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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 3 / 1º Trim 2026


AULA EM 18 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 3
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Natureza do Deus que salva


 

TEXTO PRINCIPAL 
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Sl 34.8).

RESUMO DA LIÇÃO
A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Tt 3.4,5 A salvação é resultado da bondade de Deus
TERÇA — Cl 2.9; Jo 14.9,10 Em Jesus habita a divindade
QUARTA — Ef 2.1 Mortos em nossos pecados
QUINTA — 1Co 13.4 O amor verdadeiro é paciente, bondoso e altruísta
SEXTA — Is 6.3 Deus é absolutamente santo
SÁBADO — 1Pe 1.16 A santidade é uma ordem fundamentada em Deus

OBJETIVOS
CONHECER o Deus que se revela como Salvador e cheio de bondade;
EXPLICAR a salvação como prova do amor de Deus;
APONTAR a santidade do Deus que salva.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO
Salmos 105.5,6; 34.8,9; Lucas 18.18,19; Romanos 5.6-8.

Salmos 105
5 — Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca,
6 — vós, descendência de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.

Salmos 34
8 — Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.
9 — Temei ao Senhor, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.

Lucas 18
18 — E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
19 — Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.

Romanos 5
6 — Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 — Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 — Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Professor(a), esta é uma lição que expressa a Graça de Deus que traz salvação ao ser humano, mostrando uma face de Deus que poucos conheciam de forma clara, o Deus que salva. Espero aqui, acrescentar conteúdos além do que está na revista, bons estudos!  
Nesta lição, vamos estudar a natureza do Deus que se revela como Salvador - um Deus que redime, é cheio de bondade e que, por meio de Jesus, se mostra como o Deus que salva. Também vamos refletir sobre a natureza amorosa dEle, pois é nesse amor que está fundamentada toda a história da salvação. E, por fim, vamos aprender sobre a santidade do Deus Salvador. Nosso propósito aqui é mostrar que, por meio de sua bondade, amor e santidade, o Deus revelado na Bíblia deseja se relacionar conosco, pecadores, que fomos alcançados por seu maravilhoso amor.
Nesta introdução convém acrescentar o seguinte: na Antigo Testamento, os judeus temiam ao Senhor, pois entendiam Deus como um Deus punidor, e por isso eles tinham medo das manifestações divinas. Apesar de várias passagens da Lei mostrar o desejo de Deus em redimir, o povo via Deus como um Deus rigoroso, legalista e ciumento. Jesus mostrou para eles um Deus de amor, que deseja salvar a humanidade. Mas eles estavam tão tomados por paradigmas, que não compreenderam a mensagem.

I. O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR

1. A história da salvação mostra Deus como o Redentor. 
Desde Gênesis, Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15). Nesse sentido, o Salmo 105 nos convida a contemplar essa característica redentora de Deus por meio de suas maravilhas, prodígios e juízos em favor do seu povo, Israel (vv.5,6). Esse é o Deus que redime pecadores. É maravilhoso saber que, mesmo nós não sendo merecedores, o Eterno Redentor se importa conosco. Por isso, Ele tomou a iniciativa de agir com bondade e misericórdia para com o seu povo. É justamente essa natureza misericordiosa e bondosa de Deus que revela o seu amor por nós. A bondade redentora de Deus, declarada desde o início, também é percebida em sua fidelidade, como vemos no Salmo 34.
O ser humano estava tão afastado de Deus, que se Deus não tomasse essa iniciativa, ele jamais alcançaria a salvação. O amor de Deus foi tão grande que Ele mesmo planejou e executou o plano para redimir o ser humano.
Deus poderia ter feito outra criação após o pecado de Adão, talvez um ser humano mais puro, mais resistente ao pecado, mas Ele nos amou tanto que decidiu nos dar a oportunidade de salvação.
O salmo 105 mencionado aqui apresenta o amor de Deus para com o Seu povo, por meio de Suas obras na libertação do povo do Egito e proteção no deserto.
O Salmo 34 mostra o cuidado do Senhor para com o Seu povo, expresso principalmente nestes versículos:
"Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.", Salmos 34.15
Veja esse verso que encerra o salmo:
"O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será punido.", Salmos 34.22

2. Deus é bom e digno de confiança. 
O Salmo 34 nos convida a experimentar a bondade divina e, como resultado, a felicidade alcança aquele que confia nEle (v.8). Quando provamos da sua bondade e nos entregamos a Ele com plena confiança, o temor do Senhor — uma atitude que caracteriza a verdadeira sabedoria espiritual (Pv 1.7) — passa a fazer parte da nossa vida. Assim, passamos a conhecer, de fato, o Deus da Bíblia: um Deus bom, confiável e digno de temor. É exatamente dessa maneira que o Novo Testamento apresenta a salvação, como resultado da bondade e das misericórdias divinas: “Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens” (Tt 3.4), fomos alcançados por sua obra salvadora — não por méritos ou esforços humanos, mas por sua iniciativa amorosa e cheia de graça (Tt 3.5). Como é clara a natureza generosa, bondosa e misericordiosa do nosso Deus!
[...] 

3. Jesus revela a natureza salvadora de Deus. 
A Palavra de Deus nos mostra que, em Jesus Cristo, habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Não por acaso, quando o jovem rico chamou nosso Senhor de “Bom Mestre”, Jesus afirmou que somente Deus é bom (Lc 18.18,19). Com esta declaração, o Filho deu testemunho da bondade do Pai. Aqui, contemplamos o mistério da Santíssima Trindade no testemunho do Filho a respeito do Pai. Em João 14, Jesus declarou: “Quem me vê a mim vê o Pai; [...] Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” (Jo 14.9,10). Jesus, sendo a expressão plena da divindade, revela tanto a bondade quanto a natureza salvadora de Deus. É por meio dEle que a obra da salvação se manifesta, revelando o Deus da Bíblia como o Salvador da humanidade caída.
Saber que Deus se revela como Salvador nas Escrituras nos impulsiona a buscá-Lo de forma pessoal e verdadeira, não de maneira meramente religiosa ou ritualista. O Deus que salva é o mesmo que deseja ser conhecido por cada um de nós por meio de um relacionamento autêntico.
Alguns hereges com raízes do gnosticismo chegam a afirmar que o Deus do Antigo Testamento não é o mesmo Deus do novo Testamento, ou seja, para eles, quando Jesus se referia ao Pai não seria o mesmo Deus que conduziu o povo pelo deserto. No entanto, na pregação de Pedro vemos que, desde os tempos antigos o mesmo Deus que executou juízos também prometeu habitar nos corações:
"E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;", Atos 2.17
São duas heresias que a afirmam que o Deus do Antigo Testamento não seria o mesmo Deus no Novo:
1. Gnosticismo - afirmava a existência do Deus Criador e justo que aplicava a punição com severidade diferente do Deus que enviou a Cristo.
2. Marcionismo - doutrina de Marcião, um teólogo cristão de grande influência no segundo século que pregou as mesmas ideias do gnosticismo.
 
SUBSÍDIO I
[...]

II. A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS

1. A salvação como ato de amor. 
Romanos 5 descreve a morte de Cristo, o Justo, no lugar dos ímpios (Rm 5.6) e revela o ato mais amoroso de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Deus entregou seu Filho único por amor. Ele não o entregou depois que fomos justificados, regenerados e santificados; pelo contrário, Ele o entregou quando ainda estávamos “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1). Ora, se isso não é amor, então o que seria? Esse é o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta — um amor sofredor, bondoso, verdadeiro (1Co 13.4-7).
O próprio Senhor Jesus falou isso:
"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;", Mateus 5.44
Isso que Jesus nos ordenou parece absurdo do ponto de vista humano, mas Ele deu o motivo:
"Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.", Mateus 5.45
Ou seja, o nosso Criador faz o bem a todos, seja justo ou não, e nós devemos fazer o mesmo. E Jesus conclui com uma verdade tremenda:
"Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?", Mateus 5.46
Fomos chamados para fazer a diferença e não praticar as mesmas obras do mundo. O próprio Senhor foi o exemplo, se entregando por nós sendo nós ainda pecadores.

2. O amor de Deus se manifestou na cruz. 
A doutrina do amor de Deus é o fundamento da obra da salvação. Como pentecostais, afirmamos com convicção: o que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus. A Bíblia declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Esse amor é tão grande e profundo que abrange todas as pessoas — todas mesmo! O apóstolo Paulo reforça isso ao dizer que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). O amor de Deus é acolhedor, misericordioso e universal. Ele não faz acepção de pessoas. O apóstolo João, conhecido como o “apóstolo do amor”, explica isso ainda mais claramente: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10). Aqui, duas verdades bíblicas precisam ser afirmadas com clareza: a) Deus amou todos os pecadores; b) Por esse amor, Ele enviou seu Filho como sacrifício no lugar dos pecadores. Essa é a essência da morte vicária de Jesus — Ele morreu em nosso lugar. 
Convém acrescentar, a título de conhecimento, que, os calvinistas acreditam que o amor de Deus, expresso na entrega de Jesus Cristo na cruz, é somente para os que Deus predestinou, e dessa forma, Deus não amaria os que foram predestinados ao inferno. No entanto, ao analisarmos o versículo mais importante sobre o amor de Deus por nós, veremos um amor direcionado a todos:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.", João 3.16
Nesta passagem Jesus não leva em conta justos ou injustos, mostrando que o sacrifício de Cristo, que é prova do Seu amor, foi dado a todos.
Isso não foi um ato de injustiça, mas de misericórdia. É um mistério glorioso da salvação: no Calvário, o amor divino se encontrou com a morte, para que os pecadores pudessem viver.
Ao analisarmos a cena de Jesus se entregando por nós, parece injusto, no entanto, se considerarmos dentro dos parâmetros da Lei de Moisés, onde um animal era sacrificado no lugar do transgressor, então passamos a entender que estava sendo aplicada na cruz, a justiça da Lei. Com isso, podemos classificar o ato de Jesus como uma atitude de misericórdia, como alguém que paga uma dívida no lugar de outro que não pode pagar.  

3. Respondendo ao amor de Deus com gratidão.
Para o cristão, expressar gratidão pela salvação é mais do que palavras bonitas ou momentos emocionantes na igreja — é viver com propósito, identidade e sentido em Cristo todos os dias. É reconhecer que Deus nos amou primeiro, mesmo quando não merecíamos (Rm 5.8), e responder a esse amor com escolhas que honrem o sacrifício de Jesus. A gratidão verdadeira se mostra no comportamento: nas decisões que tomamos, nas amizades que cultivamos, na maneira como lidamos com as tentações e na disposição em servir a Deus e ao próximo. Como escreveu o apóstolo João: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). O amor de Deus não apenas nos alcança — ele nos transforma. Nossa rotina, nossas redes sociais, nossas atitudes, tudo em nós tem refletido essa gratidão?
Aqui está se falando em ações de gratidão, isto é, ações práticas que comprovam que somos gratos a Deus, e essas ações devemos praticar no nosso dia a dia. No entanto, para que haja ações de gratidão, é necessário que haja gratidão, senão essas ações serão racionais, formalizadas e sem profundidade. 
E devemos acrescentar que, para que haja gratidão, é preciso que haja reconhecimento da grandeza do Senhor e do benefício de Suas obras. Alguns cristãos olham para a crucificação e entendem como sendo mais um dos muitos acontecimentos das Escrituras, porém, a crucificação é o evento máximo da Bíblia, pelo qual o Senhor realizou a Sua obra mais importante, a salvação.
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.", Atos 4.12

SUBSÍDIO II
[...]

III. A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA

1. Deus é absolutamente santo. 
A Bíblia revela que uma das características fundamentais de Deus é a sua santidade. No livro do profeta Isaías, lemos a proclamação dos anjos: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). O apóstolo Pedro escreve em sua Primeira Epístola: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15). Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus, como está escrito: “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44). Portanto, o chamado de Deus à santidade não é apenas uma sugestão, mas algo que reflete quem Ele é. Ora, Deus é amor, mas também é absolutamente santo.
[...] 

2. A salvação é um chamado à santidade. 
A obra de salvação não inclui apenas o perdão dos pecados, mas um chamado à transformação completa da vida. É um chamado positivo à santidade da vida (Rm 6.22). A doutrina bíblica da salvação ensina que, ao sermos alcançados pela graça, experimentamos o que muitos estudiosos chamam de santidade posicional, ou seja, refere-se à condição de santos que o salvo recebe no momento em que a salvação é operada (1Co 1.2; Hb 10.10). Essa é uma realidade imediata e completa, vinda direta e exclusivamente de Deus. Além dessa realidade, há outra denominada de “santidade progressiva”, que se refere ao processo contínuo de transformação interior operada pelo Espírito Santo ao longo da caminhada espiritual (2Co 3.18; Fp 2.12,13). Essa é uma realidade paulatina que exige uma cooperação do crente nesse desenvolvimento espiritual. Nesse sentido, é uma decisão do salvo escolher andar com Deus todos os dias, optando por obedecer à sua Palavra mesmo quando o mundo diz o contrário.
Vamos considerar os dois tipos de santidade que os servos de Cristo alcançam pela salvação:
1. Santificação posicional - se refere à posição de santo, mesmo o indivíduo sendo ainda pecador, mas é um pecador salvo em Cristo, que não é dominado pelo pecado. O Novo Testamento se refere a eles da seguinte forma:
"Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão.", Romanos 16.15 (grifo meu) 
Estes são santos posicionais.
2. Santificação progressiva - essa santificação se refere ao processo que passamos de separação das coisas do mundo, e deve acontecer diariamente, com esforço nosso e ajuda do Espírito Santo que vai transformando o nosso interior:
"Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.", 2 Coríntios 3.18

3. A cruz: o encontro da justiça e do amor de Deus e o caminho para a santidade. 
A cruz de Cristo é o maior marco da história da salvação. Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade. Deus é santo e não pode tolerar o pecado (Hc 1.13), mas também é amor, e deseja salvar o pecador (Jo 3.16). Na cruz, vemos que o pecado não foi ignorado, pelo contrário, ele foi julgado com todo o peso da justiça divina. Jesus, o Cordeiro sem mancha, tomou sobre si a culpa que era nossa (Is 53.5). Ao mesmo tempo, esse sacrifício revela o quanto Deus nos ama, ao ponto de entregar seu Filho por nós. A cruz mostra que a salvação não é barata: ela custou o sangue de Cristo. Ali, Deus permanece justo ao punir o pecado e, ao mesmo tempo, é amoroso ao justificar o pecador que crê em Jesus (Rm 3.26). O madeiro é, portanto, o ponto onde a santidade de Deus exige justiça, e o amor de Deus oferece graça.
A obra na cruz não é um simples pagamento de dívida, mas é perfeita, pois alcança o coração do pecador, fazendo o que nenhuma religião faz, mudando a pessoa de dentro para fora. Pela obra feita na cruz, nós somos constrangidos a se render ao amor de Deus. É como uma prisão de porta aberta, onde permanecemos, não pela impossibilidade de sair, mas por desejo de estar perto do nosso Senhor, era assim que Paulo se apresentava:
"Por esta causa, eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios,", Efésios 3.1
Cada um de nós, pode olhar para o passado e ver que pecamos contra Deus, mas Ele nos perdoou, estabelecendo o sacrifício de Seu filho para que possamos receber perdão quando percarmos, e tudo isso foi feito quando nem havíamos ainda nascido. 

SUBSÍDIO III
[...]

CONCLUSÃO
A Bíblia revela que Deus é, ao mesmo tempo, amoroso e santo, Ele não apenas exige santidade, mas é a própria santidade. E, mesmo sendo santo, não nos rejeitou por causa do pecado. Pelo contrário, foi por amor que providenciou, em Cristo, o caminho de volta. O pecado afastou a humanidade do Deus Criador, mas a cruz abriu a porta do regresso. A santidade não é apenas um padrão moral, mas uma resposta de amor a um Deus que, sendo santo, decidiu nos amar até o fim. Ter uma vida em santidade é responder positivamente ao amor do Deus que salva.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
CARSON, D. A. A Difícil Doutrina do Amor de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO
1. Como Deus se revela desde Gênesis?
Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15).
2. O que Jesus revela a respeito de Deus?
Jesus revela tanto a bondade, quanto a natureza salvadora de Deus.
3. De acordo com a lição, o que motivou o envio de Jesus à cruz?
O que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus.
4. Com o que o chamado à santidade está relacionado?
Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus.
5. De que maneira podemos explicar a cruz de Cristo como o maior marco da história da salvação?
Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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