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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 4 / 1º Trim 2026


AULA EM 25 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 4
(Revista Editora CPAD)

Tema: O Deus que justifica

 

TEXTO PRINCIPAL 
“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5.1).

RESUMO DA LIÇÃO
O jovem cristão, que entende a realidade da Justificação pela fé, vive com ousadia, gratidão e santidade, sabendo que foi perdoado, regenerado e capacitado para vencer em Cristo.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Rm 5.1 Temos paz com Deus por Jesus
TERÇA — Rm 4.3 É Deus quem justifica
QUARTA — Rm 8.1 Quem está em Cristo não vive mais debaixo da condenação
QUINTA — Rm 8.16 O Espírito Santo confirma a nossa nova identidade
SEXTA — Rm 8.17 Herdeiros de Deus
SÁBADO — 2Co 5.17 A Justificação nos dá uma nova vida

OBJETIVOS
APRESENTAR o que é a Justificação pela fé;
EXPLICAR como Deus justificou Abraão;
CONSCIENTIZAR sobre o livramento da culpa e das consequências eternas do pecado.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO

Romanos 4.1-8.
1 — Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2 — Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.
3 — Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.
4 — Ora, àquele que faz qualquer obra, não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida.
5 — Mas, àquele que não pratica, porém crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.
6 — Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo:
7 — Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos.
8 — Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO 
Professor(a), nesta lição veremos uma doutrina essencial para a vida cristã, pois muitos novos convertidos deixam a obra de Deus por não a entender mais detalhadamente. E nesse material de apoio vamos aumentar as tuas opções de assuntos para a ministração, dando mais qualidade para a aula.
A doutrina bíblica da Justificação pela fé é uma das verdades centrais da fé cristã. Segundo as Escrituras, ela ensina que a salvação não se baseia em méritos humanos, mas exclusivamente na justiça de Jesus Cristo. Assim, é Deus quem nos justifica. Nesta lição, estudaremos a Justificação como parte essencial da obra redentora e refletiremos sobre seu significado prático para aqueles que creem na obra consumada pelo Senhor Jesus.
Convém acrescentar nesta introdução, que se tornar justo significa estar livre de condenação, ou seja, quer dizer que a pessoa não tem crime que lhe possa ser imputado. 
No meio secular, se uma pessoa cumpriu pena por um crime no passado, essa pessoa está livre da justiça, pois o seu crime já foi punido. E no contexto cristão segue o mesmo princípio, isto é, se uma pessoa pagou por seus pecados, então foi justificada diante de Deus, no entanto, o preço pelo pecado é a morte, sendo assim o pecador deve morrer, e é aí que entra o sacrifício de Jesus, pois Ele morreu no lugar dessa pessoa.

I. O QUE É A JUSTIFICAÇÃO PELA FÉ

1. Conceito. 
A palavra “justificação” refere-se à mudança na condição do pecador diante de Deus. Antes, estávamos mortos “em ofensas e pecados” (Ef 2.1), mas, ao experimentarmos a Justificação, nossa posição é completamente transformada: de culpados, Deus nos declara inocentes; de condenados, Ele nos absolve. Isso acontece por causa da obra satisfatória de Cristo no Calvário e mediante a fé nEle (Rm 1.17).
Por isso, fomos “justificados pela fé” e, assim, “temos paz com Deus” (Rm 5.1). Isso significa que Deus nos concede a justiça de Cristo quando cremos (Rm 3.21-26). Portanto, é Deus quem justifica o pecador.
O detalhe é o seguinte: É Deus quem justifica, mas isso não acontece inexplicavelmente, existe um processo para que essa justificação ocorra. Pra começar, a justificação faz parte de um plano maior, que chamamos de "Plano da Salvação", elaborado antes de o homem pecar no Éden e a justificação é o meio pelo qual, o homem se torna apito a alcançar a salvação. O processo pelo qual veio a nossa justificação foi a crucificação de Cristo. Conforme o comentarista afirmou, a justificação não depende do ser humano, ou seja, não é uma obra humana, mas sim, divina.  

2. O ato da Justificação. 
O ato de justificar é uma obra invisível, que muda a nossa condição de pecadores, herdada desde o Éden. Trata-se de uma obra milagrosa, já que, contra o pecado, não há nada que possamos fazer por nós mesmos. Mas quando cremos em Cristo e em sua obra consumada no Calvário, nossa condição humana é transformada diante de Deus. Na Regeneração, nossa vida interior é profundamente restaurada (2Co 5.17); na Justificação, nossa posição diante de Deus é completamente alterada (Rm 8.1). Assim, Deus olha para nós e, sob o seu olhar, está a justiça do seu Filho, Jesus Cristo. Isso é a graça de Deus em ação!
Ou seja, a justificação não é uma ação que percebemos, e o outro processo para a salvação da alma humana mencionada neste subtópico é a regeneração, e essa ação nós percebemos, pois ocorre de forma contínua no interior, mas refletindo no exterior do ser humano. 
Assim, no momento da conversão, a pessoa é justificada pelo sacrifício de Cristo, mudando sua posição de condenado para salvo e a partir daí começa a ocorrer a regeneração no interior desse novo convertido. 
Convém lembrar que, quem opera a regeneração é o Espírito Santo:
"Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,", Tito 3.5

3. Uma experiência real. 
A doutrina da Justificação não é apenas uma teoria, mas uma experiência real. Quando você compreende que foi justificado pela fé, passa a viver com uma nova identidade, tanto psicológica, no tocante às emoções e à personalidade, quanto espiritual. Não há razão para viver como alguém condenado. Não há por que carregar culpa que o pecado colocou sobre nós. A Justificação pela fé encoraja você a viver como alguém perdoado, aceito e capacitado para servir a Deus no poder do Espírito Santo (Rm 8.1). Portanto, se você crê em Cristo e em sua obra consumada no Calvário, viva com gratidão e ousadia, sabendo que sua culpa foi retirada — e, pela graça, Deus o aceitou (Rm 5.1). Por isso, não aceite viver como alguém condenado, mas alegre-se por ser justificado e amado. Viva essa verdade com fé e esperança.
[...]

SUBSÍDIO I
[...]

II. DEUS JUSTIFICOU ABRAÃO

1. O exemplo do pai da fé. 
Em Romanos 4.1-8, o apóstolo Paulo usa o exemplo de Abraão para ensinar a doutrina da Justificação pela fé. O texto explica que, muito antes da Lei ser dada, Abraão já havia crido em Deus — e por causa dessa fé, Deus o declarou justo (Rm 4.3). Isso mostra que o ensino bíblico de ser salvo pela fé não começou no Novo Testamento. Desde o Antigo Testamento, Deus já estava revelando que o caminho da salvação não depende do que fazemos, mas da fé nEle. Abraão não foi escolhido por merecimento, mas porque confiou em Deus. Nesse contexto, a fé ocupa um lugar central no plano divino de salvação.
A diferença na obra de justificação do Antigo Testamento para o Novo Testamento, é que Jesus ainda não havia sido entregue por nós, assim, era apenas uma promessa, mas tanto no Antigo quanto no Novo Testamento o meio pelo qual nós alcançamos essa justificação é a fé. No Antigo Testamento a pessoa precisava crer nas promessas de Deus, já no Novo Testamento a pessoa precisa crer na pessoa de Cristo e na Sua obra na cruz.
Convém acrescentar que, Abraão é o nosso pai da fé, porque foi o primeiro a crer em algo que não via, isto é, na promessa de Deus:
"1 Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?
2 Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus.
3 Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.", Romanos 4.1-3 

2. O lugar da fé. 
No plano divino, tanto o crer quanto o agir têm lugar na obra da salvação. No caso de Abraão, a fé dele foi determinante para sua justificação diante de Deus. Contudo, seus atos também fazem parte dessa economia salvífica, como expressão concreta da fé. Sim, Abraão só deixou sua terra porque, primeiro, creu na promessa de Deus (Gn 12.1). Na Justificação, o princípio é o mesmo: primeiro se crê; depois, o justificado manifesta, por meio de sua conduta, os frutos dessa fé. Por isso, a fé ocupa um lugar central no ato divino de justificar o pecador. Ela é o gesto de plena dependência de Deus para viver neste mundo.
Ou seja, não são as obras que conduzem a pessoa à fé, mas a fé a conduz às obras. Assim, se um cristão trabalha na igreja local, anuncia Jesus aos que estão próximos e dá o exemplo de servo de Cristo no seio familiar, ele só faz isso porque primeiro creu na obra de Cristo. E por essa fé, ele foi justificado, e a partir daí, essa pessoa começa a manifestar as obras dessa fé.

3. O sentido prático dessa doutrina. 
A principal implicação desse ensino é que a salvação não se baseia em uma performance meramente religiosa, sem vida e mecânica. Nossa salvação está firmada em uma confiança viva em Jesus Cristo. Por isso, essa fé não é passiva, inerte ou morta — ela produz frutos visíveis na maneira de viver. Uma vez justificados pela fé, desejamos andar no Espírito, viver no Espírito e nos comunicar no Espírito (Rm 8.5). Por isso, é uma bênção viver uma vida santa a partir de um encontro real com Deus mediante a fé em Cristo. Por outro lado, é uma maldição tentar aparentar uma “vida santa” sem ter experimentado a Salvação, a Regeneração e a Justificação em Cristo. Nesse caso, em vez de uma vida autêntica, o que resta é religiosidade vazia, profanação e autoengano. Temos vivido uma fé que transforma? Ou só tentamos manter uma aparência de fé?
Ou seja, em um sentido prático a justificação precisa ser demonstrada com frutos visíveis, por exemplo: alguém que aceitou Jesus como Salvador, entrou para o rol de membros de uma igreja, então essa pessoa deve praticar as obras que um salvo em Cristo pratica, anunciando o Evangelho; se afastando do pecado; evitando as más companhias; renunciando aos vícios; não proferir palavras torpes; ajudando ao próximo e outras práticas que são frutos de uma vida cristã. 
João Batista chamava esses frutos de frutos de arrependimento:
"7 E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura?
8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento.", Mateus 3.7,8
E note que os religiosos que não tinham esses frutos, ele chamou de "raça de víboras", será que temos esses frutos, ou somos raça de víboras?

SUBSÍDIO II
[...]

III. O LIVRAMENTO DA CULPA E DAS CONSEQUÊNCIAS ETERNAS DO PECADO

1. A Justificação traz um grande livramento. 
A doutrina bíblica da Justificação pela fé traz consigo o livramento da condenação eterna e da culpa que o pecado impõe sobre a vida humana (Rm 8.1). Vivemos em um mundo onde não faltam pessoas prontas para acusar, nem circunstâncias arquitetadas pelo Inimigo para escravizar vidas: vícios, traumas, erros e conflitos familiares. Tudo isso revela situações e ambientes em que o domínio do pecado ainda atua. Mas aqueles que estão em Cristo, uma vez justificados pela fé, já romperam essas amarras e foram completamente libertos.
[...]

2. Livres da culpa. 
A culpa causada pelo pecado oprime muitas pessoas que vivem aprisionadas no passado, marcadas por palavras ditas e ouvidas em meio a conflitos familiares; outras permanecem paralisadas no presente por causa das acusações relacionadas aos erros cometidos na vida. No entanto, a condenação que estava sobre nós foi anulada, vencida e apagada por Deus (Rm 8.31). E isso é suficiente! Trata-se de um chamado, não para a prática do pecado, mas para o privilégio de viver segundo os propósitos de Deus. Por isso, a culpa não tem mais domínio sobre quem foi justificado. Essa pessoa foi perdoada, liberta, regenerada e declarada justa diante de Deus.
Aqui está um dos motivos de se ensinar isso aos novos convertidos, pois, como dissemos antes, muitos deles retornam para o pecado ao não entenderem a justificação. O que acontece é o seguinte, quando alguém se converte, muitos parentes, vizinhos e colegas não aceitam, acreditando que a conversão é falsa, e que a pessoa está apenas fingindo ter sido transformada. E muitos desses antigos "amigos" e parentes proferem palavras, que muitas vezes são ofensivas, e se o novo convertido não receber a instrução sobre a salvação, regeneração e justificação, acaba por aceitar tais palavras, acreditando até mesmo que não tem mais jeito para sua vida e retorna para o mundo.
Mas devemos ensinar-lhes que na condição humana sempre iremos falhar, mas Deus está sempre pronto a nos receber e nos perdoar:
"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.", Romanos 8.33

3. O testemunho interior do Espírito Santo. 
Finalmente, a experiência da Justificação pela fé é acompanhada pelo testemunho interior do Espírito Santo (Rm 8.16). O jovem que compreende essa realidade espiritual caminha com firmeza, mesmo diante de pressões externas e dos inúmeros desafios ao longo da jornada cristã. Ele sabe que, se é filho de Deus, então também é herdeiro de Deus e coerdeiro com Cristo (Rm 8.17). Essa verdade impacta diretamente a nossa identidade como seguidores de Cristo neste mundo, pois é afirmada, em nosso coração, pelo próprio Espírito Santo.
Ter o Espírito Santo habitando em nosso interior é essencial para uma vida cristã saudável. Por isso, todo crente deve buscar a presença do Espírito de Deus em orações, jejuns e meditação na Palavra, isso acalma as tempestades interiores, curando traumas e desfazendo o efeito das palavras contrárias. O problema é que muitos ministérios não estimulam os jovens a buscar o batismo com o Espírito Santo; não organizam eventos de oração e nem retiros espirituais. Alguns ministérios buscam atrair jovens com festividades, rodízioa de pizza, festival de cachorro quente, cinema, etc., deixando os devocionais de lado.
O Espírito Santo habitando no interior do jovem dá a ele a certeza da paternidade divina:
"15 Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.
16 O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.", Romanos 8.15,16

SUBSÍDIO III
[...]

CONCLUSÃO
A justificação é o alicerce sobre o qual se edifica toda a vida cristã. Ao crer em Jesus, somos declarados justos diante de Deus — não por nossos méritos, mas pela justiça de Cristo imputada a nós. Isso nos dá segurança, paz com Deus e acesso à vida eterna. Creia com todo o seu coração que você foi justificado(a) pela fé. Viva com ousadia e gratidão, sabendo que sua identidade não está no passado que você viveu, mas na nova posição que você tem em Cristo. E lembre-se: a fé que justifica é também a fé que santifica, sustenta e conduz à vitória.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

HORA DA REVISÃO
1. O que significa ser justificado diante de Deus, segundo a doutrina bíblica?
Significa que Deus nos concede a justiça de Cristo quando cremos.
2. Por que a doutrina da Justificação não é apenas uma teoria?
A doutrina da Justificação não é apenas uma teoria, mas uma experiência real. Quando você compreende que foi justificado pela fé, passa a viver com uma nova identidade, tanto psicológica, no tocante às emoções à personalidade, quanto espiritual.
3. Qual é o lugar da fé no ato divino de justificar o pecador?
A fé ocupa um lugar central no ato divino de justificar o pecador. Ela é o gesto de plena dependência de Deus para viver neste mundo.
4. O que a doutrina bíblica da Justificação traz consigo?
A doutrina bíblica da Justificação pela fé traz consigo o livramento da condenação eterna e da culpa que o pecado impõe sobre a vida humana (Rm 8.1).
5. O que acompanha a experiência da Justificação pela fé?
A experiência da Justificação pela fé é acompanhada pelo testemunho interior do Espírito Santo, que confirma: “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.16).

Fonte: Revista CPAD Jovens

Esse material é gratuito, no entanto, se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 3 / 1º Trim 2026


AULA EM 18 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 3
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Natureza do Deus que salva


 

TEXTO PRINCIPAL 
“Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” (Sl 34.8).

RESUMO DA LIÇÃO
A obra da salvação, que é revelada plenamente em Jesus Cristo, expressa a bondade, o amor e a santidade de Deus.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Tt 3.4,5 A salvação é resultado da bondade de Deus
TERÇA — Cl 2.9; Jo 14.9,10 Em Jesus habita a divindade
QUARTA — Ef 2.1 Mortos em nossos pecados
QUINTA — 1Co 13.4 O amor verdadeiro é paciente, bondoso e altruísta
SEXTA — Is 6.3 Deus é absolutamente santo
SÁBADO — 1Pe 1.16 A santidade é uma ordem fundamentada em Deus

OBJETIVOS
CONHECER o Deus que se revela como Salvador e cheio de bondade;
EXPLICAR a salvação como prova do amor de Deus;
APONTAR a santidade do Deus que salva.

INTERAÇÃO
[...]

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
[...]

TEXTO BÍBLICO
Salmos 105.5,6; 34.8,9; Lucas 18.18,19; Romanos 5.6-8.

Salmos 105
5 — Lembrai-vos das maravilhas que fez, dos seus prodígios e dos juízos da sua boca,
6 — vós, descendência de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos.

Salmos 34
8 — Provai e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.
9 — Temei ao Senhor, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.

Lucas 18
18 — E perguntou-lhe um certo príncipe, dizendo: Bom Mestre, que hei de fazer para herdar a vida eterna?
19 — Jesus lhe disse: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus.

Romanos 5
6 — Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios.
7 — Porque apenas alguém morrerá por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém ouse morrer.
8 — Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Professor(a), esta é uma lição que expressa a Graça de Deus que traz salvação ao ser humano, mostrando uma face de Deus que poucos conheciam de forma clara, o Deus que salva. Espero aqui, acrescentar conteúdos além do que está na revista, bons estudos!  
Nesta lição, vamos estudar a natureza do Deus que se revela como Salvador - um Deus que redime, é cheio de bondade e que, por meio de Jesus, se mostra como o Deus que salva. Também vamos refletir sobre a natureza amorosa dEle, pois é nesse amor que está fundamentada toda a história da salvação. E, por fim, vamos aprender sobre a santidade do Deus Salvador. Nosso propósito aqui é mostrar que, por meio de sua bondade, amor e santidade, o Deus revelado na Bíblia deseja se relacionar conosco, pecadores, que fomos alcançados por seu maravilhoso amor.
Nesta introdução convém acrescentar o seguinte: na Antigo Testamento, os judeus temiam ao Senhor, pois entendiam Deus como um Deus punidor, e por isso eles tinham medo das manifestações divinas. Apesar de várias passagens da Lei mostrar o desejo de Deus em redimir, o povo via Deus como um Deus rigoroso, legalista e ciumento. Jesus mostrou para eles um Deus de amor, que deseja salvar a humanidade. Mas eles estavam tão tomados por paradigmas, que não compreenderam a mensagem.

I. O DEUS QUE SE REVELA COMO SALVADOR

1. A história da salvação mostra Deus como o Redentor. 
Desde Gênesis, Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15). Nesse sentido, o Salmo 105 nos convida a contemplar essa característica redentora de Deus por meio de suas maravilhas, prodígios e juízos em favor do seu povo, Israel (vv.5,6). Esse é o Deus que redime pecadores. É maravilhoso saber que, mesmo nós não sendo merecedores, o Eterno Redentor se importa conosco. Por isso, Ele tomou a iniciativa de agir com bondade e misericórdia para com o seu povo. É justamente essa natureza misericordiosa e bondosa de Deus que revela o seu amor por nós. A bondade redentora de Deus, declarada desde o início, também é percebida em sua fidelidade, como vemos no Salmo 34.
O ser humano estava tão afastado de Deus, que se Deus não tomasse essa iniciativa, ele jamais alcançaria a salvação. O amor de Deus foi tão grande que Ele mesmo planejou e executou o plano para redimir o ser humano.
Deus poderia ter feito outra criação após o pecado de Adão, talvez um ser humano mais puro, mais resistente ao pecado, mas Ele nos amou tanto que decidiu nos dar a oportunidade de salvação.
O salmo 105 mencionado aqui apresenta o amor de Deus para com o Seu povo, por meio de Suas obras na libertação do povo do Egito e proteção no deserto.
O Salmo 34 mostra o cuidado do Senhor para com o Seu povo, expresso principalmente nestes versículos:
"Os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os seus ouvidos atentos ao seu clamor.", Salmos 34.15
Veja esse verso que encerra o salmo:
"O Senhor resgata a alma dos seus servos, e nenhum dos que nele confiam será punido.", Salmos 34.22

2. Deus é bom e digno de confiança. 
O Salmo 34 nos convida a experimentar a bondade divina e, como resultado, a felicidade alcança aquele que confia nEle (v.8). Quando provamos da sua bondade e nos entregamos a Ele com plena confiança, o temor do Senhor — uma atitude que caracteriza a verdadeira sabedoria espiritual (Pv 1.7) — passa a fazer parte da nossa vida. Assim, passamos a conhecer, de fato, o Deus da Bíblia: um Deus bom, confiável e digno de temor. É exatamente dessa maneira que o Novo Testamento apresenta a salvação, como resultado da bondade e das misericórdias divinas: “Mas, quando apareceu a benignidade e o amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens” (Tt 3.4), fomos alcançados por sua obra salvadora — não por méritos ou esforços humanos, mas por sua iniciativa amorosa e cheia de graça (Tt 3.5). Como é clara a natureza generosa, bondosa e misericordiosa do nosso Deus!
[...] 

3. Jesus revela a natureza salvadora de Deus. 
A Palavra de Deus nos mostra que, em Jesus Cristo, habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Cl 2.9). Não por acaso, quando o jovem rico chamou nosso Senhor de “Bom Mestre”, Jesus afirmou que somente Deus é bom (Lc 18.18,19). Com esta declaração, o Filho deu testemunho da bondade do Pai. Aqui, contemplamos o mistério da Santíssima Trindade no testemunho do Filho a respeito do Pai. Em João 14, Jesus declarou: “Quem me vê a mim vê o Pai; [...] Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim?” (Jo 14.9,10). Jesus, sendo a expressão plena da divindade, revela tanto a bondade quanto a natureza salvadora de Deus. É por meio dEle que a obra da salvação se manifesta, revelando o Deus da Bíblia como o Salvador da humanidade caída.
Saber que Deus se revela como Salvador nas Escrituras nos impulsiona a buscá-Lo de forma pessoal e verdadeira, não de maneira meramente religiosa ou ritualista. O Deus que salva é o mesmo que deseja ser conhecido por cada um de nós por meio de um relacionamento autêntico.
Alguns hereges com raízes do gnosticismo chegam a afirmar que o Deus do Antigo Testamento não é o mesmo Deus do novo Testamento, ou seja, para eles, quando Jesus se referia ao Pai não seria o mesmo Deus que conduziu o povo pelo deserto. No entanto, na pregação de Pedro vemos que, desde os tempos antigos o mesmo Deus que executou juízos também prometeu habitar nos corações:
"E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; E os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos;", Atos 2.17
São duas heresias que a afirmam que o Deus do Antigo Testamento não seria o mesmo Deus no Novo:
1. Gnosticismo - afirmava a existência do Deus Criador e justo que aplicava a punição com severidade diferente do Deus que enviou a Cristo.
2. Marcionismo - doutrina de Marcião, um teólogo cristão de grande influência no segundo século que pregou as mesmas ideias do gnosticismo.
 
SUBSÍDIO I
[...]

II. A SALVAÇÃO COMO PROVA DO AMOR DE DEUS

1. A salvação como ato de amor. 
Romanos 5 descreve a morte de Cristo, o Justo, no lugar dos ímpios (Rm 5.6) e revela o ato mais amoroso de Deus: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
Deus entregou seu Filho único por amor. Ele não o entregou depois que fomos justificados, regenerados e santificados; pelo contrário, Ele o entregou quando ainda estávamos “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1). Ora, se isso não é amor, então o que seria? Esse é o amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera e tudo suporta — um amor sofredor, bondoso, verdadeiro (1Co 13.4-7).
O próprio Senhor Jesus falou isso:
"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;", Mateus 5.44
Isso que Jesus nos ordenou parece absurdo do ponto de vista humano, mas Ele deu o motivo:
"Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.", Mateus 5.45
Ou seja, o nosso Criador faz o bem a todos, seja justo ou não, e nós devemos fazer o mesmo. E Jesus conclui com uma verdade tremenda:
"Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?", Mateus 5.46
Fomos chamados para fazer a diferença e não praticar as mesmas obras do mundo. O próprio Senhor foi o exemplo, se entregando por nós sendo nós ainda pecadores.

2. O amor de Deus se manifestou na cruz. 
A doutrina do amor de Deus é o fundamento da obra da salvação. Como pentecostais, afirmamos com convicção: o que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus. A Bíblia declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Esse amor é tão grande e profundo que abrange todas as pessoas — todas mesmo! O apóstolo Paulo reforça isso ao dizer que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4). O amor de Deus é acolhedor, misericordioso e universal. Ele não faz acepção de pessoas. O apóstolo João, conhecido como o “apóstolo do amor”, explica isso ainda mais claramente: “Nisto está o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados” (1Jo 4.10). Aqui, duas verdades bíblicas precisam ser afirmadas com clareza: a) Deus amou todos os pecadores; b) Por esse amor, Ele enviou seu Filho como sacrifício no lugar dos pecadores. Essa é a essência da morte vicária de Jesus — Ele morreu em nosso lugar. 
Convém acrescentar, a título de conhecimento, que, os calvinistas acreditam que o amor de Deus, expresso na entrega de Jesus Cristo na cruz, é somente para os que Deus predestinou, e dessa forma, Deus não amaria os que foram predestinados ao inferno. No entanto, ao analisarmos o versículo mais importante sobre o amor de Deus por nós, veremos um amor direcionado a todos:
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.", João 3.16
Nesta passagem Jesus não leva em conta justos ou injustos, mostrando que o sacrifício de Cristo, que é prova do Seu amor, foi dado a todos.
Isso não foi um ato de injustiça, mas de misericórdia. É um mistério glorioso da salvação: no Calvário, o amor divino se encontrou com a morte, para que os pecadores pudessem viver.
Ao analisarmos a cena de Jesus se entregando por nós, parece injusto, no entanto, se considerarmos dentro dos parâmetros da Lei de Moisés, onde um animal era sacrificado no lugar do transgressor, então passamos a entender que estava sendo aplicada na cruz, a justiça da Lei. Com isso, podemos classificar o ato de Jesus como uma atitude de misericórdia, como alguém que paga uma dívida no lugar de outro que não pode pagar.  

3. Respondendo ao amor de Deus com gratidão.
Para o cristão, expressar gratidão pela salvação é mais do que palavras bonitas ou momentos emocionantes na igreja — é viver com propósito, identidade e sentido em Cristo todos os dias. É reconhecer que Deus nos amou primeiro, mesmo quando não merecíamos (Rm 5.8), e responder a esse amor com escolhas que honrem o sacrifício de Jesus. A gratidão verdadeira se mostra no comportamento: nas decisões que tomamos, nas amizades que cultivamos, na maneira como lidamos com as tentações e na disposição em servir a Deus e ao próximo. Como escreveu o apóstolo João: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). O amor de Deus não apenas nos alcança — ele nos transforma. Nossa rotina, nossas redes sociais, nossas atitudes, tudo em nós tem refletido essa gratidão?
Aqui está se falando em ações de gratidão, isto é, ações práticas que comprovam que somos gratos a Deus, e essas ações devemos praticar no nosso dia a dia. No entanto, para que haja ações de gratidão, é necessário que haja gratidão, senão essas ações serão racionais, formalizadas e sem profundidade. 
E devemos acrescentar que, para que haja gratidão, é preciso que haja reconhecimento da grandeza do Senhor e do benefício de Suas obras. Alguns cristãos olham para a crucificação e entendem como sendo mais um dos muitos acontecimentos das Escrituras, porém, a crucificação é o evento máximo da Bíblia, pelo qual o Senhor realizou a Sua obra mais importante, a salvação.
"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.", Atos 4.12

SUBSÍDIO II
[...]

III. A SANTIDADE DO DEUS QUE SALVA

1. Deus é absolutamente santo. 
A Bíblia revela que uma das características fundamentais de Deus é a sua santidade. No livro do profeta Isaías, lemos a proclamação dos anjos: “E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória” (Is 6.3). O apóstolo Pedro escreve em sua Primeira Epístola: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1Pe 1.15). Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus, como está escrito: “Porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (1Pe 1.16; cf. Lv 11.44). Portanto, o chamado de Deus à santidade não é apenas uma sugestão, mas algo que reflete quem Ele é. Ora, Deus é amor, mas também é absolutamente santo.
[...] 

2. A salvação é um chamado à santidade. 
A obra de salvação não inclui apenas o perdão dos pecados, mas um chamado à transformação completa da vida. É um chamado positivo à santidade da vida (Rm 6.22). A doutrina bíblica da salvação ensina que, ao sermos alcançados pela graça, experimentamos o que muitos estudiosos chamam de santidade posicional, ou seja, refere-se à condição de santos que o salvo recebe no momento em que a salvação é operada (1Co 1.2; Hb 10.10). Essa é uma realidade imediata e completa, vinda direta e exclusivamente de Deus. Além dessa realidade, há outra denominada de “santidade progressiva”, que se refere ao processo contínuo de transformação interior operada pelo Espírito Santo ao longo da caminhada espiritual (2Co 3.18; Fp 2.12,13). Essa é uma realidade paulatina que exige uma cooperação do crente nesse desenvolvimento espiritual. Nesse sentido, é uma decisão do salvo escolher andar com Deus todos os dias, optando por obedecer à sua Palavra mesmo quando o mundo diz o contrário.
Vamos considerar os dois tipos de santidade que os servos de Cristo alcançam pela salvação:
1. Santificação posicional - se refere à posição de santo, mesmo o indivíduo sendo ainda pecador, mas é um pecador salvo em Cristo, que não é dominado pelo pecado. O Novo Testamento se refere a eles da seguinte forma:
"Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que com eles estão.", Romanos 16.15 (grifo meu) 
Estes são santos posicionais.
2. Santificação progressiva - essa santificação se refere ao processo que passamos de separação das coisas do mundo, e deve acontecer diariamente, com esforço nosso e ajuda do Espírito Santo que vai transformando o nosso interior:
"Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.", 2 Coríntios 3.18

3. A cruz: o encontro da justiça e do amor de Deus e o caminho para a santidade. 
A cruz de Cristo é o maior marco da história da salvação. Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade. Deus é santo e não pode tolerar o pecado (Hc 1.13), mas também é amor, e deseja salvar o pecador (Jo 3.16). Na cruz, vemos que o pecado não foi ignorado, pelo contrário, ele foi julgado com todo o peso da justiça divina. Jesus, o Cordeiro sem mancha, tomou sobre si a culpa que era nossa (Is 53.5). Ao mesmo tempo, esse sacrifício revela o quanto Deus nos ama, ao ponto de entregar seu Filho por nós. A cruz mostra que a salvação não é barata: ela custou o sangue de Cristo. Ali, Deus permanece justo ao punir o pecado e, ao mesmo tempo, é amoroso ao justificar o pecador que crê em Jesus (Rm 3.26). O madeiro é, portanto, o ponto onde a santidade de Deus exige justiça, e o amor de Deus oferece graça.
A obra na cruz não é um simples pagamento de dívida, mas é perfeita, pois alcança o coração do pecador, fazendo o que nenhuma religião faz, mudando a pessoa de dentro para fora. Pela obra feita na cruz, nós somos constrangidos a se render ao amor de Deus. É como uma prisão de porta aberta, onde permanecemos, não pela impossibilidade de sair, mas por desejo de estar perto do nosso Senhor, era assim que Paulo se apresentava:
"Por esta causa, eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios,", Efésios 3.1
Cada um de nós, pode olhar para o passado e ver que pecamos contra Deus, mas Ele nos perdoou, estabelecendo o sacrifício de Seu filho para que possamos receber perdão quando percarmos, e tudo isso foi feito quando nem havíamos ainda nascido. 

SUBSÍDIO III
[...]

CONCLUSÃO
A Bíblia revela que Deus é, ao mesmo tempo, amoroso e santo, Ele não apenas exige santidade, mas é a própria santidade. E, mesmo sendo santo, não nos rejeitou por causa do pecado. Pelo contrário, foi por amor que providenciou, em Cristo, o caminho de volta. O pecado afastou a humanidade do Deus Criador, mas a cruz abriu a porta do regresso. A santidade não é apenas um padrão moral, mas uma resposta de amor a um Deus que, sendo santo, decidiu nos amar até o fim. Ter uma vida em santidade é responder positivamente ao amor do Deus que salva.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
CARSON, D. A. A Difícil Doutrina do Amor de Deus. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO
1. Como Deus se revela desde Gênesis?
Deus se revela como o Redentor que toma a iniciativa de colocar em prática um plano de salvação para derrotar o mal e restaurar o relacionamento do ser humano com Ele (Gn 3.15).
2. O que Jesus revela a respeito de Deus?
Jesus revela tanto a bondade, quanto a natureza salvadora de Deus.
3. De acordo com a lição, o que motivou o envio de Jesus à cruz?
O que motivou o envio de Jesus Cristo à cruz foi o incomparável amor de Deus.
4. Com o que o chamado à santidade está relacionado?
Esse chamado à santidade está diretamente relacionado à própria natureza santa de Deus.
5. De que maneira podemos explicar a cruz de Cristo como o maior marco da história da salvação?
Nela, a justiça de Deus e o seu amor infinito se encontram de forma perfeita, preparando e apontando o caminho da santidade.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 2 / 1º Trim 2026


AULA EM 11 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 2
(Revista Editora CPAD)

Tema: O problema do pecado


 

TEXTO PRINCIPAL 
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23).

RESUMO DA LIÇÃO
O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Gn 2.16,17 Deus dota o ser humano de liberdade de escolha
TERÇA — Rm 1.22,23 O pecado distorce a criação de Deus
QUARTA — Rm 3.23; 5.12 Todos pecaram
QUINTA — Is 59.2 O pecado causa separação
SEXTA — Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10 A salvação em Cristo traz perdão e transformação
SÁBADO — 2Co 5.18,19 Deus reconcilia o mundo consigo mesmo por meio de Cristo

OBJETIVOS
APRESENTAR a origem do pecado na humanidade;
APONTAR as consequências do pecado;
SABER que a solução de Deus para as consequências do pecado envolve a restauração do relacionamento com Deus, além da remoção da culpa e da vergonha.

INTERAÇÃO
Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. Estudar a doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e a necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. As Escrituras revelam e denunciam o pecado, mostrando sua origem e seus efeitos nocivos que afetam tanto o mundo físico quanto o espiritual. No decorrer da lição, procure mostrar aos alunos que não estamos imunes a este mal. Infelizmente ele pode vir a nos controlar se estivermos longe de Deus, que é o único capaz de nos ajudar a dominá-lo, conforme bem advertiu o Senhor a Caim: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.7). Lembremos que o pecado não se encontra distante de nós e de nossas atitudes: “Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula desta semana, sugerimos que você peça aos alunos que citem algumas consequências negativas do pecado. À medida que forem falando vá anotando no quadro de escrever ou em uma cartolina. Em seguida apresente a tabela abaixo e compare com o que seus alunos disseram. Conclua explicando que para reduzir os efeitos do pecado, é fundamental que os seres humanos busquem reconciliar-se com Deus, retomando a sua comunhão com Ele.

CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DO PECADO PARA O HOMEM E PARA O MUNDO
1 — Separação de Deus.
2 — Culpa e remorso.
3 — Perda da sensibilidade espiritual do certo e errado.
4 — Decadência moral.
5 — Sofrimento e morte.

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 3.1-7.
1 — Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 — E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3 — mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 — Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5 — Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
6 — E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7 — Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição trata de um assunto que afeta diariamente milhões de cristãos no mundo inteiro, e essa lição ajudará os alunos a estarem vigilantes quanto ao mal que o pecado faz na vida do cristão. Esse material de apoio visa acrescentar qualidade à sua ministração.
Muitos acreditam que os problemas da humanidade podem ser resolvidos apenas com soluções sociais. Mas a Bíblia nos mostra que o maior problema do ser humano é o Pecado, sendo este a raiz dos males que vemos no mundo. Nesta lição, vamos entender o que é o pecado, quais são as suas consequências e reconhecer o valor precioso da doutrina bíblica da salvação. Antes de falar sobre a salvação por meio de Jesus Cristo, como a única resposta verdadeira ao pecado, é primordial compreender a gravidade desse problema.
Nesta introdução convém mencionar que, a doutrina do pecado é chamada de "harmatiologia" e trata do que vai ser falado aqui de forma ainda mais profunda. No entanto, essa lição vai dar uma boa base do conhecimento que a Bíblia apresenta sobre o pecado, sua origem, efeito e consequências.

I. A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE

1. O livre-arbítrio do ser humano. 
Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17).
O livre-arbítrio é uma característica divina dada ao ser humano, isso também nos torna semelhantes ao nosso Criador. Mas, o termo "livre-arbítrio" não aparece na Bíblia, pois, ele está subentendido nela. Porque em toda a Palavra de Deus, notamos que Deus dá ao ser humano a possibilidade de escolher entre o certo e o errado:
"Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição;", Deuteronômio 11.26
Os calvinistas duvidam da existência do livre-arbítrio, afirmando que ele afeta a soberania de Deus, no entanto, podemos ver o livre-arbítrio desde Adão até o apocalipse:
"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.", Apocalipse 3.20
Jesus, aqui, está falando ao líder de Laodiceia sobre a possibilidade de eles terem comunhão com Cristo, porém, cada um deve decidir se abre ou não a porta.

2. A tentação e a escolha errada. 
A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus.
Aqui está a soberania de Deus, pois Ele já sabia de tudo o que iria acontecer, e se Ele sabia, então Ele poderia ter evitado, mas não o fez. Sendo assim, entendemos que Deus permitiu que tudo acontecesse, e aqui, temos uma coisa chamada "vontade permissiva de Deus", com isso, podemos compreender que Deus possui a soberania, mas dá ao ser humano a permissão para tomar suas decisões. Então, o pecado surge no mundo por conta do exercício do livre-arbítrio e da vontade permissiva de Deus.
"Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.", Isaías 46.10
Esse versículo mostra como Deus conhece o futuro, então tudo o que de ruim acontece foi por permissão do Senhor, mesmo que a culpa seja do ser humano.
Convém acrescentar que, o pecado surgiu no Céu, quando Lúcifer decidiu subir acima de Deus, se rebelando:
"13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.
14 Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
15 E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.", Isaías 14.13-15

3. “Todos pecaram”. 
A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. Ela também mostra que, mesmo com todo o avanço da ciência, da tecnologia e da sociedade, o ser humano ainda tem a tendência natural a distorcer o que Deus criou e a acreditar em ideias equivocadas sobre o Criador, sobre si mesmo e sobre os outros (Rm 1.21-23).
Na verdade, a afirmação de que "todos pecaram", se refere à natureza pecaminosa do ser humano, em reconhecimento de que o pecado de Adão afetou a todos, pois um bebê não tem pecado, mas ele possui a natureza afetada pelo pecado, ou seja, quando ele tomar consciência, inevitavelmente ele cometerá seus primeiros pecados.
Consideremos a pergunta: por que existe tanto mal no mundo? A reposta é: porque as pessoas estão afastadas de Deus.
"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Nun.", Lamentações 3.39
Porque se o ser humano se achegar a Deus, o Espírito Santo o transforma, de forma que ele resistirá à tentação de fazer o mal ao seu próximo e a si mesmo.

SUBSÍDIO I
Prezado(a) professor(a), converse com seus alunos a respeito da tentação e como lutar contra ela, explicando que “Satanás tentou fazer Eva pensar que o pecado era bom, agradável e desejável. Assim, o conhecimento do bem e do mal lhe pareceu inofensivo. As pessoas costumam fazer as escolhas erradas porque estão convencidas de que estas são boas, pelo menos para si mesmas. Os nossos pecados nem sempre parecem feios aos nossos olhos, e os pecados prazerosos são mais difíceis de evitar. Portanto, prepare-se para enfrentar as tentações que possam aparecer em seu caminho. Nem sempre podemos evitá-las, mas sempre há uma forma de escapar (1Co 10.13). Use a Palavra e as pessoas de Deus para ajudá-lo a lutar contra a tentação”. (Adaptado da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).

II. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Separação de Deus. 
Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). Nesse sentido, as palavras do profeta Isaías são bem claras: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2). O pecado continua sendo um problema sério, atualmente, pois, todo ser humano que ainda não teve uma experiência de Novo Nascimento, mediante a fé em Jesus Cristo, encontra-se distante de Deus, separado da sua preciosa comunhão (Rm 3.23). Assim, o pecado rompeu completamente o relacionamento entre Deus e o ser humano.
O afastamento entre o ser humano e Deus por conta do pecado, ocorre de duas formas, por parte do indivíduo, que sente vergonha e temor por ter pecado, assim como Adão e Eva que se esconderam de Deus após pecarem:
"E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.", Gênesis 3.10
E também por parte do Senhor, pois Ele não habita onde há pecado:
"E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.", 1 João 1.5
Então, o pecador se afasta do Senhor e o Senhor também se afasta dele. 
No caso do cristão, o Espírito Não se afasta, pois os nossos pecados são involuntários, a não ser quando o pecado se instala no coração do cristão, ocorrendo a sua queda e desvio. 

2. Culpa e vergonha. 
Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10).
A boa notícia é que o Evangelho da Salvação tem o poder de restaurar completamente o ser humano. Pela graça de Deus e pela atuação do Espírito Santo, somos convencidos do pecado e recebemos discernimento para identificar a culpa que nos conduz ao arrependimento sincero diante de Deus (Sl 51.17) e que precisa ser lançada aos pés do Senhor, confiando que Ele cuida de nós (1Pe 5.7). Assim, com arrependimento e fé, podemos ser libertos das amarras da culpa e da vergonha (Sl 51.2,3; 2Co 5.17). O pecado gera culpa e vergonha, mas a salvação em Cristo produz perdão e dignidade (Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10).
Como dito anteriormente, o pecado também pode alcançar o cristão, pois todos somos pecadores:
"Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.", 1 João 1.10
Então, o maior problema do crente, não está em cometer pecados, mas em ser dominado pelo pecado, e é isso que pode tirar a salvação de um crente, ser dominado pelo pecado, porque se ele é dominado pelo pecado, então não é liberto pelo Senhor:
"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.", João 8.36
O próprio João afirmou depois que nem todo o pecado leva à morte:
"Toda iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte.", 1 João 5.17
Sendo assim, qual é o pecado que leva a morte? João explica no verso seguinte:
"Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.", 1 João 5.18
Ele disse que o que o que é nascido de Deus "não vive pecando", ou seja, o pecado não é uma prática natural dele, isto é, ele não é dominado pelo pecado. Então, o pecado que nos leva à morte espiritual, é o pecado que nos domina.

3. Sofrimento e morte. 
A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. A morte física tornou-se uma realidade para os seres humanos, enquanto a morte espiritual afastou o homem da presença de Deus. O que antes era perfeito e harmonioso foi afetado pelo pecado, criando limitações, frustrações e ansiedades nas pessoas. No entanto, mesmo diante dessas circunstâncias, Deus nunca abandonou a humanidade e, desde o Éden, já tinha delineado o plano de salvação (Gn 3.15).
[...]

III. A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Restauração do relacionamento com Deus. 
O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). Fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo, e nossa comunhão foi restaurada. Portanto, o remédio bíblico contra a separação provocada pelo pecado é a reconciliação e a comunhão restaurada por meio de Jesus Cristo.
Um dos maiores propósitos de Deus ao criar o ser humano, era o de se relacionar com ele, e notamos isso logo em Gênesis, onde afirma que o Senhor conversava com o primeiro casal, e desde o pecado deles, o Senhor estabeleceu uma forma de restaurar essa aliança. 
E se entendemos que fomos reconciliados com Deus em Cristo, então precisamos saber a resposta para a pergunta: Como manter esse relacionamento?
A resposta é, estar em Cristo e ser um com Ele:
"para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.", João 17.21
Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinou como é ser um em Deus:
"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.", Gálatas 5.16
Assim, entendemos pela Palavra que, ser um com Deus, é andar em Espírito. 

2. Remoção da culpa e da vergonha. 
Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). Portanto, a solução de Deus para o pecado não se resume apenas à sua remoção desse mal espiritual, mas também à cura completa da alma marcada pela culpa e pela vergonha, conduzindo-nos à verdadeira liberdade espiritual.
[...]

3. Superação do sofrimento e da morte. 
A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). Em Cristo, fomos reconciliados com Deus e recebemos a promessa da vida eterna (1Jo 5.11,12). Essa esperança dá-nos força no presente e coragem para enfrentar as dificuldades, sabendo que, no futuro, viveremos plenamente com o Senhor, onde não haverá mais dor, tristeza nem morte (Ap 21.4). Essa esperança nos protege das utopias mundanas que tentam nos seduzir e, ao mesmo tempo, nos dá uma consciência da realidade, permitindo que vivamos, neste tempo, a fé viva em Jesus.
A fé em Jesus coloca em prática uma das três virtudes eternas, a esperança, pois o que não tem Cristo em sua vida, só enxerga até a morte, mas o cristão enxerga além da morte, mantendo esperança numa vida futura. Veja algo que a Palavra fala sobre a vida após a morte:
"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.", 1 Coríntios 15.19
Isso nos faz superar o sofrimento que a morte nos inflige, em relação às pessoas que próximas a nós, pois sabemos que se um parente ou amigo, partir em Cristo, depois estaremos juntos no Céu. Contudo, devemos estar preocupados em anunciar para os nossos familiares a Palavra de salvação, porque se algum deles partir sem Cristo, nunca mais o veremos de novo.

SUBSÍDIO II
Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que os versículos 8 e 9 de Gênesis 3 “mostram o desejo de Deus de relacionar-se conosco e porque temos medo deste relacionamento. Adão e Eva esconderam-se de Deus quando o ouviram aproximar-se. Deus queria estar com eles, mas, por causa do seu pecado, Adão e Eva tiveram medo de mostrar-se. O pecado quebrara o seu relacionamento íntimo com Deus, assim como tem quebrado o nosso. Porém, Jesus Cristo, o Filho de Deus abre o caminho para renovar nosso relacionamento com Ele. Deus almeja estar conosco e oferece-nos ativamente o seu amor incondicional. Nossa resposta natural é o medo porque pensamos não poder viver de acordo com os seus padrões. Mas entender que Ele nos ama, a despeito das nossas faltas, pode ajudar-nos a remover este temor”. (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).

CONCLUSÃO
O pecado afastou a humanidade de Deus, contudo, por amor, Ele providenciou a via de regresso através de Jesus Cristo. É responsabilidade de cada jovem crente entender a sua condição perante Deus, crer em Jesus e manter uma relação de comunhão com o Senhor.
Professor(a), leia essa conclusão e sugiro acrescentar à ela, a seguinte recomendação: sabendo das consequências do pecado, que possamos levar o evangelho de salvação aos nossos familiares e amigos, pois é necessário que eles conheçam essa possibilidade de serem livres do pecado. Se algum jovem tiver dificuldade em anunciar, que pelo menos convide seus parentes para irem à igreja.
E se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
PEDRO, Severino. A Doutrina do Pecado. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com as Escrituras, como podemos entender de que forma o ser humano foi criado?
Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade.
2. O que a Bíblia deixa claro em relação ao pecado de Adão e Eva?
A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12).
3. De acordo com o segundo tópico, quais são as consequências do pecado?
A separação de Deus, culpa e vergonha, sofrimento e morte.
4. Se o pecado gera culpa e vergonha, o que a salvação produz?
A salvação em Cristo produz perdão e dignidade (Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10).
5. Do que podemos ter certeza ao colocarmos nossa fé em Jesus?
Temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26).

Fonte: Revista CPAD Jovens

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