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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 5 / 1º Trim 2026


AULA EM 1º DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 5

(Revista Editora Betel)

Tema: A importância do jejum na vida dos discípulos de Cristo
  



TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum", Marcos 9.29.

VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e da nossa completa dependência do Senhor.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus afirmou a relevância do jejum.
- Reconhecer o valor espiritual de jejuar e orar conjuntamente.
- Identificar o jejum como uma prática vista em toda a Bíblia.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 

MATEUS 6 
16. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 
17. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, 
18. para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ed 8.21 Proclamando o jejum.
TERÇA | Dn 9.3 Buscando a Deus em oração e jejum.
QUARTA | 2Cr 20.3 A busca pelo Senhor em jejum.
QUINTA | Mt 6.16 O jejum não visa recompensas humanas.
SEXTA | Jl 2.12 Deus se agrada do jejum de Seus servos.
SÁBADO | Ne 1.4 O jejum nos fortalece espiritualmente.

HINOS SUGERIDOS: 5, 88, 370

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja de Cristo continue a jejuar em consagração a Deus.     

INTRODUÇÃO 
Professor(a), nesta aula vamos comentar sobre um devocional que ajuda a manter a vida espiritual em dia, o jejum. E vamos ver mais profundamente o que a Bíblia fala sobre esse devocional, e neste subsídio deixarei conteúdos além do que a revista traz, como, por exemplo, a questão de “jejum intermitente” que alguns crentes andam misturando com o jejum a Deus e também vamos falar sobre o jejum que agrada a Deus de verdade. 
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus. 
Existem práticas cristãs que Jesus não ordenou que fossem feitas, mas que os crentes praticam somente porque Jesus as praticava, e o jejum é uma delas. Convém afirmar que a Bíblia não dá uma doutrina aprofundada sobre o jejum, por isso, encontramos jejuns dos mais variados, desde abstenção de alimentos, de legumes, até jejum de internet. 
As instruções de Jesus não falam tanto do aspecto prático, mas fala da condição espiritual, em como deve estar o coração do cristão ao fazer o jejum. 

1. Compreendendo o jejum  
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bíblia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva. 
Como o jejum era uma prática comum aos judeus, Jesus não se ateve em ordená-lo a seus discípulos, mas apenas falou sobre o assunto, como falando para aqueles que teriam o jejum como prática habitual: 
"E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.", Mateus 6.16  

1.1. O jejum bíblico. 
O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20). 
Para saber o que é o jejum bíblico e seu objetivo, primeiramente devemos analisar os textos que falam dele: 
"Ainda assim, agora mesmo diz o Senhor: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, e com choro, e com pranto.", Joel 2.12 
A orientação aqui, é a prática do jejum para buscar a Deus. Vamos agora ao primeiro texto bíblico que fala sobre o jejum: 
"Mas aos dez dias desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.", Levítico 23.27 
O afligir a alma aqui, se refere ao jejum. Sendo assim, o jejum significa se humilhar, e o propósito fundamental é de se buscar a Deus.

ATENÇÃO: 

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domingo, 25 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 5 / 1º Trim 2026

A importância do jejum na vida dos discípulos de Cristo
1º de Fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum", Marcos 9.29.

VERDADE APLICADA
O jejum bíblico é um exercício espiritual que expressa nosso interesse em buscar primeiro o Reino de Deus e da nossa completa dependência do Senhor.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus afirmou a relevância do jejum.
- Reconhecer o valor espiritual de jejuar e orar conjuntamente.
- Identificar o jejum como uma prática vista em toda a Bíblia.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 

MATEUS 6 
16. E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram o rosto, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 
17. Porém tu, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, 
18. para não pareceres aos homens que jejuas, mas sim a teu Pai, que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ed 8.21 Proclamando o jejum.
TERÇA | Dn 9.3 Buscando a Deus em oração e jejum.
QUARTA | 2Cr 20.3 A busca pelo Senhor em jejum.
QUINTA | Mt 6.16 O jejum não visa recompensas humanas.
SEXTA | Jl 2.12 Deus se agrada do jejum de Seus servos.
SÁBADO | Ne 1.4 O jejum nos fortalece espiritualmente.

HINOS SUGERIDOS: 5, 88, 370

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja de Cristo continue a jejuar em consagração a Deus.     

INTRODUÇÃO
Jesus não somente jejuou, como também ensinou a maneira correta de fazê-lo. Aliás, a Bíblia está cheia de citações de pessoas que fizeram uso desta disciplina espiritual e nos instrui quanto à maneira correta de praticá-la. Assim, por toda sua relevância, nesta lição, analisaremos essa experiência espiritual à luz da Palavra de Deus.    

PONTO DE PARTIDA – Aspectos bíblicos sobre o jejum.

1. Compreendendo o jejum 
O jejum é uma das disciplinas e práticas espirituais que têm acompanhado o povo de Deus desde o Antigo
Testamento, como uma expressão de fé, contrição, total dependência de Deus, arrependimento, devoção. Veremos neste tópico a importância de conhecermos o que a Bíblia diz sobre o jejum, para evitarmos os extremos de praticar sem o necessário discernimento ou desprezar esta prática presente na vida de Jesus Cristo após o batismo em águas e na igreja primitiva.

1.1. O jejum bíblico. 
O jejum bíblico pode ser definido como a abstinência de alimentos por um período de tempo com finalidades espirituais (Jl 2.12). Essa disciplina espiritual não deve ser usada para conseguir alguma coisa de Deus, como se fosse uma barganha, mas como uma expressão de humilhar-se diante de Deus (At 3.19,20).

Bíblia do Culto do Ministro (Editora Betel, 2022, p.272): "Os fariseus jejuavam duas vezes por semana (Lc 18.12), isto é, no quinto dia da semana, quando Moisés subiu ao Monte Sinai, e no segundo dia, quando imaginaram que ele desceria (Mt 9.14). Enquanto permaneceu com Seus discípulos, o Senhor não ordenou que jejuassem (Mt 9.15); mas também não condenou esse costume (Mt 6.16-18); antes de iniciar o Seu ministério, ele mesmo jejuou (Mt 4.2). Os primeiros cristãos jejuaram, como na ocasião de serem separados Paulo e Barnabé para a obra missionária e quando os anciões foram eleitos (At 13.2,3;14.23). Talvez os jejuns de Paulo, mencionados em 2Co 6.5 e 11.27, fossem de natureza voluntária”. 

1.2. O jejum dos hipócritas. 
O jejum praticado por quem se mostra abatido, com o semblante descaído, é uma hipocrisia, pois o objetivo de quem age assim é se mostrar espiritual para os demais. Isso, porém, é algo que а Bíblia condena (Mt 6.16-18). Quem jejua não precisa tornar isso público, é entre você e Deus. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2016- Lição 7): "A maneira correta de jejuar trará ao servo de Jesus Cristo uma recompensa. Todavia, para que isso suceda, precisamos entender que o jejum é uma arma secreta; que, se usada ocasionalmente, assim como o esmolar, deve ser um ato alegre. Uma vez definido o alvo do jejum, que pode ser mostrar a Deus tristeza pelo pecado ou preparar-se para maiores desafios espirituais, devemos fugir de todo orgulho espiritual. A maneira de jejuar ensinada pelo Senhor Jesus é proceder como se fôssemos a uma festa, ou seja, "unge a tua cabeça e lava o teu rosto". Parafraseando o que foi dito: "Tome um banho e passe um bom perfume, como se você fosse a uma festa". 

1.3. Humilhando-se diante de Deus. 
O jejum é uma maneira de nos humilharmos diante de Deus. Esdras disse: "Apregoei ali um jejum [...] para nos humilharmos diante da face do nosso Deus", Ed 8.21. Neemias reuniu o povo "com jejum e pano de saco", e os israelitas estavam abatidos por seus pecados (Ne 9.1-3). Naquele momento, o jejum e o pano de saco representavam submissão a Deus e arrependimento. 

Pastor Adalberto Alves (Revista Betel Dominical - 4° Trimestre de 2018 - Lição 9): "A narrativa bíblica diz que os filhos de Israel se juntaram com jejum e pano de saco, além de trazerem terra sobre si (Ne 9.1). Todos os que pertenciam à linhagem de Israel se apartaram de todos os estranhos que viviam ao redor e se humilharam perante o Senhor, confessando os seus pecados e as iniquidades de seus pais (Ne 9.2). A partir do anúncio da Раlavra, o povo foi quebrantado e, com jejum e oração, reconheceu e arrependeu-se de seus pecados. Ainda hoje, a Palavra de Deus, a oração e o jejum são recursos relevantes para nós, pois nos ajudam a ter disciplina e santidade na caminhada crista". 

EU ENSINEI QUE: 
Jejuar é abster-se de alimentos por um período de tempo com o objetivo de nos aproximarmos de Deus. 

2. A importância do jejum 
No jejum, fortalecemos o espírito para que ele prevaleça sobre as coisas da carne. Essa prática nos ajuda a dizer não para os desejos e anseios humanos e nos ajuda a priorizar os valores eternos. 

2.1. Jejum e arrependimento. 
Não podemos achar que o jejum é sinônimo de arrependimento ou contrição. Lembremos que Jezabel convocou um jejum (1Rs 21.9). Em Isaías 58.1-14, о profeta denunciou a conduta do povo, pois a essência do jejum que agrada a Deus não se resume a abster-se de alimento ou subjugar o corpo. А mensagem de Isaías confirma o que o salmista declara, ou seja, o jejum não deve ser uma prática isolada de outras atitudes (Sl 66.18). O jejum precisa ser acompanhado de humildade, contrição e oração, além de expressar disposição de mudança, de concerto e de negar-se a si próprio. 

O Profeta Isaías nos mostrara que o povo não tinha aprendido nada sobre o sentido espiritual do jejum, pois a razão principal dos seus dias de jejum era para o próprio contentamento (Is 58.3). Eles jejuavam e participavam de contendas e debates (Is 58.4), ou seja, jejuavam, mas não havia mudança de comportamento. 

2.2. Jejum e oração. 
A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. De acordo com as Palavras de Jesus, há ocasiões nas quais a oração deve ser acompanhada de jejum, uma vez que há castas de demônios que só podem ser expulsas com oração e jejum (Mt 17.21). Contudo, não encontramos nas Escrituras uma ênfase no jejum como há em relação à oração. E, quando jejuamos, não devemos considerar que essa prática nos faz merecedores de ser atendidos em nossas orações. Na parábola de Jesus, o fariseu que orava e jejuava não foi justificado (Lc 18.11-14). 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2016 - Lição 7): "O jejum é uma prática frequentemente mencionada na Bíblia e geralmente vinculada à oração. Davi jejuou quando seu filho recém-nascido adoeceu gravemente (2Sm 12.16). Daniel jejuava quando buscava uma orientação especial da parte de Deus (Dn 10.3). A igreja estava jejuando quando enviou Paulo e Barnabé para o campo missionário (At 13.2,3)". 

2.3. Jejum e domínio próprio.
Em um tempo com tantas distrações e ativismo, a prática do jejum e da oração pode contribuir muito para exercitarmos a autodisciplina. Paulo menciona as competições atléticas para enfatizar a importância do domínio próprio (1Сo 9.24-27). Ele se esforçava para não ser dominado pelos desejos carnais. Assim, a prática do jejum bíblico está entre as disciplinas espirituais que o discípulo de Cristo pode praticar para aumentar o autocontrole diante das tentações e adversidades da vida. 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3º Trimestre de 2022 - Lição 7): "Da mesma forma que ajudar os necessitados e orar, o jejum também deve ocorrer na privacidade do coração do discípulo (Mt 6.17,18; Lc 2.37). Visto que o jejum requer autocontrole rigoroso, é uma tentação importante comunicar sutilmente nossos esforços ou vitórias aos outros. Embora isso possa ser feito de maneira inocente, Jesus nos avisa que revelar nosso jejum pode se tornar uma forma perigosa de orgulho e autoengano espiritual. O jejum pode ser individual ou coletivo (Jn 3.5). O individual trata com o particular de cada um, o coletivo visa sempre encorajar a Igreja a concentrar-se na Obra de Deus, pedir direcionamento, expressar a tristeza pelo pecado, a buscar o perdão na comunidade". 

EU ENSINEI QUE: 
A Bíblia traz muitas passagens em que o jejum está associado à oração. 

3. Relatos de pessoas que jejuaram 
Deus não decretou o jejum como algo obrigatório, mas muitos de Seus filhos jejuavam voluntariamente: Moisés (Dt 9.9); Davi (2Sm 1.12; 3.35; 12.16); Josafá (2Cr 20.3); Esdras (Ed 10.6); Neemias (1.4); Ester (Et 4.16); Daniel (Dn 9.3; 10.3); Jesus (Mt 4.2). Veremos, neste tópico, as lições que podemos extrair dos relatos do jejum de Ester, Josafá e Daniel.

3.1. Ester enfrentou o desafio com jejum. 
Vemos, na atitude de Ester, que jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina. Ester pediu aos judeus da cidade de Susã que jejuassem por três dias, e eles assim fizeram (Et 4.16). О propósito daquele jejum foi pela sua ida até a presença do rei Assuero pаra pedir a intervenção dele diante do decreto de morte aos judeus imposto por Hamā (Et 4.1-3). 

Bispo Abner Ferreira (Ester. Editora Betel, 2020, p. 90): "Ester foi uma mulher que verdadeiramente consagrou-se ao Senhor; ela era, sem dúvida, repleta do Espírito Santo (Et 4.16). Ela tinha algo dentro dela que sobrepujava todos os seus sentimentos e todas as suas fraquezas. Algo tão profundo que sustentava sua confiança em Deus. Ester buscava a face do Senhor através de jejuns e de orações, e teve uma intimidade profunda com Ele". 

3.2. Josafá buscou a Deus com oração e jejum. 
Os exércitos dos amonitas e moabitas, além de alguns outros, ameaçaram o Reino do Sul. Com a união desses povos, o exército inimigo tornou-se bem superior ao do Reino do Sul (2Cr 20.2). Receoso, Josafá orou, buscou a ajuda de Deus e decretou um jejum nacional. O povo de todas as cidades de Judá se uniu para buscar a ajuda do Senhor. Josafá, diante do cerco dos inimigos, voltou-se para Deus, que o socorreu (2Cr 20.3,4). 

Bispo Abner Ferreira (Transformando as Adversidades em cenários de Milagres e Vitórias: Lições de соmo heróis superaram os desafios em tempos de escassez, guerras e angústias. Editora Betel, 2020, p. 88): "Assim com Josafá, aproxime-se de quem te fortalece nos momentos difíceis, não se afaste do Senhor Deus! [...] Utilizando as armas da oração e jejum, Josafá se fortaleceu e pôde encontrar em Deus proteção contra o inimigo, que marchava confiante. Nenhum dia é igual ao outro, mas você pode fazer de todos uma conquista". 

3.3. Daniel jejuou por amor à sua nação. 
Daniel meditava nos escritos do Profeta Jeremias, que diziam que Jerusalém teria que ficar em ruínas durante setenta anos. Mesmo morando no palácio, Daniel não se esqueceu de suas origens e continuava a amar o seu povo. Então, ele recorreu ao Senhor Deus: orou com dedicação e sinceridade, vestiu-se de panos de saco, e jejuou sobre cinzas, derramando о coração e abrindo a alma para Deus (Dn 9,2.3). A ruína de Jerusalém levou o profeta à angústia de alma, que ele expressou a Deus com jejum e oração. 

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2005 - Lição 10): "Podemos perceber, em todo o Livro de Daniel, a razão porque este profeta alcançou muitas vitórias (Dn 9.3). Primeiro Daniel procurou, através das Escrituras, o que Deus dissera sobre o assunto. Ele possuía uma biblioteca onde estudava. Ele disse: "Entendi pelos livros". Em seguida orou, jejuou e rogou humilhado, vestido em pano de saco e com cinzas". 

EU ENSINEI QUE: 
Jejuar é mais do que se abster de alimentos, é um propósito espiritual profundo na busca por intervenção divina.
 
CONCLUSÃO 
Em tempos de tantas ocupações, que o Espírito Santo nos ajude a priorizar em nosso viver momentos de oração e jejum, como expressão de um sincero interesse em buscar primeiro o Reino de Deus, nossa dependência completa da graça do Senhor, buscar aguçar nossa sensibilidade espiritual, procurar conhecer e receber mais do Senhor e o desejo em exercitar a autodisciplina.
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 4 / 1º Trim 2026


AULA EM 25 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 4

(Revista Editora Betel)

Tema: Os discípulos de Cristo e a tentação
  



TEXTO ÁUREO
"Filho meu, se os pecadores, com blandícies, te quiserem tentar, não consistas", Provérbios 1.10

VERDADE APLICADA
Com a Graça de Deus, é possível vencer as tentações, perseverando em oração e vigilância.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus venceu as tentações.
- Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
- Saber que não ceder à tentação é honrar a Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 
4. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. 
6. E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te- -ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 
7. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | 1Co 10.13 A tentação faz parte da condição humana.
TERÇA | 1Ts 3.5 Satanás é o principal agente de tentação.
QUARTA | Hb 4.15 Não é pecado ser tentado, mas ceder a ele.
QUINTA | Lc 22.28 Jesus reconhecia Suas tentações.
SEXTA | Tg 1.14 A tentação vem dos desejos humanos.
SÁBADO |  Lc 4.1,2 Jesus foi tentado.

HINOS SUGERIDOS: 75, 77, 289

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore por revestimento do Poder de Deus para vencer as tentações. 

INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição vai falar da mais poderosa ferramenta do inimigo para se tirar alguém da presença de Deus, a tentação. Neste material de apoio deixarei aquele “algo à mais” para dar mais qualidade à sua ministração, como, por exemplo, as duas formas de oração que a Bíblia mostra no Novo Testamento, no subtópico 3.2. 
Faz parte da realidade da caminhada cristã o lidar com as tentações. O termo "tentação, no grego, possui vários sentidos. A abordagem desta lição enfatizará o sentido de "conduzir à má ação ou incitação ao pecado". Veremos que o próprio Senhor Jesus enfrentou tentações, mas sem peсаdo (Hb 4.15). É possível e também necessário, que o discípulo de Cristo não ceda às tentações. Para tanto, é indispensável andar em Espírito, orar em todo o tempo e ter constante vigilância. 
Aqui nessa introdução já encontramos duas ações que ajudam o cristão a resistir às tentações, e vale a pena dar destaque a elas, pois serão estudadas aqui: orar e ser vigilante. O ser humano é imperfeito, por isso precisa de estratégias para resistir às investidas do maligno e da ajuda do Espírito Santo.

1. Jesus ensina a resistir à tentação 
Estamos fadados a enfrentar tentações ao longo da vida, por isso Jesus nos ensinou a orar ao Pai para que não nos deixe cair em tentação (Mt 6.13). Jesus também nos manda vigiar e orar para não ceder às tentações (Mt 26.41), que podem surgir em diferentes áreas e dimensões de nossa vida. 
A oração tem sido um dos devocionais mais negligenciados pelos crentes nos dias atuais, por isso no subtópico 3.2, vamos ver dois aspectos da prática desse devocional que podemos extrair da Palavra de Deus.  

1.1. Jesus foi tentado no aspecto físico. 
Após ter jejuado quarenta dias e quarenta noites, Jesus teve fome. Satanás, então, sugeriu a Ele que transformasse as pedras em pães, revelando ser o Filho de Deus (Mt 4.2,3). 
Satanás utilizou a fragilidade humana para tentar Jesus, isso revela uma das estratégias do maligno que ele utiliza até hoje. Ou seja, o inimigo sempre irá nos tentar em nossas fragilidades humanas. É nos momentos em que estamos necessitados de algo, seja dinheiro, alimento, vestuário, atenção, afeto, etc. Nesses momentos o inimigo sempre virá com uma atraente proposta. 
Contra essa tentação, Jesus usou a Escritura (Dt 8.3), dizendo: "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus", Mt 4.4. 
Naquela ocasião Jesus mostrou que diante das tentações precisamos ter conhecimento, primeiro para saber qual é a vontade de Deus para nós, pois o que venceu Satanás naquele momento, não foi Jesus recitar a Bíblia como se fosse uma fórmula mágica contra Satanás, mas foi a capacidade de Jesus dizer não à tentação, e Ele fez isso, porque sabia pela Palavra que o pão não era a coisa mais necessária para a alma humana: 
"E te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que tu não conheceste, nem teus pais o conheceram, para te dar a entender que o homem não viverá só de pão, mas que de tudo o que sai da boca do Senhor viverá o homem.", Deuteronômio 8.3 
O que venceu não foi recitar a Bíblia, mas foi tê-la no coração.
Convém ressaltar que, o pão foi um elemento que Satanás usou para a tentação, mas as propostas podem vir de várias formas. 

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sábado, 17 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 4 / 1º Trim 2026

Os discípulos de Cristo e a tentação
25 de Janeiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"Filho meu, se os pecadores, com blandícies, te quiserem tentar, não consistas", Provérbios 1.10

VERDADE APLICADA
Com a Graça de Deus, é possível vencer as tentações, perseverando em oração e vigilância.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus venceu as tentações.
- Reconhecer que ceder à tentação leva ao pecado.
- Saber que não ceder à tentação é honrar a Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
1. Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.
2. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome.
3. E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 
4. Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito:
Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus. 
6. E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito; e tomar-te- -ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 
7. Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | 1Co 10.13 A tentação faz parte da condição humana.
TERÇA | 1Ts 3.5 Satanás é o principal agente de tentação.
QUARTA | Hb 4.15 Não é pecado ser tentado, mas ceder a ele.
QUINTA | Lc 22.28 Jesus reconhecia Suas tentações.
SEXTA | Tg 1.14 A tentação vem dos desejos humanos.
SÁBADO |  Lc 4.1,2 Jesus foi tentado.

HINOS SUGERIDOS: 75, 77, 289

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore por revestimento do Poder de Deus para vencer as tentações.     

INTRODUÇÃO
Faz parte da realidade da caminhada cristã o lidar com as tentações. O termo "tentação, no grego, possui vários sentidos. A abordagem desta lição enfatizará o sentido de "conduzir à má ação ou incitação ao pecado". Veremos que o próprio Senhor Jesus enfrentou tentações, mas sem peсаdo (Hb 4.15). É possível e também necessário, que o discípulo de Cristo não ceda às tentações. Para tanto, é indispensável andar em Espírito, orar em todo o tempo e ter constante vigilância.    

PONTO DE PARTIDA – Fugir da tentação é a melhor estratégia para vencê-la.

1. Jesus ensina a resistir à tentação 
Estamos fadados a enfrentar tentações ao longo da vida, por isso Jesus nos ensinou a orar ao Pai para que não nos deixe cair em tentação (Mt 6.13). Jesus também nos manda vigiar e orar para não ceder às tentações (Mt 26.41), que podem surgir em diferentes áreas e dimensões de nossa vida.

1.1. Jesus foi tentado no aspecto físico.
Após ter jejuado quarenta dias e quarenta noites, Jesus teve fome. Satanás, então, sugeriu a Ele que transformasse as pedras em pães, revelando ser o Filho de Deus (Mt 4.2,3). Contra essa tentação, Jesus usou a Escritura (Dt 8.3), dizendo: "Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus", Mt 4.4. 

Pastor Jairo Fontes Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 1993 - Lição 1): "Assim como o corpo físico, templo do Espírito Santo, precisa do alimento material, nossos espírito e alma necessitam do alimento espiritual (Dt 8.3). Esse é o princípio estabelecido por Deus para Seu povo valorizar a Sua Palavra como alimento. O próprio Senhor Jesus autenticou a palavra do Pai diante de Satanás (Mt 4.4). "Nem só de pão...", disse Jesus, mostrando a necessidade do pão espiritual, a Palavra de Deus, para cada dia de nossa vida. A Palavra de Deus, como alimento espiritual, é comparada a: a) mel (Sl 119.103); b) leite (Hb 5.13); c) alimento sólido (Hb 5.14)". 

1.2. Jesus foi tentado a testar sua Filiação divina. 
Satanás levou Jesus à parte mais alta do Templo e sugeriu que Ele se lançasse dali, porque os anjos de Deus o guardariam (Mt 4.5,6). Assim, ele tentou induzir o Senhor a duvidar de que Deus realmente o capacitaria a cumprir Sua missão, citando o Salmo 91.11-12. Porém, о inimigo omite uma parte do versí- culo 11. Mas Jesus resistiu também com as Escrituras: "Não tentareis o Senhor, vosso Deus", Dt 6.16.

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Tri- mestre de 2016 - Lição 4): "Quando o diabo percebeu que, se fosse o саso, Jesus morreria de fome, mas não cederia, decidiu tentá-lO pelo uso das coisas religiosas, ou seja, pelo fanatismo. Nessa tentativa, o diabo se utiliza de seu próprio poder para transportá-lO ao pináculo do Templo de Jerusalém. Também se utiliza da passagem bíblica de Salmos 91.11,12 e insiste que Ele prove que é o Filho de Deus. A expressão "Se tu és" tanto era para que Jesus provasse quem era quanto para gerar dúvida. Jesus não tinha que provar nada ao diabo". 

1.3. Jesus foi tentado no aspecto da ambição pelo poder.
Satanás, na terceira tentação, mostrou muitos reinos a Jesus e Lhe ofereceu poder terreno sobre eles, mas Jesus não precisava do poder de Satanás porque tem o Poder do Pai. O inimigo tentou fazer com que Jesus desistisse de seguir o caminho da rejeição, do desprezo, da cruz, mas Jesus manteve o foco. Ele tinha uma missão a cumprir e novamente usa as Escrituras (Dt 6.13). Que lição preciosa: cumprir a missão sem quebrar princípios e de acordo com o Plano Divino.

Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2016 - Lição 4): "O diabo estrategicamente deixou por último a maior tentação: a ambição pelo poder. O tentador, em troca de adoração, oferece a Jesus os reinos do mundo e a glória deles como se lhe pertencessem. O Filho de Deus jamais aceitaria qualquer coisa que viesse das mãos do seu adversário. Jesus não discorda de Satanás, mas sabe que se trata de um blefe. [...] Ao contrário de Jesus, outros caíram nesse pecado de Adão e Eva (Gn 3.1-7). 

EU ENSINEI QUE: 
Estamos fadados a enfrentar tentações ao longo da vida. 

2. A tentação durante a caminhada cristã 
Durante a jornada cristã, o discípulo de Cristo precisa saber lidar com a realidade das tentações; caso contrário, poderá afetar negativamente sua vida de santidade e comunhão com Deus. Satanás tenta os crentes, assim como fez com Jesus no deserto (Mt 4). Em outra ocasião, Jesus falou com Seus discípulos acerca de suas tentações (Lc 22.28). Passar por tentações não é pecado, mas ceder à tentação sim.

2.1. Todos somos tentados. 
Por mais que nossa vida esteja firmada na Раlavra de Deus, as tentações sempre surgem. Os dias são maus, e precisamos ser vigilantes o tempo todo. A mídia em geral dita comportamentos e ideologias que não condizem com os princípios cristãos e evitá-los nem sempre é fácil. 

É preciso coragem para combater as tentações do diabo por amor a Deus. O anseio do diabo é infiltrar nos corações dos discípulos de Cristo tentações maliciosas, para depois nos consumir e levar para longe de Deus. 

2.2. Tentação nos desejos da carne. 
A tentação é como uma mola propulsora que arremessa o ser humano para dentro de situações pecaminosas. A Bíblia nos revela que Davi não resistiu a tentação ao ser atraído pela beleza de Bate-Seba enquanto se banhava. (2Sm 11.2-4). Davi, o homem segundo o coração de Deus, cedeu à tentação, adulterou e ainda tramou a morte de Urias, um homem fiel a ele (2Sm 11.14-17). Davi poderia ter resistido àquela tentação, mas se deixou dominar por ela. 

Bispo Abner Ferreira (Davi, a Lâmpada de Israel: a incrível história de um Rei segundo o coração de Deus. Editora Betel, 2013, p.114): "Na hora da tentação, tudo pode ser maravilhoso; mas, depois do acontecido, aquele que um dia realmente teve um encontro com o Senhor não conseguirá viver em paz, pois sua alma será uma completa sequidão. Davi passou a viver nas sombras, ficou reduzido ao que nunca foi destinado. Viveu um doloroso silêncio, pois sabia que não podia mais se aproximar de Deus como antes. Os pecados ocultos da carne trazem consigo silêncio e pesar (Sl 32.3,4)". 

2.3. Tentação na área material.
Deus deseja que sejamos vigilantes e atentos às muitas artimanhas do diabo (1Pe 5.8). A lista varia de pessoa para pessoa. O servo do profeta Eliseu, Geazi, foi tentado a aceitar os presentes que Eliseu recusou e cedeu à tentação, pecando: ele seguiu Naamã, mentiu acerca do que Eliseu disse e se apossou dos presentes (2Rs 5.16-24). Então, foi amaldiçoado com lepra (2Rs 5.26,27). Embora andasse ao lado de um santo homem de Deus (2Rs 4.9), Geazi agiu fora da vontade de Deus. 

Geazi não se satisfez em servir aо Profeta Eliseu como Eliseu serviu ao Profeta Elias. Ele era privilegiado em estar sempre com Eliseu, mas deixou o diabo entrar no seu coração assim como aconteceu com Judas (Jo 13.2) e Ananias (At 5.3). Geazi não queria ser usado por Deus, ele queria desfrutar de segurança, riqueza e conforto, com vestes caras e servos para satisfazer às suas ordens. Por não servir ao Senhor de todo o coração, não resistiu ao desejo de possuir os bens valorosos que tinham sido oferecidos a Eliseu e se deixou ser dominado pela ambição material. 

EU ENSINEI QUE:
A tentação é uma ameaça à santidade e à comunhão com Deus. 

3. A tentação não vem de Deus 
Ninguém pode dizer que está sendo tentado por Deus, porque Deus não pode ser tentado e a ninguém tenta (Tg 1.13). Deus não coloca o mal no nosso cаminho; por isso, o discípulo de Cristo ceder ou não à tentação passa por uma decisão pessoal (Mt 5.28; Rm 8.6).

3.1. Força para resistir. 
O cristão deve ser cauteloso e identificar as tentações que possam ser comparadas a ratoeiras: prontas para nos prender e aniquilar se não estivermos firmes na Presença de Deus (Mt 26.41; 1Co 10.12). Portanto, devemos orar a Deus para sermos livres do mal e fortalecidos para resistir a tudo que nos afasta do propósito divino. 

Bispo Abner Ferreira (Ser Relevante: 50 devocionais sobre o Sermão do Monte Proclamando por Jesus Cristo. Editora Betel, 2022, p.129): "[...] diariamente, durante nossa caminhada neste mundo, estamos sujeitos às mais variáveis categorias de mal, afinal Satanás está sempre nos observando, esperando a hora certa de atacar. Compreendemos facilmente que, quando praticamos о mal, caímos sem notar; ruímos sem reparar e, muitas vezes, não nos reerguemos. A vida é uma constante batalha entre o bem e o mal, e nós pоdemos escolher em qual lado lutar". 

3.2. Oração para vencer a tentação. 
A oração é uma ferramenta poderosa na luta contra a tentação. Jesus ressalta essa importância ao advertir Seus discípulos a orar para não cair em tentação (Lc 22.40). É indispensável ao discípulo de Cristo cultivar uma vida diária de oração, priorizando o uso do tempo e o esforço, pois a natureza humana e o inimigo buscam nos direcionar no sentido contrário à oração. Orar em todo o tempo faz parte das atitudes necessárias na luta diária para não ceder às tentações (Mt 26.41; 1Ts 5.17). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2022 - Lição 7): "A oração deve ser caracterizada por sua simplicidade. Aqui, somos informados de que a oração é um assunto que diz respeito apenas a nós e Deus. Jesus falou para entrar no quarto, fechar a porta e orar ao Pai que nos vê em secreto (Mt 6.6). Essa é a maneira correta de chegar-se a Deus em oração. Dessa forma, o cristão expõe fé, devoção, confiança e amor diante de Deus, sendo recompensado por Ele". 

3.3. Fugir da tentação é uma estratégia. 
José resistiu à tentação ao fugir da mulher de Potifar (Gn 39.12). Ele era um jovem formoso, a quem ela passou a assediar, dizendo: "Deita-te comigo!", Gn 39.6,7. José, porém, era um homem íntegro e temente a Deus, por isso preferiu fugir a ceder àquela oferta. Anos mais tarde, José foi exaltado por sua atitude, mostrando que fugir da tentação é uma estratégia para não cair em pecado. 

Pastor César P. M. Roza (José: uma História escrita por Deus. Editora Betel, 2020, p.51): "A proposta era bem explícita: o convite para uma relação sexual que José sempre recusava. А resposta de José é algo digno de nota: "Como, pois, faria este tamanho male pecaria contra Deus?" A ideia transmitida por José não é sobre o querer, mas sobre não poder. José nos ensina que, por mais que nosso corpo e alma desejem algo, nem sempre podemos ter. O conhecimento que José tinha de Deus lhe gerava temor".

EU ENSINEI QUE: 
A oração é uma ferramenta poderosa para vencer as tentações.
 
CONCLUSÃO 
As tentações fazem parte da nossa caminhada nesta terra, mas não podemos deixar que elas impeçam nossa entrada no Céu. Orar e fugir são, portanto, estratégias que devemos usar para vencer as tentações e não pecar.
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL SUBSÍDIO - Lição 3 / 1º Trim 2026


AULA EM 18 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 3

(Revista Editora Betel)

Tema: Os compromissos dos discípulos de Cristo
  



TEXTO ÁUREO
"Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no", Mateus 4.20.

VERDADE APLICADA
O discípulo deve honrar seu compromisso com Cristo, seguindo pelos caminhos que Ele o direcionar.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Reconhecer a relevância do chamado.
- Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
- Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por Cristo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
18. E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, eAndré,os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 
19. E disse-lhes:Vinde após mim,e eu vos farei pescadores de homens. 
21. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os. 

MATEUS 28 
19. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. 
20. Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. 
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próxímo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como Cristo é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a Deus acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO |  Nm 30.2 O compromisso com o voto a Deus.

HINOS SUGERIDOS: 9, 16, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para manter firme o seu compromisso com Cristo.     

INTRODUÇÃO 
Professor(a), nesta lição vamos falar de um aspecto importante da fé, que é a responsabilidade do servo de Cristo, que só possui aqueles que assumem um compromisso com Ele. E neste material de apoio deixarei acréscimos para que você monte uma aula relevante e mais profunda. 
Ao atender ao chamado do Senhor para um viver comprometido com Ele, assumimos os muitos compromissos que atestam a autenticidade dos discípulos de Jesus. Dentre outros, o compromisso com a igreja local, com o contínuo cuidado pessoal e com ter a Palavra de Deus como regra de fé e conduta. Tais compromissos contribuem para nossa edificação, o testemunho cristão e a Glória de Deus. 
É bom já iniciar esclarecendo que, quando se fala em compromisso na obra de Deus, logo se pensa nos pastores, obreiros e cooperadores, mas esta aula não é só para eles, e sim, para todos os que aceitaram a salvação em Cristo. Pois não fomos chamados apenas para fazer número na casa do Senhor, mas sim para produzir frutos: 
"Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda.", João 15.16 
Portanto, mesmo que alguém não seja líder na igreja ou obreiro, possui compromissos com a fé em sua igreja local. 
Vários exemplos de compromissos que temos são mencionados aqui na introdução, um deles é ter a Bíblia como regra de fé e conduta, e isso serve para todos, pois todos somos discípulos. 

1. O chamado para o compromisso 
Quando atendemos ao chamado do Senhor para ser Seus discípulos, contamos com a garantia de Seu contínuo cuidado para conosco (1Pe 5.7). Ele toma conta de toda a Criação e dá especial cuidado a quem O ama (Sl 145.20). Se Deus cuida das flores e dos passarinhos, quanto mais cuidará de nós, que assumimos um compromisso com Seu Filho (Mt 6.26-34). Diante disso, devemos nos perguntar se estamos determinados a seguir Jesus e aprender com Ele. Embora essa não seja uma tarefa fácil, Jesus prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20). 
Todos que são chamados para o Evangelho tem o receio inicial de como será a nova vida com Cristo, muitos pensam na religiosidade, e em hábitos que terão que deixar e outros pensam nos problemas financeiros, mas, a verdade, é que toda mudança gera desconforto, por conta disso é que a Palavra de Deus nos dá a garantia do cuidado do Senhor sobre nós. 
"lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.", 1 Pedro 5.7 

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 
Assumir um compromisso com Cristo requer renúncia e disposição para segui-lo e carregara própria cruz. Isso envolve um comprometimento incondicional com Cristo, que é crucificar o eu: "E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo", Lc 14.27. Jesus estava dizendo que, para segui-Lo, precisamos nos submeter à disciplina do Evangelho e não desistir da jornada cristã, independente das circunstâncias. 
É interessante como numa só expressão, o Senhor faz referência à várias coisas, porque a expressão "Levar a cruz", fala de compromisso diário, perseverança, dedicação e renúncia. Aqui o comentarista utiliza a expressão "crucificar o eu", que significa renunciar a si próprio para seguir a Cristo, ou seja, renunciar o pecado, os prazeres do mundo, a acomodação, o conforto, etc. Atualmente, muitos pregadores fazem apresentam um "Evangelho sem cruz", que está sendo pregado em muitas igrejas, e se refere ao evangelho onde Deus trabalha em nosso favor e nós não precisamos renunciar nada. Esse tipo de pregação é antibíblica. 
Carregar a cruz não é abandonar todos os sonhos e projetos, mas submetê-los ao Senhorio de Cristo e assumir as responsabilidades de discípulo, obedecendo às Suas ordenanças com a certeza de que já não somos mais nós que vivemos, mas Cristo vive em nós (Gl 2.20). 
Devemos colocar Cristo em nossos projetos, por exemplo, se alguém pensa em fazer uma faculdade, comprar uma casa, ou contrair matrimônio, deve imediatamento falar com Deus sobre isso, buscar dele a orientação, aceitar que Ele é o Senhor de seus projetos, veja essa afirmação da Palavra: 
"Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.", Gálatas 2.20
Afirmar isso e depois deixar Cristo de fora dos seus projetos, é no mínimo, mentir para si mesmo. 

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domingo, 11 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 3 / 1º Trim 2026

Os compromissos dos discípulos de Cristo
18 de Janeiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no", Mateus 4.20.

VERDADE APLICADA
O discípulo deve honrar seu compromisso com Cristo, seguindo pelos caminhos que Ele o direcionar.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Reconhecer a relevância do chamado.
- Ressaltar que o compromisso é a base do discipulado cristão.
- Conhecer a importância de viver segundo a ética ensinada por Cristo.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

MATEUS 4
18. E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, eAndré,os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. 
19. E disse-lhes:Vinde após mim,e eu vos farei pescadores de homens. 
21. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco, com seu pai Zebedeu, consertando as redes; e chamou-os. 

MATEUS 28 
19. Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. 
20. Ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém. 
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Jo 15.12 O compromisso cristão de amar o próxímo.
TERÇA | 1Jo 2.6 Andar como Cristo é comprometer-se com Ele.
QUARTA | Lc 9.60 O discípulo se compromete a seguir o Mestre.
QUINTA | Mt 22.37 O compromisso de amar a Deus acima de tudo.
SEXTA | Hb 10.25 O compromisso com a congregação.
SÁBADO |  Nm 30.2 O compromisso com o voto a Deus.

HINOS SUGERIDOS: 9, 16, 515

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para manter firme o seu compromisso com Cristo.     

INTRODUÇÃO
Ao atender ao chamado do Senhor para um viver comprometido com Ele, assumimos os muitos compromissos que atestam a autenticidade dos discípulos de Jesus. Dentre outros, o compromisso com a igreja local, com o contínuo cuidado pessoal e com ter a Palavra de Deus como regra de fé e conduta. Tais compromissos contribuem para nossa edificação, o testemunho cristão e a Glória de Deus.    

PONTO DE PARTIDA – Estamos comprometidos com Cristo.

1. O chamado para o compromisso 
Quando atendemos ao chamado do Senhor para ser Seus discípulos, contamos com a garantia de Seu contínuo cuidado para conosco (1Pe 5.7). Ele toma conta de toda a Criação e dá especial cuidado a quem O ama (Sl 145.20). Se Deus cuida das flores e dos passarinhos, quanto mais cuidará de nós, que assumimos um compromisso com Seu Filho (Mt 6.26-34). Diante disso, devemos nos perguntar se estamos determinados a seguir Jesus e aprender com Ele. Embora essa não seja uma tarefa fácil, Jesus prometeu estar conosco todos os dias (Mt 28.20).

1.1. O compromisso de carregar a própria cruz. 
Assumir um compromisso com Cristo requer renúncia e disposição para segui-lo e carregara própria cruz. Isso envolve um comprometimento incondicional com Cristo, que é crucificar o eu: "E qualquer que não levar a sua cruz e não vier após mim não pode ser meu discípulo", Lc 14.27. Jesus estava dizendo que, para segui-Lo, precisamos nos submeter à disciplina do Evangelho e não desistir da jornada cristã, independente das circunstâncias. Carregar a cruz não é abandonar todos os sonhos e projetos, mas submetê-los ao Senhorio de Cristo e assumir as responsabilidades de discípulo, obedecendo às Suas ordenanças com a certeza de que já não somos mais nós que vivemos, mas Cristo vive em nós (Gl 2.20).

Bispo Oídes José do Carmo (Revista Betel Dominical, 3° Trimestre de 2017, Lição 12): "Levar a sua cruz - Quando Jesus falou sobre 'levar a sua cruz' (Lc 14.27), a multidão sabia que se tratava de um instrumento de pena de morte, comumente utilizado entre os romanos, para os escravos e criminosos. Num sentido figurado, significa enfrentar sofrimento, provação, reprovação por parte da sociedade, vergonha e expor-se à morte. Um homem condenado carregava a cruz até o local onde seria executado. Ou seja, levar a cruz é crucificar o eu. Em outro texto diz: "tome cada dia a sua cruz" (Lc 9.23). Diariamente, o discípulo de Jesus renova a sua entrega incondicional a Ele." 

1.2. O compromisso de ser verdadeiro. 
A verdade tem em si uma grandeza espiritual, presente em quem assume o compromisso de refletir o Caráter de Cristo no mundo (Fp 2.5). Isso significa caminhar na luz, sem mentiras ou atitudes obscuras (Lv 19.11). A Bíblia não diz que Jesus é uma possível verdade, mas que Ele é a Verdade (Jo 14.6). Assim, o verdadeiro discípulo de Cristo deve sempre dar testemunho da verdade, seja em sua vida pública ou privada (Jo 8.32). 

Bispo Abner Ferreira: (Pregando sobre os problemas da vida-Reflexões. Editora Betel, 2024, p, 272): "Cristo é a Verdade! Assim, em tempos de fake News e receio quanto à apreciação da verdade, vale lembrar e reafirmar que nossa única esperança está em Cristo, que é a verdade incondicional: "(...) А verdade nos aproxima mais de Cristo porque nos aproxima mais de nós mesmos. Jesus é a exclusiva Verdade; e as verdades que existem só podem brotar da única Verdade, que é Cristo. Fora dEle, tudo é falso (Jo 14.6). О discípulo de Cristo não pode fazer uso da mentira nem do engano". 

1.3. O compromisso com a obediência. 
Colocar Jesus em primeiro lugar é uma característica do discípulo, que tem o compromisso de obedecê-lo de todo o coração (1 Pe 1.22). A obediência, portanto, é uma das virtudes da vida cristã e está diretamente relacionada ao amor a Deus e aos Seus Mandamentos (Jo 14.15). Nesse processo, os discípulos conectados a Cristo se distanciam do pecado e se inclinam às virtudes dо Espírito, mantendo-se fiéis aos princípios do Evangelho. 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 2º Trimestre de 2024, Lição 6): "Ser obediente faz parte do estilo de vida que se requer de todo discípulo de Cristo. Trata-se de um princípio bíblico, revelado desde o início da humanidade. É relevante a obediência em nosso relacionamento com Deus e em diferentes níveis de relacionamento interpessoal. Nosso maior exemplo é Jesus Cristo - 'obediente até a morte' (Rm 5.19; Fp 2.8; Hb 10.9)". 

EU ENSINEI QUE: 
Quem ama a Deus obedece aos Seus Mandamentos. 

2. O comprometimento com Cristo 
O comprometimento do discípulo com Seu Senhor Jesus Cristo se expressa no comprometimento com o desenvolvimento da igreja local, com o contínuo autoexame à luz da Palavra, com a ajuda do Espírito Santo, e com as Escrituras Sagradas como regra de fé e conduta. 

2.1. Comprometidos com a Igreja. 
Entre os compromissos dos discípulos do Senhor está a Igreja, coluna e firmeza da Verdade (1Tm 3.14-16). A Igreja é o Corpo de Cristo, cujos membros diferentes e diversos exercem diferentes funções (Rm 12.4-5). A adequada atuação de cada parte do Corpo o faz crescer e se desenvolver (Ef 4.16). Paulo escrevendo aos coríntios diz que os membros do Corpo de Cristo cuidam uns dos outros (1Co 12.25). Portanto, aquele que verdadeiramente está comprometido com Cristo, expressa comprometimento com o cuidado, a participação, a cooperação e o sustento da igreja local. 

Pastor Josué R. de Gouveia (Revista Betel Dominical - 3° Trimestre de 2024 - Lição 4): "O cristão precisa estar comprometido com um grupo específico de discípulos para ser um verdadeiro seguidor de Cristo. Você não é o Corpo de Cristo isolado, você precisa de outros para expressar essa condição. Juntos, e não separados, somos o Corpo de Cristo (Jo 13.35). Existem algumas analogias para o cristão desconectado da Igreja: um jogador de futebol sem time; um soldado sem tropa ou comandante; uma ovelha sem rebanho; mas o mais incompreensível quadro é de uma criança sem família, pois sem a família de Deus o crente é órfão". 

2.2. Comprometidos com o autoexame. 
O autêntico discípulo de Cristo está em constante vigilância e oração, pois sabe que depende inteiramente da Graça e da Misericórdia do Senhor (Lm 3.22). Sabe da relevância de estar atento quanto ao seu estado espiritual para não ter o coração carregado do que desagrada ao Senhor (1Co 11.28; Lc 21.34). Contudo, devemos estar bem cientes de que até mesmo para praticar o autoexame e cuidar de nós dependemos da luz da Palavra de Deus e da ação do Espírito Santo, pois não somos autossuficientes (Sl 139.23-24; 2Co 13.5). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical -3° Trimestre de 2024- Lição 2): "A chamada é para examinarmos a nós mesmos e não a outros (1Co 11.28,29). Fazer um autoexame, uma análise minuciosa, uma introspecção. É necessário ter uma consciência verdadeira para examinar a si mesmo. A consciência é o maior tribunal que existe, e o fórum é o nosso interior. Quando esse tribunal se corrompe ou fica cauterizado, não julga mais nada. A consciência foi dada ao ser humano para ele discernir entre o certo e o errado, o justo e o injusto, o fiel e o infiel, o verdadeiro e o falso. Paulo deu instruções a Timóteo, seu filho na fé (1Tm 1.18,19)". 

2.3. Comprometidos com a Palavra. 
O amor a Deus nos leva ao compromisso com Sua Palavra. O discípulo que constrói uma relação afetiva com o Reino está disposto a obedecer à Palavra de Deus (Jo 14.15) e apreender tudo que nela está escrito (Tg 1.22). Quanto mais cultivamos a leitura е a meditação na Palavra de Deus, mais nos aproximamos de Deus e vamos vencendo as investidas do maligno.

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical, 4º Trimestre de 2017, Lição 11):"A Bíblia e Cristo são inseparáveis. Do Antigo ao Novo Testamento, Ele é o personagem central (Lc 24.44; Jo 5.39), cuja missão foi a salvação de toda a humanidade (Lc 19.10; At 4.12). Cristo é o tema central de toda a Bíblia. O próprio Senhor Jesus afirmou que as Escrituras testificam dEle. Filipe disse para Natanael acerca de Cristo: 'aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas' (Jo 1.45)." Aquele que está em Cristo busca, com fé e interesse, conhecer mais do Senhor e de Sua vontade, como revelado nas Escrituras.

EU ENSINEI QUE: 
A Igreja é o meio pelo qual os discípulos exercem o compromisso de comunicar Jesus Cristo ao mundo.

3. O discípulo de Cristo e a ética 
O comprometimento com Cristo influencia todas as áreas da vida do discípulo, inclusive a moral. Para tanto, num contexto de corrupção, imoralidade, relativismo, hedonismo e tantas outras características, o discípulo de Cristo busca, na Bíblia, conhecer os princípios que nortearão suas escolhas, decisões, ações e reações. Seu sistema de crenças e valores é resultado do comprometimento com Cristo e da consciência de que seu viver deve glorificar a Deus.

3.1. Resplandecendo no mundo. 
O Apóstolo Paulo, escrevendo aos cristãos de Filipos, diz que eles deveriam ter um comportamento exemplar não somente dentro da Igreja, mas também na sociedade em que viviam (Fp 2.15). Paulo compara a vida dos discípulos de Cristo com a diferença produzida pela luz num ambiente escuro. A ética cristã enfatiza a responsabilidade pessoal e coletiva de agir de forma moral, buscando fazer o bem e não o mal, mesmo em um mundo marcado por desafios complexos. É o comportamento daquele que nasceu de novo, considerado luz, sal e testemunha de Jesus Cristo. Para tanto, dependemos da Palavra de Deus e da ajuda do Espírito Santo.

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical -2° Trimestre de 2024 - Lição 9): "Na verdade, precisamos não só nos afastar do mal, mas nos abster de toda aparência do mal (1Ts 5.22). Devemos fugir de tudo que nos envergonhe, de tudo que fere a nossa boa conduta cristã, de tudo que impede a nossa comunhão com Deus e do jugo desigual com os ímpios (2Co 6.14). Não podemos ficar escravos das coisas só porque elas são lícitas. Muitos estão dominados por tantas coisas que tiram o tempo de adoração a Deus, de prestar culto a Ele, de fazer as coisas para o Seu Reino".

3.2. O compromisso com o bem. 
A ética cristã é a ética do amor. O Apóstolo João escreveu que conhecemos o amor com que Cristo deu Sua vida por nós, e nós devemos nos doar ao próximo (1Jо 3.16) Nosso amor deve se expressar em ações (1Jo 3.18), perseverando em fazer o bem (Gl 6.9). O Apóstolo Paulo aconselha os discípulos de Cristo a evitarem o mal e se apegar ao bem (Rm 12.9). Portanto, Deus nos chama a abrir o coração para o amor leal e abnegado (1Co 13.4-6). 

Pastor Israel Maia (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2008 – Lição 10): "Há fraude no coração dos que maquinam o mal. Em Romanos 2.6-7, Paulo afirma que todo aquele que perseverar em fazer o bem terá uma recompensa, que é a vida eterna. Ele não ensina que basta fazer o bem, mas que também se deve insistir em fazê-lo, porque o segredo está na perseverança, em ser constante no fazer o bem, porque a glória, a honra e a retidão estarão garantidas mediante a perseverança. 

3.3. A base da ética cristã: A Palavra de Deus. 
Não é possível uma ética cristã sem fundamento bíblico. Para o discípulo de Cristo, os princípios bíblicos precedem a ética. O salmista declara que a Palavra de Deus é luz que ilumina o seu viver e dá sabedoria (Sl 119.105,130). Estamos no mundo, mas não somos do mundo. Fazemos parte de diferentes grupos sociais e convivemos com pessoas que ainda não nasceram de novo. Portanto, é preciso constante vigilância, que a Palavra de Deus abunde em nosso coração, orar em todo o tempo e sermos guiados pelo Espírito para identificar e aplicar os princípios bíblicos nas diversas situações do nosso dia a dia. 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2024 - Lição 7): "A Bíblia é um Manual de normas, práticas e fé, normalmente nós a usamos somente como regra de fé e nos esquecemos de que ela é composta de muitas normas, regras, ordenanças, estatutos, mandamentos, leis divinas e orientações; todas elas precisam ser praticadas, pois a fé precisa das obras para se firmar (Tg 2.14). Jesus disse que todo aquele que ouve as Suas palavras e não as cumpre, não as pratica, será comparado ao homem insensato que edificou sua casa sobre a areia (Mt 7.26)". 

EU ENSINEI QUE: 
As doutrinas bíblicas orientam a caminhada cristã, cuja vitória está no relacionamento profundo e verdadeiro com Cristo.

CONCLUSÃO 
O compromisso do discípulo de Cristo é uma entrega total e contínua, marcada por: obediência à Vontade de Deus, amor ao próximo e viver segundo os ensinamentos de Jesus. Esse chamado exige renúncia, fidelidade aos princípios cristãos e testemunho da fé em meio aos desafios do mundo. Por fim, o discípulo deve refletir o Caráter de Cristo, contribuindo para a expansão do Reino de Deus com humildade, coragem e esperança.
  

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)