Oração: uma disciplina indispensável aos discípulos de Cristo
8 de Fevereiro de 2026
TEXTO ÁUREO
"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno", Hebreus 4.16.
VERDADE APLICADA
Para perseverarmos até o fim é indispensável cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e a ajuda do Espírito Santo.
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Ressaltar que Jesus nos deixou uma oração modelo.
- Saber que Deus sabe do que precisamos antes mesmos de falarmos.
- Reconhecer que o avivamento é resultado da oração.
TEXTOS DE REFERÊNCIA
MATEUS 6
5. E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6. Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.
7. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
8. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes.
9. Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome.
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | Ef 6.18 Orando em todo o tempo.
TERÇA | 1Ts 5.17 Devemos orar sem cessar.
QUARTA | Cl 4.2 Exortação à oração.
QUINTA | Mc 11.24 Devemos orar com fé.
SEXTA | 1Tm 2.8 Devemos orar em todo lugar.
SÁBADO | Jo 14.13 A oração deve ser feita em nome de Jesus.
HINOS SUGERIDOS: 110, 115, 577
MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que os discípulos de Cristo orem sem cessar.
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos a relevância de cultivar uma vida de oração em harmonia com a Palavra de Deus e com a ajuda do Espírito Santo. Nosso Senhor Jesus ensinou aos Seus discípulos sobre a oração. Podemos e devemos nos achegar diante do trono da Graça, pois temos um Sumo Sacerdote: Jesus Cristo.
PONTO DE PARTIDA – Deus ouve as nossas orações.
1. A relevância da oração
O Apóstolo Paulo nos orienta a orar sem cessar, ou seja, a viver em constante oração (1Ts 5.17). É mister lembrar que a oração é uma disciplina espiritual indispensável para os discípulos de Cristo, pois nos ajuda a aprofundar o relacionamento com Deus (Fp 4.6), fortalecer a fé e as virtudes cristãs, vencer as tentações (Lc 11.4) e tomar decisões importantes, aumentando nossa intimidade com Deus (1Ts 5.21-23).
1.1. Jesus nos ensina como orar.
A vida de oração de Jesus despertou Seus discípulos a tal ponto que um deles pediu a Ele que lhes ensinasse a orar assim como João Batista ensinou aos seus discípulos (Lc 11.1). Então, de maneira assertiva, Jesus ensinou aos discípulos a orarem da maneira correta. O Filho nos deu, então, o alicerce para todas as outras orações, ensinando como orar a Deus com adoração, submissão e fé. Ele nos orienta a chamar Deus de Pai (Lc 11.2), o que contribui para pensarmos em um relacionamento privilegiado com Deus, que não está distante dos Seus.
Bispo Primaz Manoel Ferreira (Revista Discipular+ Novos Convertidos Editora Betel, 2021 - Lição 9): "Na oração do Pai Nosso, Jesus nos adverte que a oração é a demonstração de um relacionamento pessoal, não somente uma prática religiosa: 'E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem serão ouvidos' (Mt 6.7). Não temos dúvidas de que nesta oração о Senhor Jesus nos alertou da importância de cultivarmos um relacionamento íntimo com o Pai. Embora muitos acreditem que por muito falar serão ouvidos, devemos ter em mente que o efeito da oração não depende da abundância das palavras. Jesus ensinou que não devemos achar que a simples e constante repetição de palavras é garantia de que nossas orações serão respondidas por Deus (Mt 6.7)".
1.2. A oração modelo ensinada por Jesus.
A oração é indispensável e essencial no relacionamento com Deus. Afinal, o Senhor Jesus, enquanto esteve nesta terra, tinha uma vida de oração (Mc 1.35; Lc 3.21; 9.29; 11.1). A oração que Jesus instruiu Seus discípulos a fazerem contém o necessário para a oração produzir o efeito desejado, compreendendo as principais necessidades dos seres humanos: comunhão, singeleza e intimidade com Deus. A Vontade de Deus deve prevalecer em nossa vida, porque Ele sabe o que é melhor para nós.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2024 - Lição 5): "Jesus ensinou a oração modelo para que não nos percamos em vãs repetições: 'Por- tanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome (adoração). Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu (soberania). O pão nosso de cada dia dá-nos hoje (dependência). Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores (condicional). Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal (livramento); porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre (exaltação). Amém!"" (Mt 6.9-13).
1.3. Orando em secreto.
A oração em secreto é aquela em que conversamos com Deus intimamente, sem que outras pessoas ou o diabo saibam. Somente o Pai é Onisciente e conhece os nossos pensamentos (Mt 6.6). Um contraste com a maneira dos hipócritas agirem. O discípulo de Cristo deve evitar a ostentação, pois Deus não vê as coisas como o ser humano vê. Deus não necessita de exibicionismo para ter Sua atenção atraída.
Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2024- Lição 5): "A oração em secreto ou em segredo é aquela que só você e Deus ficam sabendo, nem as outras pessoas e nem o diabo, pois só Deus é Onisciente e conhece os nossos pensamentos. Jesus estava orientando para não cairmos nos erros dos hipócritas, que gostam de orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, talvez com belas palavras para impressionar as pessoas e mostrar mais espiritualidade do que os demais, queriam ser vistos pelos homens (Mt 6.5-6)".
EU ENSINEI QUE: A oração é essencial ao nosso relacionamento com Deus.
2. A convicção na eficácia da oração
Para que a oração seja eficaz, não são necessárias vãs repetições de palavras (Mt 6.7). Muitas pessoas acham que somente serão ouvidas se orarem longamente, usando palavras difíceis, mas a oração eficaz é aquela que acontece na simplicidade do coração e de acordo com as Escrituras.
2.1. Deus está atento ao cristão que ora.
Jesus nos assegurou que tudo que pedirmos em oração nos será concedido se confiarmos em Deus (Mc 11.24). O Pai se importa com a disposição do nosso coração, porque Ele recompensa os que o buscam (Hb 11.6). Nosso Senhor Jesus revelou que Deus está disposto e pronto a dar boas dádivas ao Seu povo (Lc 11.9-13), mas também revelou que os Seus discípulos deveriam pedir. É evidente que isso não significa que sempre receberemos o que pedimos, mas que Deus está atento e interessado em nos abençoar segundo a Sua perfeita vontade.
Pastor Alex de Mello Cardoso (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2006 - Lição 13): "Tiago faz três perguntas incisivas aos seus leitores: "Está alguém entre vós sofrendo? Esta alguém alegre? Está alguém entre vós doente?" (Tg 5.13,14). Ele destaca três classes de pessoas: o sofredor, o feliz e o enfermo. Diante das aflições o cristão precisa recorrer à oração (1Sm 1.10,12,15,27). A vida cristã é alternada por momentos de alegria, aflição e tristeza. Mas, seja qual for a situação, a graça de Deus estará disponível ao cristão que ora. Tiago adverte a não desdenharmos da importância da oração (Tg 5.16)".
2.2. O Pai conhece nossas necessidades.
Quando confiamos em Deus como o filho confia no pai e nos achegamos a Ele para conversar, a oração acontece. O Pai sabe do que precisamos (Mt 6.8). O salmista diz que somos como um livro aberto para Deus, que sabe até o que estamos pensando. Ele sabe quando saímos e quando voltamos. Nunca estamos fora do Seu campo de visão. Ele sabe antecipadamente o que vamos dizer, antes mesmo de começarmos a falar (Sl 139.1-4). Entretanto, Ele quer ouvir: "Senhor, preciso de Ti".
Bispo Abner Ferreira (Ser relevante: 50 devocionais sobre o Sermão do Monte proclamado por Jesus Cristo - Editora Betel, 2022, pp.115,116): "Pode alguém perguntar: mas se Deus é conhecedor que temos necessidade, por que a necessidade de pedir? Em resposta podemos dizer que: não devemos deixar de orar, pois, a oração nos coloca em intimidade com Deus. Portanto, quando oramos a Deus é para nos relacionar com Ele".
2.3. Oração e batalha espiritual.
Paulo disse para nos revestirmos de toda armadura de Deus, assim podemos resistir às ciladas do diabo (Ef 6.11). O apóstolo, após relacionar cada parte da armadura, diz: "Orando em todo tempo" (Ef 6.18). Isso transmite a ideia de vestir cada parte da armadura com oração e, mesmo já vestido, continuar orando e vigiando, como Jesus já tinha enfatizado (Mt 26.41).
Russell Shedd (Epístolas da prisão. Vida Nova, 1ª. Edição: 2005, pp. 74- 75) comenta sobre Efésios 6.18: "Uma vez que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra as forças demoníacas invisíveis, temos de ficar dependentes da oração. A única maneira pela qual podemos nos vestir de toda a armadura de Deus é orando, com a súplica específica, orando em toda a oportunidade, e para no Espírito, isso vigiando (alertas, acordados, ressuscitados dentre os mortos), e com toda a perseverança e súplica por todos os santos".
EU ENSINEI QUE:
Jesus nos assegurou que tudo que pedirmos em oração nos será concedido se confiarmos em Deus.
3. Oração e avivamento
A dedicação à oração sempre pre- cedeu os muitos avivamentos que ocorreram ao longo da história da Igreja. Vemos na Bíblia Deus convocando o Seu povo à oração em 2Crônicas 7.14. Após a ascensão de Jesus, Seus discípulos aguardaram o revestimento de poder, perseverando unânimes em oração e súplicas (At 1.14). E mesmo depois de serem cheios do Espírito, uma das marcas da Igreja era a oração (At 2.42; 3.1; 4.31; 6.4). É fundamental perseverarmos em oração para não sermos alcançados pela frieza espiritual e religiosidade vazia.
3.1.A falta de oração leva ao esfriamento espiritual.
A falta de oração pode levar ao esfriamento espiritual. Encontramos em Isaías e Ezequiel o Senhor procurando intercessores, porém não encontrou (Is 59.16; Ez 22.30). Não haver intercessores nos remete a uma atitude de indiferença e esfriamento. Lembremos da exortação de Paulo: "sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" (Rm 12.11). Que haja fervor na intercessão, já que o esfriamento espiritual leva à perda de interesse pelas atividades espirituais, como: oração, jejum, leitura da Palavra e participação nos cultos.
Pastor Amador C. dos Santos (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2007 - Lição 10): "Assim como o Senhor espantou-se nos dias de Isaías por falta de intercessor, demonstrando a grande necessidade de clamor e intercessão, hoje também não é diferente. Podemos estar certos de uma coisa, a causa de todo fracasso é a falta de oração em secreto. Esse espanto profético de Deus em relação à ausência de intercessores demonstra a gravidade pecaminosa de estado condenatório de uma grande maioria, quando um grande número de intercessores cruza os braços, como se nada estivesse acontecendo. Deus se espanta com a omissão e frieza do seu povo".
3.2. A religiosidade vazia.
A oração continua a ser uma necessidade da Igreja (1Ts 5.17), por isso devemos rogar a Deus que Seu doce Espírito gere em nós um profundo sentimento de indignação com a presente era pela transformação da nossa mente (Rm 12.2). Precisamos buscar incessantemente ao Senhor para não sermos envolvidos em uma religiosidade vazia (Mt 15.7-8) e perseverar no caminho da santificação (Hb 12.14). А Igreja precisa rasgar o coração e voltar a Deus. Esse é o avivamento de que precisamos com urgência.
Pastor Amador C. dos Santos (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2007-Lição 10): “Não será difícil demonstrar que os fracassos na nossa vida espiritual e no serviço cristão são devido à falta de oração ou a deficiência dela. A menos que oremos acertadamente, não podemos viver e servir corretamente. Isto pode parecer uma afirmação exagerada, mas quanto mais examinamos a Bíblia a respeito da oração, mais ficamos convencidos da verdade desta afirmação. Alguém já disse com bastante propriedade: Satanás se ri de nosso zelo no serviço; zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos".
3.3. O avivamento vem da perseverança.
Nosso Senhor contou uma parábola para mostrar aos Seus discípulos que deveriam orar sempre e nunca desanimar (Lc 18.1-8). O que se espera dos que são do Senhor é que orem com constância incansável - "clamam a ele de dia e de noite - pois reconhecem que a única esperança é Deus. Não há outro a quem clamarmos. Cheguemos com confiança ao trono da Graça (Hb 4.16), pois vamos alcançar misericórdia e achar Graça.
A Epístola aos Hebreus contém diversas exortações ao discípulo de Cristo para chegar-se, aproximar- -se de Deus com confiança, pois temos um Grande Sumo Sacerdote - Jesus Cristo - que intercede por nós - Hb 4.14-16; 7.25; 10.1,22; 11.6. Podemos e devemos comparecer diante do Nosso Pai Celestial "com confiança...em inteira certeza de fé", em adoração, comunhão e oração. Com a reconciliação efetuada por Cristo, desfrutamos da bênção de um relacionamento pessoal com Deus.
EU ENSINEI QUE:
A oração continua a ser uma necessidade da Igreja (1Ts 5.17).
CONCLUSÃO
Que o Espírito Santo nos ajude em todo o tempo para não deixarmos de desfrutar da bênção de nos achegar a Deus com confiança e inteira certeza de fé, confiando eme Jesus Cristo, que intercede por nós. Nosso Pai Celestial está disposto e pronto a nos ouvir e conceder tudo que precisamos para perseverar até o fim (Lc 11.9-13).
Subsídio para esta lição.
Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

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