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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 2 / 1º Trim 2026


AULA EM 11 DE JANEIRO DE 2026 - LIÇÃO 2
(Revista Editora CPAD)

Tema: O problema do pecado


 

TEXTO PRINCIPAL 
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.” (Rm 3.23).

RESUMO DA LIÇÃO
O pecado separa, mas Cristo restaura: Ele é a solução divina para a culpa, o sofrimento e a morte que assolam a humanidade.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Gn 2.16,17 Deus dota o ser humano de liberdade de escolha
TERÇA — Rm 1.22,23 O pecado distorce a criação de Deus
QUARTA — Rm 3.23; 5.12 Todos pecaram
QUINTA — Is 59.2 O pecado causa separação
SEXTA — Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10 A salvação em Cristo traz perdão e transformação
SÁBADO — 2Co 5.18,19 Deus reconcilia o mundo consigo mesmo por meio de Cristo

OBJETIVOS
APRESENTAR a origem do pecado na humanidade;
APONTAR as consequências do pecado;
SABER que a solução de Deus para as consequências do pecado envolve a restauração do relacionamento com Deus, além da remoção da culpa e da vergonha.

INTERAÇÃO
Na lição desta semana, estudaremos a respeito do problema do pecado. Estudar a doutrina do pecado, ou Hamartiologia como é chamada pela Teologia Sistemática, é fundamental para o entendimento da condição humana diante de Deus e a necessidade que o homem tem da salvação por meio de Cristo. As Escrituras revelam e denunciam o pecado, mostrando sua origem e seus efeitos nocivos que afetam tanto o mundo físico quanto o espiritual. No decorrer da lição, procure mostrar aos alunos que não estamos imunes a este mal. Infelizmente ele pode vir a nos controlar se estivermos longe de Deus, que é o único capaz de nos ajudar a dominá-lo, conforme bem advertiu o Senhor a Caim: “Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.7). Lembremos que o pecado não se encontra distante de nós e de nossas atitudes: “Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com paciência a carreira que nos está proposta” (Hb 12.1).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para a aula desta semana, sugerimos que você peça aos alunos que citem algumas consequências negativas do pecado. À medida que forem falando vá anotando no quadro de escrever ou em uma cartolina. Em seguida apresente a tabela abaixo e compare com o que seus alunos disseram. Conclua explicando que para reduzir os efeitos do pecado, é fundamental que os seres humanos busquem reconciliar-se com Deus, retomando a sua comunhão com Ele.

CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DO PECADO PARA O HOMEM E PARA O MUNDO
1 — Separação de Deus.
2 — Culpa e remorso.
3 — Perda da sensibilidade espiritual do certo e errado.
4 — Decadência moral.
5 — Sofrimento e morte.

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 3.1-7.
1 — Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o Senhor Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore do jardim?
2 — E disse a mulher à serpente: Do fruto das árvores do jardim comeremos,
3 — mas, do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais.
4 — Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis.
5 — Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal.
6 — E, vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela.
7 — Então, foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; e coseram folhas de figueira, e fizeram para si aventais.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO 
Professor(a), esta lição trata de um assunto que afeta diariamente milhões de cristãos no mundo inteiro, e essa lição ajudará os alunos a estarem vigilantes quanto ao mal que o pecado faz na vida do cristão. Esse material de apoio visa acrescentar qualidade à sua ministração.
Muitos acreditam que os problemas da humanidade podem ser resolvidos apenas com soluções sociais. Mas a Bíblia nos mostra que o maior problema do ser humano é o Pecado, sendo este a raiz dos males que vemos no mundo. Nesta lição, vamos entender o que é o pecado, quais são as suas consequências e reconhecer o valor precioso da doutrina bíblica da salvação. Antes de falar sobre a salvação por meio de Jesus Cristo, como a única resposta verdadeira ao pecado, é primordial compreender a gravidade desse problema.
Nesta introdução convém mencionar que, a doutrina do pecado é chamada de "harmatiologia" e trata do que vai ser falado aqui de forma ainda mais profunda. No entanto, essa lição vai dar uma boa base do conhecimento que a Bíblia apresenta sobre o pecado, sua origem, efeito e consequências.

I. A ORIGEM DO PECADO NA HUMANIDADE

1. O livre-arbítrio do ser humano. 
Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade. Além disso, Ele deu ao ser humano uma sabedoria especial — vinda diretamente dEle para a alma, sem que ele precisasse aprender com outras pessoas, antes da Queda (Gn 2.19,20). Nesse estado de pureza e santidade, em que a imagem divina se estabeleceu no homem, Deus também deu liberdade plena para o ser humano escolher entre obedecê-lo e desobedecê-lo. Isso fica claro quando lemos o mandamento de Deus para Adão, mostrando que havia ali uma escolha real a ser feita (Gn 2.16,17).
O livre-arbítrio é uma característica divina dada ao ser humano, isso também nos torna semelhantes ao nosso Criador. Mas, o termo "livre-arbítrio" não aparece na Bíblia, pois, ele está subentendido nela. Porque em toda a Palavra de Deus, notamos que Deus dá ao ser humano a possibilidade de escolher entre o certo e o errado:
"Eis que hoje eu ponho diante de vós a bênção e a maldição;", Deuteronômio 11.26
Os calvinistas duvidam da existência do livre-arbítrio, afirmando que ele afeta a soberania de Deus, no entanto, podemos ver o livre-arbítrio desde Adão até o apocalipse:
"Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.", Apocalipse 3.20
Jesus, aqui, está falando ao líder de Laodiceia sobre a possibilidade de eles terem comunhão com Cristo, porém, cada um deve decidir se abre ou não a porta.

2. A tentação e a escolha errada. 
A serpente, que é identificada na Bíblia como Satanás ou o Diabo, apareceu no Jardim do Éden como uma criatura usada por ele para enganar Eva, que havia sido criada por Deus (Gn 3.1). O plano do Inimigo era enfrentar Deus usando a própria criação dEle — e essa é, basicamente, a história do pecado: o ser humano caído passa a distorcer o que Deus criou, assim como a serpente fez no Éden (cf. Gn 3.2-5; Rm 1.22,23). Depois disso, a mulher pegou o fruto, comeu e deu ao seu marido, que estava com ela, que também comeu (Gn 3.6). Foi assim que o pecado entrou no mundo, resultado de uma escolha errada do primeiro casal após ceder à tentação. Desde então, a humanidade, assim como Adão e Eva, tem seguido o caminho da desobediência a Deus.
Aqui está a soberania de Deus, pois Ele já sabia de tudo o que iria acontecer, e se Ele sabia, então Ele poderia ter evitado, mas não o fez. Sendo assim, entendemos que Deus permitiu que tudo acontecesse, e aqui, temos uma coisa chamada "vontade permissiva de Deus", com isso, podemos compreender que Deus possui a soberania, mas dá ao ser humano a permissão para tomar suas decisões. Então, o pecado surge no mundo por conta do exercício do livre-arbítrio e da vontade permissiva de Deus.
"Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade.", Isaías 46.10
Esse versículo mostra como Deus conhece o futuro, então tudo o que de ruim acontece foi por permissão do Senhor, mesmo que a culpa seja do ser humano.
Convém acrescentar que, o pecado surgiu no Céu, quando Lúcifer decidiu subir acima de Deus, se rebelando:
"13 E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono, e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.
14 Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.
15 E, contudo, levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo.", Isaías 14.13-15

3. “Todos pecaram”. 
A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12). Isso significa que o ser humano já não carrega mais aquela perfeição, justiça e santidade que tinha antes da Queda. Agora, todos nascem com uma natureza profundamente afetada pelo pecado (Rm 3.23; Sl 51.5). Essa é a doutrina bíblica do Pecado, que nos ajuda a entender por que existe tanto mal no mundo. Ela também mostra que, mesmo com todo o avanço da ciência, da tecnologia e da sociedade, o ser humano ainda tem a tendência natural a distorcer o que Deus criou e a acreditar em ideias equivocadas sobre o Criador, sobre si mesmo e sobre os outros (Rm 1.21-23).
Na verdade, a afirmação de que "todos pecaram", se refere à natureza pecaminosa do ser humano, em reconhecimento de que o pecado de Adão afetou a todos, pois um bebê não tem pecado, mas ele possui a natureza afetada pelo pecado, ou seja, quando ele tomar consciência, inevitavelmente ele cometerá seus primeiros pecados.
Consideremos a pergunta: por que existe tanto mal no mundo? A reposta é: porque as pessoas estão afastadas de Deus.
"De que se queixa, pois, o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus pecados. Nun.", Lamentações 3.39
Porque se o ser humano se achegar a Deus, o Espírito Santo o transforma, de forma que ele resistirá à tentação de fazer o mal ao seu próximo e a si mesmo.

SUBSÍDIO I
Prezado(a) professor(a), converse com seus alunos a respeito da tentação e como lutar contra ela, explicando que “Satanás tentou fazer Eva pensar que o pecado era bom, agradável e desejável. Assim, o conhecimento do bem e do mal lhe pareceu inofensivo. As pessoas costumam fazer as escolhas erradas porque estão convencidas de que estas são boas, pelo menos para si mesmas. Os nossos pecados nem sempre parecem feios aos nossos olhos, e os pecados prazerosos são mais difíceis de evitar. Portanto, prepare-se para enfrentar as tentações que possam aparecer em seu caminho. Nem sempre podemos evitá-las, mas sempre há uma forma de escapar (1Co 10.13). Use a Palavra e as pessoas de Deus para ajudá-lo a lutar contra a tentação”. (Adaptado da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).

II. AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Separação de Deus. 
Uma das consequências mais profundas do pecado é a separação que ele causa entre o ser humano e Deus (Is 59.2). O relato de Gênesis mostra o afastamento natural do primeiro casal em relação ao Criador quando, após desobedecê-lo, esconde-se do Altíssimo, distanciando-se por completo (Gn 3.8-10). Nesse sentido, as palavras do profeta Isaías são bem claras: “Mas as vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus” (Is 59.2). O pecado continua sendo um problema sério, atualmente, pois, todo ser humano que ainda não teve uma experiência de Novo Nascimento, mediante a fé em Jesus Cristo, encontra-se distante de Deus, separado da sua preciosa comunhão (Rm 3.23). Assim, o pecado rompeu completamente o relacionamento entre Deus e o ser humano.
O afastamento entre o ser humano e Deus por conta do pecado, ocorre de duas formas, por parte do indivíduo, que sente vergonha e temor por ter pecado, assim como Adão e Eva que se esconderam de Deus após pecarem:
"E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me.", Gênesis 3.10
E também por parte do Senhor, pois Ele não habita onde há pecado:
"E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.", 1 João 1.5
Então, o pecador se afasta do Senhor e o Senhor também se afasta dele. 
No caso do cristão, o Espírito Não se afasta, pois os nossos pecados são involuntários, a não ser quando o pecado se instala no coração do cristão, ocorrendo a sua queda e desvio. 

2. Culpa e vergonha. 
Gênesis 3 mostra que o primeiro casal também sentiu culpa e vergonha (vv.7-10). O advento do pecado trouxe consigo uma consciência em que a nudez passou a ser associada ao pecado e à condição corrompida — antes da Queda, a nudez não carregava nenhuma conotação de pecado, pois era o tempo da inocência moral (Gn 2.25). Dessa nova consciência, surgiram a culpa e, consequentemente, a vergonha. Por isso, os primeiros pais se esconderam de Deus (Gn 3.10).
A boa notícia é que o Evangelho da Salvação tem o poder de restaurar completamente o ser humano. Pela graça de Deus e pela atuação do Espírito Santo, somos convencidos do pecado e recebemos discernimento para identificar a culpa que nos conduz ao arrependimento sincero diante de Deus (Sl 51.17) e que precisa ser lançada aos pés do Senhor, confiando que Ele cuida de nós (1Pe 5.7). Assim, com arrependimento e fé, podemos ser libertos das amarras da culpa e da vergonha (Sl 51.2,3; 2Co 5.17). O pecado gera culpa e vergonha, mas a salvação em Cristo produz perdão e dignidade (Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10).
Como dito anteriormente, o pecado também pode alcançar o cristão, pois todos somos pecadores:
"Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.", 1 João 1.10
Então, o maior problema do crente, não está em cometer pecados, mas em ser dominado pelo pecado, e é isso que pode tirar a salvação de um crente, ser dominado pelo pecado, porque se ele é dominado pelo pecado, então não é liberto pelo Senhor:
"Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente, sereis livres.", João 8.36
O próprio João afirmou depois que nem todo o pecado leva à morte:
"Toda iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte.", 1 João 5.17
Sendo assim, qual é o pecado que leva a morte? João explica no verso seguinte:
"Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.", 1 João 5.18
Ele disse que o que o que é nascido de Deus "não vive pecando", ou seja, o pecado não é uma prática natural dele, isto é, ele não é dominado pelo pecado. Então, o pecado que nos leva à morte espiritual, é o pecado que nos domina.

3. Sofrimento e morte. 
A entrada do pecado no mundo causou efeitos devastadores, resultando em sofrimento, dor e, sobretudo, em morte — tanto no corpo, como na alma e no espírito (Gn 3.16-19; Rm 6.23). As dores físicas, os conflitos interpessoais e o vazio interior são evidências dessa condição caída. Do ponto de vista bíblico, é a entrada do pecado no mundo que explica as mazelas da humanidade. A morte física tornou-se uma realidade para os seres humanos, enquanto a morte espiritual afastou o homem da presença de Deus. O que antes era perfeito e harmonioso foi afetado pelo pecado, criando limitações, frustrações e ansiedades nas pessoas. No entanto, mesmo diante dessas circunstâncias, Deus nunca abandonou a humanidade e, desde o Éden, já tinha delineado o plano de salvação (Gn 3.15).
[...]

III. A SOLUÇÃO DE DEUS PARA AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO

1. Restauração do relacionamento com Deus. 
O Plano de Salvação Divino, parcialmente revelado no Antigo Testamento e plenamente revelado no Novo, repara a separação entre Deus e a humanidade causada pelo pecado. Em uma de suas epístolas, o apóstolo Paulo escreve que, em primeiro lugar, por meio de Cristo, Deus nos reconciliou consigo mesmo e nos deu o ministério da reconciliação (2Co 5.18). Em seguida, ele afirma: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós a palavra da reconciliação” (2Co 5.19). Fomos reconciliados com Deus, por meio de Cristo, e nossa comunhão foi restaurada. Portanto, o remédio bíblico contra a separação provocada pelo pecado é a reconciliação e a comunhão restaurada por meio de Jesus Cristo.
Um dos maiores propósitos de Deus ao criar o ser humano, era o de se relacionar com ele, e notamos isso logo em Gênesis, onde afirma que o Senhor conversava com o primeiro casal, e desde o pecado deles, o Senhor estabeleceu uma forma de restaurar essa aliança. 
E se entendemos que fomos reconciliados com Deus em Cristo, então precisamos saber a resposta para a pergunta: Como manter esse relacionamento?
A resposta é, estar em Cristo e ser um com Ele:
"para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste.", João 17.21
Posteriormente, o apóstolo Paulo ensinou como é ser um em Deus:
"Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.", Gálatas 5.16
Assim, entendemos pela Palavra que, ser um com Deus, é andar em Espírito. 

2. Remoção da culpa e da vergonha. 
Deus tem uma solução plena e transformadora para a culpa e a vergonha. Quando nos encontramos com Cristo, por meio do Espírito Santo e pela fé, através de um arrependimento sincero, recebemos o perdão verdadeiro (1Jo 1.9). Assim, mesmo sendo pecadores, somos declarados justos diante de Deus e restaurados em nossa dignidade e comunhão com o Criador (Rm 5.1). Nesse processo, a culpa e a vergonha são poderosamente removidas de nossas vidas, pois o sangue de Jesus purifica a nossa consciência (Hb 9.14), dando-nos ousadia para viver em novidade de vida (2Co 5.17). Portanto, a solução de Deus para o pecado não se resume apenas à sua remoção desse mal espiritual, mas também à cura completa da alma marcada pela culpa e pela vergonha, conduzindo-nos à verdadeira liberdade espiritual.
[...]

3. Superação do sofrimento e da morte. 
A resposta de Deus para o sofrimento e a morte é a esperança viva em Cristo. Ao colocarmos a nossa fé em Jesus, temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26). Mesmo perante dores e perdas neste mundo caído, aguardamos com esperança a gloriosa ressurreição dos mortos e a redenção do nosso corpo (Rm 8.23). Em Cristo, fomos reconciliados com Deus e recebemos a promessa da vida eterna (1Jo 5.11,12). Essa esperança dá-nos força no presente e coragem para enfrentar as dificuldades, sabendo que, no futuro, viveremos plenamente com o Senhor, onde não haverá mais dor, tristeza nem morte (Ap 21.4). Essa esperança nos protege das utopias mundanas que tentam nos seduzir e, ao mesmo tempo, nos dá uma consciência da realidade, permitindo que vivamos, neste tempo, a fé viva em Jesus.
A fé em Jesus coloca em prática uma das três virtudes eternas, a esperança, pois o que não tem Cristo em sua vida, só enxerga até a morte, mas o cristão enxerga além da morte, mantendo esperança numa vida futura. Veja algo que a Palavra fala sobre a vida após a morte:
"Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.", 1 Coríntios 15.19
Isso nos faz superar o sofrimento que a morte nos inflige, em relação às pessoas que próximas a nós, pois sabemos que se um parente ou amigo, partir em Cristo, depois estaremos juntos no Céu. Contudo, devemos estar preocupados em anunciar para os nossos familiares a Palavra de salvação, porque se algum deles partir sem Cristo, nunca mais o veremos de novo.

SUBSÍDIO II
Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que os versículos 8 e 9 de Gênesis 3 “mostram o desejo de Deus de relacionar-se conosco e porque temos medo deste relacionamento. Adão e Eva esconderam-se de Deus quando o ouviram aproximar-se. Deus queria estar com eles, mas, por causa do seu pecado, Adão e Eva tiveram medo de mostrar-se. O pecado quebrara o seu relacionamento íntimo com Deus, assim como tem quebrado o nosso. Porém, Jesus Cristo, o Filho de Deus abre o caminho para renovar nosso relacionamento com Ele. Deus almeja estar conosco e oferece-nos ativamente o seu amor incondicional. Nossa resposta natural é o medo porque pensamos não poder viver de acordo com os seus padrões. Mas entender que Ele nos ama, a despeito das nossas faltas, pode ajudar-nos a remover este temor”. (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.10).

CONCLUSÃO
O pecado afastou a humanidade de Deus, contudo, por amor, Ele providenciou a via de regresso através de Jesus Cristo. É responsabilidade de cada jovem crente entender a sua condição perante Deus, crer em Jesus e manter uma relação de comunhão com o Senhor.
Professor(a), leia essa conclusão e sugiro acrescentar à ela, a seguinte recomendação: sabendo das consequências do pecado, que possamos levar o evangelho de salvação aos nossos familiares e amigos, pois é necessário que eles conheçam essa possibilidade de serem livres do pecado. Se algum jovem tiver dificuldade em anunciar, que pelo menos convide seus parentes para irem à igreja.
E se desejar siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
PEDRO, Severino. A Doutrina do Pecado. Rio de Janeiro: CPAD.

HORA DA REVISÃO
1. De acordo com as Escrituras, como podemos entender de que forma o ser humano foi criado?
Pelas Escrituras Sagradas, entendemos que o ser humano foi criado por Deus com certo nível de perfeição, justiça e santidade.
2. O que a Bíblia deixa claro em relação ao pecado de Adão e Eva?
A Bíblia deixa bem claro que o pecado de Adão e Eva afetou toda a humanidade: “todos pecaram” (Rm 5.12).
3. De acordo com o segundo tópico, quais são as consequências do pecado?
A separação de Deus, culpa e vergonha, sofrimento e morte.
4. Se o pecado gera culpa e vergonha, o que a salvação produz?
A salvação em Cristo produz perdão e dignidade (Gl 6.15; Ef 2.15; Cl 3.10).
5. Do que podemos ter certeza ao colocarmos nossa fé em Jesus?
Temos a certeza de que a morte não representa o fim, mas sim o começo de uma nova vida com Deus (Jo 11.25,26).

Fonte: Revista CPAD Jovens

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