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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ESCOLA DOMINICAL EDITORA BETEL - Lição 7 / 1º Trim 2026

Vencendo as estratégias e propostas do inimigo
15 de Fevereiro de 2026


TEXTO ÁUREO
"Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo", Efésios 6.11.

VERDADE APLICADA
É preciso vigilância e estar revestidos de toda a Armadura de Deus para resistir e permanecer firmes contra as investidas do maligno.
  
OBJETIVOS DA LIÇÃO
- Saber que Satanás se esforça para nos afastar de Cristo.
- Identificar as artimanhas do inimigo contra o povo de Deus.
- Ressaltar que Satanás usa estratégias para nos parar.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

EFÉSIOS 4 
27. Não deis lugar ao diabo.

EFÉSIOS 6
10. No demais, irmãos meus, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. 
11. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo.
12. Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais.
 
LEITURAS COMPLEMENTARES
SEGUNDA | 1Pe 5.8 As estratégias do inimigo contra os cristãos.
TERÇA | Mt 13.39 O inimigo busca roubar a Palavra do coração.
QUARTA | Mt 4.1 O inimigo não desiste de nos tentar.
QUINTA | Tg 4.7 É preciso resistir ao inimigo.
SEXTA | 1Pe 5.8 O inimigo anda em derredor para nos tragar.
SÁBADO | 1Co 15.26 O último inimigo a ser destruído é a morte.

HINOS SUGERIDOS: 165, 225, 455

MOTIVO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja se consagre para vencer as ofertas do inimigo.    

INTRODUÇÃO
Nesta lição, refletiremos sobre a realidade da ação de Satanás contra o povo de Deus, algumas investidas do maligno e a importância do discípulo de Cristo saber que é possível resistir e ficar firme, cultivando um viver conforme os princípios bíblicos no poder do Espírito Santo.    

PONTO DE PARTIDA – Satanás é um inimigo que não para de atacar.

1. As propostas ardilosas do inimigo  
A Bíblia deixa claro que Satanás é um inimigo ardiloso, que anda ao nosso derredor como um leão, procurando a quem devorar (1Pe 5.8). Ele age sagazmente com propostas que parecem legítimas, mas seu intuito é tirar o foco dos cristãos, que é Jesus Cristo (Hb 12.2). Ele emprega artifícios tentadores, como: dinheiro, fama, riquezas, orgias e outros prazeres mundanos.

1.1. Um inimigo em comum. 
Os seres humanos possuem um inimigo em comum, que busca manter a mente das pessoas na escuridão para que não percebam a luz do Evangelho de Cristo (2Co 4.4). Assim como tentou Jesus no deserto, Satanás continua a nos tentar para nos conduzir para fora da vontade de Deus. Infelizmente, muitos são iludidos pelas ofertas do inimigo e se tornam escravos dos prazeres que ele oferece.

John Stott (A Mensagem de Efésios. 2.ª Edição. ABU: 2001, p. 200) comenta Efésios 6.10-12: "O conhecimento total do inimigo e um respeito sadio pelas suas proezas fazem um preliminar necessário para a vitória na batalha. Semelhantemente, se subestimarmos nosso inimigo espiritual, não veremos necessidade para a armadura de Deus., sairemos despreparados para a batalha, sem armadura alguma senão o nosso frágil esforço, e seremos rapidamente derrotados do modo vergonhoso [..] Paulo nos dá uma descrição completa e assustadora das forças organizadas contra nós (v.12)." 

1.2. As tentativas de nos afastar de Cristo. 
Muitas pessoas acham que aceitar a Cristo como seu Senhor e Salvador é sinônimo de uma vida tranquila. Porém, Cristo nos disse que neste mundo nós teríamos tribulações. O inimigo ataca os seguidores de Jesus continuamente (Jo 16.33). Os primeiros cristãos sofreram muitas aflições. O rei Herodes, por exemplo, resolveu perseguir os membros da Igreja e mandou matar Tiago, irmão de João, à espada (At 12.2). Desde o início da Igreja, o inimigo usa suas estratégias diabólicas como obstáculos na vida daqueles que decidem seguir o Senhor. 

Bispo Abner Ferreira: (Jó: Aguardando com esperança a resposta de Deus - Editora Betel, 2001, p, 34): "Desde a queda de Satanás, a Terra tornou-se o palco de artimanhas malignas (Is 14.16,17). Enquanto Deus manifestava o Seu amor (Jo 3.16), o maligno semeava o joio (Mt 13.25,38,39). Assim, desde o princípio, Satanás tem rodeado a Terra com intentos malignos no coração, pois ele é inimigo de Deus e Sua Obra (Ap 12.12)". 

1.3. As tentativas de nos parar por medo. 
A guerra contra o inferno faz parte da jornada do discípulo de Cristo nesta terra. É o que Paulo chamou de "o bom combate" (1Tm 1.18). Após Elias derrotar os profetas de Baal, o inimigo usou Jezabel para tentar parar o profeta, que chegou a pedir a morte (1Rs 19.2,4). Elias achou que estava sozinho no combate contra a idolatria: "[...] e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem", 1Rs 19.10. Deus, porém, mostrou a Elias que ele não está sozinho; havia outros sete mil que não se dobraram a Baal e não beijaram a sua imagem (1Rs 19.18). Isso mostra que Deus zela por sua Palavra e não nos deixa desamparados nesta luta. 

Bispo Abner Ferreira (Elias, o Exterminador de Baal: Deus exige santificação e lealdade do seu povo - Editora Betel, 2001, р, 143): "Decepcionado, triste e desesperado, Elias entrou numa caverna, no Horebe, para passar a noite. Nisso, ouviu o Senhor dizer: "Que fazes aqui, Elias?", 1Rs 19.9b. О profeta pensava que estava escondido de Deus; ledo engano, Deus tudo vê (Sl 139.7-10), tal qual Jesus viu Natanael debaixo da figueira (Jo 1.48). O Senhor nos vê e está sempre disposto a nos renovar através do seu Espírito (Sl 104.30). Deus perguntou: Que fazes aqui, Elias? Vamos analisar a pergunta. Que fazes aqui, Elias? Tu és o meu profeta! Eu te honrei, te ajudei, Elias, a tua vida só tem valor na minha vontade".

EU ENSINEI QUE: 
Muitas pessoas acham que aceitar a Cristo como seu Senhor e Salvador é sinônimo de uma vida tranquila.

2. As sutis estratégias do inimigo. 
O inimigo de nossas almas faz de tudo para enfraquecer a nossa fé (Lc 22.32) e nos enganar com doutrinas demoníacas (1Tm 4.1). A Igreja enfrentará essas investidas até que seja arrebatada na Vinda do Senhor. Não por acaso o Apóstolo Pedro nos alertou a respeito da sagacidade do Inimigo (1Pe 5.8). 

2.1. O inimigo tenta enfraquecer a nossa fé. 
Na Parábola do Semeador (Mc 4.1-9), quando a Palavra de Deus foi semeada, uma parte caiu à beira
do caminho, e as aves a comeram (Mc 4.4). O objetivo da parábola é mostrar que a Palavra é semeada (Mc 4.14), mas alguns são como a semente que cai à beira do caminho. Assim que ouvem a Palavra, o inimigo arranca o que foi plantado neles (Mc 4.15). O inimigo rouba a Palavra de Deus porque odeia a fé que ela produz no coração das pessoas (Rm 10.17). O Apóstolo Paulo sabia que Satanás tenta sufocar a fé das pessoas que ouvem a Palavra de Deus (1Ts 3.5). 

Pastor Deiró de Andrade (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 1997 - Lição 11): "O contato com o solo não era vivo, era superficial e mecânico. Caída à beira do caminho, não recebe a semente as boas-vindas do solo. O pecador ouve a Palavra de Deus, mas não passa disso. Não absorve o sentido. Por que não recebe? A mente está cheia de pensamentos e cuidados mundanos. [...] Se a palavra ficar só no exterior de nosso ser, é certo que o inimigo a tirará, como é certo também que os passarinhos comerão a semente que cair na terra dura, à beira do caminho (Mt 13.4). Nossa segurança está em esconder a Palavra no coração: 'Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti' (Sl 119.11)".

2.2. O inimigo ataca a obra missionária. 
Desde as raízes da fé cristã até os dias atuais, o inimigo tem empregado várias estratégias para destruir a Igreja e levar as almas à perdição. Uma dessas estratégias é tentar frustrar os planos dos missionários, como aconteceu com Paulo (1Ts 2.17,18). О inimigo detesta os missionários, por isso se empenha para colocar empecilhos no caminho deles. Portanto, os missionários devem fazer uso da Armadura de Deus para se manterem firmes diante das investidas do diabo. 

Bispo Samuel Ferreira (Revista Betel Dominical - 4° Trimestre de 1996 - Lição 1): "A igreja de Jesus nesta terra não está desprovida de recursos para enfrentar a guerra espiritual. Ela tem armas espirituais que são poderosas em Deus para a destruição das fortalezas (2Co 10.4). O Apóstolo Paulo apresenta, na Carta aos Efésios, um conjunto de armas que deve ser usado por todo crente que deseja ganhar almas para Jesus (Ef 6.11-18). 

2.3. O inimigo nos incita a ceder aos desejos da carne. 
O inimigo das nossas almas, desde a criação do mundo, ilude e coloca em conflito os desejos da carne e os do Espírito. Porém, quem vive pelo Espírito não satisfaz os desejos da carne (Gl 5.16). Na luta contra os desejos da carne, não devemos ceder a sentimentos, palavras e ações que afrontam a nossa identidade em Cristo. 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 4° Trimestre de 2021 - Lição 13): "Devemos entender claramente que não são as pessoas físicas que se opõem a nós (não é carne nem sangue). Em toda ação que outros empreendem contra nós, pelo fato de estarmos em Cristo, a mão do inimigo está presente, ainda que de forma sigilosa (Ef 6.12). São verdadeiras estratégias de guerra não convencionais (Paulo as chama de astutas ciladas), que geralmente passam despercebidas. Por isso, precisamos estar em comunhão com o Espírito e revestidos da Armadura de Deus". 

EU ENSINEI QUE: 
O inimigo de nossas almas faz de tudo para enfraquecer a nossa fé.  

3. As táticas de Satanás contra a Igreja 
A Queda acarretou implicações graves para todo ser vivente (Rm 8.22). A relação entre o ser humano e Deus foi afetada a partir daquele dia (Gn 3.10). A inocência do homem se foi pela desobediência à Lei de Deus (Gn 3.11). Por meio de um homem, Adão, sobreveio toda espécie de sofrimento aos humanos (Rm 5.12). Entretanto, também por meio de um Homem, Jesus Cristo, todos que nEle creem e O recebem serão vencedores e triunfantes (Rm 5.17). 

3.1. O inimigo tenta nos parar com enfermidades. 
Quem não gostaria de ter uma vida pujante e livre de doenças? Deus nos criou para termos sempre uma boa saúde. Porém, quando o inimigo induziu Adão e Eva ao pecado, isso trouxe doença, dor e morte ao ser humano (Rm 5.12). Assim, sabemos que enquanto existirmos em um corpo corruptível, por mais que cuidemos dele, permaneceremos sujeitos a doenças, dores e morte. As Escrituras relatam que o inimigo, com a permissão de Deus, produziu em Paulo grande desconforto (2Co 12.7). A boa notícia é que as doenças não durarão para sempre, porque a promessa é que receberemos um corpo glorificado, não mais sujeito a doença ou morte (1Co 15.52). 

Bispo Abner Ferreira (Revista Betel Dominical - 2° Trimestre de 2003 - Lição 3): "Na sua inocência, o casal no Éden não conhecia o mal (Gn 2.25). Pela proposta da serpente, eles passariam a conhecê-lo (Gn 3.5), dando origem a toda espécie de enfermidades oriundas do pecado (Sl 38.3; Ec 5.13). 

3.2. O inimigo tenta nos parar com atrativos. 
Precisamos nos fortalecer espiritualmente. As pessoas hoje se atentam para o exterior, perdem horas em academias para fortalecer o corpo, mas não fazem nada para fortalecer o espírito. A Bíblia atribui o fortalecimento espiritual ao Poder de Deus (2Co 9.8; Ef 3.20; 2 Tm 1.12; Hb 7.25; Jd 24). Sem fortalecimento espiritual, somos levados para longe da Presença de Deus com facilidade. Ficamos vulneráveis às estratégias que o inimigo usa para nos destruir, assim como ele fez com Davi, Geazi, Acā, Sansão, Demas, Judas e tantos outros. 

Pastor Alex M. Cardoso (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2006 - Lição 3): "A isca ou armadilha que Satanás utiliza para arruinar o cristão é bonita e atraente; mas, por baixo dela, está a morte (1Co 2.10,11). É assim o pecado. Ele nunca se apresenta feio e destruidor, mas sempre agradável. Somos, então, engodados e levados para longe da presença de Deus. 

3.3. O inimigo se opõe ao perdão. 
O perdão é eficaz, mas não podemos dar brecha para o inimigo. Porquanto, não basta perdoar, mas evidenciar o perdão. Não havendo a prática do perdão sincero na igreja local, como em Corinto (2Cо 2.7-11), o povo de Deus proporcionará ao inimigo a oportunidade de se aproveitar da falta de reconciliação para enfraquecer a Igreja. Faz parte do novo viver o exercício da misericórdia e do perdão (Ef 4.32). 

Bispo Abigail C. de Almeia (Revista Betel Dominical - 1° Trimestre de 2005 - Lição 2): "Quando concedemos e recebemos perdão, desempenhamos um papel importante no plano da redenção. Quando praticamos o perdão, mostramos que vivemos na presença de Deus. Em 2 Coríntios 2.5-17, Paulo nos convida a reaver a importância, o poder e a vivacidade do perdão. Ele assim o faz porque sabe que, se os cristãos deixarem de perdoar uns aos outros, dividirão a Igreja de Cristo e darão vantagens ao inimigo". 

EU ENSINEI QUE: 
Precisamos nos fortalecer espiritualmente.
 
CONCLUSÃO 
Enquanto a Igreja estiver nesta terra, terá de enfrentar as investidas do maligno, as quais podem ser sutis e quase imperceptíveis. Por isso, precisamos viver em constante vigilância, fortalecidos no Senhor e na força do Seu poder para, com a ajuda do Espírito Santo, estar atentos aos princípios bíblicos para um viver vitorioso.
  
Subsídio para esta lição. 

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)


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