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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 6 / 4º Trim 2026


AULA EM 8 DE NOVEMBRO 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)

Tema: Guardando-se dos falsos mestres


TEXTO PRINCIPAL
“Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!” (Fp 3.2)

RESUMO DA LIÇÃO
Os falsos mestres, com a sedução das heresias, podem trazer enorme destruição a indivíduos, famílias e igrejas, mas a sã doutrina produz vida em abundância.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA – Gl 5.9 Um pouco de fermento leveda toda a massa
TERÇA – Tt 1.11 É preciso fazê-los calar
QUARTA – 2 Pe 2.17 Fontes sem água
QUINTA – Tg 3.1 Deus julgará os mestres com maior rigor
SEXTA – 1 Tm 6.3-5 Soberbo e nada sabe
SÁBADO – Dn 12.3 Os verdadeiros mestres brilharão

OBJETIVOS
ENSINAR os jovens a discernir falsas doutrinas e priorizarem o conhecimento de Cristo.
MOSTRAR que os maus obreiros sempre aparecem, principalmente quando a obra de Deus prospera;
ANUNCIAR que se deve ter precaução com os maus obreiros, pois são especialistas em seduzir com suas falsas doutrinas.

INTERAÇÃO
Professor, esta lição é um convite a refletir sobre um tema de grande relevância para a Igreja de Cristo: a necessidade de permanecer firme na verdade do evangelho em meio à influência de falsos ensinos e falsos obreiros. Ao escrever aos filipenses, o apóstolo Paulo demonstra profundo amor pela igreja ao advertir os irmãos sobre aqueles que, aparentando piedade, distorciam a mensagem da salvação. Ao ministrar esta aula, procure enfatizar que o objetivo do apóstolo não era gerar medo ou desconfiança generalizada, mas despertar discernimento espiritual para que os crentes permanecessem firmados na Palavra de Deus. Vivemos em uma geração marcada pelo relativismo, pela superficialidade da vida espiritual e pela multiplicação de mensagens que procuram adaptar o evangelho aos desejos humanos. Por isso, mais do que nunca, os jovens precisam desenvolver intimidade com as Escrituras, aprender a examinar os ensinos que recebem e fortalecer sua comunhão com Deus para que possam identificar aquilo que não procede do Senhor. Esta aula despertará nos jovens o amor pela sã doutrina, o compromisso com a verdade bíblica e o discernimento necessário para permanecerem fiéis a Cristo nesses tempos trabalhosos.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), a fim de que seus alunos compreendam a importância do discernimento espiritual, da fidelidade à Palavra de Deus e da vigilância diante dos falsos ensinos que ameaçam a fé, é importante que eles reconheçam como é vital o relacionamento com Deus e a comunhão com o Senhor para que possam se proteger contra o engano. Os falsos ensinos não são um problema exclusivo da atualidade, e é por isso que Paulo alerta os filipenses sobre a necessidade de vigilância e discernimento, pois existem ensinos que parecem corretos, mas usam linguagem cristã e versículos bíblicos, mas não representam a verdade do Evangelho. Leve os seus alunos a refletirem sobre as seguintes questões:
– Tenho o hábito de conferir tudo o que ouço à luz da Bíblia?
– Minha fé está fundamentada em experiências ou na Palavra de Deus?
– Tenho buscado crescimento espiritual através da oração e do estudo bíblico?
– Consigo identificar quando uma mensagem contraria os princípios das Escrituras?

TEXTO BÍBLICO

Filipenses 3:1-11
1 Resta, irmãos meus, que vos regozijeis no Senhor. Não me aborreço de escrever-vos as mesmas coisas, e é segurança para vós.
2 Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão!
3 Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Jesus Cristo, e não confiamos na carne.
4 Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu:
5 circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu,
6 segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível.
7 Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo.
8 E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo
9 e seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus, pela fé;
10 para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme a sua morte;
11 para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos.

INTRODUÇÃO
Ao longo da Epístola aos Filipenses, o apóstolo Paulo menciona, em diferentes momentos, a existência de obreiros que não eram sinceros: os maus obreiros. Logo no início da carta, ele relata que alguns pregavam a Cristo “por inveja e porfia”, tentando aumentar ainda mais o sofrimento do apóstolo durante sua prisão (Fp 1.15-17). Ou seja, havia pessoas que, mesmo anunciando o Evangelho, tinham motivações incorretas. Agora, novamente, Paulo traz uma nova nuance sobre obreiros que não eram sinceros diante de Deus; falavam provavelmente em Filipos. Esse será o enfoque desta lição.

I – MAUS OBREIROS: UMA REALIDADE INQUESTIONÁVEL
Paulo, quando escreve a Timóteo, diz que em uma grande casa não há vazios somente para honra, mas também vasos para desonra (2 Tm 2.20), denotando que numa agremiação eclesiástica dificilmente não florescerão os maus obreiros. Assim, não se pode fugir da verdade inquestionável de que os maus obreiros sempre estarão presentes, em maior ou menor número, aqui ou acolá. Observe-se que os maus obreiros são indivíduos que, deliberada, consciente e dolosamente enganam, mentem, manipulam, amam as coisas e usam as pessoas, são avarentos, egoístas, egocêntricos, que têm a aparência de piedade (2 Tm 3.5), mas “usam disfarce”, atuando como atores na vida, os quais podem ser achados até o sal e o qual em qualquer denominação.

1- No Antigo Testamento. 
Desde o início da obra ministerial, logo após Deus entregar a lei no monte Sinai, que o surgimento de maus obreiros se tornou uma realidade inegável. Vale lembrar dos sobrinhos de Moisés, Nadabe e Abiú, os quais levaram fogo estranho perante o altar do Senhor e foram consumidos instantaneamente (Lv 10.1,2). Ao longo da história dos juízes de Israel, inúmeros foram os sacerdotes que fizeram o que era mau diante do Senhor, realçando, como exemplos, os corruptos filhos do sacerdote Eli (1 Sm 2.12-17, 22-25), bem como os filhos do abençoado profeta Samuel (1 Sm 8.3). Isso mostra que, desde o início, a fidelidade a Deus sempre foi um desafio dentro da própria liderança espiritual.

2- No Ministério de Jesus. 
No Ministério de Jesus, igualmente, inúmeros maus obreiros se levantaram, e Ele mesmo advertiu: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Os sacerdotes, por exemplo, contemporâneos ao tempo da encarnação do Verbo, Anás e Caifás, bem como os abundantes escribas e fariseus, aos quais Jesus classificou como sepulcros caiados, raça de víboras etc., semelhantemente, ajudam a formar um rol pouco recomendável.
Não se pode esquecer, como maior estrela decaída desta lista, o filho da perdição, o qual se constituía num dos discípulos mais honrados do Salvador, o tesoureiro Judas Iscariotes, cujo fracasso ministerial estava profetizado séculos antes.

3- No Novo Testamento. 
Na Igreja Primitiva, no primeiro século, por todos os rincones em que o Evangelho floresceu, inúmeros foram os maus obreiros que causaram mal ao apóstolo Paulo como Alexandre, o latoeiro (2 Tm 4.14-17)? Demais, que amou o presente século (2 Tm 4.9,10), dentre muitos outros. Inquestionavelmente, assim, ressalta de maneira palmar, que a profecia do apóstolo Paulo aos obreiros em Éfeso, de que “dentre vós mesmos, se levantarão homens que falarão coisas perversas, para atraírem os discípulos”, lobos vorazes, que não pouparam o rebanho (At 20.29,30), restou plenamente cumprida. No mesmo sentido, Paulo escrevendo a Timóteo menciona que, nos últimos tempos, muitos crentes dariam ouvidos a espíritos enganadores e a doutrina de demônios, amontoando para si mestres segundo as suas próprias concupiscências. Não é isso, porventura, o que vem ocorrendo na sociedade dos dias atuais?

SUBSÍDIO 1
Professor(a), explique aos alunos que “obreiros do mal tinham se infiltrado no seio da igreja, aproveitando a ausência física do apóstolo Paulo. Eram obreiros que falsificavam a doutrina genuína e lançavam ideias judaizantes, seduzindo e desviando da verdade. Paulo ergue sua voz de alerta, provando que ele mesmo, muito mais que outros, confiava” no judaísmo com suas leis, ritos e dogmas. Entendiam estar servindo a Deus confiados apenas na carne (Fp 3.4). Isto é, em procedimentos humanos. Mas, ao encontrar a Cristo, entendeu que esse fundamento do judaísmo era nulo e que toda vantagem pessoal que tivera no judaísmo lhe dava agora a oportunidade de descobrir que a “justiça que é de Deus é pela fé” (Rm 1.17; Fp 3.9). CABRAL, Elienai. Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, pp. 92-93).

II – INIMIGOS DO EVANGELHO
Paulo, observando o cenário e a consequência do trabalho dos maus obreiros nos seus dias, analisava o alto grau de reprovabilidade que esses “missionários da primeira hora” alcançaram. Certamente tiveram grandes oportunidades de mudarem o rumo de suas vidas, porém foram insensíveis à voz do Espírito Santo e enveredaram, com isso, por um caminho tortuoso, vergonhoso, que os levou à perdição eterna.

1- Guardai-vos dos cães. 
Os cães, como catadores de lixo, eram normalmente detestados pela sociedade greco-romana e considerados impuros pelos judeus que, por vezes, designavam o termo para os gentios. Assim, Paulo reverte a crítica dos judaizantes, denominando esses falsos mestres (judaizantes), que queriam tornar “puros” os cristãos gentios, chamando-os de “cães” (impuros). É preciso lembrar, também, de que Apocalipse 22.15 diz que os cães ficarão de fora da cidade celestial, fazendo alusão às pessoas que não fazem distinção entre o certo e o errado, as quais podem ser assemelhadas aos relativistas dos nossos dias, que, sendo reputados por mestres, possuem potencial para causar danos ao rebanho.

2- Guardai-vos dos maus obreiros. 
O segundo aspecto que Paulo abordava desses mestres que perturbavam o trabalho diz respeito a eles serem “praticantes do mal”, tentando impor que os gentios se submetessem à Torá. Eles não realizavam a justiça de Deus, mas eram instrumentos do mal, pois pervertiam o caminho do Senhor. Na versão NVI das Escrituras, a frase “guardai-vos dos maus obreiros” aparece traduzida por “cuidado com os que praticam o mal”, denotando que esses cães, os quais perturbavam os gentios convertidos, empreendiam obra maligna. Eles eram maus obreiros porque faziam maldades.

3- Guardai-vos da circuncisão. 
Por fim, de maneira estratégica, Paulo exorta que os filipenses se guardassem da “mutilação”, uma referência irônica à circuncisão dos gentios, haja vista que usa aqui o vocábulo grego katatomé, que significa “cortar em pedaços, mutilação”, e não a expressão peritomé que se traduz por “cortar ao redor, circuncisão”. Esse malabarismo linguístico realiza-se quando, logo após, Paulo diz “porque a circuncisão somos nós”.
Portanto, Paulo deseja transmitir a ideia de que esses maus obreiros eram como cães impuros, que praticavam o mal ao mutilarem a fé das pessoas, a pretexto de as circuncidarem, quando, na verdade, “nós” que servimos a Deus no Espírito, nos gloriamos em Jesus Cristo e não confiamos na carne, é que “somos a circuncisão” (v. 3). O contraponto foi perfeito, e os filipenses certamente entenderam muito bem.

PENSE!
Por que Deus, por vezes, permite que surjam maus obreiros?

PONTO IMPORTANTE!
O surgimento de maus obreiros, de fato, constitui-se numa grande incógnita. Até Jesus teve que suportar Judas Iscariotes.

SUBSÍDIO 2
Indiscutivelmente, Paulo experimentou a maior tristeza no seu ministério por causa daqueles que distorceram a verdadeira mensagem de Cristo e aqueles que, consequentemente, comprometeram ou abandonaram a sua fé. Seu amor por Cristo, pela igreja e pela verdadeira mensagem de salvação espiritual através da fé em Cristo era tão forte que o levou a se opor apaixonadamente àqueles que procuravam perverter a verdade. Ele descreveu os que instigavam o engano como ‘cães’ e maus obreiros (veja 1.17, nota; Gl 1.9, nota; cf. Mt 23) devido à gravidade do erro dos mesmos e dos resultados destrutivos e devoradores que provocavam. ‘Mutiladores da carne’ é a expressão original que Paulo usa para o rito da circuncisão ensinado pelos judaizantes (veja Gl 2.4, nota), que alegavam que o sinal da circuncisão praticado no Antigo Testamento (listo é, o corte do prepúcio) era necessário para a salvação (veja Gl 2.12, nota). Estes falsos ensinadores tinham distorcido de tal forma o significado e o propósito do antigo sinal da aliança da circuncisão que a prática havia se tornado nada mais do que um corte inútil no corpo (v. 3). Paulo afirma que a verdadeira circuncisão é resultado da obra do Espírito Santo no coração de uma pessoa quando o pecado e o mal são cortados (v. 3; veja Rm 2.29, nota; cf. Rm 2.25-29; Cl 2.11).
Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p. 2202)

III – O PERIGO DAS FALSAS DOUTRINAS
O versículo “um pouco de fermento leveda toda a massa” (Gl 5.9) dá o tom do perigo das falsas doutrinas, ou seja, não se faz necessário que existam elementos heréticos abundantes para ocorrerem sérios prejuízos no Corpo de Cristo. Assim, todo o cuidado é pouco ao tratar com os falsos mestres, os quais têm, em regra, personalidade cativante, como a da serpente do Éden, e suas mensagens possuem a mesma natureza daquela que fez pecar os pais da humanidade: Deus disse “Não comerás”; mas não é bem assim, fazendo ruir a gloriosa harmonia espiritual e material existente.

1- As falsas doutrinas agradam. 
Paulo, em 2 Timóteo 4.3, fala sobre o perigo das falsas doutrinas, notadamente nos últimos tempos, pois os homens “amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências”, isto é, os falsos mestres serão admitidos de acordo com a “docilidade” de suas ideias doutrinárias, as quais devem “encantar o cliente”.
Dessa forma, em regra, na afã de conquistar adeptos, os falsos mestres amaciam o “negar-se a si mesmo e tomar sua cruz”, e acrescentam a ideia de que “você é o ponto fraco de Deus”, trazendo elementos psicológicos de autoajuda, e arrematam garantindo um bem-estar sem precedentes, o pacote completo do autoengano.

2- As falsas doutrinas seduzem. 
A sedução dos falsos ensinos apoia-se em dois elementos básicos: carisma (não caráter) dos seus propagadores (são experts na arte da enganação, como Satanás), como diziam os antigos pastores: “vêm com sapatinhos de lã”, sem fazer barulho, e suas mensagens apresentam, — isso é o mais decisivo —, vantagens, mas irreais promessas, tais como a que Satanás fez a Eva: “e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5); ou mesmo quando tentou a Jesus dizendo: “Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares” (Mt 4.9). Uma fórmula maligna que tem logrado sucesso por milênios! Como dito: todo cuidado é pouco.

3- As falsas doutrinas destroem impiedosamente. 
Paulo, ao falar sobre as consequências dos ensinos dos falsos mestres, menciona que “transformam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância” (Tt 1.10,11). O vocábulo grego traduzido, nessa passagem, por transformam, é anatrepô, que também pode significar perverter (ARA, NAA), derrubar, arruinar (NVI), destruir (VFL), subverter, esclarecendo o alcance do que uma falsa doutrina pode causar em casas inteiras, ou seja, não prejudica somente uma pessoa, mas produz uma enxurrada com potencial de destruir toda a família.

SUBSÍDIO 2
Professor(a), diga aos alunos que sempre foi preocupação de Jesus e dos apóstolos alertar-nos quanto aos falsos ensinadores. Os seguidores de Jesus dos dias de hoje devem estar cientes de que, dentro das igrejas, poderá haver ministros e líderes que progridem e ensinam a Palavra de Deus e sejam como os corruptos doutores da lei de Deus dos tempos de Jesus (Mt 24.11,24). Jesus adverte que nem todos os que afirmam conhecê-lo e segui-lo são verdadeiros crentes. Há escritores, missionários, pastores, evangelistas, professores, músicos e líderes de algumas igrejas e obreiros ‘cristãos’ que não são realmente o que dizem ou aparentam ser.
Estes impostores adquirem influência na igreja de duas maneiras. (a) Alguns falsos mestres/pregadores começam o seu ministério com motivos sinceros e dedicados à verdade espiritual, à pureza moral e à genuína fé em Cristo. Então, por causa do orgulho (muitas vezes devido à insegurança, ao desejo de aceitação ou de caminhar para o sucesso) e de seus próprios desejos imorais, perdem gradualmente o seu amor e compromisso com Cristo. No final, a sua devoção morre, e eles perdem o lugar que teriam no reino de Deus (tCo 6.9-10; Gl 5.19-21; Ef 5.5-6). Consequentemente, eles se tornam instrumentos de Satanás, ao mesmo tempo em que se disfarçam como ministros da verdade (ver 2Co 11.15). (b) Outros falsos mestres/pregadores nunca foram genuínos seguidores de Cristo. Satanás plantou-os dentro da igreja desde o início do seu ministério (Mt 13.24-28.36-43), usando suas habilidades e personalidades carismáticas para influenciar as pessoas e promover seu ‘sucesso’. A estratégia do diabo é colocá-los em posições de influência para que possam prejudicar a obra genuína de Cristo. Satanás sabe que quando esses líderes desonestos estão em evidência, mais danos serão feitos à mensagem e à reputação da igreja, e o nome de Cristo será colocado em uma condição de vergonha patente’. Bíblia de Estudo Pentecostal. Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p. 1737

CONCLUSÃO
Hoje, em dias de relativismo e ecumenismo, muitos cristãos têm dado as mãos a falsos mestres, que proliferam ensinos heréticos. Todavia, a Bíblia sempre advertiu a manter distância dos tais. O apóstolo Paulo (Tt 1.10,11) e o apóstolo João (2 Jo 1.10), por exemplo, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres! Que Deus ajude sua igreja a se manter livre dos engodos do Maligno.

HORA DA REVISÃO
1- Segundo a lição, o que Paulo quis dizer quando escreveu para Timóteo falando que em uma grande casa não há vasos somente para honra?
Paulo está denotando que numa agremiação eclesiástica dificilmente nos livraremos dos maus obreiros.
2- Segundo a lição, qual o conceito que os cães tinham nas culturas greco-romana e judaica?
Os cães, como catadores de lixo, eram normalmente detestados pela sociedade greco-romana e considerados impuros pelos judeus.
3- Por que os maus obreiros eram instrumentos do mal?
Eles não realizavam a justiça de Deus, mas eram instrumentos do mal, pois pervertiam o caminho do Senhor.
4- No afã de conquistar adeptos, o que fazem os falsos mestres?
Amaciam o “negar-se a si mesmo e tomar sua cruz”, e acrescentam a ideia de que “você é o ponto fraco de Deus”, trazendo elementos psicológicos de autoajuda, e arrematam garantindo um bem-estar sem precedentes, o pacote completo do autoengano.
5- Quais os dois apóstolos, citados na lição, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres?
O apóstolo Paulo (Tt 1.10,11) e o apóstolo João (2 Jo 1.10) por exemplo, ensinavam “tolerância zero” com os falsos mestres.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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terça-feira, 27 de outubro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 5 / 4º Trim 2026


AULA EM 1º DE NOVEMBRO 2026 - LIÇÃO 5
(Revista Editora CPAD)

Tema: Exemplo de servos fiéis: Timóteo e Epafrodito


TEXTO PRINCIPAL
“Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.” (Fp 2.22).

RESUMO DA LIÇÃO
Sempre quando Deus quer fazer algo significativo, Ele chama pessoas e forma uma equipe, e isso porque o Reino de Deus funciona de maneira plural.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — Jo 11.8,16 Jesus inspirou o companheirismo
TERÇA — Jo 13.1 Jesus, o companheiro fiel
QUARTA — 2Rs 3.11 Eliseu, o companheiro leal
QUINTA — Êx 33.11 Josué, o servidor de Moisés
SEXTA — 2Tm 4.11 Marcos, o companheiro reabilitado
SÁBADO — Ap 1.9 Irmão e companheiro na aflição

OBJETIVOS
REFLETIR sobre o discipulado e a importância de modelos cristãos na juventude;
ABORDAR a importância do trabalho em equipe na vida cristã;
ESTUDAR as características de Timóteo e Epafrodito como padrões cristãos para os nossos dias.

INTERAÇÃO
Professor(a), esta lição apresenta dois importantes exemplos de servos que marcaram a história da igreja: Timóteo e Epafrodito. Ao destacar a vida desses cooperadores, o apóstolo Paulo nos ensina que o crescimento da obra de Deus não acontece por meio de esforços isolados, mas por meio de relacionamentos saudáveis, serviço mútuo e trabalho em equipe. Vivemos em uma época que valoriza o individualismo e a autopromoção, mas o Evangelho nos chama para uma realidade diferente: servir, cooperar e caminhar ao lado de outros irmãos na construção do Reino de Deus. Timóteo e Epafrodito não buscaram reconhecimento pessoal; eles escolheram ser úteis, fiéis e comprometidos com a missão que receberam, mostrando que a verdadeira liderança cristã não é medida pela posição que ocupamos, mas pela disposição de servir, cuidar das pessoas e contribuir para o crescimento da igreja. Que esta lição desperte nos jovens o desejo de desenvolver relacionamentos cristãos maduros, aprender a trabalhar em equipe e colocar seus dons a serviço do Reino de Deus.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), sugerimos que você promova uma atividade que leve seus alunos a compreenderem a importância dos relacionamentos saudáveis, do trabalho em equipe e da liderança servidora na obra de Deus, tomando como exemplo Timóteo e Epafrodito. Para introduzir a aula, faça as seguintes perguntas:
• Você conseguiria construir uma casa sozinho(a)?
• É possível alcançar a vitória sozinho em um esporte coletivo?
• Você conseguiria exercer todos os ministérios da igreja sozinho(a)?
Após ouvir as respostas, explique que Deus nunca planejou que seus servos trabalhassem isoladamente. Desde os discípulos de Jesus até os cooperadores de Paulo, o trabalho em equipe sempre foi essencial para o avanço do Reino. Em seguida, construa no quadro uma tabela semelhante à seguinte, e peça aos alunos que completem-na durante a explicação da lição, identificando as qualidades de cada personagem.
TIMÓTEO: • Filho na fé de Paulo • Fiel e dedicado • Cuidava das igrejas • Exemplo de serviço
EPAFRODITO: • Cooperador da igreja de Filipos • Corajoso e sacrificial • Levava auxílio ao apóstolo • Exemplo de compromisso

TEXTO BÍBLICO

Filipenses 2.19-30.
19 — E espero, no Senhor Jesus, que em breve vos mandarei Timóteo, para que também eu esteja de bom ânimo, sabendo dos vossos negócios.
20 — Porque a ninguém tenho de igual sentimento, que sinceramente cuide do vosso estado;
21 — porque todos buscam o que é seu e não o que é de Cristo Jesus.
22 — Mas bem sabeis qual a sua experiência, e que serviu comigo no evangelho, como filho ao pai.
23 — De sorte que espero enviá-lo a vós logo que tenha provido a meus negócios.
24 — Mas confio no Senhor que também eu mesmo, em breve, irei ter convosco.
25 — Julguei, contudo, necessário mandar-vos Epafrodito, meu irmão, e cooperador, e companheiro nos combates, e vosso enviado para prover às minhas necessidades;
26 — porquanto tinha muitas saudades de vós todos e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente.
27 — E, de fato, esteve doente e quase à morte, mas Deus se apiedou dele e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza.
28 — Por isso, vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza.
29 — Recebei-o, pois, no Senhor, com todo o gozo, e tende-o em honra:
30 — porque, pela obra de Cristo, chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida, para suprir para comigo a falta do vosso serviço.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Jesus, o maior líder de todos os tempos, formou uma equipe de discípulos e, por meio deles, transformou profundamente a história da humanidade. Esse padrão se repete nas Escrituras, onde observamos que, quando Deus quer realizar algo significativo, Ele trabalha em conjunto com pessoas. Desde o Éden, Deus sempre se relaciona com o ser humano dentro de um contexto de comunhão e parceria. Da mesma forma, Paulo de Tarso desenvolveu seu ministério cercado de cooperadores fiéis com os quais cuidou da igreja, fortaleceu comunidades e levou o Evangelho a lugares nunca alcançados, inclusive a ambientes de grande influência, como o palácio imperial. Entre esses cooperadores, destacam-se Timóteo e Epafrodito, personagens centrais desta lição.

I. A IMPORTÂNCIA DO TRABALHO EM EQUIPE

1. Conexão. 
A base de qualquer relacionamento saudável, seja na vida social ou no ministério, é a conexão. Ela acontece quando duas ou mais pessoas estabelecem um vínculo e passam a caminhar juntas em algum nível de relacionamento. Essas relações, chamadas de interpessoais, formam pontes entre pessoas, grupos e comunidades, permitindo interação, cooperação e crescimento mútuo.
Além disso, existe também a dimensão intrapessoal da conexão, que consiste na capacidade de lidar bem consigo mesmo, seus próprios sentimentos e emoções. Para desenvolver uma vida interior saudável, é necessário crescimento em áreas como autoconhecimento, autocontrole e automotivação. Somente quem desenvolve saúde emocional e espiritual dentro de si está preparado para influenciar e cuidar de outras pessoas.

2. A importância da conexão. 
Perguntaram, certa vez, a um teólogo: “Onde está Deus?”. “E ele, prontamente, respondeu: “Deus está nos relacionamentos”. De fato, as conexões interpessoais, intrapessoais e também com o Senhor encerram os dois mandamentos que sintetizam toda a Lei (Mt 22.36-40). Assim, os relacionamentos se constituem em algo bastante relevante no Reino de Deus. Eles são, na verdade, o cerne do viver cristão.

3. Paulo, o homem que se conectou. 
Para Deus usar poderosamente um homem que pudesse influenciar decisivamente na mudança da cultura de uma civilização, somente encontrando alguém que tivesse a capacidade de criar e manter relacionamentos saudáveis. No capítulo 16 de Romanos, observa-se um rol de relacionamentos íntimos do apóstolo Paulo em Roma, mas ele tinha amigos em todo o mundo, judeus e gentios (1Co 9.19-23), fracos como o escravo Onésimo (Cl 4.9) e fortes como Filemom (Fm 1.10-16), e alguns da casa de César (Fp 4.22). Por onde passava, ainda que existissem ferozes inimigos, Paulo sempre estabelecia vínculos (At 20.31-38), conexões, com as mais distintas pessoas, o que propiciou uma propagação do Evangelho muito mais eficiente.
Em nossos dias, isso pode ser entendido como a importância de criar conexões saudáveis e intencionais, algo que envolve relacionamento, cuidado e influência positiva. Modernamente, poderíamos associar essa habilidade paulina ao conceito de networking, isto é, a construção consciente de uma rede de relacionamentos. Foi assim que Paulo se aproximou de dois colaboradores importantes: Timóteo e Epafrodito, que foram fundamentais na obra de Deus.

II. TIMÓTEO
Paulo elogiou os dois líderes aqui estudados. O Senhor Jesus, igualmente, sempre exaltou as qualidades das pessoas, como se observa nos encontros do Senhor com a mulher siro-fenícia, com o centurião romano (Lc 7), com o cego de nascença (Jo 9), dentre outros. Aliás, Jesus, às vezes, até parecia exagerar no elogio. Inequivocamente, ao incutir expectativas positivas sobre as atividades dos outros, os ouvintes receberão força extra para seguir adiante e vencer os obstáculos.

1. Paulo amava Timóteo. 
Ele o tinha como um filho na fé (1Tm 1.2), alguém que superou todas as suas expectativas e, humildemente, submeteu-se à sua liderança. Timóteo sempre estava disponível para ouvi-lo e atendê-lo (2Tm 4.9,21). Era um guerreiro, fiel, amoroso (1Co 4.17), e sobretudo mantinha profunda intimidade com Deus, seguindo as orientações do apóstolo, além de um homem de boa reputação (At 16.2) e dedicado à mensagem de Cristo (Fp 2.22; Rm 16.21). Como resultado disso tudo, Paulo se afeiçoou a Timóteo, atestando que ele era o seu melhor amigo (2Tm 1.2-4). Deus faz assim. Sempre nos entrega alguém para vivermos profunda comunhão, com integridade, e também somos para essa pessoa o bálsamo que ela precisa para as lutas da vida.

2. Cuidado verdadeiro pelas pessoas. 
Todo aquele que ama, necessariamente, cuida. Paulo, em Atos 20.28, recomenda que os obreiros apascentem (gr. poimainō, que significa cuidar como um pastor, alimentar um rebanho) a igreja de Deus. Uma das características de um obreiro aprovado, portanto, é que ele cuide das pessoas como se fossem ovelhas indefesas.
Timóteo era assim, obreiro aprovado, alguém que cuidava bem do rebanho do Senhor. Paulo reconhece isso para os filipenses em relação a Timóteo: ele se preocupava sinceramente com o bem-estar dos irmãos daquela igreja (Fp 2.20). Por isso, o chamado para cuidar das pessoas não é opcional, mas parte essencial do ministério cristão. Muitas ovelhas estão indo para outros campos por faltar um pastor que as guie a um lugar seguro e aprazível.

3. Servir antes de liderar. 
Timóteo, embora fosse líder, também era descrito como alguém que servia com humildade, demonstrando uma liderança baseada no serviço. Ele não usava o ministério para benefício próprio, mas servia ao ministério com dedicação.
Além disso, Timóteo mantinha uma relação de respeito e submissão a Paulo, como um filho com seu pai (Fp 2.22), deixando um exemplo de que liderança no Reino de Deus não é sobre posição, mas sobre serviço. Ele aprendeu a obedecer, servir e permanecer fiel mesmo em dificuldades.
O líder bem formado deve ser um profundo conhecedor da Bíblia, mas somente isso não é suficiente para a formação de um líder cristão, pois a liderança não acontece apenas pelo conhecimento, mas também pelo aprendizado da obediência, pela experiência de submissão, fidelidade e constância no serviço.

SUBSÍDIO II
Professor(a), diga aos alunos que “Timóteo era um bom exemplo de como um ministro e missionário piedoso deve ser. Ele era um estudante apaixonado e obediente à Palavra de Deus (2Tm 3.15), um servo digno de Cristo (1Ts 3.2), um homem de boa reputação (At 16.2), amado e fiel (1Co 4.17), genuinamente preocupado com os outros (v.20), confiável (2Tm 4.9,21) e dedicado a Paulo (seu mentor) e à mensagem de Cristo (v.22; Rm 16.21)”. Infelizmente “há ministros que não pregam, ensinam, administram, pastoreiam ou escrevem a partir de uma preocupação genuína com o avanço da mensagem de Cristo, mas o fazem buscando os seus próprios interesses, glória, prestígio e ambição egoísta. Em vez de trabalhar para agradar ao Senhor Jesus, eles tentam, em vez disso, agradar as pessoas e ganhar o favor delas (vv.20,21; 1.15; 2Tm 4.10,16). Esses ministros não são verdadeiros servos do Senhor”. (Bíblia de Estudo Pentecostal Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.2201,2202).

III. EPAFRODITO

1. Irmão e cooperador. 
Paulo elogia Epafrodito dizendo que ele sempre esteve ao seu lado e que o ajudava na realização da obra de Deus. Essas duas características — ser irmão e cooperador — identificadas nesse homem o levavam a um patamar de excelência na obra do ministério, porque, como se sabe, o maior problema na obra de Deus não se encontra no trabalho em si, mas em atitudes de alguns que podem prejudicar a unidade e o serviço.
Ser irmão e companheiro traduz-se com condutas de solidariedade, amizade, empatia, altruísmo, cumplicidade, submissão, paz, amor, paciência, bondade, tolerância... Epafrodito reunia em si essas qualidades, que faziam dele um apoio diferencial no trabalho realizado pelo apóstolo dos gentios.

2. Companheiro nos combates. 
Paulo, ainda, declara que Epafrodito era alguém corajoso, que não fugia de uma luta, não recuava diante das dificuldades. Muitas vezes encontramos indivíduos que se aproximam quando tudo está bem, quando não há perseguição, os comentários são os melhores possíveis e os conflitos estão distantes. Mas Epafrodito estava disposto a seguir na vanguarda da batalha juntamente com o apóstolo Paulo. Ele, como Josué, demonstrava coragem e compromisso e não recuava diante dos desafios, não fugia de um combate de fé.
Aliás, Paulo acentua que, ao longo da sua trajetória, ele sempre “combateu o bom combate” e nisso, felizmente, Epafrodito estava com ele, para ajudá-lo, como fizeram Arão e Hur em relação a Moisés, durante uma batalha (Êx 17.12). Deus precisa de pessoas assim. Como nós agimos diante de um combate contra a Igreja de Cristo? Nossas redes sociais servem para difundir o conflito ou para glorificar o nome do Senhor?

3. Tende-o em honra. 
Anteriormente à afirmação de que Epafrodito deveria ser honrado, Paulo revela uma confidência do amigo: “estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente” (Fp 2.26). Que grande homem era Epafrodito, que preferia sofrer calado a preocupar a igreja em Filipos! Aliás, quando imaginou que isso pudesse estar acontecendo, dirigiu-se ao apóstolo Paulo, muito angustiado, sentindo a dor daqueles a quem tanto amava.
A um homem como esse, merecidamente, Paulo recomenda a honra. Na verdade, de fato, tal circunstância vislumbra-se na vida de todo aquele que se submete à vontade de Deus e ama o rebanho do Senhor verdadeiramente: Deus o colocará em lugar de destaque, honrando-o, ainda que seja por um tempo determinado, pois a ministério cristão não se apresenta estático. Sempre haverá novos montes a serem conquistados, novos desafios e novas etapas, como aconteceu com Calebe, que perseverou e foi honrado por sua fidelidade (Js 14.6-15). Afinal, depois de uma grande batalha, há sempre uma grande vitória.

SUBSÍDIO III
Professor(a), “mencionado apenas em Filipenses, Epafrodito foi um mensageiro daquela igreja que levou um presente para Paulo e serviu às suas necessidades em favor deles (Fp 4.18). As palavras de Paulo sobre Epafrodito refletem um relacionamento pessoal profundo e uma associação íntima na obra do evangelho (cf. 2.30). Para Paulo, Epafrodito era um irmão, um colega de trabalho e um soldado (2.25). Enquanto servia a Paulo, adoeceu e esteve à beira da morte: essa notícia preocupante chegou à igreja em Filipos, o que foi angustiante para Epafrodito e deixou Paulo ansioso para enviá-lo para lá (2.26-30)”. (Dicionário Bíblico Baker. Rio de Janeiro: CPAD, 2023, p.173).

CONCLUSÃO
Trabalhar com pessoas no ministério exige esforço, maturidade e equilíbrio, pois cada indivíduo possui características próprias. Ainda assim, é necessário agir em harmonia, como engrenagens de uma grande máquina. Diante disso, talvez, o maior desafio de um líder seja realizar, por meio de outros, o que ele não conseguirá fazer sozinho. A isso chamamos de gestão de pessoas, o ponto central da liderança: fazer com que as pessoas juntas, em harmonia, desenvolvam todo o seu potencial. Paulo conseguiu isso em seu ministério, contando com Timóteo e Epafrodito como colaboradores essenciais para o avanço do Evangelho.

ESTANTE DO PROFESSOR
Livro. BARRETO, Anderson. Ensinando com Excelência na Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 2023.

HORA DA REVISÃO
1. Cite o nome de dois amigos que ajudaram Paulo na Igreja de Filipos.
Timóteo e Epafrodito.
2. Qual é uma das características de um obreiro aprovado, citada na lição?
Uma das características de um obreiro aprovado é que ele cuide das pessoas como se fossem ovelhas indefesas.
3. De acordo com a lição, além do conhecimento, o que mais é necessário para a formação de um líder cristão?
A liderança não acontece apenas pelo conhecimento, mas também pelo aprendizado da obediência, pela experiência de submissão, fidelidade e constância no serviço.
4. Quais elogios Paulo fez a Epafrodito?
Irmão, cooperador e companheiro nos combates.
5. Segundo a lição, qual o ponto central da liderança?
A gestão de pessoas, fazer com que as pessoas juntas, em harmonia, desenvolvam todo o seu potencial.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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domingo, 18 de outubro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 4 / 4º Trim 2026


AULA EM 25 DE OUTUBRO 2026 - LIÇÃO 4
(Revista Editora CPAD)

Tema: Brilhe a luz de Cristo em meio à geração corrompida


TEXTO PRINCIPAL
“para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo.” (Fp 2.15).

RESUMO DA LIÇÃO
Quem conhece a Deus anda com Ele, fala com Ele e, por meio de suas obras, resplandece a glória de Cristo diante dos homens.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — Mt 5.16 Brilhe vossa luz
TERÇA — Et 3.8 Um povo diferente
QUARTA — Tt 2.14 Um povo especial
QUINTA — Ef 4.1 Um povo que deve viver dignamente
SEXTA — 2Co 3.18 Refletindo a glória do Senhor
SÁBADO — Êx 34.29,30 Quem vê Deus, o rosto brilha

OBJETIVOS
INCENTIVAR os jovens a viverem com temor, responsabilidade e testemunho público;
MOSTRAR ser possível fazer a diferença como cristão no meio da corrupção do mundo;
INCENTIVAR os jovens a serem fiéis até o fim.

INTERAÇÃO
Prezado(a) professor(a), a lição desta semana nos leva a refletir a respeito do testemunho cristão em meio a uma geração corrompida e distante de Deus, marcada pela superficialidade e pela busca constante de satisfação pessoal imediata. O apóstolo Paulo ensina aos filipenses que a vida cristã não deve ser superficial ou vivida apenas na teoria, mas marcada por obediência, santidade, perseverança e alegria verdadeira no Espírito Santo. Ao ministrar esta aula, procure mostrar aos jovens que refletir a luz de Cristo significa viver de maneira diferente do padrão deste mundo. Paulo exorta os crentes a “operarem a salvação com temor e tremor”, demonstrando que a caminhada cristã exige compromisso diário, dependência de Deus e disposição para obedecer, tanto na presença quanto na ausência dos nossos líderes espirituais. Busque incentivar os jovens a compreenderem que Deus deseja fazê-los brilhar onde estiverem: na escola, faculdade, trabalho, igreja e redes sociais. Que esta aula fortaleça os alunos a viverem uma fé autêntica, perseverante e cheia da alegria do Espírito Santo, aguardando fielmente o glorioso Dia de Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), sugerimos que você promova uma dinâmica com seus alunos a fim de levá-los a compreender que a vida cristã deve refletir diariamente a luz de Cristo por meio da obediência, santidade, perseverança e alegria espiritual. Promova uma discussão com a turma a partir da seguinte pergunta: “O que mais apaga o brilho espiritual de uma pessoa hoje?”. A partir das respostas dos alunos, monte uma tabela conforme sugestão abaixo e explique que Paulo exorta os filipenses a serem “astros no mundo”, refletindo a Luz de Cristo por meio de uma vida santa e obediente. Então complete a tabela com atitudes que condizem com isso e converse com os alunos sobre quais dessas atitudes precisam ser fortalecidas em suas vidas.


TEXTO BÍBLICO

Filipenses 2.12-18.
12 — De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor;
13 — porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.
14 — Fazei todas as coisas sem murmurações nem contendas;
15 — para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;
16 — retendo a palavra da vida, para que, no Dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão.
17 — E, ainda que seja oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé, folgo e me regozijo com todos vós.
18 — E vós também regozijai-vos e alegrai-vos comigo por isto mesmo.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
Depois de demonstrar seu amor pelos filipenses e explicar como sua prisão contribuiu para o avanço do Evangelho, Paulo continua desenvolvendo um tema essencial: como viver uma vida cristã autêntica. No capítulo 2 da Epístola, após apresentar o exemplo supremo de Cristo, a partir do versículo 12 o apóstolo direciona o foco para a prática, sobre como refletir a luz de Cristo por meio da nossa vida diariamente.

I. A OBEDIÊNCIA DOS FILIPENSES

1. Operar a salvação com temor e tremor. 
Ao analisar o ato de obediência dos filipenses, na presença e na ausência, Paulo usa a frase “operai a vossa salvação com temor e tremor” (v.12). Essa expressão mostra que a vida cristã devia ser vivida com reverência e seriedade diante de Deus, não apenas quando Paulo estava junto deles. Aqui, a ideia não é que a salvação seja algo estático, mas algo que precisa ser vivido e amadurecido diariamente.
Em paralelo com Romanos 8.1, aprendemos que “nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”, porém, no mesmo capítulo, vemos alertas importantes: a) quem vive segundo a carne não pode agradar a Deus (Rm 8.8), e b) se vivermos segundo ela, morreremos espiritualmente (Rm 8.13). Ou seja, a vida em Cristo precisa ser constantemente exercitada, evitando que se viva segundo a natureza humana decaída e que ela nos domine.

2. Deus é quem opera. 
Em que pese Paulo atribuir responsabilidade aos filipenses, no sentido de que operem, ou seja, desenvolvam a salvação, logo em seguida ele apresenta um bálsamo: “porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar” (v.13).
O apóstolo dos gentios estava dizendo, em outras palavras: não se preocupem, pois, no assunto salvação, Deus é o operador principal e vocês são seus cooperadores. Assim, o Espírito Santo gera o temor (desejo de santidade) no coração — que significa o “querer” — bem como dá forças para resistir às tentações e provações — o “efetuar”.
Ressalte-se, entretanto, que a obediência (realização de boas obras) não possui o condão de outorgar a salvação, pois somos salvos pela graça. As boas obras decorrentes da obediência surgem como o resultado da salvação, como está escrito: “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef 2.10).

3. Sem murmuração, nem contenda. 
Na sequência, Paulo orienta que, em todas as coisas, os filipenses vivam sem murmuração nem contenda, para que Deus se manifeste por meio deles. Sem dúvida, esses dois comportamentos já causaram muitos prejuízos ao povo de Deus, conforme se vê abundantemente nas páginas do Antigo Testamento. É importante destacar que reclamar de tudo e viver em conflito constante não contribui em nada para quem busca crescer espiritualmente.
Em Tiago 3.14,15, consta um grave alerta sobre o problema da inveja e da contenda, quando o Espírito Santo adverte que essas coisas têm origem “terrena, animal e diabólica”, contrastando com a sabedoria pura e pacífica que vem de Deus, que produz paz. Isso nos mostra que o ambiente de um cristão deve refletir a paz de Cristo, não a divisão.

II. BRILHE A LUZ DE CRISTO
A Bíblia mostra que é impossível alguém andar com Deus de forma real e profunda e, ainda assim, suas atitudes não refletirem essa comunhão. Uma vida dedicada diante de Deus inevitavelmente se manifesta diante dos homens como uma luz (Mt 5.16). Podemos lembrar também de Moisés que, depois de estar na presença de Deus, seu rosto brilhava (Êx 34.29,30). Paulo também tinha uma vida que refletia a sua comunhão com Cristo (At 16.16-18; 19.13-17); já os filhos de Ceva tentaram usar o nome de Jesus sem ter um relacionamento com Ele e foram envergonhados.

1. Irrepreensíveis e sinceros. 
Os vocábulos que o apóstolo Paulo utiliza para exortar como deve ser o comportamento dos cristãos possuem grande força: irrepreensíveis (gr. amemptos “sem culpa, que não merece censura, livre de falta ou defeito”) e sinceros (gr. akeraios “não misturado, livre de malícia, inocente”), fazendo emergir o intenso compromisso que deve ser assumido por todos aqueles que decidem andar com Deus.
Assim, para que a luz de Cristo brilhe, é necessário que as boas obras sejam constantes (desenvolvimento da salvação), evidenciando um processo contínuo de transformação, de maneira que o discípulo possa ser reconhecido como livre de falta e malícia. Como isso pode ser possível, diante de tantas fragilidades no nosso amor para com Deus, o que nos faz errar diariamente? Em primeiro lugar, porque é Deus quem opera em nós o querer e o efetuar; em segundo lugar, porque temos o auxílio do Senhor Jesus, conforme 1 João 2.1; “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo”. Ou seja, não se trata de perfeição humana ou de mérito, mas de uma vida que depende de Deus e da sua graça.

2. Geração corrompida e perversa. 
Ao falar sobre a geração do primeiro século da era cristã, o apóstolo Paulo a classificou como “corrompida e perversa” (Fp 2.15), no mesmo sentido que o próprio Jesus já a havia chamado de geração “má e adúltera” (Mt 12.39; 16.4) e “incrédula e perversa” (Mt 17.17). Sem dúvida, tanto nos idos da Igreja Primitiva, quando já foi dito que o mundo jazia no Maligno (1Jo 5.19), quanto nos dias atuais, observa-se um grande distanciamento da sociedade atual em relação ao Criador.
O desafio, portanto, de ser fiel a Deus em nossos dias, apresenta-se tão difícil ou, quiçá, até maior, do que nos tempos apostólicos, posto que o amor de muitos já esfriou e o pecado se multiplicou (Mt 24.12). Entretanto, temos um fiel amigo, o Espírito Santo, que nos conduz e orienta pela estrada da vida para que, diariamente, de glória em glória, reflitamos a imagem do Senhor (2Co 3.18).

3. Astros no mundo. 
A palavra no original para designar astros é “phoster”, que significa corpo luminoso, como as estrelas ou mesmo o sol. Assim, a Igreja de Cristo precisa ter a Luz do mundo (Jo 8.12) e, também, ser a luz do mundo (Mt 5.14). Precisamos andar na Luz, mas também trazer em nós a natureza da Luz e, assim, ser luzeiros neste mundo mau. Ser “luzeiro” neste mundo é viver de forma que a presença de Cristo seja percebida por intermédio das nossas atitudes, palavras e escolhas.

SUBSÍDIO II
Professor(a), destaque para os alunos que um dos lugares onde eles podem brilhar a luz de Cristo é no ambiente escolar e/ou universitário. Explique que é nesses locais onde a identidade cristã deve resplandecer. “O segundo símbolo rico de significado atribuído pelo Senhor aos discípulos foi a luz (14), uma das magníficas obras de Deus na criação (Gn 1.3). A luz ilumina e aquece os ambientes, e no lugar em que as suas ondas chegam as trevas se dissipam. Ela simboliza a transparência da vida cristã, testemunhada na sociedade pela conduta reta e virtuosa, vista por todas as pessoas. A verdade subjacente dessa analogia é que a postura do súdito do Reino deve ser exemplar, ainda que o contexto social e cultural caminhe na direção contrária. O jovem cristão não pode ser um ‘agente secreto’ de Cristo em sua escola, faculdade ou trabalho, escondendo sua identidade cristã.” (NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: um guia para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p.238).

III. DIA DE CRISTO
Paulo levanta os seus olhos para o futuro e fala acerca do “Dia de Cristo” (Fp 2.16), esse Dia tão mencionado em toda a Escritura, em que a morte será tragada na vitória, concitando os filipenses a serem fiéis até o fim, até aquele Dia.

1. Retendo a Palavra. 
Paulo, ao iniciar o versículo 12, utiliza, no original grego, a palavra epechō, que traduzida por “retendo”, mas pode significar também “fixar a atenção, segurar com firmeza”, deixando subentendido que os crentes devem aplicar a Palavra de Deus às suas vidas com toda a ênfase, sem distrações, com disciplina e compromisso. “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que diligentemente os observássemos” (Sl 119.4) e “escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti” (Sl 119.11), entoava Israel por muitos séculos, por inspiração do Céu.
Esse deve ser o propósito de todo cristão, a fim de que não se tenha, no Dia de Cristo, descoberto que “correu” e “trabalhou” em vão.

2. Abnegação, uma vida de entrega. 
Paulo, na sequência, declara que, mesmo sendo “oferecido por libação sobre o sacrifício e serviço da vossa fé” (v.17), estava muito feliz. Em outras palavras, Paulo está preso por causa do Evangelho, mas isso não lhe causava dissabor, tristeza, mas regozijo, bem parecido com os apóstolos de Jerusalém, que se regozijavam “de terem sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (At 5.41).
Essa abnegação do apóstolo contrasta com uma geração de alguns cristãos ávidos em reclamar da vida, rápidos em criticar, mas pouco dispostos a servir ao Reino de Deus. Paulo, porém, mesmo encarcerado, conseguia louvar a Deus de todo o coração.

3. Alegria que não depende das circunstâncias. 
No versículo 18, Paulo procura levar os filipenses ao mesmo grau de alegria, espiritualidade, desprendimento e amor pela obra de Deus que ele tinha, convidando-os a regozijarem-se e alegrarem-se no Senhor, tema inesquecível na epístola.
O martírio de Paulo, episódio que não demoraria muito a acontecer, poderia ser considerado pelos filipenses como uma grande derrota, uma tragédia, mas Paulo estava garantindo que não era assim, mas era, na verdade, parte do avanço do Evangelho.
Eles deveriam glorificar a Deus por aquela situação tão desesperadora, sob o prisma humano.
Paulo estava conduzindo os filipenses a encontrar uma alegria que ninguém poderia tirar (Jo 16.22). O apóstolo já tinha ensinado que a morte era um lucro para ele, algo preferível, porquanto assim teria admissão à presença de Cristo. Conquistar a coroa do martírio era o grande objetivo da vida de Paulo e, por tal razão, caso isso acontecesse, todos deveriam se regozijar. Paulo, de logo, já estava regozijando-se e queria que os filipenses assim também o fizessem.

SUBSÍDIO III
“Paulo também tem em mente um propósito pessoal para a obediência dos filipenses, qual seja, para que, no Dia de Cristo, possa gloriar-me de não ter corrido nem trabalhado em vão (16). Cada vez mais o apóstolo está pensando no Dia final de Cristo (cf. 1.6,10), normalmente expresso nas Escrituras por ‘o Dia do Senhor’. Ele espera ter motivos para gloriar-se (kauchema, ‘gabar-se’, ‘orgulhar-se’) entre os de Filipos, quando chegar a hora de ele prestar contas de sua mordomia a Deus. Se eles fracassarem, ele terá corrido e trabalhado em vão (cf. Gl 2.2).” (Comentário Bíblico Beacon: Gálatas a Filemom. Volume 9. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.260).

CONCLUSÃO
Os filipenses estavam recebendo instruções para resplandecerem o brilho de Cristo, não vivendo um Evangelho superficial, mas comprometidos com a verdade de Deus, com base em uma conduta santa diária, visão correta das circunstâncias da vida e, assim, desfrutando, sempre, de uma alegria não circunstancial como Fruto do Espírito Santo, que permanece mesmo diante da dor e da morte.

ESTANTE DO PROFESSOR
SILVA, Gil Monteiro. Escatologia e Esperança: Como as escolhas que fazemos influenciam diretamente o nosso destino. Rio de Janeiro: CPAD, 2026.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com a lição, como a vida cristã deve ser vivida?
Com reverência e seriedade diante de Deus.
2. Qual a origem das situações nas quais existem inveja e contenda, conforme a Epístola de Tiago?
Essas coisas têm origem “terrena, animal e diabólica”.
3. Por que a lição afirma que o desafio de ser fiel a Deus em nossos dias é tão difícil ou maior do que nos tempos apostólicos?
Posto que o amor de muitos já esfriou e o pecado se multiplicou (Mt 24.12).
4. O que significa ser “luzeiro” neste mundo?
Viver de forma que a presença de Cristo seja percebida por intermédio das nossas atitudes, palavras e escolhas.
5. Por que Paulo estava exortando os filipenses a se regozijarem com os sofrimentos que ele passava?
Conquistar a coroa do martírio era o grande objetivo da vida de Paulo e, por tal razão, caso isso acontecesse, todos deveriam se regozijar.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS - Lição 3 / 4º Trim 2026


AULA EM 18 DE OUTUBRO 2026 - LIÇÃO 3
(Revista Editora CPAD)

Tema: A humildade de Cristo: o exemplo supremo


TEXTO PRINCIPAL
“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.” (Fp 2.5).

RESUMO DA LIÇÃO
Quanto mais alguém for humilde, abrir mão de seus direitos, negar-se a si mesmo de todo coração receberá, da parte de Deus, honras indizíveis proporcionais ao seu esvaziamento.

LEITURA SEMANAL
SEGUNDA — Zc 9.9 A profecia de um Rei humilde
TERÇA — Mt 11.25-30 O Rei humilde
QUARTA — 2Co 8.9 O Rei que se fez pobre
QUINTA — Fp 2.7,8 O Rei que cedeu os direitos
SEXTA — Is 53.4 A profecia de um Rei sofredor
SÁBADO — Sl 24.7-10 O Rei da Glória

OBJETIVOS
ENCORAJAR a juventude a adotar o exemplo de Cristo: humildade, obediência e serviço;
ENSINAR sobre o esvaziamento de Jesus;
MOSTRAR que a verdadeira exaltação vem de Deus.

INTERAÇÃO
Professor(a), a lição desta semana nos conduz a um dos textos mais profundos das Escrituras sobre a pessoa de Jesus Cristo. Em Filipenses 2.1-11, o apóstolo Paulo apresenta Cristo como o maior exemplo de humildade, obediência e amor sacrificial. Em um mundo marcado pela busca desenfreada por reconhecimento, status e afirmação pessoal, Jesus nos ensina o caminho oposto: o da renúncia, do serviço e da submissão à vontade do Pai. Procure mostrar aos alunos que a humildade bíblica não é fraqueza e que Cristo, sendo Deus, abriu mão de privilégios e assumiu a forma de servo para cumprir sua missão redentora. Sua vida revela que a verdadeira grandeza não está em ser servido, mas em servir.
Incentive os alunos a refletirem sobre como têm tratado as pessoas ao seu redor. Vivemos em uma geração fortemente influenciada pela vaidade, comparação e desejo de destaque. Contudo, Paulo nos desafia a desenvolver “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus”, cultivando um coração humilde, obediente e sensível às necessidades do próximo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), uma de suas tarefas é promover a autorreflexão em seus alunos. Inicie a aula propondo a seguinte reflexão: “O que as pessoas mais buscam hoje: servir ou serem reconhecidas?”. Permita que os jovens comentem sobre redes sociais, aparência, status e necessidade de aprovação. Depois, apresente Cristo como o maior exemplo de alguém que escolheu servir em vez de buscar honra pessoal. Mostre que viver como Cristo exige renúncia do ego e disposição para obedecer a Deus mesmo quando isso exige sacrifício. Não deixe de enfatizar os seguintes pontos principais:
• Jesus abriu mão de direitos sem deixar de ser Deus.
• A humildade cristã consiste em servir e considerar o próximo em primeiro lugar.
• A obediência a Deus deve ser completa.
• A exaltação é consequência da fidelidade e da humildade.
A fim de tornar a aula mais dinâmica, leve dois objetos: uma coroa e uma toalha. Mostre primeiro a coroa e pergunte: “O que normalmente as pessoas desejam?” Depois mostre a toalha e pergunte: “O que Jesus escolheu fazer?”. Explique que muitos querem destaque, mas Cristo escolheu servir. A toalha representa humildade e serviço, como no episódio em que Jesus lavou os pés dos discípulos.

TEXTO BÍBLICO
Filipenses 2.1-11.
1 — Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões,
2 — completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa.
3 — Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo.
4 — Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros.
5 — De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus,
6 — que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus.
7 — Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;
8 — e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz.
9 — Pelo que também Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome,
10 — para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra,
11 — e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
O texto da Epístola aos Filipenses 2.1-11 apresenta-se, reconhecidamente, como uma das mais contundentes expressões acerca da deidade de Jesus. Aqui, o apóstolo Paulo apresenta uma das explicações mais impactantes sobre quem Cristo é. Contemplando a atitude de Jesus Cristo, Paulo inicia uma das passagens mais completas da cristologia do Novo Testamento. De acordo com ele, Jesus foi, antes de tudo, um ser divino. Ele era Deus em sua natureza e em sua forma. Essa divindade foi algo que Jesus se recusou a reconhecer como seu direito inalienável. Ele colocou de lado os seus direitos (não a sua divindade) e não os defendeu. É exatamente nesse sentido que vamos caminhar nesta lição, buscando entender quem Jesus é, o que Ele fez e como isso deve influenciar a nossa vida hoje. Se o próprio Cristo abriu mão de seus direitos por amor, o que isso diz sobre a forma como temos vivido?

I. A HUMILDADE SUPREMA

1. Abrindo mão de direitos. 
Vive-se numa época em que todo mundo fala sobre lutas por direitos e por mais dignidade para trabalhadores, mulheres, etnias, minorias etc. Mas, quando olhamos para Jesus, vemos algo totalmente diferente: Ele abriu mão dos seus direitos.
Desde o seu nascimento simples, em uma manjedoura, até a morte na cruz, Jesus viveu negando a si mesmo. Isso resume bem o que é verdadeiramente a humildade. Não significa nos diminuir por baixa autoestima, visto que temos grande valor no Reino de Deus, por sermos salvos pela graça divina (Ef 2.8-10; 1Pe 1.18,19), mas escolher colocar a vontade de Deus acima de nós mesmos.
É nesse contexto que Paulo ensina que os filipenses não deveriam agir “por contenda ou por vanglória, mas por humildade” (Fp 2.3). Na prática, muitos conflitos surgem porque queremos ser reconhecidos, valorizados ou colocados em destaque graças à nossa vaidade (vanglória). Já a humildade, que significa abrir mão de nós mesmos, como Jesus fez, gera paz, crescimento espiritual e maturidade (ver Rm 12.3). Seguir Jesus não é sobre sempre ter razão, mas saber quando abrir mão de nós mesmos para viver do jeito que agrada a Deus, considerando os interesses dos outros como mais importantes do que os nossos.

2. Olhar ascendente.
Paulo nos ensina que todos tenhamos, em relação aos semelhantes, um “olhar ascendente”. Como seria isso? É ter um jeito diferente de olhar as pessoas, considerando a todos superiores a nós mesmos. Enquanto existem ideologias que colocam pessoas como “melhores” que outras, a Bíblia mostra que todos têm o mesmo valor diante de Deus (Lc 12.7; 1Pe 2.9). Não existe ser humano “inferior”.
Diante disso, como mencionado, o Espírito Santo nos exorta a sermos humildes como Jesus (Mt 11.29). Infelizmente é comum ver pessoas arrogantes olhando para os outros “de cima para baixo”, com um olhar descendente. Mas o desejo de Deus é que olhemos para os outros “de baixo para cima”, um olhar ascendente, com humildade, valorizando o próximo, independentemente de quem ele seja.
O mais interessante é que, quando vivemos assim, além de agradarmos a Deus e vivermos em paz com nós mesmos e com o próximo, passamos a enxergar a vida de forma que favoreça o nosso crescimento espiritual e o desenvolvimento da nossa maturidade cristã.

3. Olhar para além de si mesmo. 
Ao deixar o seguinte conselho: “não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros” (Fp 2.4), o apóstolo nos adverte contra qualquer forma de egoísmo, preconceito ou ciúme, incentivando-nos a começar a nos importar de verdade com as pessoas, colocando as necessidades delas acima até das nossas. É, de fato, um chamado à prática da solidariedade, em que os atos de um influenciam e inspiram os outros, criando uma corrente de amor e gentileza em que a glória de Deus se manifesta e as pessoas são impactadas pelas nossas atitudes. Agindo assim, refletimos o caráter de Cristo em nós.

II. A OBEDIÊNCIA DE CRISTO
Ter “o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus” (v.5) ressai equivalente à fala de Jesus “sede vós perfeitos” (Mt 5.48) e à de Deus a Abraão “anda na minha presença e sé perfeito” (Gn 17.1). Ter o mesmo sentimento de homens fracos e débeis não se apresenta difícil, porém ter o mesmo olhar de Cristo, para todas as circunstâncias da vida, definitivamente, torna-se viável somente com a ajuda do Alto, do Espírito Santo.

1. Esvaziamento.
A humildade verdadeira sempre leva à obediência (Fp 2.8). Por isso, após falar no sentimento que estava em Cristo, a Bíblia menciona acerca do apequenamento, em obediência, de Deus, mostrando o quanto Ele se humilhou. Ora, se para haver uma conversa entre um cientista e uma criança de dois anos, ou entre um professor e um aluno iniciante, é mister que o mais experiente promova sua autolimitação intelectual, imagine o Ser eterno se relacionar com o homem, que é pó?
Para se relacionar com o ser humano, Deus já “se aproxima” de nós de forma que possamos compreender. Mas, no caso de Jesus, foi muito além: Ele se esvaziou.
Jesus “não teve por usurpação ser igual a Deus” (Fp 2.6). Diferente de Satanás e do primeiro casal em Gênesis, que quiseram ser como Deus, Jesus fez o oposto: mesmo sendo Deus, escolheu se humilhar, submetendo-se à vontade do Pai.

2. Missão encarnacional. 
O propósito de todo cristão deve ser seguir os passos de seu Senhor, o qual teve uma missão encarnacional: saiu da sua glória e entrou na realidade humana para nos salvar. Ele deixou sua posição, veio a um mundo hostil e viveu entre nós para nos conduzir à eternidade.
Isso é a missão encarnacional, a qual todo cristão deve compreender e se comprometer, como está escrito: “Porque para isto sois chamados, pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas” (1Pe 2.21). Por meio desse modelo de missão baseado no exemplo de Jesus (Jo 1.14; Fp 2.5-8), podemos viver o Evangelho na prática, indo além da zona de conforto e nos importando verdadeiramente com as pessoas. Não é só sobre falar de Jesus, mas viver como Ele viveu.

3. Obediência até o fim. 
A obediência tem uma característica própria: ela precisa ser total. Parcialmente, trata-se de desobediência. Assim, o projeto de Deus para o Filho, desde a eternidade, incluía ser gerado no ventre de uma virgem (Is 7.14), a fim de nascer sem a semente do pecado original, ter uma vida simples, normal, diante dos homens (Zc 9.9) e, sem pecado (1Pe 2.22), transpor toda a experiência humana, até ser pendurado em uma cruz, para ali cumprir integralmente a justiça de Deus (Is 53), executando formidavelmente o plano da salvação (Sl 22). Por tal razão, o apóstolo Paulo afirma que Jesus foi “obediente até a morte e morte de cruz”.

SUBSÍDIO II
“A encarnação foi um ato do pré-existente Filho de Deus, que voluntariamente assumiu o corpo e a natureza humana. Sem deixar de ser Deus, Ele tornou-se um ser humano, o homem chamado Jesus. Para tornar-se humano, Ele não desistiu de sua divindade, mas deixou de lado o direito à sua glória e poder. Em sinal de submissão à vontade do Pai, Cristo limitou seu poder e sabedoria. Jesus de Nazaré estava sujeito ao lugar, ao tempo e a muitas outras limitações humanas. O que tornou essa humanidade única e especial foi sua isenção de pecado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.1663).

III. EXALTAÇÃO: O PORTO FINAL DA HUMILDADE

1. Deus é quem exalta. 
O texto (Fp 2.9-11) deixa bastante claro que Jesus, aquEle que a si mesmo se humilhou, deixando voluntariamente suas riquezas celestiais e toda sua glória, submetendo-se espontaneamente a uma condição degradante, a humana; foi presenteado por Deus, sendo o Pai o agente dessa exaltação. O próprio Jesus já tinha ensinado esse princípio em João 12.26 a respeito da recompensa reservada para os que estiverem comprometidos em seguir e viver para Cristo: “meu Pai o honrará”.
Portanto, precisamos reconhecer que quanto mais verdadeiro for o nosso servir (tanto o que fazemos quanto a forma como fazemos), maior é a honra que vem de Deus.
Jesus foi exaltado de forma suprema (gr. uperupsoo) elevando-o às mais elevadas alturas, supremamente, — indicando a natureza elevadíssima e grandiosa da exaltação de Cristo, recebendo, assim, uma glória transcendente, fazendo-O assentar à sua mão direita. Ele, Jesus, foi feito, pelo Pai, o Senhor de todos, de vivos e de mortos, tanto no Céu quanto na Terra e debaixo da Terra (Hb 1.3,4).

2. Nome sobre todos. 
Na cultura judaica, o nome simboliza a pessoa, seu ser, sua natureza e seus atributos. Assim, receber um nome que é sobre todo nome significa que Jesus é autoridade principal do universo, sendo superior a todas as outras pessoas que possam ser nomeadas nesta vida e na eternidade. Tal circunstância prova-se de maneira palmar quando se verifica que Deus o colocou à sua mão direita, mas não em um segundo trono, no seu próprio trono. Tanto é assim que João não viu, no apocalipse, dois tronos no Céu, mas somente um: “o trono de Deus e do Cordeiro” (Ap 22.1,3).
Jesus Cristo, 100% homem e 100% Deus, ao ser declarado Senhor, recebeu o mesmo nome do Pai, título que o acompanha eternamente (Hb 13.8). Isso significa que a vitória de Cristo no calvário foi tão retumbante que, por toda eternidade, Ele permanecerá como regente do universo. A vitória de Jesus Cristo na cruz não foi momentânea, ela é eterna. Ele reina para sempre.

3. Para a glória de Deus Pai. 
Dessa forma, após analisar todas as expressões que demonstram a exaltação de Jesus, Paulo fecha com chave de ouro ao mencionar que tudo aconteceu para a glória de Deus Pai (Fp 2.11). Por tudo isso, observa-se que o andar humildemente, muito antes de ser uma virtude, trata-se de um agir inteligente, calcado em realidades presentes e também nas eternas.

SUBSÍDIO III
“Fp 2.5-11 — Estes versículos provavelmente estejam relacionados a um hino entoado pela igreja cristã primitiva. E esta passagem se mostra como um paralelo com a profecia do servo sofredor em Isaías 53. [...] várias características-chave de Jesus Cristo são louvadas nesta passagem: 1) Cristo sempre existiu com Deus; 2) Cristo é igual a Deus porque Ele é Deus (Jo 1.1ss; Cl 1.15-19); 3) embora Cristo seja Deus, tornou-se homem para realizar o plano divino para a salvação de todas as pessoas; 4) Cristo não só tinha a aparência de ser humano — Ele verdadeiramente tornou-se homem para se identificar com os nossos pecados; 5) Cristo voluntariamente deixou de lado seus direitos e privilégios divinos pelo amor a seu Pai; 6) Cristo morreu na cruz pelos nossos pecados para que não tivéssemos que enfrentar a morte eterna; 7) Deus glorificou a Cristo por sua obediência; 8) Deus elevou Cristo à sua posição original à sua mão direita, onde reinará por toda a eternidade como nosso Senhor e Juiz. Como seria possível deixar de louvar a Cristo como nosso Senhor, e não nos dedicarmos à sua obra!” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.1663).

CONCLUSÃO
Ao concluir esta lição, duas coisas sobrevêm: a primeira é a exaltação do Filho, pelo Pai, dando-lhe a mesma glória que tinha na eternidade antes que o mundo existisse (Jo 17.5) decorrente de sua humildade suprema e obediência; a segunda é a tolice absurda de alguns homens que se vangloriam de si mesmos, considerando-se superiores aos demais, esquecendo-se da noção da finitude, fragilidade e efemeridade da vida humana e de que a “humildade vai adiante da honra”.

ESTANTE DO PROFESSOR
CABRAL, Elienai. Filipenses: A humildade de Cristo como exemplo para a igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2013.

HORA DA REVISÃO
1. Segundo a lição, quem é o nosso exemplo de alguém que verdadeiramente abriu mão dos seus direitos?
Jesus.
2. Quem nos exorta a sermos humildes como Jesus?
O Espírito Santo nos exorta a sermos humildes como Jesus.
3. Segundo a lição, a humildade verdadeira leva à qual virtude?
A humildade verdadeira sempre leva à obediência (Fp 2.8).
4. Qual o nome, segundo a lição, do modelo de missão baseado no exemplo de Jesus?
Missão encarnacional.
5. Na cultura judaica, o que simboliza o nome de uma pessoa?
Na cultura judaica, o nome simboliza a pessoa, seu ser, sua natureza e seus atributos.

Fonte: Revista CPAD Jovens
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