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terça-feira, 3 de novembro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 6 / 4º Trim 2026



AULA EM 8 DE NOVEMBRO DE 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)

Tema: A Aliança e as Bênçãos da Obediência


TEXTO ÁUREO
“Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.” (Dt 7.6)

VERDADE PRÁTICA
A aliança com Deus exige amor exclusivo, obediência fiel e separação do mal, que nos conduzem à plena comunhão com o Senhor.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Êx 19.5; 1 Pe 2.9 Eleição: um chamado para pertencer a Deus
Terça – Dt 14.2; 1 Pe 1.15,16 Santidade: a resposta ao chamado divino
Quarta – Dt 7.6-8; 1 Jo 4.10 Eleição por amor: a base da aliança
Quinta – Dt 7.9; Rm 2.6 Fidelidade e justiça: o caráter de Deus
Sexta – Dt 7.12,13; Mt 6.33 Obediência: o caminho das bênçãos de Deus
Sábado – Dt 7.17-19; Rm 8.37 Confiança em Deus: vitória sobre os inimigos espirituais

Hinos Sugeridos: 50, 176 e 386 da Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Deuteronômio 7.6-13, 21-23
6 – Porque povo santo és ao SENHOR, teu Deus; o SENHOR, teu Deus, te escolheu, para que fosses o seu povo próprio, de todos os povos que sobre a terra há.
7 – O SENHOR não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos;
8 – mas porque o SENHOR vos amava; e, para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o SENHOR vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de Faraó, rei do Egito.
9 – Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos;
10 – e dá o pago em sua face a qualquer dos que o aborrecem, fazendo-o perecer; não será remisso para quem o aborrece; em sua face lho pagará.
11 – Guarda, pois, os mandamentos, e os estatutos, e os juízos que hoje te mando fazer.
12 – Será, pois, que, se, ouvindo estes juízos, os guardardes e fizerdes, o SENHOR, teu Deus, te guardará o concerto e a beneficência que jurou a teus pais;
13 – e amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar, e abençoará o fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o teu cereal, e o teu mosto, e o teu azeite, e a criação das tuas vacas, e o rebanho do teu gado miúdo, na terra que jurou a teus pais dar-te.
21 – Não te espantes diante deles, porque o SENHOR, teu Deus, está no meio de ti, Deus grande e terrível.
22 – E o SENHOR, teu Deus, lançará fora estas nações, pouco a pouco, de diante de ti; não poderás destruí-las todas de pronto, para que as feras do campo se não multipliquem contra ti.
23 – E o SENHOR as dará diante de ti e as fará pasmar com grande pasmo, até que sejam destruídas.

INTRODUÇÃO
Professor(a), para esta lição veremos como se processa a aliança com Deus. Pois o mesmo formato da aliança feita com o povo no deserto, temos também para a aliança da graça nos dias atuais. Neste material de apoio deixo comentários para enriquecer a aula e ajudar a preparar uma ministração de qualidade.  
Quem entra em aliança com Deus deve viver em plena fidelidade com Ele. No segundo discurso de Moisés (Dt 5–26), o legislador adverte o povo quanto ao perigo de negligenciar os mandamentos e cair na idolatria. Pelo pacto com o Senhor, Israel deveria viver em santidade, que é a condição para desfrutar das suas bênçãos. A aliança não era unilateral no tocante às bênçãos, mas baseada em obediência, separação, fidelidade, exclusividade e devoção somente ao Senhor.
Para essa introdução, podemos extrair a ênfase do discurso de Moisés, que é o perigo da idolatria e a quebra da santidade. Hoje temos os mesmos perigos em nosso tempo, por isso, esta lição possui uma importância ainda maior. Cada tópico deve ser ensinado apresentando aos alunos uma aplicação prática para os nossos dias.
É bom explicar que, quando o comentarista fala que, "a aliança não era unilateral no tocante às bênçãos", significa que as bênçãos não eram dadas somente pela vontade de Deus, mas também estavam condicionadas ao cumprimento de alguns requisitos por parte do povo de Deus.

I– ELEIÇÃO E SANTIDADE: DOIS ASPECTOS DA ALIANÇA

1- Eleição, santidade e propósito na Aliança Divina. 
A natureza da aliança divina com Israel fundamentava-se na eleição e na santidade, de modo que cada israelita compreendia o seu chamado à separação das nações pecaminosas (Dt 7.6-8), sendo propósito exclusivo do Senhor: “sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos” (Êx 19.5; cf. Dt 14.2; 26.19; 1 Pe 2.9). 
Dessa forma, como nação eleita, Israel era como um representante de Deus entre outras nações e por isso, deveria ter uma postura à altura dessa posição. Vale acrescentar que, no tempo da Lei o Senhor tratou com a nação de Israel e que no tempo da Graça o Senhor trata com a Igreja de Jesus e assim também, com cada indivíduo particularmente.
"Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;", 1 Pedro 2.9
Note como o Senhor fala com o povo de Deus a mesma classificação que deu à nação de Israel. 
Tal eleição não se refere à salvação individual (soteriológica), mas a um chamado coletivo e funcional: preservar a revelação, servir às nações (Is 49.6) e preparar o caminho do Messias (Gn 12.3; Gl 3.16). Ela não garantia salvação, como mostra Hebreus 3.7-19. Há, portanto, distinção entre Israel nacional e espiritual (Rm 9.8; 9.6). A Igreja, chamada por Cristo, deve viver em santidade (1 Co 6.19,20; 1 Pe 1.15,16).
Podemos afirmar que, no Antigo Testamento não havia diante de Deus essa diferença entre o Israel nação e o Israel espiritual, pois o Senhor considerava todos os judeus como herdeiros da promessa da Terra Prometida. Já no Novo Testamento ocorre a diferença entre o Israel nacional e o espiritual. Sendo o Israel nacional a nação que está lá no oriente com o seu povo e o Israel espiritual se refere aos salvos em Cristo:
"Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas;", Romanos 9.6 
Hoje a Igreja possui as mesmas bênçãos e promessas que o Israel de Deus:
"15 Porque, em Cristo Jesus, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas sim o ser uma nova criatura.
16 E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus.", Gálatas 6.15,16 

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