INICIE CLICANDO NO NOSSO MENU PRINCIPAL

Mostrando postagens com marcador ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 1 de abril de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 1 / 2º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 1



(Revista Editora Betel)

Tema: RECONHECENDO O SENHORIO DE DEUS


Texto de Referência: Dt 10.12-14

VERSÍCULO DO DIA
"Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam." (Sl 24.1)

VERDADE APLICADA
Deus é Senhor de tudo, e Sua vontade prevalece sobre todos os aspectos da nossa vida.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer o Senhorio de Deus;
✔ Saber que Deus é soberano sobre todas as coisas;
✔ Ressaltar que Deus tem autoridade absoluta sobre toda a Criação.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que o nosso coração descanse no amor e no cuidado do Deus Criador.

LEITURA SEMANAL
Seg | Gn 14.19 –  A Deus pertencem os céus e a terra.
Ter | Dt 32.8 – Deus distribui as heranças às nações.
Qua | Is 52.7 – O Senhor reina.
Qui | Is 33.22 – O Senhor é Juiz, Legislador, Rei e Salvador.
Sex | Ap 1.8 – O Senhor é o princípio e o fim, o Alfa e o Ômega.
Sáb | Ap 11.17 – Damos graças ao Deus Todo-Poderoso.

INTRODUÇÃO
Professor(a), estamos iniciando mais um trimestre, e recomendo que seja apresentada aos alunos a revista, o tema do trimestre e o comentarista. Vale a pena também falar resumidamente sobre as lições mais interessantes que serão ministradas, para despertar algum interesse na classe. Este material de apoio é gratuito para você aqui no CLUBE DA TEOLOGIA, meus comentários estão em letras azuis, aproveite-o para preparar sua aula.
Reconhecer o Senhorio de Deus é reconhecê-lo como Soberano Criador e Autoridade Suprema sobre tudo que existe. Essa verdade nos convida a viver com humildade e reverência, alinhados à Sua vontade e em obediência à Sua Palavra. Assim, mostramos publicamente que não somos donos de nada, mas mordomos do que o Senhor coloca sob os nossos cuidados.
Ou seja, quando somos humildes na condução da obra de Deus, estamos mostrando que o Senhor é o dono da obra e nós somos os trabalhadores. Do contrário, se somos arrogantes, arbitrários, e nos comportamos de forma altiva, então estamos declarando que nos achamos donos da obra de Deus. E isso, o Senhor não irá permitir.

PONTO-CHAVE
"O Senhorio de Deus se estende sobre todas as coisas, por isso nada está fora do Seu controle amoroso e providente."

1. A SOBERANIA DE DEUS
Ser soberano sobre algo ou alguém pressupõe autoridade, domínio e poder. Portanto, a soberania de Deus aponta para a Sua autoridade suprema e absoluta sobre tudo que existe: a Criação, a História, os seres humanos e os eventos (Sl 103.19). O poder de Deus é ilimitado, Sua sabedoria é perfeita, Seu propósito é eterno e Sua vontade é soberana, por isso nada pode frustrar os Seus planos (Jó 42.2).

1.1. Deus Altíssimo
As Sagradas Escrituras se referem ao "Deus Altíssimo", em hebraico El Elyon, que possui o sentido de "Superior" ou "Altamente elevado". Portanto, Deus é exaltado por Sua condição divina única, que O eleva acima de tudo que existe (Gn 14.19-20; Nm 24.16; Is 14.14). "Altíssimo" também se refere à transcendência de Deus, que excede os limites da criação, de tal maneira que a mente humana não é capaz de compreender a Sua grandeza (Sl 139.6).
Quando o ser humano olha para o universo com os mais poderosos telescópios já construídos, consegue ver objetos, galáxias, estrelas e coisas inimagináveis, enormes e magníficas que é impossível para nós quantificar. Esses elementos do universo profundo nos dão uma ideia mínima da dimensão do poder de Deus. Só de imaginar que Deus criou tudo aquilo que está lá fora, compreendemos como somos pequenos diante desse Deus tão grandioso. Veja o que Paulo afirma sobre a prova de Deus na sua criação:
"Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;", Romanos 1.20
Paulo está dizendo que as coisas criada mostram a existência de Deus, e ele nem tinha telescópios em sua época.

1.2. Deus Todo-Poderoso
A designação "Deus Todo-Poderoso" vem do hebraico El Shaddai, isto é, "Aquele que detém todo o poder", seja no céu ou na terra, o que ressalta a onipotência de Deus. Ele é o Criador soberano do Universo, com autoridade e poder absolutos e ilimitados. Ele reina sobre todas as coisas com sabedoria, justiça e amor, sustenta a criação e guia a história segundo o Seu propósito perfeito. Reconhecer o Deus Todo-Poderoso nos leva a confiar plenamente em Sua vontade e viver em reverência e obediência ao Seu senhorio.
Alguns criticam a crença num Criador, por acharem que se Ele existisse não deixaria o mundo mergulhado no caos em que está. Porém, eles não conhecem o amor de Deus e o seu propósito de separar um povo lavado e remido pelo sangue de Cristo. Se o mundo está em caos, nós cremos que é por permissão do Senhor e que nada supera Sua vontade. Nesse sentido o crente deve ter duas certezas: 
1ª - Que Deus está no controle de tudo; e
2ª - Se acontecer alguma adversidade, é porque o Senhor o permitiu e com certeza há um propósito.

REFLETINDO
"Deus tem todo o poder, tudo está na palma das Suas mãos, não há nada que Ele não possa fazer. Seu poder é total e não existe poder algum que possa se comparar ao dEle." Pastor Valdir Oliveira

2. A MAJESTADE DE DEUS
A majestade de Deus se revela na grandiosidade da criação, desde o vasto universo, com suas galáxias infinitas, até os detalhes de uma flor. Sua soberania transcende o tempo e o espaço, Seu poder sustenta a ordem do cosmos e Seu amor nos guia.

2.1. Deus reina
Jesus anunciou o Reino dos Céus como uma realidade presente, que aponta não somente para a soberania, mas também para o governo de Deus sobre todas as coisas. Apesar disso, Ele nos concede liberdade de escolha, de maneira que coexistam Sua soberania e a responsabilidade humana (Gl 6.7). Isso significa que Deus não age com imposição nem determinismo, revelando Sua vontade permissiva, embora sem anular Sua vontade soberana, que estabelece o fim da história (Is 46.10).
Aqui existe um ponto teológico que vale a pena abordar, a vontade de Deus. Entendemos pela Palavra que existem duas vontades de Deus, a permissiva e a soberana vejamos:
1. Vontade Permissiva - é a vontade em que Deus permite que algo acontece, muitas vezes parecendo que algo está saindo do controle, por exemplo: Deus permitiu que Adão caísse em tentação, pois o próprio Senhor tinha como evitar aquilo. Sendo assim, tudo o que acontece na terra que não parte de uma ordem direta de Deus, é da Sua permissão, logo, tudo acontece pela vontade de Deus;
2. Vontade soberana - é a vontade em que Deus ordena algo expressamente e após a Sua ordem a ação determinada acontece, como exemplo temos a determinação de Deus para Jonas:
"1 E veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
2 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.", Jonas 1.1,2
Sabemos que Jonas não estava nem um pouco a fim de ir até aquela cidade, mas ele foi de qualquer forma. 

2.2. O Reino de Deus
No Antigo Testamento, Deus reinou soberano sobre o povo de Israel: "Assim diz o Senhor, Rei de Israel e seu Redentor... fora de mim não há Deus" (Is 44.6). No Novo Testamento, Seu reinado se estabeleceu sobre a Igreja: "É chegado a vós o Reino de Deus" (Mt 12.28). Ainda hoje, Deus governa sobre o Seu povo e, no fim dos tempos, todos reconhecerão o Seu reinado (Rm 14.11).
O governo do Senhor é reconhecido pela Igreja, pelo universo e pelos anjos, no entanto não é reconhecido pela humanidade. Os ímpios, de uma forma geral, não reconhecem a Deus como governante, pois vivem na ilusão de que o Senhor não os governa. Mas isso acontece por que eles ignoram o fato de que tudo o que acontece só acontece porque Deus ordena ou permite. Inclusive eles só respiram porque Deus o está permitindo.

3. O SENHORIO DE DEUS
O Senhor é dono de todas as coisas, das quais Ele cuida com zelo e providência. Esse senhorio reflete autoridade suprema sobre toda a criação, a qual Ele governa com poder, justiça e amor eterno. Sob o domínio de Deus, tudo encontra propósito, e aqueles que O reconhecem como Senhor experimentam paz e direção em sua jornada terrena.

3.1. Senhor do Seu povo
No Antigo Testamento, Deus é designado como "Senhor" (Dt 10.17), do hebraico Adonai, que traz o sentido de julgar, governar, característica daquele que é dono de algo. Ou seja, Deus é Senhor porque é dono de tudo (1Cr 29.11). No Novo Testamento, o termo equivalente a "Senhor" vem do grego Kyrios, que expressa posse. Assim, todos que ouvem a voz do Senhor e a ela obedecem são propriedade dEle: "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes o meu concerto, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha" (Êx 19.5).
[...]

3.2. Senhor da criação
O Criador tem a posse de tudo que criou: "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades; tudo foi criado por ele e para ele" (Cl 1.16). Ele é zeloso e providente com Sua criação, por isso não devemos nos desesperar diante das adversidades (1Pe 5.7).
O propósito do Senhor, ao criar todas as coisas era de criar o ser humano. Sendo assim, o Senhor fez a terra como local para esse ser humano, fez a luz como fonte de energia, fez as ervas e os animais para sustento para esse ser humano, e por fim, o Senhor fez o ser humano à Sua própria imagem. No entanto, Deus fez o ser humano para si mesmo:
"A todos os que são chamados pelo meu nome, e os que criei para a minha glória: eu os formei, e também eu os fiz.", Isaías 43.7
E se a criação terrena foi para o homem e o homem para Deus, então, podemos afirmar que tudo foi feito por Deus e para Deus.
Algumas pessoas vão à igreja por se sentiram bem, ou buscam uma benção, mas não tem Deus como Senhor, pois ainda não conhecem a grandeza de Deus e estão aprisionados às coisas desse mundo.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
A Teologia estuda os propósitos e desígnios de Deus estabelecidos na eternidade, antes mesmo da criação, aos quais chama de "Decretos de Deus". Esses decretos são eternos e soberanos, estabelecidos na eternidade pretérita (antes da própria criação) sobre todas as coisas que aconteceriam no universo criado. Dessa forma, podemos confiar inteiramente no governo régio de Deus, que ordena tudo de acordo com Sua santa vontade, Sua perfeita sabedoria e Seu grandioso propósito. De acordo com essa doutrina, Deus tem um propósito para a criação e, em especial, para os seres humanos: a manifestação de Sua glória. A glória de Deus é manifesta na criação de maneira passiva, quando o ser humano reconhece a honra, a majestade e a grandeza de Deus, mas também é ativa, quando o homem participa e é incluído na glória de Deus (Rm 8.17).

CONCLUSÃO
Deus é soberano, Rei e Senhor, e Seus planos não podem ser frustrados. Reconhecer o Senhorio de Deus, portanto, é entregar-se à Sua vontade soberana e confiar que Sua sabedoria e Seu amor guiam cada aspecto da nossa existência. É encontrar propósito e paz ao aceitar que Ele reina, transforma vidas e direciona todas as coisas segundo o Seu plano eterno. Que, ao reconhecer o Senhorio de Deus, possamos viver em humildade, fé e obediência, refletindo Sua glória em nossas ações.
Professor(a), essa lição apresentou o Senhor como o Altíssimo, Soberano e Senhor de todas as coisas. Por isso, sugiro que confronte os alunos com perguntas do tipo:
Quando você precisa tomar uma decisão, você pensa no assunto e busca as alternativas, ou primeiro fala com Deus em oração? Essa pergunta é retórica, mas serve para puxar a reflexão dos alunos.
Após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

COMPLEMENTANDO
Apesar de ser soberano, Rei e Senhor, Deus não é determinista. O determinismo é uma concepção errônea e herética, que afirma que todas as coisas acontecem por determinação do próprio Deus. Se tal compreensão fosse correta, até mesmo nossas ações seriam determinadas por Ele; logo, não teríamos direito de escolha, nem liberdade, nem responsabilidades. Por fim, não existiria culpa, e Deus seria o autor do pecado.

EU ENSINEI QUE:
Ao Senhor pertencem todas as coisas, das quais Ele cuida com zelo e providência.
___________________________

Esse material é gratuito, no entanto, se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
___________________________________ 
Este é um subsídio para professores e alunos, com comentários do pastor Marcos André (em azul) 
Para mais conteúdos de Escola Dominical, acesse o CLUBE DA TEOLOGIA (Blog de estudos). 
Convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp). 
Conheça meu livro “O Maior Milagre de Jesus” Clique aqui.
Conheça meu livro “Livro das Obras Contexto” Clique aqui.

ATENÇÃO: ESTE SUBSÍDIO É GRATUITO PARA OS USUÁRIOS DO CLUBE DA TEOLOGIA
 
___________________________________________________________

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

quinta-feira, 26 de março de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 13 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 13



(Revista Editora Betel)

Tema: NÃO ANDEIS ANSIOSOS


Texto de Referência: 1Pe 5.7

VERSÍCULO DO DIA
"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos? ou: Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos?" (Mt 6.31).

VERDADE APLICADA
O Senhor cuida das aves do céu e dos lírios do campo; ainda maior é o cuidado dEle por aqueles que são Seus.  

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que confiar em Deus combate a ansiedade;
✔ Ressaltar que Deus trabalha no silêncio;
✔ Saber que a busca desenfreada por bens materiais pode nos levar à escravidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja se preocupe mais com a vida eterna do que com as coisas efêmeras.

LEITURA SEMANAL
Seg | 1Pe 5.7 – Lancem sobre Deus toda a ansiedade.
Ter | Mt 6.34 – Não se preocupem com o dia de amanhã.
Qua | Fp 4.6 – Não fiquem ansiosos com nada.
Qui | Sl 42.11 – Não se abatam, esperem em Deus.
Sex | Sl 94.19 – O Senhor consola o crente ansioso.
Sáb | Fp 4.11-13 – Contente e sem ansiedade em qualquer situação.

INTRODUÇÃO
Professor(a), esta é a última lição do trimestre e o assunto que será tratado é bem atual, pois fala de um mal que tem afetado muitas pessoas nestes dias, que é a ansiedade, e neste subsídio deixarei acréscimos interessantes para você preparar uma excelente aula. 
Muitas pessoas estão escravizadas pela ansiedade; por isso, Jesus abordou o assunto no Sermão da Montanha, orientando e consolando os que enfrentam ansiedade e dor. Ele nos ensina a confiar em Deus, em vez de andarmos ansiosos pelas nossas necessidades materiais. Jesus exortou Seus discípulos a priorizarem o Reino de Deus, assegurando que o Pai Celestial é o provedor de quem nele confia.
A questão da ansiedade não era tão prejudicial no tempo dos discípulos como é nos dias de hoje. Isso mostra como o Sermão do Monte tratava também de questões futuras. Como se Jesus tivesse deixando um ensino para os dias atuais. 
Em um artigo publicado pela revista Veja no início de 2025, mostrava que o Brasil ocupava uma posição de destaque no ranking global de ansiedade. E as causas mais comuns eram o abuso de redes sociais, inflação, a polarização política e outros. Isso mostra que os problemas atuais agravam aquilo que Jesus já alertava a dois mil anos atrás.
Informações disponíveis em:
https://veja.abril.com.br/comportamento/brasil-ocupa-alarmante-papel-de-destaque-na-atual-epidemia-global-de-ansiedade/

1. COMBATENDO A ANSIEDADE
Jesus explicou aos Seus discípulos e seguidores que andar inquietos não os ajudaria a vencer as adversidades da vida. A preocupação excessiva não resolve os problemas (Mt 6.27). Confie em Deus, pois Ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7).

1.1. Confiando em Deus
Jesus ressaltou que devemos trocar a ansiedade pela confiança em Deus (Jo 14.1), porque quem adora a Deus não precisa se preocupar com comida, bebida ou roupas. Ele nos diz que "a vida é mais do que mantimentos, e o corpo mais do que vestimentas" (Mt 6.25). Jesus citou ainda o exemplo das aves do céu, que vivem aos cuidados de Deus, e questiona: "Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mt 6.26).
Quando Jesus trata da questão da ansiedade pelas coisas da vida, vale ressaltar que o Senhor mostra que devemos dar importância às coisas essenciais para o viver, que são a vestimenta e alimentação, sem no entanto deixar que a preocupação nos domine. Note que Jesus convida os discípulos a descansarem em Deus, ou seja, ao invés de eles se preocuparem com comida, deveriam estar conscientes que Deus supriria o necessário. E Jesus também convida eles a verem o valor que eles tem diante de Deus, veja:
"Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?", Mateus 6.26
Muitos irmãos não enxergam o valor que possuem diante de Deus, e por isso vivem preocupados com o que pode acontecer. 
Vale acrescentar que um dos benefícios do Evangelho é a paz que passamos a ter em nosso coração, pois a verdade é que, Jesus não resolve os nossos problemas, mas nos ajuda a passar por eles. 

1.2. Buscando o Reino de Deus em primeiro lugar
No Sermão da Montanha, Jesus explicou que ficar inquieto não resolve nossas necessidades (Mt 6.27); por isso, antes de qualquer coisa, precisamos buscar o Reino de Deus (Mt 6.33). A solução está em entregar nossas preocupações ao Senhor e não em investir energia no que nos deixa ansiosos.
Convém acrescentar que a etimologia da palavra "preocupação" é:
. pré - prefixo que significa "antes";
. ocupação - radical que significa "trabalho ou tarefa".
Assim, preocupação significa estar ocupado antecipadamente. Ou seja, o preocupado é aquele que fica ocupado antecipadamente, perdendo tempo, gastando energia e saúde. Por isso o comentarista afirma que não devemos gastar energia no que nos deixa ansiosos, mas entregar as preocupações ao Senhor:
"6 Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que a seu tempo vos exalte;
7 Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.", 1 Pedro 5.6,7

REFLETINDO
"À luz da Palavra de Deus, entendemos que quem vive preso pela ansiedade cultiva o modelo de pensamento deste mundo." (Bispa Marvi Ferreira)

2. ANSIOSOS PELO QUE É PASSAGEIRO
Andar ansioso pelo que é passageiro reflete a tendência humana de apegar-se a coisas temporais, como bens materiais, status e prazeres fugazes. A preocupação com o efêmero rouba a paz que vem da fé em Deus. Cultivar uma perspectiva eterna, por meio de disciplinas espirituais como oração e jejum, nos liberta da inquietação e nos alinha com o propósito de Deus (Mt 6.16-21).

2.1. Deus trabalha na nossa quietude
No deserto, rumo à Terra Prometida, Deus fez chover pão dos céus (Ex 16.4) e também provisionou água para o Seu povo (Ex 17.6). Durante os quarenta anos em que peregrinaram pelo deserto, suas roupas não envelheceram nem seus pés incharam (Ne 9.21). Isso mostra que o Senhor tem coisas maiores para os seus filhos, que não dependem apenas de alimento e vestes (Mt 4.4; 1Co 15.19,32). Jesus nos exorta a descansar nEle, observar as aves do céu e confiar em Deus, que trabalha em nossa quietude e supre todas as nossas necessidades.
Podemos acrescentar aqui, a explicação de um erro comum de alguns pregadores que ministram sobre os israelitas que atravessaram o deserto por quarenta anos, pois eles afirmam que conforme as crianças iam crescendo, as suas roupas "cresciam" no corpo deles. Na verdade a Bíblia não fala isso:
"De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam.", Neemias 9.21
O texto não afirma que as suas roupas cresceram no corpo, apenas não envelheceram, ou seja, não ficaram inservíveis, sendo assim, conforme a pessoa crescia, suas roupas serviriam para o filho ou parente, mas não se estragava. Muitos pregadores fazem conjecturas estranhas forçando o texto a dizer algo que não diz.

2.2. Deus nos despreocupa do amanhã
Em Mateus 6.34, Jesus nos adverte a não nos preocuparmos com o que pode acontecer amanhã. Se surgir alguma situação difícil, Deus irá nos ajudar. Ele sabe de tudo o que precisamos, por isso Jesus nos orienta a buscar primeiro o Reino de Deus (Mt 6.34). Diante disso, devemos cuidar do dia de hoje e confiar que o amanhã estará nas mãos de Deus. Quanto mais ficamos ansiosos, menos experimentamos do cuidado de Deus, que zela por cada um de nós.
[...]

3. O NOSSO SUPREMO PROVEDOR
Deus tem pleno conhecimento do que necessitamos. Ele tem planos de paz, de esperança e de um futuro para o Seu povo, mesmo em meio às adversidades (Jr 29.11). O profeta Jeremias se dirigiu aos exilados na Babilônia, destacando a soberania e o cuidado de Deus, que transcendem as circunstâncias e nos oferecem uma perspectiva eterna. Como nosso Supremo Provedor, Deus supre nossas necessidades materiais e também guia os nossos passos com propósito e fidelidade.

3.1. Ou Deus ou Mamom
No Sermão da Montanha, Jesus esclarece que ninguém pode servir a dois senhores, pois acabará amando um e desprezando o outro. Isso aponta para a impossibilidade de dividir a nossa lealdade entre Deus e as riquezas materiais deste mundo (Mt 6.24). A busca desenfreada por bens terrenos, representados pelo dinheiro (ou Mamom), compete com a devoção a Deus e gera um conflito em nosso coração.
Para falar de devoção ao dinheiro, o Senhor Jesus criou uma tipologia, isto é, "Mamom" que é uma palavra do aramaico que significa "riqueza", e Jesus a apresenta como uma divindade. Mostrando que a riqueza pode se tornar como um deus para quem a detém. Isso acontece hoje em dia com pessoas que vivem presas ao dinheiro, buscando acumular o máximo que podem, não se contentando com o suficiente em suas vidas.
Veja a realidade que a Palavra de Deus apresenta sobre isso:
"7 Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele.
8 Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.
9 Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína.", 1 Timóteo 6.7-9

3.2. Servos de Cristo ou escravos da ansiedade?
As crises na economia mundial deixam muitas pessoas inquietas quanto à acumulação de riquezas e ao consumo de bens materiais. O apóstolo Pedro nos orienta a lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7). A ansiedade nos escraviza ao medo e às riquezas terrenas. Por outro lado, quando entregamos nossas preocupações a Cristo, somos libertos dessas inquietações e passamos a viver como servos dEle (1Co 7.22).
Os medos que enfrentamos na vida nos impedem de ir mais longe, de arriscar e de viver experiências. Essas sãos as características da escravidão, os senhores mantém os escravos presos impedindo-os de fugirem. Por isso, o Senhor Jesus se apresenta como o nosso libertador:
"35 Ora o servo não fica para sempre em casa; o Filho fica para sempre.
36 Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.", João 8.35,36
Quando Jesus falou essa verdade, Ele se referia à escravidão do pecado, mas sabemos que o pecado gera medo, assim como gerou em Adão que teve medo de se encontrar com Deus após pecar, então podemos dizer que as palavras de Jesus em João 8.35,36 podem ser aplicadas à escravidão do medo. E só Jesus pode nos libertar desse medo.

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Paulo traz uma palavra tranquilizadora: “Meu Deus suprirá cada uma de vossas necessidades” (Fp 4.19). O corpo necessita de alimento, bebida, abrigo e vestes, e essas coisas costumam preocupar aqueles que não confiam plenamente em Deus. No entanto, o Senhor supre tudo o que precisamos. Quando nos preocupamos excessivamente com coisas materiais, acabamos sendo dominados por elas, contrariando o ensino de Jesus.

CONCLUSÃO
Jesus nos chama a trocar a ansiedade pelo cuidado de Deus. Ao priorizarmos o Reino de Deus e a Sua justiça, somos libertos do peso das preocupações e convidados a viver com fé, confiança e propósito. Servir a Cristo nos liberta da escravidão da ansiedade e nos conduz ao descanso em Deus.
Professor(a), após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para o próximo trimestre falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

COMPLEMENTANDO
A ansiedade tem sido considerada o “mal do século XXI”, afetando pessoas de diferentes idades e classes sociais. O uso excessivo das redes sociais está entre os fatores que contribuem para a ansiedade e a depressão. Por isso, é essencial cuidar do corpo, da alma e do espírito.

EU ENSINEI QUE:
Jesus esclarece que ninguém pode servir a dois senhores, pois acabará amando um e desprezando o outro. Isso mostra que não é possível dividir a nossa lealdade entre Deus e as riquezas deste mundo.
___________________________

Esse material é gratuito, no entanto, se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
___________________________________ 
Este é um subsídio para professores e alunos, com comentários do pastor Marcos André (em azul) 
Para mais conteúdos de Escola Dominical, acesse o CLUBE DA TEOLOGIA (Blog de estudos). 
Convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp). 
Conheça meu livro “O Maior Milagre de Jesus” Clique aqui.
Conheça meu livro “Livro das Obras Contexto” Clique aqui.

ATENÇÃO: ESTE SUBSÍDIO É GRATUITO PARA OS USUÁRIOS DO CLUBE DA TEOLOGIA
 
___________________________________________________________

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)

sábado, 21 de março de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR JOVENS - Lição 13 / 1º Trim 2026

NÃO ANDEIS ANSIOSOS


Texto de Referência: 1Pe 5.7

VERSÍCULO DO DIA
"Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos? ou: Que beberemos? ou: Com que nos vestiremos?" (Mt 6.31).

VERDADE APLICADA
O Senhor cuida das aves do céu e dos lírios do campo; ainda maior é o cuidado dEle por aqueles que são Seus.  

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que confiar em Deus combate a ansiedade;
✔ Ressaltar que Deus trabalha no silêncio;
✔ Saber que a busca desenfreada por bens materiais pode nos levar à escravidão.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que a Igreja se preocupe mais com a vida eterna do que com as coisas efêmeras.

LEITURA SEMANAL
Seg | 1Pe 5.7 – Lancem sobre Deus toda a ansiedade.
Ter | Mt 6.34 – Não se preocupem com o dia de amanhã.
Qua | Fp 4.6 – Não fiquem ansiosos com nada.
Qui | Sl 42.11 – Não se abatam, esperem em Deus.
Sex | Sl 94.19 – O Senhor consola o crente ansioso.
Sáb | Fp 4.11-13 – Contente e sem ansiedade em qualquer situação.

INTRODUÇÃO
Muitas pessoas estão escravizadas pela ansiedade; por isso, Jesus abordou o assunto no Sermão da Montanha, orientando e consolando os que enfrentam ansiedade e dor. Ele nos ensina a confiar em Deus, em vez de andarmos ansiosos pelas nossas necessidades materiais. Jesus exortou Seus discípulos a priorizarem o Reino de Deus, assegurando que o Pai Celestial é o provedor de quem nele confia.

PONTO-CHAVE
"A ansiedade surge quando desviamos o olhar do Senhor e passamos a olhar para as circunstâncias ao nosso redor."

1. COMBATENDO A ANSIEDADE
Jesus explicou aos Seus discípulos e seguidores que andar inquietos não os ajudaria a vencer as adversidades da vida. A preocupação excessiva não resolve os problemas (Mt 6.27). Confie em Deus, pois Ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7).

1.1. Confiando em Deus
Jesus ressaltou que devemos trocar a ansiedade pela confiança em Deus (Jo 14.1), porque quem adora a Deus não precisa se preocupar com comida, bebida ou roupas. Ele nos diz que "a vida é mais do que mantimentos, e o corpo mais do que vestimentas" (Mt 6.25). Jesus citou ainda o exemplo das aves do céu, que vivem aos cuidados de Deus, e questiona: "Não tendes vós muito mais valor do que elas?" (Mt 6.26).

1.2. Buscando o Reino de Deus em primeiro lugar
No Sermão da Montanha, Jesus explicou que ficar inquieto não resolve nossas necessidades (Mt 6.27); por isso, antes de qualquer coisa, precisamos buscar o Reino de Deus (Mt 6.33). A solução está em entregar nossas preocupações ao Senhor e não em investir energia no que nos deixa ansiosos.

REFLETINDO
"À luz da Palavra de Deus, entendemos que quem vive preso pela ansiedade cultiva o modelo de pensamento deste mundo." (Bispa Marvi Ferreira)

2. ANSIOSOS PELO QUE É PASSAGEIRO
Andar ansioso pelo que é passageiro reflete a tendência humana de apegar-se a coisas temporais, como bens materiais, status e prazeres fugazes. A preocupação com o efêmero rouba a paz que vem da fé em Deus. Cultivar uma perspectiva eterna, por meio de disciplinas espirituais como oração e jejum, nos liberta da inquietação e nos alinha com o propósito de Deus (Mt 6.16-21).

2.1. Deus trabalha na nossa quietude
No deserto, rumo à Terra Prometida, Deus fez chover pão dos céus (Ex 16.4) e também provisionou água para o Seu povo (Ex 17.6). Durante os quarenta anos em que peregrinaram pelo deserto, suas roupas não envelheceram nem seus pés incharam (Ne 9.21). Isso mostra que o Senhor tem coisas maiores para os seus filhos, que não dependem apenas de alimento e vestes (Mt 4.4; 1Co 15.19,32). Jesus nos exorta a descansar nEle, observar as aves do céu e confiar em Deus, que trabalha em nossa quietude e supre todas as nossas necessidades.

2.2. Deus nos despreocupa do amanhã
Em Mateus 6.34, Jesus nos adverte a não nos preocuparmos com o que pode acontecer amanhã. Se surgir alguma situação difícil, Deus irá nos ajudar. Ele sabe de tudo o que precisamos, por isso Jesus nos orienta a buscar primeiro o Reino de Deus (Mt 6.34). Diante disso, devemos cuidar do dia de hoje e confiar que o amanhã estará nas mãos de Deus. Quanto mais ficamos ansiosos, menos experimentamos do cuidado de Deus, que zela por cada um de nós.

3. O NOSSO SUPREMO PROVEDOR
Deus tem pleno conhecimento do que necessitamos. Ele tem planos de paz, de esperança e de um futuro para o Seu povo, mesmo em meio às adversidades (Jr 29.11). O profeta Jeremias se dirigiu aos exilados na Babilônia, destacando a soberania e o cuidado de Deus, que transcendem as circunstâncias e nos oferecem uma perspectiva eterna. Como nosso Supremo Provedor, Deus supre nossas necessidades materiais e também guia os nossos passos com propósito e fidelidade.

3.1. Ou Deus ou Mamom
No Sermão da Montanha, Jesus esclarece que ninguém pode servir a dois senhores, pois acabará amando um e desprezando o outro. Isso aponta para a impossibilidade de dividir a nossa lealdade entre Deus e as riquezas materiais deste mundo (Mt 6.24). A busca desenfreada por bens terrenos, representados pelo dinheiro (ou Mamom), compete com a devoção a Deus e gera um conflito em nosso coração.

3.2. Servos de Cristo ou escravos da ansiedade?
As crises na economia mundial deixam muitas pessoas inquietas quanto à acumulação de riquezas e ao consumo de bens materiais. O apóstolo Pedro nos orienta a lançar sobre o Senhor toda a nossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7). A ansiedade nos escraviza ao medo e às riquezas terrenas. Por outro lado, quando entregamos nossas preocupações a Cristo, somos libertos dessas inquietações e passamos a viver como servos dEle (1Co 7.22).

SUBSÍDIO PARA O EDUCADOR
Paulo traz uma palavra tranquilizadora: “Meu Deus suprirá cada uma de vossas necessidades” (Fp 4.19). O corpo necessita de alimento, bebida, abrigo e vestes, e essas coisas costumam preocupar aqueles que não confiam plenamente em Deus. No entanto, o Senhor supre tudo o que precisamos. Quando nos preocupamos excessivamente com coisas materiais, acabamos sendo dominados por elas, contrariando o ensino de Jesus.

CONCLUSÃO
Jesus nos chama a trocar a ansiedade pelo cuidado de Deus. Ao priorizarmos o Reino de Deus e a Sua justiça, somos libertos do peso das preocupações e convidados a viver com fé, confiança e propósito. Servir a Cristo nos liberta da escravidão da ansiedade e nos conduz ao descanso em Deus.

COMPLEMENTANDO
A ansiedade tem sido considerada o “mal do século XXI”, afetando pessoas de diferentes idades e classes sociais. O uso excessivo das redes sociais está entre os fatores que contribuem para a ansiedade e a depressão. Por isso, é essencial cuidar do corpo, da alma e do espírito.

EU ENSINEI QUE:
Jesus esclarece que ninguém pode servir a dois senhores, pois acabará amando um e desprezando o outro. Isso mostra que não é possível dividir a nossa lealdade entre Deus e as riquezas deste mundo.

Fonte: Revista Betel Conectar

quinta-feira, 19 de março de 2026

ESCOLA DOMINICAL BETEL CONECTAR SUBSÍDIO - Lição 12 / 1º Trim 2026



AULA EM ____ DE _________ DE _____ - LIÇÃO 12



(Revista Editora Betel)

Tema: ESMOLA, ORAÇÃO E JEJUM SÃO PRÁTICAS ESPIRITUAIS



Texto de Referência: Mc 9.29

VERSÍCULO DO DIA
"Guardai-vos de fazer a vossa esmola diante dos homens, para serdes vistos por eles; aliás, não tereis galardão junto de vosso Pai, que está nos céus" (Mt 6.1).

VERDADE APLICADA
Esmola, oração e jejum são disciplinas espirituais que não devem ser praticadas para obter a admiração alheia, mas para agradar a Deus.

OBJETIVOS DA LIÇÃO
✔ Reconhecer que a esmola nos liberta da avareza;
✔ Ressaltar que a oração nos conecta com Deus;
✔ Identificar os ensinamentos de Jesus a respeito do jejum.

MOMENTO DE ORAÇÃO
Ore para que dar esmola, orar e jejuar façam parte da vida da Igreja.

LEITURA SEMANAL
Seg | Pv 19.17 – Quem se compadece do pobre empresta ao Senhor.
Ter | Lc  11.41– Dando esmola do que temos.
Qua | Gn 20.17 – O alvo da oração é Deus.
Qui | Ef 6.18 – Orando em todo o tempo.
Sex | Ed 8.21 – O jejum como sinal de humilhação a Deus.
Sáb | Dn 9.3 – Buscando a Deus em oração e jejum.

INTRODUÇÃO
Professor(a), falta pouco para encerrarmos o trimestre, e essa lição fala de três práticas que foram orientadas por Jesus dentro do Sermão do Monte e que eram muito utilizadas e ensinadas na Igreja Primitiva. Este subsídio tem o objetivo de acrescentar conhecimento ao professor(a) da EBD, a fim de enriquecer a aula.
No Sermão da Montanha, Jesus fez algumas advertências aos Seus discípulos e seguidores sobre três aspectos da vida cristã: A) dar esmolas, ato que não deve ter como objetivo sermos glorificados pelos homens (Mt 6.2-4); B) orar em secreto e sem vãs repetições (Mt 6.7,8); C) jejuar, o que deve ser feito com discrição, sem o intuito de sermos notados pelos outros, mas para nos conectarmos a Deus, que nos galardoará (Mt 6.16-18).
Podemos notar de imediato que as orientações quanto a essas práticas são para que o discípulo não se exalte e não busque glória para si, mas faça tudo para Deus. E podemos iniciar dizendo que o objetivo de Jesus ao trazer essas orientações era para combater o costume religioso da época, pois Jesus não queria instituir mais uma religião no mundo semelhante às outras que já existiam, por isso, Ele condenava certas atitudes dos religiosos.

PONTO-CHAVE
"Esmolar, orar e jejuar são práticas relevantes que fazem parte da vida cristã."

1. DAR ESMOLA É UMA ATITUDE CARIDOSA
Não devemos dar esmola esperando nada em troca, porque esse é um sinal de compaixão com o próximo necessitado. É uma oportunidade de dividir parte da Providência de Deus com os carentes. No Livro de Provérbios, aprendemos que aquele que dá aos pobres empresta a Deus, cuja recompensa é eterna e sem igual (Pv 19.17).

1.1. Dar esmola é desapegar-se do que é passageiro
Ser solidário é uma obrigação moral do povo de Deus (Jó 31.16-22), e dar esmola é um ato de solidariedade. Além disso, esmolar nos ajuda a ficar livres da avareza e da ganância, porque ajudar o próximo é vê-lo como um irmão, reconhecendo que o que possuímos não é apenas nosso (Lc 14.13). Entretanto, Jesus nos adverte que as obras de caridade e as esmolas não devem ser utilizadas para publicidade pessoal (Mt 6.2-4). Jesus exortou Seus discípulos quanto ao cuidado com o próximo ao mandar que eles vendessem tudo que tinham e fossem generosos. Assim estariam juntando um tesouro no céu, onde o ladrão não chega nem a traça rói (Lc 12.33).
Uma exortação de Jesus para nós é que não sejamos avarentos, apegados aos recursos materiais. E outra exortação é para que não façamos isso para nos engrandecer diante das pessoas. Nestes dias, temos notado alguns irmãos que fazem trabalhos sociais entregando marmitas aos moradores de rua ou agasalhos e cobertores e gravando isso para colocar em redes sociais. Isso viola o direito de imagem da pessoa e é antiético. E aprendemos aqui que Jesus orientou a não fazermos isso, veja o motivo:
"Quando, pois, deres esmola, não faças tocar trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que já têm o seu galardão.", Mateus 6.2
Jesus afirmou que a pessoa que faz isso já está recebendo o seu prêmio, Ele se referia aos elogios e reconhecimento. 
Do tempo de Jesus para os dias atuais e para a realidade de nossa nação, a prática de dar esmolas se modificou muito, pois hoje temos alguns que se aproveitam da generosidade de outros para manter vícios em drogas e no álcool. Além do mais, existem os que fazem dessa prática uma máfia, pedindo esmolas em sinais de trânsito e nas saídas de supermercados. A recomendação é que os irmãos não deem dinheiro para esses pedintes, pois podem estar ajudando a destruir a pessoa. Ao invés de dar dinheiro, podemos dar um prato de comida, pagar um lanche, uma cesta básica ou algo para a família se alimentar. 

1.2. Dar esmola agrada a Deus
Para viver de maneira que agrade a Deus, devemos ter a esmola como uma prática em nossa vida. Entretanto, existem pessoas que se deixam levar pela avareza, acumulando riquezas e bens materiais. Atitudes assim são como uma erva daninha que se desenvolve no jardim da alma, cujas raízes são profundas e difíceis de arrancar. O apóstolo Paulo disse que os avarentos não terão herança no Reino de Cristo e de Deus (Ef 5.5). Os filhos de Deus, portanto, devem ter os olhos atentos à necessidade alheia, pois seguir os passos de Jesus é procurar fazer o bem a todos e socorrer o necessitado com amor e alegria.
Dar esmolas era uma prática muito comum orientada na Palavra de Deus, e podemos colocá-la junto às práticas de assistência social, tais como dar cestas básicas, ajudar alguém a pagar uma conta de água, luz ou gás, doar cobertores, brinquedos, etc. Toda ajuda que fazemos aos que não possuem recursos é uma prática semelhante a dar esmolas. O Senhor Jesus usou a expressão "dar esmolas" porque essa era a prática dos religiosos que Ele estava criticando por fazerem de forma errada. E também era a forma de ajuda aos necessitados que mais se praticava na época. No entanto, havia outras formas, por exemplo, na Lei de Moisés, o Senhor orientou aos que fossem abençoados com uma boa colheita que ajudassem os pobres na hora da sega:
"E, quando fizerdes a colheita da vossa terra, não acabarás de segar os cantos do teu campo, nem colherás as espigas caídas da tua sega; para o pobre e para o estrangeiro as deixarás. Eu sou o Senhor vosso Deus.", Levítico 23.22
Note que o desejo de Deus é que os Seus filhos sejam generosos para com os pobres de todas as formas. Então, podemos concluir que não é dar esmolas que agrada a Deus, mas sim ajudar os necessitados. 

Refletindo
"Jesus obviamente esperava que os Seus discípulos fossem doadores generosos. Suas palavras condenam a egoísta sovinice de muitos." (John Stott)

2. A ORAÇÃO É UMA DISCIPLINA ESPIRITUAL
Jesus nos manda orar para não cairmos em tentação (Mt 26.41) e nos adverte a orar sem nunca desfalecer (Lc 18.1). Essa disciplina espiritual fortalece a nossa conexão com Deus e promove a paz interior. É um ato de entrega, reflexão e comunhão que exige prática constante e intencionalidade. A oração nos leva a cultivar humildade, gratidão e confiança, alinhando nosso coração aos propósitos divinos.

2.1. A oração gera intimidade com Deus
A Bíblia nos ensina a buscar a Deus em oração em todo o tempo (Dt 4.29,30; 1Cr 16.4; Sl 119.2; Jr 29.13; Ef 6.18). No Evangelho de João, Jesus nos exorta a orar, garantindo que o Pai ouve as nossas orações (Jo 14.13,14; 15.7,16; 16.23,24). Para sermos usados na obra de Deus, necessitamos manter uma conexão profunda com Ele, e a oração é o meio pelo qual fazemos isso. Portanto, podemos dizer que a oração é um encontro reservado que cada cristão pode ter com Deus.
A ideia central na oração que Jesus ensinou é a intimidade, ou seja, era falar com Deus em particular, veja como Jesus inicia a Sua orientação:
"Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.", Mateus 6.6
Ou seja, era uma oração em particular, de portas fechadas, e quando se fala a alguém de portas fechadas, é porque o que vai ser dito é de foro íntimo. Assim, as nossas orações a Deus devem ser em intimidade, momento em que falamos nossos segredos ao Senhor. O primeiro benefício que temos ao orar assim é o alívio em desabafar com Deus aquilo que nos pesa e nos incomoda. Outro benefício é que o Senhor sempre nos envia uma resposta que nos dá o contentamento para se achar uma solução.

2.2. Orando em secreto
Pela oração nos aproximamos de Deus e fortalecemos a nossa fé (Tg 5.16); porém, devemos ser cuidadosos para não tornar nosso tempo de oração algo público destinado a chamar a atenção de quem está à nossa volta. Devemos ser discretos ao orar, e o Pai, que vê em oculto, nos recompensará. Jesus nos ensina a não sermos como os fariseus, que oravam de pé nas esquinas para serem vistos pelos outros (Mt 6.5,6).
A ordem de Cristo era para que as orações de Seus discípulos não fossem para aparecer para as pessoas ao redor, a fim de serem reconhecidos como espirituais, mas que fossem feitas em secreto com o Pai. Atualmente, não somente a oração, mas diversos devocionais são feitos por alguns irmãos, com o objetivo de se parecerem profundamente espirituais. Alguns irmãos sobem os montes para orar, filmam e postam em redes sociais. Indo diretamente de encontro a esse ensino dado por Jesus, como se nunca tivessem aprendido o que Jesus ensinou naquele sermão.

3. O JEJUM É UMA DISCIPLINA ESPIRITUAL
Assim como a oração, o jejum é uma disciplina espiritual que não deve ser deixada de lado (Mt 17.21). Sua prática gera intimidade com Deus e fortalece a nossa fé em meio às adversidades da vida. Jejuar é abster-se de alimentos ou de algo significativo para nós em busca de maior proximidade com Deus. Jejuar desenvolve o autodomínio, a reflexão e a purificação interior, ajudando-nos a focar em nossas prioridades espirituais.

3.1. Jesus ensinou sobre a prática do jejum
Jesus não apenas ensinou sobre o jejum, mas também o praticou (Mt 4.1,2). Os cristãos da Igreja Primitiva seguiram o exemplo do Mestre (At 13.1-3; 14.23), bem como os apóstolos, que também jejuavam (2Co 6.5). Durante o Sermão da Montanha, Ele deixou orientações sobre o jejum: não torná-lo público para despertar admiração (Mt 6.16); ungir a cabeça e lavar o rosto para que ninguém perceba (Mt 6.17); e ter a certeza de que Deus recompensa quem jejua em segredo (Mt 6.18).
Jesus não deixou uma doutrina detalhada sobre o jejum, não falou sobre a forma de fazer, horário, tempo adequado, etc. Mas o Senhor tratou o jejum naquilo que era o mais importante a se saber, a qualidade do coração de quem jejua. Por isso, o Senhor deu a orientação de se jejuar com o coração focado em Deus. Veja:
"Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.", Mateus 6.18
Ou seja, Jesus estava dizendo: o teu jejum importa somente a Deus e a mais ninguém. E a verdade é que, quando a pessoa jejua querendo se apresentar para os outros, é porque o seu coração está cheio de vaidade, e isso constitui uma impureza espiritual.

3.2. O jejum é para hoje
O jejum é um ensinamento bíblico que continua válido ainda hoje. Infelizmente, muitos crentes vivem como se os versículos de Mateus 6.1-18 tivessem sido retirados da Bíblia, abandonando uma disciplina espiritual que fortalece o espírito e nos faz sensíveis à voz de Deus. Quando jejuamos, nosso espírito se fortalece e nos tornamos mais sensíveis para ouvir e discernir a voz de Deus.
A verdade é que os textos de Mateus 5,6,7, que são os três capítulos do Sermão do Monte é o manual da vida cristã. Mas é um manual que poucos leem, e muitos que o leem não o seguem. E das orientações deixadas, o jejum é uma das práticas mais negligenciadas nos dias atuais. Isso acontece provavelmente pela falta de fé, que é muito comum hoje, ou pela grande compulsão alimentar em nossos dias. De uma forma ou de outra, muitos cristãos não jejuam. Mas o professor(a), em sala de aula, pode estimular os alunos à prática do jejum. Oriente-os a começarem aos poucos, eliminando uma refeição, dedicando o período de oração e assim por diante. Não há regras bíblicas claras sobre o jejum, mas o mais importante é ter o propósito de consagração e adoração a Deus. Veja o primeiro jejum ordenado por Deus:
"E isto vos será por estatuto perpétuo: no sétimo mês, aos dez do mês, afligireis as vossas almas, e nenhum trabalho fareis nem o natural nem o estrangeiro que peregrina entre vós.", Levítico 16.29
O "afligir a alma" ordenado neste versículo era a abstenção de alimentos, e o objetivo aqui era buscar a Deus no dia da expiação. 

CONCLUSÃO
A esmola, a oração e o jejum do crente devem agradar a Deus, que rejeita a hipocrisia. Quando envoltas em sinceridade, essas práticas transformam o coração e fortalecem a nossa conexão com Deus: as esmolas expressam generosidade; o jejum promove o autodomínio e a reflexão; e a oração aprofunda nossa comunhão com o Senhor.
Professor(a), após essa conclusão, siga estas instruções se desejar:
- revise, com a classe, os pontos e ideias mais importantes comentados;
- elabore e faça as perguntas se houver tempo;
- convide os alunos para a próxima aula falando da próxima lição, mencionando algo interessante que vai ser tratado.

COMPLEMENTANDO
A piedade judaica se concentrava em torno de três disciplinas religiosas: esmolas, jejum e oração. Jesus, porém, corrigiu algumas distorções, ensinando que tais práticas devem incluir humildade, abnegação e amor ao próximo e a Deus.

EU ENSINEI QUE:
Dar esmola, orar e jejuar fazem parte de uma vida cristã plena, pois nos fazem crescer como servos de Deus e nos assemelham a Cristo.

___________________________

Esse material é gratuito, no entanto, se você deseja ajudar esse ministério de ensino, pode fazer doação de qualquer valor para a chave pix 48998079439 - Marcos André

Obs: Peço que não faça doação de valor muito elevado, pois não há necessidade. O que importa é ser cooperador(a) do ensino, independente do valor.
___________________________________ 
Este é um subsídio para professores e alunos, com comentários do pastor Marcos André (em azul) 
Para mais conteúdos de Escola Dominical, acesse o CLUBE DA TEOLOGIA (Blog de estudos). 
Convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp). 
Conheça meu livro “O Maior Milagre de Jesus” Clique aqui.
Conheça meu livro “Livro das Obras Contexto” Clique aqui.

ATENÇÃO: ESTE SUBSÍDIO É GRATUITO PARA OS USUÁRIOS DO CLUBE DA TEOLOGIA
 
___________________________________________________________

Pr Marcos André (Teólogo) - convites para ministrar palestras, aulas e pregações: contato 48 998079439 (Whatsapp)