o sabor que o Evangelho proporciona: alegria e paz. A partir disso, acende-se a luz da Doutrina de Cristo, revelando os segredos da Graça que impulsiona a vida cristã.
Vale acrescentar que o sal, na época de Jesus, era também utilizado para preservar os alimentos, pois não havia geladeira, daí surgiu o costume de salgar a carne. Por isso, o comentarista  afirma que os crentes são chamados para "preservar valores", pois o mundo destrói os valores que são benéficos às famílias, mas uma igreja séria ensina seus membros a preservar esses valores na sociedade.
"7 Lembra-te dos dias da antiguidade, atenta para os anos de muitas gerações: pergunta a teu pai, e ele te informará; aos teus anciãos, e eles te dirão.
8 Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando dividia os filhos de Adão uns dos outros, estabeleceu os termos dos povos, conforme o número dos filhos de Israel.", Deuteronômio 32.7,8
Aqui é um convite para que os filhos de Deus se lembrem das coisas que Deus fez e ensinou no passado. 
Veja esse outro texto de Jeremias:
"Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele.", Jeremias 6.16

2.2. Responsabilidade e Visibilidade
Jesus exortou Seus discípulos a não esconderem a luz nem perderem o sabor, reforçando a responsabilidade de viver uma fé autêntica e visível, que glorifique a Deus e inspire transformação de vida. Para que entendessem o significado desse ensinamento, Jesus disse que, se o sal se tornar insosso, só servirá para ser jogado fora e pisado pelos homens. De igual modo, a luz não deve ser colocada debaixo de um alqueire, mas em local onde ilumine a todos (Mt 5.13,15).
[...]

3. DEUS NOS TIRA DA ESCURIDÃO
Jesus instruiu Seus seguidores a deixarem sua luz brilhar diante dos homens, que veriam suas boas obras e glorificariam o Pai Celestial (Mt 5.16). Deus nos tira da escuridão espiritual por meio da Sua Graça. Ele nos tira de uma condição de pecado e ignorância para sermos a luz que reflete Seu amor e Sua justiça no mundo.

3.1. Dissipando a escuridão
A terra está coberta de escuridão, mas a Luz do Senhor está brilhando (Is 60.2). Viver longe de Cristo é como andar na escuridão da noite sem nunca encontrar o caminho que conduz à luz, à Salvação (Jo 12.35-36). Agora que Cristo nos achou e chamou para ser luz, devemos abandonar tudo o que não vem dEle e não edifica. Somente assim seremos luz para muitas pessoas, tendo um papel ativo na transformação de vidas.
Aqui podemos acrescentar que uma das funções da luz é iluminar o caminho, tornando a estrada clara, permitindo a caminhada. Assim também é o nosso papel como "luz do mundo", nós facilitamos a caminhada de outros que não conhecem o caminho. Assim, as pessoas do mundo olham para a nossa vida e veem com clareza o caminho que devem seguir. A verdade é que as pessoas se sentem seguras em escolher uma determinada opção, se conhecerem o testemunho de alguém que já fez a mesma escolha.

3.2. Brilhando a Luz de Cristo
O apóstolo Paulo ressaltou que andávamos na escuridão, mas agora andamos na luz (Ef 5.8), ou seja, devemos viver de maneira que reflita a luz de Cristo àqueles que não O conhecem. Paulo ainda nos adverte a não nos comunicar com as obras improdutivas das trevas, mas condená-las (Ef 5.11). Portanto, que possamos brilhar a Luz de Cristo entre os homens.
Na prática, esse brilho flui do nosso interior, pois a verdade é que o brilho não é nosso, mas do Espírito Santo que brilha dentro de nós. E assim, parece para as pessoas que somos nós quem brilhamos, mas quando elas conhecem o Evangelho e a obra do Espírito de Deus, então começam a entender que não somos nós, e sim o Senhor quem brilha em nosso interior. Estimule os alunos para que possam se esforçar em manter a chama do Espírito acesa em seu interior, veja:
"Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.", 2 Coríntios 4.6

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Jesus não disse que temos "sal" ou que temos "luz"; Ele disse: "Vós sois" (Mt 5.13-14). Com essa afirmação, Jesus nos apresenta a responsabilidade de viver uma vida de constância. Ele conta com cada cristão para ser um agente influenciador neste mundo, para um viver saudável que glorifique a Deus. Ser como o sal é exercer influência quando presente. Assim como o sal influencia o sabor, nós devemos influenciar o ambiente. Do mesmo modo é a luz: onde ela chega, as trevas têm que sair, pois não existe comunhão entre elas. Ou a luz predomina, ou as trevas predominam. Ser luz é impactar o mundo com boas obras, para que Deus seja glorificado. (Bispo Abner Ferreira – Revista Betel Dominical – 1º Trimestre de 2022, Lição 4)

CONCLUSÃO
Jesus concluiu Sua exortação chamando os discípulos a serem "sal da terra" e "luz do mundo", um apelo que ressoa como desafio e promessa para todos os que seguem a Cristo. Isso reforça que a fé deve ser ativa e visível, para impactar o mundo com a Verdade e o Amor de Deus. Ao abraçar essa responsabilidade, não apenas preservamos os valores do Reino, mas também iluminamos os caminhos daqueles ao nosso redor, refletindo a Glória divina e cumprindo o propósito de glorificar a Deus em todas as coisas.
Professor(a), nesta conclusão, reforce a ideia de que cada aluno deve ter consciência de que precisa ser um influenciador neste mundo, e não influenciado por ele.
Após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

COMPLEMENTANDO
O sal impede a decomposição dos alimentos, pois é um conservante natural, além de realçar o sabor. Assim são os cristãos, que devem viver segundo os princípios do Reino, resistindo à degradação moral e aos valores corrompidos da sociedade. E como luz, devemos ser visíveis, mostrando ao mundo a luz do Evangelho.

EU ENSINEI QUE
Ser sal e luz é impactar o mundo com boas obras, para que Deus seja glorificado e Seu Reino conhecido.

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terça-feira, 10 de março de 2026

Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026



Conteúdos para a aula da EBD do dia 22 de Março de 2026 - Lição 12:

Revistas
Revista Betel Adultos - A iniciar
Revista Betel Conectar - Corrigindo
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - A iniciar 
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - A iniciar  
Subsídio Betel Conectar - A iniciar 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 15 de Março de 2026 - Lição 11:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado 
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - Publicado  
Subsídio Betel Conectar - Editando 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Março de 2026 - Lição 10:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Publicado 
Subsídio CPAD Jovens - Publicado 
Subsídio Betel Adultos - Publicado 
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Março de 2026 - Lição 9:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Indisponível 
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AFASTAMENTO VELADO

Uma igreja cheia de crentes vazios, veja o que fazer.

    Atualmente, a Igreja de Cristo vive um problema sem precedentes na sua história, que é o que podemos chamar de "afastamento velado da presença de Deus", não por parte de novos convertidos, mas por parte dos cristãos como um todo. Classifico esse fenômeno aqui como afastamento velado, por ser silencioso e lento, de forma que não pode ser percebido pelas lideranças eclesiásticas. E para compreendê-lo e detectá-lo em nossas congregações, precisamos comparar a nossa igreja com a Igreja Primitiva de Atos dos Apóstolos. 

    Notamos ao ler as páginas do Novo Testamento que a Igreja do primeiro século tinha características bem distintas, como, por exemplo, a perseverança, pois ela atuava em meio à perseguição de todo tipo, e naquele contexto histórico, aquela igreja se fortaleceu e cresceu, permanecendo firme por séculos. Com base nessa comparação, poderíamos pensar que a igreja dos dias atuais, em países onde não há perseguições religiosas, deveria estar ganhando o mundo e crescendo de forma exponencial. No entanto, o que notamos é um afastamento velado, onde os crentes não deixam a congregação para irem na direção do mundo, mas eles levam o mundo na direção da igreja, de forma que esses cristãos praticam as ações mundanas, igual aos ímpios, e às vezes até pior. 

    Sabemos que existem exceções, mas esses crentes afastados do Senhor vão à igreja e possuem o nome no rol de membros, porém, não leem a Bíblia, não oram, não jejuam, aliás, só conhecem a palavra "jejum" por causa do "jejum intermitente" que as pessoas praticam para emagrecer. Esses crentes também são consumidores de redes sociais, de séries de streaming e jogos online, onde fazem uso compulsivo de conteúdos com alto grau de inutilidade e certo nível de esoterismo, crenças antibíblicas e até mesmo erotismo.

    Por causa desse comportamento dos crentes da atualidade, fica extremamente difícil definir quem é cristão e quem não é. Não haveria nenhum problema em os cristãos do século XXI frequentarem academias, assistirem filmes, jogarem em plataformas online, irem ao parque, fazerem turismo, etc., se eles mantivessem uma vida de santidade, de retidão, de moderação e de foco na missão que Cristo nos deixou:

"19 Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo;
20 Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação do mundo. Amém.", Mateus 28.19,20 

  Por deixarem de lado essa importantíssima missão, esses crentes deixam de lado também o Espírito Santo, que é o único que pode operar neles a regeneração, processo pelo qual o servo do Reino fica mais parecido com Cristo e menos parecido com o mundo.

Sendo assim, resumidamente, o problema dos cristãos da atualidade é a falta do Espírito Santo de Deus, pois Ele é o único capaz de dar vida, direção e força à Igreja. Então, deixo aqui orientações simples para se resolver um problema dessa complexidade. E não me refiro a roupas, penteados de cabelo, barba ou maquiagem, mas a comportamento, linguajar, atitudes e essência.

Cada cristão deve buscar praticar os devocionais que são pilares da fé, sem os quais nos afastamos da presença do Espírito Santo de Deus, a saber, são quatro devocionais básicos: oração, meditação na Palavra, jejum e serviço. Vejamos cada um deles:

1º. Oração - A oração é o mais básico de todos, no entanto, é muito negligenciada. A Bíblia mostra duas formas básicas de praticar a oração. 

a) juntamente com a igreja:

"E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.", Atos 12.12

b) em secreto: 

"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.", Mateus 6.6

Se o crente estiver com problema para conseguir tempo para a oração, deve então bolar estratégias. Sugiro separar horários pré-definidos, como por exemplo, assim que acordar, no intervalo do almoço e à noite, com isso, seria pelo menos três vezes ao dia, nos moldes de Daniel.

2º. Meditação na Palavra - A meditação na Palavra de Deus consiste em se alimentar com porções diárias das Escrituras. Esse pode ser praticado logo pela manhã, após o devocional da oração, não precisando ser uma seção grande da Palavra, mas deve ser contínuo, de forma que se torne uma rotina.

3º. Jejum - O jejum é especialmente difícil para os dias em que estamos vivendo, mas é possível que possamos tê-lo como uma prática comum. Não precisa ser diário, mas deve ser feito, pelo menos, uma ou duas vezes no mês. Lembrando que não é a quantidade de horas que importa, mas sim a qualidade dessas horas. E deve-se evitar fazer barganhas com o jejum, mas sugiro que o maior propósito desse jejum seja a adoração e a vida espiritual.

4º. Serviço Cristão -  O serviço cristão é o ato de se comprometer com o Reino de Deus, consistindo em trabalhar para o crescimento do Reino de Cristo no mundo. Não necessita ser obreiro ou graduado em seminário de teologia para se trabalhar para o Senhor. Ainda que se limpe a igreja, entregue um folheto ou opere a mesa de som, o que importa na verdade é o compromisso com a obra de Deus.

    Assim, para podermos fazer a diferença no nosso tempo, precisamos retornar ao modelo da Igreja Primitiva, perseverante, dedicada e santificada pelo Espírito de Deus. 

Pr Marcos André

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 11 / ANO 2 - N° 8

O Primeiro Retorno e a Reconstrução do Templo  

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Esdras 5.1-2
1- E Ageu, profeta, e Zacarias, filho de Ido, profeta, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém; em nome do Deus de Israel lhes profetizaram.
2- Então, se levantaram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, que está em Jerusalém; e com eles os profetas de Deus, que os ajudavam.

Ageu 1.12
12- Então, ouviu Zorobabel, filho de Sealtiel, e Josué, filho de Jozadaque, sumo sacerdote, e todo o resto do povo a voz do Senhor, seu Deus, e as palavras do profeta Ageu, como o Senhor, seu Deus, o tinha enviado; e temeu o povo diante do Senhor.

Zacarias 4.6-10
6- E respondeu e me falou, dizendo: Esta é a palavra do Senhor a Zorobabel, dizendo: Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos.
7- Quem és tu, ó monte grande? Diante de Zorobabel, serás uma campina; porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela.
8- E a palavra do Senhor veio de novo a mim, dizendo:
9- As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa, também as suas mãos a acabarão, para que saibais que o Senhor dos Exércitos me enviou a vós.
10- Porque quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esse se alegrará, vendo o prumo na mão de Zorobabel; são os sete olhos do Senhor, que discorrem por toda a terra.

TEXTO ÁUREO 
E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario. Esdras 6.15

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Esdras 5.3-4
A obra de Deus desperta oposição
3ª feira Esdras 5.5
Os olhos de Deus guardam os anciãos
4ª feira - Esdras 5.13-17
O poder de Deus sobre o governo de Dario
5ª feira - Esdras 6.13-14
A bênção da prosperidade
6ª feira - Ageu 2.1-4
O ministério floresce sob o governo divino
Sábado -  Ageu 2.7-9
Deus é o todo de tudo

OBJETIVOS

    Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender o processo da reconstrução do Templo sob a liderança de Zorobabel;
  • reconhecer que Deus levantou Ageu e Zacarias para encorajar o povo a superar o desânimo;
  • perceber que o ministério profético é expressão da manifestação divina. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 

   Caro professor, ao lecionar sobre o primeiro retorno dos exilados e a reedificação da Casa do Senhor, ressalte que esse movimento foi mais que uma volta para a terra-mãe: tratou-se de um recomeço espiritual. Mostre aos alunos que Deus não apenas reergue lugares, mas também reconstitui identidades e prioridades. 
    A reconstrução do Templo aponta para a centralidade da adoração e da presença de Yahweh na vida da comunidade da aliança. Valorize os aspectos históricos — a liderança de Zorobabel, a oposição enfrentada e o papel dos profetas Ageu e Zacarias —, mas conecte tudo com a dimensão bíblica: o Senhor cumpre Suas promessas e convoca o Seu povo à fidelidade. 
    Por fim, estimule reflexões práticas: “O que precisa ser restaurado hoje em nossa vida e em nossa comunidade de fé?”.
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
   Após setenta anos de cativeiro na Babilônia, conforme profetizado por Jeremias (Jr 29.10), Deus iniciou a restauração do Seu povo. O regresso dos exilados à Terra Santa não foi apenas uma mudança geográfica, mas o início de um processo de recriação espiritual e nacional. 
    Nesse cenário destaca-se Zorobabel, descendente da linhagem real de Davi, líder político e religioso da primeira caravana que voltou sob o decreto de Ciro (cf. Ed 1.1-4). Mais que um administrador, Zorobabel tornou-se símbolo de esperança e instrumento nas mãos do Senhor para conduzir os judaitas na tarefa de reerguer o lugar da adoração: o templo de Jerusalém. Sua trajetória é marcada por fé, resistência diante da oposição, momentos de desânimo e renovo trazido pela palavra profética. 
    Esta lição abordará o contexto pós-exílico, os desafios enfrentados pelos aliançados e o papel de personagens como Ageu e Zacarias, mostrando como a reedificação da Casa de Deus, após o primeiro retorno, foi concretizada. Veremos como o Soberano de Israel conduz a História, levanta líderes e move corações para refazer o que havia sido destruído. A reconstrução do Templo permanece como obra coletiva, sagrada e pactual — e continua a nos instruir ainda hoje. 

 1.  O PRIMEIRO RETORNO: SINAL DA FIDELIDADE DE DEUS 

1.1. Um líder da linhagem real e da vocação divina 
    Zorobabel (no hebraico Zerubbabel; no acádio Zerbabili = “descendente da Babilônia”, “nascido na Babilônia” ou “semente da Babilônia”) surge no cenário pós-exílico como figura de transição entre a memória da monarquia davídica e a reorganização do povo de Deus sob domínio estrangeiro. Ele era neto de Joaquim (cf. 1 Cr 3.19), o penúltimo rei de Judá. 
    No contexto do retorno do cativeiro, sua presença trazia aos judeus a certeza de que a aliança davídica não fora esquecida, mesmo em tempos de subjugação imperial.
    Seu chamado, porém, não se limitava ao aspecto político. Zorobabel foi comissionado pelo Senhor para liderar a reconstrução do Templo (cf. Ed 3.2; Ag 1.1), tornando-se instrumento direto do plano de restauração nacional e espiritual de Israel.
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    Zorobabel é apresentado em algumas genealogias como “filho de Sealtiel” (Ed 3.2; Ag 1.1; Mt 1.12) e em outras como “filho de Pedaías” (1 Cr 3.19). Essa diferença é geralmente atribuída a um arranjo familiar ou levirato, recurso comum na época para manter a linhagem.
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1.2, Uma identidade confirmada e preservada 
    Em Esdras 2.59-03 encontramos uma lista de pessoas cujo pertencimento ao Israel pós-exílico — em especial à linhagem sacerdotal — estava em questão. À primeira vista, trata-se de um registro técnico, mas, na verdade, ele revela uma preocupação teológica essencial: a preservação da identidade do povo de Deus nesse período de reorganização. 
 Ao regressar à terra, os repatriados não podiam se permitir perder os marcos que os distinguiam como nação eleita. Os registros genealógicos funcionavam como garantias de pertencimento, não apenas social, mas sobretudo religioso. Isso era particularmente decisivo no caso dos sacerdotes, pois somente os descendentes de Arão podiam oficiar no Templo (cf. Nm 3.10). 
    Esse zelo por manter registros aponta para uma realidade singular; para os judaítas a consciência de pertencimento não podia ser dissociada da fidelidade ao pacto. A tentação de diluir ou flexibilizar critérios poderia ser grande, mas a liderança optou pela integridade. Ao valorizar a genealogia, os ex-cativos reafirmavam sua história, sua herança e sua vocação diante de Deus. 
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    A fidelidade de Israel não se media por muros ou templos, mas pelo zelo em preservar a identidade do pacto. Também hoje, nossa fé se firma quando escolhemos a integridade diante da diluição, e a lembrança da aliança diante do esquecimento.
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1.3. Um povo diverso na reconstrução 
    O registro de Esdras 2.64-65 nos apresenta um dado expressivo: aproximadamente cinquenta mil pessoas compunham a primeira caravana que voltou do cativeiro babilônico à Terra Prometida. Esse contingente, mais do que um número histórico, descortina um princípio bíblico importante: a reconstrução da vida do povo de Deus é uma tarefa coletiva, que envolve todas as esferas da comunidade de fé. 
    Entre os que regressaram, havia sacerdotes, levitas, cantores, porteiros, servos do Templo, chefes de família, mulheres, crianças, servos e até animais. Trata-se, portanto, de um grupo plural, socialmente diverso e espiritualmente significativo. Não foi um retorno exclusivo de líderes religiosos ou políticos. Ao contrário, a reedificação do espaço sagrado era responsabilidade de toda a sociedade judaíta, lembrando que o Senhor chama todos os Seus filhos a cooperar em Sua obra.
 
 2.  A RECONSTRUÇÃO DO TEMPLO: ENTRE O ALTAR E A PEDRA 

2.1. Um altar restabelecido como prioridade da adoração 
    Em Esdras 3.1-6, encontramos um princípio essencial: a adoração precede a edificação. Antes mesmo de erguerem o Templo, Zorobabel e Jesua restauraram o altar de Yahweh. Esse gesto, carregado de rica simbologia, revela a urgência que os egressos sentiam de reconectar-se com o Divino, colocando a comunhão com Ele como fundamento de toda a reconstrução. 
   Primeiro, levantaram o altar — lugar de sacrifício, expiação e comunhão com o Sagrado —, e só depois vieram os muros, colunas e ornamentos. O altar representa o coração do culto, a reconexão do povo com sua fé e sua identidade espiritual. Esse ato mostrou que a relação com Deus era prioridade: sem devoção verdadeira, o Santuário seria apenas pedra. 

2.2. O fundamento lançado com alegria e memória 
    Conforme relata Esdras 3.10-13, o povo celebrou com grande júbilo ao ver os primeiros sinais da reconstrução da Casa do Senhor. Os sacerdotes tocaram trombetas, os levitas entoaram salmos de louvor, e uma atmosfera de festa tomou conta da comunidade. Contudo, no meio da alegria festiva também ecoaram lágrimas: os anciãos que haviam visto o esplendor do templo de Salomão choraram diante dos modestos alicerces do novo edifício (v. 12). Essa mistura de lamento e júbilo é um indicativo de maturidade: mesmo sem reconstituir o passado glorioso, os repatriados acolhem o novo de Deus, que valoriza a fidelidade acima da grandeza exterior.

2.3. A oposição externa e a interrupção da obra 
    Após o entusiasmo inicial com a reedificação do Templo, o povo de Deus se deparou com uma dura realidade: a obra enfrentou oposição quase imediata. Em Esdras 4, adversários políticos e regionais — que primeiro se apresentaram como colaboradores, mas escondiam segundas intenções — tentaram se infiltrar e, em seguida, passaram a dificultar abertamente o andamento da construção. Assim, recorrem a manobras políticas e jurídicas, enviando cartas aos reis persas — inclusive a Artaxerxes (Ed 4.7) — até obterem uma ordem oficial que suspendeu os trabalhos (Ed 4.23), as quais só seriam retomados no segundo ano do reinado de Dario (Ed 4.24). 
    Esse episódio é emblemático: toda ação que carrega propósito divino enfrentará resistência humana. Quando algo é espiritual em sua essência, inevitavelmente provoca reações no mundo natural.
    Mas o problema não foi apenas externo. Sob pressão e medo, os repatriados esmoreceram, e o desânimo se instalou. Em Ageu 1.4, o Senhor repreende os exilados por deixarem Sua morada inacabada enquanto cuidavam bem de suas próprias casas. A pausa na construção expôs uma acomodação silenciosa: a missão coletiva foi trocada pelo conforto individual.
  
 3.  A RETOMADA E A CONCLUSÃO: OBRA DO ESPÍRITO E DA GRAÇA 

3.1. Dois profetas que despertam o povo 
    A chama da adoração se apagava lentamente, substituída por uma rotina voltada a interesses pessoais. Os repatriados deixaram-se dominar pelo desânimo. Nesse cenário, a intervenção divina não veio por força militar ou decreto real, mas pela Palavra, despertando a consciência de fé da comunidade. Para isso, o Senhor levantou dois arautos: Ageu e Zacarias. 
    Ageu (hb. hag-gay = “festividade”) foi direto, incisivo e pastoral. Ele diz que a escassez e as frustrações do povo estavam ligadas à inversão de prioridades diante de Yahweh (Ag 1.4-9). O profeta, então, conclama à reflexão: todo esforço seria estéril enquanto a Casa do Senhor permanecesse em ruínas (v. 4). Sua mensagem foi clara: sem colocar Deus no centro, não haveria prosperidade verdadeira. 
Zacarias (hb. za:kar:yãh = “Yahweh lembrou”), filho de Ido (cf. Ed 5.1; 6.14) e de origem sacerdotal (cf. Ne 12.16), reforçou que Deus não havia abandonado os que Lhe pertencem. A reconstrução do Templo era parte de um plano maior de revivência da fé e da esperança (Zc 1.16-17).

3.2. Uma obra do Espírito, “não por força, nem por violência” 
    A mensagem central de Zacarias ressoa nestas palavras; "[...] Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zc 4.6). 
    A expressão “não por força, nem por violência” (Zc 4.6) não desvaloriza a organização ou o trabalho diligente, mas redefine a verdadeira fonte do êxito. Em meio à fragilidade do povo recém-retornado, a palavra profética garante que a pedra principal — símbolo da conclusão — seria colocada com cânticos de graça (cf. Zc 4.7). Aqui, a graça não é mera formalidade litúrgica, mas confissão pública de que toda a restauração é dom de Deus, e não conquista humana. 
    A promessa de que Zorobabel veria a obra concluída (Zc 4.9) revela que Aquele que chama também capacita e sustenta até o fim. Mesmo o “dia das coisas pequenas” (Zc 4.10), em que o avanço parece insignificante, são preciosos aos olhos do Senhor, que se agrada da fidelidade perseverante. Essa mensagem nos lembra que o verdadeiro êxito não brota da autossuficiência, mas da dependência radical de Deus (cf. Jr 17.7-8). 

3.3. O Templo concluído e a celebração da restauração 
    Após anos de interrupções, oposição ferrenha e apatia, o templo de Jerusalém foi finalmente concluído no sexto ano do reinado de Dario (cf. Ed 6.15). A reconstrução não foi apenas material, mas também espiritual: por trás de cada pedra recolocada havia lágrimas, orações e fé perseverante. 
    A Casa do Senhor foi dedicada com sacrifícios abundantes, sinal de purificação e renovação da aliança. Sacerdotes e levitas foram organizados conforme as orientações da Torá, evidenciando o desejo de alinhar a vida do povo às instruções divinas. A adoração voltou a ocupar o seu lugar com reverência e alegria, pois todos entendiam que o renascimento da nação não se daria sem santidade e absoluta entrega (cf. Ed 6.16-18).
_______________________________
    Ao término da obra, não houve vanglória, mas celebração e consagração. Era o fim de um ciclo e o início de outro na vida de Israel. A lição é clara: quando Deus está no centro, a regeneração é plena.
_______________________________

CONCLUSÃO 
    A história do primeiro retorno e da reedificação do Templo nos lembra que a obra divina é integral: abrange território, identidade e adoração. Sob a liderança de Zorobabel, o povo enfrentou oposição, desânimo e escassez, mas foi reavivado pela palavra profética de Ageu e Zacarias. 
    O altar refeito, os fundamentos lançados e a morada do Altíssimo concluída revelam que a prioridade sempre foi Sua presença no centro da comunidade. Essa narrativa nos desafia a manter o Senhor no foco da nossa vida e a perseverar, mesmo no “dia das coisas pequenas” (Zc 4.10). 
    Toda reconstrução espiritual começa não com o regresso a espaços geográficos, mas com o retorno ao coração do Pai — e toda vitória é sempre fruto da Graça e da ação do Seu Espírito. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Quantas pessoas compunham a primeira caravana do retorno da Babilônia? 
R.: Segundo Esdras 2.64-65, cerca de cinquenta mil pessoas fizeram parte dessa caravana que voltou do cativeiro à Terra Prometida.

Fonte: Revista Central Gospel

segunda-feira, 9 de março de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 11 / 1º Trim 2026


AULA EM 15 DE MARÇO DE 2026 - LIÇÃO 11

(Revista Editora Betel)

Tema: O caráter dos discípulos de Cristo
  



TEXTO ÁUREO
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo", 2 Coríntios 5.17.

VERDADE APLICADA
O novo nascimento resulta em um novo viver, em todas as áreas da vida, pela ação da Palavra de Deus e do Espírito Santo em nosso interior.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Identificar os que tiveram o caráter transformado por Cristo no AT.
- Reconhecer que Cristo transforma o nosso caráter.
- Ressaltar que a mudança de caráter resulta da mudança de mente.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

EFÉSIOS 4
17.  E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido. 
18. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração. 
19. Os quais, havendo perdido todo sentimento, se entregaram à dissolução, para, com avidez, cometerem toda impureza. 
20. Mas vós não aprendestes assim com Cristo. 
21. Se é que o tendes ouvido e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus. 
22. Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Sl 1.1 Devemos aprimorar nosso caráter dia a dia.
TERÇA | 2Co 5.17 Em Cristo, temos um novo caráter.
QUARTA | Gn 3.6,7 O pecado contamina o nosso caráter.
QUINTA | Mt 5.48 Ter um bom caráter é essencial.
SEXTA | Pv 28.6 A conduta evidencia o caráter.
SÁBADO | Hb 11,4 Abel, um homem de caráter e fé.

HINOS SUGERIDOS: 
111, 320, 422

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que os crentes busquem ter o caráter de Cristo.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição fala de algo que tem relação direta com a obra de evangelização, principalmente o evangelismo que é feito com o testemunho pessoal dos crentes. Pois o que o mundo observa em nós é o nosso exemplo de cidadão, de pais, de cônjuge, etc. Neste subsídio, deixarei conteúdos para acrescentar ao que está na revista, como, por exemplo, a possibilidade de mudança de caráter comprovada pela ciência e como a Bíblia registra isso. 
Nesta lição, veremos que o caráter do discípulo deve refletir a essência dos ensinamentos de Jesus por meio de uma vida de fé, obediência e amor. O discípulo de Cristo não é um seguidor de regras, mas alguém chamado para viver em conformidade com os valores do Reino de Deus. 
Podemos, neste início, informar aos alunos que o discípulo de Jesus é um promotor da fé cristã, demonstrando o caráter de Jesus, em suas ações, atitudes, forma de falar e de se comportar. Pela lógica, as pessoas que não são crentes, ao estarem conosco, precisam observar algo de Deus em nossas vidas, e isso nem sempre será pelo uso de dons ou em sinais sobrenaturais, mas é perfeitamente possível pela demonstração do nosso caráter na vida cotidiana. 

1. O caráter do discípulo de Cristo 
O caráter transformado do discípulo de Cristo é fruto de um processo contínuo de renovação espiritual pela ação do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Ao entregar nossa vida a Jesus, experimentamos uma mudança profunda, que transcende nosso comportamento externo e alcança as motivações do nosso coração. Abandonamos o egoísmo, o orgulho e os desejos mundanos para cultivar virtudes como: amor sacrificial, paciência e perdão. Essa transformação se manifesta em atitudes que refletem a semelhança com Cristo, impactando nossos relacionamentos e escolhas diárias. 

1.1. A história de Raabe. 
Raabe é um exemplo claro de que Deus transforma o caráter do ser humano (Hb 11.31). Ela era uma prostituta de Jericó (Js 2.1); porém, ao ouvir sobre os feitos do Deus de Israel, Raabe creu e experimentou uma profunda transformação (Js 2.9-14). 
O interessante é que Raabe creu só em ouvir falar dos feitos do Senhor, sendo que, no momento em que teve contato com os espias, ela viu a oportunidade de sair da situação em que vivia. 
Na sociedade em que vivemos, ela poderia ser considerada uma traidora do seu povo, mas a verdade é que ela ouviu sobre o Senhor e creu que ele estava acima de qualquer divindade, e isso mudou a sua vida. 
Sua história evidencia que o passado não determina o futuro de quem entrega sua vida a Deus. Raabe acabou se tornando esposa de Salmom, com quem gerou Воaz, entrando para a genealogia do rei Davi e, consequentemente, de Jesus (Mt 1.5). 
Ou seja, Deus recebeu Raabe no Seu povo, mesmo ela tendo sido uma prostituta, e não somente isso, o Senhor também proveu a ela um casamento, e da linhagem dela surgiu um dos maiores reis de Israel, Davi e também o Messias. Veja a genealogia apresentada no livro de Mateus. 
"5 E Salmom gerou, de Raabe, a Boaz; e Boaz gerou de Rute a Obede; e Obede gerou a Jessé;
6 E Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi gerou a Salomão da que foi mulher de Urias.", Mateus 1.5,6 
Isso mostra como a fé muda o caráter de alguém e como pode mudar a história de vida da pessoa e influenciar nos filhos e netos.

ATENÇÃO: 

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 11 / 1º Trim 2026


AULA EM 15 DE MARÇO DE 2026 - LIÇÃO 11
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Pai e o Espírito Santo


TEXTO ÁUREO
“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.” (Rm 8.14).

VERDADE PRÁTICA
O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Rm 8.15 O Espírito nos livra do temor e nos torna filhos por adoção
Terça — Jo 1.12 Os que creem em Cristo recebem o direito de serem feitos filhos de Deus
Quarta — Gl 4.6 Deus envia o Espírito de seu Filho ao coração dos regenerados
Quinta — Ef 1.13,14 O Espírito Santo é o penhor da nossa herança eterna
Sexta — Rm 8.17 Somos herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo
Sábado — 1Pe 1.3,4 A herança do crente é incorruptível e guardada nos céus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 8.12-17; Gálatas 4.1-6.

Romanos 8
12 — De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 — porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 — Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.
15 — Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 — O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.
17 — E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.

Gálatas 4
1 — Digo, pois, que, todo o tempo em que o herdeiro é menino, em nada difere do servo, ainda que seja senhor de tudo.
2 — Mas está debaixo de tutores e curadores até ao tempo determinado pelo pai.
3 — Assim também nós, quando éramos meninos, estávamos reduzidos à servidão debaixo dos primeiros rudimentos do mundo;
4 — mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei,
5 — para remir os que estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos.
6 — E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai.

HINOS SUGERIDOS
18, 46 e 126 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), estamos caminhando para o final do trimestre e as últimas aulas vão mostrar o trabalhar do Pai e do Filho juntamente com o Espírito Santo. E neste subsídio deixarei conteúdos além do que está na revista, para somar à tua aula, como, por exemplo, a aplicação do “sentimento de pertencimento” no povo de Deus e também o motivo de Paulo ter utilizado a metáfora sobre a “adoção de filhos”, na carta aos Romanos. 
A ação do Espírito Santo na vida do crente é um dom do Pai e do Filho. Ele nos tira da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos assegura a herança prometida. Essa é uma obra trinitária que nos transforma por completo: da condenação à comunhão, e da carne à glória eterna. Nessa lição, veremos como o Pai e o Espírito agem conjuntamente para garantir nossa adoção como filhos e herdeiros de Deus. 
Sabemos que as três pessoas da Trindade atuam na salvação do ser humano, trabalhando diretamente na sua natureza, e já podemos afirmar nesse início, que conhecer a atuação do Pai e do Espírito Santo pode nos ajudar a ter tranquilidade em nosso coração. Pois, muitas vezes precisamos de um sinal de que Deus está trabalhando, e esse sinal pode estar diante de nossos olhos, mas por falta de conhecimento, podemos não enxergá-lo. 

I. O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI 

1. Da escravidão à filiação. 
A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio do “espírito de escravidão” (Rm 8.15a). Essa expressão (gr. pneûma douleía) aponta para o estado de servidão ao pecado e ao medo da punição que caracterizava a vida antes da conversão (Gl 3.10; 4.3). A Lei, embora santa, não pôde produzir liberdade (Rm 7.12,13), ela revela o pecado, mas não concede poder para vencê-lo (Rm 3.20). 
Ou seja, a Lei apenas age condenando o indivíduo, mostrando que ele está errado e por isso, a punição o está aguardando. Para comprovar que o pecado nos leva à escravidão do medo, observemos a primeira reação de Adão, ao cometer o primeiro erro, foi de se esconder: 
"9 E chamou o Senhor Deus a Adão, e disse-lhe: Onde estás? 
10 E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.", Gênesis 3.9,10 
Naquele momento Adão passou a ser um escravo, não só de pecado, mas também, do medo. E até hoje o ser humano é assim, quando alguém erra, a primeira reação é esconder o erro. Mas o Espírito pode nos libertar dessa escravidão. 
Entretanto, sob a graça divina, o crente recebe o “Espírito de adoção” (Rm 8.15b). Essa frase (gr. pneûma huiothesía) aponta para a nova identidade em Cristo, um vínculo de afeto e de perdão (Gl 4.4,5). Não somos mais escravos, mas filhos (1Jo 3.1). Essa filiação nos livra do medo e do poder do pecado, e nos convida à comunhão com o Pai (Gl 5.1; 1Jo 5.18). 
Deus ao criar o ser humano, pegou um conceito que havia na Trindade (unidade) e colocou na alma humana, esse conceito foi chamado por Adão de "uma só carne": 
"Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.", Gênesis 2.24  
Mais tarde, esse conceito foi chamado de "família". E então, quando o Senhor apresentou o plano da salvação, Ele instituiu a Igreja, não para ser simplesmente uma organização eclesiástica, mas para ser o acesso à família de Deus. 
"Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;", Efésios 2.19 
E quem nos dá a certeza disso é o Espírito Santo: 
O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.”, Romanos 8.16

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