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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL CPAD SUBSÍDIO - Lição 6 / 1º Trim 2026


AULA EM 8 DE FEVEREIRO DE 2026 - LIÇÃO 6
(Revista Editora CPAD)
Tema: O Filho como o Verbo de Deus

TEXTO ÁUREO
“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Jo 1.14).

VERDADE PRÁTICA
Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.

LEITURA DIÁRIA
Segunda — Jo 1.1-3 O Verbo eterno e divino
Terça — Jo 1.14 O Verbo se fez carne
Quarta — Êx 25.8,9 Deus habita entre o povo
Quinta — Jo 1.17 Graça e verdade por Cristo
Sexta — Jo 1.18 O Filho unigênito revelou o Pai
Sábado — Cl 1.15-19 Cristo, a imagem do Deus invisível

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 1.1-5,14.
1 — No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2 — Ele estava no princípio com Deus.
3 — Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.
4 — Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;
5 — e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam.
14 — E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

HINOS SUGERIDOS
20, 175 e 182 da Harpa Cristã.

COMENTÁRIO 
INTRODUÇÃO 
Professor(a), o evangelho escrito por João é o que mais revela a deidade de Jesus, já no seu início aparece essas verdades, e toda esta lição vai mostrar a deidade do Salvador com base neste evangelho. E neste subsídio vou deixar acréscimos que o ajudarão a ministrar uma aula com conteúdos relevantes, como, por exemplo, a forma como as Testemunhas de Jeová, distorcem a deidade de Jesus na tradução do Novo Mundo da Bíblia Sagrada
O prólogo do Evangelho de João apresenta o Verbo eterno como Deus, Criador e Revelador. Ele se fez carne e revelou de forma plena e completa a glória do Pai. O apóstolo João afirma que viu a glória do Deus Unigênito, cheia de graça e de verdade. Nesta lição, veremos que essa revelação marca o clímax da encarnação do Verbo — o Filho de Deus — onde o invisível se tornou visível, o eterno entrou no tempo e o insondável foi manifestado em Cristo Jesus. 
Quando João afirma no início do seu evangelho que viu a glória do Deus Unigênito, estava se referindo à transfiguração de Cristo que somente ele, Tiago e Pedro haviam testemunhado. 
"E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu amado Filho, em quem me comprazo; escutai-o.", Mateus 17.5 
João escreve o seu evangelho no final do primeiro século, e não faz um relato direto da transfiguração, apenas essa pequena nota: 
"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.", João 1.14 
Convém relembrar que, quando João escreve o seu evangelho, já havia entre os irmãos muitos gnósticos espalhando ensinos errôneos que afirmava que o Filho de Deus nunca poderia ter vindo em carne, pois na ideia gnóstica Deus habitou o corpo de Jesus e o deixou no momento da crucificação. Por isso, tanto o evangelho de João como suas cartas vão combater essas heresias. 

I. O VERBO COMO DEUS ETERNO 

1. O Verbo preexistente.  
O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a), as palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1) e claramente ensinam que o Verbo sempre existiu. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui. 
O atributo da eternidade divina afirma que Deus não teve início e nem terá fim, e como Ele é criador do tempo, Ele não pode ser limitado pelo tempo, vemos isso em algumas passagens: 
"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia.", 2 Pedro 3.8 
A eternidade é mais um atributo imanente de Deus, isto é, que somente o Pai, o Filho e o Espírito Santo possui. 
A expressão “Verbo” (gr. lógos) designa Deus, referindo-se à divindade do Filho. Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno — Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai (Jo 1.14; 3.16). Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17). 
Para os gnósticos Jesus recebeu o Cristo no momento do batismo nas águas, e ali Ele passou a ser o Cristo de Deus, mas não poderia jamais ser Deus, pois para eles, a divindade não viria em forma de criatura e assim, Cristo seria apenas um ser iluminado e intermediário entre Deus e as criaturas. Por isso, podemos perceber o esforço de João em apresentar Jesus como o logos divino que atuou na criação de tudo. 
Para saber mais sobre o gnosticismo: https://www.apologetica.pt/?p=135

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