AULA EM 17 DE MAIO DE 2026 - LIÇÃO 7
(Revista Editora CPAD)
Tema: A falácia da Teoria Darwiniana

TEXTO PRINCIPAL
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.” (Jo 1.3).
RESUMO DA LIÇÃO
A teoria darwiniana, ao excluir Deus da criação, contradiz a revelação bíblica, que afirma que todas as coisas foram criadas intencionalmente por um Criador soberano.
LEITURA DA SEMANA
SEGUNDA — Gn 1.1 Deus é o Criador de todas as coisas
TERÇA — Gn 1.24,25 Os seres foram criados conforme suas espécies
QUARTA — Êx 20.11 A criação foi um ato direto e rápido de Deus
QUINTA — Sl 33.6 A ordem soberana de Deus
SEXTA — Is 45.18 Deus é o Criador com propósito e ordem
SÁBADO — Sl 19.1 A natureza fala
OBJETIVOS
ELENCAR os princípios da teoria darwiniana;
MOSTRAR a visão bíblica da criação;
APONTAR as consequências da secularização da ciência.
INTERAÇÃO
Professor(a), vivemos em uma época em que seus alunos, como já vimos, têm sido bombardeados por muitas ideias que tentam tirar Deus do centro de tudo, inclusive da própria criação da vida. Uma das ideias mais populares nesse sentido é a teoria da evolução darwiniana, a qual ensina que todas as formas de vida surgiram de um processo baseado em mutações aleatórias e seleção natural. É fundamental que seus alunos saibam que a vida não surgiu do acaso. Tudo o que existe foi feito pelas mãos do Criador. Nesta lição eles aprenderão, à luz das Escrituras, porque essa teoria, que exclui Deus, é um engano perigoso, pois a criação revela a existência do Criador, e que nós somos resultado de um plano divino, não de um acidente cósmico ou um processo aleatório e impessoal proposto pela teoria da evolução.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Professor(a), reproduza o quadro abaixo e utilize-o para levar os alunos a compararem e discutirem as diferenças fundamentais entre a cosmovisão bíblica da criação e a visão naturalista da evolução darwiniana, desenvolvendo o pensamento crítico e o fortalecimento da fé. Após fazer a comparação, pergunte aos alunos qual dessas visões dá sentido à existência humana; o que essas ideias dizem sobre o valor da vida; qual dessas visões traz mais esperança e propósito?

TEXTO BÍBLICO
Gênesis 1.24,25; 2.1-5,7.
Gênesis 1
24 — E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi.
25 — E fez Deus as bestas-feras da terra conforme a sua espécie, e o gado conforme a sua espécie, e todo o réptil da terra conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom.
Gênesis 2
1 — Assim, os céus, e a terra, e todo o seu exército foram acabados.
2 — E, havendo Deus acabado no dia sétimo a sua obra, que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra, que tinha feito.
3 — E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera.
4 — Estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados; no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus.
5 — Toda planta do campo ainda não estava na terra, e toda erva do campo ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.
7 — E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Professor(a), essa é uma lição que afeta uma das mais antigas falácias da ciência, a teoria da evolução darwiniana. E neste subsídio deixarei acréscimos que o ajudarão a montar a sua aula. Meus comentários estão em azul e servem para somar ao que está na revista. Bons estudos!
A teoria darwiniana da evolução tornou-se para muitos uma filosofia que exclui a necessidade de um Criador. Ela defende que as espécies surgem e se transformam ao longo do tempo por meio da seleção natural e de mutações aleatórias. Nesta lição, analisamos por que a interpretação darwiniana estrita da evolução é considerada falaciosa no contexto cristão e como essa visão se confronta com a revelação bíblica, tornando-se incompatível com a fé cristã.
Para esse início sugiro apresentar as duas hipóteses que serão objetos desse estudo, o evolucionismo e o criacionismo, expondo da seguinte forma:
1. Evolucionismo - Afirma que a vida como a conhecemos na terra é fruto da evolução das espécies segundo o modelo da Charles Darwin, baseado na teoria da Seleção Natural, também elaborada por Darwin.
2. Criacionismo - Afirma que a vida na terra foi fruto do processo de criação apresentado pelas Escrituras Sagradas, onde o Senhor é o Criador de todas as coisas.
É importante entrar nesta lição conhecendo essas duas explicações para o surgimento da vida na terra.
I. PRINCÍPIOS DA TEORIA DARWINIANA
1. Origem por acaso.
A teoria darwiniana sustenta que a vida surgiu de forma espontânea a partir de elementos químicos simples, sem qualquer direcionamento ou intenção. A seleção natural e as mutações aleatórias são vistas como os principais mecanismos pelos quais os organismos se adaptam e evoluem ao longo do tempo. Esse modelo exclui qualquer envolvimento direto de um Criador, promovendo uma visão puramente materialista da vida.
No modelo Darwiniano as transformações foram acontecendo ao longo de milhões de anos até que tudo ficasse pronto do jeito que é hoje. Segundo a teoria evolucionista, basicamente a vida teria surgido na água, onde teria ocorrido a formação de grupos celulares, bactérias, fungos, algas, crustáceos e peixes, e então por meio de processos de Seleção Natural esses primeiros animais foram evoluindo até aparecerem os anfíbios, e assim surgiram os primeiros répteis, depois os mamíferos e as aves, até que, dos macacos teria evoluído para o ser humano.
No entanto essa teoria esbarra em um grande problema: o que teria feito as espécies pararem de evoluir? Porque, pela lógica, deveria haver espécies em processo de evolução, por exemplo, homens metade macaco. A verdade é que tudo isso não passa de teoria não comprovada.
Veja o que é a Seleção Natural comprovada pelos experimentos:
Se em uma lagoa existir uma certa população de rãs e num determinado momento aparecer um vírus que a contamine, matando as rãs, devido à variação genética, haverá entre elas alguns indivíduos que serão resistentes à essa praga e esses sobreviverão. Mas a população de rãs diminuirá, no entanto, os indivíduos que sobraram se cruzarão, e como eles são resistentes ao vírus que dizimou a população anterior, terão filhotes também resistentes, e assim, depois de algum tempo, a população de rãs da lagoa voltará ao normal, só que dessa vez, terá somente indivíduos resistentes ao vírus. Esse é o processo de Seleção Natural, onde a natureza seleciona os melhores indivíduos e assim a espécie se torna mais resistente.
Entendemos a Seleção Natural, mas nada comprova que ela faça surgir novas espécies.
2. Ausência de design.
A teoria darwiniana clássica argumenta que a complexidade dos organismos é resultado da acumulação de pequenas mudanças ao longo do tempo, sem a necessidade de um Criador, de um design inteligente. Assim, estruturas altamente complexas, como o olho humano, seriam apenas o resultado de mutações selecionadas por sua utilidade ao longo de milhões de anos. Essa teoria nega a ação direta de Deus na criação, contrariando o que a Bíblia revela.
Na perspectiva cristã, o mundo revela a glória de Deus por meio de sua ordem, beleza e harmonia (Sl 19.1; Rm 1.20). A criação não é resultado do acaso, mas sim de um plano inteligente e amoroso de Deus. Negar o design divino é rejeitar as marcas do Criador impressas em toda a natureza, obscurecendo a verdade espiritual revelada por Deus tanto na criação quanto nas Escrituras.
Segundo a lógica de Darwin essas mutações nas espécies ocorrem pela Seleção Natural, onde somente os indivíduos adaptados ao clima e ambiente sobrevivem passando às novas gerações mutações tornando a espécie melhor, e com o passar do tempo, após diversas mutações surgiria uma nova espécie.
De fato, a Seleção Natural existe e é comprovada, e ela, de fato, torna a espécie melhor e adaptada aos ambientes da terra. Porém nunca foi comprovado que a Seleção Natural pode formar uma nova espécie. Veja como foi registrado na criação:
"E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.", Gênesis 1.24
Foram várias ordens de Criação segundo cada espécie, isto é, Deus não fez os animais para evoluírem e formarem outras espécies, mas criou cada espécie separadamente.
É impossível imaginar que organismos tão complexos como, por exemplo, o sistema reprodutor humano, tenham sido formados do acaso, sem que haja um Arquiteto Supremo, uma sabedoria superior e infinita que tenha criado todas as coisas, estou me referindo ao Altíssimo, Criador e sustentador do universo, o nosso Deus.
3. Implicações ateístas.
Muitos que adotam a teoria darwiniana como explicação total da vida concluem que não há espaço para Deus na explicação da origem da vida. Se tudo pode ser explicado por forças naturais, então a fé, a moralidade e o propósito tornam-se irrelevantes ou produtos da evolução cultural e biológica. Isso conduz inevitavelmente ao naturalismo filosófico, que sustenta que só a matéria existe e que não há realidade espiritual. A exclusão de Deus do discurso científico e cultural leva à erosão dos valores absolutos, da responsabilidade moral e da dignidade humana. O Darwinismo, quando transformado em filosofia de vida, torna-se um pilar do Secularismo.
A fé cristã, por outro lado, afirma que Deus é o fundamento de toda realidade e que o mundo criado não pode ser corretamente compreendido sem Ele (Cl 1.16,17). O Darwinismo ateísta não é apenas uma teoria científica, mas uma cosmovisão que precisa ser discernida e rechaçada à luz da Bíblia. A Igreja deve resistir à tentativa de remover Deus da origem e do propósito da vida, mantendo firme o testemunho da criação divina.
[...]
SUBSÍDIO I
Professor(a), seus alunos são constantemente bombardeados nas escolas ou universidades com ideias humanas ateístas contrárias à fé cristã. Neste tópico, promova um debate para abrir a mente dos seus alunos para esta estratégica maligna que visa tirar o nosso Deus do centro de todas as coisas. Pergunte a eles “Onde está a evidência de que a seleção natural tem o poder de criar a amplíssima diversidade de seres vivos na terra? Onde vemos esse poder criativo em ação? Com certeza, não é nos exemplos comuns citados em livros didáticos de biologia”. Em seguida narre este exemplo: “Certo professor da Universidade do Estado de Kansas publicou uma carta na prestigiosa revista Nature, declarando: ‘Mesmo que todos os dados indiquem um designer inteligente, tal hipótese é excluída da ciência porque não é naturalista’. Façamos uma pausa para absorvermos o que foi dito: Mesmo que não existam evidências a favor do darwinismo e que todas as evidências favoreceram o designer inteligente, ainda assim não deixaremos de considerá-lo na ciência. É óbvio que a questão não é fundamentalmente de haver ou não evidências, mas de compromisso filosófico já assumido”. (PEARCEY, Nancy. Verdade Absoluta: Libertando o Cristianismo de seu cativeiro cultural. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.188-190).
II. VISÃO BÍBLICA DA CRIAÇÃO
1. Criação ordenada.
A Bíblia afirma com clareza que Deus criou todas as coisas com ordem e propósito. Esse princípio refuta a ideia de que todas as formas de vida surgiram de um ancestral comum sem a intervenção divina. Deus não é apenas o Criador do mundo, Ele é também aquEle que sustenta o mundo. NEle, todas as coisas são consolidadas, protegidas e impedidas de se desintegrarem em um caos (Cl 1.17).
A criação ordenada implica que há limites naturais estabelecidos por Deus, e que cada criatura possui sua identidade, função e valor dados pelo Criador. Isso revela não apenas um ato de poder, mas também de sabedoria e amor. Ao reconhecer que Deus criou cada espécie, rejeitamos a noção de que a diversidade da vida é apenas resultado de modificações aleatórias. A ordem da criação aponta para a confiabilidade e fidelidade de Deus. O universo criado reflete a estabilidade do caráter divino, e os padrões naturais, ao invés de negarem Deus, testificam sobre Ele (Sl 104). O povo de Deus é chamado a observar a criação com reverência, vendo nela as marcas da mão do Criador.
Ou seja, tudo foi criado para um propósito, sendo assim, os insetos, as ervas e os animais se sustentam em um processo que é chamado de "cadeia alimentar" e dessa forma os ecossistemas se mantém. Isso é o equilíbrio da natureza, e é fácil de notar, por exemplo, se aplicarmos veneno e diminuirmos os insetos de uma região, então os pássaros também diminuirão, pois eles se alimentam desses insetos, e se os pássaros diminuírem, outros insetos e animais peçonhentos aparecerão tornando a região mais perigosa. Dessa forma, todas as espécies trabalham juntas para equilibrarem o meio ambiente.
O interessante é que Deus criou toda a vida animal e vegetal, e somente no final de tudo criou o ser humano com suas próprias mãos, como se o mundo fosse criado para esse ser humano, ou seja, Deus preparou tudo para que a Sua maior obra pudesse existir no planeta, a humanidade:
"29 E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
30 E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.", Gênesis 1.29,30
2. Princípio da finalidade.
A visão bíblica apresenta o universo como resultado de uma ação deliberada de Deus, com um fim específico. Romanos 1.20 declara que os atributos invisíveis de Deus são claramente vistos desde a criação do mundo, o que significa que a criação tem o propósito de revelar o Criador. A vida não é fruto do acaso, mas de um plano eterno.
Essa finalidade manifesta-se em todos os níveis da criação. Cada ser vivo cumpre uma função no ecossistema e, mais importante ainda, o ser humano foi criado com o propósito de se relacionar com Deus. Isso confere valor, dignidade e destino a cada pessoa. Ao contrário da visão darwinista, a fé cristã afirma que a vida tem direção e sentido. Ignorar o princípio da finalidade é esvaziar a existência humana de seu verdadeiro propósito. A vida sem Deus tende a perder o sentido, e isso se reflete nas crises existenciais da sociedade contemporânea. A criação proclama que há um Deus que intencionalmente nos formou e que deseja ser conhecido e glorificado por sua obra (Sl 19.1).
O que o comentarista está expressando aqui é o que na teologia chamamos de "Revelação Geral", é a doutrina que mostra que o Senhor se revela a toda à humanidade de forma geral, pelas coisas criadas, veja a base:
"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;", Romanos 1.20
Esse versículo afirma que as coisas criadas revelam o Criador, isto é, não tem como olhar para o mundo complexo, a grandeza da natureza e do universo e não sentir a presença de um Criador. E esse versículo fala algo terrível, pois ele afirma que todos estarão indesculpáveis diante do Senhor, ou seja, ninguém vai poder dizer no dia do Juízo, que nunca teve uma prova da existência do Senhor.
3. Ser humano especial.
Na revelação bíblica, o ser humano ocupa lugar de destaque na criação. Gênesis 1.26,27 ensina que fomos criados à imagem e semelhança de Deus, o que significa que possuímos atributos que refletem o Criador - como moralidade, racionalidade, criatividade e espiritualidade. Isso estabelece uma distinção fundamental entre o homem e os outros seres.
Diferentemente da teoria darwiniana, que vê o ser humano como mero produto da evolução natural, a Bíblia afirma que há algo único em nossa origem. Fomos formados pessoalmente por Deus e dotados de espírito. Isso implica responsabilidade moral, capacidade de adoração e necessidade de redenção. Negar essa realidade é reduzir a humanidade a uma máquina biológica.
[...]
III. DEBATE E CONSEQUÊNCIAS
1. Secularização científica.
A adoção do darwinismo como paradigma dominante contribuiu para uma crescente secularização da ciência. A explicação naturalista do mundo passou a ser considerada a única válida, enquanto qualquer menção à fé, propósito ou criação foi descartada como não científica. Esse processo gerou impactos na cultura, na educação e até na legislação. O ensino científico, especialmente nas escolas, muitas vezes promove o Darwinismo como verdade absoluta, sem espaço para o debate ou para a consideração de outras cosmovisões. A fé cristã foi marginalizada, e os jovens foram formados com uma visão de mundo onde Deus é ausente ou irrelevante.
Contudo, a Igreja deve lembrar que ciência e fé não são inimigas. A verdadeira ciência busca a verdade, e toda verdade, por fim, pertence a Deus. Devemos promover uma ciência que seja honesta, aberta à investigação, e que reconheça os limites do conhecimento humano. A fé cristã convida os crentes a amarem a verdade, incluindo a verdade sobre a criação divina.
Foi o próprio Senhor quem falou que a ciência se multiplicaria e aconteceu, veja:
"E tu, Daniel, encerra estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e o conhecimento se multiplicará.", Daniel 12.4
Nesta parte da profecia de Daniel o Senhor afirma que o conhecimento se multiplicará de tal forma que as pessoas iriam em velocidade de uma parte para outra, como de fato acontece hoje, com as viagens de avião, trem e carro, que eram impensadas nos dias de Daniel. No entanto, a ciência que deveria engrandecer a Deus, é a mesma que tenta apagar a imagem de Deus na mente das pessoas.
Algo triste que acontece com nossos jovens, é que chegam ao ensino médio e nas universidades e são confrontados com essas teorias evolucionistas e pelo racionalismo que busca descredenciar toda a fé em Deus. Muitos jovens que não são ensinados acerca dessas teorias falaciosas de Charles Darwin acabam tendo dúvidas sobre aquilo que aprenderam a vida inteira. E o erro disso está nas igrejas e pais cristãos descuidados, que deixam de ensinar os seus jovens e adolescentes sobre o evolucionismo e sobre as outras teorias perniciosas que utilizam a ciência como base para suas narrativas.
"Instrui o menino no caminho em que deve andar, e, até quando envelhecer, não se desviará dele.", Provérbios 22.6
2. Moralidade e valor.
Sem um Criador que estabeleça o bem e o mal, cada cultura ou indivíduo pode definir seus próprios valores e a moralidade torna-se relativa. Isso enfraquece os fundamentos da ética e promove uma sociedade onde tudo é permitido. Essa visão tem consequências destrutivas pois abre espaço para abusos, injustiças e desrespeito à vida. O aborto, a eutanásia e outras práticas tornam-se justificáveis quando a vida humana é vista apenas como produto de evolução.
A Bíblia, porém, afirma que o corpo humano é templo do Espírito Santo (1Co 6.19), e que cada pessoa possui valor eterno. A moralidade cristã não é baseada em opinião ou conveniência, mas na santidade de Deus e na verdade de sua Palavra. Negar isso é promover um mundo onde reina a confusão e a injustiça.
[...]
3. Resposta da igreja.
Diante dos desafios impostos pelo Darwinismo, a Igreja é chamada a oferecer uma resposta firme, porém equilibrada. Não rejeitamos a ciência, mas afirmamos que ela deve ser submetida à soberania de Deus e à autoridade das Escrituras. Devemos formar crentes que sejam pensadores críticos, capazes de dialogar com a cultura sem abrir mão da fé bíblica. A resposta da Igreja também envolve a proclamação corajosa do Evangelho, que apresenta uma cosmovisão completa: criação, queda, redenção e restauração. Em Cristo, encontramos a reconciliação entre fé e razão, e a verdadeira explicação sobre quem somos e para que fomos criados. Ele é o Logos eterno, por meio do qual todas as coisas foram feitas (Jo 1.3).
Assim, a Igreja deve manter-se firme e ensinar com clareza às novas gerações, que não somos frutos do acaso, mas obras-primas do Deus vivo. Essa convicção nos dá segurança, identidade e missão neste mundo. A criação não é apenas um assunto teológico, mas um fundamento essencial para toda a fé cristã.
Como acréscimo aqui, vale lembrar aos jovens que, não vale a pena, entrar em debates infindáveis sobre o criacionismo e evolucionismo, pois a nossa crença existe pela fé, sem qualquer comprovação científica, ou seja, são coisas completamente diferentes, utilizam bases totalmente opostas uma à outra, por isso, nesses debates, ninguém consegue convencer ninguém de nada.
Sugiro que o jovem cristão aprenda sobre o Darwinismo, mas que, sobretudo aprenda a Palavra de Deus, para dar as explicações sobre sua fé e esperança, e não sobre as crenças dos outros:
"antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,", 1 Pedro 3.15
Cristão que fica debatendo com os ímpios está perdendo tempo.
SUBSÍDIO III
Professor(a), incentive seus alunos a buscarem formações acadêmicas e esclareça que “A universidade, portanto, não é somente um centro de produção de conhecimento, mas também um centro de influência intelectual, capaz de definir tendências, alterar valores e transformar (positiva ou negativamente) a cultura. Logo, a sua retomada pelos cristãos é algo que não pode ser desprezado, pois está diretamente relacionado com o papel da Igreja na terra”. (NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: Um guia para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p.92).
CONCLUSÃO
Nesta lição, reconhecemos que a teoria darwiniana é uma falácia que exclui a soberania de Deus na criação. A fé cristã proclama que cada vida é obra de Deus, dotada de significado e dignidade. Assim, devemos ser vigilantes e fiéis, ensinando que não precisamos temer a investigação científica, mas confiar que toda a verdade, científica ou não, concorda com a sabedoria revelada em Deus.
Professor(a), após essa conclusão, se desejar, siga estas instruções:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.
ESTANTE DO PROFESSOR
NASCIMENTO, Valmir. O Cristão e a Universidade: Um guia para a defesa e o anúncio da cosmovisão cristã no ambiente universitário. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.
HORA DA REVISÃO
1. O que a teoria darwiniana da evolução defende?
Defende que as espécies surgem e se transformam ao longo do tempo por meio da seleção natural e de mutações aleatórias.
2. O que a perspectiva cristã afirma a respeito da criação?
Na perspectiva cristã, a criação não é resultado do acaso, mas sim de um plano inteligente e amoroso de Deus.
3. A exclusão de Deus do discurso científico e cultural leva a quê?
Leva à erosão dos valores absolutos, da responsabilidade moral e da dignidade humana.
4. O que reflete a estabilidade do caráter divino?
O universo criado reflete a estabilidade do caráter divino.
5. Diante dos desafios impostos pelo Darwinismo, a Igreja deve formar quais tipos de crente?
Devemos formar crentes que sejam pensadores críticos, capazes de dialogar com a cultura sem abrir mão da fé bíblica.
Fonte: Revista CPAD Jovens
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