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segunda-feira, 28 de setembro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 1 / ANO 3 - N° 11

 Fé e cidadania: o papel do cristão na vida pública

TEXTO BÍBLICO BÁSICO 

Mateus 5.13-16 
13 - Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens. 
14 - Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; 
15 - nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas, no velador, e dá luz a todos que estão na casa. 
16 - Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai, que está nos céus. 

Jeremias 29.7 
7 - Procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar; e orai por ela ao Senhor, porque, na sua paz, vós tereis paz. 

Miqueias 6.8 
8 - Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus? 

TEXTO ÁUREO 
A justiça exalta as nações, mas o pecado é o opróbrio dos povos. 
Provérbios 14.34 
 
SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO 

2ª feira – Mateus 22.15-22 
Cidadania e responsabilidade 
3ª feira – Amós 5.10-15 
Justiça e rejeição do mal 
4ª feira – 1 João 2.15-17 
Discernimento diante dos valores do mundo 
5ª feira – Romanos 13.1-7 
Submissão à autoridade 
6ª feira – Jeremias 22.3; Zacarias 7.9-10 
Justiça que sustenta a coletividade 
Sábado – 2 Coríntios 5.18-20 
Reconciliação: missão da Igreja 

OBJETIVOS

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de: 

  • compreender o conceito de política, reconhecendo sua presença nas diversas esferas da vida coletiva; 
  • avaliar, com discernimento, sua participação na vida pública, posicionando-se de forma criteriosa e responsável; 
  • reconhecer o papel da Igreja na formação de uma consciência cidadã e na promoção de valores alinhados à Palavra de Deus.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS   
    Prezado professor, o Brasil e o mundo vivem um período de intensos debates no campo político e social. Em contextos como este, torna-se ainda mais necessário refletir, com responsabilidade, sobre a postura dos filhos de Deus na sociedade. 
    Aproveite o tempo da aula para esclarecer dúvidas e promover uma compreensão equilibrada acerca da participação cidadã. É importante considerar, por exemplo, qual deve ser a posição do cristão e da Igreja diante dessa realidade. Você pode apresentar informações sobre o sistema de governo brasileiro, a importância da participação popular e aspectos básicos da legislação eleitoral. 
    Este é um momento oportuno para contribuir com seus alunos na construção de uma postura ética, fundamentada em valores cristãos e no compromisso com o bem comum. 
    Boa aula!

COMENTÁRIO
Palavra introdutória 
     Os ensinos de Jesus apresentam o cristão como alguém cuja presença não pode ser ocultada: "Vós sois o sal da terra; e, se o sal for insípido, com que se há de salgar? [...] Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte" (Mt 5.13-16). 
    Ao mesmo tempo, a Escritura orienta o povo da Aliança a buscar o bem da cidade e a interceder por ela, reconhecendo que sua prosperidade está ligada à vida coletiva: "Procurai a paz da cidade para onde vos fiz transportar; e orai por ela ao Senhor, porque, na sua paz, vós tereis paz" (Jr 29.7).
    Alinhado a esse propósito, o chamado divino aponta para uma vida caracterizada pela prática da justiça, pela misericórdia e pela humildade diante do Senhor: "Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?" (Mq 6.8).
    Esses princípios evidenciam como a atuação e as escolhas dos servos de Deus impactam diretamente a vida de um povo, algo evidente no Brasil atual, que vive um período de intensos desafios no campo político e social. Diante desse contexto, procuraremos responder, nesta lição, à seguinte questão: Qual é o papel do cristão na vida pública?

 1.  O QUE É POLÍTICA 
    A palavra política vem do termo grego polis. Na Grécia antiga, a pólis representava a cidade e toda a sua vida social, política e econômica. Dela participavam os cidadãos, que deliberavam sobre seus destinos e objetivos. Atualmente, o conceito é mais amplo, envolvendo a forma como as pessoas se organizam e convivem em diferentes esferas da vida — no bairro, no estado, no país e até mesmo na família e na igreja. 
    Nesse sentido, política diz respeito à administração dos interesses comuns e à busca do bem coletivo.

1.1. A política na vida cotidiana 
   A política pode ser entendida como a ciência e a arte de governar e de gerir os assuntos de interesse comum. Não se limita às estruturas do Estado, mas permeia as relações sociais, estando presente no cotidiano das pessoas, em diferentes contextos.
    Como destaca Schlessener, A. H., a política envolve a atuação na vida pública e a organização da convivência social, alcançando diversas áreas da experiência humana.

1.2. Superando preconceitos e desvios 
    No contexto brasileiro, o termo política é frequentemente associado a práticas negativas, o que contribui para sua desvalorização. Essa percepção leva muitos a enxergá-la de maneira simplista, como se estivesse necessariamente ligada à corrupção ou à má conduta. 
    Entretanto, essa visão é reducionista. Há desvios em diferentes áreas da vida social, não sendo próprios apenas da esfera pública. Quando essa dimensão é compreendida apenas sob esse viés, corre-se o risco de alimentar o descompromisso e afastar pessoas de uma responsabilidade que também lhes pertence. 

1.3. A ilusão do afastamento social 
    Por muito tempo, difundiu-se a ideia de que os cristãos deveriam manter-se afastados dos assuntos da sociedade, a fim de preservar sua identidade espiritual. Esse entendimento contribuiu para uma postura de distanciamento, que, em muitos casos, resultou em ausência de influência nos espaços coletivos. 
    Entretanto, à luz do ensino de Jesus, os cristãos são chamados a viver como "sal da terra" e "luz do mundo" (cf. Mt 5.13-16), exercendo influência positiva no meio em que vivem. Isso inclui uma participação consciente, pautada pelo discernimento, equilíbrio e compromisso com valores que promovam o bem comum (cf. Rm 12.2; Fp 4.5; 1 Co 10.24). 
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    "O castigo dos bons que não fazem política é ser governados pelos maus." (Platão)
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    Atualmente, cresce a compreensão de que a atuação cristã na sociedade não deve ser de isolamento, mas de presença ativa, contribuindo para a construção de uma convivência mais justa e equilibrada. 

 2.  FÉ CRISTÃ E POLÍTICA 
    Fé cristã e política não são esferas excludentes. Uma vez que o cristão é chamado a ser sal e luz (cf. Mt 5.13-16), sua presença no mundo envolve também compreender a realidade ao seu redor e discernir de que maneira ele deve participar da vida coletiva.
    A partir dessa perspectiva, é possível destacar alguns princípios importantes:

2.1. Espiritualidade, omissão e alienação
    A omissão diante das questões que envolvem a coletividade pode favorecer o ingresso de pessoas despreparadas ou movidas por interesses escusos em posições de influência. Essas situações podem resultar na criação de leis e práticas que se distanciam de princípios justos.
    A alienação é caracterizada pela transferência de uma responsabilidade que também é pessoal. O indivíduo deixa de exercer sua capacidade de participação e delega a outros decisões que o afetam diretamente.
    Por isso, é necessário avançar da simples informação para uma participação qualificada. Ser informado não significa, necessariamente, agir com consciência. O cristão é chamado a posicionar-se de maneira ativa, equilibrada e sábia, evitando tanto a omissão quanto a alienação. A falta de discernimento abre espaço para manipulações e distorções.

2.2. Política e relações de poder 
    As relações de poder estão presentes em diversas áreas da vida. Elas se manifestam em ambientes onde há decisões, negociações e responsabilidades compartilhadas. Na família, por exemplo, há influência mútua entre seus membros (cf. Ef 5.22-25; 6.1-4). Na igreja, essas relações podem ser observadas nas decisões voltadas à convivência, à organização de atividades e à escolha de lideranças (cf. At 6.1-6; Hb 13.17). Esses aspectos também se refletem em outras formas de organização social.
    Nesse sentido, o poder pode ser compreendido como a capacidade de influenciar pessoas ou direcionar ações dentro de um grupo (cf. Rm 13.1). A política, portanto, envolve a distribuição e o exercício dessa influência.

2.3. Poder político e participação popular
    O Brasil é um país democrático, regido por uma Constituição Federal elaborada por representantes eleitos pelo povo. Os recursos da nação têm origem, em grande parte, na contribuição dos cidadãos, por meio de impostos. Esses recursos são destinados à manutenção de serviços e estruturas que atendem à coletividade. Por isso, torna-se essencial que sua aplicação ocorra com responsabilidade, transparência e senso de justiça (cf. Pv 29.4).
    Nesse contexto, é importante compreender que a participação cidadã não se limita ao momento do voto. Ela envolve também o acompanhamento das ações dos governantes, a fiscalização da aplicação dos recursos públicos e o compromisso com o bem comum.
    A vida em sociedade exige tanto a atuação das instituições quanto o engajamento dos indivíduos, em uma relação que deve ser regida pelo equilíbrio, pela justiça e pelo cuidado com todos (cf. Rm 13.1-4; Mq 6.8; Fp 2.4).

 3.  O PAPEL DA IGREJA NA ESFERA POLÍTICA 
    Após a Queda do primeiro casal, a humanidade passou a viver sob os efeitos do pecado, independentemente de tempo ou lugar (cf. Gn 3.15; Rm 3.9, 23; 5.12, 19). Por isso, as diversas expressões da vida humana culturais, sociais, econômicas e também as relacionadas à organização coletiva carregam marcas dessa realidade.
    A principal tarefa da Igreja é a evangelização. A ela cumpre o dever de levar as boas novas de salvação a todas as tribos, línguas e nações (cf. Ap 5.9; 7.9; 14.6). Sua mensagem consiste em anunciar a reconciliação com Deus, por meio do sacrifício de Cristo, como a única esperança para a humanidade (cf. Jo 14.6; 1 Tm 2.5).
    Como agência de Deus no mundo, ela também é chamada a moldar consciências e a promover valores que reflitam os princípios da Palavra de Deus.
    Nos subtópicos seguintes, destacam-se algumas ações que podem ser desenvolvidas nesse sentido:

3.1. Promover a formação da consciência cidadã 
    A falta de compreensão sobre a vida pública pode favorecer o distanciamento e a ingenuidade. A participação responsável envolve reconhecer que todos têm parte no desenvolvimento da sociedade.
    É importante compreender que a escolha de representantes e o acompanhamento de suas ações fazem parte desse processo. Nesse contexto, o ensino de Jesus acerca da prudência e do discernimento permanece atual (cf. Mt 10.16).

3.2. Preservar sua identidade e testemunho
    Como porta-voz da mensagem divina, a Igreja é chamada a anunciar o evangelho com fidelidade, convidando as pessoas ao arrependimento, à transformação e à reconciliação com Deus (cf. 2 Tm 4.1-2; At 3.19; 2 Co 5.18-20).
    Esse testemunho também envolve apontar caminhos de justiça e retidão, inclusive àqueles que exercem liderança, como evidenciam as advertências proféticas: "Os teus príncipes são rebeldes e companheiros de ladrões; cada um deles ama os subornos e corre após salários; não fazem justiça ao órfão, e não chega perante eles a causa das viúvas" (Is 1.23). "Exercei o juízo e a justiça e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar" (Jr 22.3). "Exercei o juízo e a justiça e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva..." (Jeremias 22.3)

3.3. Discernir e avaliar princípios e propostas
    A Igreja pode contribuir orientando seus membros na reflexão sobre propostas e decisões que impactam a coletividade, especialmente quando envolvem questões de justiça.
    O critério para esse discernimento encontra-se no próprio texto sagrado: "Ai dos que decretam leis injustas e dos escrivães que escrevem perversidades, para prejudicarem os pobres em juízo, e para arrebatarem o direito dos aflitos do meu povo, e para despojarem as viúvas, e para roubarem os órfãos!" (Is 10.1-2; grifo do autor).
    A Escritura alerta para o perigo de distorções que comprometem o juízo correto, como declarar justo o ímpio ou condenar o justo (cf. Pv 17.15).
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    Da Lei aos Profetas, e em sua plenitude na pessoa de Cristo, a Escritura orienta o povo de Deus a viver segundo a justiça. No Antigo Testamento, ela se expressa na defesa do fraco e na integridade do juízo (cf. Dt 16.20; Mq 6.8); no Novo, ganha forma no ensino e na prática de Jesus, que revela o coração do Pai (cf. Mt 5.6; 23.23). Pode-se afirmar, portanto, que a justiça não é um ideal abstrato; ela funciona como a bússola que orienta o crente em sua relação com Deus e com o próximo.
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3.3.1. O perigo da inversão de valores 
    A inversão de valores compromete a capacidade de discernir entre o certo e o errado. Nesse contexto, torna-se necessário manter clareza quanto aos referenciais éticos.
     O profeta Isaías advertiu sobre esse tipo de distorção ao descrever aqueles que confundem o bem com o mal e a luz com as trevas: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!" (Is 5.20). A mesma advertência se aplica a práticas que ferem a justiça: "Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça!" (Is 5.23).

3.4. Orientar para uma participação responsável
    A Igreja pode contribuir ensinando seus membros a exercer sua cidadania de forma consciente, acompanhando a vida pública, valorizando a transparência e refletindo sobre suas escolhas.
    Em contextos democráticos, essa participação inclui o zelo com o direito de eleger representantes, considerando critérios que envolvam integridade e compromisso com o bem comum.
    Nesse sentido, é importante incentivar uma reflexão sensata, que leve em conta aspectos como:
• a motivação do voto, que não deve se limitar a uma obrigação formal; o conhecimento do histórico e da trajetória dos candidatos; 
• a avaliação do preparo moral, emocional e intelectual para o exercício da função; 
• a liberdade de escolha, evitando influências indevidas; a coerência com a integridade e a vida em sociedade; 
• a compreensão das ideias e princípios que orientam a atuação do candidato e de seu grupo político.

CONCLUSÃO 
   A participação consciente na vida coletiva é parte da responsabilidade cristã. Ao exercer seu papel com discernimento, equilíbrio e compromisso com a verdade, o cristão contribui para a construção de uma convivência mais justa. 
  Diante dos desafios do nosso tempo, é necessário perseverar em oração e agir com diligência, confiando que Deus continua soberano sobre todas as coisas. 

ATIVIDADES PARA FIXAÇÃO 
1. O que se entende por política à luz da lição? 
R.: O termo política tem origem no grego polis, que significa "cidade". Refere-se à forma como as pessoas se organizam para administrar a vida coletiva, buscando o amparo mútuo por meio de decisões e ações que envolvem a sociedade.

2. De acordo com a lição, qual é o papel do cristão na sociedade e como ele deve exercer sua influência na vida coletiva? 
R.: O cristão é chamado a exercer influência como sal e luz, participando ativamente da vida pública com discernimento e responsabilidade, evitando tanto a omissão quanto a alienação.

Fonte: Revista Central Gospel

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 1 / 4º Trim 2026


AULA EM 4 DE OUTUBRO 2026 - LIÇÃO 1
(Revista Editora CPAD)

Tema: Carta aos Filipenses: um chamado à alegria


TEXTO PRINCIPAL
“Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.” (Fp 1.6).

RESUMO DA LIÇÃO
A Epístola aos Filipenses mostra que o cristão pode viver pleno de alegria e paz com Deus em um mundo conturbado.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — At 16.12 Filipos, uma importante colônia romana
TERÇA — At 22.29; 23.27 O benefício de ser cidadão romano
QUARTA — At 16.9,10 Atendendo a um chamado de Deus
QUINTA — 1Ts 2.2 O sofrimento de Paulo em Filipos
SEXTA — Ne 8.10 A alegria do Senhor é a nossa força
SÁBADO — Fp 1.1 Uma igreja organizada, com bispos e diáconos

OBJETIVOS
APRESENTAR o contexto histórico, teológico e pastoral da epístola;
MOSTRAR um panorama da Segunda Viagem Missionária com o início da igreja em Filipos;
ANALISAR o afeto profundo de Paulo pelos filipenses.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), neste tempo de desafios emocionais, incertezas e pressões sobre os jovens, trazemos neste trimestre um tema que é um convite para experimentarem uma fé vibrante, centrada em Cristo, que se manifesta em atitudes práticas e na esperança eterna.
A Carta aos Filipenses foi escolhida por refletir a essência das epístolas paulinas, escrita em meio à prisão, mas repleta de encorajamento, gratidão e contentamento em Cristo. Vamos estudar que a alegria cristã não está baseada em circunstâncias favoráveis, mas em um relacionamento consistente com Deus e em uma fé bem fundamentada. Paulo estava preso e os filipenses estavam enfrentando dificuldades. Ainda assim, o que marca essa igreja é a constância: eles permaneceram firmes na fé, no amor e na cooperação com o Evangelho ao longo do tempo. Em um contexto em que muitos começam bem, mas não permanecem, os filipenses se destacam pela continuidade porque eles não apenas creram, mas perseveraram.
O comentarista dessas lições é o pastor Reynaldo Odilo Martins Soares, pastor em Natal — RN, juiz de direito, bacharel em Teologia e em Direito, autor de várias obras publicadas pela CPAD.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), esta primeira lição estabelece o fundamento de toda a Carta aos Filipenses: a alegria cristã não depende das circunstâncias, mas da comunhão com Cristo. Ao introduzir esse tema, leve os alunos a compreenderem que o cristianismo não é uma experiência emocional superficial, mas uma vida enraizada em Cristo, capaz de produzir em nós a confiança necessária nEle, mesmo em contextos adversos. É importante levar os alunos a examinarem a própria fonte de alegria. Para isso, promova a seguinte reflexão: “Minha alegria está nas circunstâncias ou em Cristo?”. A nossa alegria resulta da presença de Cristo, e não de circunstâncias favoráveis.
Para ajudá-los nesta tarefa de diferenciar alegria emocional de alegria espiritual, desenhe no quadro dois círculos grandes (Círculo 1: “Alegria do mundo”; Círculo 2: “Alegria no Senhor”). Em seguida, entregue alguns cartões com exemplos de motivos de alegria como: promoção no trabalho, cura de uma doença, comunhão com Deus, resposta de oração, perda financeira, presença do Espírito Santo, aprovação humana, entre outros. Os alunos devem colocar cada item no círculo correspondente.

TEXTO BÍBLICO

Filipenses 1.1-11.
1 — Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:
2 — graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.
3 — Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,
4 — fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas,
5 — pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.
6 — Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.
7 — Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.
8 — Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.
9 — E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento.
10 — Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo,
11 — cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Durante sua Segunda Viagem Missionária, o apóstolo Paulo, guiado por revelação divina, evangelizou os filipenses em meio à intensa perseguição. Esse contexto faz surgir um forte elo de amizade, o qual se manteve por anos a fio. Tempos após, o apóstolo Paulo, mais uma vez perseguido e preso, recebeu uma oferta enviada pelos crentes de Filipos e, por isso, escreveu-lhes esta afetuosa epístola, mencionando a grande ternura no coração que nutria por eles, mas também os exortava a resolverem seus problemas relacionais internos, a suportarem as aflições com alegria e a viverem com profundidade o Evangelho.

I. CONHECENDO A HISTÓRIA

1. Pano de fundo histórico. 
Antes de adentrar no estudo de Filipenses, é muito importante compreender o que estava acontecendo no mundo na primeira metade do século I, haja vista que a igreja nasceu naquela cidade por volta do ano 49 d.C. e a epístola foi escrita no fim da prisão de Paulo, possivelmente em Roma, entre os anos 61 e 62 d.C. Assim, conhecer o pano de fundo histórico lançará luzes, as quais fornecerão elementos interpretativos significantes para entender a profundidade das palavras de Paulo.

2. O Império Romano. 
A história da Roma Antiga está dividida, em linhas gerais, em três períodos: Monarquia (753 a.C. — 509 a.C.), República (509 a.C. — 27 a.C.) e Império (27 a.C. — 476 d.C.). Interessa-nos, aqui, neste passo, mencionar que Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos. Todavia, somente em 42 a.C., Filipos ganhou importância política, depois que a cidade foi o cenário da batalha entre as forças republicanas de Brutos e Cássio, que lutavam contra os exércitos imperiais de Otávio e Antônio. A partir desse evento, a cidade se tornou colônia romana (At 16.12), ganhando relevância na região.

3. Filipos: uma colônia romana. 
A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais e a segurança dos cidadãos, sendo também fator de prosperidade na medida em que, por vezes, havia isenção ou diminuição da pesada carga tributária, trazendo benefícios econômicos. A aplicação do direito romano entre os cidadãos de Filipos justificava a presença de oficiais romanos na cidade (At 16.22).
Inequivocamente, esse status político fazia com que os filipenses possuíssem determinado grau de arrogância, conforme se vê claramente do episódio de Atos 16.19-24, quando eles incitaram toda a cidade contra os missionários cristãos com uma acusação falsa, que trouxe consequências danosas, escudados principalmente na informação de que Paulo e seus companheiros, que eram judeus (sem cidadania romana), os estavam perturbando, o que aumentava ainda mais o preconceito e a rejeição.

SUBSÍDIO I
A Carta de Paulo aos Filipenses nasceu a partir de um ato de doação. Na sua correspondência regular com Paulo, os filipenses ouviram sobre o seu encarceramento em Roma. Como era do seu costume ministerial, eles, prontamente, enviaram uma oferta de apoio, bem como um dos seus próprios membros, Epafrodito, que era uma representação pessoal do seu amor e preocupação para com Paulo (2.25; 4.18).
Epafrodito trouxe a oferta da igreja, tal como notícias sobre a igreja de Filipos até Paulo, que sempre esteve ansioso por saber como eles estavam. Provavelmente, Epafrodito lhe trouxe os últimos acontecimentos sobre a oposição externa e as disputas internas que ocorriam na igreja de Filipos. Como resultado, Paulo se sentiu forçado a escrever uma Carta que servia a muitos propósitos:
• Paulo atualizou os filipenses acerca das suas circunstâncias pessoais (1.12-18).
• Ele os desafiou a permanecerem firmes na fé mesmo diante de toda oposição (2.27-30; 4.1).
• Paulo os advertiu contra aqueles que pregavam e viviam em desacordo com o evangelho de Cristo (3.1,2,18,19).
• Ele os fez lembrar da verdadeira essência do evangelho (3.3-9).
• Ele os incentivou a prosseguirem firmes rumo ao prêmio (3.12-17).
• Ele insistiu que eles permanecessem unidos em razão do evangelho (1.27; 2.1-4; 4.2).
• Por fim, Paulo os agradeceu pelo apoio fiel, bem como pela recente oferta enviada por meio de Epafrodito (4.10-20), a quem eles deveriam receber alegremente de volta na sua comunidade (2.25-30).
O dado mais extraordinário acerca do contexto desta Carta é que a sua mensagem vem de um homem que estava preso, mas nem por isso deixava de estar feliz. Cercado pela oposição hostil de incrédulos, traído por outros — inclusive por crentes! — (1.15-17), e aguardando uma possível sentença de morte, Paulo escolheu se alegrar — alegrar-se no Senhor a quem ele amava, confiava e seguia apaixonadamente; alegrar-se pelo avanço do evangelho; e alegrar-se na alegria que os próprios filipenses demonstravam por Cristo. (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.86).

II. SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA
A Primeira Viagem Missionária do apóstolo Paulo foi bem-sucedida. No entanto, houve um desentendimento com Barnabé, e eles se separaram. A partir disso, Paulo seguiu na missão acompanhado por Silas, Timóteo e Lucas, dando início à sua Segunda Viagem Missionária.

1. Idas e vindas. 
O apóstolo Paulo, com Silas (At 15.40) e Lucas (At 16.10), passou pela Síria e Cilícia, Derbe e Listra, onde Timóteo se juntou à equipe missionária (At 15.41; 16.1). Depois de passarem pela Frigia e Galácia, Deus bloqueou o caminho deles para a Ásia e Bitínia (At 16.6,7) e, ainda sem conhecerem a vontade de Deus acerca do itinerário da Segunda Viagem Missionária, Paulo recebeu, em Trôade, uma revelação celestial, encaminhando-os à Macedônia para pregar o Evangelho (At 16.8-10).
Depois disso, partiram de Trôade para Samotrácia por “caminho direito”, razão pela qual o vento lhes foi favorável (At 16.9-11). Depois eles chegaram a Nápolis, o porto que distava mais ou menos 15 km de Filipos; dali foram pela estrada construída pelos romanos no século II a.C., com extensão de, aproximadamente, 1120 km de comprimento, a Via Egnatia, até a cidade onde foi plantada a primeira igreja europeia: Filipos.

2. Um início tímido, com perseguição. 
O ambiente em Filipos era diferente do de Salamina (At 13.5), Pafos (At 13.6-12), Antioquia da Pisídia (At 13.14-45) etc., onde a comunidade judaica estava bem representada e, por isso, havia sinagogas, mas em Filipos isso não acontecia. Não existia perseguição dos religiosos judeus em Filipos. Por outro lado, naquele lugar o imperador era ostensivamente adorado e, de acordo com achados arqueológicos, existia um perímetro na cidade no qual nenhuma outra “divindade” poderia receber adoração, possível razão pela qual algumas mulheres, dentre as quais Lídia, estavam buscando a Deus às margens de um rio, fora da cidade, lugar para onde os missionários afluíram para orar e, também, pregar o Evangelho (At 16.13-15).
Tudo ia bem até que Paulo expulsou o espírito maligno de uma jovem que dava lucro aos seus donos por meio de adivinhação. Revoltados por perderem essa fonte de renda, eles acusaram falsamente os missionários e incitaram a população contra eles. Isso resultou em humilhação pública, açoites e prisão (At 16.18-24).

3. Um grande terremoto. 
Os missionários estavam exultantes em Deus. Mesmo humilhados, presos e açoitados, por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus dentro da prisão, quando o Senhor trouxe um grande terremoto que abalou as estruturas do cárcere e foram abertas as portas, soltando as correntes de todos os presos (At 16.25,26). Enquanto o sistema daquele tempo era movido por interesses e ganância, Deus confirmou a sua obra com poder e, por isso, fez tremer as estruturas da prisão (e possivelmente de prédios da cidade) sob a influência da verdadeira adoração.
Embora presos, Paulo e Silas escolheram exalar alegria e gratidão a Deus. No lugar de questionar por que o Senhor permite determinada situação, avalie qual tem sido a sua postura enquanto passa por ela. A verdadeira adoração, mesmo em meio à dor, trouxe intervenção divina.

SUBSÍDIO II
“Destinatários
Paulo escreveu esta Carta aos crentes da cidade de Filipos. A igreja de Filipos, fundada por Paulo na sua segunda viagem missionária, no início dos anos 50 do século I, é distinta por ter sido a primeira congregação cristã da Europa.
Filipos era uma cidade cosmopolita localizada na planície da Macedônia oriental, a 16 quilômetros de Neápolis, um importante porto marítimo. Fundada no ano 356 a.C. por Filipe da Macedônia (o pai de Alexandre, o Grande), essa cidade grega foi transformada em uma colônia militar romana no ano 42 a.C. Quando Paulo chegou em Filipos, ele se deparou com uma ‘Roma em miniatura’, composta de pessoas privilegiadas que eram diversas em sua nacionalidade e posição social.
Os detalhes da primeira visita de Paulo a Filipos são registrados em Atos 16.13-40. Paulo não encontrou ali nenhuma sinagoga, o que significa que não havia ali nem 10 homens judeus crentes. Ele encontrou um local de oração não muito longe da porta da cidade, no Rio Gangites. Ali Paulo se deparou com um grupo de mulheres piedosas. Assim nasceu a igreja de Filipos.
Quando Paulo partiu de Filipos, ele deixou para trás um grupo diversificado de crentes em Cristo: uma prosélita judia e rica comerciante chamada Lídia, cujo nome foi, provavelmente, usado para identificar a sua primeira igreja (At 16.14-16,40); uma jovem escrava grega nativa que tinha um espírito de adivinhação expulso por Paulo (At 16.16-21); e um carcereiro romano e sua casa, que havia sido convertido a Cristo pelos hinos de adoração cantados por Paulo e Silas à meia-noite na prisão (At 16.22-34).
A igreja de Filipos era amada por Paulo (Fp 1.3-8). As pessoas daquele lugar oravam (1.19), tal como eram doadoras leais e generosas ao longo de todo o ministério de Paulo. Mesmo quando ninguém mais os apoiava (4.15), eles doaram a partir da sua ‘profunda pobreza’ (2Co 8.2) para a expansão da mensagem do evangelho.” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY. Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.88).

III. FILIPENSES: CHAMADO À ALEGRIA
Decorridos mais de dez anos desde aqueles acontecimentos, Paulo estava novamente preso e os crentes em Filipos também enfrentavam muitos sofrimentos. Nesse cenário, o apóstolo encaminha uma epístola cujo tema central é a alegria, mas que também fala de amor e saudade. A saudade surge quando um amor está distante. Simples assim. É embalado por esses sentimentos que Paulo escreve.

1. Paulo e Timóteo. 
A carta começa apresentando Paulo e Timóteo como servos de Jesus Cristo, sem dar destaque à sua autoridade apostólica, o que revela uma postura de humildade por parte do apóstolo. Paulo também se refere a Jesus Cristo como Senhor, reconhecendo tanto sua realidade histórica quanto sua autoridade divina. Ele dirige a carta a todos os santos em Cristo Jesus, mostrando que os crentes em Filipos faziam parte da Igreja, o Corpo de Cristo.
Na sequência, ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus. Com isso, Paulo ensina que não há divisão na Igreja, pois todos são um só povo em Cristo. Os filipenses precisavam dessa confirmação.
Além disso, ao afirmar que a graça e a paz vêm de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, Paulo os coloca juntos, sem distinções.

2. Desde o primeiro dia. 
Em seguida, Paulo destila por nove versículos toda a ternura paternal que nutre pelos filipenses, os quais, desde o primeiro dia (Fp 1.5), cooperam com seu ministério, o que faz toda a diferença. Na verdade, a perseverança em relacionamentos de cunho espiritual possui grande recompensa, e Paulo faz questão de dimensionar isso.
Os crentes filipenses se destacaram em relação às demais igrejas neotestamentárias notadamente por sua perseverança em amor pelo apóstolo Paulo. Se observarmos os cristãos na Galácia, por exemplo, Paulo sofre uma decepção por eles cederem aos caprichos dos judaizantes; os de Tessalônica, por outro lado, tinham se enredado com muitas doutrinas que faziam, alguns, inclusive, perderem a esperança, mas em Filipos não há nenhuma repreensão. A igreja continua amando o apóstolo, vivendo em pureza doutrinária, e esse vínculo, desde o primeiro dia, nunca arrefeceu até aquele instante em que a epístola estava sendo escrita. Que Deus nos ajude a permanecermos fiéis a Deus e ao ministério até o fim.

3. Saudade, amor e alegria. 
O apóstolo dos gentios dá graças a Deus todas as vezes que se lembra dos filipenses, fazendo isso com alegria (Fp 1.3,4), anuindo que tem por justo abrigar a todos eles no seu coração, porque eles sempre foram grandes amigos (Fp 1.7). Após, invoca a Deus como testemunha do grande amor e da grande saudade que sente pelos filipenses (Fp 1.8).
Paulo, exaltando o amor presente na igreja em Filipos, diz que ora para que esse amor aumente cada vez mais (Fp 1.9) e, assim, os filipenses possam crescer em ciência e em todo o conhecimento, tendo acesso às coisas mais excelentes que estão escondidas em Deus (Fp 1.10). O objetivo é que eles saibam fazer boas escolhas, vivam com sinceridade e pureza, fazendo-os cheios de frutos de justiça, até o dia do retorno de Cristo (Fp 1.10,11).

CONCLUSÃO
Percebe-se que o chamado à alegria dizia respeito à igreja em Filipos, mas não somente a eles, pois nós também temos essa missão de viver em um mundo conturbado, que jaz no Maligno, mas cheios da alegria do Senhor. Isso não significa fechar os olhos para as dificuldades da vida, porém enxergar o clarão da glória de Deus que ilumina a vereda daqueles que são fiéis, “como a luz da aurora que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito”.

ESTANTE DO PROFESSOR
KEENER, Craig S. Comentário Exegético Atos. Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com a lição, quando surgiu a cidade de Filipos?
Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos.
2. Quais os direitos que os filipenses tinham por morarem em uma colônia romana?
A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais, a segurança dos cidadãos.
3. Quais foram os primeiros missionários em Filipos?
Paulo, Timóteo, Silas e Lucas.
4. Paulo estava em qual situação quando escreveu a Epístola aos Filipenses?
Paulo estava novamente preso.
5. Paulo utiliza uma saudação que une dois elementos importantes. Quais são eles?
Ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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domingo, 27 de setembro de 2026

Índice Escola Dominical - 3º Trim 2026


Conteúdos para a aula da EBD do dia 4 de Outubro de 2026 - Lição 1:

Revistas
Revista CPAD Jovens - A iniciar
Revista Betel Conectar - A iniciar
Revista Central Gospel - Editando

Subsídios
Subsídio CPAD Adultos - Finalizando
Subsídio Betel Adultos - Editando
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 27 de Setembro de 2026 - Lição 13:

Revistas
Revista CPAD Jovens - Publicado

Subsídios
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 20 de Setembro de 2026 - Lição 12:

Revistas
Revista CPAD Jovens - Publicado

Subsídios
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Conteúdos para a aula da EBD do dia 13 de Setembro de 2026 - Lição 11:

Revistas
Revista CPAD Jovens - Publicado

Subsídios
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A maior ajuda que você pode dar a esse ministério de ensino é a sua oração. 

Mas se desejar plantar uma semente nessa obra, pode fazer uma doação de qualquer valor para essa chave pix: 48998079439 - Marcos André
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sábado, 26 de setembro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL - Lição 1 / 4º Trim 2026

A esperança cristã: o futuro à luz das Escrituras


TEXTO ÁUREO
"Pelo que, amados, aguardando nestas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz". 2 Pedro 3.14

VERDADE APLICADA
A revelação bíblica acerca do futuro fortalece a fé e nos ensina a viver preparados para a volta de Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Compreender a importância de estudar o futuro à luz das Escrituras.
- Conhecer princípios seguros para interpretar as profecias bíblicas.
- Reconhecer que Cristo é o centro da esperança da Igreja.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
MATEUS 24
5. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos.
11. E surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos.
12. E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará.
13. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.
14. E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim.

LEITURAS COMPLEMENTARES
Seg | Is 46.10 Deus revela o futuro.
Ter | 2Pe 3.7-14 O tempo presente aponta para o juízo final.
Qua | Ef 3.11 O plano eterno de Deus se cumpre em Cristo.
Qui | Ap 17.5 O sistema do mundo será finalmente derrotado.
Sex | Mt 24.42 Devemos estar sempre vigilantes.
Sab | 2Tm 2.15 Devemos estudar a Palavra para compreender os tempos finais.

HINOS SUGERIDOS
126, 157, 300

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que nossa esperança na volta de Cristo nos mantenha firmes na fé.

INTRODUÇÃO
A falta de compreensão sobre os acontecimentos futuros pode gerar medo, confusão e interpretações equivocadas. Entretanto, a volta de Cristo é motivo de esperança para aqueles que permanecem firmes na fé (Jo 14.1-3; 1Ts 4.16-18). Por isso, devemos viver em vigilância, santidade e perseverança, aguardando o cumprimento da promessa do Senhor e a manifestação da nossa bem-aventurada esperança (Mt 24.42; Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).

PONTO DE PARTIDA
A esperança do crente é viva. 

1- O FUTURO REVELADO NAS ESCRITURAS
As Escrituras revelam que Deus conduz a história ao cumprimento de Seu propósito (Is 46.9,10; Ef 1.9,10). Esse conhecimento fortalece a fé e renova a esperança dos salvos (Rm 15.4; 1Pe 1.3). Desse modo, permanecemos preparados e firmes na fé, aguardando o retorno de Cristo (Mt 24.42; Tt 2.13).

1.1. Os fundamentos da Escatologia Bíblica. 
O termo "escatologia" vem do grego: eschatos (extremo; último) e logia (tratado; estudo), podendo ser definido como: "Tratado ou estudo das últimas coisas". Embora essa palavra não apareça nas Escrituras, seu conteúdo está presente nos textos que tratam dos últimos dias, da volta de Cristo e da consumação do plano de Deus (Mt 24.1-8; 1Ts 5.1-6; Ap 1.1-3). A Bíblia utiliza expressões como "últimos dias", "últimos tempos" e "última hora" para mostrar que a história caminha sob a direção de Deus para o seu cumprimento final (Dt 4.30; Is 2.2; Dn 2.28; At 2.17; 1Co 10.11; 1Jo 2.18). Assim, a escatologia bíblica estuda a consumação do propósito de Deus. Ela inclui tanto aquilo que já foi inaugurado pela obra de Cristo e pelo derramamento do Espírito Santo quanto os acontecimentos ainda futuros: a volta de Cristo, a ressurreição, o juízo e a nova criação (At 2.16,17; Hb 1.1,2; 1Co 15.20-28; Ap 21.1-5).

Essas expressões mostram que, conforme o ensino do Novo Testamento, os "últimos dias" começaram com a primeira vinda de Cristo e avançam para sua consumação. Nesse período, a Igreja permanece fiel à sua missão, anunciando o Evangelho no poder do Espírito Santo e aguardando o Arrebatamento e a volta gloriosa do Senhor (At 2.16-18; 1Co 10.11; Ef 1.13,14). A Escatologia Bíblica ensina que a história está sob o controle soberano de Deus e caminha para o cumprimento de Suas promessas, culminando na restauração de todas as coisas sob o Governo de Cristo (Rm 8.19-23; Ef 1.9,10; Ap 21.1-5).

1.2. O cumprimento do propósito de Deus. 
Não apenas os salvos, mas toda a criação aguarda o dia em que será liberta da corrupção e participará da gloriosa liberdade dos filhos de Deus (Rm 8.18-21). Os acontecimentos futuros fazem parte do propósito eterno do Senhor e têm a volta de Cristo como seu acontecimento central (Is 46.9,10; Ef 1.9-11). O futuro não está entregue ao acaso, pois Deus conduz a história segundo Sua soberana vontade. Embora nem todos os detalhes tenham sido revelados, a Palavra apresenta o que precisamos conhecer para viver com esperança, vigilância e santidade (Dt 29.29; Ap 1.1-3; 1Pe 4.7; 2Pe 3.11-14).

MELO, César Pereira Roza de. A escatologia dos profetas Daniel e Ezequiel. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2024, p. 15. O autor destaca que as profecias de Daniel exaltam a soberania de Deus, apresentando-O como Aquele que mantém o controle sobre a história. Embora os impérios humanos exerçam poder por determinado período, o domínio do Senhor permanece, e Seu propósito será plenamente cumprido. No tempo estabelecido, Deus encerrará o domínio dos reinos humanos e estabelecerá o Reino eterno de Cristo, que jamais será destruído (Dn 2.44; 7.13,14).

1.3. A Escatologia Bíblica e o salvo. 
O que compreendemos acerca do futuro influencia nossas escolhas no presente. Jesus chamou de louco o homem que acumulou bens para si, mas não considerou a brevidade da vida nem sua responsabilidade diante de Deus (Lc 12.16-21). Por isso, o salvo deve conhecer toda a Palavra e viver segundo seus ensinamentos (Mt 4.4; 2Tm 3.16,17). O ensino sobre os acontecimentos futuros renova nossa confiança nas promessas de Deus e nos motiva a viver de modo preparado para o encontro com Cristo (Tt 2.12,13; 1Jo 3.2,3).

Revista Betel Dominical — Professor, 2º trimestre de 2012, Lição 1. O Apocalipse apresenta o trono de Deus como o centro do governo do Universo, mostrando que nenhum acontecimento escapa à Sua autoridade (Ap 4.2-11). Mesmo quando poderes humanos e forças malignas parecem dominar, sua atuação permanece limitada pelo propósito divino (Ap 6.4; 12.12; 13.5,7). Reis, impérios e sistemas terrenos são passageiros, mas o Reino de Deus é eterno e prevalecerá sobre toda oposição (Ap 11.15; 19.6). Assim, as profecias bíblicas revelam que a história não avança de maneira desordenada: ela permanece sob o controle do Senhor e chegará ao desfecho determinado por Ele (Ap 21.5,6).

EU ENSINEI QUE:
A Escatologia Bíblica revela o futuro e nos ensina a viver segundo os propósitos de Deus.

2- PRINCÍPIOS E REGRAS DE INTERPRETAÇÃO
Conforme nos ensina o Apóstolo Pedro, a profecia da Escritura não é de interpretação particular, isto é, não deve ser compreendida de forma isolada ou baseada apenas em opiniões pessoais (2Pe 1.20). Ele também reconhece que há, nas Escrituras, passagens de difícil entendimento, que podem ser distorcidas por aqueles que não estão firmados na Verdade (2Pe 3.16).

2.1. A Bíblia interpreta a própria Bíblia. 
A interpretação das profecias exige atenção à maneira como a mensagem é apresentada. Algumas passagens possuem sentido direto, enquanto outras utilizam símbolos que precisam ser compreendidos à luz do próprio contexto bíblico (Dn 7.15,16). Em muitos casos, a própria Escritura apresenta a explicação do símbolo utilizado (Ap 7.13,14; 17.5-7). Jesus ensinou que o desconhecimento das Escrituras pode conduzir ao erro (Mt 22.29). Por isso, textos de difícil compreensão devem ser lidos em seu contexto histórico, literário e canônico e esclarecidos por passagens mais claras, sem ignorar o gênero profético, as figuras de linguagem e o desenvolvimento da revelação bíblica. O estudante deve manejar corretamente a Palavra da verdade (2Tm 2.15), examinando as Escrituras com humildade, dedicação e dependência do Espírito Santo (Jo 14.26; 1Co 2.12,13).

Revista Betel Dominical - Professor, 2º trimestre de 2012, Lição 1. O estudo das profecias deve permanecer dentro daquilo que Deus decidiu revelar em Sua Palavra. Existem verdades que pertencem exclusivamente ao conhecimento divino, enquanto outras foram dadas para orientação do Seu povo (Dt 29.29). Por essa razão, o estudante da Escatologia não deve tentar estabelecer datas, criar previsões ou preencher com suposições aquilo que a Bíblia não esclarece (Mt 24.36; At 1.7). A profecia bíblica não foi concedida para alimentar curiosidades, mas para comunicar os propósitos de Deus e fortalecer a certeza de que Suas promessas serão cumpridas. Cabe à Igreja conservar sobriedade, discernimento e firmeza, rejeitando qualquer ensino que ultrapasse os limites da revelação escrita (1Ts 5.1-6; 2Pe 3.16,17).

2.2. A posição doutrinária adotada. 
Entre as diferentes interpretações sobre a relação entre o Arrebatamento e a Grande Tribulação, esta lição segue a posição pré-tribulacionista. Nessa perspectiva, Cristo virá buscar a Sua Igreja antes do período de juízos sobre a Terra, livrando os salvos da ira vindoura e conduzindo-os ao encontro com o Senhor nos ares (1Ts 1.10; 4.16,17; 5.9; Ap 3.10). Esse acontecimento é distinto da manifestação gloriosa, quando Jesus retornará de modo visível para estabelecer o Seu Governo. A promessa de Sua vinda consola os crentes e os incentiva a permanecerem firmes, preparados e fiéis até o cumprimento dessa esperança (Jo 14.1-3; Tt 2.13).

Entre os intérpretes da Escatologia, há divergências quanto ao momento em que ocorrerá o Arrebatamento. Alguns o situam após a Grande Tribulação; outros, em seu ponto intermediário; e há ainda posições que o relacionam ao período anterior à manifestação final da ira divina. A presente lição mantém a linha pré-tribulacionista, segundo a qual Cristo retirará Sua Igreja antes do tempo de juízos que sobrevirá ao mundo. Essa posição preserva a distinção entre o Arrebatamento da Igreja e a manifestação gloriosa do Senhor, sem desconsiderar que cristãos fiéis às Escrituras podem organizar de maneira distinta a sequência desses acontecimentos (1Ts 1.10; 4.16,17; 5.9; Ap 3.10).

2.3. Os cuidados com a interpretação. 
O estudo dos acontecimentos futuros exige reverência, equilíbrio e atenção ao texto bíblico. Interpretações isoladas, desconhecimento do contexto e aplicação inadequada das profecias podem produzir dúvidas e confusões (2Pe 3.15,16). Por isso, cada passagem deve ser examinada considerando seu tempo, seus destinatários e sua relação com o conjunto das Escrituras. Deus tornou conhecido o que é necessário para orientar nossa caminhada, sem revelar cada detalhe dos acontecimentos futuros (Dt 29.29; At 1.7). Assim, devemos permanecer no que está escrito, evitando especulações e recebendo com humildade as verdades reveladas pelo Senhor (1Co 4.6; 15.51,52).

Síntese editorial com base em Stanley M. Horton, 2001, p. 312, destaca que a interpretação das profecias exige humildade, dependência do Espírito Santo e fidelidade ao que Deus revelou. Por isso, devemos evitar especulações e submeter nossas conclusões ao conjunto das Escrituras (2Pe 1.20,21; 3.15,16). O estudo dos acontecimentos futuros não é apenas intelectual, mas também espiritual. Requer oração, temor do Senhor, coração ensinável e amor à Palavra (Dt 6.6; Sl 119.18,67). Assim, o ensino das Sagradas Escrituras deve despertar reverência, formar uma vida equilibrada e conduzir-nos à obediência enquanto aguardamos a volta de Cristo.

EU ENSINEI QUE:
A interpretação das profecias exige conhecimento bíblico, equilíbrio e dependência de Deus.

3- A ESPERANÇA DA IGREJA
A revelação dos acontecimentos futuros fortalece a esperança da Igreja, pois Cristo voltará para buscar os Seus e levá-los para junto de Si (Jo 14.1-3; Tt 2.13). Os salvos viverão e reinarão com o Senhor por toda a eternidade (2Tm 2.12; Ap 22.5). A consumação da história manifestará em plenitude a comunhão com Deus que os crentes já desfrutam em Cristo pelo Espírito.

3.1. A bem-aventurada esperança. 
A esperança da Igreja está firmada em Jesus Cristo, em Sua Obra Redentora, em Sua ressurreição e na promessa de Seu retorno. Ao vencer a morte e ser exaltado à direita do Pai, o Senhor confirmou a eficácia da Salvação e garantiu a futura ressurreição dos que Lhe pertencem (At 2.32-36; 1Co 15.20-23). Por essa razão, a expectativa cristã não se apoia em especulações ou cálculos humanos, mas na fidelidade dAquele que prometeu voltar. Sua vinda conduzirá os salvos à plena comunhão com Deus, em uma realidade marcada por paz, justiça e ausência de sofrimento (Tt 2.13; 2Pe 3.13; Ap 21.3-5). Enquanto aguarda esse dia, a Igreja permanece fiel, servindo ao Senhor e testemunhando que, assim como Cristo ressuscitou, também viveremos e reinaremos com Ele (2Tm 2.11,12).

Em Tito 2, a bem-aventurada esperança aparece ligada à manifestação da glória de Jesus Cristo. O mesmo Senhor que Se revelou em graça para salvar e voltará em glória para consumar, nos Seus, os efeitos da Obra Redentora (Tt 2.11-14). A Salvação, portanto, possui uma dimensão presente e outra futura: hoje recebemos perdão, nova vida e comunhão com Deus; na vinda de Cristo, experimentaremos a glorificação e a libertação definitiva de toda limitação desta existência (Rm 8.23; Fp 3.20,21). A esperança cristã aponta, assim, para o momento em que a redenção alcançará sua consumação e os salvos serão plenamente conformados à imagem de Cristo (1Jo 3.2).

3.2. Cristo, o fundamento da nossa confiança. 
As Escrituras nos declaram abertamente qual é a verdadeira esperança da Igreja (Hb 9.28; Fp 3.20,21; 1Ts 1.10; Tt 2.13). Tudo que se refere ao porvir está conectado à vinda de Cristo. Portanto, nossa confiança é o retorno pessoal daquele "mesmo Jesus" que veio ao mundo, foi humilhado e morreu na cruz por nossos pecados (1Pe 3.18). Ele vem não somente para nos livrar da ira futura, mas para que estejamos com Ele para sempre (Jo 14.3). Na manifestação de Cristo, Sua justiça será publicamente revelada: Ele consolará os que Lhe pertencem e julgará o mal com perfeita retidão (Ml 3.18; 2Ts 1.6-10).

A esperança bíblica não expressa dúvida ou mera possibilidade, mas uma expectativa segura, fundamentada nas promessas de Deus. É a esperança como uma "expectativa favorável e confiante" (Vine, 2016). É almejar, sonhar, buscar, agir. É esperar por algo que não se vê, mas que foi prometido (Rm 8.24,25). Esperar com confiança — esta deve ser a nossa perspectiva, sem que nada a comprometa (Jr 17.7,8). Trata-se, portanto, de uma esperança firme e ativa, que não se abala pelas circunstâncias, mas se sustenta na fidelidade de Deus. Ela impulsiona o crente a permanecer perseverante, com os olhos voltados para o cumprimento das promessas, vivendo no presente à luz daquilo que, com certeza, se cumprirá.

3.3. A centralidade da volta de Cristo. 
A Escatologia Bíblica não consiste em uma reunião de previsões isoladas. Seus principais temas convergem para a revelação do senhorio de Jesus Cristo sobre todas as coisas. O Arrebatamento, a ressurreição, o juízo, o Reino e o estado eterno devem ser compreendidos à luz de Sua autoridade e de Sua vitória. Naquele dia, aquilo que hoje é confessado pela fé será reconhecido universalmente: Jesus Cristo é o Senhor (Fp 2.9-11; Ap 11.15). Assim, Sua volta constitui o eixo que organiza o ensino acerca do futuro e confirma o triunfo definitivo do Cordeiro sobre todo poder contrário a Deus (1Co 15.24-28; Ap 19.11-16).

William Barros, Apocalipse: mensagem sobre o triunfo de Cristo, exortações e promessas ao povo de Deus. Rio de Janeiro: Editora Betel, 2022, p. 12-13: destaca que o estudo das últimas coisas contribui para proteger a Igreja contra falsos ensinos e interpretações equivocadas. As profecias bíblicas devem ser examinadas à luz de toda a Palavra de Deus, sem sensacionalismo, medo ou especulações. Diante das diversas mensagens acerca do futuro, a Igreja precisa permanecer firme na sã doutrina, ensinar a verdade com clareza e preparar os salvos para discernirem o erro (Mt 24.4,5,11; Ef 4.14; 2Tm 2.24-26).

EU ENSINEI QUE:
A esperança da Igreja está na volta de Cristo, que transforma o presente e garante o futuro.

CONCLUSÃO
O conhecimento das coisas futuras deve produzir uma fé prática e responsável. A Igreja não foi chamada à especulação, mas à sobriedade, à firmeza e ao serviço cristão (1Ts 5.4-8; 1Co 15.58). Sustentados pelas promessas de Deus, prosseguimos com confiança, aguardando a plena manifestação da nossa redenção (Lc 21.28; Fp 3.20,21).

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD ADULTOS - Lição 1 / 4º Trim 2026



Deuteronômio: o livro da Aliança
4 de Outubro de 2026


TEXTO ÁUREO
“Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.” (Dt 1.8).

VERDADE PRÁTICA
A fidelidade a Deus e à sua Palavra dirige o crente a viver pela fé e alcançar as suas promessas.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Js 1.8; 2Tm 3.16 A obediência à Palavra conduz à vida santa e à direção de Deus
Terça — Dt 11.26-28 A desobediência à Palavra conduz à perda espiritual
Quarta — 2Tm 2.2 A responsabilidade de transmitir fielmente a Palavra à próxima geração
Quinta — Dt 1.6-8; Fp 3.20 Como povo de Deus, somos chamados a avançar pela fé rumo à promessa
Sexta — Dt 6.5; 12.1 Um relacionamento com Deus marcado por amor e obediência
Sábado — Mt 4.4,7,10 Jesus confirma a autoridade e a inspiração de Deuteronômio

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 1.1-8.
1 — Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel, dalém do Jordão, no deserto, na planície defronte do mar de Sufe, entre Parã, e Tofel, e Labã, e Hazerote, e Di-Zaabe.
2 — Onze jornadas há desde Horebe, caminho da montanha de Seir, até Cades-Barneia.
3 — E sucedeu que, no ano quadragésimo, no mês undécimo, no primeiro dia do mês, Moisés falou aos filhos de Israel, conforme tudo o que o Senhor lhe mandara acerca deles,
4 — depois que feriu a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom, e a Ogue, rei de Basã, que habitava em Astarote, em Edrei.
5 — Dalém do Jordão, na terra de Moabe, começou Moisés a declarar esta lei, dizendo:
6 — O Senhor, nosso Deus, nos falou em Horebe, dizendo: Tempo bastante haveis estado neste monte.
7 — Voltai-vos e parti; ide à montanha dos amorreus, e a todos os seus vizinhos, e à planície, e à montanha, e ao vale, e ao Sul, e à ribeira do mar, e à terra dos cananeus, e ao Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates.
8 — Eis aqui esta terra, eu a dei diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua semente depois deles.

HINOS SUGERIDOS
107, 259 e 276 da Harpa Cristã.

PLANO DE AULA
1. INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos o livro de Deuteronômio. Esse livro reafirma a aliança de Deus com Israel e destaca a importância da fidelidade à sua Palavra. Na primeira lição, veremos “Deuteronômio: O Livro da Aliança”, compreendendo o seu propósito, contexto histórico e relevância doutrinária para a vida cristã. O comentarista deste trimestre é o Pr. Osiel Gomes, líder da AD em Tirirical (MA), mestre em teologia, conferencista e autor de várias obras, cuja abordagem une profundidade teológica, aplicação prática e fidelidade às Escrituras.
2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição: I) Explicar a autoria, o propósito e o valor de Deuteronômio; II) Apresentar o contexto histórico e espiritual de Deuteronômio; III) Mostrar os ensinos doutrinários e práticos de Deuteronômio.
B) Motivação: O livro de Deuteronômio é um chamado à fidelidade e à renovação espiritual. As suas páginas revelam princípios eternos para uma vida de fé, obediência e compromisso com Deus. Por isso, esta lição é um desafio a ouvirmos, guardarmos e vivermos a Palavra do Senhor diariamente.
C) Sugestão de Método: Para o desenvolvimento do segundo tópico, utilize um método expositivo-visual, reproduzindo no quadro ou em slide a divisão natural de Deuteronômio conforme a Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Apresente o livro em três grandes discursos de Moisés: retrospectiva histórica (caps. 1 — 4.43), renovação da Lei (caps. 4.44 — 26.19) e bênçãos, advertências e despedida final (caps. 27 — 30), além dos atos finais de Moisés e a sua morte (31 — 34). Em seguida, destaque no mapa bíblico a trajetória de Israel até as campinas de Moabe e relacione geografia e espiritualidade. Esse recurso ajudará a classe a compreender o contexto histórico, o avanço da narrativa e o propósito exortativo de Moisés à nova geração.
3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
Aplicação: Deuteronômio ensina-nos que a fidelidade à Palavra de Deus é indispensável para uma vida espiritual consistente. Assim como Israel precisou confiar, obedecer e avançar rumo à promessa, também somos chamados a viver pela fé, rejeitar a desobediência e permanecer firmes na verdade bíblica.
4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 107, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao fim dos tópicos, você encontrará auxílios que darão suporte à preparação de sua aula: 1) O texto “Visão Panorâmica”, localizado após o segundo tópico, contribui para a compreensão do contexto imediato do livro de Deuteronômio e da sua estrutura temática; 2) O texto “O Propósito do Livro”, localizado ao fim do terceiro tópico, aprofunda a compreensão do propósito central do livro de Deuteronômio.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Nesta lição, estudaremos o livro de Deuteronômio, integrante do Pentateuco, e destacaremos os princípios da aliança que Deus estabeleceu com Israel. Nele, Moisés apresenta o seu discurso final, prepara o povo para a entrada na Terra Prometida e reafirma a centralidade da Lei e a necessidade de fidelidade a Deus (Dt 28.1,2). O livro também nos conduz à compreensão de três discursos do Legislador de Israel (1 — 4; 5 — 27; 28 — 34), dos seus atos finais e da sua conexão com o Novo Testamento, além de revelar fundamentos permanentes para a vida cristã.

Palavra-Chave: ALIANÇA

I. DEUTERONÔMIO: AUTORIA E PROPÓSITO DO LIVRO

1. Autoria. 
A tradição judaica, a evidência interna e os estudiosos conservadores reconhecem Moisés como autor de Deuteronômio, pois foi o mediador da aliança entre Deus e Israel (Dt 1.1; 31.9,24). O livro registra os discursos, instruções e exortações dirigidos ao povo nas campinas de Moabe. Apenas os acontecimentos posteriores à sua morte, descritos no capítulo final, podem ter sido registrados por Josué ou por outro escriba sob inspiração divina. Em Deuteronômio 1.3, observa-se que o conteúdo antecede a sua morte e a conquista da Terra Prometida.

2. Definição. 
O título deriva da expressão grega deuteronomion, traduzida na Septuaginta como “repetição da Lei” (Dt 17.18). O livro reflete a releitura de Moisés sobre a Lei às vésperas da entrada em Canaã. Na tradição judaica, é chamado hadevārîm (“estas palavras”), destacando-se o seu caráter discursivo. Com linguagem acessível, Moisés exorta Israel à fidelidade exclusiva ao Senhor (Dt 5.7-10) e adverte o povo contra a idolatria e a corrupção moral. Estruturado em três discursos, Deuteronômio reafirma que a obediência à Palavra conduz à bênção e à vida santa (Js 1.8; Cf. 2Tm 3.16).

3. Valor e propósito de Deuteronômio. 
O valor de Deuteronômio é permanente para a edificação espiritual do povo de Deus, evidenciado no seu uso na reforma de Esdras e Neemias. O livro destaca o amor de Deus e a devoção que Ele requer (Dt 6.5) e instrui o povo a viver com justiça, equidade e integridade, pois a obediência conduz à vida e à bênção, enquanto a desobediência leva à maldição (Dt 11.26-28). O seu propósito é reafirmar a aliança e preparar o povo para a promessa. Hoje, somos chamados a renovar nosso compromisso com Deus, a viver em fidelidade e a experimentar a vitória em Cristo (1Co 15.57).

SINOPSE I
Deuteronômio reafirma a Lei e a aliança de Deus com Israel.

AMPLIANDO O CONHECIMENTO
Podemos compreender o livro de Deuteronômio a partir de três verbos centrais que estabelecem os três grandes discursos do livro: recordar (caps. 1 — 4.43), obedecer (caps. 4.44 — 26.19) e vigiar (caps. 27 — 30). Recordar, porque o livro preserva a memória da Lei. Obedecer, porque exorta o povo a viver segundo os mandamentos ao entrar na Terra Prometida. Vigiar, porque apresenta bênçãos para a obediência e maldições para a desobediência. Esse livro nos chama a viver uma vida consciente do Evangelho como testemunho vivo na sociedade (Para ampliar mais o seu conhecimento, consulte a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global, editada pela CPAD, pp.219-302).

II. CONTEXTO HISTÓRICO DE DEUTERONÔMIO

1. Panorama espiritual. 
O capítulo 1 de Deuteronômio começa com um cenário espiritual. A expressão “Estas são as palavras que Moisés falou” (v.1), do hebraico Êlleh hadvarim, introduz um discurso com autoridade divina. Não são palavras humanas, mas revelação de Deus, que exige obediência. Dirigidas à nova geração, nas campinas de Moabe, visavam renovar a aliança. Como não presenciou o Êxodo, o povo precisava ser instruído antes de entrar na Terra Prometida. Isso evidencia a importância de transmitir a Palavra entre gerações (2Tm 2.2).

2. Um panorama geográfico. 
Após apresentar o discurso de Moisés, Deuteronômio descreve regiões percorridas por Israel: o deserto (terra desabitada), a planície de Arabá e locais como Parã, Labã, Hazerote e Di-Zaabe, indicando a rota até Canaã. Em Deuteronômio 1.2, destaca-se que o trajeto de Horebe a Cades-Barneia poderia ser feito em poucos dias, mas levou quarenta anos devido à desobediência do povo. A antiga geração sofreu as consequências da sua incredulidade e falta de temor; logo, aprendemos que a jornada rumo à Canaã Celestial exige santidade, fé e obediência para que alcancemos as promessas de Deus (Hb 4.1-11).

3. O discurso exortativo de Moisés. 
Consciente de que não entraria na Terra Prometida (Dt 1.37; 3.27), Moisés profere o seu discurso final e prepara o povo para a transição de liderança a Josué. Esse momento de despedida e instrução é recorrente entre líderes bíblicos, como, por exemplo, Jacó, Josué, Samuel e Davi, e também é observado em Jesus (Jo 14-16). Moisés fala em tom de vitória e recorda feitos do Senhor, como a derrota de Seom e Ogue. As palavras dele não eram meramente humanas, mas revelação divina. A “Lei” refere-se à Torá, conjunto de ensinos que orientavam a vida moral e espiritual de Israel, base da sua identidade como povo de Deus.

4. Desafiando a nova geração a ser decisiva. 
A antiga geração de Israel falhou no seu compromisso com o Senhor Deus e não entrou na Terra Prometida. O primeiro discurso de Moisés revisa esse passado e orienta a nova geração à fidelidade. Após quarenta anos, surge um povo chamado a obedecer (Dt 1.6-8). O centro está em Deuteronômio 1.8: Deus já deu a terra; cabia a Israel possuí-la pela fé. É assim também hoje, pois somos chamados a viver pela fé, rumo à cidade celestial (Fp 3.20).

SINOPSE II
Moisés relembra a jornada de Israel e exorta à obediência.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
“VISÃO PANORÂMICA. Moisés rememorou intensamente o concerto de Deus com Israel em três sermões ou discursos inspirados:
1) O primeiro discurso de Moisés recordou a história de Israel — enfatizando a dúvida persistente do povo e a sua rebelião desde que eles deixaram o monte Sinai — e convocou a nova geração para que evitasse os erros do passado e reverentemente temesse e obedecesse a Deus (1.1 — 4.43).
2) O segundo discurso de Moisés relembrou e aplicou muitas Leis do concerto referentes a questões como a adoração, o sábado, os pobres, as festas anuais, os direitos de herança e propriedade, a imoralidade sexual e a preservação da justiça (4.44 — 26.19).
3) O terceiro discurso de Moisés foi uma profecia a respeito das bênçãos e maldições que o povo receberia como resultado de sua obediência ou desobediência (27.1 — 30.20). Os capítulos restantes incluem o ato de Moisés de comissionar Josué como seu sucessor e um testemunho sobre a morte de Moisés (31.1 — 34.12).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.300).

III. O LADO DOUTRINÁRIO E PRÁTICO DE DEUTERONÔMIO

1. Relevância doutrinária. 
A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se na revelação do caráter de Deus: justo, santo, fiel, misericordioso, zeloso e verdadeiro (Dt 7.9; 10.17). O livro apresenta o relacionamento entre o Senhor e Israel — que deve ser marcado por temor, obediência e reverência — e exige submissão contínua à vontade e à Lei de Deus (Dt 6.5; 12.1). Destaca-se também o seu aspecto messiânico, ao apontar para Jesus como o Profeta semelhante a Moisés (Dt 18.15; cf. At 3.23); logo, o povo era chamado a viver segundo a Lei para cumprir a sua missão e, assim, experimentar o favor divino.

2. Relevância ética e prática. 
Em Deuteronômio, Moisés destaca temas essenciais à vida do povo, especialmente a educação espiritual dos filhos (Dt 6.6,7). No cotidiano, os pais deveriam ensinar a Palavra e, assim, formar gerações firmes na fé, como ocorreu com Timóteo (2Tm 1.5). O livro também enfatiza o amor e a fidelidade a Deus, expressos na obediência aos seus mandamentos (Dt 6.5). Além disso, orienta sobre liderança justa e submissão à Lei, visando o bem comum. O seu tom exortativo chama o povo a rejeitar a idolatria e viver segundo a vontade divina. Assim, o livro evidencia princípios de justiça, compaixão e responsabilidade que servem de referência para a ética cristã.

SINOPSE III
Deuteronômio une doutrina, ética e fidelidade à Palavra.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO
O PROPÓSITO DO LIVRO.
“O propósito original de Moisés ao se dirigir à nova geração de Israel antes de passar a liderança a Josué foi desafiar, encorajar e instruir as pessoas sobre: 1) os atos poderosos e as promessas de Deus, 2) as suas próprias obrigações de fé e obediência previstas no concerto, e 3) a sua necessidade de reverenciar a Deus e viver para realizar os seus propósitos. Moisés queria relembrar o povo da séria responsabilidade e do privilégio de amar e honrar a Deus de todo o coração, de toda a alma e força (6.4).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.300).

CONCLUSÃO
A leitura do livro de Deuteronômio possui grande valor para nós, os salvos em Cristo Jesus, pois nos conduz à compreensão da aliança que Deus firmou com Israel. Ao mesmo tempo, ressalta a importância de obedecer aos preceitos divinos e de renovar continuamente nosso compromisso de fé. Somos, portanto, chamados a viver uma vida cristã autêntica, que é marcada pela fé e responsabilidade, e a responder ao Senhor com amor, obediência e disposição constante para ouvir a sua Palavra.

REVISANDO O CONTEÚDO
1. O que reúne o livro de Deuteronômio?
O livro de Deuteronômio reúne discursos e registros históricos de Moisés.
2. Qual é o valor de Deuteronômio para o povo de Deus?
O valor de Deuteronômio é permanente para a edificação espiritual do povo de Deus, evidenciado o seu uso na reforma de Esdras e Neemias.
3. Qual é a mensagem central de Deuteronômio 1.8?
O centro está em Deuteronômio 1.8: Deus já deu a terra; cabia a Israel possuí-la pela fé.
4. A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se em quê?
A relevância doutrinária de Deuteronômio fundamenta-se na revelação do caráter de Deus: justo, santo, fiel, misericordioso, zeloso e verdadeiro (Dt 7.9; 10.17).
5. O que demonstram as referências de Cristo e dos apóstolos sobre o livro de Deuteronômio?
Essas referências demonstram que tanto Cristo quanto os seus apóstolos reconheciam Deuteronômio como Escritura inspirada, na qual se encontram fundamentos que apontam para o cumprimento das promessas messiânicas em Jesus Cristo.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO
DEUTERONÔMIO: O LIVRO DA ALIANÇA
Prezado(a) professor(a), a Paz de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Estamos iniciando um novo trimestre de estudos com a revista Lições Bíblicas Adultos, editada pela CPAD. Nesta alegre oportunidade, aprenderemos que Deus firmou um concerto com os israelitas e estabeleceu Leis que eles deveriam obedecer integralmente. Por essa razão, Moisés apresenta um belo discurso reafirmando a fidelidade a Deus.
O estudo sobre o livro de Deuteronômio traz uma reflexão profunda sobre a centralidade das Escrituras em nosso relacionamento com Deus. O povo israelita recebeu, por intermédio de Moisés, várias orientações no tocante a preservar uma fé obediente aos preceitos da Lei, bem como a viver em santidade e fidelidade para com Deus. O discurso de Moisés na planície de Moabe era uma forma de trazer à memória do povo o propósito para o qual o Senhor o havia guiado durante quarenta anos desafiadores pela travessia pelo deserto. Ali, Deus moldou a fé e o caráter do povo a fim de prepará-lo para tomar posse da Terra Prometida. Em todas as etapas do discurso, a centralidade da Lei recebe atenção especial.
De acordo com a Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global (CPAD), “Moisés rememorou intensamente o concerto de Deus com Israel em três sermões ou discursos inspirados: 1. O primeiro discurso de Moisés recordou a história de Israel — enfatizando a dúvida persistente do povo e a sua rebelião desde que eles deixaram o monte Sinai — e convocou a nova geração para que evitasse os erros do passado e reverentemente temesse e obedecesse a Deus (Dt 1.6 — 4.43); 2. O segundo discurso de Moisés relembrou e aplicou muitas leis do concerto referente a questões como a adoração, o sábado, os pobres, as festas anuais, os direitos de herança e propriedade, a imoralidade sexual e a preservação da justiça (Dt 4.44 — 26.19); 3. O terceiro discurso de Moisés foi uma profecia a respeito das bênçãos e maldições que o povo receberia como resultado de sua obediência e desobediência (Dt 27.1 — 30.20). Os capítulos restantes incluem o ato de Moisés de comissionar Josué como seu sucessor e um testemunho sobre a morte de Moisés (31.1 — 34.12)” (2022, p.300).
O destaque dado por Moisés à Lei nos lembra a admoestação de nosso Senhor Jesus a respeito de examinar as Escrituras. São elas que testificam de Cristo e, por intermédio de seus ensinamentos, aprendemos o que é indispensável para alcançar a vida eterna (Jo 5.39).

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