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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

ESCOLA DOMINICAL CENTRAL GOSPEL / JOVENS E ADULTOS - Lição 9 / ANO 2- N° 4

   

  As Festas Judaicas e seus Reflexos no Ministério de Cristo

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 TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Êxodo 23.14-16 

14 - Três vezes no ano me celebrareis festa. 
15 - A Festa dos Pães Asmos guardarás; sete dias comerás pães asmos, como te tenho ordenado, ao tempo apontado no mês de abibe; porque nele saíste do Egito; ninguém apareça vazio perante mim; 
16 - e a Festa da Sega dos primeiros frutos do teu trabalho, que houveres semeado no campo, e a Festa da Colheita à saída do ano, quando tiveres colhido do campo o teu trabalho. 

Salmo 100.1-5 
1 - Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra. 
2 - Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto. 
3 - Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto. 
4 - Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome. 
5 - Porque o Senhor é bom, e eterna, a sua misericórdia; e a sua verdade estende-se de geração a geração. 

TEXTO ÁUREO
Porque o fim da lei é Cristo para Justiça de todo aquele que crê. 
Romanos 10.4

SUBSÍDIOS PARA O ESTUDO DIÁRIO

2ª feira - Lucas 4.18,19 
O Espírito do Senhor é sobre mim 
3ª feira - Salmo 98 
Cantai ao Senhor um cântico novo
4ª feira - Mateus 11.25-30
Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim
5ª feira - Êxodo 22.16-31
As tuas primícias e os teus licores não retardarás 
6ª feira - Deuteronômio 26.1-11
Eu trouxe as primícias dos frutos da terra
Sábado - João 6.52-59  
Quem de mim se alimenta também viverá por mim

OBJETIVOS
Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá: 
  • compreender o propósito e a importância das festas judaicas;
  • distinguir e interpretar o significado específico de cada festa;
  • reconhecer que o louvor é mais significativo quando acompanhado de ofertas de gratidão. 
ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
    Deus estabeleceu o Sábado (hb. שבת = shabãt) como um dia sagrado de descanso e adoração para o povo de Israel, conforme registrado em Levítico 23.3. Além do sábado semanal, o Senhor também instituiu solenidades nacionais, semelhantes aos nossos feriados, durante os quais o trabalho era suspenso. Essas comemorações exigiam observâncias religiosas específicas e tinham um propósito especial na vida espiritual do povo. 
    Entre as festas importantes celebradas estão: a Páscoa, à Festa dos Pães Asmos, a Festa das Primícias, a Festa de Pentecostes, a Festa das Trombetas, o grande Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Cada uma dessas celebrações incluía rituais e práticas que enfatizavam a adoração e a obediência às leis divinas, sendo interpretadas, na teologia cristã, como prefigurações do ministério de Jesus. 

Excelente aula! 

COMENTÁRIO 

Palavra introdutória 
    As festas solenes instituídas por Deus para o povo judeu garantiam que os israelitas estivessem sempre na presença de Jeová, adorando-o e celebrando Seus grandes livramentos ao lado de suas famílias e irmãos. 

 1. REDENÇÃO, NOVA VIDA E PRIMEIROS FRUTOS 
    Este tópico destaca como as festas da Páscoa, dos Pães Asmos e das Primícias antecipam e se conectam ao ministério terreno de Cristo — Sua morte, ressurreição e ascensão — e à nova vida que Ele oferece a todos que nele creem. 

1.1. A Páscoa: uma prefiguração da morte de Cristo 
    Os hebreus viveram no Egito por 430 anos (Êx 12.40), mas foram escravizados por um novo faraó que não conhecia José (Êx 1.8-14), sofrendo pesadas cargas e tentativas de extermínio (Êx 5.6-19). Deus, então, enviou Moisés para libertá-los, impondo 10 pragas à nação opressora (Êx 7-11). Durante a última das pragas, que consistiu na morte dos primogênitos egípcios, os israelitas sacrificaram um cordeiro e marcaram suas portas com o sangue do animal. A meia-noite, o anjo da morte passou sobre o Egito, poupando as casas cujas ombreiras e vergas estavam sinalizadas, o que deu origem ao nome Páscoa (hb. פסח = Pessach), que significa “passagem”, associada ao evento da libertação dos israelitas (Êx 12.1-29). 
Após a libertação dos israelitas e sua entrada em Canaã, Deus estabeleceu a celebração anual da Páscoa no 14º dia de Nisã (Êx 12.1-14). 

1.1.1. Aspecto tipológico 
    A Páscoa, que celebra a libertação dos israelitas da terra da opressão, prefigura a morte de Cristo como o Cordeiro Pascal, cujo sacrifício redentor liberta o indivíduo do pecado e da perdição eterna (1 Jo 1.29; 1 Co 5.7). 

1.2. A Festa dos Pães Asmos: uma prefiguração da nova vida em Cristo 
    A Festa dos Pães Asmos (hb מצות= Matzot) começava no 15º dia de Nisã e continuava até o 21º dia, ou seja, sete dias após a celebração da Páscoa (Êx 12.15-20,39; Lv 23.6-8; Dt 16.1-8). Na ocasião da Páscoa, todo fermento era removido das casas, e o cordeiro pascal era sacrificado.
    Durante essa festa, que comemora a saída do Egito e o início da jornada para a Terra Prometida, eram realizados sacrifícios diários, incluindo dois bezerros, um carneiro e sete cordeiros, além de ofertas de manjares (Nm 28.19-24). Os israelitas se abstinham de leveduras durante os sete dias de festejo; assim, quem consumisse tais alimentos nesse período seria excluído da congregação (Êx 12.19). A celebração era marcada por um ambiente de alegria e festividades, incluindo cânticos e danças. 

1.2.1. Aspecto tipológico 
    Os pães asmos simbolizam a purificação e a separação — a nova vida sem pecado —, que só pode ser alcançada ao deixar o Egito — representando o mundo e suas concupiscências. No Corpo de Cristo, o comportamento e o culto não devem ser realizados com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade (1 Co 5.6-8).

1.3. A Festa das Primícias: uma prefiguração da ressurreição e ascensão de Cristo 
    Deus ordenou que, no primeiro dia após o sábado da Páscoa, durante a Festa das Primícias (hb. ביכורים = Bikkurim), os israelitas levassem um feixe dos primeiros frutos da colheita, a cevada, pois o trigo seria colhido somente entre junho e julho (Lv 23.914). Esse feixe seria apresentado ao Senhor pelo sacerdote, acompanhado de um holocausto e ofertas de manjares (Lv 23.12,13).
    Além disso, os primogênitos dos filhos e dos animais, e os primeiros frutos da terra, vinho e azeite, pertenciam a Jeová (Êx 13.2; Nm 18.12; Êx 34.26; Ne 10.35). Durante a Festa das Primícias, os sacerdotes recebiam e comiam das ofertas de manjares entregues pelo povo (Êx 23.19). 

1.3.1. Aspectos tipológicos 
  • A Festa das Primícias, ocorrendo no início da colheita, é uma celebração da primeira colheita e aponta para a ressurreição de Cristo como as primícias dos que dormem, inaugurando a promessa de vida eterna (1 Co 15.20; Cl 1.18; Tg 1.18).
  • O molho das primícias, apresentado diante de Deus, simboliza a ascensão de Cristo e Sua aceitação como o primeiro fruto da família divina.
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    A Festa das Primícias está conectada com a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos por meio da sequência festiva do calendário judaico. 
A Páscoa inicia o ciclo, seguida pela Festa dos Pães Asmos, e a Festa das Primícias ocorre no final desse ciclo.
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 2. O ESPÍRITO SANTO E A COLHEITA 
    A Festa de Pentecostes ocupa um lugar central no calendário religioso judaico. Essa cerimônia, no contexto cristão, prefigura a pessoa do Espírito Santo. 

2.1. A Festa de Pentecostes: uma prefiguração do Espírito Santo 
    A Festa de Pentecostes (hb. חג שבועות = Shavuot) é mencionada em Levítico 23.15-21. No Antigo Testamento, era chamada de Festa das Semanas (Êx 34.22; Dt 16.10) e Festa da Sega dos Primeiros Frutos (Êx 23.16; 34.22; Dt 16.16). A palavra Pentecostes (gr. pentekoste = “cinquenta”) é uma referência ao fato de que ela ocorria 50 dias após a Festa das Primícias (Lv 23.15,16). 
    Durante o Pentecostes, eram realizados diversos sacrifícios. Também eram oferecidos manjares, bolos e farinha, além de sete cordeiros de um ano sem defeito, um novilho e dois carneiros para o holocausto, um bode para expiação dos pecados e dois cordeiros como oferta de paz (Lv 23.18,19). 

2.1.1. Aspectos tipológicos 
  • A associação de Shavuot com a entrega da Lei ao povo de Israel vem da tradição judaica que associa a entrega das Tábuas da Lei (ou os Dez Mandamentos) no Monte Sinai ao período dessa festividade. Esta conexão é baseada na crença de que o evento ocorreu aproximadamente no mesmo período dessa celebração, formando uma continuidade entre a gratidão pela colheita e a gratidão pela revelação divina. No Novo Testamento, o Espírito Santo, enviado no dia de Pentecostes, é o guia e conselheiro que oferece uma nova forma de instrução interna e orientação pessoal para os crentes.
  • A celebração também envolvia a reunião de israelitas de diversas regiões, tal qual ocorrido posteriormente no Cenáculo (At 1.13,15; 2.5), o que aponta para a ação do Espírito Santo em caráter universal na formação, preparo e expansão da Igreja.
 3.  CONVOCAÇÃO, PERDÃO E REINADO ETERNO 
    Estas festas estão ligadas ao início de um novo ciclo e têm significados proféticos associados à esperança da segunda vinda de Cristo, Seu sacerdócio eterno e o estabelecimento do Seu Reino futuro. 

3.1. À Festa das Trombetas: uma prefiguração da segunda vinda de Cristo 
    A Festa das Trombetas (hb. ראש השנה = Rosh Hashaná), descrita em Levítico 23.23-25, ocorre no primeiro dia do sétimo mês no calendário hebraico, chamado Tishri. No calendário ocidental, esta data normalmente cai em setembro ou outubro, uma vez que o calendário judaico é lunar. A festividade deveria ser celebrada com uma Convocação solene e o toque de trombetas (Nm 10.1-10).
    A celebração durava um dia, e o propósito principal era o arrependimento e a preparação espiritual para o grande Dia da Expiação, que ocorre no décimo dia de Tishri (Lv 23.27). A Escritura se refere a esses dias como memória de jubilação (Lv 23.24) e dia de jubilação (Nm 29.1). A festividade era marcada por um descanso solene e a oferta de sacrifícios.
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    A conexão entre a Festa das Trombetas e o Início do Ano Novo judaico (Rosh Hashaná) é uma característica fundamental da tradição judaica e das práticas contemporâneas. O toque do shofar, um chifre de carneiro, simboliza a marcação do novo ano e serve como um chamado ao arrependimento e à reflexão espiritual.
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3.1.1. Aspecto tipológico 
    A Festa das Trombetas marca a convocação para O grande Dia da Expiação, relembrando o uso das trombetas no deserto (Nm 10.1-10), nas batalhas, e o anúncio da presença de Deus ( Êx 19.16,19 ARA). O toque desse dispositivo sonoro, portanto, simboliza prontidão para um grande acontecimento. Nesse sentido, essa festividade nos alerta para o dia em que a trombeta de Deus soará e Jesus Cristo virá outra vez para nos buscar (1 Ts 4.16,17). 

3.2. O Grande Dia da Expiação: uma prefiguração do sacerdócio eterno de Cristo 
    O décimo dia do sétimo mês é especial porque marca o grande Dia da Expiação (hb. יום כיפור = Yom Kippur), quando o sumo sacerdote entrava no Lugar Santíssimo para expiar os pecados do povo. Essa cerimônia e sua tipologia foram detalhadas na lição anterior desta revista. (Se julgar pertinente, professor, retome as reflexões propostas na ocasião da ministração da aula.) 

3.3. A Festa dos Tabernáculos: uma prefiguração do estabelecimento do Reino de Cristo 
    A Festa dos Tabernáculos (hb. = סוכות = Sukkot), também conhecida como Festa da Colheita, conforme Êxodo 23.16, começava no 15º dia do sétimo mês, imediatamente após o grande Dia da Expiação. Durante esse festejo, eram oferecidos holocaustos, ofertas queimadas, ofertas de manjares, libações, além do pagamento de votos e ofertas voluntárias. A celebração durava sete dias, e o oitavo dia — conhecido como “o oitavo Dia da Assembleia” — era uma festividade separada (Lv 23.33-44; Dt 16.13-15). 
    Este período de festas começava com a Festa das Trombetas, seguido pelo grande Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Nesta época, a terra produzia a maior parte de sua colheita anual, e os crentes ofereciam a Deus ofertas voluntárias em agradecimento. 
    Os israelitas celebravam a época em que os hebreus viveram no deserto, desde a saída do Egito até a entrada em Canaã, morando em tendas. Eles usavam ramos de árvores, palmas e salgueiros para alegrarem-se diante do Senhor (Lv 23.40). 

3.3.1. Aspectos tipológicos 
    A Festa dos Tabernáculos é vista como uma prefiguração do futuro Reino de Cristo devido a vários aspectos simbólicos e proféticos associados a ela. A celebração:
  • lembra o tempo em que os israelitas viveram em tendas no deserto, simbolizando a futura habitação de Deus entre os homens, como descrito na profecia de Apocalipse 21.3, onde Ele promete morar com Seu povo na Nova Jerusalém; 
  • ocorre durante a colheita final, simbolizando a abundância e gratidão pela provisão de Deus. Algumas interpretações associam-na à grande colheita espiritual no fim dos tempos, quando Cristo reunirá todos os crentes em Seu Reino;
  • é frequentemente entendida como uma antecipação do Reino Milenar de Cristo, um período futuro de paz e justiça na terra, conforme vaticinado pelos profetas. 
CONCLUSÃO
    Ao concluir este estudo, você deve ter compreendido a importância e o propósito das festas judaicas estabelecidas por Deus. Cada celebração não apenas remonta a eventos históricos, mas também antecipa e simboliza aspectos do ministério de Cristo. 
    Que esses conhecimentos enriqueçam sua vida espiritual e aprofundem sua compreensão do plano divino revelado por meio das festas judaicas e de Seu cumprimento no Filho de Deus. 

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quais festas solenes, instituídas por Deus, são destacadas nesta lição? 
R.: Páscoa; Festa dos Pães Asmos; Festa das Primícias; Festa de Pentecostes; Festa das Trombetas; o grande Dia da Expiação; e a Festa dos Tabernáculos.

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