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quarta-feira, 24 de junho de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 13 / 2º Trim 2026


AULA EM 28 DE JUNHO DE 2026 - LIÇÃO 13
(Revista Editora CPAD)

Tema: O discernimento do cristão

TEXTO PRINCIPAL
“Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal.” (Hb 5.14).

RESUMO DA LIÇÃO
O discernimento espiritual é essencial para que o crente permaneça firme na verdade bíblica, rejeitando os enganos dos falsos mestres e sendo guiado pelo Espírito Santo.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — 1Jo 4.1 Provai os espíritos
TERÇA — Mt 24.24 Cuidado com os falsos profetas
QUARTA — Jo 7.24 As aparências enganam
QUINTA — Jo 16.13 O Espírito Santo nos guia em toda verdade
SEXTA — Tg 1.5 Deus dá sabedoria a quem pede
SÁBADO — 1Ts 5.21 Examinai tudo. Retende o bem

OBJETIVOS
REFLETIR a respeito da necessidade do discernimento;
CONHECER as fontes do discernimento;
INCENTIVAR a prática do discernimento.

INTERAÇÃO
Professor (a), com a graça de Deus chegamos ao final de mais um trimestre. Durante este período fomos edificados, exortados e, por que não dizer, consolados mediante o estudo de cada lição. Aprendemos que enquanto vivermos neste mundo seremos bombardeados por ideologias contrárias à fé cristã e por isso devemos estar instruídos e saber instruir nossos alunos. Temos um Deus que é poderoso e só Ele é capaz de nos conceder sabedoria e graça para não sermos pegos pelas armadilhas do Inimigo.
Que estejamos sempre vigilantes, orando e buscando a presença do Pai, pois Ele é poderoso para nos guardar e livrar das muitas investidas malignas que vem contra nós. O discernimento não é um dom reservado a poucos, mas uma responsabilidade de todo cristão. Nossa oração deve ser como a do salmista: “Desvenda os meus olhos, para que veja as maravilhas da tua lei” (Sl 119.18). Que Deus nos dê olhos espirituais abertos, ouvidos atentos e corações dispostos a seguir a verdade, mesmo quando ela nos confronta. Só assim estaremos preparados para resistir ao erro e perseverar na fé.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), sugerimos que você inicie a aula com as seguintes perguntas: “Como saber se algo que ouvimos sobre Deus é realmente verdadeiro?”; “Vocês acham que todo pregador ou mensagem na internet fala de acordo com a Bíblia?”; “O que o Espírito Santo faz em nós quando estamos diante de algo que parece bom, mas é enganoso?”.
Solicite que os alunos, em grupo, discutam as questões e as respondam (essas perguntas são apenas uma sugestão, você poderá elaborar outras). Aproveite a oportunidade para fazer uma revisão e avaliação a respeito da aprendizagem dos alunos. A finalidade deste debate é ajudar os jovens a perceberem a necessidade do discernimento espiritual antes mesmo de iniciar o estudo do conteúdo da lição. Eles vão entender que discernir não é desconfiar de tudo, mas ter os olhos espirituais abertos para enxergar com clareza o que é de Deus. Reforce que o discernimento espiritual não se aprende só nos livros, mas com oração, leitura da Palavra e comunhão com o Espírito Santo: “Mas o homem espiritual discerne bem tudo” (1Co 2.15).

TEXTO BÍBLICO
1 Coríntios 12.4-11.
4 — Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 — E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 — E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 — Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
8 — Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
9 — e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 — e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 — Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Chegamos ao final do trimestre afirmando a necessidade do discernimento espiritual que é dado por Deus para distinguir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre o que é de Deus e o que é contrário à sua vontade. Em tempos de confusão e múltiplas vozes religiosas e ideológicas, essa habilidade torna-se essencial para a saúde espiritual do cristão. Discernir não é apenas uma questão de conhecimento intelectual, mas uma prática espiritual fundamentada na Palavra de Deus e operada pelo Espírito Santo. Nesta lição, estudaremos a importância do discernimento, suas fontes principais e como devemos praticá-lo no cotidiano cristão, objetivando capacitar o crente a desenvolver um espírito vigilante e sábio, que glorifique a Deus por meio de uma fé bem fundamentada na Verdade.

I. NECESSIDADE DE DISCERNIMENTO

1. Numerosos ensinos. 
A tradição cristã ao longo dos séculos acumulou uma variedade de ensinos e interpretações teológicas. Essa diversidade pode enriquecer, mas também pode confundir, especialmente quando determinadas doutrinas se afastam do Evangelho puro e simples. Muitas vezes, ideias modernas são revestidas de linguagem bíblica, mas negam as verdades centrais da fé cristã. Daí a importância de conhecer a doutrina apostólica.
No mundo atual, há grande influência de ideologias filosóficas e culturais no meio evangélico. O secularismo, o relativismo e o emocionalismo têm invadido púlpitos e grupos de ensino. Alguns conteúdos enfatizam o bem-estar humano acima da glória de Deus, transformando o Evangelho em autoajuda. O discernimento espiritual nos leva a perceber quando a centralidade de Cristo está sendo substituída por ideias humanas.

2. Advertência bíblica. 
A Bíblia nos orienta de forma clara e direta a respeito do cuidado com os falsos ensinos. Em 1 Tessalonicenses 5.21, somos exortados a “examinar tudo” e “reter o bem”. Essa atitude investigativa e cuidadosa não é opcional, mas uma ordem. O crente deve analisar cada mensagem à luz das Escrituras e rejeitar aquilo que for contrário à verdade revelada.
Em 1 João 4.1, o apóstolo afirma: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus”. Essa instrução reconhece que há espíritos enganadores em atividade, só que disfarçados. É papel do cristão testar o que ouve e vê, discernindo entre a voz de Deus e a do erro. Isso exige maturidade, oração e conhecimento bíblico. O crente precisa estar constantemente alerta, não apenas para identificar o erro, mas para rejeitá-lo de maneira firme e amorosa. O discernimento nos torna capazes de permanecer na verdade mesmo quando esta é impopular. Isso nos guarda da sedução do engano e nos mantém fiéis à sã doutrina.

3. Proteção do rebanho. 
O discernimento espiritual também tem uma função coletiva: proteger o rebanho de Deus. Líderes precisam ser guardiões da verdade, responsáveis por conduzir a Igreja na sã doutrina. Sem discernimento, o povo de Deus fica vulnerável, como ovelhas sem pastor, expostos a lobos vorazes que deturpam o Evangelho para benefício próprio. A Igreja não pode permitir que modismos doutrinários entrem sorrateiramente em seus púlpitos e ministérios. Cabe à liderança examinar, confrontar e corrigir tais ensinos, promovendo a unidade da fé. Essa unidade não é uniformidade de opinião, mas coesão em torno da verdade bíblica. O discernimento protege essa harmonia e é um dom que preserva e fortalece a Igreja.


SUBSÍDIO I
Professor(a), “Jesus advertiu seus discípulos por catorze vezes nos Evangelhos (os livros de Mateus, Marcos, Lucas e João) para que tomassem cuidado com os líderes que distorcem a verdade e enganam as pessoas (Mt 7.15; 16.6,11; 24.4,24; Mc 4.24; 8.15; 12.38-40; 13.5; Lc 12.1; 17.23; 20.46; 21.8). Em outras passagens, a Palavra de Deus instrui o seu povo a examinar, ou provar, os professores, pregadores e líderes da igreja para verificar a sua sinceridade e garantir que suas vidas e mensagens sejam consistentes com os princípios e normas da Palavra de Deus (1Ts 5.21; 1Jo 4.1). Os seguintes passos devem ser tomados para discernir (isto é, aprender a reconhecer e dedicar tempo para avaliar), testar e expor os falsos ensinadores ou falsos profetas:
1) Discernir o seu caráter. Estes ensinadores têm uma vida de oração diligente e consistente, mostrando uma devoção sincera e pura a Deus? São pessoas de honestidade, integridade e disciplina moral? Demonstram o ‘fruto do Espírito’ (isto é, o crescimento no caráter piedoso e as evidências de que o Espírito de Deus está vivendo neles e através deles? Gl 6.22,23). Será que eles realmente amam e vão até aqueles que ainda não têm um relacionamento pessoal com Cristo? (Jo 3.16). Será que eles odeiam a iniquidade e amam a justiça? (Hb 1.9, nota). Eles pregam contra o pecado — e evitam todas as suas formas em suas próprias vidas? (Mt 23; Lc 3.18-20).
2) Discernir suas motivações. Os verdadeiros e autênticos líderes cristãos procuram fazer quatro coisas: a) honrar a Cristo acima de tudo (2Co 8.23; Fp 1.20); b) conduzir a igreja ao crescimento espiritual e à santidade espiritual (isto é, à pureza moral, à integridade espiritual, à separação do maligno e à devoção a Deus; At 26,18; 1Co 6.18; 2Co 6.16-18); c) levar aqueles que estão espiritualmente perdidos para a luz do perdão e a um relacionamento pessoal com Jesus Cristo (1Co 9.19-22); e d) proclamar e defender a verdadeira mensagem de Cristo, que foi revelada ao longo de todo o Novo Testamento. [...]
3) Discernir seu nível de confiança na Palavra de Deus. [...] Se o que eles creem, pregam ou ensinam não é consistente com os escritos originais do Novo e do Antigo Testamento, sua mensagem deve ser rejeitada. Se eles não acreditam que a Palavra escrita de Deus — como revelada na Bíblia — é totalmente inspirada por Deus e que devemos nos submeter a todos os seus ensinamentos, então qualquer coisa que eles ensinem estará sujeita à dúvida (2Jo 9-11). Se um ministro não está pessoalmente convencido ou comprometido com a verdade da Palavra de Deus, podemos ter certeza de que a sua pessoa e mensagem não são de Deus. [...]
Devemos entender que, apesar de tudo o que o povo fiel de Deus faz para avaliar a vida dos líderes e suas mensagens, ainda haverá falsos ensinadores que, com a ajuda de Satanás, permanecerão despercebidos até que Deus decida expô-los, mostrando o que realmente são”. (Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, pp.1302,1303).

II. FONTES DO DISCERNIMENTO

1. Escrituras Sagradas. 
A principal fonte de discernimento espiritual é a Palavra de Deus. Ela é o padrão absoluto pelo qual todas as ideias, experiências e ensinamentos devam ser avaliados. Quando a Bíblia é central em nossa vida, ela ilumina nossa mente para perceber o erro (Sl 119.105). As Escrituras contêm tudo o que é necessário para a salvação e para uma vida piedosa. Nenhuma revelação moderna ou interpretação deve ser aceita se contradiz os ensinamentos claros da Bíblia. O discernimento bíblico exige familiaridade com a Palavra: quanto mais o crente estuda e medita nela, mais sensível se torna à verdade.
A Bíblia deve ser lida com oração e dependência do Espírito Santo. Não basta decorar versículos ou ter conhecimento técnico; é preciso aplicar a verdade de forma prática e humilde.

2. Espírito Santo. 
O Espírito Santo é quem conduz o crente à verdade plena. Jesus afirmou que o Espírito nos guiaria “em toda a verdade” (Jo 16.13), e é Ele quem ilumina o entendimento espiritual. O discernimento não é fruto apenas de lógica ou estudo, mas da ação sobrenatural do Espírito em nosso interior, moldando nossa percepção da realidade à luz da vontade de Deus. O Espírito Santo opera em harmonia com a Palavra. Ele jamais contradiz as Escrituras, pois foi Ele quem as inspirou. Por isso, quando alguém alega ter uma “revelação do Espírito” que se opõe à Bíblia, essa revelação deve ser rejeitada. O verdadeiro discernimento é uma combinação da Escritura e da atuação do Espírito na vida do crente.
O Espírito concede dons espirituais, entre os quais está o dom de discernimento de espíritos (1Co 12.10). Esse dom é fundamental para reconhecer a origem de determinadas manifestações espirituais ou ensinamentos. Nem tudo o que é espiritual procede de Deus; por isso, precisamos da sensibilidade do Espírito para julgar com justiça. O discernimento que vem do Espírito também se manifesta em decisões cotidianas. Ele nos alerta, nos incomoda diante do erro, e nos dá sabedoria para agir. Uma vida cheia do Espírito é uma vida de vigilância, sabedoria e sensibilidade à verdade de Deus.

3. Maturidade cristã. 
O discernimento se desenvolve com a maturidade espiritual. Hebreus 5.14 afirma que o alimento sólido é para os adultos espirituais, que pela prática “têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”. Isso mostra que o discernimento é também resultado de uma caminhada de fé constante e obediente. Maturidade não é medida por tempo de conversão, mas por profundidade de relacionamento com Deus e conhecimento da sua Palavra. Um cristão maduro sabe identificar sutilezas do erro, discernir motivações e perceber distorções doutrinárias, mesmo que disfarçadas de piedade. Ele não é levado por qualquer vento de doutrina (Ef 4.14).
Essa maturidade também se reflete na paciência, na humildade e na disposição de ouvir e aprender. É necessário frisar que o discernimento não é arrogância espiritual, mas fruto de uma fé enraizada. O cristão maduro sabe que ainda está em crescimento, e isso o torna mais vigilante e dependente da graça de Deus.

III. PRATICANDO O DISCERNIMENTO

1. Julgar corretamente. 
A Bíblia nos ensina que devemos julgar com justiça e segundo os critérios espirituais (Jo 7.24). Isso mostra que o discernimento exige mais do que impressões superficiais; requer uma análise profunda, com base na verdade e não em preferências pessoais. Julgar corretamente também significa não ser precipitado. É necessário ouvir, observar, comparar com as Escrituras e orar antes de tirar conclusões. Muitos erros ocorrem porque as pessoas julgam com base em emoções ou simpatias, e não pela verdade revelada. O discernimento espiritual é lento, criterioso e movido pela humildade.
O julgamento correto é isento de hipocrisia. Jesus criticou os fariseus por julgarem os outros com rigor enquanto ignoravam seus próprios pecados (Mt 7.1-5). Antes de apontar o erro alheio, devemos examinar a nós mesmos à luz da Palavra. O discernimento começa no coração que ama a verdade.

2. Cuidado com as emoções. 
As emoções são dádivas de Deus, mas não devem governar nossas decisões espirituais. Muitos crentes confundem emoção com presença de Deus, ou tomam decisões baseadas em sentimentos momentâneos. O discernimento exige equilíbrio: acolhemos as emoções, mas as submetemos à razão iluminada pela Palavra. O coração humano, segundo Jeremias 17.9, é enganoso. Isso significa que nem sempre nossos sentimentos refletem a vontade de Deus. Um ensino pode ser emocionante e carismático, mas falso. Por isso, não devemos confiar apenas em experiências subjetivas; precisamos do critério objetivo da verdade bíblica.
O discernimento requer que separemos a experiência emocional da verdade doutrinária. Nem tudo o que nos faz “sentir bem” é, de fato, bom espiritualmente.

3. Obediência à verdade. 
O discernimento também se expressa na obediência prática à verdade revelada. Conhecer o certo e não praticar é um tipo de engano (Tg 1.22). A verdadeira sabedoria não está apenas em identificar o erro, mas em viver de forma coerente com a verdade. O discernimento se completa na vida obediente. A obediência demonstra que confiamos em Deus e na veracidade da sua Palavra. Quando seguimos a verdade mesmo diante de pressões ou oposição, mostramos que estamos firmados no Evangelho. A fé madura se manifesta em atitudes que refletem a verdade que cremos e proclamamos.
A prática da obediência também protege contra o engano. Quem vive a Palavra conhece seu poder e não se deixa seduzir por mensagens que prometem atalhos ou bênçãos sem cruz. O discernimento se reforça na fidelidade, pois quem anda na luz reconhece facilmente as trevas (1Jo 1.7). A melhor forma de manter o discernimento espiritual ativo é andando em submissão à verdade. Obedecer à Palavra nos torna mais sensíveis à voz de Deus, mais firmes diante das heresias e mais úteis ao Reino. Discernir é também obedecer.

SUBSÍDIO III
Professor(a), “estamos preparados para apresentar nossas razões às pessoas pós-modernas? Quando lemos a determinação de Tiago para o crente ‘guardar-se da corrupção do mundo’ (Tiago 1.27), tendemos a compreender em termos rigorosamente morais — como uma proibição para não pecar. Mas também significa guardar-se ‘puro’ dos caminhos errados do mundo filosófico, de sua cosmovisão defeituosa. Temos de aprender a identificar as falsas cosmovisões dominantes em nosso momento da história, e resistir-lhes. E o padrão de pensamento mais influente de nossos tempos é a visão da verdade em dois reinos. Se almejamos empreender a batalha onde ela está ocorrendo, temos de achar meios de vencer a dicotomia entre o sagrado e o secular, o público e o particular, o fato e o valor, mostrando ao mundo que só a cosmovisão cristã oferece uma verdade inteira e integrante. Não se trata de uma verdade relacionada apenas com um aspecto limitado da realidade, mas diz respeito à realidade total. É a verdade absoluta”. (PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o cristianismo de seu cativeiro cultural. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.137,138).

PROFESSOR(A), o propósito deste trimestre não foi criticar pessoas, mas corrigir ideias que distorcem a mensagem da cruz. O seu ensino deve sempre ser ministrado apontando para Cristo como nosso maior tesouro e verdadeira fonte de contentamento. Que o Espírito Santo lhe ajude a explicar a verdade com clareza, gerando convicção nos corações e não apenas informação, a fim de edificar uma fé madura nos jovens, centrada em Cristo, e não nos resultados terrenos.

CONCLUSÃO
Em todo esse trimestre entendemos que vivemos dias difíceis, em que o engano tem se disfarçado de verdade e muitos têm sido levados por doutrinas humanas. O discernimento espiritual é, portanto, uma necessidade urgente. Ele protege a fé, preserva a Igreja e honra a Deus. Para discernir corretamente, precisamos estar cheios da Palavra, cheios do Espírito e firmes na obediência. O discernimento não é um dom reservado a poucos, mas uma responsabilidade de todo cristão.

ESTANTE DO PROFESSOR
GEISLER, Norman L. e MEISTER, Chad V. Razões para crer: Apresentando argumentos a favor da fé cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com a lição, o que é o discernimento espiritual?
O discernimento espiritual é dado por Deus para distinguir entre o que é verdadeiro e o que é falso, entre o que é de Deus e o que é contrário à sua vontade.
2. De que forma a Bíblia nos orienta a respeito do cuidado com os falsos ensinos?
A Bíblia nos orienta de forma clara e direta a respeito do cuidado com os falsos ensinos.
3. Qual é a principal fonte do discernimento?
A principal fonte de discernimento espiritual é a Palavra de Deus.
4. Quem conduz o crente à verdade plena?
O Espírito Santo é quem conduz o crente à verdade plena.
5. Qual prática também protege contra o engano?
A prática da obediência também protege contra o engano.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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terça-feira, 23 de junho de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 13 / ANO 3 - N° 9

 Reconciliação e Acolhimento Cristão — Filemom

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

 Filemom 1, 10-11, 15-21 
1- Paulo, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador. 
10- Peço-te por meu filho Onésimo, que gerei nas minhas prisões, 
11- o qual, noutro tempo, te foi inútil, mas, agora, a ti e a mim, muito útil; eu to tornei a enviar. 
15- Porque bem pode ser que ele se tenha separado de ti por algum tempo, para que o retivesses para sempre, 
16- não já como servo; antes, mais do que servo, como irmão amado, particularmente de mim e quanto mais de ti, assim na came como no Senhor. 
17- Assim, pois, se me tens por companheiro, recebe-o como a mim mesmo. 
18- E, se te fez algum dano ou te deve alguma coisa, põe isso na minha conta. 
19- Eu, Paulo, de minha própria mão o escrevi: Eu o pagarei, para te não dizer que ainda mesmo a ti próprio a mim te deves. 
20- Sim, irmão, eu me regozijarei de ti no Senhor; reanima o meu coração, no Senhor. 
21- Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo.

TEXTO ÁUREO 
Escrevi-te confiado na tua obediência, sabendo que ainda farás mais do que digo. 
Filemom 21

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira -  Filemom 1.5
Filemom: amor pelos santos
3ª feira - Filemom 1.10-12
Paulo envia Onésimo de volta
4ª feira - Filemom 1.16
Recebe-o agora como irmão
5ª feira - Filemom 1.18
Paulo assume a dívida de Onésimo
6ª feira -  Filemom 1.19
Filemom deve muito a Paulo
Sábado - Filemom 1.20
A alegria de Paulo depende de Filemom

OBJETIVOS

    Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 
  • reconhecer que, embora marcado pelo pecado, todo convertido é feito nova criatura em Cristo; 
  • discernir que a fé em Cristo ressignifica relações e responsabilidades, sem renunciar à justiça nem à Graça;
  • perceber como a intercessão de Paulo promoveu reconciliação entre Filemom e Onésimo. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS 
    Querido professor, esta lição encerra o ciclo das Cartas da prisão e convida a turma a olhar para Filemom como um retrato vivo da reconciliação segundo o evangelho. Ao conduzir o estudo, destaque que esta epístola, embora curta, toca em temas sensíveis: perdão, acolhimento, restauração e a coragem de enxergar o outro à luz de Cristo, e não apenas de seu passado. 
    Incentive os alunos a perceberem o movimento de Paulo: ele não minimiza responsabilidades, mas cria uma ponte entre irmãos separados por dívidas, medo e expectativas sociais. 
    Por fim, ressalte que, ao fechar essa série de estudos, vemos o apóstolo novamente afirmando a esperança que atravessa suas epístolas: Deus transforma vidas, reata relacionamentos e constrói comunhão onde antes havia ruptura. 
    Excelente aula! 

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
  Filemom é a mais breve das cartas paulinas, com apenas 335 palavras no original grego. Paulo escreve ao anfitrião da igreja em Colossos pedindo que receba de volta Onésimo — seu “escravo” foragido (Fm 16 - ARA) — agora convertido ao evangelho após encontrar o apóstolo em Roma. 

 1.  UMA SAUDAÇÃO QUE PREPARA O TERRENO DA RECONCILIAÇÃO 
    Embora seja uma carta breve, Paulo mantém o padrão de saudação que marca suas epístolas. A abertura evidencia afeto, intercessão e apreço pela fé do irmão Filemom, criando o ambiente propício que sustentará o pedido apresentado adiante (Fm 1-7). 

1.1. O prisioneiro de Cristo e seus ajudadores 
    Normalmente, pressupõe-se que alguém preso tenha cometido algum delito, mas esse não era o caso de Paulo. Sua prisão decorria do anúncio fiel da mensagem da Cruz. Embora estivesse recluso (gr. desmiós; cf Fm 9, 13), ele mantinha a esperança de ser libertado em breve, o que lhe permitiria hospedar-se na casa de seu amigo (Fm 22). O apóstolo também menciona Timóteo (Fm 1), que estava com e e quando escreveu aos colossenses (cf. Cl 1.1). É provável que ambas as cartas — Colossenses e Filemom tenham sido enviadas juntas. 
    Ao saudar Filemom, Paulo o identifica como “cooperador” (gr. synergós; cf. Fm 1), termo que indica seu papel ativo na igreja local. Muitos intérpretes consideram que ele exercia funções pastorais, alinhadas ao caráter que se espera de um obreiro aprovado: alguém “amigo do bem” (cf. Tt 1.8). A saudação estende-se também à Áfia (Fm 2), provavelmente sua esposa e serva influente na comunidade de fé, e a Arquipo, chamado de “nosso companheiro” (Fm 2), possivelmente responsável por funções ministeriais ao lado dele. 

1.2. À espiritualidade madura de Filemom 
    A mais concisa das Cartas da prisão nasceu dentro de um ambiente doméstico — como a própria Igreja Primitiva. Enquanto Filemom recebia os discípulos em seu lar (Fm 2), Paulo lhe escrevia de outro espaço residencial: sua prisão domiciliar em Roma (cf. At 28.30-31; Fm 1.9,23). Antes de templos e basílicas, a fé floresceu em moradas simples, em mesas compartilhadas. Nesse cenário intimista, o líder colossense aparece não como um senhor poderoso, mas como anfitrião de uma comunidade marcada pela fraternidade — o apóstolo reconhece a maturidade do seu destinatário exatamente nesse ambiente acolhedor em que as virtudes cardeais se expressavam no cotidiano. 
    As palavras iniciais da epístola revelam isso: Paulo agradece a Deus pelo testemunho daquele irmão cuja devoção se manifestava em ações concretas, em cuidado com os santos, em generosidade (Fm 4-7) — exatamente o tipo de disposição interior que tornaria possível a reconciliação com aquele que lhe causara dano.

 2.  ONÉSIMO: DA FUGA AO ENCONTRO QUE TRANSFORMA 
    Fugido, socialmente insignificante e carregando dívidas do passado, Onésimo (gr. Onesimos = “útil”, “proveitoso”) aparece nas cartas paulinas não como transgressor, mas como irmão em Cristo, mencionado inclusive entre os colossenses (cf. Cl 4.9). Seu nome, comum entre pessoas escravizadas, sem identidade própria à época, contrastava com sua história até então (Fm 11).

2.1. Um passado desafiador 
    Onésimo fora escravo de Filemom que, em determinado momento, afastou-se de seu senhor e lhe causou algum prejuízo (cf. Fm 16, 18-19 - ARA). No mundo romano, a fuga de um cativo muitas vezes acarretava perdas para o proprietário, e a legislação permitia punições severas a estes, inclusive a morte — sobretudo quando havia dano envolvido. Assim, o foragido carregava não apenas o peso de sua transgressão, mas também a vulnerabilidade típica de quem vivia à margem das proteções legais. 
    Durante esse período, ele chega a Roma e, de alguma forma, cruza o caminho de Paulo, que cumpria ali prisão domiciliar — prerrogativa reservada a cidadãos romanos (cf. At 28.30-31). A convivência se estreita, e o recém-chegado passa a assisti-lo (Fm 10-13). A casa do apóstolo, porém, não era um espaço livre: ele era vigiado por soldados da guarda pretoriana, responsáveis por assegurar que permanecesse sob custódia (cf. Fp 1.13). 
    Acolher alguém nessa condição poderia tornar Paulo passível de sanção perante a lei romana — e colocá-lo em uma posição delicada diante de Filemom —, mas o apóstolo não levanta a hipótese de punição. Em vez disso, conduz o amigo com cuidado, preparando-o para receber Onésimo não apenas como servo reintegrado, mas como alguém plenamente integrado à comunhão (Fm 16).

2.2. Uma intercessão diplomática 
    Com Onésimo já apresentado como alguém transformado pela Graça, O apóstolo inicia sua mediação direta, preparando Filemom para recebê-lo não como escravo que retornava derrotado, mas como companheiro restaurado pelo compassivo Salvador (Fm 8-21). 
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    A Carta a Filemom não detalha o delito de Onésimo, mas Paulo sugere que houve prejuízo real. No versículo 18, ele emprega os termos gregos edikesen (“fez algum dano”) e opheilei (“deve alguma coisa”), que apontam para perda material e dívida concreta, indicando que a reconciliação envolvia também a reparação do passado.
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2.2.1. O apelo do amor 
    Embora tivesse autoridade apostólica para determinar o que deveria ser feito, Paulo opta por outro caminho: apela ao vínculo fraterno que o unia a Filemom (Fm 8-9). Essa decisão revela tanto sua maturidade pastoral quanto a convicção de que conflitos entre fiéis devem ser tratados sob a lógica do Reino, não segundo os padrões do Império. Sua diplomacia aparece na forma como articula a fala: ele apresenta-se como “velho” e “prisioneiro de Cristo” (Fm 9), não para despertar compaixão, mas para evidenciar sinceridade, humildade e o próprio custo do discipulado. 
    O primeiro argumento em favor de Onésimo nasce dessa relação profundamente pessoal. Ao chamá-lo de “meu filho gerado em prisões” (Fm 10), o apóstolo destaca o vínculo espiritual que surgiu após a conversão daquele que antes lhe era apenas um desconhecido. Esse apelo o reposiciona na cena: ele já não é apenas um criado, mas alguém por quem Paulo se tornou responsável na fé. 
    Assim, o velho peregrino do evangelho convida seu companheiro de missão a enxergar aquele que havia fugido não pela sombra do passado, mas à luz da obra remidora — a mesma que moldava a ambos. 

2.2.2. O apelo da transformação 
    Paulo introduz agora um elemento decisivo: aquele que antes fora “inútil” (gr. achrestos) a seu antigo senhor torna-se, pela ação do divino Redentor, realmente “muito útil” (gr. euchrestos) tanto a quem o discipulou quanto ao próprio irmão a quem retornava (Fm 11). Ele deixa claro que, se dependesse apenas de sua vontade, manteria o recém-convertido consigo em Roma, onde este o servira fielmente durante sua reclusão (Fm 12-13). 
    Contudo, o emissário de Cristo age com retidão e respeito, permitindo que o discípulo volte a Filemom — a reconciliação não poderia ser construída à revelia daquele que fora ofendido. Assim, afirma que nada desejou fazer “sem o parecer” daquele a quem tanto estimava uma evocação de liberdade, não de imposição (Fm 14). 
    Nesse apelo, o apóstolo alcança tanto a razão quanto as emoções de seu colaborador. Ao pedir que receba Onésimo como ao seu “próprio coração” (Fm 12 - ARA), confere a ele um valor afetivo impensável para alguém marcado pela escravidão. E, ao sugerir que sua separação temporária pode ter servido a um propósito maior — para que agora fosse recebido “para sempre” (Fm 15) —, relê a história sob a lente da providência: Onésimo não é mais o mesmo; ele foi alcançado, transformado e restaurado pelo poder da Cruz. 

2.2.3. O apelo da reconciliação 
    No ápice da carta, Paulo pede que Filemom receba Onésimo não apenas como servo restaurado, mas como um irmão amado, unido a ele tanto social quanto espiritualmente (Fm 16). Em seguida, aprofunda o pedido: “Recebe-o como a mim mesmo” (Fm 17; grifo do autor). Assim, atribui ao antigo fugitivo a mesma estima que o líder colossense dedicava ao apóstolo — acolhê-lo seria, em essência, acolher o “prisioneiro de Cristo”. 
    A dimensão prática também é tratada: Paulo se dispõe a assumir qualquer prejuízo causado — “põe isso na minha conta” (Fm 18). E, com delicadeza, lembra ao amigo a dívida espiritual que ele mesmo possuía, convidando-o a agir conforme a bênção recebida: “É claro que não preciso fazer com que você lembre que me deve a sua própria vida” (Fm 19 - NTLH). 
    Por fim, o apóstolo expressa confiança: Filemom não apenas faria o que lhe era pedido, mas agiria com generosidade ainda maior (Fm 20-21). 

 3.  AS ÚLTIMAS CONSIDERAÇÕES DO APÓSTOLO 
    Depois de tratar do reencontro entre senhor e servo, o apóstolo encerra sua mensagem com gestos que apontam para a prática da fé: hospitalidade, oração e cooperação (Fm 22-25). E nesse ambiente fraterno que o apelo de Paulo encontra seu desfecho. 

3.1. A prática da hospitalidade 
    Ao concluir a carta, Paulo pede que o anfitrião prepare “pousada” para acolhê-lo quando fosse libertado (Fm 22). A menção retoma uma prática antiga no contexto bíblico: a hospitalidade como manifestação concreta do amor fraternal (cf. Hb 13.2), exemplificada por irmãos como Gaio, “hospedeiro da igreja” (Rm 16.23).
    Com esse pedido, o apóstolo evidencia que a maior de todas as virtudes não se limita às palavras escritas: ela se encarna em atitudes que aproximam vidas, aquecem afetos e fortalecem a fé. O lar que acolhe é o mesmo que promove a cura — o discípulo misericordioso teria a oportunidade de transformar o espaço doméstico em palco da Graça. 

3.2. A expectativa de libertação 
    O pedido de hospedagem nasce da esperança de Paulo em voltar a estar com a igreja. Sua expectativa não se apoiava em cálculos políticos, mas na intercessão da comunidade de fé (Fm 22). Para o apóstolo, oração não era formalidade: era declaração concreta de dependência de Deus, pois é nesse diálogo que o agir divino encontra caminho. Sua solicitação revela humildade e dependência, reconhecendo que a libertação viria como resposta às súplicas dos santos (cf. Tg 5.16).

3.3. As saudações finais 
    Paulo encerra a epístola mencionando aqueles que o acompanhavam naquele período de prisão - todos enviavam saudações a Filemom. Epafras é apresentado como “companheiro de prisão”, enquanto Marcos, Aristarco, Demas e Lucas são chamados de “cooperadores” (Fm 23-24). Esses nomes aparecem em outras cartas, compondo o círculo de apoio que sustentava o apóstolo em sua missão. 
    As saudações finais lembram que a jornada espiritual se tece em comunhão, serviço e cooperação; mas também evidenciam que cada discípulo trilha sua própria vereda: Demas, que aqui aparece como “colaborador”, mais tarde se afastaria “amando o presente século” (2 Tm 4.10). 

CONCLUSÃO 
    Embora breve, esta epístola envolve questões legais e sociais importantes: um escravo foragido que havia causado prejuízo ao seu senhor poderia sofrer punição severa. Nesse cenário, a conversão daquele que fora “inútil” traduz o alcance da Graça. 
    Paulo não ignora o passado, mas trabalha pela restauração, aproximando Filemom e Onésimo como irmãos em Cristo. Assim, o apóstolo encarna o coração do evangelho — o Deus que reconcilia, transforma e devolve dignidade aos que pareciam perdidos. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO 
1. Por que Paulo intercede por Onésimo? 
R.: Porque reconhece sua transformação e busca promover reconciliação entre ele e Filemom (Fm 10).

Fonte: Revista Central Gospel

Índice Escola Dominical - 2º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 28 de Junho de 2026 - Lição 13:

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Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

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Conteúdos para a aula da EBD do dia 14 de Junho de 2026 - Lição 11:

Revistas
Revista CPAD JovensPublicado

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Conteúdos para a aula da EBD do dia 7 de Junho de 2026 - Lição 10:

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 13 / 2º Trim 2026


AULA EM 28 DE JUNHO DE 2026 - LIÇÃO 13

(Revista Editora Betel)

Tema: Os elementos fundamentais da vitória de Neemias
  



TEXTO ÁUREO
"E leu nela, diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até o meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei", Neemias 8.3

VERDADE APLICADA
A boa e poderosa mão de Nosso Senhor Jesus Cristo continua estendida sobre os Seus, para que vivam segundo a Sua vontade e sejam vitoriosos.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Reconhecer o valor da fé.
- Compreender a importância da oração incessante.
- Destacar a primazia da Palavra de Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
NEEMIAS 1
4. E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me, e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.

NEEMIAS 2
20. Então lhes respondi, e disse: O Deus dos céus é o que nos fará prosperar; e nós, seus servos, nos levantaremos e edificaremos; mas vós não tendes parte, nem justiça, nem memória em Jerusalém.

NEEMIAS 8
3. E leu nela, diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até o meio-dia, perante homens, e mulheres, e entendidos; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei.
5. E Esdras abriu o livro perante os olhos de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Segunda | Ef 6.18-20 A importância da oração para a vida espiritual.
Terça | Dn 9.23 Deus ouve a oração dos que o servem.
Quarta | Ef 6.12 A oração é fundamental para vencer o reino das trevas.
Quinta  | Jo 17.17 A Palavra de Deus é a Verdade.
Sexta | Ap 1.3 Quem aprende e obedece a Palavra de Deus é feliz.
Sábado | Lc 18.8 É preciso manter nossa fé firme em Jesus.

HINOS SUGERIDOS
107, 432, 577

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que permaneçamos firmes em oração, confiando no agir de Deus.

PONTO DE PARTIDA
A vitória nasce da obediência e da fé.

INTRODUÇÃO
Professor(a), estamos na última lição do trimestre, e é ora de concluir os muitos ensinamentos adquiridos com a experiência de Neemias. Deixo aqui, subsídios além do que está na revista, para melhorar ainda mais a tua ministração. Devido ao encerramento do trimestre deixarei comentários mais resumidos, mas sem perder a profundidade e relevância. Bons estudos! 
A vitória de Neemias sobre os desafios que se levantaram em seu caminho não foi fruto do acaso, mas da obediência aos princípios divinos, de seu esforço pessoal e da sua habilidade em gerenciar e incentivar as pessoas envolvidas na obra de reconstrução dos muros de Jerusalém.
Convém iniciar comentando que, quando se fala em "vitória de Neemias", nos referimos à conclusão da obra de reconstrução da muralha, purificação do povo e restauração do culto e do ensino da Palavra de Deus. E o que dá mais destaque a essa vitória, foram as dificuldades que Neemias teve para realizar tudo isso. É bom destacar que, Neemias só conseguiu esse feito, trabalhando com pessoas animadas como ele, pois sozinho ninguém consegue fazer nada. A lição vai falar dessa característica de Neemias, de animar a fé dos irmãos. 

1- A ORAÇÃO LEVA À CONQUISTA
Neemias se destaca como um homem de oração e jejum, que se empenhou para realizar a missão que Deus colocou em suas mãos. Ele não olhou para as dificuldades, mas se esforçou e confiou que Deus mudaria a realidade miserável em que se encontravam Jerusalém e seu povo. E é isso que Deus espera de Seus servos.

1.1. A oração aponta a saída
Na ótica humana, Neemias estava diante de uma situação irreversível: não tinha ajudadores, nem influência política, nem dinheiro suficiente para a obra de restauração de Jerusalém. Esses obstáculos poderiam tê-lo feito desistir, mas Neemias preferiu buscar a Face do Senhor, orando e jejuando incessantemente (Ne 1.4). A Bíblia nos assegura que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), por isso não devemos desistir do que temos a fazer, mas dobrar os joelhos e clamar ao Senhor de todo o coração, porque nEle está a resposta de que precisamos. A quarta estrofe do hino 126 da nossa harpa expressa bem isso: "Quando aqui as flores já fenecem, as do céu começam a brilhar; quando as esperanças desvanecem, o aflito crente vai orar; os mais belos hinos e poesias foram escritos em tribulação; e, do céu, as lindas melodias se ouviram, na escuridão".
Esse devocional fundamental na vida de Neemias é apresentado logo no primeiro capítulo, veja:
"E sucedeu que, ouvindo eu estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus.", Neemias 1.4
No início do livro de Neemias nos mostra como o desejo de reconstrução da muralha surge no coração de Neemias, isto é, após um período de oração e jejum. Mesmo que o texto não fale claramente isso, podemos entender que a ideia surge após o propósito de oração, veja:
"4 E o rei me disse: Que me pedes agora? Então orei ao Deus dos céus,
5 E disse ao rei: Se é do agrado do rei, e se o teu servo é aceito em tua presença, peço-te que me envies a Judá, à cidade dos sepulcros de meus pais, para que eu a reedifique.", Neemias 2.4,5
Vemos aqui que, a oração levou Deus a revelar para Neemias o Seu propósito e isso se aplica hoje, se quisermos conhecer os desígnios de Deus e a Sua vontade para cada um de nós, precisamos orar ao Senhor.
Convém acrescentar também que, o hino mencionado foi escrito pela irmã Frida Vingren, esposa de Gunnar Vingren um dos fundadores da Assembleia de Deus no Brasil. Esse louvor nos mostra que, os crentes que buscam a Deus em oração no meio das tribulações, têm lindas inspirações para criar poemas e canções para adorar a Deus, além de revelações para a solução dos problemas.  

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ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 13 / 2º Trim 2026


AULA EM 28 DE JUNHO DE 2026 - LIÇÃO 13
(Revista Editora CPAD)
Tema: O legado de fé de Abraão, Isaque e Jacó



TEXTO ÁUREO
“Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.” (Hb 11.8).

VERDADE PRÁTICA
Abraão, Isaque e Jacó deixaram um legado de fé em Deus para as futuras gerações.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Gn 12.1-3 O legado da obediência de Abraão
Terça — Hb 11.8 O legado da confiança nas promessas
Quarta — Gn 22.9-12 O legado da entrega total
Quinta — Gn 24.12-14 O legado espiritual de Isaque
Sexta — Gn 26.24,25 O legado da perseverança nas promessas
Sábado — Gn 32.24-28 O legado da transformação de Jacó

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 11.8-12,17-21.
8 — Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia.
9 — Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa.
10 — Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
11 — Pela fé, também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido.
12 — Pelo que também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar.
17 — Pela fé, ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado, sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.
18 — Sendo-lhe dito: Em Isaque será chamada a tua descendência, considerou que Deus era poderoso para até dos mortos o ressuscitar.
19 — E daí também, em figura, ele o recobrou.
20 — Pela fé, Isaque abençoou Jacó e Esaú, no tocante às coisas futuras.
21 — Pela fé, Jacó, próximo da morte, abençoou cada um dos filhos de José e adorou encostado à ponta do seu bordão.

HINOS SUGERIDOS
378, 610 e 535 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), chegamos ao final do nosso trimestre e esta última lição é uma conclusão do trimestre. Neste material de apoio estarei acrescentando conteúdos relevantes ao ensino da revista. Meus comentários estão em azul e servem para orientar e acrescentar subsídios ao preparo da lição.
Como essa é a última aula do trimestre e geralmente as congregações fazem o encerramento, colocarei esse subsídio de forma mais resumida, mas sem perder a essência e riqueza de conteúdo que é a característica desse material.
Com esta lição, encerramos o trimestre de estudos a respeito dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó. Abraão, com quem teve início o povo judeu, Isaque e Jacó têm seus nomes na galeria da fé de Hebreus 11. Eles deixaram um legado inestimável para o povo judeu, para a Igreja do Senhor e para toda a humanidade em todos os tempos. Tanto o Judaísmo como o Cristianismo tem o exemplo de fé e obediência dos patriarcas a Deus como padrão para todos os que querem desenvolver uma fé verdadeira e viva no Senhor. 
Aqui nessa introdução, vale iniciar comentando como os três patriarcas deram início ao projeto de Deus para construir uma nação na terra, fazendo surgir um povo, dando a ele uma identidade, consolidando sua cultura e estabelecendo ele em uma terra, para mais tarde fazer surgir desse povo o Messias e dEle edificar a Igreja. Por isso, esses três patriarcas possuem tanta importância para a nação de Israel e para a Igreja de Jesus.

I. O LEGADO DE ABRAÃO

1. O alcance do legado de fé de Abraão. 
A herança de fé de Abraão não se limitou a Israel e à Igreja de Cristo, ela alcança todas as nações e famílias da terra. Deus lhe disse: “E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn 12.3). As famílias da Terra seriam abençoadas por intermédio de Abraão, pois o Messias nasceria da sua semente. Na genealogia de Jesus, apresentada no Evangelho de Mateus, diz que Jesus, o Messias, era descendente de Davi, filho de Abraão (Mt 1.1). Os que creem em Jesus como Salvador, pela fé, “são filhos de Abraão” (Gl 3.7).
Convém ressaltar que, a benção para todas as famílias da terra seria por meio do Evangelho que foi anunciado primeiro a Abraão, veja como Paulo afirma:
"⁸ Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti.", Gálatas 3.8
O que Paulo está falando é que Deus estava apontando que as bênçãos sobre Abraão seriam estendidas a todas as famílias, e aquela bênção era o Evangelho que viria por meio do Messias, isto é, por Jesus Cristo. Obviamente essas bênçãos são estendidas a todos, mas nem todos as recebe, mas somente os que creem como Abraão. Veja, como Paulo conclui o argumento:
"De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão.", Gálatas 3.9
 Assim entendemos que a bênção que estava sobre Abraão foi dada ao mundo inteiro, mas somente os que vivem pela fé, a podem receber, essa bênção é a mensagem do Evangelho, que é o perdão para todos os moradores da terra. 
 
ATENÇÃO: 

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