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terça-feira, 25 de agosto de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 9 / 3º Trim 2026


AULA EM 30 DE AGOSTO DE 2026 - LIÇÃO 9
(Revista Editora CPAD)
Tema: Coragem para testemunhar: Paulo diante da multidão


TEXTO ÁUREO
“Porque hás de ser sua testemunha para com todos os homens do que tens visto e ouvido.” (At 22.15).

VERDADE PRÁTICA
Todo aquele que teve um encontro real com Cristo é chamado a testemunhar dEle com fidelidade, mesmo em meio à oposição e ao sofrimento.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — At 22.14,15 Deus chama seus servos para serem testemunhas fiéis
Terça — At 26.16-18 O testemunho cristão nasce do encontro pessoal com Cristo
Quarta — At 4.19,20 Não é possível silenciar quem foi alcançado pelo Evangelho
Quinta — Fp 1.12-14 Deus transforma prisões e adversidades em oportunidades
Sexta — 2Tm 1.8-12 O testemunho fiel é sustentado pelo poder de Deus
Sábado — Mt 10.32,33 Confessar Cristo diante dos homens e a fidelidade cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 21.27,28,30,31,33,39,40; 22.1-7.

Atos 21
27 — Quando os sete dias estavam quase a terminar, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele,
28 — clamando: Varões israelitas, acudi! Este é o homem que por todas as partes ensina a todos, contra o povo, e contra a lei, e contra este lugar [...].
30 — E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando de Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam.
31 — E, procurando eles matá-lo, chegou ao tribuno da coorte o aviso de que Jerusalém estava toda em confusão.
33 — Então, aproximando-se o tribuno, o prendeu, e o mandou atar com duas cadeias, e lhe perguntou quem era e o que tinha feito.
39 — Mas Paulo lhe disse: Na verdade, eu sou um homem judeu, cidadão de Tarso, cidade não pouco célebre na Cilícia; rogo-te, porém, que me permitas falar ao povo.
40 — E, havendo-lho permitido, Paulo, pondo-se em pé nas escadas, fez sinal com a mão ao povo; e, feito grande silêncio, falou-lhes em língua hebraica, dizendo:

Atos 22
1 — Varões irmãos e pais, ouvi agora a minha defesa perante vós.
2 — (E, quando ouviram falar-lhes em língua hebraica, maior silêncio guardaram.) E disse:
3 — Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso para com Deus, como todos vós hoje sois.
4 — Ora, persegui este Caminho até à morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres,
5 — como também o sumo sacerdote me é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.
6 — Ora, aconteceu que, indo eu já de caminho e chegando perto de Damasco, quase ao meio-dia, de repente me rodeou uma grande luz do céu.
7 — E caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?

HINOS SUGERIDOS
126, 193 e 459 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Professor(a), esta lição abre a nova fase do ministério de Paulo, a prisão. E aqui vai tratar especificamente sobre a sua prisão em Jerusalém e sua defesa. Deixarei comentários em azul, para acrescentar ao conteúdo da revista e assim aprofundar mais a aula. Bons estudos.
Ao retornar a Jerusalém após a terceira viagem missionária, Paulo presta relatório aos líderes da igreja e glorifica a Deus pelo avanço do Evangelho entre judeus e gentios (At 21.19,20). Contudo, rumores maliciosos levantam suspeitas contra seu ministério, levando-o a agir com prudência e sensibilidade pastoral. Em Jerusalém, o apóstolo enfrenta agressões, prisão e falsas acusações, mas transforma a adversidade em oportunidade de testemunho, revelando que a fidelidade a Cristo pode conduzir ao sofrimento, sem jamais silenciar a verdade do Evangelho.
Para esta introdução, vale a pena comentar que Paulo ao utilizar de sua estratégia de evangelização em cada cidade que ia, entrando primeiro nas sinagogas e depois falando aos gentios, começou a construir uma fama também em Jerusalém. Pois os judeus de várias partes levavam notícias aos fariseus e saduceus de Jerusalém. Por isso, todos os irmãos sabiam que era perigoso para ele ir a Jerusalém. Na ocasião que Paulo estava na cidade Santa havia ali alguns judeus que estavam na Ásia e foram eles que começaram o tumulto, como veremos a seguir.

I. A PRISÃO DE PAULO EM JERUSALÉM

1. A conspiração dos judeus e a falsa acusação de profanação do templo (At 21.27-30). 
Ao ser visto no templo, Paulo foi violentamente atacado por judeus da Ásia, movidos por ciúme e ódio (v.27). Eles levantaram acusações falsas, afirmando que o apóstolo ensinava contra o povo, a Lei e o templo, chegando a acusá-lo de ter introduzido Trófimo, um gentio, em área sagrada — algo que nunca ocorreu (vv.28,29). A acusação era irônica, pois Paulo estava justamente em rito de purificação. 
Vale acrescentar que, de fato era proibido os estrangeiros estarem em áreas sagradas do Templo, no entanto eles acharam que Paulo tinha entrado com Trófimo no Templo, mas eles não viram isso de fato:
"Porque tinham visto com ele na cidade a Trófimo, de Éfeso, o qual pensavam que Paulo introduzira no templo.", Atos 21.29 
Havia áreas do Templo que os estrangeiros convertidos poderiam estar, como o Átrio dos gentios, mas para estarem ali, era preciso que fossem circuncidados, por isso Paulo havia mandado que todos os que estavam com ele seguissem o rito:
"23 Faze, pois, isto que te dizemos: temos quatro varões que fizeram voto.
24 Toma estes contigo, e santifica-te com eles, e faze por eles os gastos para que rapem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo de que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a lei.", Atos 21.23,24
Paulo recebeu essas instruções na casa de Tiago e as seguiu, e foi graças a elas que ele não foi imediatamente apedrejado pela multidão.  
A verdade pouco importava à multidão inflamada, que o arrastou para fora do templo e tentou matá-lo (v.30). A fidelidade de Paulo mostra que o servo de Deus pode ser caluniado, mas permanece firme por confiar naquele em quem crê (2Tm 1.12).
Aqui vale notar que, a multidão nunca busca a verdade, mas é convencida facilmente por narrativas. Bastou alguém afirmar que Paulo havia ensinado heresias e que estava com um estrangeiro no Templo, que eles já estavam prontos para prende-lo sem sequer, saber se aquilo era verdade ou não. 
"E alvoroçou-se toda a cidade, e houve grande concurso de povo; e, pegando de Paulo, o arrastaram para fora do templo, e logo as portas se fecharam.", Atos 21.30 
É assim até hoje, as multidões só se interessam em ouvir argumentos que reforcem aquilo que já acreditam, é assim que surgem as bolhas ideológicas. 

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