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domingo, 12 de abril de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 3 / 2º Trim 2026

 

A MORDOMIA DA NATUREZA


Texto de Referência: Sl 148.1-14

VERSÍCULO DO DIA
"Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos." (Sl 19.1)

VERDADE APLICADA
Cuidar da criação é conservar a revelação de Deus ao ser humano.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que a natureza aponta para o Criador;
Ressaltar o cuidado de Deus com a Sua criação;
✔ Compreender a mordomia da criação.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que os cristãos zelem por tudo que Deus criou.

LEITURA SEMANAL
Seg | Sl 148.3 Os astros louvam o Senhor.
Ter | Rm 1.20 A criação revela à humanidade a natureza e o poder de Deus.
Qua | At 14.17 Deus se fez presente na criação, abençoando todos os seres humanos.
Qui | Sl 139.14 Deus é o autor do mistério da vida.
Sex | Sl 115.16 Deus deu ao homem a obrigação de cuidar da terra.
Sáb | Jó 12.7-10 Deus controla tudo que acontece na natureza.

INTRODUÇÃO
Como seres criados à imagem e semelhança de Deus, somos responsáveis por todas as coisas criadas, isto é, por exercer a mordomia da natureza, cuidando do meio ambiente e de tudo que faz parte dele. Esse entendimento nos leva a adotar atitudes responsáveis com relação aos recursos naturais, por reconhecermos que somos administradores da obra de Deus.

PONTO-CHAVE
"A natureza testemunha o poder criativo de Deus; logo, os cristãos são mordomos dela."

1. A REVELAÇÃO DE DEUS NA NATUREZA
O Senhor conserva o universo em ordem e harmonia pela força do Seu poder (Jó 26.7-14). Fazendo uma análise apurada, seja por contemplação ou estudos científicos, percebemos que a beleza e a perfeição da natureza nos revelam a grandeza e a perfeição de Deus. Assim, compreender a revelação divina na criação é valorizar o propósito de cada elemento criado e reconhecer que cuidar da natureza é uma expressão de adoração ao Criador.

1.1. A criação de Deus
Deus criou todas as coisas com a Sua palavra (Gn 1), bastando somente o Seu "Haja" para que, do nada, tudo viesse a existir. Ele trouxe à existência aquilo que, antes, estava em Seu coração; entretanto, não deixou a criação por conta própria, como defende a visão filosófica chamada deísmo. Pelo contrário, o Criador se preocupa tanto com Sua criação (Sl 24.1) que estabeleceu mordomos para cuidar dela.

1.2. A revelação geral
A criação aponta para um Criador. Dessa constatação vem o conceito de revelação geral, pois é possível identificar sinais do Criador em toda a natureza. Tal abordagem supre o nosso anseio natural por Deus e nossa busca por sentido e propósito. Compreender que tudo foi criado de maneira intencional e cuidadosa nos chama à responsabilidade de preservar o ambiente ao nosso redor. A revelação geral, portanto, torna o homem indesculpável diante do juízo de Deus (Rm 1.20).

REFLETINDO
"Mesmo depois da queda, não podemos desprezar a beleza e a sabedoria de Deus, percebidas em toda a Sua criação." Bispo Abner Ferreira

2. O CUIDADO DE DEUS COM A CRIAÇÃO
Por sermos seres criados à imagem e semelhança de Deus, somos capazes de aceitar a Sua existência como algo perfeitamente racional, como uma concepção lógica. Essa compreensão nos leva a atitudes de respeito e preservação com relação a tudo que reflete a imagem de Deus e Seu propósito original para a humanidade. Dessa maneira, a natureza não é apenas um cenário, mas parte ativa do projeto do Senhor para a humanidade.

2.1. Cuidando da fauna
Como criaturas de Deus, os animais possuem valor intrínseco, podendo ter ou não utilidade direta para o ser humano. O Senhor conhece todas as aves dos montes e é dono de tudo que se move nos campos (Sl 50.10,11), por isso a mordomia da fauna deve se manifestar em ações assertivas, como cuidar dos animais domésticos e apoiar os esforços de preservação de espécies ameaçadas. Proteger a vida animal é honrar o Criador, que nos estabeleceu como mordomos fiéis de tudo que Ele criou.

2.2. Cuidando da flora
Deus criou a flora como parte essencial do equilíbrio da criação, evidenciando o Seu cuidado providencial. Reconhecer essa dádiva é reconhecer a bondade e a sabedoria de Deus (Sl 104.14-16), por isso devemos praticar o consumo consciente dos recursos de origem vegetal e nos opor à destruição indiscriminada das florestas. Atitudes assim revelam ao mundo a mordomia da flora, que tem os cristãos como guardiões do jardim de Deus, que se revela desde a complexidade de uma folha até a grandeza de uma floresta.

3. A RESPONSABILIDADE COM A CRIAÇÃO
Como disse o salmista: "A terra, deu-a ele aos filhos dos homens" (Sl 115.16). Todavia, Deus não nos deu a terra para a destruirmos, mas para a lavrarmos. Cuidar do planeta não é uma ideologia, é uma atitude coerente com os valores do Reino de Deus (Mt 5.5). O nosso compromisso com as coisas criadas envolve práticas sustentáveis, que preservem o meio ambiente para as futuras gerações.

3.1. A degradação da natureza
A crise ambiental é, em essência, uma crise de mordomia. O mandado divino de "cultivar e guardar" o jardim (Gn 2.15) foi substituído por uma mentalidade de exploração e dominação irresponsável. A degradação ambiental é um insulto à obra do Criador e tem levado a humanidade a enfrentar o aquecimento global. O aumento da temperatura média da Terra tem provocado secas severas, derretimento das geleiras, elevação do nível do mar e desastres naturais cada vez mais frequentes. Tudo isso ameaça o equilíbrio dos ecossistemas e a vida humana, especialmente das populações mais vulneráveis.

3.2. A restauração da terra
A destruição da natureza é fruto da condição pecaminosa da humanidade, presente na falta de responsabilidade ambiental, nos desmatamentos, no crescimento desordenado dos grandes centros urbanos e em outras ações nocivas ao meio ambiente. Porém, no Milênio, quando Cristo reinar sobre o mundo, a natureza será restaurada à sua condição original (Is 11.6-9). A Igreja voltará à terra com Jesus, em Sua segunda vinda, depois de sete anos do arrebatamento, para vencer o Anticristo e aprisionar Satanás (1Ts 3.13; Zc 14.5). No fim dos tempos, depois de restaurar todas as coisas, Deus fará novo céu e nova terra (Ap 21.1).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Deus ordenou a Adão e Eva que cuidassem do jardim (Gn 1.28-30), estabeleceu um ano de descanso para preservar a fertilidade da terra (Lv 25.1-7) e proibiu a destruição das árvores frutíferas durante as guerras (Dt 20.19,20). Ele também mostrou Seu cuidado com os animais no episódio do dilúvio (Gn 9.8-17), estabeleceu o ano sabático para eles (Êx 20.10) e proibiu que matassem a mãe e seu filhote no mesmo dia (Dt 22.6), afirmando que o justo cuida de seus animais (Pv 12.10). Assim, devemos ser gratos pelo que recebemos, reconhecer o valor das coisas criadas e louvar a Deus por tudo, como fez o salmista: "Ó Senhor, quão variadas são as tuas obras! Todas as coisas fizeste com sabedoria; cheia está a terra das tuas riquezas." (Sl 104.24)

CONCLUSÃO
Evitar o desperdício dos recursos naturais e efetuar o descarte adequado do lixo são exemplos de como os cristãos podem ser responsáveis no exercício da mordomia da criação. Atitudes de preservação e sustentabilidade refletem o nosso reconhecimento de que a natureza revela a glória de Deus e dão bom testemunho do Seu nome.

Complementando
Agir com responsabilidade socioambiental não é uma questão de política pública, modismo ou tendência; na verdade, trabalhar por uma sociedade consciente, equilibrada, saudável e justa é uma das responsabilidades da Igreja do Senhor, pois reflete o caráter de Cristo. Como Seus mordomos, os cristãos são chamados a administrar com sabedoria e reverência todas as coisas criadas, as quais Deus declarou serem "muito boas" (Gn 1.31). Esse cuidado no exercício da Mordomia Cristã é uma maneira de expressarmos nossa adoração e gratidão a Deus.

Eu ensinei que:
No Milênio, quando Cristo reinar sobre o mundo, a natureza será restaurada à sua condição original.

Fonte: Revista Betel Conectar

Subsídio para essa lição.

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