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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Índice dos últimos conteúdos da Escola Dominical - 1º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 8 de Março de 2026 - Lição 10:

Revistas
Revista Betel Adultos - Em correção 
Revista Betel Conectar - Em correção
Revista Central Gospel - A iniciar

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Editando 
Subsídio CPAD Jovens - A iniciar
Subsídio Betel Adultos - A iniciar
Subsídio Betel Conectar - A iniciar 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 1º de Março de 2026 - Lição 9:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Indisponível
Subsídio Betel Conectar - Indisponível 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 22 de Fevereiro de 2026 - Lição 8:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 15 de Fevereiro de 2026 - Lição 7:

Revistas
Revista Betel Adultos - Publicado

Subsídios
Subsídio CPAD Jovens - Publicado
Subsídio Betel Conectar - Publicado 
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Se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

ASSUNÇÃO DE CARGO MINISTERIAL - Função Pastoral

 

    Informo aos amados irmãos e usuários do CLUBE DA TEOLOGIA que nesta quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, estarei assumindo como dirigente a congregação da Assembleia de Deus de Criciúma, no bairro do São Simão.

    Devido a isso, estarei reduzindo as agendas para ministrações da Palavra de Deus e palestras, atendendo apenas às igrejas que já agendaram anteriormente.

    Agradeço a compreensão de todos e peço orações dos irmãos para essa importante tarefa.

Pr Marcos André 

AVISO - Subsídios Jovens CPAD e Conectar

    Por motivo de cronograma e outras atividades ministeriais, não serão publicados os subsídios para as revistas de jovens da CPAD e da Betel Conectar, Lição 9.

    Retomaremos na lição 10. Peço a compreensão e apoio dos irmãos em Cristo e professores da Escola Dominical.

Pr Marcos André

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 9 / ANO 2 - N° 8

Ciro e a Queda da Babilônia  


TEXTO BÍBLICO BÁSICO  

Isaías 44.24, 26, 28 

24- Assim diz o Senhor, teu Redentor, e que te formou desde o ventre: Eu sou o Senhor que faço todas as coisas, que estendo os céus e espraio a terra por mim mesmo; 
26- sou eu quem confirma a palavra do seu servo e cumpre o conselho dos seus mensageiros; quem diz a Jerusalém: Tu serás habitada, e às cidades de Judá: Sereis reedificadas, e eu levantarei as suas ruínas; 
28- quem diz de Ciro: E meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te. 

Isaías 45,1-2, 4, 13 

1- Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela sua mão direita, para abater as nações diante de sua face; eu soltarei os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. 
2- Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortos; quebrarei as portas de bronze e despedaçarei os ferrolhos de ferro. 
4- Por amor de meu servo Jacó e de Israel, meu eleito, eu a ti te chamarei pelo teu nome; pus-te o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. 
13- Eu o despertei em justiça e todos os seus caminhos endireitarei; ele edificará a minha cidade e soltará os meus cativos não por preço nem por presentes, diz o Senhor dos Exércitos.

TEXTO ÁUREO 
Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá? 
Isaías 43.13

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Isaías 46.8-11
Deus reina com soberania
3ª feira -Isaías 45.1-7
Deus levanta Ciro como Seu instrumento
4ª feira - Isaías 45.19-25
Deus age com justiça
5ª feira - Salmo 145.8-21
Deus revela Sua bondade
6ª feira - Jeremias 29.10-14
Deus cumpre Sua Promessa
Sábado -  Malaquias 3.1-6
Deus é imutável

OBJETIVOS

 Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender que Yahweh usa quem deseja para realizar os Seus desígnios; 
  • reconhecer a fidelidade de Deus no cumprimento de Suas promessas; 
  • afirmar que somente o Senhor é o Rei eterno. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 

    Querido professor, ao conduzir esta lição, mostre aos alunos que a queda da Babilônia e a ascensão de Ciro II não são apenas registros da História, mas evidências da providência divina. Enfatize que Deus é soberano até sobre governantes e impérios pagãos. Explique que Ciro II, ainda que não conhecesse Yahweh, foi chamado de “ungido” porque desempenhou um papel crucial no plano redentor: libertar Israel e abrir caminho para a reconstrução do Templo.
    Incentive a turma a refletir sobre como o Senhor continua usando pessoas e circunstâncias inesperadas para cumprir Seus propósitos. Valorize a conexão entre profecia e cumprimento histórico, destacando que a fidelidade divina se manifesta mesmo após o juízo.
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
   A queda da Babilônia e a ascensão de Ciro, rei da Pérsia, representam mais que uma virada geopolítica no Antigo Oriente Próximo. Esse episódio marca o início do fim do exílio e a concretização das promessas proféticas (cf. Jr 29.10). Ciro, chamado de “pastor” e “ungido” por Isaías (Is 44.28; 45.1), tornou-se instrumento para a libertação dos judeus, possibilitando seu retorno a Jerusalém (Ed 1.1-3; 2 Cr 36.22-23). 
    Nesta lição, veremos como Yahweh age soberanamente, valendo-se até de governantes que não reconhecem Seu domínio sobre os povos (Is 45.4-5; Pv 21.1), para mostrar que Sua fidelidade ultrapassa fronteiras políticas e religiosas. A História, em última análise, é palco da ação redentora orquestrada nos Céus (Dn 2.20-21). 
    A atuação de Ciro confirma que as Escrituras não são meros registros espirituais, mas testemunhos vivos de como o Eterno conduz os destinos das nações conforme o Seu querer (Sl 22.28; Is 46.9-10). Estudar esse tema é reconhecer que Ele reina sobre os impérios e cumpre, fielmente, cada um de Seus desígnios (Js 23.14; 2 Co 1.20). 
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    Jeremias anunciou que o exílio duraria setenta anos (Jr 25.11-12; 29.10). Isaías, muito antes, revelou o nome do libertador: Ciro (Is 44.28; 45.1,13). No primeiro ano do rei persa, Esdras registrou o cumprimento dessas palavras (Ed 1.1; cf. 2 Cr 36.22-23). Profecia e História se encontram no decreto que abriu caminho para o retorno a Jerusalém.
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 1.  A QUEDA DA BABILÔNIA 

    A queda da Babilônia não ocorreu de forma repentina, mas resultou de um processo gradual e inevitável. Por dentro, o Império se enfraqueceu com a corrupção e a instabilidade política (1.1). De fora, crescia a ameaça persa sob a liderança de Ciro, estrategista e conquistador (1.2). Acima de tudo, todavia, estava o juízo divino contra a soberba de uma nação que se exaltara contra o Senhor (1.3). 

1.1. Decadência interna e corrupção política 
    A Babilônia, que outrora esmagara Jerusalém, começou a revelar sinais de desorganização interna. A sucessão instável após Nabucodonosor fragilizou o trono, e a administração civil mostrava-se desgastada: corrupção crescente, favorecimento de elites aliadas e ausência de reformas institucionais alimentaram a insatisfação da população local e das nações dominadas. Além disso, o desprezo pelas próprias tradições cultuais e os problemas administrativos abriram espaço para o enfraquecimento do Império. 
    Enquanto isso, os judeus mantinham viva a memória profética de que a Babilônia seria julgada (Jr 50-51), e muitos entre os povos subjugados passaram a ver os persas como libertadores em potencial. 

1,2. A ascensão persa pelas mãos de Ciro 
    O avanço persa sobre a Mesopotâmia, no século VI a.C, não foi um acidente geopolítico, mas o resultado de um plano estratégico articulado por um personagem singular na história antiga: Ciro II, o Grande. Enquanto a Babilônia exalava os últimos suspiros de sua glória, confiando em seus muros colossais e na tradição de seu poder milenar, não percebia a ameaça que surgia do Leste. Os persas, vistos como “povo montanhes”, emergiram com táticas militares inovadoras, habilidade diplomática e, como afirmam as Escrituras, com a mão do Senhor conduzindo sua trajetória (Is 45.1-7) 

1.3. Juízo divino sobre a soberba babilônica. 
Ao longo da Escritura, o Império Caldeu se tornou símbolo por excelência da arrogância humana, da opressão desmedida e da hostilidade contra Yahweh e Seu povo. Embora tenha sido usado como instrumento do juízo divino sobre Judá (Jr 25.9), não escapou ao escrutínio e à justiça do Senhor. Isaías (cap. 13) e Jeremias (caps. 50-51) são claros: o destino da Babilônia estava selado. 
    A soberba imperial — expressa na confiança em sua força militar, em sua riqueza e no desprezo pelos povos subjugados — preparou o caminho da sua ruína, e esse princípio espiritual aplica-se não apenas a indivíduos, mas também a estados e nações (cf. Pv 16.18). 
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    O Livro de Daniel registra o fim repentino da Babilônia: “Naquela mesma noite, foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, ocupou o reino [...]” (Dn 5.30-31). Assim se cumpria a palavra profética que anunciava o juízo sobre a cidade (Jr 50-51), enquanto Ciro despontava como o libertador prometido.
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 2.  CIRO II, O UNGIDO ENTRE AS NAÇÕES
    A figura de Ciro II, o Grande, emerge como peça central na queda do Império Caldeu e no cumprimento das profecias. Conhecer sua identidade e origem (2.1); compreender sua entrada em Babilônia e a aceitação popular (2.2); e refletir sobre o fato de ser chamado de “ungido” de Deus (2.3) nos ajuda a perceber como o Senhor conduz a História para realizar Seus propósitos. 

2.1. À identidade de Ciro 
    O príncipe Ciro, que ficaria conhecido como Ciro II, o Grande, filho de Cambises I de Anshan e da rainha Mandane da Média, nasceu entre 600 e 590 a.C. 
    Ciro II e seus sucessores pertenciam à dinastia aquemênida, cujo nome remonta a Aquemenas, ancestral da família real persa. Embora a tradição associe Aquemenas ao início do reino, foi Ciro quem consolidou a dinastia e fundou Pasárgada, que se tornou a primeira capital de seu Império. 
    Em 559 a.C., após a morte de Cambises I, Ciro assumiu o trono e iniciou um governo que marcaria para sempre a história do mundo antigo e, de modo especial, a memória do povo judeu (cf. Dn 6.28).

2.2. À entrada em Babilônia 
    O Império Neobabilônico atravessava uma severa crise política desde que o rei Nabonido se autoexilara na Arábia, deixando a regência a cargo de seu filho Belsazar. Nesse cenário de instabilidade, Ciro II percebeu que o tempo da invasão havia chegado. Assim, conduziu suas tropas pelos desfiladeiros das montanhas até alcançar as planícies de aluvião da Mesopotâmia. 
    Dentro da cidade, cresciam o pânico (cf. Is 41.1-7; 46.1) e as desavenças internas. Em 12 de outubro de 539 a.C., os portões da Babilônia se abriram e o exército persa entrou sem resistência, em uma procissão solene, acompanhada pelo príncipe Cambises — então com 20 anos —, filho de Ciro. Com isso, chegava ao fim o Império Caldeu cumprindo-se a palavra do Senhor (cf. Is 13.17-19). 

2.3. O servo ungido de Deus 
    Em Isaías 45.1, Ciro, rei da Pérsia, é chamado de “ungido” (hb. mãsiah), termo reservado tipicamente aos monarcas israelitas (1 Sm 16.13; Sl 2.2) e, em última instância, ao Messias. Num contexto em que apenas reis davídicos ou sacerdotes judaítas eram vistos como legítimos ungidos, aplicar esse título a Ciro — um governante estrangeiro e alheio a Yahweh — representou uma ampliação radical da teologia do senhorio divino sobre a História. 
    Como explicar isso? A resposta está na soberania universal de Deus — tema central em Isaías 40-55. O Altíssimo não está limitado a Israel, nem Suas ações dependem da validação humana. Ele age onde quer, como quer e com quem quer, inclusive por intermédio de reis estrangeiros (Is 43.13). 

 3.  O RETORNO A JERUSALÉM 
    O édito de Ciro II marcou uma virada decisiva na história do povo escolhido. O decreto do imperador persa (3.1) abriu caminho para o retorno a Jerusalém, não apenas como ato político, mas como cumprimento de uma promessa profética (3.2). A restauração que se seguiu tornou-se selo da fidelidade divina, apontando tanto para o recomeço de Israel quanto para a esperança última da consumação de todas as coisas (3.3). 

3.1. O édito de Ciro 
    Segundo o relato bíblico (Ed 1.1-4), “no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia”, o Senhor despertou o seu espírito para que proclamasse em todas as suas províncias: “[...] O Senhor, Deus dos Céus, me deu todos os reinos da terra; e ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém [...]” (Ed 1.2). 
    Essa declaração, extraordinária por vir de um imperador pagão, reconhece a soberania de Yahweh não apenas como divindade local, mas como “Deus dos Céus” — um título que ultrapassa fronteiras nacionais e se aproxima da linguagem política e religiosa persa da época. 
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    Os caminhos do Senhor são insondáveis: invisíveis aos olhos, impensáveis à razão, mas reais na História. Creiamos: Ele surpreende Seu povo com recomeços que ninguém ousaria imaginar — como está escrito: “[,..] Às coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam” (1 Co 2.9; cf. Is 64.4).
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3.2. À política e a Promessa 
    O retorno a Judá não foi apenas mais um episódio de realocação populacional, mas o cumprimento de uma promessa divina anunciada séculos antes por arautos como Isaías e Jeremias (Is 44.28; 45.13; Jr 29.10). É justamente a convergência entre política imperial e profecia bíblica que torna o caso israelita singular. 
    Enquanto outras nações exiladas receberam autorização para reconstruir seus santuários e retomar práticas religiosas, os judeus experimentaram o cumprimento literal de um oráculo escatológico: o templo em Jerusalém, símbolo da aliança e da presença de Deus, voltaria a ser erguido (Ed 1.3).
    Esse evento não foi simples concessão cultural, mas o reinício da trajetória do povo da aliança — uma demonstração inequívoca de que o Altíssimo continua a governar os acontecimentos da história universal. 

3.3. A fidelidade divina 
    A restauração não foi apenas territorial ou arquitetônica, mas também espiritual, moral e comunitária. Esse movimento carregava uma dupla dimensão: cumpria a palavra antiga e inaugurava uma nova etapa na história israelita. 
    A reconstrução do Templo sob Zorobabel (Ed 3.8-13), o retorno dos sacerdotes e a retomada da adoração revelam que Yahweh não havia rejeitado Seu povo, mas operava discretamente para restabelecê-lo no tempo oportuno (Ag 2.4-9; Zc 1.16-17). Em perspectiva mais ampla, esse episódio torna-se modelo escatológico de expectativa messiânica: o mesmo Deus que reergueu Israel após o exílio é aquele que promete restaurar todas as coisas no fim dos tempos (Rm 15.4; Ap 21.5a). 
    A fidelidade do Senhor no passado é a garantia da esperança para o futuro. Onde há promessa cumprida, sempre há motivo para recomeçar.

CONCLUSÃO 
    Concluímos esta lição reconhecendo que, mesmo em tempos de juízo e sob impérios opressores, o Soberano de Israel permanece no controle do destino da humanidade. A ascensão de Ciro II e a queda da Babilônia não foram acasos políticos, mas parte do agir redentor de Yahweh em favor do Seu povo. Ao chamar Ciro de “ungido” (Is 45.1), Deus demonstra que pode usar até reis pagãos para cumprir os Seus propósitos. 
    O início do fim do cativeiro transformou-se em renovo da confiança. Essa verdade deve inspirar a Igreja a acreditar na providência divina. Mesmo quando tudo parece perdido, o Senhor continua conduzindo os rumos da História para a libertação dos Seus filhos. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Por que Ciro II, um rei pagão, é chamado de “ungido” por Deus em Isaías 45.1, e o que isso diz sobre a ação divina na História? 
R.: Ciro é chamado de “ungido” porque foi escolhido pelo Senhor para cumprir um propósito específico: libertar Israel do cativeiro e possibilitar a reconstrução do templo em Jerusalém. Isso mostra que Ele é soberano e pode usar até governantes estrangeiros para realizar os Seus planos na História.

Fonte: Revista Central Gospel

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 9 / 1º Trim 2026


AULA EM 1º DE MARÇO DE 2026 - LIÇÃO 9

(Revista Editora Betel)

Tema: Os discípulos de Cristo e o processo da santificação
  



TEXTO ÁUREO
"Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação", 1 Tessalonicenses 4.7.

VERDADE APLICADA
No poder do Espírito Santo e pela ação da Palavra de Deus, o discípulo de Cristo busca um viver santo em todas as áreas da vida.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender o conceito de santificação.
- Reconhecer a importância da santificação para o discípulo de Cristo.
- Saber como andar em constante santificação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1 TESSALONICENSES 4
3. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição. 
4. Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra. 
5. Não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. 
6. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. 
7. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 
8. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | At 26.18 Santificados pela fé em Jesus Cristo.
TERÇA | 1Ts 3.13 Corretos em santidade diante de Deus.
QUARTA | 2Co 7.1 Aperfeiçoamento e santificação.
QUINTA | 1Tm 2.15 Permanecendo em santificação.
SEXTA | Hb 13.12 Cristo, o nosso Santificador.
SÁBADO | Aр 22.11 Santificando-se sempre.

HINOS SUGERIDOS: 
252, 339, 374

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja do Senhor ande em santidade.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), uma das maiores características do povo de Deus é a santidade, por ser um povo separado, com costumes próprios, ou seja, diferente do mundo. Vamos ver agora a importância disso tudo e deixarei aqui acréscimos para que você enriqueça sua aula, como, por exemplo, o esclarecimento quanto às sutilezas de Satanás no subtópico 2.2. 
Nesta lição, veremos que a jornada do discípulo de Cristo envolve o processo da santificação (Hb 12.14). A Santidade é um dos Atributos de Deus, que ordena a Seu povo que seja santo (Lv 19.2; 1Pe 1.15). A Trindade está envolvida no processo da santificação, provendo o necessário para sermos santos e prosseguirmos em santificação até que sejamos "conformes à imagem de Seu Filho" (Rm 8.29). 
O Senhor não tem parte com o sistema mundano corrompido, por isso, o ser humano não poderá ter o Espírito Santo em seu interior se tiver aliado com o mundanismo, e também não poderá ver a Deus no final da carreira, veja como João fala sobre isso: 
"15 Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. 
16 Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.", 1 João 2.15,16 
A verdade é que, quando Deus fala de separação do mundo, é porque Ele deseja que nos acheguemos a Ele, e se estivermos corrompidos pelo mundo, isso não será possível. 

1. Compreendendo a santificação 
Vamos iniciar nosso estudo abordando três verdades reveladas nas Escrituras: Deus é Santo; Deus exige santificação do Seu povo; a santificação é uma condição para vermos a Deus. Pastor Valdir de Oliveira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2021 - Lição 7) reforça essa ideia ao dizer que "Santidade é a pureza perfeita de Deus, que não tem mancha nem pecado algum". 

1.1. Servimos a um Deus Santo. 
Como discípulos de Cristo, devemos meditar na Santidade de Deus e permanecer vigilantes e decididos a viver livre do pecado e da indisciplina à Sua Palavra (Sl 119.11). 
O mundo é o palco da rebeldia contra Deus, começando pelo Diabo que pecou ainda no Céu e foi lançado de lá até a terra, onde corrompeu a raça humana a partir de Adão. No entanto, Deus ama a humanidade e por isso não a destrói por inteiro, mas enviou Seu Filho para que pudesse salvá-la: 
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.", João 3.16  
Deus poderia ter destruído a humanidade quando quisesse: 
"Levantai-vos do meio desta congregação, e a consumirei num momento; então se prostraram sobre os seus rostos,", Números 16.45 
Deus é Santo em Sua essência e natureza (Ap 15.4). Somos admoestados pelo Senhor а ser participantes da Sua Santidade (Hb 12.4-13). 
Como foi ensinado anteriormente, o Senhor fez o ser humano para se relacionar com Ele, por isso, o Senhor compartilhou com o homem atributos próprios dEle, um deles é a socialização, pois o ser humano foi criado para se socializar, e isso veio da Trindade, pois a Trindade vive em unidade, veja nas palavras do Senhor Jesus: 
"Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.", João 17.21  
E para ter relacionamento com o Senhor, é preciso ser separado do mundo. Então, o objetivo maior da santificação não é para se mostrar mais espiritual que os outros, mas para se relacionar com Deus.

ATENÇÃO: 

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 9 / 1º Trim 2026


AULA EM 1º DE MARÇO DE 2026 - LIÇÃO 9
(Revista Editora CPAD)
Tema: Espírito Santo — O Regenerador

TEXTO ÁUREO
“Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.” (Jo 3.3).

VERDADE PRÁTICA
A regeneração é a transformação operada pelo Espírito Santo, pela qual o pecador se torna uma nova criatura.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 3.1-8 O novo nascimento é essencial para entrar no Reino de Deus
Terça — Tt 3.4-7 A regeneração é resultado da misericórdia e graça divinas
Quarta — Ef 2.1-10 Pela graça, somos salvos em Cristo e criados para praticar as boas obras
Quinta — 1Pe 1.22,23 O novo nascimento ocorre pela Palavra viva e eterna de Deus.
Sexta — 2Co 5.17-21 Em Cristo, recebemos nova identidade e o ministério da reconciliação
Sábado — Gl 5.16-25 O fruto do Espírito é a evidência prática da nova vida

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 3.1-8.
1 — E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus.
2 — Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele.
3 — Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.
4 — Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?
5 — Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus.
6 — O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito.
7 — Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo.
8 — O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.

HINOS SUGERIDOS
432, 434 e 447 da Harpa Cristã.

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição fala de uma obra muito especial do Espírito Santo, que é a transformação interior, a qual nós chamamos de "novo nascimento ou regeneração", e nesse subsídio deixarei acréscimos que vão além do que a lição está trazendo, como, por exemplo, o erro comum em interpretar a Bíblia de forma literal, no tópico II. 
O Novo Nascimento é uma obra indispensável à salvação. Jesus ensinou que para entrar no Reino é necessário nascer de novo. Não se trata de uma mera mudança exterior, mas de uma obra de transformação interior. Esta lição apresenta o Espírito Santo operando no plano trinitário da Salvação como o agente da Regeneração. Sua atuação revela o milagre divino que regenera a natureza humana decaída, concedendo nova vida em Cristo. 
Vale lembrar de início que a Regeneração, no começo, não altera o exterior do ser humano, mas conforme o Espírito Santo vai transformando o interior do indivíduo, os sinais começam a aparecer no seu exterior. 
Essa lição vai mostrar que o Espírito Santo é o agente da Regeneração dentro do crente, e como nós somos templos do Espírito, então podemos comparar de forma análoga o nosso interior à uma casa onde o Espírito de Deus vem morar, e após feita a mudança, Ele então começa a limpar essa casa e a arrumá-la, isso seria a Regeneração. 

I. REGENERAÇÃO: UMA OBRA TRINITÁRIA 

1. A doutrina bíblica da Regeneração. 
A expressão “nascer de novo” (Jo 3.3) é tradução do verbo grego gennēthē — “ser gerado” ou “nascer”, e do advérbio anōthen — “do alto”, “de cima”, “de novo”. No diálogo com Nicodemos, Jesus explica que o “nascer de novo” não é físico, mas espiritual (Jo 3.5) — uma segunda origem, não humana —, um renascimento a partir do alto, isto é, de Deus. Por isso, certas versões bíblicas traduzem como “nascer do alto”. 
Ou seja, quem traz a doutrina da Regeneração é o próprio Senhor Jesus, que a inicia no Seu diálogo com Nicodemos. E ali o Senhor já explica que o nascer de novo é algo que acontece no campo espiritual, e assim vai afetar a alma do indivíduo. Embora Jesus tenha falado em aramaico com Nicodemos, João relata a conversa em grego, e os verbos gregos que João utilizou mostram que a expressão que Jesus pronunciou foi "nascer do alto", mas Nicodemos não entendeu como alguém poderia nascer do alto, se já era nascido? 
"Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer?", João 3.4 
É provável que João Ferreira de Almeida tenha entendido que a expressão "nascer de novo" fazia mais sentido do que "nascer do alto" e por isso a utilizou na tradução. 
Nesse sentido, Paulo ensina que somos salvos “pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo” (Tt 3.5b). Aqui “regeneração” (gr. palingenesia) significa “novo nascimento” e está intimamente ligado à conversão. Trata-se da renovação interior realizada pelo Espírito, ocasião em que a pessoa se torna uma nova criatura (2Co 5.17). 
Ligando o que Jesus falou com o que Paulo falou para formar a doutrina da Regeneração, entendemos que a Regeneração vem de Deus pelas palavras de Jesus, e que é uma limpeza interior pelas palavras de Paulo. Isso modifica a pessoa por dentro, fazendo com que ela viva em novidade de vida. 
"Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.", 2 Coríntios 5.17

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domingo, 22 de fevereiro de 2026

ERRATA - Texto de referência da lição - Revista Betel Adultos


Informo aos irmãos que foi comunicado erro no texto de referência da lição 8 da revista da Editora Betel, conforme a foto acima. 

Ao que parece houve erro na edição da revista, sugiro desconsiderar os textos de referência, pois na revista aparece o texto de 2 Co 7.8,9,16, mas a referência afirma que seria 2 Co 4.7-9,16. Na revista aparece o texto errado. Aqui no CLUBE DA TEOLOGIA, colocamos o texto correto. 

Estou informando apenas para esclarecimento dos irmãos.
Graça e paz a todos.

Pr Marcos André
 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 9/ 1º Trim 2026

Os discípulos de Cristo e o processo da santificação
1º de Março de 2026


TEXTO ÁUREO
"Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação", 1 Tessalonicenses 4.7.

VERDADE APLICADA
No poder do Espírito Santo e pela ação da Palavra de Deus, o discípulo de Cristo busca um viver santo em todas as áreas da vida.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender o conceito de santificação.
- Reconhecer a importância da santificação para o discípulo de Cristo.
- Saber como andar em constante santificação.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

1 TESSALONICENSES 4
3. Porque esta é a vontade de Deus, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição. 
4. Que cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra. 
5. Não na paixão de concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus. 
6. Ninguém oprima ou engane a seu irmão em negócio algum, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. 
7. Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação. 
8. Portanto, quem despreza isto não despreza ao homem, mas, sim, a Deus, que nos deu também o seu Espírito Santo.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | At 26.18 Santificados pela fé em Jesus Cristo.
TERÇA | 1Ts 3.13 Corretos em santidade diante de Deus.
QUARTA | 2Co 7.1 Aperfeiçoamento e santificação.
QUINTA | 1Tm 2.15 Permanecendo em santificação.
SEXTA | Hb 13.12 Cristo, o nosso Santificador.
SÁBADO | Aр 22.11 Santificando-se sempre.

HINOS SUGERIDOS: 
252, 339, 374

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja do Senhor ande em santidade.

INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a jornada do discípulo de Cristo envolve o processo da santificação (Hb 12.14). A Santidade é um dos Atributos de Deus, que ordena a Seu povo que seja santo (Lv 19.2; 1Pe 1.15). A Trindade está envolvida no processo da santificação, provendo o necessário para sermos santos e prosseguirmos em santificação até que sejamos "conformes à imagem de Seu Filho" (Rm 8.29).    

PONTO DE PARTIDA – A indispensável santificação.

1. Compreendendo a santificação
Vamos iniciar nosso estudo abordando três verdades reveladas nas Escrituras: Deus é Santo; Deus exige santificação do Seu povo; a santificação é uma condição para vermos a Deus. Pastor Valdir de Oliveira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2021 - Lição 7) reforça essa ideia ao dizer que "Santidade é a pureza perfeita de Deus, que não tem mancha nem pecado algum".

1.1. Servimos a um Deus Santo. 
Como discípulos de Cristo, devemos meditar na Santidade de Deus e permanecer vigilantes e decididos a viver livre do pecado e da indisciplina à Sua Palavra (Sl 119.11). Deus é Santo em Sua essência e natureza (Ap 15.4). Somos admoestados pelo Senhor а ser participantes da Sua Santidade (Hb 12.4-13). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 10) comenta: "É interessante iniciar o estudo da santificação pelo caráter de Deus. Moisés e os filhos de Israel entoaram um cântico ao Senhor, após a travessia do Mar Vermelho, enfatizando o Seu agir: "Quem é como tu, glorificado em santidade...?", Êx 15.11. Notemos o versículo 13: "o levaste à habitação da tua santidade". Ele é Santo e Seu plano é nos conduzir à santificação. O próprio Deus afirma: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo" (Lv 19.2). Os seres celestiais declaram a santidade de Deus (Is 6.3), e Jesus Cristo chama de Santo o Pai (Jo 17.11)". 

1.2. Santos como Deus é Santo.
Visto que já definimos a Santidade de Deus e ressaltamos algumas passagens que baseiam essa doutrina, vamos agora analisar a Santidade de Deus como o alicerce que fundamenta a santificação do crente (1Ts 4.7). Após nos tornarmos novas criaturas e discípulos de Cristo, passamos a evidenciar a santificação pela separação das coisas do mundo, renunciando aos pecados do passado e adotando um estilo de vida de acordo com o Evangelho de Cristo (Fp 1.27). Deus é Santo, e nós devemos ser santos, almejando o dia em que veremos o Seu esplendor com olhos puros e livres do pecado. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Discipular + Novos Convertidos. Editora Betel, 2021, Lição 12): "A santificação faz parte da nova maneira de viver daquele que nasceu de novo. Santificação não é sinônimo de perfeição. Alguns sentidos da palavra 'santificação' na Bíblia são: purificação; separação para Deus. Portanto, traz a ideia de limpeza e separação. A pessoa que nasceu de novo é purificada pelo Sangue de Jesus (1Jo 1.7) e passa a viver para Deus, ou seja, separada das práticas mundanas que desagradam ao Senhor". 

1.3. Sem santificação, sem ver Deus.
"Sem santificação ninguém verá a Deus", Hb 12.14. A santificação é mais do que uma conduta moral, é a consagração total a Deus, refletida em uma vida de pureza, obediência e comunhão com Ele. É um chamado para nos separarmos do pecado e nos alinharmos com a Sua vontade. Por ser Santo, Deus chama Seus filhos a também serem santos, não se deixando corromper pelos valores deste mundo (1Jo 2.15-17). 

Pastor Jandiro A. Silva (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 1999 - Lição 11): "A Santidade de Deus (Sl 71.22) exige um homem santo (Is 6.3). Como poderia um Deus santo ter um povo diferente dele? Por isso, Ele disse a Israel: 'Porque és povo santo ao Senhor, teu Deus, e o Senhor te escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu povo próprio' (Dt 14.2). Este mesmo Deus exige, portanto, a santificação da Igreja como povo especial, zeloso e de boas obras (Tt 2.14)". 

EU ENSINEI QUE: 
"Sem santidade ninguém verá a Deus", Hb 12.14. 

2. Santificação, uma nova maneira de viver 
O cristão deve morrer para o pecado e viver para Deus (Gl 6.14b). E esse viver inclui andar em santidade. Pedro nos adverte a sempre termos em mente nossa nova identidade em Cristo: "nação santa". Antes não fazíamos parte do povo de Deus, mas agora somos o Seu povo (1Pe 2.9-10). 

2.1. Os discípulos de Cristo são chamados à santificação. 
Pedro nos exorta a romper com a vida carnal (1Pe 4.3), о que faz eco com o que Deus já tinha ordenado ao povo de Israel no deserto: "[...] portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo", Lv 11.44. Paulo disse aos crentes romanos: "a todos os que estais em Roma, amados de Deus, chamados santos [...]", Rm 1.7. Aos coríntios, ele disse: "[... santificados em Cristo Jesus, chamados santos [...]", 1Co 1.2. Aos efésios, ele ressaltou que o Pai nos elegeu em Cristo, antes da fundação do mundo, para que sejamos santos (Ef 1.4). 

Pastor Reginaldo S. Xavier (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2001 - Lição 3): "Santificação é, também, disciplinar as ações da carne nа vida do novo homem (Rm 6.6). Sabemos que as coisas profanas são do agrado de Satanás, e que o nosso Deus tem prazer naquilo que é puro, santo e agradável. 'Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus' (2Co 7.1)". 

2.2. A santificação e o relacionamento com Deus. 
Estamos vivendo dias muito complexos. Satanás não quer perder o controle sobre os seres humanos e tem atacado e influenciado as mentes, utilizando métodos sutis para dominá-las (Mt 6.23). A santidade nos leva a ter mais intimidade com Deus. Somente aqueles que procuram viver em santificação verão o Senhor (Hb 12.14). 

Pastor Israel Maia (Síntese de Teologia Sistemática. Editora Betel, 2015, p. 79): "A santificação é separação para Deus. A principal coisa que devemos entender é que quando buscamos nos santificar temos que ter a intenção de nos dedicar a Deus, ou seja, do mesmo modo que o homem no mundo entrega-se às paixões infames, usando o seu corpo para a imundícia do pecado, assim também, quando aceita a Cristo, deve separar todo o seu corpo para a santificação e justiça". 

2.3. Aumentando a comunhão com Deus.
Os discípulos de Jesus devem ter um comportamento diferenciado do mundo através de uma vida santa e de comunhão com Deus (1Co 1.9). A comunhão com Deus é mantida pelo afastamento do pecado (2Tm 2.22). 

Bispo Abner Ferreira (Ordenanças Bíblicas. Editora Betel, 2024, р. 76): "Santidade é o padrão da pureza ética e moral do crente em Jesus Cristo. Santificação é um processo que se inicia no novo nascimento e se estende por toda a vida do cristão, quem rejeita a santificação rejeita o próprio Deus, porque Deus é santo (Lv 11.44). A Sua santidade abraça o pecador, mas abomina o pecado. Ninguém pode ter comunhão com Ele, se não aborrecer o pecado e buscar uma vida sem contaminação com os manjares que o mundo oferece". 

EU ENSINEI QUE: 
Somente quem vive em santidade verá o Senhor. 

3. A constante santificação. 
A santificação é um processo contínuo e dinâmico, pelo qual o cristão, capacitado pelo Espírito Santo, cresce em semelhança a Cristo, buscando viver em obediência e pureza diante de Deus. Não é um evento único, mas uma jornada diária de renovação espiritual, que envolve arrependimento, oração, estudo da Palavra e submissão à vontade divina. Conforme 1 Tessalonicenses 4:3-7, Deus nos chama para essa vida de santidade, afastando-nos da impureza e moldando nosso caráter para refletir a Sua glória, preparando-nos para um encontro eterno com Ele. 

3.1. A Palavra e a vida de santidade. 
A Palavra de Deus é um verdadeiro manancial para a santificação, pois nos leva a encontrar, ouvir e responder ao Senhor (Jo 17.17). O Apóstolo Paulo disse que a Palavra de Deus purifica e lava: "Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra", Ef 5.26. A Palavra nos santifica para vivermos a perfeita vontade de Deus. Trata-se de um processo contínuo que se alcança com o crescimento espiritual, operada gradativa e progressivamente pelo próprio Deus (2Ts 2.13). 

Pastor Israel Maia (Síntese de Teologia Sistemática Editora Betel, 2015, pp.78,79): "O estudo da Palavra é o meio mais apropriado para aquele que está em busca de santificação. Em todo tempo temos visto que a Palavra de Deus tem o poder se santificar. О estudo sistemático da Bíblia deve ser utilizado como fórmula para alcançarmos o conhecimento do nosso Senhor. Ao estudarmos a Palavra, estamos automaticamente nos aproximando de Deus e aí temos o pleno conhecimento da Sua vontade absoluta. 

3.2. O Espírito Santo nos santificа. 
О Espírito Santo também atua no processo de santificação nos ajudando contra o pecado e a fazer a vontade de Deus. Ele reside em nós para produzir uma vida de santidade e sensibilidade à Sua voz. Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na Verdade (2Ts 2.13). Paulo disse à Igreja em Roma que os gentios foram santificados pelo Espírito (Rm 15.16). O novo nascimento é uma obra gerada pelo Espírito Santo; uma vez que estávamos espiritualmente mortos em nossos pecados, e Ele nos deu vida (Ef 2.1).

Bispo Oídes do Carmo (A Igreja é o Espírito Santo: A necessidade de avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais. Editora Be. tel, 2022, p. 133): "Possuímos o entendimento de que a cada dia que se passa mais próxima a volta de Jesus (1Ts 4.17). Os sinais comprovam que estamos nos últimos dias da Igreja de Cristo na terra (Lc 21.11). Justifica-se assim que o Espírito Santo está preparando um povo santo, para as bodas do Cordeiro (Ap 19.7). Na visão pentecostal, o ser humano possui uma natureza pecadora. Assim, perseverar no processo de santificação é imprescindível para não nos envergonharmos de um autêntico testemunho de nosso Senhor (2Tm 1.8). 

3.3. Santificados pelo Sangue de Jesus.
Um dos aspectos da santificação é a limpeza. O Sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (1Jo 1.7), santificando-nos pelo Seu sacrifício vicário (Hb 10.10). Portanto, o Nosso Senhor morreu para, com o Seu Sangue, santificar o povo (HЬ 13.12). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4° Trimestre de 2017, Lição 10): "Meios da santificação - O Senhor Deus exige a santificação ("sede santos") e provê meios para que o processo se torne realidade na vida do Seu povo. Num primeiro momento, é importante destacar que a Trindade está envolvida na missão de santificar: o Pai (1Ts 5.23); o Filho (Hb 10.10; 13.12); e o Espírito Santo (1Pe 1.2). A Palavra de Deus é uma agente na santificação (Jo 17.17), de tal maneira que alcança o ser humano por completo (Hb 4.12; Ef 5.26). O sangue de Jesus nos purifica de todo o pecado (1Jo 1.7), e santifica (Hb 9.13-14; 10.10)". 

EU ENSINEI QUE: 
A santificação é um processo contínuo e dinâmico, pelo qual o cristão, capacitado pelo Espírito Santo, cresce em semelhança a Cristo.

CONCLUSÃO 
O Senhor que nos amou e proveu o necessário à nossa Salvação é o mesmo que exige e provê o necessário para um viver santo por parte de quem nasceu de novo. O processo de santificação, guiado pelo Espírito Santo, envolve dedicação, arrependimento e dependência da Graça de Deus, uma vez que não é opcional, mas essencial para vermos o Senhor (1Ts 4.7; Hb 12.14).
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)