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quinta-feira, 16 de abril de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD JOVENS SUBSÍDIO - Lição 3 / 2º Trim 2026


AULA EM 19 DE ABRIL DE 2026 - LIÇÃO 3
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Falácia do Relativismo Ético-moral

 

TEXTO PRINCIPAL 
“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!” (Is 5.20).

RESUMO DA LIÇÃO
A fé cristã afirma que Deus é a fonte da moralidade e que seus princípios revelados nas Escrituras são universais, imutáveis e essenciais para uma vida justa.

LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Êx 20 Normas morais claras e universais
TERÇA — Sl 19.7-9 A lei do Senhor é perfeita
QUARTA — Pv 14.12 Os caminhos do coração humano são maus
QUINTA — Rm 1.18-32 A decadência moral quando a verdade de Deus é rejeitada
SEXTA — Rm 12.2 Não vos conformeis
SÁBADO — Hb 5.14 O cristão maduro discerne o bem

OBJETIVOS
MOSTRAR o conceito e a natureza do Relativismo moral;
ANALISAR a perspectiva bíblica sobre a moral;
ESCLARECER o impacto do Relativismo na sociedade e na igreja.

INTERAÇÃO
Professor(a), na lição deste domingo estudaremos a respeito do Relativismo ético-moral. Vivemos em uma época marcada pela confusão moral, onde muitos rejeitam a existência de uma verdade absoluta e preferem construir suas próprias ideias sobre o que é certo ou errado. O Relativismo ético-moral se apresenta como uma resposta à diversidade cultural e ao desejo de liberdade individual, mas, na prática, ele dissolve os alicerces que sustentam a justiça, a dignidade humana e a responsabilidade. Ao afirmar que todas as opiniões morais são igualmente válidas, essa ideologia impede qualquer julgamento ético-objetivo, o que leva à insegurança moral e à tolerância ao erro como se fosse virtude. Daí a importância de se estudar este assunto com os jovens.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), estamos vivendo dias em que muita gente diz: “Cada um tem a sua verdade”, “O que é certo para você pode não ser para mim”. Isso é o que chamamos de Relativismo ético-moral. Essa ideia defende que não existe certo ou errado absoluto, que tudo depende da cultura, da época ou da opinião pessoal. Em outras palavras, cada um pode criar suas próprias regras.
Para introduzir a aula, faça uma pergunta provocativa: “Se cada um pudesse decidir o que é certo ou errado, como seria o mundo?”. Permita que os jovens comentem rapidamente. Ouça as respostas com atenção e esclareça que essa é exatamente a ideia do Relativismo moral. Hoje vamos aprender porque ela é perigosa e como a Bíblia nos orienta a agir dentro dos padrões divinos.
Ao final da aula, questione seus alunos levando-os a pensarem no seguinte: “Se não houver uma verdade moral absoluta, como poderemos discernir o certo do errado em meio às mudanças culturais e ideológicas do mundo atual?”. Na sequência, explique que o Relativismo moral nega os valores eternos de Deus, mas a fé cristã afirma que a verdadeira ética está fundamentada na revelação divina e imutável da Palavra de Deus.

TEXTO BÍBLICO
Isaías 5.20-23; Romanos 1.21-25.

Isaías 5
20 — Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal! Que fazem da escuridade luz, e da luz, escuridade, e fazem do amargo doce, e do doce, amargo!
21 — Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes diante de si mesmos!
22 — Ai dos que são poderosos para beber vinho e homens forçosos para misturar bebida forte!
23 — Ai dos que justificam o ímpio por presentes e ao justo negam justiça!

Romanos 1
21 — porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.
22 — Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
23 — E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.
24 — Pelo que também Deus os entregou às concupiscências do seu coração, à imundícia, para desonrarem o seu corpo entre si;
25 — pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém!

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Professor(a), nesta lição vamos dar continuidade aos temas relacionados à oposição à Palavra de Deus, pois é um assunto que os nossos jovens se deparam nas escolas e universidades, e neste material de apoio deixarei meus comentários em azul, para que possam lhe auxiliar no preparo de sua aula, bons estudos!
O Relativismo ético-moral defende a ideia de que não existem verdades morais absolutas, e que o que é certo ou errado varia de acordo com a cultura, o período histórico ou a opinião pessoal. Tal pensamento afirma que cada um tem o direito de decidir o que é moralmente válido com base em seus próprios critérios subjetivos. Essa perspectiva ganha força especialmente em sociedades influenciadas pela pós-modernidade, onde o conceito de verdade objetiva é frequentemente rejeitado em favor da experiência pessoal e da pluralidade de visões e opiniões.
Nesta lição, examinaremos porque o Relativismo moral é uma falácia enganosa e como ele afeta a fé e a sociedade. Ao rejeitar a existência de uma moral objetiva e transcendente, esse pensamento desorienta o ser humano, conduzindo-o à autonomia destrutiva e à perda do senso de justiça verdadeira. Em contraste, a fé cristã oferece um alicerce firme, baseado na verdade de Deus, que transcende culturas e épocas, convidando-nos a viver com fidelidade, amor e santidade.
Neste início já podemos comentar o seguinte: a base do relativismo é a ideia de que todos os pensamentos, opiniões e comportamentos são válidos, no entanto, devemos nos lembrar que, o Criador é um só, e Ele tem seus padrões éticos-morais expressados em Sua Palavra. E nós "criaturas" é que devemos nos moldar aos padrões dEle e não o contrário. Os que defendem o relativismo discutem sobre Deus como se Ele tivesse que provar alguma coisa para nós. Como disse o comentarista nessa introdução, a fé cristã oferece o alicerce, e esse alicerce é a Palavra de Deus, precisamos construir em cima dele.

I. O CONCEITO E A NATUREZA DO RELATIVISMO MORAL

1. Subjetividade ética. 
No Relativismo, a ética se torna uma questão de preferência pessoal ou da vontade da maioria, o que torna impossível distinguir entre justiça e injustiça (Jr 17.9; Rm 1.21,22). Se a moralidade é decidida por gostos individuais, o que impede alguém de justificar ações como desonestidade, violência ou egoísmo com base em sua própria visão de mundo? A ausência de um padrão objetivo torna toda condenação moral arbitrária.
A ética cristã se opõe a essa subjetividade, pois se fundamenta em um Deus santo e imutável (Ml 3.6), que revelou sua vontade nas Escrituras (2Tm 3.16,17). O crente não vive conforme a opinião das multidões, mas segundo a Palavra que “permanece para sempre” (1Pe 1.25). Mesmo que o mundo declare algo como certo, o cristão deve sempre perguntar: “O que Deus diz sobre isso?” Sem o padrão moral revelado por Deus, a humanidade caminha em trevas (Ef 4.17-19).
Ou seja, na ideia do relativismo, a ética não segue um padrão universal, mas a visão pessoal de cada um. Por exemplo, se uma pessoa decidir abusar de um menor, praticando algo que a lei ainda não classifique, dentro da visão relativista, a atitude dessa pessoa pode acabar sendo classificada como costume cultural e essa pessoa acaba sendo absolvida de seu abuso contra o menor. Sabemos que, quando um tribunal julga algo que não é classificado por nenhuma lei, os juízes e promotores seguem o padrão ético-moral cristão, porém, se esses juristas forem defensores do relativismo, eles julgarão de acordo com os padrões culturais do indivíduo.
Vejamos essa verdade:
"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;", Romanos 1.20
Esse versículo está afirmando que ninguém estará indesculpável, até mesmo os que nunca ouviram falar de Deus, dessa forma entendemos que haverá um padrão, sob o qual todos serão jugados.  

2. Mudança de valores. 
O ético promove uma moralidade fluida, na qual valores e princípios mudam de acordo com o espírito da época (Jr 13.23) tornando-se voláteis e subjetivos, sem bases sólidas, como um líquido que se transforma rapidamente. O que antes era considerado pecado (como adultério, mentira ou avareza) agora pode ser visto como estilo de vida, “autenticidade” ou “expressão pessoal”. Isso leva ao esvaziamento do conceito de pecado (1Jo 3.4) e à perda do temor a Deus (Pv 16.18; Rm 3.10-12).
Essa constante mudança de valores revela a instabilidade da ética relativista. O ser humano, sem uma base firme, acaba sendo levado “por todo o vento de doutrina” (Ef 4.14), sem direção nem discernimento. O que hoje é considerado como direito, amanhã pode ser um escândalo: o que ontem era uma abominação, hoje é celebrado publicamente. Isso gera confusão moral e insegurança espiritual.
[...]

3. Influência do pós-modernismo. 
O Relativismo moral floresceu no solo filosófico da pós-modernidade, que rejeita verdades absolutas (Jr 10.23) e promove a ideia de que cada pessoa cria sua própria “realidade”. Isso resulta numa sociedade em que qualquer afirmação moral é imediatamente suspeita de ser opressiva ou intolerante, e onde “tolerância” significa aceitar todas as ideias, menos aquelas que afirmam absolutos.
Essa mentalidade trata a moral cristã como antiquada ou até mesmo ofensiva, por afirmar que certos comportamentos são errados e que há um Deus a quem todos prestarão contas. Mas sem a verdade revelada (2Tm 4.3,4), pautada nas Escrituras, a vida perde seu sentido e a sociedade perde o rumo. Este discurso destrói as bases morais da convivência, deixando um vazio ético. Tal mentalidade vê a moral cristã como opressiva (Cl 2.8), mas a Palavra de Deus permanece como lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho (Sl 119.105), guiando a igreja e o mundo em meio à escuridão ética.
Convém ensinar que a pós-modernidade não é algo tão novo assim, pois ela começou a se formar no final da Segunda Guerra Mundial, quando a tecnologia começou a aproximar as culturas. Assim os conceitos pós-modernos foram crescendo nos anos de 1960 e 70. Já no final dos anos 80 com o término da Guerra-Fria a pós-modernidade se consolidou de fato, e hoje vivemos em meio aos seus conceitos relativistas.
A realidade é que as sociedades foram construídas em cima desses padrões morais e sem eles a estruturas sociais entram em colápso, pois o direito do meu próximo começa onde o meu termina, mas sem um padrão moral, cada um passa a entender o seu direito sem considerar o do próximo e isso sempre levou às guerras.

SUBSÍDIO I
Professor(a), inicie o tópico explicando que “a tendência de relativizar não termina com a religião. Assim que pensamos a respeito, percebemos que toda tendência a relativizar inevitavelmente afeta os valores e, por fim, até a própria verdade. [...]
No cerne do pós-modernismo encontra-se patente autocontradição. Espera que aceitemos, como verdade absoluta, que não existem verdades absolutas. Observemos esta característica comum e fatalmente equivocada do pensamento relativista: tentar excluir-se de seus pronunciamentos. O fato é que ninguém pode viver sem o conceito de verdade absoluta. [...]
É demasiado simplista dizer que alguém é relativista, pela simples razão de que ninguém é relativista em todas as áreas da vida. Na prática, na maioria das áreas, todos mostram que são absolutistas”. (LENNOX, John C. Contra a correnteza: A inspiração de Daniel para uma época de Relativismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.54)

II. PERSPECTIVA BÍBLICA SOBRE A MORAL

1. Deus como fonte da moralidade objetiva.
Ao contrário do Relativismo, a fé cristã sustenta que há uma fonte objetiva e transcendente de moralidade: o próprio Deus. Ele é santo, justo e bom em seu ser, e por isso tudo o que Ele ordena é moralmente correto. A moral bíblica não é resultado da opinião humana, mas expressão do caráter santo e eterno de Deus, revelado em suas leis e preceitos (2Tm 3.16).
As Escrituras contêm a revelação desses princípios morais (Fp 4.8). Desde o Antigo Testamento até os ensinamentos de Cristo, vemos uma ética que transcende culturas e costumes, chamando o ser humano a viver em conformidade com a vontade divina. Essa moral bíblica aponta para a dignidade do ser humano, a santidade da vida, a importância da verdade e o valor da justiça. Devemos ir na contramão deste mundo caído e longe da verdade.
[...]

2. Natureza caída. 
A Bíblia revela que o ser humano, em seu estado natural, é pecador e inclinado ao erro (Rm 3.23). Desde a Queda no Éden, o coração humano tornou-se corrupto (Jr 17.9), e a inclinação do homem é fazer aquilo que desagrada a Deus. Por isso, confiar apenas nos sentimentos ou nas preferências pessoais leva, inevitavelmente, ao pecado.
Contudo, Deus não nos deixou entregues à nossa natureza caída. Ele revelou sua vontade por meio da Palavra e da consciência, para que o homem soubesse discernir o bem do mal (Hb 4.12). Mesmo que o mundo diga que cada um deve “seguir seu coração”, a Bíblia adverte que o coração pode ser enganoso e que devemos confiar na direção do Senhor (Pv 3.5,6). O verdadeiro entendimento vem do Espírito Santo (Jo 16.13), que convence do pecado e guia na verdade.
A natureza caída passou a todos os homens, e hoje todas as pessoas tem seus sentimentos corrompidos, necessitando esforço para se manterem em equilíbrio. Isso explica porque uma criança, que não possui consciência, tem uma inclinação para a rebeldia. E também explica porque uma pessoa que perde a razão adquirindo um nível de loucura, sempre faz o que é errado e jamais o que é certo, não se sabe de ninguém que ficou louco e passou a fazer somente o que é moralmente correto. O coração do homem é enganoso porque é do homem, se fosse de Cristo seria perfeito. Pode ser o melhor dos seres humanos, ele sempre poderá ser enganado pelo próprio coração. Veja o que Jesus falou sobre o coração humano:
"Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.", Mateus 15.19  

3. Chamado à santidade. 
O chamado cristão é para um viver em santidade, conforme o padrão divino, e não segundo os valores deste século. A ética bíblica não é apenas um conjunto de regras, mas um chamado à transformação interior pelo Espírito Santo. Deus nos chama a sermos santos como Ele é santo (1Pe 1.16).
Essa santidade envolve pureza moral, integridade, compaixão, verdade e justiça. Não é uma adaptação ao mundo, mas uma vida separada para Deus, rejeitando os valores do mundo (Jo 15.19). O apóstolo Paulo disse: “Não vos conformeis com este mundo” (Rm 12.2), indicando que o cristão deve resistir às pressões culturais e viver de forma contracultural. Isso significa viver separado do pecado e consagrado a Deus.
Ser santo significa ser separado do mundo, seria fácil se não tivéssemos que viver no mundo, mas a realidade é que vivemos em um mundo totalmente longe do Senhor. Por exemplo, a Palavra de Deus nos ensina a fazermos o bem a todos:
"Amai, pois, a vossos inimigos, e fazei bem, e emprestai, sem nada esperardes, e será grande o vosso galardão, e sereis filhos do Altíssimo; porque ele é benigno até para com os ingratos e maus.", Lucas 6.35
No entanto, as pessoas no mundo entendem que só se deve fazer o bem a quem lhes faz o bem. Viver de forma contracultural é viver na contramão dessa cultura, pois se seguirmos a cultura atual estaremos fora da cultura do Céu.

SUBSÍDIO II
Professor(a), reforce aos alunos que Deus é santo, justo e bom. Leia Romanos 1.18 e esclareça que a ira divina se manifesta “sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça”. É importante destacar que “A ira (gr. orge) de Deus não é uma explosão irracional de raiva, como exibem frequentemente os seres humanos, mas é uma demonstração de justiça e ira justificada por algo que é contrário ou desafia os padrões e o caráter de Deus (Ez 7.8,9; Ef 5.6; Ap 19.15). A ira de Deus é provocada pelo comportamento ímpio e profano de indivíduos (Êx 4.14; Nm 12.1-9; 2Sm 6.6,7) e nações (Is 10.5; 13.3; Jr 50.13; Ez 30.15) e pela infidelidade do povo de Deus (Nm 25.3; 32.10-13; Dt 29.24-28). Qualquer juízo ou punição que resulte da ira de Deus pelo pecado é, na verdade, uma expressão da sua justiça e santidade”. (Adaptado de Bíblia de Estudo Pentecostal para Jovens. Rio de Janeiro: CPAD, pp.1513,1516)

III. O IMPACTO DO RELATIVISMO NA SOCIEDADE E NA IGREJA

1. Confusão moral. 
Uma das primeiras consequências do Relativismo é a confusão entre certo e errado. Sem uma referência moral objetiva, as pessoas já não sabem mais o que é pecado e o que é virtude. Isso é exatamente o que o profeta Isaías denunciou: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal” (Is 5.20). Quando se apagam os limites morais, o erro se torna aceitável, e a verdade, ofensiva.
Essa confusão é visível em várias áreas da vida moderna: nas leis que legalizam práticas contrárias à vontade de Deus, nos meios de comunicação que celebram o pecado e zombam da santidade, e na educação que ensina que cada um deve criar sua própria verdade. Sem um norte espiritual, que só o Espírito Santo é capaz de oferecer, a família sofre, a sociedade mergulha em incerteza, e o mal se disfarça de bem (Sl 19.8b).
A condenação expressa no versículo de Isaías 5.20 é terrível "Ai dos que...", esse rigor é explicado pelo extremo mal que pode fazer a uma sociedade inteira quando se perde a referência de certo e errado. Se analisarmos o momento antes do dilúvio, vamos ver que a perda do referencial de valores foi o motivo que fez o Senhor destruir a terra naquela ocasião:
"E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente.", Gênesis 6.5
Esse texto dá a ideia de que o ser humano alcançou um patamar limite.

2. Fragilidade espiritual. 
A comunhão com Deus depende de obediência à sua Palavra. Quando os cristãos absorvem os valores relativistas, sua vida espiritual enfraquece e sua comunhão com Deus é comprometida (Tg 4.4). O Relativismo nos afasta da verdade. Se o pecado já não é reconhecido como tal, o arrependimento se torna desnecessário, e o crente perde a sensibilidade à voz do Espírito Santo (Hb 2.1-3). Isso leva à frieza espiritual e à conformidade com o mundo.
Muitos hoje têm aparência de piedade, mas negam a eficácia dela (2Tm 3.1-5), porque vivem segundo sua própria vontade, não segundo a vontade de Deus, preferindo doutrinas que agradam seus próprios desejos em vez da verdade. Uma espiritualidade sem compromisso com a verdade se torna superficial, emocional e instável. A força espiritual está em viver enraizado na verdade do Evangelho, com coração quebrantado e mente renovada pela Palavra. Sem firmeza na Palavra, o cristão torna-se vulnerável à apostasia.
[...]

3. A necessidade de uma Igreja firme na verdade. 
Em tempos de Relativismo, mais do que nunca, é necessário que a igreja seja uma “coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15). A missão dela não é adaptar a mensagem para agradar ao mundo, mas proclamar fielmente o Evangelho de Cristo, que confronta o pecado e oferece salvação. A verdade liberta (Jo 8.32), mas antes disso, ela confronta.
A Igreja precisa ser fiel à doutrina dos apóstolos, à santidade de vida e à autoridade da Palavra. Isso requer líderes comprometidos com a verdade, membros dispostos a viver em obediência e uma cultura de discipulado que forme o caráter cristão. A Igreja não pode ser confundida com o mundo, mas deve ser diferente dele — santa, separada, coerente com o Evangelho (Jd v.3).
A igreja pode adaptar a mensagem para a linguagem e o conhecimento cultural do mundo no momento em que está, sem, no entanto, ficar igual ao mundo. É necessário que a igreja saiba se comunicar com o mundo, sem se tornar mundana. A igreja pentecostal brasileira cresceu bastante em uma sociedade que, apesar de ser mergulhada no catolicismo, conseguiu entender bem a pregação do Evangelho, pois aquela sociedade tinha a base do padrão ético da Bíblia. Porém, após a consolidação do pós-modernismo as igrejas pentecostais tem perdido muitos membros, exatamente porque essas igrejas tem dificuldades em se comunicar com a sociedade atual. Não precisamos ser iguais ao mundo de hoje, mas não podemos ignorá-lo completamente. A Igreja foi chamada para pregar em todas as épocas e a todo tempo:
"Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, corrijas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.", 2 Timóteo 4.2  

CONCLUSÃO
O Relativismo ético-moral é uma falácia perigosa que tenta substituir a verdade divina por construções humanas frágeis e inconsistentes. Como cristãos, somos chamados a permanecer vigilantes, firmes na fé, praticando a justiça e sendo luz em um mundo que relativiza até o bem e o mal. Nossa resposta deve ser pautada no amor, mas também na fidelidade à verdade revelada por Deus. Só assim poderemos oferecer ao mundo não apenas uma opinião moral, mas a esperança segura de uma vida moldada pela ética do Reino de Deus.
Professor(a), ao passar essa conclusão, recomendo uma atenção especial nesse último subtópico, onde eu comento que a igreja busque ter um canal de comunicação com o mundo de hoje, para que possamos evangelizá-lo. 
Após essa conclusão, se desejar, siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

ESTANTE DO PROFESSOR
LENNOX, John. Contra a correnteza: A inspiração de Daniel para uma época de Relativismo. Rio de Janeiro: CPAD, 2017.

HORA DA REVISÃO
1. O que o Relativismo ético-moral defende?
O Relativismo ético-moral defende a ideia de que não existem verdades morais absolutas, e que o que é certo ou errado varia de acordo com a cultura, o período histórico ou a opinião pessoal.
2. Sem o padrão moral revelado por Deus, como a humanidade caminha?
Sem o padrão moral revelado por Deus, a humanidade caminha em trevas (Ef 4.17-19).
3. A ética bíblica não é apenas um conjunto de regras. De acordo com a lição, ela é mais o quê?
A ética bíblica não é apenas um conjunto de regras, mas um chamado à transformação interior pelo Espírito Santo.
4. Sem firmeza na Palavra, o cristão torna-se vulnerável a quê?
Sem firmeza na Palavra, o cristão torna-se vulnerável à apostasia.
5. Em tempos de Relativismo, o que é necessário que a Igreja seja?
É necessário que a igreja seja uma “coluna e firmeza da verdade” (1Tm 3.15).

Fonte: Revista CPAD Jovens

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